BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

Era uma vez um cego.


Segunda-feira

   17 de novembro de 2025.  

Memória de Santa Izabel da Hungria, religiosa

   Evangelho   


Lc 18,35-43

35Quando Jesus se aproximava de Jericó, um cego estava sentado à beira do caminho, pedindo esmolas. 36Ouvindo a multidão passar, ele perguntou o que estava acontecendo. 37Disseram-lhe que Jesus Nazareno estava passando por ali. 38Então o cego gritou: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” 39As pessoas que iam na frente mandavam que ele ficasse calado. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” 40Jesus parou e mandou que levassem o cego até ele. Quando o cego chegou perto, Jesus perguntou: 41“Que queres que eu faça por ti?” O cego respondeu: “Senhor, eu quero enxergar de novo”. 42Jesus disse: “Enxerga, pois, de novo. A tua fé te salvou”. 43No mesmo instante, o cego começou a ver de novo e seguia Jesus, glorificando a Deus. Vendo isso, todo o povo deu louvores a Deus.

   Meditação   


O cego começou a ver de novo e seguia Jesus, glorificando a Deus (Lc 18, 43)

No evangelho de Lucas, um pouco antes do texto de hoje, Jesus instruía os discípulos sobre a proximidade de sua paixão, em Jerusalém. Mas, diz o evangelista, eles não entenderam nada. É como se estivessem cegos. Chegando à entrada de Jericó, encontraram um cego mendigando, sentado à beira da estrada. Esse cego pode muito bem representar os discípulos que estão caminhando com Jesus, mas sem entender, sem enxergar. Em grande parte, é o nosso caso.

Podemos pensar, então, que esse texto é um roteiro sobre o caminho que cada discípulo ou discípula percorre para aproximar-se e seguir Jesus. É o caminho da catequese, da formação cristã. Por isso, está organizado em sete passos, sendo sete a conta da obra da criação, da obra perfeita.

Primeiro passo – Um cego está sentado à beira do caminho, pedindo esmolas. É a condição de quem não caminha com Jesus. Está à margem, mendigando algum sentido para a vida. Foi onde começamos.

Segundo passo – Ouvindo a multidão passar, ele perguntou o que estava acontecendo. A primeira coisa que nos desperta é a movimentação da comunidade, da Igreja. Uma multidão barulhenta que passa, que sinaliza alguma coisa. Isso desperta curiosidade. Alguém à margem quer saber o que está acontecendo.

Terceiro passo – Disseram-lhe que Jesus Nazareno estava passando por ali. A comunidade cristã anuncia claramente a presença de Jesus que passa por nossas vidas. Ele, Deus verdadeiro, veio nos encontrar. Estamos alegres porque Jesus caminha conosco. É a evangelização.

Quarto passo – Então, o cego gritou: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim”. E as pessoas mandaram-no calar a boca. É a hora em que se começa buscar Jesus, sem o ter ainda encontrado. É um pedido de socorro, a busca de uma solução para um problema, por exemplo. Essa busca é intensa (por isso, o cego ‘grita’) e muita gente se incomoda. Não falta quem o mande ficar quieto.

Quinto passo – Mas ele grita mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim”. Jesus parou e mandou que levassem o cego até ele. É a experiência de perseverar na busca do Senhor. Jesus quer vê-lo. Aqui entra a ajuda de alguém que vai aproximá-lo do Senhor. Alguém será a ponte que vai levá-lo a Jesus.

Sexto passo – Quando o cego chegou perto, Jesus perguntou: ‘O que queres que eu faça por ti? O cego respondeu: “Senhor, eu quero enxergar de novo”. Jesus disse: “Enxerga, pois, de novo. A tua fé te salvou”. É o encontro pessoal com Cristo, um encontro transformador. Muita gente um dia já enxergou. Mas, agora está cego. Mas, nesse encontro da fé, vai voltar a ver. E você sabe, não estou falando da cegueira física.

Sétimo passo – No mesmo instante, o cego começou a ver de novo e seguia Jesus, glorificando a Deus. Olha só o que, de verdade, é enxergar: é seguir Jesus. Ele queria ver de novo, mas termina a história como discípulo, segue Jesus. Isso é enxergar, é conhecer, é crer.




Guardando a mensagem

Na história do cego de Jericó, Lucas capítulo 18, temos os sete passos que percorremos para a comunhão com o Senhor e com a sua Igreja. De pessoas que esmolavam sentido para a vida, como que sentados à margem da estrada, chegamos a pessoas que caminham com Jesus, cheios de alegria e glorificando a Deus. A isso, nos ajuda a comunidade que desperta nossa atenção, nos anuncia Jesus e nos aproxima dele. Essa mudança se dá no nosso encontro pessoal com o Senhor que nos faz ver claramente e nos torna seus discípulos. Você, em que passo está? Acolhendo o anúncio da comunidade ou ainda sentado à beira da estrada? Indo ao encontro do Senhor ou já engrossando a grande caminhada dos discípulos com ele?

O cego começou a ver de novo e seguia Jesus, glorificando a Deus (Lc 18, 43)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
somos teus discípulos. Um dia, fomos cegos. Fomos levados ao teu encontro por nossas famílias. A família é a primeira comunidade cristã. E naquele dia, na fé dos nossos pais e padrinhos, tu iluminaste a nossa vida. Para representar isso, nos deram uma vela acesa e nos recomendaram que conservássemos sempre essa luz. Alguns de nós, infelizmente, voltaram à escuridão, mas agora querem ver de novo. Acolhe-os Senhor, comunica-lhes a tua luz, para que como discípulos, no teu caminho, glorifiquem o nosso Deus e Pai. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Só para ajudar a se reconhecer no caminho com Jesus... Abra, hoje, sua Bíblia e veja o que aconteceu quando Jesus e os discípulos entraram em Jericó, depois que encontraram o cego. Está em Lucas capítulo 19, 1-10. Você vai gostar de saber.

Comunicando

Hoje, tem Segunda Bíblica. Será o penúltimo encontro deste ano. No próximo encontro, faremos um resumão de todo o estudo feito. Nos encontramos às oito e meia da noite no meu canal do Youtube.

Sábado próximo, no Recife, temos o Show "Quando dezembro chegar!", preparando o natal e gravando o meu novo DVD, no Ginásio de Esportes do Colégio Salesiano. Quem mora perto do Recife, venha com sua família pra este momento de graça, de alegria, de bênçãos. Ingressos no Sympla.com.br, na AMA, na secretaria da Basílica do Sagrado Coração e nas Livrarias Católicas da cidade. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb





 

Guerras, desastres, perseguição: não se apavorar.

Tornado no Paraná, 2025


   16 de novembro de 2025.   

33º Domingo do Tempo Comum

9º Dia Mundial dos Pobres


  Evangelho. 


Lc 21,5-19


Naquele tempo, 5algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas.
Jesus disse: 6“Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”.
7Mas eles perguntaram: “Mestre, quando acontecerá isto? E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?”
8Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente! 9Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”.
10E Jesus continuou: “Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. 11Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu.
12Antes, porém, que estas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. 13Esta será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé.
14Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa; 15porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. 16Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós.
17Todos vos odiarão por causa do meu nome. 18Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. 19É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!”




  Meditação.  


Quando vocês ouvirem falar de guerras e revoluções, não fiquem apavorados (Lc 21, 9)

O quadro descrito no evangelho de hoje (Lc 21, 5-19) é, no mínimo, preocupante. Jesus anuncia guerras, revoluções, terremotos, perseguições. E, ainda assim, nos tranquiliza.

A destruição do Templo de Jerusalém é o modelo de toda crise. “Não ficará pedra sobre pedra”, disse Jesus a quem estava admirando a grandeza e a beleza do Templo de Herodes. Viria tudo abaixo. Coisa que não se poderia esperar, nunca. O Templo de Jerusalém não era só o símbolo da nação judaica, sede do Sinédrio, meta de peregrinações... Era a casa de Deus, onde ele recebia as oferendas e sacrifícios do seu povo, onde estava a arca com as tábuas da Lei, lugar de sua presença poderosa. Quarenta anos depois dessas palavras de Jesus, vieram os romanos e queimaram, saquearam, destruíram o Templo e a cidade. A crise atingiu todos os níveis: o desmantelamento das instituições, o desencanto com a fé, a dispersão do povo. A destruição do Templo de Jerusalém é o modelo de toda crise.

Crises, os discípulos e a comunidade enfrentariam, sempre. Então, Jesus descreveu três níveis de crise, que, na verdade, nunca faltaram na história: guerras, desastres naturais e perseguição. Guerras e revoluções, seguidas de fome e pestes. Cataclismos naturais como terremotos e outros. E perseguição e prisão dos discípulos, movidas até pelos próprios familiares.

Jesus não somente descreve as situações de crise, mas nos orienta como nos comportar nesses momentos. Assim, no evangelho de hoje, podemos já recolher três dos seus ensinamentos.

O primeiro ensinamento é este: não confiar em grandiosidades humanas. O Templo de Jerusalém causava admiração por sua beleza, seu esplendor e sua riqueza. Jesus disse claro: não ficará pedra sobre pedra. E olha que ele, com certeza, falava assim com o coração partido. Como judeu piedoso, ele amava o Templo de Deus e o visitava regularmente como peregrino. Mas, tudo seria destruído, como de fato aconteceu quarenta anos mais tarde, na guerra entre judeus e romanos. Aqui nesse mundo, é em vão por a confiança em instituições humanas, por mais sólidas que elas pareçam. Elas passam, caducam, desmoronam. Por a confiança em Deus. Não confiar em grandiosidades humanas.

O segundo ensinamento é este: não se deixar enganar. Jesus alertou que muitos se apresentariam em seu nome. Não devemos segui-los. Sempre existiram falsos profetas e falsos pastores, que se aproveitam da credulidade dos ingênuos ou do medo dos fracos. Seguir Jesus, não se deixar enganar pelos falsos profetas.

O terceiro ensinamento é este: não se apavorar. São sinais, não é o fim ainda. De fato, basta pensar nas guerras mundiais, que fim-de-mundo não foram... Na hora das crises, manter a calma, a serenidade, não se apavorar; manter a tranquilidade de quem se sabe orientado e assistido por Deus, mesmo no meio das tormentas.



Fome em Gaza

Guardando a mensagem

Crises existem. Crises, nós vivemos hoje, em vários níveis, na família, na Igreja, na sociedade. Há sempre crises na história, situações difíceis, guerras, fome, terremotos... Não é de agora que isso acontece. Jesus, no evangelho de hoje, está nos deixando orientações preciosas para as horas de crise: não se fiar em grandiosidade, nem se deixar enganar por falsos profetas e manter sempre a calma. Em horas de crise, aparece todo tipo de falsos profetas e videntes sem noção. A orientação de Jesus: não se deixar levar por eles. Confiemos em Deus que assiste e conduz sua Igreja por meio dos nossos pastores. Amemos e confiemos em sua liderança. O Senhor continua a nos instruir e orientar por sua santa Palavra. Busquemos e pratiquemos a Palavra do Senhor, que a Tradição Apostólica nos oferece como alimento e luz para nossa caminhada.

Quando vocês ouvirem falar de guerras e revoluções, não fiquem apavorados (Lc 21, 9)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
o medo pode nos paralisar e nos fazer ver o mundo com pessimismo. Só a serenidade de quem se sente amado e protegido por Deus nos liberta para agir e transformar a realidade. Tens razão, Senhor, a exagerada confiança na grandiosidade e no poderio das instituições humanas, na ciência, na tecnologia podem nos levar a dispensar a confiança em Deus. É assim que o Templo toma o lugar de Deus. Dá-nos, Senhor, a graça de por nossa confiança unicamente em Deus, de seguir-te como nosso único Mestre e de permanecer serenos nas dificuldades e crises desta vida. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

No seu caderno espiritual, faça uma lista das crises pelas quais você já passou. Dá para reconhecer a presença de Deus, ao seu lado, em todas essas situações?

Comunicando

Hoje, celebramos o 9º Dia Mundial dos Pobres, com o tema "Tu és a minha esperança" (cf. Sl 71,5). O Papa Leão escreveu em sua mensagem para esta jornada: "Desejo que este Ano Jubilar possa incentivar o desenvolvimento de políticas de combate às antigas e novas formas de pobreza, além de novas iniciativas de apoio e ajuda aos mais pobres entre os pobres".

Aproveito para saudar, com gratidão, os padres Orionitas e o povo que ontem participou comigo do 3º Cenáculo com Maria, na cidade de Araguaína, no estado do Tocantins. Hoje, à noite, faço show na cidade de Trindade, estado de Goiás. O show será no Cine-Teatro Padre Jesus Flores e integrará a programação de fim de ano da TV Pai Eterno.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


Destruição em Gaza

A história da viúva teimosa.




  15 de outubro de 2025. 

Sábado da 32º Semana do Tempo Comum

Feriado da Proclamação da República


  Evangelho. 


Lc 18,1-8

Naquele tempo, 1Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo:
2”Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. 3Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’
4Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. 5Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha a agredir-me!’”
6E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. 7E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar?
8Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”



  Meditação. 


E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? (Lc 18, 7)

O juiz e a viúva. A viúva tinha uma causa na justiça. O juiz era iníquo, não temia a Deus, não respeitava ninguém. As chances da viúva eram mínimas. É a situação de muita gente. Tendo um problema sério para resolver, encontra barreiras muito grandes para ultrapassar. Tem diante de si um sistema burocrático, a força do poder econômico, a má vontade de quem deveria encaminhar uma solução... é problema de trabalho, é problema de saúde, é problema de família. Problemas grandes, com pouca chance de solução. Não seria o seu caso?

Bom, na parábola que Jesus contou, a situação estava difícil para a viúva. Ela tinha uma causa na justiça. E o juiz não era confiável. A fama dele era de injusto, sem temor a Deus. Tudo levava a crer que o juiz demoraria demais a resolver o assunto e, claro, como não tinha compromisso com a justiça, iria prejudica-la, pois ela era a parte mais frágil, mais desprotegida.

Mas, não foi bem assim. Ela conseguiu que ele julgasse o processo logo e lhe desse ganho de causa. Olha que surpresa! E o que mudou a situação? Jesus deixou claro: a insistência da viúva. Frequentemente, ela estava na porta do juiz: “Faça-me justiça contra o meu adversário”. O seu pedido insistente, perseverante acabou chateando o juiz. Ele pensou: ‘vou resolver logo isso, senão essa viúva vai acabar com o meu juízo’. E resolveu logo. E resolveu dando razão a quem tinha razão, à viúva. Que história interessante!

Por que será que Jesus contou essa história? Com certeza, pra gente não desanimar diante dos problemas, pra gente não cruzar os braços diante de situações difíceis; ir à luta, insistir, lutar pelo certo, pela verdade, pela justiça... A viúva não ficou em casa, se lamentando.... “Estou perdida, eu sou uma pobre viúva, e aquele juiz é um sujeito corrupto”. Não, não ficou se lamentando. Foi à luta, enfrentou o magistrado, insistiu, cobrou, encheu a paciência daquele homem... Nada de ficar esperando pra ver no que vai dar, nada de se bloquear imaginando-se sem chance... ir à luta, enfrentar, cobrar, insistir. Entendeu?

A parábola também pode ser aplicada ao nosso relacionamento com Deus. Mesmo que Deus não tenha nada de parecido com o juiz da história, precisamos ser perseverantes naquilo que pedimos. É que Deus, como bom educador, quer ver a gente se mexendo pra encontrar solução para os problemas; quer que tenhamos um grau de compromisso com o que estamos pedindo; quer que cultivemos um sentimento de verdadeira confiança nele.

Nossa oração deve ser constante, perseverante. No livro do Êxodo, conta-se um fato curioso na batalha do povo de Deus contra os amalecitas. Moisés, no monte, rezava com as mãos elevadas, enquanto o povo lutava lá embaixo. “Enquanto Moisés conservava a mão levantada, Israel vencia; quando abaixava a mão, venciam os seus inimigos”. A vida é uma luta permanente. Não vencemos sem a força de Deus. Então, mantenha suas mãos erguidas, em prece, o tempo todo. Sem Deus, estamos perdidos.




Guardando a mensagem

A viúva da história de Jesus é um exemplo para nós. Diante de dificuldade quase intransponível, acreditou na sua causa e, de tanto insistir, terminou mobilizando o injusto juiz em seu favor, com o incômodo de sua cobrança persistente. Você mesmo tem coisas difíceis pra realizar, sonhos quase impossíveis pra conquistar. Aprenda da viúva do evangelho. Não fique de braços cruzados. Não se deixe vencer pelo desânimo, pelo cansaço. A vitória depende de sua perseverança, de sua insistência. Deus também, como um bom pai que é, gosta de dar um tempo quando a gente faz um pedido. Ele quer ver a gente se mexer com confiança e perseverança e amadurecer o grau de compromisso com aquilo que estamos pedindo. Só pais inexperientes dão tudo o que filho pede e na velocidade que ele deseja.

E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? (Lc 18, 7)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
quantas lições, aprendemos no teu santo evangelho! Hoje, nos dizes para sermos perseverantes, insistentes, chatos se for preciso, mas não desistirmos diante das dificuldades. E disseste isto comparando também com a oração. Deus não é como aquele juiz. Ele é um pai amoroso. Mas, é um pai que quer o nosso bem, e sabe se o que pedimos servirá mesmo para o nosso crescimento; e sabe a hora certa para nos conceder o que pedimos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Na sua Bíblia, procure o Salmo 120 (ou 121) para rezá-lo, hoje. Ele começa assim: “Eu levanto os meus olhos para os montes:/ de onde pode vir o meu socorro?”

Comunicando

Hoje, estou em Araguaína, TO, pregando e cantando no 3º Cenáculo com Maria, no Santuário do Sagrado Coração de Jesus. 

Amanhã, com minha Banda, vou estar em Trindade, GO, onde faço show no Cine-Teatro Padre Jesus Flores, gravando um especial de Natal para a TV Pai Eterno.

Sábado próximo, no Recife, é a vez do Show "Quando dezembro chegar", preparando o natal e gravando o meu novo DVD. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


A mulher quer virou uma estátua de sal.


   14 de novembro de 2025.   

Sexta-feira da 32ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho      


Lc 17,26-37

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 26“Como aconteceu nos dias de Noé, assim também acontecerá nos dias do Filho do Homem. 27Eles comiam, bebiam, casavam-se e se davam em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Então chegou o dilúvio e fez morrer todos eles. 28Acontecerá como nos dias de Ló: comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam. 29Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, Deus fez chover fogo e enxofre do céu e fez morrer todos. 30O mesmo acontecerá no dia em que o Filho do Homem for revelado. 31Nesse dia, quem estiver no terraço, não desça para apanhar os bens que estão em sua casa. E quem estiver nos campos não volte para trás. 32Lembrai-vos da mulher de Ló. 33Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde vai conservá-la. 34Eu vos digo: nesta noite, dois estarão numa cama; um será tomado e o outro será deixado. 35Duas mulheres estarão moendo juntas; uma será tomada e a outra será deixada. 36Dois homens estarão no campo; um será levado e o outro será deixado”. 37Os discípulos perguntaram: “Senhor, onde acontecerá isso?” Jesus respondeu: “Onde estiver o cadáver, aí se reunirão os abutres”.

   Meditação   


Lembrem-se da mulher de Ló (Lc 17, 32)

Houve o dia de Noé, o dia em que Noé entrou na arca. Esse dia foi um marco, separando a convivência distraída do povo e o dilúvio que acabou com tudo. O dia de Noé foi a intervenção de Deus, o juízo de Deus.

Houve o dia de Ló, o dia em que Ló deixou Sodoma. Esse dia foi um marco, separando a vidinha relaxada do povo e a chuva de fogo e enxofre que sepultou tudo. O dia de Ló foi a intervenção de Deus, o juízo de Deus.

Haverá o dia do Filho do Homem, o dia da revelação de Jesus, a sua manifestação no final da história. Esse dia será um marco, separando o tempo em que todo mundo foi convidado à conversão e a salvação dos justos. O dia do Filho do Homem será a intervenção de Deus, o julgamento de Deus.

Você está entendendo, Jesus está falando de seu retorno. Vivemos na expectativa de sua volta. O tempo da conversão é agora, enquanto o aguardamos. Nesse contexto, Jesus falou da mulher de Ló. ‘Quem procura ganhar a sua vida, vai perdê-la’.

A história de Ló está no primeiro livro da Bíblia, o livro do Gênesis. Ló foi o único justo encontrado na cidade de Sodoma. Tudo de ruim havia naquela cidade. O justo foi convidado a sair dali, deixar tudo, abandonar aquela gente. Ló saiu com sua família. Deus poria um fim naquele antro de maldade, violência e perversidade. A família de Ló saiu da cidade. Havia uma recomendação: ninguém olhe pra trás. A certa altura, a mulher de Ló olhou para trás para ver o que estava acontecendo por lá. Não deu outra. Virou uma estátua de sal. Jesus relembrou essa antiga história bíblica e tirou uma lição: "Quem quiser ganhar a sua vida, vai perdê-la".

A chegada do Reino de Deus é como o convite para a saída de Sodoma. Em outras palavras, Jesus pregou desde o início: "Reino chegou, convertam-se". Conversão é reorientar a própria vida e a vida em nossa volta. Reorientá-la para Deus, em obediência à sua Palavra salvadora. Deixar o velho do pecado e abraçar o novo do perdão e da reconciliação oferecidos agora no próprio Jesus. Dar as costas à Sodoma e caminhar para um novo modo de ser e de viver. Não compactuar mais com a velha situação.




Guardando a mensagem

Quem abraçou a novidade do Reino de Deus deixou para trás o que era antigo, isto é, o que era contrário ao Reino. Não dá pra continuar fazendo média com o que é desobediência a Deus. A mulher de Ló é o exemplo de quem abraça a novidade de Jesus e do seu Reino e fica olhando para trás. Fica com um pé na graça que nos gera novas criaturas, mas continua repetindo os velhos hábitos do Adão pecador. Quem foi gerado novo no Cristo Ressuscitado, superou o velho homem Adão, distanciado de Deus e amigo do pecado. A história da mulher de Ló é um alerta: abraçando o novo que nos chegou pela graça de Cristo, definitivamente nos apartemos do mundo do pecado que ficou para trás.

Lembrem-se da mulher de Ló (Lc 17, 32)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
deu pra entender, na palavra de hoje, que é pra gente não imitar o povo do tempo de Noé, levando na brincadeira a pregação da Palavra; que é pra gente não imitar o povo de Sodoma que não levou a sério os avisos de Deus sobre a vida devassa que estavam levando; que é pra gente não imitar a mulher de Ló, que convidada a sair de Sodoma, a destacar-se completamente daquela cidade de pecado, ainda continuava ligada a ela. Dá-nos, Senhor, a graça da conversão sincera e da perseverança no caminho da vida nova. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Essa história de Ló é muito interessante. Você vai gostar de conhecê-la nos seus pormenores. Assim, poderá entender melhor as palavras de Jesus. Então, leia, hoje, o capítulo 19 do Livro do Gênesis.

Comunicando

A AMA, a Associação Missionária Amanhecer, congrega pessoas que se sentem tocadas pelo evangelho e querem comunicar a Palavra a outras pessoas, utilizando-se dos meios de comunicação (rádio, televisão, vídeo, redes sociais, publicações, eventos, etc.). A evangelização é a missão que Jesus nos deixou: "Vão pelo mundo todo e anunciem o evangelho a toda criatura!" Se você também se sentir tocado(a) pela missão da AMA, faça seu cadastro de associado(a) em amanhecer.org.br. Depois, a gente liga pra você, pra tirar as suas dúvidas. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb  


https://amanhecer.org.br/formas-de-doar/


Ele está no meio de nós.



   13 de novembro de 2025   

Quinta-feira da 32ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho.   


Lc 17,20-25

Naquele tempo, 20os fariseus perguntaram a Jesus sobre o momento em que chegaria o Reino de Deus. Jesus respondeu: “O Reino de Deus não vem ostensivamente. 21Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘Está ali’, porque o Reino de Deus está entre vós”.
22E Jesus disse aos discípulos: “Dias virão em que desejareis ver um só dia do Filho do Homem e não podereis ver. 23As pessoas vos dirão: ‘Ele está ali’ ou ‘Ele está aqui’. Não deveis ir, nem correr atrás. 24Pois, como o relâmpago brilha de um lado até o outro do céu, assim também será o Filho do Homem, no seu dia. 25Antes, porém, ele deverá sofrer muito e ser rejeitado por esta geração”.



   Meditação.   


O Reino de Deus está entre vocês (Lc 17, 21)

Os fariseus perguntaram a Jesus quando chegaria o Reino de Deus. Jesus respondeu que o Reino de Deus não vem ostensivamente. Nem pode ser apontado aqui ou ali, porque ele já está no meio de nós.

A gente fica esperando o Reino como uma intervenção poderosa de Deus em nosso mundo. Uma coisa forte, visível que todo mundo reconheça e se submeta. Como falamos de ‘reino’, ficamos imaginando os impérios deste mundo, os reinados de senhores poderosos e violentos de quem a história dá notícia.

Jesus, que tanto falou do Reino de Deus, não deixou uma definição do que é o Reino. Antes, fez comparações que desfazem completamente nossas expectativas. O Reino é como uma semente de mostarda que vai se tornar uma árvore. É como uma rede de pescar que pega todo tipo de peixe. O Reino é como uma festa de casamento, para a qual estamos convidados. É como o semeador que sai semeando a boa semente em terreno de todo tipo. É como a plantação, onde o inimigo semeou o joio. É melhor a gente desistir de querer definir o que é o Reino de Deus. Parece que é um jeito de Deus agir neste mundo.

E Jesus anunciou fortemente o Reino de Deus. Avisou, desde o início, que ele estava próximo, que o seu tempo tinha chegado. A presença de Jesus libertando, restaurando, salvando é o Reino acontecendo. As ações e as palavras de Jesus instauram o reinado de Deus entre nós. Esse anúncio do Reino que chegou é uma comunicação que muda nossa vida, que dá novo sentido à realidade. Não é apenas uma notícia entre outras, uma manchete a mais. É a resposta que a humanidade estava esperando, o tempo do Messias, o tempo de Deus que Israel esperou por séculos.

O Evangelho é a revelação desse evento maravilhoso: o Reino está ao nosso alcance, está batendo à nossa porta, está próximo de nós, está entre nós. Deus está cumprindo sua promessa: “Eis que faço novas todas as coisas”. É por essa razão que o Evangelho, em confirmação das palavras de Jesus, narra tantos milagres, curas, exorcismos. É o Reino se instalando como luz, como saúde, como paz, como perdão.

















Guardando a mensagem

Mesmo com tanta crise, com tanta coisa ruim acontecendo, com tanto desmantelo no mundo, experimentamos cada dia que o Reino está entre nós. Deus, por meio do seu filho Jesus, está semeando um mundo novo de comunhão, de paz, de reconciliação. Jesus está conosco até a consumação dos séculos, como prometeu. Não nos abandona. O seu Santo Espírito atualiza a sua presença e a sua ação redentora. O Reino está entre nós.

O Reino de Deus está entre vocês (Lc 17, 21)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,

na Missa, quando o sacerdote que preside faz a saudação “O Senhor esteja convosco” respondemos “Ele está no meio de nós”. Tu estás entre nós, tu estás conosco na assembleia que se reúne, na Palavra que é proclamada, no Pão eucarístico que nos alimenta. É isso que experimentamos cada dia e que celebramos na Missa: a tua presença redentora entre nós, nos instruindo, nos abençoando, nos conduzindo. O Reino, de que tanto falaste, é a tua presença salvando esse mundo, reconduzindo o pecador à comunhão com Deus, nos conduzindo no caminho da justiça e da paz. Tu és o Emanuel, Deus conosco. Seja o teu santo nome bendito, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Recordando o evangelho de hoje, reze, muitas vezes durante o dia: “Venha a nós o vosso Reino!”.

Comunicando

Como todas as quintas-feiras, temos hoje a Santa Missa das 11 horas, transmitida pela Rádio Amanhecer, Rádios Parceiras e pelo nosso Canal do Youtube. Para colocar suas intenções na celebração, use o chat do Youtube. Deixe lá sua intenção. 

Sábado, estarei em Araguaína, TO, animando o 3º Cenáculo com Maria. No domingo, farei show com minha banda em Trindade, GO, gravando especial para a TV Pai Eterno.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O leproso que voltou.



Quarta-feira

    12 de novembro de 2025.   

Memória de São Josafá, bispo e mártir


    Evangelho.   


Lc 17,11-19

11Aconteceu que, caminhando para Jerusalém, Jesus passava entre a Samaria e a Galileia. 12Quando estava para entrar num povoado, dez leprosos vieram ao seu encontro. Pararam à distância, 13e gritaram: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!” 14Ao vê-los, Jesus disse: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes”. Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. 15Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; 16atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu. E este era um samaritano.
17Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? 18Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” 19E disse-lhe: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou”.


   Meditação.   

Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz (Lc 17, 15)

Como é comovente ver pessoas pagando promessas, carregando maquetes de casa na cabeça ou completando uma longa peregrinação de joelhos! Vemos isso, por exemplo, nos lugares de romaria. Corações agradecidos, testemunhando bênçãos e graças recebidas.

A gratidão é o tema do evangelho de hoje, a história dos dez leprosos. Eram dez, mas só um voltou para agradecer. Jesus notou isso e queixou-se. Todos eles tinham pedido ajuda aos gritos, implorando: "Jesus, tem compaixão de nós". E até obedeceram a orientação de irem logo a Jerusalém para apresentar-se aos sacerdotes e pedirem o atestado de que estavam curados da lepra para poderem retornar às suas famílias. Foram, na verdade, em espírito de fé, porque ainda estavam enfermos quando tomaram a estrada. Mas, no caminho, na obediência da fé, viram-se curados. Foi aí que um voltou. E os outros prosseguiram.

Poderíamos até tentar entender as razões dos nove que seguiram para o Templo: eles foram tomar providências para poder se reintegrar logo em seus povoados. A lei mandava assim: ‘adoeceu de lepra, está excluído da cidade, vá morar nos matos, não se aproxime de ninguém; ficou bom, vá ao Templo e pegue um atestado pra poder entrar de novo no seu povoado’. Só que ficar bom de lepra era muito difícil. Enquanto caminhavam, viram-se curados. Voltar para avisar a Jesus e agradecer ou seguir para resolver logo o seu problema? Eles nem titubearam. Prosseguiram para Jerusalém. Com certeza, se não foram capazes de voltar e reconhecer a obra que Jesus tinha feito por eles, em Jerusalém não iriam dizer que foram curados por ele. Com certeza, relataram que estavam curados, e pronto. Pensaram apenas neles mesmos. Quando estavam precisando, imploram. Quando ficaram bons, se esqueceram. Não viram necessidade de reconhecer a intervenção de Deus, por meio de Jesus. Usufruiu da graça, está bom demais. Gente egoísta só pensa em si. Estou falando dos nove de hoje. Os nove de ontem mostraram-se egoístas, interesseiros, mal-agradecidos. Os nove de hoje continuam na mesma pisada.

Mas, um preferiu voltar para agradecer, para bendizer a Deus pela cura. Sentiu-se na obrigação de voltar. Lucas descreveu assim: "Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. E este era um samaritano". O fato de ser samaritano foi notado por Jesus: "Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?". O fato de ser samaritano possivelmente lhe trazia maior dificuldade de reconhecer que a obra de Deus teria acontecido em sua vida pelas mãos de um judeu. Isso era muito mais difícil para ele, que vinha de uma tradição religiosa diferente, em conflito com a religião e o mundo dos judeus. Mas, logo ele, um estrangeiro, de outra religião, manifesta sua gratidão, bendiz a Deus e reconhece a presença divina em Jesus, pois se prostra aos seus pés em sinal de adoração. "A tua fé te salvou", lhe disse Jesus.


Guardando a mensagem

Dez leprosos imploram que Jesus os cure. Jesus os manda ao Templo, para se apresentarem aos sacerdotes. Os sacerdotes é que comprovavam que um leproso estava curado. Eles ficaram curados no caminho. Nove prosseguem para Jerusalém, para pegar o atestado. Somente um sente-se na obrigação de voltar e agradecer. E esse é um estrangeiro, um samaritano. E o seu agradecimento não é só dizer obrigado. "Volta glorificando a Deus em alta voz",  reconhecendo que Deus agiu em seu favor; glorificando-o em alta voz, pra todo mundo ouvir e se unir à sua ação de graças. E reconhece Jesus como Senhor, prostrando-se aos seus pés. Um bom exemplo para nós. Sermos mais agradecidos a Deus. E proclamarmos nosso reconhecimento em alta voz, sem medo e sem vergonha alguma. 

Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz (Lc 17, 15)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
temos muito a agradecer. Reconhecemos as bênçãos e graças que todos os dias nos concedes, muitas delas pelas mãos de tua e nossa Santa Mãe. Queremos, como o samaritano, agradecer e testemunhar isso para todo mundo saber. Dá-nos, Senhor, um coração como o de nossa mãe Maria, que cheia de gratidão, bendisse em alta voz: “O Senhor fez em mim maravilhas, santo é o seu nome”. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Quanta coisa você tem a agradecer a Deus! E o lugar da gratidão, por excelência, da ação de graças, do louvor é oração. No seu momento de oração de hoje, demore-se num agradecimento a Deus por tantos dons, bênçãos, graças você tem recebido (inclusive a vida, a fé, a sua família, etc.). 

Comunicando

Faltando 10 dias para o Show "Quando eu quero falar com Deus". Será no Recife, no Ginásio de Esportes do Colégio Salesiano, no dia 22 de novembro, preparando Natal e gravando o meu novo DVD. 

Neste sábado (dia 15), estarei em Araguaína, TO, pregando e cantando no 3º Cenáculo com Maria. No domingo (dia 16), estaremos em Trindade, GO, em Show no Cine-Teatro Padre Jesus Flores, gravando Especial de Natal para a TV Pai Eterno. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

A alegria de servir.


Terça-feira

   11 de novembro de 2025.   

Memória de São Martinho de Tours, bispo.


   Evangelho.   


Lc 17,7-10

Naquele tempo, disse Jesus: 7“Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’ 8Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso poderás comer e beber?’ 9Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’”.



   Meditação.   


Quando vocês tiverem feito tudo o que lhes mandaram, digam: ‘Somos servos inúteis’ (Lc 17, 10)

Todo mundo adora elogios, não é verdade? Ficamos felizes quando nosso trabalho é reconhecido, valorizado. Reconhecimento é importante. Mas, há quem, a custa de elogios nem sempre verdadeiros, viva na fantasia de ser insubstituível; ou de ser o supra-sumo da perfeição no que faz. Puro engano. Sempre se pode melhorar, evoluir. E ninguém é insubstituível.

No evangelho de hoje, Jesus trata exatamente desse assunto, aplicando o ensinamento sobretudo às nossas tarefas na comunidade. Ele conta a parábola do patrão e do servo. Na história, retrata como era a relação patrão-servo no seu tempo e tira daí ensinamentos importantes. O servo trabalha no campo, planta e cuida dos animais. Ao voltar do serviço, no fim do dia, o patrão solicita que prepare o seu jantar e o sirva. Só depois, é o que o servo vai poder jantar e descansar. Dessa cena que se repetia na sociedade do seu tempo, Jesus tira uma lição: “Vocês, também, quando tiverem feito tudo o que lhes mandaram, digam: ‘Somos servos inúteis. Fizemos o que devíamos fazer’”.

Quem é o servo? Você. Nós. Servimos a quem? Bom, o nosso primeiro senhor é Deus. Então, podemos pensar: Somos servidores de Deus. E uma coisa podemos aprender com o empregado da parábola. Como servo de Deus, devo colocar os interesses do meu Senhor acima dos meus. Devo dar prioridade às coisas de Deus em minha vida. Agora, você sabe, nem sempre acontece assim. Muita gente pensa primeiro em si, em seus interesses, em seu final de semana.... Depois, em Deus, se sobrar um tempinho, se ainda estiver com disposição. Buscar o Reino de Deus em primeiro lugar, e tudo o mais nos será dado em acréscimo, ensinou Jesus. Neste sentido, servir é uma atitude de fé, porque damos a Deus o primeiro lugar.

Mesmo cuidando diligentemente dos interesses de Deus nosso Senhor, nunca podemos pensar que com o nosso trabalho adquirimos direitos sobre os dons de Deus. O dom de Deus, sua bênção, a sua graça, a redenção em Cristo nos são dados, não porque merecemos pela nossa santidade ou por nossas obras, mas porque Deus é bom e misericordioso. O apóstolo Paulo lembrou que, sem merecimento algum de nossa parte, enquanto ainda éramos pecadores, ele veio ao nosso encontro com o dom da salvação em Cristo. Neste sentido, nosso muito trabalho, nossas numerosas e beneméritas obras são apenas respostas do nosso amor, gratidão pelo bem que ele fez em nosso favor.

Nós também somos servidores dos outros. E servimos com nosso exemplo, as tarefas que desempenhamos, nosso serviço profissional. Somos servos dos outros, não patrões, nem senhores. O maior é o servidor de todos, ensinou Jesus. Como servos, nossa alegria é servir. Quem não vive para servir, não serve para viver, dizia Dom Hélder Câmara. Maria, depois de ter recebido a boa notícia do anjo que seria a Mãe do Salvador, colocou-se nas mãos de Deus, dizendo: “eu sou a serva do Senhor”. E logo, viajou pelas montanhas de Judá, para servir a Izabel. Servir é a marca do cristão.





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Na parábola do senhor e do servo, Jesus quis que aprendêssemos lições importantes. A parábola não justifica a desigualdade que vemos em nossa sociedade, é apenas um retrato da realidade a partir da qual Jesus está transmitindo suas belas lições de vida. A primeira lição é que, em nossa relação com Deus, devemos, como servos, colocar seus interesses em primeiro lugar. Uma segunda lição é que, de verdade, a graça de Deus é um dom do alto, não é uma conquista de nossa bondade ou de nossas obras. Nosso serviço é um sinal de gratidão, é uma resposta de amor ao amor de Deus que já nos alcançou, sem merecimento de nossa parte. Uma terceira lição é que somos também servidores dos irmãos. Nossa grande alegria é servir. Neste sentido, seja na relação com Deus, seja na relação com os irmãos, toda tentação de vaidade, de presunção, de vanglória pelo que se fez é pura ilusão. Somos servos. Nossa grandeza é sermos servos de Deus e dos irmãos.

Quando tiverem feito tudo o que lhes mandaram, digam: ‘Somos servos inúteis’ (Lc 17, 10)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
somos servos. É verdade que não somos tão inúteis assim. Mas, de verdade, nosso muito trabalhar não compra a tua graça. Ela nos vem por tua infinita misericórdia. Naquela história que contaste, o fariseu, no Templo, gabou-se de ser praticante e muito santo. Não reconheceu, como o publicano, que era um servo inútil, sem merecimento. Não saiu abençoado, como se podia esperar. É verdade, Senhor, precisamos aprender a humildade, para realizar bem nossos trabalhos, nossos compromissos, sem nos deixar levar pela vaidade, pela presunção, querendo barganhar contigo. Somos simples servidores. Nossa grandeza é estar a serviço do nosso Deus e dos nossos irmãos. Seja o teu santo nome bendito, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Foque em uma de suas tarefas de hoje. Procure fazer bem feita essa tarefa. Como servidores, nossa alegria é realizar bem nossa missão, fazer bem feito o que tem que ser feito.

Comunicando

Foi muito bom o nosso encontro da Segunda Bíblica de ontem. Um conselho: invista mais na sua formação cristã. Conhecer a Bíblia Sagrada é fundamental para a nossa vida de seguidores do Senhor Jesus. Não deixe de ver o encontro de ontem, no Youtube. 


Faltam 11 dias para o Show "Quando dezembro chegar". Será no Recife, em preparação para o natal, um momento de grande espiritualidade e muita alegria. Gostaria muito de partilhar com vocês esse momento tão precioso. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 


Senhor, aumenta a nossa fé!


Segunda-feira

   10 de novembro de 2024    

Memória de São Leão Magno, papa e doutor da Igreja


   Evangelho    


Lc 17,1-6

Naquele tempo, 1Jesus disse a seus discípulos: “É inevitável que aconteçam escândalos. Mas ai daquele que produz escândalos! 2Seria melhor para ele que lhe amarrassem uma pedra de moinho no pescoço e o jogassem no mar, do que escandalizar um desses pequeninos.
3Prestai atenção: se o teu irmão pecar, repreende-o. Se ele se converter, perdoa-lhe. 4Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes vier a ti, dizendo: ‘Estou arrependido’, tu deves perdoá-lo”.
5Os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” 6O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria”.

   Meditação   


Os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” (Lc 17, 5)

Temos hoje um ensinamento sobre a fé. 

Os apóstolos, percebendo as exigências e as dificuldades no seguimento de Jesus, pediram-lhe: "Senhor, aumenta a nossa fé”. A fé, a esperança e a caridade são as três virtudes teologais. “As virtudes teologais são infundidas por Deus na alma dos fiéis para os tornar capazes de proceder como filhos seus e assim merecerem a vida eterna”, está escrito no Catecismo da Igreja (CIC-Catecismo da Igreja Católica, nº 1813). “A esperança é a virtude teologal pela qual desejamos o Reino dos céus e a vida eterna como nossa felicidade, pondo toda a nossa confiança nas promessas de Cristo” (CIC 1817).

“A fé é a virtude teologal pela qual cremos em Deus e em tudo o que Ele nos disse e revelou e que a santa Igreja nos propõe para acreditarmos, porque Ele é a própria verdade” (CIC 1814). Seguramente, a força que nos sustenta na vida é a fé, a fé em Deus. Fé naquele que verdadeiramente nos ama e pôs Jesus Cristo no nosso caminho, uma fé esclarecida. É o que a Igreja nos tenta passar nos cursos, encontros, jornadas, na catequese. "Fé cega, faca amolada" – diz a música de Gilberto Gil. Fé cega é uma arma perigosa. Fé esclarecida é a fé inteligente, de quem conhece o que ama. E que ama o que conhece.

A fé é a nossa segurança. A fé nos fala do que não passa, do que o vendaval do tempo não leva; nos fala daquele que sempre é, do Deus fiel, do Deus-Amor, e de seu plano de felicidade para cada um de nós. A fé é um dom, um presente de Deus. E a gente, com responsabilidade, tem que cuidar dela, para que ela possa ser cada dia ser mais robusta e forte.

A gente só sente a importância da luz quando escurece, quando a noite chega. A fé é essa luz que nós carregamos. Há momentos em nossa vida em que a gente precisa demais dessa luz: momentos de dor, de solidão, de perplexidade, de trevas. A fé é a nossa segurança. Nessas horas, é que a gente mais precisa de fé e de esperança. Elas nos fazem enxergar na escuridão. A fé nos diz que o Senhor está perto de nós, que não nos faltará, que nossa vida está em suas mãos, que sua sabedoria e sua providência estão nos conduzindo. Por isso, seguimos confiantes, mesmo nas adversidades. Por isso, resistimos com uma força que não temos.





Guardando a mensagem

O evangelho de hoje reúne alguns ditos de Jesus. Ele considerou de muita gravidade o fato de alguém escandalizar um pequenino. E recomendou que se perdoasse o irmão sempre que ele se arrependesse. Só uma visão de fé nos faz ter essa sensibilidade no trato com os pequeninos e essa generosidade no perdão aos irmãos. Diante desses ensinamentos, os apóstolos pediram a Jesus que aumentasse a sua fé. E Jesus comentou que uma fé mesmo pequena já faz maravilhas.

Os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” (Lc 17, 5)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
hoje vamos rezar como os teus apóstolos: “Aumenta a nossa fé”. Só com uma visão de fé, podemos acolher os teus ensinamentos. Só com uma fé mais forte, podemos enfrentar as dificuldades que também encontramos hoje: as crises, os escândalos, a falta de horizonte... sem a fé, sucumbimos aos problemas e fracassamos. É a fé que nos abre à novidade da ação de Deus, que abre à nossa frente o mar vermelho, descortinando novas possibilidades onde não vemos saída. Pela fé, irrompe em nosso peito a alegria da esperança, que nos faz levantar cedo e erguer a cabeça para enfrentar um novo dia, uma nova semana, com a convicção de que tudo podemos em ti que nos fortaleces. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Durante o dia de hoje, peça ao Senhor muitas vezes: ”Senhor, aumenta a minha fé!”.

Comunicando

Hoje é dia de Segunda Bíblica. Você não poder perder. Atos dos Apóstolos capítulo 28. Reserve sua bíblia e seu caderno de anotações. Nunca é tarde pra começar. O encontro começa às oito e meia da noite. 

Faltam 12 dias para o Show "Quando dezembro chegar", preparando um natal de paz. Organizou sua caravana? Faça contato com a gente pelo WhatsApp 81 9521-6909.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb  



O templo vivo de Deus.


  09 de novembro de 2025 

Festa da Dedicação da Basílica do Latrão

(Catedral de Roma)


   Evangelho.   


Jo 2,13-22


13Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. 14No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. 15Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. 16E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” 17Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. 18Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?” 19Ele respondeu: “Destruí este Templo, e em três dias o levantarei”. 20Os judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?” 21Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo. 22Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele.


  Meditação.  


Destruí este Templo e em três dias o levantarei (Jo 2, 19)


Hoje, a Igreja está celebrando o aniversário de dedicação da Catedral de Roma, a Basílica do Latrão. A dedicação de uma Igreja é sempre uma festa. Unge-se o altar com óleo e as paredes da Igreja também. A igreja-de-pedra é uma representação da igreja-comunidade, templo de Deus. De fato, na carta de São Pedro, está escrito: “quais outras pedras vivas, vocês também se tornam os materiais deste edifício espiritual, um sacerdócio santo, para oferecer vítimas espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo" (1 Pr 2, 5). Os fieis em Cristo são pedras vivas desse Templo espiritual, um sacerdócio santo para oferecer sacrifícios do agrado de Deus. A igreja é o templo vivo de Deus.


Jesus estava chegando para celebrar a páscoa em Jerusalém. Nesta páscoa, ele seria imolado em sacrifício, na cruz. Ele entrou no Templo. E viu um bocado de coisa errada. O Templo de Deus, o único templo erguido em Israel, foi construído para ser um sinal da presença de Deus no meio do seu povo e para ser um local de encontro do povo fiel com o seu Deus. No Templo, o povo, em sinal de gratidão e adoração, oferecia sacrifícios e louvores. Aquele povo tinha uma história com Deus. Tinha sido libertado por ele do cativeiro do Egito, celebrado uma aliança com o Senhor, caminhado por 40 anos no deserto sob sua proteção e tomado posse da terra que ele prometera aos pais. O Templo era o testemunho de tudo isso. E a páscoa era a grande festa para lembrar aquele gesto maravilhoso que Deus tinha realizado em favor daquele povo: tirá-lo da escravidão e constituí-lo um povo livre, naquela terra.


E o que Jesus viu no Templo? Jesus viu o Templo entregue aos interesses de uma elite manipuladora, que o instrumentaliza em favor dos seus interesses econômicos e políticos. A sede do Sinédrio que o condenou era lá. Lá, mandavam os saduceus, beneficiados pela dominação romana em seus negócios e em sua liderança. Jesus viu um Templo que perdeu a razão para a qual existia: ser um lugar de encontro da comunidade de Israel com o Deus dos seus pais, o Deus de sua história.


Como Jesus reagiu? Primeiro, ele expulsou os comerciantes que vendiam animais para os sacrifícios ou faziam o câmbio das moedas, no interior do Templo. Foi uma forma de reagir à má utilização que os líderes estavam fazendo do Templo. Segundo, ele disse, com todas as letras que ele é quem era o Templo de verdade. De fato, em Jesus encontramos e honramos o Pai que o enviou. É no seu corpo entregue e no seu sangue derramado, o único sacrifício que agora conta, que somos reconciliados com Deus. É só por meio dele que chegamos ao Pai. Ele é o Templo de verdade. Foi assim que ele disse: “Destruam esse Templo e eu o construirei em três dias”. De fato, foi isso que aconteceu. Eles destruíram o templo do seu corpo, pela cruel morte de cruz, mas Jesus ressuscitou ao terceiro dia. Mas, isto, claro, ninguém ali na hora entendeu.





Guardando a mensagem


Celebramos hoje o aniversário de dedicação da Catedral de Roma. Como é o Templo que representa todos os outros templos do cristianismo, todos nos alegramos nessa festa. E recordamos que o verdadeiro templo é a comunidade dos fiéis, o povo batizado, a Igreja. O templo-de-pedra representa a comunidade-povo-de-Deus. E nos lembramos de Jesus que, no tempo da páscoa, entrou no grande Templo de Jerusalém e, depois de ter expulsado os vendedores de animais e os cambistas, apresentou-se como o verdadeiro Templo. Ele é o sacerdote que oferece o sacrifício de sua própria vida, sacrifício que, de verdade, agrada a Deus e com ele nos reconcilia. Jesus é o templo de verdade.


Destruí este Templo e em três dias o levantarei (Jo 2, 19)


Rezando a palavra


Senhor Jesus,

gostamos muito de nossas igrejas, de nossos templos. Nem sempre nos lembramos que mais importante do que as paredes de pedra são as pessoas que formam a igreja viva, a comunidade santa, o povo de Deus. Claro, Senhor, precisamos zelar por nossas igrejas-templo, para que elas estejam sempre limpas, bonitas, acolhedoras. Mas, mais amor e maior cuidado precisamos ter com a comunidade dos cristãos que ali se reúne. E somos templo porque estamos unidos a ti, Templo vivo de Deus, pedra que os construtores rejeitaram, mas que tornou-se a pedra angular. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra


Muita gente ainda guarda o bom costume de, ao cruzar por uma igreja, benzer-se, saudando Jesus que lá está, sacramentalmente, no sacrário. Se tiver oportunidade hoje, faça o mesmo. E pense neste evangelho ... Você também é uma pedra viva do maravilhoso templo que é Cristo e sua Igreja.


Comunicando

Faço show, hoje, em Jaboatão, no Yapoatam, organização da Paróquia de N. Sra. Aparecida. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 


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