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12 abril 2020

A FESTA DA NOSSA SALVAÇÃO


No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo (Jo 20,1)

12 de abril de 2020

Eu quero lhe desejar, de todo o coração: Feliz Páscoa! Jesus ressuscitado cubra de bênçãos a sua vida e esteja ao seu lado em todas as suas lutas e dificuldades.

Por que a Páscoa é tão importante? A Páscoa é a ressurreição de Jesus. Então, por que a ressurreição de Jesus é tão importante? Para responder a esta pergunta, vamos tentar identificar o que aconteceu, o que Jesus conseguiu e qual é a novidade da páscoa.

O que aconteceu? O apóstolo Pedro, na sua pregação (Atos 10), disse direitinho. Jesus, ungido por Deus, andou pela terra dos judeus pregando o Reino de Deus e libertando as pessoas do domínio do mal. As lideranças de sua gente o crucificaram, como malfeitor. Parecia que a sua morte sepultava todos os nossos sonhos, mas Deus, o Pai, o ressuscitou dos mortos, enchendo-nos de esperança. E o colocou à nossa frente como líder, como guia e juiz de todos. Com a ressurreição, começou um novo tempo para a humanidade. Foi isso que aconteceu.

O que Jesus conseguiu? Jesus desatou um nó que estava atrapalhando tudo. Jesus nos reaproximou de Deus, nos reconciliou com ele. A humanidade, desde o começo, afastou-se de Deus, pela desobediência. Esse pecado da humanidade finalmente teve conserto. Jesus, o filho de Deus, em nome dos pecadores, ofereceu sua vida em sacrifício. Foi obediente ao Pai até o fim. O seu sacrifício foi aceito por Deus que a todos ofereceu o seu perdão. Por causa de Jesus, agora podemos retornar à casa do nosso pai, como o filho pródigo. Pela ressurreição do seu filho, o Pai agora nos reconhece como seus filhos, nos dando o seu Espírito. Somos filhos e irmãos. Como disse o apóstolo Paulo, em sua carta aos Colossenses (Cl 3): “Se vocês ressuscitaram com Cristo, esforcem-se para alcançar as coisas do alto”. O nó do pecado foi desmanchado por Jesus.

Então, qual é a novidade da Páscoa? É que agora os nossos sonhos estão alicerçados em bases sólidas. É segura a nossa vitória sobre o pecado, o mal e a morte.

Pela ressurreição, agora estamos em comunhão com o nosso Deus. Ele é o nosso pai. Somos todos irmãos. A fraternidade é possível. 

Na ressurreição, Deus ficou do lado dos humilhados, dos marginalizados, dos perseguidos. Ficou do lado de Jesus. O nosso sonho de justiça e de paz saiu reforçado. Nossas lutas serão vitoriosas. Um mundo novo é possível.

Pela ressurreição, a morte foi vencida. Já não é mais o nosso maior trauma. Fomos criados para a vida eterna, Jesus nos comunica a vida abundante que já começa aqui. A vitória de Jesus sobre o mal, o pecado e a morte enchem nossa vida e nossa morte de sentido.

O pecado embruteceu o homem e a mulher, tornando-nos predadores da natureza. Com a vitória de Jesus sobre o pecado, restabeleceu-se o princípio de harmonia na criação. Já podemos sonhar com um novo modo de cuidar da casa comum.

A ressurreição de Jesus, obra de Deus em favor do seu Filho e de todos os seus filhos e filhas adotivos, nos assegura a vitória do seu projeto chamado “Família” e do êxito de sua comunidade missionária chamada “Igreja”.

A Páscoa é a festa da nossa salvação.

E o que fazer para participar da Ressurreição de Cristo? Boa pergunta. Não estamos só contemplando a ressurreição do Senhor. Ressuscitamos com ele. Participamos dessa grande obra renovadora de Deus, unindo-nos a Jesus pela fé, acolhendo a vida nova pelo batismo e pondo-nos a caminho como povo de Deus, na Igreja.

Com a ressurreição, está começando a nova semana da criação, um tempo novo para a humanidade.

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo (Jo 20,1)

Rezando a Palavra

Rezemos com as palavras do Salmo 117, o salmo deste tempo de páscoa:

Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos! 

— A mão direita do Senhor fez maravilhas,/ a mão direita do Senhor me levantou./ Não morrerei, mas, ao contrário, viverei/ para cantar as grandes obras do Senhor! 

— A pedra que os pedreiros rejeitaram/ tornou-se agora a pedra angular./ Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:/ Que maravilhas ele fez a nossos olhos! 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Vivendo a Palavra

Hoje, claro, você vai desejar ‘feliz páscoa’ a muita gente. Ótimo. Agora, você poderia dar mais conteúdo a essa saudação de “feliz páscoa”. Diga alguma coisa a mais, acrescente alguma palavrinha para as pessoas entenderem mais sobre a páscoa. Com uma frase, você está evangelizando.

No tempo da Páscoa, no lugar do Ângelus (O anjo do Senhor anunciou a Maria) rezamos o Regina Coeli (Rainha do Céu). Estou lhe enviando essa preciosa saudação mariana, aqui, depois do texto da Meditação. 


Pe. João Carlos Ribeiro, sdb



"Regina Coeli" (oração do meio dia no Tempo Pascal)

V. Rainha do Céu, alegrai-vos, Aleluia!
R. Porque Aquele que merecestes trazer em Vosso ventre, Aleluia!

V. Ressuscitou como disse, Aleluia!
R. Rogai por nós a Deus, Aleluia!

V. Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria, Aleluia!
R. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, Aleluia!

Oremos.
Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, concedei-nos, Vos suplicamos, a graça de alcançarmos pela protecção da Virgem Maria, Sua Mãe, a glória da vida eterna. Pelo mesmo Cristo Nosso Senhor. Amém.

24 agosto 2019

PARA SER FELIZ

Façam todo esforço possível para entrar pela porta estreita (Lc 13, 24).

25 de agosto de 2019 – 21º Domingo do Tempo Comum

Você quer ser feliz. Quem não quer? Não é fácil explicar o que é a felicidade. Felicidade é realização, é amar e ser correspondido, é ter solução para os seus pequenos e grandes problemas... Felicidade é o sentimento de alegria e satisfação com a vida e muito mais. E você quer ser feliz. No fundo, você sabe, a felicidade, por um lado, é um dom de Deus e, por outro lado, é também fruto do nosso esforço. Sem esforço, não pomos as bases para uma vida saudável e feliz: o cuidado com a alimentação, o estudo sério, o modo como assumo meus compromissos de família, de trabalho, como cultivo minhas amizades, como me relaciono com os outros... Deus nos abre os caminhos e nós procuramos prosseguir com seriedade e empenho. Esse é o caminho da felicidade.

Você quer a salvação. Quem não quer? Não é fácil explicar o que é a salvação. Salvação é o final feliz de nossa vida, a realização completa de nossa existência em Deus. Mas, não é só a chegada lá. É também a nossa condição agora, a nossa comunhão com Deus. Para entender um pouco dessa condição de plenitude e realização que é a salvação, Jesus falou de banquete, festa de casamento, lugar onde estão os justos, casa paterna de muitas moradas, Reino de Deus glorioso. Cada imagem dessas é uma brecha por onde já se enxerga o brilho da salvação eterna. E você quer a salvação, claro. E você sabe que a salvação é um dom de Deus, obra de sua graça. E sabe, pela evangelização, que a porta da casa de Deus nos foi aberta pela morte e ressurreição de Jesus. A salvação é um dom gratuito de Deus, sem merecimento algum de nossa parte. Ainda assim, nos lembremos, no acolhimento da salvação concorre também o nosso esforço, o nosso compromisso, uma vida segundo os mandamentos de Deus, em comunhão com ele e com os irmãos. Sem esforço de nossa parte, sem compromisso, sem conversão, a coisa fica pela metade, nos detemos no portão de entrada. Certo que a salvação é obra de Deus, mas nos cabe acolhê-la, nos deixar transformar por ela, colaborar com o seu crescimento em nós.

Se até aqui estivermos nos entendendo, já está explicado o evangelho de hoje. Perguntaram a Jesus se os que se salvam, são poucos ou são muitos? Jesus aproveitou a pergunta para estimular a conversão e o compromisso com uma vida de santidade. Falou da porta estreita. “Façam todo esforço para entrar pela porta estreita”. Isso você entende, não é verdade? Tem muita porta larga por aí: a do relaxamento, da preguiça, do egoísmo, do desregramento, dos vícios, da falta de seriedade nos compromissos consigo mesmo(a), com os outros e com Deus. Entrar pela porta estreita e, - ele também deu a entender - enquanto há tempo. Ele contou que quando o dono da casa fechar a porta, não se entra mais. Aí ele enfeitou a parábola: ‘tem gente que vai ficar batendo na porta, dizendo que é amigo do dono da casa, que já esteve com ele diversas vezes, que ouviu seus discursos...’. A resposta vai ser: “Eu não conheço vocês. Vão-se embora”. Você pegou a mensagem? Entrar pela porta estreita enquanto é tempo. Não deixe pra amanhã a sua conversão. É hoje o dia da salvação.

É claro que Deus não fica só na porta nos esperando. Ele não nos abandona em nosso caminho para a salvação. Ele está sempre nos educando na fé, nos orientando, nos corrigindo. Veja o que diz a Carta aos Hebreus: “Qual é o filho a quem o pai não corrige?” (Hebr 12). Deus nos corrige como filhos, porque nos ama. Ele ajuda o manco a andar direito. Na hora da correção, o filho fica aborrecido, revoltado. Mais tarde irá reconhecer que aquilo foi importante para o seu bem. Nem sempre a correção é um sermão. É possível que Deus use de muitos acontecimentos de sua história de vida para corrigir você.

Guardando a mensagem

Perguntaram a Jesus sobre a salvação. Ele indicou duas coisas preciosas para o nosso caminho com Deus: entrar pela porta estreita e a tempo. ‘A tempo’ quer dizer não adiar a sua conversão, não deixar para amanhã os seus compromissos de vida nova. Amanhã, pode ser tarde e a porta pode estar já fechada. ‘Entrar pela porta estreita’ quer dizer que, mesmo sendo a salvação um dom gratuito de Deus, precisamos acolhê-la com esforço e compromisso. A carta aos Hebreus nos lembrou que Deus nos acompanha nessa caminhada para sua casa, nos educando e nos corrigindo, com amor de pai.

Façam todo esforço possível para entrar pela porta estreita (Lc 13, 24).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
A nossa caminhada para Deus se assemelha à peregrinação do teu povo de todas as nações para o monte santo de Jerusalém, como está descrito no Livro do Profeta Isaías (Is 66). Nossa vida é, de verdade, uma peregrinação, contigo, para Jerusalém. É nesse caminho, que tu vais nos ensinando, nos instruindo. Hoje, nos falaste da porta estreita. Senhor, a porta larga nos seduz. É a porta da facilidade, do relaxamento, do mais ou menos. Ajuda-nos, Senhor, a entrar pela porta estreita. Esta é a porta do compromisso, do esforço, do melhor possível. Senhor, abençoa, hoje de maneira especial, os irmãos e irmãs que, em nossas comunidades, ajudam crianças, jovens e adultos a conhecerem e caminharem em tua palavra e em nossa fé católica. Abençoa, Senhor, os nossos catequistas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Leia o evangelho de hoje em sua Bíblia (Lucas 13,22-30). E, sendo hoje o domingo do catequista, não esqueça de cumprimentar os catequistas de sua comunidade.

Pe. João Carlos Ribeiro – 25 de agosto de 2019.

05 dezembro 2017

PASSAR DA CURA PARA A SALVAÇÃO

MEDITAÇÃO
 PARA A QUARTA-FEIRA, 
DIA 06 DE DEZEMBRO
Numerosas multidões aproximaram-se dele, levando consigo coxos, aleijados, cegos, mudos, e muitos outros doentes (Mt 12, 30)
Coxos, aleijados, cegos, mudos. Quatro situações de deficiência, vulnerabilidade e miséria no tempo de Jesus. Quatro é um número simbólico, indica totalidade. De fato, os pontos cardeais são quatro e indicam todas as direções. Coxos, aleijados, cegos, mudos indicam a condição de toda a humanidade. Jesus encontrou as pessoas do seu tempo, e nos encontra hoje, na condição de necessitados, expostos em nossa fragilidade, marcados pelo pecado.
O pecado é o que desmantelou a obra da Criação. Tudo foi bem feito pelo Criador, mas o homem não correspondeu ao amor e à confiança dele. E assim, introduziu o desequilíbrio na obra divina. Como escreveu o apóstolo Paulo, na carta aos Romanos, o salário do pecado é a morte. A decisão do homem contra o amor de Deus, a sua desobediência, arrastou a criação para esse desmantelo. Então, coxos, aleijados, cegos e mudos são uma representação de todas as pessoas, de toda a humanidade. É a humanidade toda clamando solução para sua situação. É o povo ferido pelo pecado, desfigurado em sua condição de expulsos do paraíso.
O pecado, que traz desarmonia e morte à obra de Deus, não é só o pecado das origens. É também a desobediência desta geração, o pecado pessoal e social, aquele que se estrutura como violência contra a dignidade da pessoa, que humilha e desfigura o ser humano pela fome, pela injustiça, pela desigualdade de oportunidades.
A missão de Jesus é restaurar a obra de Deus desfigurada pelo pecado. Por isso, a salvação que ele nos traz tem implicações também em nossa vida social, nas estruturas de nossa vida em sociedade. Nesse texto, a ação de Jesus está representada pela restauração das pessoas. Olha como está descrita no texto de hoje: “O povo ficou admirado, quando viu os mudos falando, os aleijados sendo curados, os coxos andando e os cegos enxergando. E glorificaram o Deus de Israel”.
Textos como estes que falam de curas precisam ser olhados no conjunto do Evangelho. O que é o evangelho? O evangelho é a boa notícia de nossa salvação em Cristo. A boa notícia não é que Jesus cura nossas doenças. Curar as doenças é um sinal que nos aponta para a sua ação redentora.  A boa notícia é que ele nos resgata para a vida plena, nos reconcilia com Deus, nos tira do pecado, nos salva.
Vamos guardar a mensagem de hoje
Curar os doentes, purificar os leprosos ou expulsar demônios são representações plásticas da realização da missão de Jesus que está acontecendo como inclusão, resgate, iluminação, vitória sobre o mal. Ele está sendo mostrado como aquele que está nos salvando, nos resgatando, nos libertando de todas as opressões. João Batista apresentou Jesus como aquele que tira o pecado do mundo. Passemos da cura para a salvação. Esse é um passo importante e necessário para nosso crescimento na fé. Jesus não é um carandeiro. É o salvador de  nossa humanidade decaída.
Numerosas multidões aproximaram-se dele, levando consigo coxos, aleijados, cegos, mudos, e muitos outros doentes (Mt 12, 30)
Vamos acolher a mensagem de hoje com uma prece
Senhor Jesus,
Vivemos mergulhados em meio a muitos limites e dificuldades. Nossa vida está marcada pelas provações, pela doença, pelo sofrimento. São sintomas, sinalização de nossa condição de pecadores. Por isso, Senhor, colocamos nossa vida aos teus pés. E te apresentamos a nossa pobreza, seguros que não apenas vens ao encontro de nossas fraquezas, mas nos comunicas a vida de Deus, partilhas conosco a vida eterna. Tu nos libertas, Senhor, de todas as amarras, de todas as prisões. És tu que tiras o pecado do mundo. Bendito seja o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos vivenciar a palavra que meditamos
Veja se, hoje, você tem oportunidade de ajudar um pobre, um sofredor. Mas, guarde na sua lembrança que a obra de Jesus é a restauração do ser humano, como filho de Deus.

Pe. João Carlos Ribeiro – 05.12.2017

31 outubro 2017

A PORTA CONTINUA ESTREITA


Façam todo esforço possível para entrar pela porta estreita (Lc 13, 24)
Jesus estava na grande viagem para Jerusalém. Alguém quis saber se os que se salvam são poucos.  Jesus respondeu com uma recomendação: ‘façam todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Muitos vão tentar entrar e não conseguirão. Quando o dono da casa fechar a porta, não vai adiantar bater e dizer que é conhecido dele’.
Essa pergunta feita a Jesus, no caminho de sua última peregrinação à cidade santa, tem um sabor muito especial. Jesus é o primeiro a entrar pela porta estreita. Em Jerusalém, o aguardam a paixão e morte na cruz. É um caminho estreito que está palmilhando, em que vai encontrar oposição, traição, condenação injusta. É nesse caminho, nessas circunstâncias, que ele manifestará sua total fidelidade ao Pai e seu amor até o fim aos seus. É por esse caminho que ele reentrará na glória do Pai. É pela porta estreita da morte que ele alcançará a ressurreição.
O seu caminho de confronto e fidelidade é exemplar para nós, seus seguidores.  ‘Eu sou o caminho’, nos disse ele. Caminho que nos conduz ao Pai. Ou, como em outra imagem do evangelho de São João, ele é a porta das ovelhas.  É por ele que entramos na vida de Deus.
É certo que a salvação é um dom de Deus, é uma graça que não merecemos, é uma dádiva da misericórdia de Deus. Mas, acolhendo-a, sem merecimentos de nossa parte, procuramos corresponder a esse tão grande amor que nos escolheu e predestinou para a eterna felicidade. A correspondência a esse amor é o esforço que fazemos para viver segundo essa sublime vocação para a qual fomos chamados, a vocação de filhos e filhas de Deus.
Entrar pela porta estreita é abraçar o evangelho de Jesus, fazendo o esforço necessário de fidelidade ao Senhor que nos chamou ao seu seguimento. Porta Larga, diz-se em outra parte do evangelho, é a que conduz à perdição. É a porta da facilidade, do relaxamento, da falta de compromisso... Muitas vezes o seguimento de Jesus nos pede renúncia, sacrifício, disciplina de vida.
Nós não procuramos o sofrimento, nem a perseguição, mas eles nos chegam de um jeito ou de outro. Nós os experimentos pelos limites de nossa condição humana (como é o caso da doença), pelas consequências de nossos erros e excessos (os nossos pecados) ou pela incompreensão ou oposição que aparecem quando praticamos o bem, defendemos a justiça e procuramos viver com honestidade.
Vamos guardar a mensagem de hoje
Jesus nos recomenda que façamos todo esforço para entrar pela porta estreita. Ele mesmo tomou o caminho estreito da perseguição e da morte de cruz. Por essa porta estreita, ele entrou na glória da ressurreição. A salvação nos chega pelos merecimentos dele, é misericórdia de Deus em nossa vida. Procurando corresponder a esse amor de Deus que se manifestou em Cristo, tentamos viver uma vida sadia, responsável, solidária. Entrar pela porta estreita é assumir com seriedade os compromissos da fé e da caridade, mesmo em meio a dificuldades e perseguições.
Façam todo esforço possível para entrar pela porta estreita (Lc 13, 24)