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26 junho 2019

TEM LOBO NA ÁREA

Cuidado com os falsos profetas: Eles vêm até vocês vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes (Mt 7, 15)
26 de junho de 2019.
Por que Jesus comparou falsos profetas com lobos vestidos de ovelhas? Vou tentar explicar. O profeta, na Bíblia, é o homem da palavra de Deus, fala em nome de Deus. É o pregador, certo?! Encontramos no Antigo Testamento, a imagem do profeta vestido com um manto de pele de carneiro. A roupa já mostra a vida de austeridade do profeta e a distância que ele toma da corte dos reis. O profeta Elias, por exemplo, vestia um manto de lã de carneiro. João Batista, parecido com Elias, trajava-se de pele de camelo. Uma vez, Jesus perguntou: ‘O que vocês foram ver no deserto? Um homem vestido de roupas finas? Ora, os que usam roupas finas estão nos palácios reais. Afinal, o que foram ver? Um profeta?!” (Mt 11).
Então, a imagem do profeta é do homem de Deus vestido de pele de carneiro ou de ovelha. Assim, já dá para entender melhor o que Jesus disse. “O falso profeta é o lobo vestido de ovelha”. Ele apresenta-se como homem de Deus, como líder no meio do rebanho, mas não é profeta coisa nenhuma, é lobo. Está vestido de ovelha, isto é, traja-se com um manto de lã de carneiro, mas não é um profeta de verdade. Na verdade, esconde sua real identidade e seus verdadeiros interesses. Não é profeta. É lobo.
E, por que será que Jesus estava preocupado com os falsos profetas? Porque o rebanho pode ser enganado facilmente. Porque existem, infelizmente, esses aproveitadores. E, certamente, porque a comunidade deve ficar sempre em atitude de alerta, uma vez que esse perigo é permanente. Cuidado com os falsos profetas! São Paulo, na segunda carta aos Coríntios, falou da existência de operários enganadores no meio da comunidade, disfarçados de apóstolos de Cristo (2 Cor 11). 
Que interesses poderiam mover um falso líder religioso, um pseudo-pregador da palavra de Deus? Três interesses movem o mundo. O primeiro é o dinheiro, o enriquecimento. O segundo é o poder, o prestígio. O terceiro interesse é desfrutar de uma vida de prazeres na comida, na cama e nos divertimentos. Esses são os interesses que movem o mundo. Podem mover também um falso líder.
Muita gente se ilude. Pensa: se está falando de Deus, então é coisa boa. Atenção, nem tudo que reluz é ouro. É melhor seguir a dica de Jesus. Pelo fruto se conhece a árvore. Árvore boa dá fruto bom. Árvore má dá fruto ruim. Os bons frutos confirmam que se trata de uma boa árvore, um profeta de verdade. A pregação do Evangelho produz frutos muito claros: o primeiro é a conversão e a santidade de vida; o segundo fruto é o compromisso com a fraternidade e o amor ao próximo. A falsa pregação produz frutos podres: a cristalização do egoísmo e do individualismo; a relação comercial com Deus; a instrumentalização da fé para outros interesses.
Guardando a mensagem
Jesus nos orienta para termos cuidado com os falsos profetas. Profeta é o pregador, é quem fala em nome de Deus. O cuidado é porque o falso profeta é um lobo em pele de ovelha. Ele move-se por interesses não confessos, particularmente o dinheiro e o poder. Como reconhecer o falso profeta? Pelo fruto se conhece a árvore. O fruto da pregação do evangelho é a conversão, a santidade de vida e o compromisso com o bem do próximo, sobretudo dos mais desamparados. Se as pessoas estão ficando mais egoístas e mais interesseiras não é um bom sinal. Se a pregação está servindo a outros interesses que não seja a glória de Deus, tem lobo na história.
Cuidado com os falsos profetas: Eles vêm até vocês vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes (Mt 7, 15)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Tu és o nosso pastor, nosso profeta, nosso mestre. Tu és o modelo para todos os ministros do teu povo. Tu anunciaste o Reino de Deus entre nós. A tua coerência e a tua fidelidade foram provadas na paixão e na cruz. Os teus profetas trilham o teu caminho, imitam o teu modo de agir na defesa do rebanho. Dá-nos, Senhor, a lucidez necessária para nos precavermos contra lobos travestidos de ovelhas. Eles não são profetas verdadeiros. Que estejamos sempre atentos ao tipo de fruto que produz a pregação, para não sermos enganados por falsos profetas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
‘Pelos frutos, se conhece a árvore’. Aparecendo uma oportunidade, hoje, comente com alguém essa palavra de Jesus.

Pe. João Carlos Ribeiro – 26 de junho de 2019.

24 março 2019

ESTÁ NA HORA DE PRODUZIR FRUTOS



Um homem havia plantado uma figueira na sua vinha, e, indo buscar fruto, não o achou (Lc 13, 6)

24 de março de 2019.

Será que, na sua vida, há alguma coisa que precise ser mudada? Alguma coisa em que você precise melhorar? Se você já tiver a resposta para esta pergunta já está no clima deste terceiro domingo da Quaresma. Bom, vamos com calma. 

Você já viu uma figueira? Muita gente nunca viu uma figueira, uma planta que dá figo. É um arbusto muito comum na terra de Jesus. E aparece muito na Bíblia. Adão e Eva, por exemplo, cobriram sua nudez, costurando folhas de figueira. E Zaqueu subiu numa figueira brava pra ver Jesus passar. O figo é uma fruta gostosa, muito apreciada pelo povo da Bíblia.

No evangelho de hoje, Jesus contou que um homem havia plantado uma figueira em sua vinha. Durante três anos, ele voltou lá para colher algum fruto. Nada. Não achava coisa nenhuma. Na terceira vez que ele foi procurar o fruto na figueira e, claro, não encontrou nem sinal, ele perdeu a paciência e mandou o empregado cortá-la. Estava ocupando o terreno inutilmente.

A figueira, na Bíblia, representa a pessoa ou mesmo o povo de Deus. Esta figueira improdutiva é a imagem de pessoas do tempo de Jesus que, mesmo ouvindo sua pregação, não se converteram, não mudaram de vida. João Batista, preparando a vinda de Jesus, tinha insistido em que o povo desse fruto de vida nova, apresentasse sinais de sua conversão. Jesus, de igual modo, está cobrando que as pessoas que o escutam, acolham sua palavra, mudem de vida, produzam frutos. Lembra a parábola do semeador? A semente, a palavra de Deus, está sendo semeada. Só no terreno bom, cresce, floresce e dá muito fruto.

Na história, o dono da terra já procurava frutos na figueira há três anos. É uma clara alusão ao ministério de Jesus, que completava três anos. Três anos de pregação, de milagres, de curas, de exorcismos... cadê os frutos desse povo, quais os sinais que mostram que abraçaram a vida nova que ele estava anunciando? Faltou paciência ao dono da terra. Mandou cortar aquela figueira parasita, ocupando à toa o terreno dele. Mas, o seu empregado pediu mais tempo e prometeu maior empenho. ‘Senhor, deixa-a ainda este ano; eu lhe cavarei em redor e colocarei adubo. Talvez, depois disto dê frutos. Caso contrário, vamos cortá-la’.

Guardando a mensagem

A figueira pode ser a sua vida, a sua família, a sua comunidade. Não basta estar coberta de belas folhagens, tem que dar frutos. Que frutos Jesus espera encontrar em nossas vidas e em nossas instituições? Podemos fazer uma lista: Conversão, comunhão com Deus, cumprimento dos mandamentos, vivência da fraternidade, compromisso com a justiça e com a verdade, honestidade, fidelidade, solidariedade, participação na missão, atenção aos pobres e sofredores. Mas, a lista pode ser bem maior. Pela história, você sabe, o Senhor nos dá mais um tempo. Seu empregado está pondo mais adubo, regando mais frequentemente... estimulando para que demos frutos. Frutos de conversão, de vida nova em Cristo.

Um homem havia plantado uma figueira na sua vinha, e, indo buscar fruto, não o achou (Lc 13, 6)

Rezando a palavra

Senhor Jesus, 
Não basta ouvir a tua palavra. É preciso ouvi-la e praticá-la. É assim que a nossa vida vai se modificando, afastando-se do mal e nos edificando como novas criaturas, pessoas renascidas na tua graça. Afastando-nos de ti e do teu evangelho, não damos frutos, como o ramo separado da videira. Dá-nos, Senhor, que com a assistência do teu Santo Espírito, frutifiquemos em obras de conversão, de amor solidário e na edificação de pessoas interiormente renovadas neste mundo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje é dia de responder à pergunta: Será que, na sua vida, há alguma coisa que precise ser mudada? Alguma coisa em que você precise melhorar? Está na hora da figueira produzir frutos.

Pe. João Carlos Ribeiro – 24.03.2019

13 maio 2018

QUEM ESCOLHEU PRIMEIRO?

QUEM ESCOLHEU PRIMEIRO?
Não foram vocês que me escolheram, mas fui eu que escolhi vocês  (Jo 15, 16)
14 de maio de 2018.
Que grande graça, nós sermos cristãos.  Nós aceitamos seguir Jesus, nós o escolhemos como referência fundamental de nossa vida. É por isso que nos chamam de cristãos. Somos seus seguidores.  Nós fizemos uma opção por ele, como nosso modelo e salvador. Mas, olha o que ele hoje está nos dizendo: “não foram vocês que me escolheram, fui eu que escolhi vocês”. Ele nos amou e nos escolheu, por primeiro.  O amor dele foi antes do nosso. Como disse o apóstolo: “Quando ainda éramos pecadores, ele nos amou e se entregou por nós”.
O amor de Deus nos precede, ele nos amou primeiro. Ele deu o primeiro passo, quando ainda estávamos no pecado. A gente sempre pensa com uma lógica diferente. ‘Se eu for merecedor, Deus vai me ajudar;  se eu for bonzinho, Deus vai me abençoar’. Não é bem assim, aliás, não é assim. Primeiro, é o amor de Deus, a sua graça. Ele nos amou porque ele é bom, não porque nós somos bons. O amor é mesmo uma coisa fora de lógica. Ele nos amou primeiro, sem nenhum merecimento de nossa parte. É verdade que precisamos nos comportar bem, mas isso é a nossa resposta ao seu amor, a forma como procuramos corresponder-lhe.  Não é o meu merecimento que me dá direito à sua bênção e às suas graças. A bênção é um gesto do seu amor, pura bondade, misericórdia. Ele é quem dá o primeiro passo, nos amando e manifestando o seu amor em Jesus Cristo.
Maria reconheceu isso no seu canto. ‘O Senhor fez em mim maravilhas. Ele olhou para  a condição humilde de sua serva’. Deus escolheu Maria para ser mãe do seu filho, por pura graça, por bondade do seu coração. Ele a escolheu, na sua fraqueza, e a cumulou de muitas bênçãos em vista de sua missão.
Hoje, festejamos o apóstolo Matias que foi eleito para ficar no lugar de Judas Iscariotes. Todo mundo reconheceu: foi Deus que o escolheu para essa missão. Em Jerusalém, a comunidade toda se reuniu, cento e vinte pessoas. Discutiram sobre a substituição de Judas que fora o guia dos que prenderam Jesus. Foram apresentados dois candidatos, pessoas que tinham caminhado com Jesus, como os apóstolos, desde o batismo de João. Olha a oração que foi feita: “Tu, Senhor, que conheces os corações de todos, mostra-nos a qual desses dois tu escolheste”. E lançaram sortes e a sorte caiu no nome de Matias. E este foi incorporado ao grupo dos doze, aos apóstolos. A comunidade estava consciente que é o Senhor que escolhe os discípulos, os ministros e os missionários  e missionárias.
Não foram vocês que me escolheram, mas fui eu que escolhi vocês  (Jo 15, 16)
Vamos rezar a palavra
Senhor Jesus,
Nós te bendizemos por nos teres escolhido como teus discípulos e discípulas. Disseste, repetidamente, que te fomos confiados pelo Pai. E que não queres perder nenhum dos que o Pai te deu. O Pai nos amou e te enviou para nossa salvação. Escolhidos por ti, tu nos designaste para darmos fruto. O fruto primeiro é nos tornarmos teus discípulos, assumirmos a tua identidade de filho e de irmão. Obrigado, Senhor. Dá-nos a graça de sermos perseverantes e fiéis no teu caminho. Abençoa o pouco que fazemos para corresponder à tua escolha. Nossa vida cristã é resposta ao teu chamado de amor, é vocação. Abençoa este início de semana e as nossas lutas para prover as necessidades de nossas famílias. Ajuda-nos a viver com fidelidade a missão para a qual nos chamaste e nos escolheste em teu grande amor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos viver a palavra
Muita gente não sabe da grandeza de sua vocação cristã. Jesus nos escolheu e nos enviou para darmos fruto. Se aparecer uma oportunidade, hoje, fale com alguém sobre isso.

Pe. João Carlos Ribeiro – 14.05.2018