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20200219

O CEGO QUE VIU ÁRVORES ANDANDO

Estás vendo alguma coisa? (Mc 8, 23)

19 de fevereiro de 2020.

Hoje, temos mais uma história de cego. No evangelho, são várias. Por um lado, essas histórias nos mostram, plasticamente, a missão de Jesus acontecendo. Quando Jesus leu, na Sinagoga de Nazaré, a passagem que falava sobre sua missão, havia uma lista de sofredores: os pobres, os presos, os cegos, os oprimidos. Neles, se veria claramente a realização de sua missão: a evangelização dos pobres, a libertação dos presos e oprimidos e a recuperação da vista dos cegos. Então, em todas as histórias de cura do evangelho, vai se mostrando a obra redentora de Jesus acontecendo.

É claro que você está entendendo que, mesmo essas curas e libertações acontecendo, elas significam muito mais. Elas demonstram a obra de Jesus que não era exatamente curas as pessoas, mas restaurar a humanidade decaída pelo pecado, comunicando-lhe o amor de Deus. Essas histórias também nos dizem como as pessoas estão acolhendo a obra de Jesus em suas vidas.

Então, trouxeram um cego a Jesus. Jesus o tomou pela mão e o levou para fora do povoado. Cuspiu nos seus olhos, pôs as mãos sobre ele. O cego disse que estava vendo os homens como árvores andando. Jesus pôs de novo as mãos sobre os olhos dele. Ele ficou vendo tudo. Jesus o mandou pra casa.

Uma bela imagem da obra de Jesus como restauração da obra prima de Deus desfigurada pelo pecado meditamos, na semana passada, na história do surdo-mudo. A história de hoje tem traços dessa narração. Cuspir nos olhos do cego, por as mãos sobre os seus olhos evocam o artesão do barro consertando a sua obra quebrada. A antiga narração da criação do homem falava do boneco de barro que Deus fez e soprou nas suas narinas para lhe comunicar a vida.

Bem, a figura do cego também nos remete ao tema da fé, da adesão à pessoa de Jesus e ao anúncio do seu evangelho. A narração dos milagres, nos evangelhos, são catequeses sobre Jesus e nosso encontro com ele. É assim que podemos olhar para esse texto, como uma catequese sobre a fé. As histórias de cegueira física, no evangelho, são particularmente formas de falar da cegueira espiritual, da resistência ou da incompreensão diante da pessoa de Jesus ou do projeto de Deus. Cegueira, neste sentido, representa a falta de fé.

É muito interessante que esse cego não se curou de vez. A gente sempre fica esperando que a evangelização produza uma conversão radical, uma fé iluminada. A lição de hoje é que fé também cresce, passa por etapas, vai amadurecendo. Jesus é sempre o mesmo, ele nos evangeliza, nos restaura em nossa condição de pecadores. Num certo momento, nós começamos a ver, mas ainda meio confusamente. O cego já via, mas lhe parecia que os homens eram árvores andando. O serviço evangelizador de Jesus continuou. Daqui a pouco, sua visão já estava mais limpa e ele começou a ver tudo claramente.

Guardando a mensagem

Pela evangelização, o Senhor vem ao nosso encontro, gente desfigurada pelo pecado. Num primeiro momento, nossos olhos antes cegos começam a enxergar, mais ainda confusamente. É já a luz da fé em nós. É com a fé que acolhemos a obra de Deus em nosso favor, mas ainda de maneira muito imperfeita. A continuidade do serviço da evangelização vai nos conduzindo a ter uma fé cada vez mais forte, que nos leva a amar e a seguir Jesus, salvador da nossa humanidade decaída. Essa mesma fé é uma luz para compreendermos, com o olhar de Deus, a realidade ao nosso redor. Vemos melhor para nos conduzir melhor nesta vida. Vendo claramente o irmão caído na estrada, nos comprometemos com ele, como o bom samaritano.

Estás vendo alguma coisa? (Mc 8, 23)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,

Muitos de nós, ainda estão cegos. Não te vêem, não vêem o mundo com a tua luz. Dá-lhes, Senhor, a luz da fé, para que abracem a verdade e vivam iluminados por teu evangelho. Muitos de nós, ainda não vêem claramente. Enxergam o mundo, os outros, o futuro de maneira vaga e confusa. Têm apenas uma fé inicial. Continua, Senhor, a evangelizá-los, para que te reconheçam claramente e vejam o mundo com a tua luz. Nós te rendemos graças, Senho, pelos que, pela fé, acolhem a verdade que revelas sobre o mundo, sobre o homem, sobre Deus. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje, reze muitas vezes durante o dia, com aquelas palavras dos discípulos de Jesus no evangelho: “Senhor, aumenta a minha fé”.

19 de fevereiro de 2020

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb




20190220

O CEGO QUE VIU ÁRVORES ANDANDO

Estás vendo alguma coisa? (Mc 8, 23)
20 de fevereiro de 2019.
Hoje, temos mais uma história de cego. No evangelho, são várias. Por um lado, essas histórias nos mostram, plasticamente, a missão de Jesus acontecendo. Quando Jesus leu, na Sinagoga de Nazaré, a passagem que falava sobre sua missão, havia uma lista de sofredores: os pobres, os presos, os cegos, os oprimidos. Neles, se veria claramente a realização de sua missão: a evangelização dos pobres, a libertação dos presos e oprimidos e a recuperação da vista dos cegos. Então, em todas as histórias de cura do evangelho, vai se mostrando a obra redentora de Jesus acontecendo.
É claro que você está entendendo que, mesmo essas curas e libertações acontecendo, elas significam muito mais. Elas demonstram a obra de Jesus que não era exatamente curas as pessoas, mas restaurar a humanidade decaída pelo pecado, comunicando-lhe o amor de Deus. Essas histórias também nos dizem como as pessoas estão acolhendo a obra de Jesus em suas vidas.
Então, trouxeram um cego a Jesus. Jesus o tomou pela mão e o levou para fora do povoado. Cuspiu nos seus olhos, pôs as mãos sobre ele. O cego disse que estava vendo os homens como árvores andando. Jesus pôs de novo as mãos sobre os olhos dele. Ele ficou vendo tudo. Jesus o mandou pra casa.
Uma bela imagem da obra de Jesus como restauração da obra prima de Deus desfigurada pelo pecado meditamos, na semana passada, na história do surdo-mudo. A história de hoje tem traços dessa narração. Cuspir nos olhos do cego,  por as mãos sobre os seus olhos evocam o artesão do barro consertando a sua obra quebrada. A antiga narração da criação do homem falava do boneco de barro que Deus fez e soprou nas suas narinas para lhe comunicar a vida.
Bem, a figura do cego também nos remete ao tema da fé, da adesão à pessoa de Jesus e ao anúncio do seu evangelho. A narração dos milagres, nos evangelhos, são catequeses sobre Jesus e nosso encontro com ele. É assim que podemos olhar para esse texto, como uma catequese sobre a fé. As histórias de cegueira física, no evangelho, são particularmente formas de falar da cegueira espiritual, da resistência ou da incompreensão diante da pessoa de Jesus ou do projeto de Deus. Cegueira, neste sentido, representa a falta de fé.
É muito interessante que esse cego não se curou de vez. A gente sempre fica esperando que a evangelização produza uma conversão radical, uma fé iluminada. A lição de hoje é que fé também cresce, passa por etapas, vai amadurecendo. Jesus é sempre o mesmo, ele nos evangeliza, nos restaura em nossa condição de pecadores. Num certo momento, nós começamos a ver, mas ainda meio confusamente. O cego já via, mas lhe parecia que os homens eram árvores andando. O serviço evangelizador de Jesus continuou. Daqui a pouco, sua visão já estava mais limpa e ele começou a ver tudo claramente.
Guardando a mensagem
Pela evangelização, o Senhor vem ao nosso encontro, gente desfigurada pelo pecado. Num primeiro momento, nossos olhos antes cegos começam a enxergar, mais ainda confusamente. É já a luz da fé em nós. É com a fé que acolhemos a obra de Deus em nosso favor, mas ainda de maneira muito imperfeita. A continuidade do serviço da evangelização vai nos conduzindo a ter uma fé cada vez mais forte, que nos leva a amar e a seguir Jesus, salvador da nossa humanidade decaída. Essa mesma fé é uma luz para compreendermos, com o olhar de Deus, a realidade ao nosso redor. Vemos melhor para nos conduzir melhor nesta vida. Vendo claramente o irmão caído na estrada, nos comprometemos com ele, como o bom samaritano.
Estás vendo alguma coisa? (Mc 8, 23)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Muitos de nós, ainda estão cegos. Não te vêem, não vêem o mundo com a tua luz. Dá-lhes, Senhor, a luz da fé, para que abracem a verdade e vivam iluminados por teu evangelho. Muitos de nós, ainda não vêem claramente. Enxergam o mundo, os outros, o futuro de maneira vaga e confusa. Têm apenas uma fé inicial. Continua, Senhor, a evangelizá-los, para que te reconheçam claramente e vejam o mundo com a tua luz. Nós te rendemos graças, Senho,  pelos que, pela fé, acolhem a verdade que revelas sobre o mundo, sobre o homem, sobre Deus. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Hoje, reze muitas vezes durante o dia, com aquelas palavras dos discípulos de Jesus no evangelho: “Senhor, aumenta a minha fé”.
Pe. João Carlos Ribeiro - 20.02.2019

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