PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR: saduceus
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20210601

QUANDO SE VIVE SEM ESPERANÇA


02 de junho de 2021

EVANGELHO


Mc 12,18-27

Naquele tempo, 18vieram ter com Jesus alguns saduceus, os quais afirmam que não existe ressurreição e lhe propuseram este caso: 19“Mestre, Moisés deu-nos esta prescrição: Se morrer o irmão de alguém, e deixar a esposa sem filhos, o irmão desse homem deve casar-se com a viúva, a fim de garantir a descendência de seu irmão”.
20Ora, havia sete irmãos: o mais velho casou-se, e morreu sem deixar descendência. 21O segundo casou-se com a viúva, e morreu sem deixar descendência. E a mesma coisa aconteceu com o terceiro. 22E nenhum dos sete deixou descendência. Por último, morreu também a mulher. 23Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de quem será ela mulher? Porque os sete se casaram com ela!”
24Jesus respondeu: “Acaso, vós não estais enganados, por não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus? 25Com efeito, quando os mortos ressuscitarem, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu. 26Quanto ao fato da ressurreição dos mortos, não lestes, no livro de Moisés, na passagem da sarça ardente, como Deus lhe falou: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’? 27Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos! Vós estais muito enganados”.

MEDITAÇÃO


Quando os mortos ressuscitarem, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu (Mc 12, 25)

Os saduceus não acreditavam na ressurreição. E, claro, procuravam defender essa sua posição com muitos argumentos. Apresentaram a Jesus esse caso: a mulher que foi esposa de sete maridos... Trata-se da lei do levirato, uma prescrição de Moisés. ‘Se seu irmão casado morrer sem deixar filhos, você deve se casar com a viúva, para suscitar descendência ao seu irmão’. Nesse caso que os saduceus apresentaram a Jesus, os sete irmãos morreram, um depois do outro. Assim, a mulher teve sete maridos. Se houver ressurreição, perguntaram eles, de quem ela será esposa na outra vida? Para eles isso era uma prova de que não haveria ressurreição. Já pensou na confusão que daria, no desentendimento entre os sete maridos, argumentavam eles.

Jesus, com toda paciência, explica que na outra vida, não há mais casamento. Os ressuscitados viverão numa outra dinâmica: são filhos e filhas, irmãos e irmãs, na alegria da casa do Pai. Serão como os anjos. Não haverá mais os limites desse mundo de agora. Nem os seus problemas, nem as suas dores - um outro mundo de alegria sem fim.

Então, os saduceus não acreditavam na ressurreição. Para eles, não havia outra vida. Toda esperança estava aqui mesmo na terra, nos poucos ou muitos anos de vida que temos. Eles formavam uma elite em Jerusalém: os grandes proprietários chamados anciãos, os sumos sacerdotes do templo, pessoas ilustres. Uma elite que não acreditava na ressurreição. Talvez por isso, o seu apego ao dinheiro e ao poder fosse tão grande. Quando se vive sem esperança de futuro, a pessoa se agarra ao presente, de unhas e dentes. Se o seu coração não está no Deus que transcende tudo, aferra-se às coisas desse mundo e faz delas o deus de sua vida.

Agora, muita gente não acredita na ressurreição. E mesmo que diga que crê, na prática, não acredita. Vive sem esperança, procurando encontrar a realização de sua existência em ter coisas, em colecionar títulos e glórias nesse mundo. No fundo, são pessoas entristecidas pela falta de sentido na vida e aterrorizadas pelo fim de sua existência que se aproxima, galopante. Quanto mais perto chega, mais amargo fica.

Guardando a mensagem

Só a luz da fé pode iluminar o coração humano e encher de sentido uma vida, fazendo-nos ansiar pelo dia feliz de nossa ressurreição, quando não haverá mais pranto, nem dor, nem o limite do tempo, nem a frustração do pecado ou do sofrimento; o dia em que seremos plenamente filhos de Deus, na sua casa, na grande comunhão de irmãos.

Quando os mortos ressuscitarem, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu (Mc 12, 25)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
No final, haverá a ressurreição da carne. Ressuscitaremos, como tu ressuscitaste. Teremos o nosso corpo glorificado. Como Paulo escreveu:’ tu és o primogênito que vais à nossa frente, o primogênito dentre os mortos’. Nós, de alguma forma, já estamos participando de tua ressurreição, de tua completa vitória sobre o pecado e a morte. Pelo batismo, já nos associamos à tua ressurreição. Ajuda-nos, Senhor, a viver iluminados por esta esperança que não decepciona. E livra-nos de viver prisioneiros do materialismo ou de qualquer forma de ateísmo prático. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Muita gente, infelizmente, vive longe de Deus. E vive sem esperança. Não é à toa que tem crescido tanto o número de suicídios. Aparecendo uma oportunidade hoje, dê testemunho de sua fé no Deus vivo, que, em Cristo, nos ressuscitará.

Amanhã, quinta-feira, celebramos Corpus Christi, a solenidade do Corpo e do Sangue de Cristo. No sábado, temos o Show online, festejando os 25 anos de nossa Associação Missionária Amanhecer. E eu estou contando com sua participação.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

20200603

SETE MARIDOS

Quando os mortos ressuscitarem, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu (Mc 12, 25)
03 de junho de 2020.


Os saduceus não acreditavam na ressurreição. E, claro, procuravam defender essa sua posição com muitos argumentos. Apresentaram a Jesus esse caso: a mulher que foi esposa de sete maridos... Trata-se da lei do levirato, uma prescrição de Moisés. ‘Se seu irmão casado morrer sem deixar filhos, você deve se casar com a viúva, para suscitar descendência ao seu irmão’. Nesse caso que os saduceus apresentaram a Jesus, os sete irmãos morreram, um depois do outro. Assim, a mulher teve sete maridos. Se houver ressurreição, perguntaram eles, de quem ela será esposa na outra vida? Para eles isso era uma prova de que não haveria ressurreição. Já pensou na confusão que daria, no desentendimento entre os sete maridos, argumentavam eles.

Jesus, com toda paciência, explica que na outra vida, não há mais casamento. Os ressuscitados viverão numa outra dinâmica: são filhos e filhas, irmãos e irmãs, na alegria da casa do Pai. Serão como os anjos. Não haverá mais os limites desse mundo de agora. Nem os seus problemas, nem as suas dores - um outro mundo de alegria sem fim.

Então, os saduceus não acreditavam na ressurreição. Para eles, não havia outra vida. Toda esperança estava aqui mesmo na terra, nos poucos ou muitos anos de vida que temos. Eles formavam uma elite em Jerusalém: os grandes proprietários chamados anciãos, os sumos sacerdotes do templo, pessoas ilustres. Uma elite que não acreditava na ressurreição. Talvez por isso, o seu apego ao dinheiro e ao poder fosse tão grande. Quando se vive sem esperança de futuro, a pessoa se agarra ao presente, de unhas e dentes. Se o seu coração não está no Deus que transcende tudo, aferra-se às coisas desse mundo e faz delas o deus de sua vida.

Agora, muita gente não acredita na ressurreição. E mesmo que diga que crê, na prática, não acredita. Vive sem esperança, procurando encontrar a realização de sua existência em ter coisas, em colecionar títulos e glórias nesse mundo. No fundo, são pessoas entristecidas pela falta de sentido na vida e aterrorizadas pelo fim de sua existência que se aproxima, galopante. Quanto mais perto chega, mais amargo fica.

Guardando a mensagem

Só a luz da fé pode iluminar o coração humano e encher de sentido uma vida, fazendo-nos ansiar pelo dia feliz de nossa ressurreição, quando não haverá mais pranto, nem dor, nem o limite do tempo, nem a frustração do pecado ou do sofrimento; o dia em que seremos plenamente filhos de Deus, na sua casa, na grande comunhão de irmãos.

Quando os mortos ressuscitarem, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu (Mc 12, 25)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
No final, haverá a ressurreição da carne. Ressuscitaremos, como tu ressuscitaste. Teremos o nosso corpo glorificado. Como Paulo escreveu:’ tu és o primogênito que vais à nossa frente, o primogênito dentre os mortos’. Nós, de alguma forma, já estamos participando de tua ressurreição, de tua completa vitória sobre o pecado e a morte. Pelo batismo, já nos associamos à tua ressurreição. Ajuda-nos, Senhor, a viver iluminados por esta esperança que não decepciona. E livra-nos de viver prisioneiros do materialismo ou de qualquer forma de ateísmo prático. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Muita gente, infelizmente, vive longe de Deus. E vive sem esperança. Não é à toa que tem crescido tanto o número de suicídios. Aparecendo uma oportunidade hoje, dê testemunho de sua fé no Deus vivo, que, em Cristo, nos ressuscitará.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

20200404

PENETRAS NA REUNIÃO DO SINÉDRIO


Vocês não percebem que é melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira? (Jo 11,50) 


04 de abril de 2020.

Eu tenho um convite pra você. Gostaria que você fosse comigo a uma sessão especial do alto Conselho de Jerusalém, o Sinédrio. Se aceitar, temos que ir logo, porque já vai começar a reunião. Vai?! Ótimo. Vamos lá, mas apresse o passo. A reunião do Sinédrio é no Templo. Repare bem que o templo não é como uma igreja que você conheça. O templo é uma grande estrutura, com muitas áreas para diversas finalidades. Uma delas é a sala do grande Conselho, o Sinédrio. Vamos entrar e ficar num cantinho, meio escondidos. 

Olha, estão entrando as autoridades. Simbolicamente, o Sinédrio deveria ser formado por 70 homens, mas não virão todos. A maior parte pertence ao movimento dos fariseus. Eles são os mais influentes junto do povo, estão por todo o país. Claro, aqui só têm assento os mestres da Lei, os mais estudados. Vários pertencem ao movimento dos saduceus, inclusive são eles que comandam o Templo e o Conselho, através do sumo-sacerdote. Outros conselheiros são os chamados anciãos, grandes proprietários de terra da Judeia, representantes de famílias influentes. Esse que está entrando? Pelas vestes, é o Sumo-Sacerdote. Parece que cada ano muda o sumo-sacerdote, mas sempre do grupo dos saduceus. Neste ano, o Sumo-Sacerdote é Caifás. Vai começar a sessão. Caifás deu o sinal. Estão se sentando e se calando. 

Dá pra escutar o que estão dizendo? Tens uns de pé, contando à assembléia alguma coisa. Parece que estão falando de Jesus. Eu sabia... eles estão relatando o que aconteceu em Betânia, dois ou três dias atrás. Você está sabendo? Gente, na casa de Marta e Maria... O amigo de Jesus tinha morrido. É um judeu conhecido, Lázaro. Jesus chegou de viagem antes de ontem e foi visitar a família enlutada. O amigo já estava enterrado há quatro dias. E Jesus mandou abrir o túmulo e chamou Lázaro. E ele saiu vivinho. Foi um rebuliço maior do mundo na redondeza. Muita gente passou a acreditar em Jesus. E, pelo jeito, a notícia já chegou aqui. Também Betânia é perto, uns 11 km daqui. 

Levantou-se outro. Pelo menos, esse fala mais alto. “O que faremos? Esse homem realiza muitos sinais. Se deixarmos que ele continue assim, todos vão acreditar nele, e virão os romanos e destruirão o nosso lugar santo e a nossa nação”. Eita, agora tá todo mundo falando junto, não dá pra entender nada... Epa, o Sumo-sacerdote se levantou e vai falar. “Vocês não entendem nada mesmo. Não percebem que é melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira?”. 

Ih, gente lá vem um guarda do Templo na nossa direção. É melhor a gente sair, antes que ele nos expulse. Vamos... rápido! “Já estamos saindo, desculpe”. Está escutando? Estão se combinando para dar fim a Jesus. A maioria está apoiando. A decisão é matar Jesus. Santo Deus! 

Guardando a mensagem 

Nesta sessão do Sinédrio, ficou clara a razão da morte de Jesus para as autoridades do seu povo. Eles disseram: “Se deixarmos que ele continue assim, todos vão acreditar nele”. Para os líderes, Jesus era uma ameaça para o seu poder, para a sua hegemonia. “Todos vão acreditar nele”. Para eles, seria péssimo. Como eles iriam ficar nesse negócio? Então, tinham que acabar com Jesus. E, logo, encontraram uma desculpa, uma razão política. Assim, “virão os romanos e destruirão o nosso lugar santo e a nossa nação”. Eles estavam interessados na manutenção de sua boa situação e no seu controle sobre o povo. Negaram-se a perceber a ação de Deus que enviara Jesus, para chamar para a vida os que estavam à sombra da morte, inclusive eles mesmos. Foi assim que Caifás, o sumo-sacerdote, resumiu que era melhor um só morrer do que o povo todo ser prejudicado. Ou como está escrito, disse que era melhor “um só morrer pelo povo”. E, aqui, o evangelista João viu uma manifestação profética. Caifás, sem querer já disse a razão da morte de Jesus no plano da salvação. “Ele iria morrer pela nação. E não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos”. Ele morreria no lugar de todo o povo. Em vez de o povo perecer por causa do seu pecado, Jesus morreria no seu lugar. Pagaria por todos. Todos ficariam quites, perdoados dos seus pecados. Assim, pela morte do Filho, o Pai comunicaria a vida, a reconciliação, o perdão de Deus ao seu povo. 

Vocês não percebem que é melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira? (Jo 11,50) 

Rezando a palavra 

Senhor Jesus, 

com este sábado, chegamos ao 39º dia de nossa caminhada quaresmal. Às vésperas da Semana Santa, tua palavra nos recorda as razões de tua morte. Os que te condenaram, o fizeram como completa rejeição a Deus que te enviou para comunicar vida. Para os planos de Deus, a rejeição deles foi oportunidade para, por meio de tua morte, comunicares a vida plena aos que te acolherem pela fé. Que a celebração de tua paixão, nesses dias, Senhor, aumente em nós a fé, a comunhão com Deus e a solidariedade com os sofredores. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra 

Dessa vez a semana santa vai ser na sua casa. Amanhã, começa. Como está sendo recomendado, ponha ramos na sua porta ou no seu portão, para sintonizar com o Domingo de Ramos. Além de participar da Missa de Ramos e da Paixão pelo rádio, pela tv ou pelas redes sociais, veja se consegue marcar um encontro de oração com sua família. Se precisar, amanhã eu lhe mando um pequeno roteiro. Uma abençoada semana santa pra você e sua família, com saúde e paz. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

20191123

O SENHOR DOS VIVOS E DOS MORTOS


Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele (Lc 20, 38) 

23 de novembro de 2019. 

Refletimos esse evangelho, dois domingos atrás. Ele integra temas que nos preparam para o último domingo do ano litúrgico, o de amanhã, quando se fala da volta de Jesus e do juízo final, o Domingo de Cristo Rei.

Um grupo de saduceus traz uma questão a Jesus, como se fazia nos debates dos rabinos. Até chamam Jesus de ‘Mestre’. Os saduceus eram uma espécie de partido religioso, com forte influência no Sinédrio. O Sinédrio era um plenário das lideranças do povo de Israel. Quem era saduceu? Saduceus eram os sumos-sacerdotes, escribas e os anciãos, representantes da aristocracia rural que faziam parte do Sinédrio. Os saduceus discordavam dos fariseus em vários pontos. Um deles era a ressurreição dos mortos. Para eles, gente rica e preocupada com a manutenção de sua condição social, a vida termina por aqui mesmo.

Trazem, então, uma questão, que com certeza, já tinham debatido com os fariseus. A Lei do Levirato do tempo de Moisés mandava o irmão se casar com a cunhada viúva, no caso de ela não ter filhos, isso para garantir a propriedade dos bens do falecido, uma vez que a mulher não tinha direito de posse. Mas isso, claro, não impedia desse irmão ter sua família. No caso inventado pelos saduceus, um irmão morreu, o outro teve se casar com a cunhada viúva. Morreu também esse, e lá foi o outro se casar com ela. Afinal, a mulher terminou se casando com os sete irmãos – olha que história! Se existir outra vida, pensavam, vai ser uma confusão: de quem essa mulher vai ser esposa? Isso prova, pensavam eles, que não existe outra vida depois da morte, não tem ressurreição coisa nenhuma.

Jesus explicou duas coisas: 1ª – Deus é Deus dos vivos. Há ressurreição, sim senhor. 2ª – Na ressurreição, não tem mais casamento. Estamos todos na casa do Pai, como irmãos.

Jesus foi explicando.... No episódio da sarça ardente, Deus falou com Moisés e se apresentou: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó”. Ele não disse: eu fui o Deus de Abraão, não, ele disse “eu sou o Deus de Abraão”. Então, Abraão está vivo, embora tenha morrido há séculos. Deus é o Deus de Isaac, é o Deus de Jacó. Não foi o Deus deles quando eles estavam na terra. Eles estão vivos com Deus. Deus é o Senhor deles, o seu Deus. Então, existe ressurreição. Foi o que Jesus concluiu: “Deus não é Deus de mortos, mas de vivos”

Guardando a mensagem

Para aquela gente materialista (os saduceus), Jesus deu uma grande lição. A vida futura não é uma simples continuação da atual. É uma nova forma de viver, uma condição perfeita de existir. E é para esta vida em Deus que nos preparamos aqui. É para lá que nós estamos indo, se estivermos marchando no caminho certo. Então, é o caso de orientarmos nossa existência atual na direção da eternidade.

Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele (Lc 20, 38)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,

Concede-nos, viver esta nossa vida humana como uma graça preciosa que de Deus recebemos. Não nos permitas que nos fixemos apenas nas coisas que a nossa vista alcança, pois os verdadeiros bens ainda estão por vir. Vivendo, estamos apenas a caminho da vida verdadeira e plena que concedes aos que creem. A nossa verdadeira casa é a tua, a casa do teu Pai, pela qual já ansiamos de coração inquieto. Dá-nos, Senhor, que não nos apeguemos demais às coisas dessa terra, pois nosso verdadeiro lar é contigo, por toda a eternidade, como filhos do único Deus e Pai, na grande festa do teu amor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Amanhã é o domingo de Cristo Rei, último domingo do ano litúrgico. No outro domingo, já estaremos no tempo do advento, nos preparando para o natal. Hoje, programe-se para não faltar à Missa de amanhã, o domingo de Cristo Rei.
Pe. João Carlos Ribeiro – 23 de novembro de 2019.

20191110

VIVER COM ESPERANÇA



Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele (Lc 20, 38) 



10 de novembro de 2019 


Quando rezamos o credo, nós dizemos em que nós acreditamos. Rezando, a alma se eleva num respiro de gratidão a Deus por todas as suas maravilhas. Assim, renovamos, de coração, nossa adesão às verdades reveladas. Rezando o credo, rezamos a nossa fé. E a nossa esperança. Dizemos, por exemplo, “creio na ressurreição da carne e na vida eterna”. 


Os saduceus, no tempo de Jesus, não acreditavam na ressurreição. E, claro, procuravam defender essa sua posição com muitos argumentos. Apresentaram a Jesus essa questão: a mulher que foi esposa de sete maridos... na outra vida, seria esposa de quem? Para eles seria uma prova que não haveria ressurreição. Porque se houvesse, numa situação dessa, seria uma grande confusão, um desentendimento permanente. E Jesus, com toda paciência, explica que na outra vida, não tem mais casamento. Os ressuscitados viverão numa outra dinâmica: são filhos e filhas, irmãos e irmãs, na alegria da casa do Pai. Serão como os anjos, serão filhos de Deus. Não haverá mais os limites desse mundo de agora. Nem os seus problemas, nem as suas dores. Será um outro mundo, de alegria sem fim. 



Jesus explicou aos saduceus: “Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele”. Eles não acreditavam na ressurreição. Para eles, não havia outra vida. Toda esperança estava aqui mesmo na terra, nos poucos ou muitos anos de vida que temos. Eles formavam uma elite em Jerusalém: os grandes proprietários chamados anciãos, os sumos sacerdotes do templo e mestres da lei - uma elite que não acreditava na ressurreição. Talvez por isso, o seu apego ao dinheiro e ao poder fosse tão grande. Quando se vive sem esperança de futuro, a pessoa se agarra ao presente, de unhas e dentes. Se o seu coração não está no Deus que transcende tudo, aferra-se às coisas desse mundo e faz delas o deus de sua vida. 

Dizendo “creio na ressurreição da carne” estamos professando a fé da Igreja. Na segunda vinda de Jesus, os que estiverem mortos ressuscitarão, recebendo de volta o seu corpo, um corpo glorioso, espiritual, como explicou São Paulo. Estamos certos que ressuscitaremos, porque Jesus ressuscitou, como primogênito de toda a criação. Os que morrem na graça e na amizade com Deus, estarão com ele, contemplando a sua face, isto é, conhecendo-o como ele é. Nele, viveremos o amor, nossa grande vocação e amaremos com amor puro e perfeito todos os que amamos nesta terra. Essa condição de felicidade completa chamamos de “céu”. 

No Antigo Testamento, no segundo livro dos Macabeus, há uma página maravilhosa contando como sete filhos e sua mãe, numa grande perseguição, resistiram à tentação de trair sua fé, confiados na ressurreição dos mortos, assegurada por Deus. Viveram e morreram nessa certeza. Muita gente não acredita na ressurreição. E mesmo que diga que acredita, na prática, não acredita. Vive sem esperança, procurando encontrar a realização de sua existência em ter coisas, em colecionar títulos e glórias nesse mundo. No fundo, são pessoas entristecidas pela falta de sentido na vida e aterrorizadas pelo fim de sua existência que se aproxima galopante. Quanto mais perto chegam do final dessa vida humana, mais amargas ficam. Não sei se você conhece alguém assim?! 

Guardando a mensagem 

Os saduceus, um grupo influente do tempo de Jesus, não acreditavam na ressurreição. Seu apego ao poder e ao dinheiro já mostrava em que eles realmente acreditavam. Eles apresentaram uma questão a Jesus. O mestre aproveitou para fazer uma catequese sobre a ressurreição. Só a luz da fé pode iluminar o coração humano e encher de sentido uma vida, fazendo-nos ansiar pelo dia feliz de nossa ressurreição, quando não haverá mais pranto, nem dor, nem o limite do tempo, nem a frustração do pecado ou do sofrimento; o dia em que seremos plenamente filhos de Deus, na sua casa, na grande comunhão dos irmãos. 

Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele (Lc 20, 38) 

Rezando a palavra 

Senhor Jesus, 

Muita gente tem uma atitude prática de descrença na ressurreição, na vida futura de que nos falas, hoje. Assim, faz das coisas e das pessoas deste mundo o seu único horizonte. Claro, só pode viver uma apreensão permanente diante da insegurança e da provisoriedade de nossa vida biológica. Dá-nos, Senhor, viver na esperança desse futuro maravilhoso, quando toda lágrima será enxugada e não haverá mais pranto nem morte. Aumenta em nós, Senhor, a fé que nos faz ver que, hoje, tu já estás fazendo novas todas as coisas. Aproveitamos para pedir tua bênção sobre os jovens que hoje se submetem à segunda etapa do ENEM. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra 

Ao rezar o Credo, hoje, acentue bem as palavras “creio na ressurreição da carne e na vida eterna”. 

Pe. João Carlos Ribeiro, SDB – 10 de novembro de 2019

20181124

VIVER COM ESPERANÇA


Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele (Lc 20, 38)

24 de novembro de 2018.

Os saduceus não acreditavam na ressurreição. E, claro, procuravam defender essa sua posição com muitos argumentos. Apresentaram a Jesus essa questão: a mulher que foi esposa de sete maridos... na outra vida, seria esposa de quem? Para eles seria uma prova que não haveria ressurreição. Porque se houvesse, numa situação dessa, seria uma grande confusão, um desentendimento permanente. E Jesus, com toda paciência, explica que na outra vida, não tem mais casamento. Os ressuscitados viverão numa outra dinâmica: são filhos e filhas, irmãos e irmãs, na alegria da casa do Pai. Serão como os anjos, serão filhos de Deus. Não haverá mais os limites desse mundo de agora. Nem os seus problemas, nem as suas dores. Será um outro mundo, de alegria sem fim.

Jesus explicou aos saduceus: “Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele”.  Eles não acreditavam na ressurreição. Para eles, não havia outra vida. Toda esperança estava aqui mesmo na terra, nos poucos ou muitos anos de vida que temos. Eles formavam uma elite em Jerusalém: os grandes proprietários chamados anciãos, os sumos sacerdotes do templo e mestres da lei - uma elite que não acreditava na ressurreição. Talvez por isso, o seu apego ao dinheiro e ao poder fosse tão grande. Quando se vive sem esperança de futuro, a pessoa se agarra ao presente, de unhas e dentes. Se o seu coração não está no Deus que transcende tudo, aferra-se às coisas desse mundo e faz delas o deus de sua vida.

Muita gente não acredita na ressurreição. E mesmo que diga que acredita, na prática, não acredita. Vive sem esperança, procurando encontrar a realização de sua existência em ter coisas, em colecionar títulos e glórias nesse mundo. No fundo, são pessoas entristecidas pela falta de sentido na vida e aterrorizadas pelo fim de sua existência que se aproxima galopante. Quanto mais perto chegam do final dessa vida humana, mais amargas ficam.  Não sei se você conhece alguém assim?!

Guardando a mensagem

Os saduceus, um grupo influente do tempo de Jesus, não acreditavam na ressurreição. Seu apego ao poder e ao dinheiro já mostrava em que eles realmente acreditavam. Eles apresentaram uma questão a Jesus. O mestre aproveitou para fazer uma catequese sobre a ressurreição. Só a luz da fé pode iluminar o coração humano e encher de sentido uma vida, fazendo-nos ansiar pelo dia feliz de nossa ressurreição, quando não haverá mais pranto, nem dor, nem o limite do tempo, nem a frustração do pecado ou do sofrimento; o dia em que seremos plenamente filhos de Deus, na sua casa, na grande comunhão dos irmãos.

Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele (Lc 20, 38)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Muita gente tem uma atitude prática de descrença na ressurreição, na vida futura de que nos falas hoje. Assim, faz das coisas e das pessoas deste mundo o seu único horizonte. Claro, só pode viver uma apreensão permanente diante da insegurança e da provisoriedade de nossa vida biológica. Dá-nos, Senhor, viver na esperança desse futuro maravilhoso, quando toda lágrima será enxugada e não haverá mais pranto nem morte. Aumenta em nós, Senhor, a fé que nos faz ver que, hoje, tu já estás fazendo novas todas as coisas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Dedique, hoje, uma prece por uma pessoa falecida. Alimente no seu coração a certeza da vida eterna e da felicidade dos justos em Deus.

Pe. João Carlos Ribeiro  - 24.11.2018

20171125

SE NÃO TEM DEPOIS, O AGORA NÃO TEM SENTIDO

Os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento (Lc 20, 35)
Os saduceus não acreditavam na ressurreição. E, claro, procuravam defender essa sua posição com muitos argumentos. Apresentaram a Jesus essa questão: a mulher que foi esposa de sete maridos... na outra vida, seria esposa de quem? Para eles seria uma prova que não haveria ressurreição. Seria uma grande confusão, um desentendimento permanente. E Jesus, com toda paciência, explica que na outra vida, não tem mais casamento. Os ressuscitados viverão numa outra dinâmica: são filhos e filhas, irmãos e irmãs, na alegria da casa do Pai. Serão como os anjos, serão filhos de Deus. Não haverá mais os limites desse mundo de agora. Nem os seus problemas, nem as suas dores - um outro mundo, de alegria sem fim.
Os saduceus não acreditavam na ressurreição. Para eles, não havia outra vida. Toda esperança estava aqui mesmo na terra, nos poucos ou muitos anos de vida que temos.
Eles formavam uma elite em Jerusalém: os grandes proprietários chamados anciãos, os sumos sacerdotes do templo e mestres da lei. Uma elite que não acreditava na ressurreição. Talvez por isso, o seu apego ao dinheiro e ao poder fosse tão grande. Quando se vive sem esperança de futuro, a pessoa se agarra ao presente, de unhas e dentes. Se o seu coração não está no Deus que transcende tudo, aferra-se às coisas desse mundo e faz delas o deus de sua vida.
Muita gente não acredita na ressurreição. E mesmo que diga que acredita, na prática, não acredita. Vive sem esperança, procurando encontrar a realização de sua existência em ter coisas, em colecionar títulos e glórias nesse mundo. No fundo, são pessoas entristecidas pela falta de sentido na vida e aterrorizadas pelo fim de sua existência que se aproxima galopante. Quanto mais perto chegam do final dessa vida humana, mais amargas ficam.  Não se você conhece alguém assim?!.
Vamos guardar a mensagem de hoje
Os saduceus, um grupo influente do tempo de Jesus,  não acreditavam na ressurreição. Seu apego ao poder e ao dinheiro já mostrava em que eles realmente acreditavam. Eles apresentaram uma questão a Jesus. O mestre aproveitou para fazer uma catequese sobre a ressurreição. Só a luz da fé pode iluminar o coração humano e encher de sentido uma vida, fazendo-nos ansiar pelo dia feliz de nossa ressurreição, quando não haverá mais pranto, nem dor, nem o limite do tempo, nem a frustração do pecado ou do sofrimento; o dia em que seremos plenamente filhos de Deus, na sua casa, na grande comunhão dos irmãos.
Os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento (Lc 20, 35)
Vamos acolher a mensagem de hoje com uma prece
Senhor  Jesus,
Muita gente tem uma atitude prática de descrença na ressurreição, na vida futura de que nos falavas hoje. Assim, faz das coisas e das pessoas deste mundo o seu único horizonte. Claro, só pode viver uma apreensão permanente diante da insegurança e da provisoriedade de nossa vida biológica. Dá-nos, Senhor, viver na esperança desse futuro maravilhoso, quando toda lágrima será enxugada e não haverá mais pranto nem morte. Aumenta em nós, Senhor, a fé que nos faz ver que, hoje, já estás fazendo novas todas as coisas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos praticar a palavra que meditamos hoje
Dedique, hoje, uma prece por uma pessoa falecida. Alimente no seu coração a certeza da vida eterna e da felicidade dos justos em Deus.


Pe. João Carlos Ribeiro  19.11.2016/24.01.2017