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20200202

AO RETIRAR O VÉU, QUE SURPRESA!

O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele (Lc 2, 33)

02 de fevereiro de 2020

Neste domingo, celebramos a Apresentação do Senhor. Esta é uma festa que vem dos primeiros séculos do cristianismo, celebrada quarenta dias depois do natal. Ela nos recorda a revelação sobre Jesus, quando seus pais o levam ao Templo, para cumprir o que manda a Lei de Moisés: a purificação da mãe e o resgate do primogênito. 

Como o parto envolve sangue, o tempo de purificação da mãe (no caso de um filho homem) era de quarenta dias. Depois disso, ela oferecia um sacrifício no Templo (um cordeiro de um ano ou, sendo pobre, um par de rolinhas ou de pombas). Está tudo bem explicado no Livro do Levítico (Lv 12). Todo primeiro filho, dos humanos ou dos animais, pertencia a Deus. Os primogênitos dos animais eram sacrificados no Templo, como oferta ao Senhor. Os primogênitos dos humanos eram resgatados, substituídos pelo sacrifício de um animal. Tudo explicado no Livro do Êxodo (Ex 13). 

O que temos? Um jovem casal, chegando ao grande Templo, em Jerusalém, com sua criança nos braços, em cumprimento das leis do seu povo. Tudo como outros tantos casais, agradecendo a bênção de terem gerado um filho varão e cumprindo os ritos que a tradição de sua fé mandava. Como tantos, o cansaço da viagem, a alegria de estar chegando à casa do seu Deus, o encontro com parentes e conhecidos, todos felizes pela bênção de um primogênito. Nesta cena, vemos algo da encarnação, como disse São Paulo: “Deus enviou o seu filho, nascido de uma mulher, sujeito à Lei” (Gl 4). Nós o vemos na normalidade da vida, no ritmo normal da existência humana de vinte séculos atrás. Um Deus encarnado. 

Mas, o véu da normalidade encobre uma realidade maravilhosa. Aquele menininho frágil é o prometido de Deus, anunciado pelos profetas. Seus pais - não parece - têm uma história pessoal de colaboração com Deus. A encarnação na história passa por eles: são sua família, estarão ao seu lado no seu desenvolvimento humano, no seu crescimento espiritual, na sua inserção na história do povo eleito. Ele não é só o primogênito de José, ele é o primogênito de Deus. 

Essa verdade profunda escondida sob o véu da normalidade, do habitual, da simplicidade do jovem casal é revelada por dois idosos profetas, como que representando toda a história daquele povo com Deus e sua tradição profética. Simeão, movido pelo Espírito Santo, toma a criança nos braços e revela: ‘Ele é salvação que Deus mandou, luz para iluminar o mundo todo, a glória do seu povo santo’. Simeão abençoa o pai e a mãe do menino e revela que Maria terá parte nas dores do filho: “Uma espada te transpassará a alma”. E Ana, idosa profetiza que vivia no Templo, começa a louvar a Deus e a falar do menino a quem estava passando por ali. 

A liturgia de hoje nos faz viver esse momento em que, como na retirada de um véu, se descobre a normalidade da família de Nazaré na entrada do Templo, revelando a sua profunda verdade. Lemos o profeta Malaquias, falando da chegada do Anjo da Aliança no Templo, aquele que vai purificar o povo para oferecerem a Deus uma oferta agradável. E o Salmo 23, nos fazendo celebrar: “Ó portas, levantai vossos frontões a fim de que o rei da glória possa entrar”. E a carta aos Hebreus nos dizendo: “Ele devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo”.

Celebrando esta Missa da Apresentação do Senhor e o Dia Mundial da Vida Consagrada, na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco explicou que a vida do cristão, como também a vida dos consagrados na vida religiosa, é também uma realidade marcada pela normalidade, pelo cotidiano, pela Lei. Mas, na verdade, a simples vida do cristão na sua família ou no seu trabalho ou dos consagrados na oração e no serviço, esconde uma grandeza infinita. Numa festa como esta, retiramos o véu e, com os olhos da fé, vemos a manifestação gloriosa do Senhor a quem amamos, a quem oramos, a quem servimos. 

Guardando a mensagem

Celebramos hoje a festa da Apresentação do Senhor. José e Maria e seu primogênito chegam ao Templo para cumprir a Lei de Moisés: a purificação da mãe e a consagração do primogênito. O mistério do filho de Deus, enviado como Messias e Salvador da humanidade, está escondido na normalidade, na simplicidade dos seus piedosos pais e na sua fragilidade de criança de braço. O evangelista nos leva, por um momento, a retirar o véu e descobrir a beleza e a grandeza da presença de Deus no meio do seu povo. Simeão e Ana, profetas idosos, representando a tradição da fé do povo eleito, reconhecem nele o Messias prometido e louvam o Senhor que está cumprindo suas promessas. A liturgia nos ajuda a celebrar essa revelação: ele é o Anjo da Aliança que está chegando no Templo, o Senhor da glória para o qual os portões se abrem, o sumo-sacerdote que expiará o pecado do povo. 

O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele (Lc 2, 33)

Rezando a palavra

Senhor Jesus, 
Escolheste a encarnação, como o jeito pelo qual o teu Filho se aproximou, fez-se um de nós, expiou nossa culpa por sua morte e, ressuscitado, nos conduz na história. Assim, consagraste o nosso dia-a-dia, o nosso cotidiano, como lugar de salvação. Um véu de normalidade cobre a nossa vida, mas, a verdade é mais profunda e luminosa: somos teus filhos, Jesus está conosco, somos o povo santo em páscoa. Só com a luz da fé, podemos perceber a glória de filhos e filhas que nos habita, pelo dom do teu Santo Espírito. Na vida dos consagrados, nossos irmãos e irmãs que vivem em comunidades nos conventos, nos mosteiros, nas casas religiosas ou vivem sua consagração em suas casas, na normalidade de sua vida de oração e serviço, já brilha a radicalidade de nossa fé, no seguimento a Cristo. Neles e nelas, todos suspiramos: “Só Deus nos basta”. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

Peça, hoje, ao Senhor que chame e inspire muitos jovens para o seguimento de Jesus na vida consagrada. 

Recife, 02 de fevereiro de 2020
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb



20190202

ENCONTREI JESUS, ENCONTREI A LUZ

O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele (Lc 2, 33)

02 de fevereiro de 2019.

Dois de fevereiro, dia da apresentação do Senhor e da purificação de sua mãe. Para celebrar essa festa, lemos, hoje, uma página maravilhosa do evangelho de São Lucas, no capítulo 2. Festejamos a mãe e o filho. A apresentação do Senhor e a purificação de Maria. 

Maria e José levam o seu bebê para ser apresentado no Templo ou, melhor, para ser consagrado ao Senhor. Em Israel, todo primogênito masculino era de Deus. Os primeiros machos nascidos no rebanho eram reservados para o Senhor e oferecidos em sacrifício. Já os meninos primogênitos eram resgatados, com a oferta de um carneiro ou ave em seu lugar. Esse rito mantinha viva a memória da aliança com Deus. O Senhor tinha agido em defesa do seu povo, naquela noite da morte dos primogênitos do Egito. 

Havia também um compromisso da jovem mãe de purificar-se, segundo o que a lei mandava, 40 dias após o parto. A purificação também consistia em sacrifícios de animais oferecidos a Deus. Por este rito, sublinhava-se o reconhecimento de que a vida é dom de Deus. Esse fato da purificação de Maria é celebrado hoje em muitas comunidades, com diversos títulos: Nossa Senhora da Purificação, da Luz, das Candeias ou da Candelária. E tudo porque a criança foi saudada como luz de todas as nações, pelo idoso Simeão. 

O profeta Malaquias tinha falado da chegada do Messias ao Templo. Ele viria para purificar o seu povo, os seus sacerdotes. Assim, poderiam oferecer coisas santas a Deus. De fato, a missão de Jesus foi purificar o seu povo dos seus pecados. Simbolicamente, o Templo é o lugar da purificação, feita pelo sacrifício da vida de animais. Jesus oferecerá sua vida em sacrifício, será o cordeiro de Deus oferecido, pelo qual será feita a purificação dos nossos pecados. 

O idoso Simeão alegrou-se muito ao ver o menino Jesus chegando. Movido pelo Espírito Santo, bendisse a Deus por este encontro maravilhoso com o Messias que deu sentido à sua longa vida. Tomou o menino nos braços e louvou a Deus por ter enviado, em Jesus, a luz para todas as nações. Seria essa a missão de Jesus. Mas, a custa de muitos sofrimentos, é verdade. Nem todo mundo iria recebê-lo. Ele seria um sinal de contradição: uns iriam cair e outros se levantar. No canto de Maria, está o mesmo pensamento: Deus ergue os humilhados e derruba os poderosos. 

A profetisa Ana, de 84 anos, também chegou louvando a Deus. E saiu falando do menino a todo mundo de bem. A própria idade de Ana já era uma declaração sobre o dia da redenção que havia chegado, com aquele menino. Ao cabo de 40 anos de peregrinação, o povo entrou vitorioso na terra da promessa. Era o caso dela, que já vivera 40 + 40. Tinha um pouco mais de 80 anos. Com Jesus, chegara a hora da terra prometida.

Guardando a mensagem

Consideremos o menino Jesus, nos braços de Maria, chegando ao Templo, tendo ao lado o seu pai José. A chegada do menino Jesus no Templo é uma apresentação de sua pessoa. Simeão, movido pelo Espírito Santo, nos diz quem é Jesus: ele é a luz de todas as nações. Também nos revela Maria: ela, como portadora da luz, participa também do seu sofrimento: uma espada vai transpassar a sua alma. Consideremos também a acolhida que foi dada a esta criança na entrada do Templo. E imitemos Simeão e Ana, nesta acolhida a Jesus. Eles, movidos pelo Espírito Santo, reconheceram o Senhor e o anunciaram com grande alegria. 

O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele (Lc 2, 33) 

Rezando a palavra 

Senhor Jesus, 

Tua santa mãe, em sua imagem de Nossa Senhora das Candeias, está carregando-te ao colo e segurando uma luz. Na verdade, tu és a luz verdadeira que ela está carregando e nos apresentando. “Quem te segue, não anda nas trevas”. Ela mesma está iluminada por ti. Tua mãe é a senhora da luz, da candelária, das candeias. Faz-nos, Senhor, acolher-te hoje, como Simeão e Ana: na fé, na alegria e no compromisso missionário. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

Preste atenção hoje aos idosos de sua família. Reconhecer Jesus e espalhar a alegria do encontro com ele é o que enche uma vida de sentido. 

Pe. João Carlos Ribeiro – 02.02.2019

20181229

NÃO DEIXE A LUZ SE APAGAR

Senhor, meus olhos viram a tua salvação (Lc 2, 30)
29 de dezembro de 2018
Vamos acompanhar, hoje, a família de Jesus em Jerusalém. Está tudo no evangelho de Lucas. Maria e José, com o filho nos braços, estão chegando ao Templo. O que será que eles vieram fazer?
O livro do Levítico (capítulo 12) prescrevia tudo com detalhes. Dando à luz uma criança de sexo masculino, a mulher devia passar um resguardo de 40 dias. Depois desta quarentena, devia ir à Tenda de reunião da comunidade para purificar-se. A lei do AT era muito rigorosa em relação a tudo que envolvesse sangue: menstruação, parto, morte violenta, etc. Tudo isso tornava a pessoa impura e levava a rituais de purificação com holocaustos e oferendas no Templo. Então, uma das razões da vinda da família de Nazaré ao Templo de Jerusalém é a purificação de Maria.
A vinda ao Templo se explica ainda por uma segunda tradição. São normas codificadas no Livro do Êxodo, capítulo 13. Era um costume que visava manter viva a memória da libertação do Egito, onde Deus puniu os egípcios com a morte dos primogênitos. Assim, todo primogênito era consagrado a Deus. Primogênito é o primeiro filho, de gente ou de animal. Fosse animal – um carneiro, um bezerro, um jumentinho – seria sacrificado a Deus, como oferenda. Fosse gente, o primogênito seria resgatado, isso é, em lugar dele os pais ofereciam um carneirinho ou pássaros. E é isso que vieram fazer em Jerusalém: a purificação da mãe e o resgate do filho primogênito.
Observando esse jovem casal que está chegando ao Templo, com a criança nos braços, ficamos admirados como eles estão profundamente integrados na cultura religiosa do seu povo, como são cumpridores das regras da lei judaica. Por esses ritos, a sua gente reconhecia a vinda de uma criança ao mundo como uma coisa sagrada. Uma coisa que tinha a ver com Deus. E ainda reforçava a sua pertença ao povo da aliança, lembrando o compromisso da consagração do primogênito, como memória da libertação do Egito. Essa peregrinação deles à cidade santa de Jerusalém é uma forma concreta de reconhecer Deus como senhor da história e fonte da vida.
O certo é que em Jerusalém, José e Maria reconhecem sinais de Deus que os confirma na missão que assumiram, desde a anunciação do anjo. Um homem idoso muito santo, de nome Simeão, veio também ao Templo e toma o menino Jesus nos braços. E reza com todo o coração e cheio do Espírito Santo: "Agora, Soberano Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra, porque os meus olhos viram tua salvação, que preparastes em face de todos os povos, luz para iluminar as nações e glória de teu povo, Israel".
Guardando a palavra
Maria e José estão no Templo de Jerusalém. E eles vieram fazer duas coisas muito importantes: a purificação da mãe e o resgate do filho primogênito. Como judeus piedosos, eles estão cumprindo a Lei de Moisés, com muito zelo. No Templo, têm uma surpresa. Um ancião venerável, Simeão, pede para segurar um pouco o menino e faz um impressionante louvor a Deus. Ele reconhece Jesus, como a luz que Deus mandou para iluminar o povo do mundo. E diz a Maria que uma espada irá transpassar o seu coração de mãe. De verdade, o Senhor Jesus, com a sua graça e com sua Palavra, enche nossa vida de luz. E, nós iluminados por ele, somos chamados a difundir a sua luz ao nosso redor: em casa, na vizinhança, no nosso local de trabalho, na sociedade toda.
Senhor, meus olhos viram a tua salvação (Lc 2, 30)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Quando eras uma criancinha e foste levado ao Templo para a consagração dos primogênitos, o profeta Simeão te tomou nos braços e disse que tu eras a luz para iluminar as nações do mundo. Tu mesmo admitiste na presença dos teus discípulos: ‘Eu sou a luz do mundo, quem me segue não anda nas trevas’. Uma vez iluminados com a tua luz, chamaste a nossa atenção para sermos também iluminadores dos outros. Hoje, te pedimos, Senhor, que a tua luz não se apague em nossos corações e em nossa vida. E que essa luz que vem de tua Palavra, de tua presença através da Igreja e na Eucaristia seja a luz que nós refletimos para os que conosco convivem ou conosco se encontram. Seja o bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Quando nos batizamos, fomos iluminados por Cristo.  A Igreja nos deu uma vela acesa para nos lembrarmos:  ‘Jesus te iluminou. Com ele, serás uma luz para os outros’. O que você poderia fazer, hoje, para mergulhar mais ainda nessa verdade: ‘Jesus me iluminou. Com ele, ilumino os outros’?  Posso lhe oferecer algumas sugestões. Escolha uma. Acenda uma vela (pode ser uma vela virtual). Poste uma foto do seu batizado ou do batizado do seu afilhado ou afilhada. Ilumine o seu presépio de maneira especial. Leia o evangelho de hoje. Compartilhe esta meditação. Ou invente outra coisa. Tudo para reforçar sua adesão a Cristo, a luz que Deus mandou para iluminar o mundo.

Pe. João Carlos Ribeiro – 29.12.2018

20171228

O ANCIÃO E A LUZ

MEDITAÇÃO
PARA SEXTA-FEIRA,
DIA 29 DE DEZEMBRO
Senhor, meus olhos viram a tua salvação (Lc 2, 30)
Vamos acompanhar, hoje, a família de Jesus em Jerusalém. Está tudo no evangelho de Lucas. Maria e José, com o filho nos braços, estão chegando ao Templo. O que será que eles vieram fazer?

O livro do Levítico (capítulo 12) prescrevia tudo com detalhes. Dando à luz uma criança de sexo masculino, a mulher devia passar um resguardo de 40 dias. Depois desta quarentena, devia ir à Tenda de reunião da comunidade para purificar-se. A lei do AT era muito rigorosa em relação a tudo que envolvesse sangue: menstruação, parto, morte violenta, etc. Tudo isso tornava a pessoa impura e levava a rituais de purificação com holocaustos e oferendas no Templo. Então, uma das razões da vinda da família de Nazaré ao Templo de Jerusalém é a purificação de Maria.
A vinda ao Templo se explica ainda por uma segunda tradição. São normas codificadas no Livro do Êxodo, capítulo 13. Era um costume que visava manter viva a memória da libertação do Egito, onde Deus puniu os egípcios com a morte dos primogênitos. Assim, todo primogênito era consagrado a Deus. Primogênito é o primeiro filho, de gente ou de animal. Fosse animal – um carneiro, um bezerro, um jumentinho – seria sacrificado a Deus, como oferenda. Fosse gente, o primogênito seria resgatado, isso é, em lugar dele os pais ofereciam um carneirinho ou pássaros. E é isso que vieram fazer em Jerusalém: a purificação da mãe e o resgate do filho primogênito.
Observando esse jovem casal que está chegando ao Templo, com a criança nos braços, ficamos admirados como eles estão profundamente integrados na cultura religiosa do seu povo, como são cumpridores das regras da lei judaica. Por esses ritos, a sua gente reconhecia a vinda de uma criança ao mundo como uma coisa sagrada. Uma coisa que tinha a ver com Deus. E ainda reforçava a sua pertença ao povo da aliança, lembrando o compromisso da consagração do primogênito, como memória da libertação do Egito. Essa peregrinação deles à cidade santa de Jerusalém é uma forma concreta de reconhecer Deus como senhor da história e fonte da vida.
O certo é que em Jerusalém, José e Maria reconhecem sinais de Deus que os confirma na missão que assumiram, desde a anunciação do anjo. Um homem idoso muito santo, de nome Simeão, veio também ao Templo e toma o menino Jesus nos braços. E reza com todo o coração e cheio do Espírito Santo: "Agora, Soberano Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra, porque os meus olhos viram tua salvação, que preparastes em face de todos os povos, luz para iluminar as nações e glória de teu povo, Israel".
Vamos guardar a mensagem de hoje
Maria e José estão no Templo de Jerusalém. E eles vieram fazer duas coisas muito importantes: a purificação da mãe e o resgate do filho primogênito. Como judeus piedosos, eles estão cumprindo a Lei de Moisés, com muito zelo. No Templo, têm uma surpresa. Um ancião venerável, Simeão, pede para segurar um pouco o menino e faz um impressionante louvor a Deus . Ele reconhece Jesus, como a luz que Deus mandou para iluminar o povo do mundo. E diz a Maria que uma espada irá transpassar o seu coração de mãe. De verdade, o Senhor Jesus, com a sua graça e com sua Palavra, enche nossa vida de luz. E, nós iluminados por ele, somos chamados a difundir a sua luz ao nosso redor: em casa, na vizinhança, no nosso local de trabalho, na sociedade toda.
Senhor, meus olhos viram a tua salvação (Lc 2, 30)
Vamos acolher a mensagem de hoje com uma prece
Senhor Jesus,
Quando eras uma criancinha e foste levado ao Templo para a consagração dos primogênitos, o profeta Simeão te tomou nos braços e disse que tu eras a luz para iluminar as nações do mundo. Tu mesmo admitiste na presença dos teus discípulos: ‘Eu sou a luz do mundo, quem me segue não anda nas trevas’. Uma vez iluminados com a tua luz, chamaste a nossa atenção para sermos também iluminadores dos outros. Hoje, te pedimos, Senhor, que a tua luz não se apague em nossos corações e em nossa vida. E que essa luz que vem de tua Palavra, de tua presença através da Igreja e na Eucaristia seja a luz que nós refletimos para os que conosco convivem ou conosco se encontram. Seja o bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos viver a palavra que meditamos
Quando nos batizamos, fomos iluminados por Cristo.  A Igreja nos deu uma vela acesa para nos lembrarmos:  ‘Jesus te iluminou. Com ele, serás uma luz para os outros’. O que você poderia fazer, hoje, para mergulhar mais ainda nessa verdade: ‘Jesus me iluminou. Com ele, ilumino os outros’?  Posso lhe oferecer algumas sugestões. Escolha uma. Acenda uma vela (pode ser uma vela virtual). Poste uma foto do seu batizado ou do batizado do seu afilhado ou afilhada. Ilumine o seu presépio de maneira especial. Leia o evangelho de hoje. Compartilhe esta meditação. Ou invente outra coisa. Tudo para reforçar sua adesão a Cristo, a luz que Deus mandou para iluminar o mundo.

Pe. João Carlos Ribeiro – 29.12.2017