BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO: acolher Jesus
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Acolher Jesus que vem.



  21 de dezembro de 2025.  

Quarto Domingo do Advento

7º Dia da Novena de Natal 


  Evangelho.  


Mt 1,18-24

18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. 20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. 22Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”. 24Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado, e aceitou sua esposa.


  Meditação.  


“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco” (Mt 1, 23)


E o Natal já está bem pertinho. E você, vem se preparando bem para o Natal? Digo, Natal do Senhor, não do Noel. Natal de Jesus. 

O Natal, podemos dizer, é mais do que o nascimento de Jesus, é a acolhida do Senhor que vem. 

Vamos olhar a Liturgia da Palavra deste 4º domingo do Advento sob essa ótica: acolher Jesus que vem. A boa notícia que enche o nosso coração e a nossa história de alegria é exatamente esta: Deus, por amor, vem a nós, para estar conosco, viver e caminhar com a gente, andar ao nosso lado em nossos caminhos humanos e, se preciso, morrer para nos dar a vida. 

Nas leituras deste quarto domingo, temos dois exemplos de acolhida do Senhor que vem. Um exemplo negativo. E o outro exemplo positivo. Este, o positivo, nos é proposto como modelo para a acolhida do Senhor neste Natal.

Vamos ao primeiro exemplo. O negativo.

O profeta Isaías, que atuou no século VIII a. C., comunicou ao rei Acaz, rei de Judá, que haveria um sinal da parte de Deus de que ele, o Senhor, estava ao lado do seu povo para defendê-lo dos seus inimigos naquela hora de ameaça de invasão estrangeira. O sinal era a gravidez de uma jovem e o nascimento de uma criança, o primeiro filho do rei. Ele levaria o nome de Emanuel, para atestar que Deus estava com o seu povo; para estimulá-lo a confiar no Senhor, mais do que nas alianças com os impérios. Acaz deu uma desculpa de que não queria ofender a Deus, tentando-o. Na verdade, ele fez pouco caso da comunicação do profeta e confiou mais em suas alianças e em seus exércitos. Acaz não acolheu o sinal de Deus na concepção e nascimento de uma criança, o seu filho primogênito.

E vamos ao segundo exemplo. O positivo.

José, noivo de Maria, percebeu que, sem ele ter coabitado com ela, estava grávida. Em sua decepção, querendo poupá-la de uma acusação de adultério, resolveu repudiá-la (uma espécie de divórcio antecipado). Mas, em sonho, o anjo de Deus lhe revelou a verdadeira origem de Jesus: ele é o filho de Deus, concebido pelo Espírito Santo no ventre de Maria Virgem. E lhe deu como sinal o que o profeta Isaías tinha dado ao rei Acaz: “A virgem vai conceber e gerar um filho e o nome dele será Emanuel.”. ‘Deus está conosco’ é o que significa a vinda dessa criança. Deus vem a nós para estar entre nós e nos conduzir com a liderança de Davi. É aqui que entra o papel de José no projeto da salvação de Deus por meio de Cristo. José, filho de Davi, dará o nome da criança, Jesus, reconhecendo-o assim como seu filho. Assim, por meio de José, o filho de Deus e de Maria será filho de Davi, filho do rei para liderar o povo santo. José acolheu o sinal de Deus na gravidez de Maria.



Guardando a mensagem

Jesus é Deus que vem a nós, que se abaixou para assumir nossa humanidade. Ele vem para estar conosco, para nos conduzir com a liderança do rei Davi, do qual é descendente, como filho de José. A gravidez da jovem esposa do rei Acaz foi um sinal maravilhoso de Deus: a descendência de Davi estava assegurada, a segurança do seu povo estava nas mãos de Deus. Mas Acaz não acolheu a gravidez de sua jovem esposa como um sinal de Deus. Não confiou em Deus que libertaria seu povo dos seus inimigos. A gravidez de Maria, esposa do carpinteiro José, foi um sinal maravilho de Deus: chegara o tempo da realização das promessas antigas. No seu filho, o Verbo, Deus estava chegando para estar com sua gente, para conduzir seu povo à felicidade e à paz. José acolheu a gravidez de Maria como um sinal de Deus. Recebeu Maria como esposa e reconheceu Jesus como seu filho, tornando-o, assim, filho de Davi.


“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco” (Mt 1, 23)


Rezando a Palavra

Senhor Jesus, o Natal está bem pertinho. É o teu Natal, o teu nascimento em nossa humanidade. Essa boa notícia, Jesus, já tem mais de dois mil anos e cada ano, nós a sentimos como nova, como transformadora. Que notícia boa! O Natal é a celebração de tua presença entre nós, presença começada no ventre de Maria que continua até o fim dos tempos, como prometeste: “Eis que estarei com vocês todos os dias, até a consumação dos séculos”. Os teus anjos, que com certeza têm mais juízo do que nós, diante desse mistério tão grande, continuam cantando “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por ele amados’. Senhor Jesus, dá-nos a graça de acolher essa boa notícia de tua vinda, de acolher, na criança de Belém, esse mistério de amor que vem a nós para nos conduzir. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a Palavra

Na reta final de preparação para o Natal, reze o 7º Dia da Novena de Natal. De toda forma, pelo menos leia o evangelho de hoje. 

Comunicando

Neste Natal, você vai poder assistir o Especial com Padre João Carlos em várias emissoras de televisão. Na TV Pai Eterno, um show que gravei em Trindade, a apresentação será nas noites de 24 e 25. Na Rede Vida, show de final de ano que gravei em Recife, será na véspera do Natal, dia 24, às onze da noite. Na Canção Nova, será no dia de Natal, às nove da noite.  

Pe. João Carlos Ribeiro, SDB


Receba o Reino de Deus, como uma criança.




  30 de setembro de 2024.  

Memória de São Jerônimo, doutor da Igreja

Dia da Bíblia


  Evangelho.  


Lc 9,46-50

Naquele tempo, 46houve entre os discípulos uma discussão, para saber qual deles seria o maior. 47Jesus sabia o que estavam pensando, pegou então uma criança, colocou-a junto de si 48e disse-lhes: “Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior”.
49João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque não anda conosco”. 50Jesus disse-lhe: “Não o proibais, pois quem não está contra vós, está a vosso favor”.



  Meditação.  


Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. (Lc 9, 48)

Encerrando o mês de setembro, temos hoje a memória de São Jerônimo, presbítero e doutor da Igreja. Jerônimo, no século IV, dedicou longos anos ao estudo, à pesquisa e à tradução dos textos bíblicos para a língua latina, língua difundida no mundo pelos romanos. A compilação dos textos  e sua tradução para o latim, a chamada Vulgata, possibilitou uma enorme difusão dos textos sagrados. Por causa de São Jerônimo, dedicamos o mês de setembro ao estudo da Palavra de Deus.

No evangelho de hoje, os discípulos tinham discutido. O assunto fora qual deles seria o maior. Jesus colocou uma criança no meio deles e lhes deu preciosos ensinamentos. É preciso se converter e se tornar como criança. Receber o Reino como uma criança. Não se trata de chegar à elite, ser o maior. Trata-se de assumir a identidade de filho, ou como Jesus disse: fazer-se pequeno.

O Reino de Deus é lá onde o senhorio de Deus é acolhido, lá onde Deus é reconhecido e amado como pai, lá onde os filhos de Deus se reconhecem como irmãos. Não é um reino de súditos e senhores, é uma grande casa de família, onde somos todos amados como filhos. O Reino também não é fruto de nosso merecimento, é bondade de Deus, amor imenso dele por nós. Quanto mais nos reconhecemos amados e necessitados desse amor, mais nos integramos na sua casa, no seu Reino. Somos filhos amados e isso não é uma conquista nossa, mas pura misericórdia de Deus. Sendo assim, não podemos invocar grandezas ou nos imaginar acima dos outros.

Quem é o maior no Reino de Deus? Para a mentalidade do mundo, o maior é o que tem poder, dinheiro, prestígio, fama. O maior é o que manda, o aplaudido e servido pelos outros. Mas, o Reino de Deus não é uma cópia do nosso mundo, na esfera espiritual. Assim, nós anularíamos a Palavra de Deus e a ação transformadora do seu Espírito. Precisamos captar a novidade que vem da Palavra de Jesus, novidade que é um princípio de mudança em nossa sociedade.

Então, quem é o maior no Reino de Deus? Jesus falou claro: “Quem se faz pequeno como esta criança, este é o maior no Reino dos Céus”. Assim, no Reino de Deus, não há lugar para a soberba, o orgulho, a presunção de ser grande e de querer mandar nos outros. Grande é só Deus. Nós só temos uma grandeza: sermos seus filhos amados.

Acolher Jesus como se acolhe uma criança é reconhecê-lo em sua humanidade, em sua fragilidade. Ele assumiu nossa condição humana, veio na carne, nasceu num estábulo, morreu numa cruz. E é aí que quer ser encontrado, amado, seguido. Com esse exemplo da criança, fica claro, que acolher Jesus é identificar-se com ele, partilhando com ele o projeto de vida que escolheu para si, o caminho do Servo Sofredor descrito pelo Profeta Isaías. Acolhê-lo é partilhar o seu sonho e o seu compromisso de serviço até à entrega da própria vida.




Guardando a mensagem

O Reino de Deus não é cópia desse nosso mundo injusto e desigual. O Evangelho do Reino é anúncio de uma novidade, fermento de transformação de nossa sociedade. O pequeno é o mais importante, ensinou Jesus. Os filhos mais frágeis e sofredores, estes, sim, são os cidadãos mais importantes do Reino. O menor é o maior. Fazer parte do Reino é renunciar à mania de querer ser mais do que os outros. Todos somos filhos amados do Pai. Somos todos irmãos. Jesus continua nos dizendo que não entraremos no Reino se não nos convertermos, nos tornando como crianças. Nas crianças, nos vemos como filhos amados de Deus e como irmãos, chamados a viver a fraternidade. Acolher Jesus como pequenino representado na criança, é abraçar o seu estilo de vida despojado da busca de poder e grandeza.

Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. (Lc 9, 48)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
o convite que hoje nos fazes é pra gente deixar de pensar ou de querer ser grande, forte, poderoso, desejando estar acima dos outros. Assim, a gente não entra no Reino de Deus, não recebe o abraço amoroso do pai. O teu convite, Senhor, é pra gente renunciar a essa pose de gente importante e independente, que não precisa de ninguém. No Reino de Deus, só tem lugar pra gente humilde, que reconhece que só Deus é grande e, nele, somos irmãos uns dos outros. Abençoa, Senhor, os que hoje se sentem desprotegidos e desorientados nessa vida, no meio de seus dramas e dificuldades. Sobre todos, seja a tua bênção e a tua paz. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

A pregação da Palavra de Deus nos avisa que o Reino de Deus chegou, por meio de Jesus Cristo. Essa é a boa notícia: Jesus nos aproximou de Deus, nos reconciliou com o Pai. Somos seus filhos amados, somos irmãos. Essa é uma verdade que enche a nossa existência de luz e de esperança. Essa é a boa notícia dá novo sentido à nossa vida. E nós nos damos conta que não é mérito nosso, é graça, é dom, é amor imenso por nós. Não é fruto de nossa inteligência, nem de nossas obras, nem de nossos rogos. E Jesus está nos dizendo como acolher essa boa notícia: como crianças. Como filhos amados, como irmãos amorosos.

Comunicando

Terminado o curso bíblico, retomamos o nosso encontro semanal de estudo da Palavra de Deus. Então, hoje, é dia de Segunda Bíblica. Vamos começar o 4º módulo sobre o Profeta Ezequiel. Para receber o material com conteúdos dos encontros, só precisa estar em um dos grupos de estudo da Segunda Bíblica. Na dúvida, faça contato pelo nosso whatsapp 81 3224-9284. Nosso encontro de hoje começa às oito e meia da noite. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb







Há uma novidade no anúncio do Reino de Deus.




26 de setembro de 2022

Dia dos Santos Cosme e Damião


EVANGELHO


Lc 9,46-50

Naquele tempo, 46houve entre os discípulos uma discussão, para saber qual deles seria o maior. 47Jesus sabia o que estavam pensando, pegou então uma criança, colocou-a junto de si 48e disse-lhes: “Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior”.
49João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque não anda conosco”. 50Jesus disse-lhe: “Não o proibais, pois quem não está contra vós, está a vosso favor”.



MEDITAÇÃO


Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim (Lc 9, 48)

Os discípulos tinham discutido. O assunto fora qual deles seria o maior. Jesus colocou uma criança no meio deles e lhes deu preciosos ensinamentos. É preciso se converter e se tornar como criança. Receber o Reino como uma criança. Não se trata de chegar à elite, ser o maior. Trata-se de assumir a identidade de filho, ou como Jesus disse: fazer-se pequeno.

O Reino de Deus é lá onde o senhorio de Deus é acolhido, lá onde Deus é reconhecido e amado como pai, lá onde os filhos de Deus se reconhecem como irmãos. Não é um reino de súditos e senhores, é uma grande casa de família, onde somos todos amados como filhos. O Reino também não é fruto de nosso merecimento, é bondade de Deus, amor imenso dele por nós. Quanto mais nos reconhecemos amados e necessitados desse amor, mais nos integramos na sua casa, no seu Reino. Somos filhos amados e isso não é uma conquista nossa, mas pura misericórdia de Deus. Sendo assim, não podemos invocar grandezas ou nos imaginar acima dos outros.

Quem é o maior no Reino de Deus? Para a mentalidade do mundo, o maior é o que tem poder, dinheiro, prestígio, fama. O maior é o que manda, o aplaudido e servido pelos outros. Mas, o Reino de Deus não é uma cópia do nosso mundo, na esfera espiritual. Assim, nós anularíamos a Palavra de Deus e a ação transformadora do seu Espírito. Precisamos captar a novidade que vem da Palavra de Jesus, novidade que é um princípio de mudança em nossa sociedade.

Então, quem é o maior no Reino de Deus? Jesus falou claro: “Quem se faz pequeno como esta criança, este é o maior no Reino dos Céus”. Assim, no Reino de Deus, não há lugar para a soberba, o orgulho, a presunção de ser grande e de querer mandar nos outros. Grande é só Deus. Nós só temos uma grandeza: sermos seus filhos amados.

Acolher Jesus como se acolhe uma criança é reconhecê-lo em sua humanidade, em sua fragilidade. Ele assumiu nossa condição humana, veio na carne, nasceu num estábulo, morreu numa cruz. E é aí que quer ser encontrado, amado, seguido. Com esse exemplo da criança, fica claro, que acolher Jesus é identificar-se com ele, partilhando com ele o projeto de vida que escolheu para si, o caminho do Servo Sofredor descrito pelo Profeta Isaías. Acolhê-lo é partilhar o seu sonho e o seu compromisso de serviço até à entrega da própria vida.


Guardando a mensagem

O Reino de Deus não é cópia desse nosso mundo injusto e desigual. O Evangelho do Reino é anúncio de uma novidade, fermento de transformação de nossa sociedade. O pequeno é o mais importante, ensinou Jesus. Os filhos mais frágeis e sofredores, estes, sim, são os cidadãos mais importantes do Reino. O menor é o maior. Fazer parte do Reino é renunciar à mania de querer ser mais do que os outros. Todos somos filhos amados do Pai. Somos todos irmãos. Jesus continua nos dizendo que não entraremos no Reino se não nos convertermos, nos tornando como crianças. Nas crianças, nos vemos como filhos amados de Deus e como irmãos, chamados a viver a fraternidade. Acolher Jesus como pequenino representado na criança, é abraçar o seu estilo de vida despojado da busca de poder e grandeza.

Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim (Lc 9, 48)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
o convite que hoje nos fazes é pra gente deixar de pensar ou de querer ser grande, forte, poderoso, desejando estar acima dos outros. Assim, a gente não entra o Reino de Deus, não recebe o abraço amoroso do pai. O teu convite, Senhor, é pra gente renunciar a essa pose de gente importante e independente, que não precisa de ninguém. No Reino de Deus, só tem lugar pra gente humilde, que reconhece que só Deus é grande e, nele, somos irmãos uns dos outros. Abençoa, Senhor, os que hoje se sentem desprotegidos e desorientados nessa vida, no meio de seus dramas e dificuldades. Sobre todos, seja a tua bênção e a tua paz. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Neste dia dos Santos Cosme e Damião, servidores do povo pobre na área da saúde e da evangelização, identifique, na sua cabeça, quem são os pequeninos de sua família e de nossa sociedade (crianças, idosos, doentes, desempregados, analfabetos, os mais sofridos,...). Na dinâmica do Reino de Deus, eles são os mais importantes, os que têm prioridade sobre todos; eles são os maiores. E só podemos servi-los, fazendo como Jesus: identificando-nos com eles, sendo pequeninos com eles, abraçando a sua causa.

Comunicando

Terminado o curso bíblico sobre o livro de Josué, hoje é o dia da entrega dos certificados e da avaliação, tudo enviado de maneira digital. No encontro das 20 horas, no Youtube, o programa ENCONTROS, teremos depoimentos e fotos de quem participou do curso.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

JESUS E A CRIANÇA



27 de setembro de 2021

Dia de São Vicente de Paulo

EVANGELHO


Lc 9,46-50

Naquele tempo, 46houve entre os discípulos uma discussão, para saber qual deles seria o maior. 47Jesus sabia o que estavam pensando, pegou então uma criança, colocou-a junto de si 48e disse-lhes: “Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior”.
49João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque não anda conosco”. 50Jesus disse-lhe: “Não o proibais, pois quem não está contra vós, está a vosso favor”.

MEDITAÇÃO


Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim (Lc 9, 48)

Os discípulos tinham discutido. O assunto fora qual deles seria o maior. Jesus colocou uma criança no meio deles e lhes deu preciosos ensinamentos. É preciso se converter e se tornar como criança. Receber o Reino como uma criança. Não se trata de chegar à elite, ser o maior. Trata-se de assumir a identidade de filho, ou como Jesus disse: fazer-se pequeno.

O Reino de Deus é lá onde o senhorio de Deus é acolhido, lá onde Deus é reconhecido e amado como pai, lá onde os filhos de Deus se reconhecem como irmãos. Não é um reino de súditos e senhores, é uma grande casa de família, onde somos todos amados como filhos. O Reino também não é fruto de nosso merecimento, é bondade de Deus, amor imenso dele por nós. Quanto mais nos reconhecemos amados e necessitados desse amor, mais nos integramos na sua casa, no seu Reino. Somos filhos amados e isso não é uma conquista nossa, mas pura misericórdia de Deus. Sendo assim, não podemos invocar grandezas ou nos imaginar acima dos outros.

Quem é o maior no Reino de Deus? Para a mentalidade do mundo, o maior é o que tem poder, dinheiro, prestígio, fama. O maior é o que manda, o aplaudido e servido pelos outros. Mas, o Reino de Deus não é uma cópia do nosso mundo, na esfera espiritual. Assim, nós anularíamos a Palavra de Deus e a ação transformadora do seu Espírito. Precisamos captar a novidade que vem da Palavra de Jesus, novidade que é um princípio de mudança em nossa sociedade.

Então, quem é o maior no Reino de Deus? Jesus falou claro: “Quem se faz pequeno como esta criança, este é o maior no Reino dos Céus”. Assim, no Reino de Deus, não há lugar para a soberba, o orgulho, a presunção de ser grande e de querer mandar nos outros. Grande é só Deus. Nós só temos uma grandeza: sermos seus filhos amados.

Acolher Jesus como se acolhe uma criança é reconhecê-lo em sua humanidade, em sua fragilidade. Ele assumiu nossa condição humana, veio na carne, nasceu num estábulo, morreu numa cruz. E é aí que quer ser encontrado, amado, seguido. Com esse exemplo da criança, fica claro, que acolher Jesus é identificar-se com ele, partilhando com ele o projeto de vida que escolheu para si, o caminho do Servo Sofredor descrito pelo Profeta Isaías. Acolhê-lo é partilhar o seu sonho e o seu compromisso de serviço até à entrega da própria vida.

Guardando a mensagem

O Reino de Deus não é cópia desse nosso mundo injusto e desigual. O Evangelho do Reino é anúncio de uma novidade, fermento de transformação de nossa sociedade. O pequeno é o mais importante, ensinou Jesus. Os filhos mais frágeis e sofredores, estes, sim, são os cidadãos mais importantes do Reino. O menor é o maior. Fazer parte do Reino é renunciar à mania de querer ser mais do que os outros. Todos somos filhos amados do Pai. Somos todos irmãos. Jesus continua nos dizendo que não entraremos no Reino se não nos convertermos, nos tornando como crianças. Nas crianças, nos vemos como filhos amados de Deus e como irmãos, chamados a viver a fraternidade. Acolher Jesus como pequenino representado na criança, é abraçar o seu estilo de vida despojado da busca de poder e grandeza. 

Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim (Lc 9, 48)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
O convite que hoje nos fazes é pra gente deixar de pensar ou de querer ser grande, forte, poderoso, desejando estar acima dos outros. Assim, a gente não entra o Reino de Deus, não recebe o abraço amoroso do pai. O teu convite, Senhor, é pra gente renunciar a essa pose de gente importante e independente, que não precisa de ninguém. No Reino de Deus, só tem lugar pra gente humilde, que reconhece que só Deus é grande e, nele, somos irmãos uns dos outros. Abençoa, Senhor, os que hoje se sentem desprotegidos e desorientados nessa vida, no meio de seus dramas e dificuldades. Sobre todos, seja a tua bênção e a tua paz. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Neste dia de São Vicente de Paulo, grande apóstolo da caridade e servidor dos pobres, identifique, na sua cabeça, quem são os pequeninos de sua família e de nossa sociedade (crianças, idosos, doentes, desempregados, analfabetos, os mais sofridos,...). Na dinâmica do Reino de Deus, eles são os mais importantes, os que têm prioridade sobre todos; eles são os maiores. E só podemos servi-los, fazendo como Jesus: identificando-nos com eles, sendo pequeninos com eles, abraçando a sua causa. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

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