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09 junho 2020

LÂMPADA PARA ILUMINAR

Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa (Mt 5, 15).
09 de junho de 2020.

No tempo de Jesus, não havia luz elétrica, claro. As casas eram um pouco escuras, com poucas janelas. O que eles chamavam de lâmpada era uma tigelinha de barro com um bico com um pavio de algodão ou de linho. Dentro da lâmpada - a tigelinha de barro -, se colocava azeite. O povo mesmo produzia o azeite de oliva, assim era barato. A lâmpada era colocada numa prateleira que estava na parede, num lugar mais alto, ou mesmo numa lamparina que estivesse pendurada. Com aquele pavio, a lâmpada podia ficar acesa o dia todo, sem gastar muito. E ficava acesa para iluminar a casa que era meio escura e para acender o fogo na hora de cozinhar. Só para lembrar, não havia fósforo. Tinham que manter a luz acesa mesmo. Uma das tarefas da dona de casa era manter a lâmpada acesa.

Jesus contou várias parábolas em que se fala da luz dessa lâmpada de azeite. Lembra-se da mulher que perdeu uma dracma e teve que procurar a casa toda com uma lâmpada? E aquela parábola das moças imprudentes que se esqueceram de levar o azeite? As lâmpadas se apagaram antes de começar a festa de casamento.

A pequena parábola de hoje também fala da lâmpada (de azeite, claro). "Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa". Todo mundo no tempo de Jesus entendia do que ele estava falando. O que aprendemos com Jesus é uma luz para iluminar a nossa casa. O que temos a dizer com nossas palavras ou com nosso comportamento é uma luz para iluminar nossa família.

Jesus nos disse que somos luz no mundo, cidade edificada na montanha, lamparina no lugar alto da casa. Testemunhamos que, em nossa pequenez, fomos resgatados por seu amor. Em nós, a sua graça e o seu amor resplendem, nos fazendo luz para os outros, luz de Deus para a vida dos outros. Outros podem encontrar sentido em suas vidas, à luz do nosso testemunho. Minha família não vai ficar na escuridão, porque a luz de Deus que preenche a minha vida pode iluminá-la como uma lamparina pendurada no teto ou lâmpada na prateleirinha da parede, no candeeiro. Por nossas boas obras que testemunham o amor de Deus pelos seus filhos, muita gente pode encontrá-lo e bendizê-lo.

Na verdade, você não é luz porque é um exemplo de vida, uma pessoa sem defeitos, um anjo de criatura. Não, você torna-se uma luz para o mundo, porque Deus enche de luz a sua vida (é o que nos dizem as bem-aventuranças). Você é bem-aventurado porque Deus lhe deu o seu Reino, adotou você como filho/filha, consolou você em sua aflição. É isso que você testemunha, é disso que você fala, é esse brilho que está em seu sorriso e em suas obras: a luz de Deus que inunda a sua vida.

Então, não se esconda. Não se camufle. Hoje, mostre a sua cara. Fale, sorria, aconselhe, testemunhe. Seja hoje um canal da luz de Deus para a vida de sua família, de seus amigos, dos que hoje encontrarem você.

Guardando a mensagem

O Senhor com a sua graça e com sua palavra enche nossa vida de luz. Somos chamados a difundir essa luz para iluminar os ambientes humanos em que vivemos: nossa casa, nossa vizinhança, nosso local de trabalho. Seus ensinamentos, as verdades que proclamou, ditos ontem e hoje em ambientes reservados, precisam ser proclamados e difundidos abertamente. Ele é a luz do mundo. Nós, iluminados por ele, temos a vocação de lâmpada acesa no lugar alto da sala. Estamos aí para iluminar a vida dos outros.

Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa (Mt 5, 15).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Quando eras uma criancinha e foste levado ao Templo para a consagração dos primogênitos, o profeta Simeão te tomou nos braços e disse que tu eras a luz para iluminar as nações do mundo. Tu mesmo admitiste na presença dos teus discípulos: ‘Eu sou a luz do mundo, quem me segue não anda nas trevas’. Uma vez iluminados com a tua luz, chamaste a nossa atenção para sermos também iluminadores dos outros. Hoje, te pedimos, Senhor, que a tua luz não se apague em nosso coração e em nossa vida. E que essa luz que vem de tua Palavra, de tua presença através da Igreja, da Eucaristia seja a luz que refletimos para os que conosco convivem ou conosco se encontram. Seja o bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje, faça um momento de oração por sua família. Recorde cada um, cada uma e peça ao Senhor que os ilumine com a sua Palavra. Peça também ajuda para realizar bem a tarefa que ele lhe dá: ser a lâmpada de azeite acesa e posta num lugar alto de sua casa para iluminá-la.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

09 fevereiro 2020

AJUDANDO O MUNDO A SER MELHOR

Vocês são o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? (Mt 5, 3)

09 de fevereiro de 2020

Estamos no Sermão da Montanha. Nele, Jesus começou sua pregação, proclamando as bem-aventuranças.  Com as bem-aventuranças, conforme o evangelho de Mateus, que estamos lendo neste ano litúrgico, Jesus traçou o perfil do cidadão do Reino de Deus: alguém desapegado dos bens desta terra, solidário com as dores dos seus irmãos, manso nos seus relacionamentos, comprometido com a verdade e a justiça, misericordioso com os seus semelhantes, correto em suas intenções, artesão da paz, perseverante nas provações. O primeiro que cabe nesse perfil é o próprio Jesus. As bem-aventuranças são a carta de identidade do cristão. Esta é a nossa vocação: viver, nesse mundo, como filhos de Deus que somos, tendo Jesus como nosso modelo e guia.  

Depois que Jesus fez essa linda declaração das bem-aventuranças, ele deu mais um passo em sua explicação. Aí entra o evangelho de hoje, que vem logo em seguida. As bem-aventuranças, o que são? Elas traçam o perfil do cristão. Ótimo. Vocês são os abençoados por Deus, os bem-aventurados, por obra de sua graça e do compromisso de vida de vocês. Muito bem. Mas, não para formarem uma comunidade de santos separada do mundo.  O que vocês são deve ajudar o mundo a ser melhor. Vocês são o sal da terra! Vocês são a luz do mundo!

Sempre houve uma tentação de se querer viver a fé fora do mundo real. No tempo de Jesus, os essênios formavam uma comunidade que vivia no deserto, sem contato com ninguém de fora. E toda aquela cobrança que havia, por parte dos fariseus, sobre o puro e o impuro, no fundo era querendo que o povo de Deus não tivesse contato com os pagãos ou com os não praticantes da Lei. E Jesus insistiu: vocês são o sal da terra, a luz do mundo. São uma cidade construída sobre um monte, não podem não ser uma referência para o peregrino, um farol para os navegantes. Uma luz no candeeiro da sala, num lugar alto, é o que vocês são.

Sobre a luz, já falamos em outras ocasiões. Vamos, hoje, considerar melhor esse “sal da terra”. No tempo de Jesus, o sal vinha de uma região do Mar Morto, que era chamado de Mar do Sal. E tinha muitas utilidades, além de condimentar os alimentos. Por exemplo, todos os sacrifícios (de animais) oferecidos no Templo levavam sal. Pedras de sal recolhidas no Mar Morto, em estado bruto, serviam também para manter o fogo aceso. E muitos outros usos.

Para a compreensão do evangelho de hoje, é bom não perdermos de vista duas preciosas utilidades do sal: preservar e dar sabor. De maneira especial, o sal era usado para preservar da corrupção. Naquele tempo não havia geladeira. O peixe, a carne precisavam levar sal para não se estragar. E, claro, comida insossa não tem graça. O sal realça o sabor dos alimentos, dá sabor.

E é disso que Jesus está falando: o cristão, no mundo, é sal. A sua condição de filho de Deus deve influir no seu ambiente, deve influenciar positivamente sua casa, sua rua, seu trabalho. O cristão é sal para preservar o mundo da corrupção, que é o pecado, a injustiça, a maldade. A condição do cristão é a do sal, um influenciador. A comunidade cristã não pode se fechar no seu mundinho de paz, mas precisa ser no seu ambiente uma força em favor da justiça, da educação de qualidade, do respeito à vida.  Se o cristão e sua comunidade se negam a ser sal da terra, o mundo fica privado da força de Deus que renova todas as coisas. Se o cristão e sua comunidade se negam a ser luz do mundo, o mundo fica privado da luz de Cristo.    

Guardando a mensagem

Nas bem-aventuranças, Jesus traçou o perfil dos filhos de Deus, dos seus seguidores. Ele é o que mais se encaixa nesse perfil. Assim, ser cristão é ser seu seguidor, seu imitador. No evangelho de hoje, Jesus dá um segundo passo: explica que essa condição de filhos de Deus não nos afasta da realidade, mas nos faz influenciadores no mundo. Neste sentido, nos disse, vocês são o sal da terra (não do céu), a luz do mundo. Sal para preservar da corrupção, da degradação que o mal provoca no mundo dos negócios, da cultura, da vida em sociedade. Sal para conferir sabor, para sublinhar o sentido da vida, do trabalho, da família. Cristo é a luz do mundo. A comunidade cristã e cada batizado iluminam o mundo com suas palavras, com seu testemunho, com suas ações. Por eles, Cristo ilumina o mundo.

Vocês são o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? (Mt 5, 3)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,

Tu nos disseste, hoje, que a nossa condição de filhos abençoados de Deus, de bem-aventurados, nos faz pessoas e comunidades comprometidas com o bem, a verdade e a justiça no mundo. Nossas palavras, nossas ações, nosso testemunho oferecem a tua luz e a tua verdade a todos, influenciando positivamente os ambientes onde vivemos, trabalhamos, nos divertimos. Se o sal perde sua força de salgar, para que serve, perguntaste. Livra-nos, Senhor, de ser sal que não preserva e que não dá sabor, que não está no mundo como uma força em favor da vida, da liberdade, da inclusão, do cuidado com a casa comum. Em nós, apesar de nossa fraqueza, és tu que ages salgando, salvando, iluminando o mundo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Reze, na sua Bíblia, o Salmo 111 (ou 112). Começa assim: Feliz aquele que teme o Senhor e que muito se compraz em seus mandamentos.

09 de fevereiro de 2020
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb



30 janeiro 2020

O AMOR QUE ENCHE SUA VIDA DE LUZ

Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote ou debaixo da cama? (Mc 4, 21).


30 de janeiro de 2020

Gente nova não pode imaginar um tempo em que não havia luz elétrica. Nesse tempo, o candeeiro era uma peça muito importante de uma casa. E andando para trás mais um pouco, nem luz elétrica, nem baterias, pilhas, nem gás butano. E recuando no tempo ainda mais, nem fósforo havia. Eita! Chegamos no tempo de Jesus.

No tempo de Jesus, as casas eram um pouco escuras, com poucas janelas. O que eles chamavam de lâmpada era uma tigelinha de barro com um bico com um pavio de algodão ou de linho. Dentro da lâmpada - a tigelinha de barro -, se colocava azeite. O povo mesmo produzia o azeite de oliva. A lâmpada era colocada numa prateleira que estava na parede, num lugar mais alto, ou mesmo numa lamparina que estivesse pendurada. Com aquele pavio, a lâmpada podia ficar acesa o dia todo, sem gastar muito. E ficava acesa para iluminar a casa que era meio escura e para acender o fogo na hora de cozinhar. Só para lembrar, não havia fósforo. Tinham que manter a luz acesa mesmo. Uma das tarefas da dona de casa era manter a lâmpada acesa.

O evangelho de hoje fala da lâmpada (de azeite, claro). “Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote ou debaixo da cama? Ao contrário, não a põe num candeeiro?” Isso quer dizer: uma luz é para ser colocada num lugar em que possa iluminar. Nós somos luz para iluminar, não podemos nos esconder, nos omitir. O que aprendemos com Jesus é uma luz para iluminar a nossa casa. O que temos a dizer com nossas palavras ou com nosso comportamento é uma luz para iluminar a vida dos outros.

Jesus nos disse que somos uma lamparina no lugar alto da casa. Em nós, a sua graça e o seu amor resplendem, nos fazendo luz para os outros, luz de Deus para a vida dos outros. Outros podem encontrar sentido para suas vidas, à luz do nosso testemunho. Minha família não vai ficar na escuridão, porque a luz de Deus que preenche a minha vida pode iluminá-la como uma lamparina pendurada no teto ou como uma lâmpada na prateleirinha da parede, no candeeiro. Por nossas boas obras que testemunham o amor de Deus pelos seus filhos, muita gente pode encontrá-lo e bendizê-lo.

Na verdade, você não é luz porque é um exemplo de vida, uma pessoa sem defeitos, um anjo de criatura. Não, você torna-se uma luz para o mundo, porque Deus enche de luz a sua vida. É isso que você testemunha, é disso que você fala, é esse brilho que está em seu sorriso e em suas obras: a luz de Deus que inunda a sua vida.

Então, não se esconda. Não se camufle. Hoje, mostre a sua cara. Fale, sorria, aconselhe, testemunhe. Seja hoje um canal da luz de Deus para a vida de sua família, de seus amigos, dos que hoje encontrarem você.

Guardando a mensagem

O Senhor, com a sua graça e com sua palavra, enche nossa vida de luz. Somos chamados a difundir essa luz para iluminar os ambientes humanos em que vivemos: nossa casa, nossa vizinhança, nosso local de trabalho. Seus ensinamentos, as verdades que proclamou, ditos ontem e hoje em ambientes reservados, precisam ser proclamados e difundidos abertamente. Ele é a luz do mundo. Nós, iluminados por ele, temos a vocação de lâmpada acesa no lugar alto da sala. Estamos aí para iluminar a vida dos outros.

Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote ou debaixo da cama? (Mc 4, 21).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,

Tu que és a luz do mundo, nos disseste para ser luz para os outros. Nós reconhecemos, não temos luz própria. Nós recebemos a tua luz e é com ela que procuramos iluminar nossa casa, nossos ambientes de trabalho, de convivência, de lazer. É muito bonita a imagem da luz do candeeiro dentro de casa, que falaste no evangelho. Mesmo durante o dia, ela precisa ser mantida acesa. E é isso que precisa acontecer: não podemos deixar a tua luz em nós se apagar. Bem que São Paulo disse que não deixássemos o fogo do Espírito se extinguir. Ajuda-nos, Senhor, a manter a luz acesa em nós e onde vivemos e atuamos. A oração, a tua Palavra, a fé hão de ser o azeite que não faltará em nossa lâmpada. Nossa vida, nosso testemunho, nossas palavras hão de refletir a tua luz para que todos, ao nosso redor, vivam iluminados pelo amor de Deus. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

Hoje, faça um momento de oração pedindo ao Senhor que você possa fazer bem a tarefa que ele lhe deu: ser a lâmpada de azeite acesa e posta num lugar alto de sua casa, para iluminá-la.

30 de janeiro de 2020

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb



23 setembro 2019

ILUMINE A SUA CASA

Coloca a lâmpada no candeeiro a fim de que todos os que entram vejam a luz (Lc 8, 16).

24 de setembro de 2019


No tempo de Jesus, não havia luz elétrica, claro. As casas eram um pouco escuras, com poucas janelas. O que eles chamavam de lâmpada era uma tigelinha de barro com um bico com um pavio de algodão ou de linho. Dentro da lâmpada - a tigelinha de barro -, se colocava azeite. O povo mesmo produzia o azeite de oliva, assim era barato. A lâmpada era colocada numa prateleira que estava na parede, num lugar mais alto, ou mesmo numa lamparina que estivesse pendurada. Com aquele pavio, a lâmpada podia ficar acesa o dia todo, sem gastar muito. E ficava acesa para iluminar a casa que era meio escura e para acender o fogo na hora de cozinhar. Só para lembrar, não havia fósforo. Tinham que manter a luz acesa mesmo. Uma das tarefas da dona de casa era manter a lâmpada acesa.

Jesus contou várias parábolas em que se fala da luz desta lâmpada de azeite. Lembra-se da mulher que perdeu uma dracma e teve que procurar a casa toda com uma lâmpada? E aquela parábola das moças imprudentes que se esqueceram de levar o azeite? As lâmpadas se apagaram antes de começar a festa de casamento.

A pequena parábola de hoje também fala da lâmpada (de azeite, claro). “Ninguém acende uma lâmpada para cobri-la com uma vasilha ou colocá-la debaixo da cama; ao contrário, coloca-a no candeeiro, a fim de que todos os que entram vejam a luz”. Todo mundo no tempo de Jesus entendia do que ele estava falando. O que aprendemos com Jesus é uma luz para iluminar a nossa casa. O que temos a dizer com nossas palavras ou com nosso comportamento é uma luz para iluminar nossa família.

Jesus nos disse que somos luz no mundo, cidade edificada na montanha, lamparina no lugar alto da casa. Testemunhamos que, em nossa pequenez, fomos resgatados por seu amor. Em nós, a sua graça e o seu amor resplendem, nos fazendo luz para os outros, luz de Deus para a vida dos outros. Outros podem encontrar sentido em suas vidas, à luz do nosso testemunho. Minha família não vai ficar na escuridão, porque a luz de Deus que preenche a minha vida pode iluminá-la como uma lamparina pendurada no teto ou lâmpada na prateleirinha da parede, no candeeiro. Por nossas boas obras que testemunham o amor de Deus pelos seus filhos, muita gente pode encontrá-lo e bendizê-lo.

Na verdade, você não é luz porque é um exemplo de vida, uma pessoa sem defeitos, um anjo de criatura. Não, você torna-se uma luz para o mundo, porque Deus enche de luz a sua vida (é o que nos dizem as bem-aventuranças). Você é bem-aventurado porque Deus lhe deu o seu Reino, adotou você como filho/filha, consolou você em sua aflição. É isso que você testemunha, é disso que você fala, é esse brilho que está em seu sorriso e em suas obras: a luz de Deus que inunda a sua vida.

Então, não se esconda. Não se camufle. Hoje, mostre a sua cara. Fale, sorria, aconselhe, testemunhe. Seja hoje um canal da luz de Deus para a vida de sua família, de seus amigos, dos que hoje encontrarem você.

Guardando a mensagem

O Senhor com a sua graça e com sua palavra enche nossa vida de luz. Somos chamados a difundir essa luz para iluminar os ambientes humanos em que vivemos: nossa casa, nossa vizinhança, nosso local de trabalho. Seus ensinamentos, as verdades que proclamou, ditos ontem e hoje em ambientes reservados, precisam ser proclamados e difundidos abertamente. Ele é a luz do mundo. Nós, iluminados por ele, temos a vocação de lâmpada acesa no lugar alto da sala. Estamos aí para iluminar a vida dos outros.

Coloca a lâmpada no candeeiro a fim de que todos os que entram vejam a luz (Lc 8, 16).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,

Quando eras uma criancinha e foste levado ao Templo para a consagração dos primogênitos, o profeta Simeão te tomou nos braços e disse que tu eras a luz para iluminar as nações do mundo. Tu mesmo admitiste na presença dos teus discípulos: ‘Eu sou a luz do mundo, quem me segue não anda nas trevas’. Uma vez iluminados com a tua luz, chamaste a nossa atenção para sermos também iluminadores dos outros. Hoje, te pedimos, Senhor, que a tua luz não se apague em nosso coração e em nossa vida. E que essa luz que vem de tua Palavra, de tua presença através da Igreja, da Eucaristia seja a luz que refletimos para os que conosco convivem ou conosco se encontram. Seja o bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje, faça um momento de oração por sua família. Recorde cada um, cada uma e peça ao Senhor que os ilumine com a sua Palavra. Peça também ajuda para realizar bem a tarefa que ele lhe dá: ser a lâmpada de azeite acesa e posta num lugar alto de sua casa para iluminá-la.

Pe. João Carlos Ribeiro- 24 de setembro de 2019

15 maio 2019

CRER É TER UMA LUZ PARA SE GUIAR

Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas (Jo 12, 46)
15 de maio de 2019.
Palavras preciosas de Jesus, ditas à multidão: “Quem crê em mim não é em mim que crê, mas naquele que me enviou. Quem me rejeita e não aceita as minhas palavras já tem o seu juiz: a palavra que eu falei o julgará no último dia. Porque eu não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele é quem me ordenou o que eu devia dizer e falar”.
Há, de verdade, uma realidade de descrença, de gente que não escuta Jesus e não o segue. Não integra o seu rebanho, não faz parte de suas ovelhas. Pela fé, nos aproximamos de Jesus. A fé é um dom de Deus. Mas, um dom, um presente pode não ser recebido, pode ser rejeitado. É que fomos criados na liberdade. Sem liberdade, não há amor. Sem liberdade, não se pode crer, porque crer é uma acolhida incondicional, uma entrega pessoal. Não se pode crer, nem amar por obrigação. Crer é um ato de liberdade.
Há quem realmente não creia. E há muita gente que, mesmo crendo, não permite que sua fé oriente a sua vida. É uma espécie de ateísmo prático. Até crê, mas a fé não é a luz que ilumina os seus passos. Vive como quem não crê, como quem não tem esperança, como quem não conheceu Jesus. Em Jesus, ficamos sabendo que Deus nos ama e o enviou para nos resgatar, nos conduzir para a vida plena. E, sobre isso, não podemos ficar indiferentes. Essa novidade pode mudar a nossa vida, pode ser uma revolução em nossa existência.
Não basta que Jesus seja o bom pastor e nos conheça e dê sua vida por nós. É necessário que nós, em resposta a esse amor do bom pastor escutemos a sua voz e, na fé, o sigamos. Ele disse: “As minhas ovelhas escutam a minha voz”. É preciso ouvir a sua voz. A oração diária do povo de Jesus incluía uma passagem do livro do Deuteronômio: “Ouve, Israel, o Senhor teu Deus é o único Senhor”. Ouve, Israel. É preciso escutar. A fé é a nossa resposta ao que ouvimos. O salmo 94 traz uma chamada de atenção: “Oxalá vocês ouçam hoje a sua voz”. A palavra nos pede para não fechar o coração como o povo antigo que tanto entristeceu o Senhor por sua desobediência. “Oxalá vocês ouçam hoje a sua voz”.
Guardando a mensagem
Escutar a voz do bom pastor é reconhecê-lo como orientação da própria vida, crer nele, assumindo sua palavra como guia de sua existência. Foi exatamente isso que Maria disse aos serventes nas Bodas de Caná: “Façam tudo o que ele lhes disser”. O que Jesus diz, precisamos escutar, acolher, praticar. Crer é a nossa resposta à sua palavra, pela qual nos revela o amor de Deus por nós.
Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas (Jo 12, 46)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Infelizmente, hoje, como no teu tempo, há muita gente que não te escuta de verdade. Uns permanecem indiferentes à tua voz, à tua Palavra; não a distinguem no meio de tantas vozes do mundo de hoje. Outros te escutam com ouvido de mercador: não te levam em conta, não te ouvem com seriedade; não se deixam conquistar pelo amor de Deus que tu anuncias. Mas, que bom que muitos te escutam e te seguem. Peço-te, Senhor, que eu e minha casa estejamos sempre no número dos que te ouvem, te conhecem e te seguem. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Minha sugestão é que você transcreva e reze a oração que Jesus rezava todo dia: Deuteronômio 6, 4-9. Ela começa convidando o povo de Deus a escutar, a ouvir uma coisa muito importante.

Pe. João Carlos Ribeiro – 14.05.2019

31 janeiro 2019

TEM GENTE QUE NASCEU PARA BRILHAR

Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote ou debaixo da cama? (Mc 4, 21).
31 de janeiro de 2019.
Gente nova não pode imaginar um tempo em que não havia luz elétrica. Nesse tempo, o candeeiro era uma peça muito importante de uma casa. E andando para trás mais um pouco, nem luz elétrica, nem baterias, pilhas, nem gás butano. E recuando no tempo ainda mais, nem fósforo havia. Eita! Chegamos no tempo de Jesus.
No tempo de Jesus, as casas eram um pouco escuras, com poucas janelas. O que eles chamavam de lâmpada era uma tigelinha de barro com um bico com um pavio de algodão ou de linho. Dentro da lâmpada - a  tigelinha de barro -, se colocava azeite. O povo mesmo produzia o azeite de oliva. A lâmpada era colocada numa prateleira que estava na parede, num lugar mais alto, ou mesmo numa lamparina que estivesse pendurada. Com aquele pavio, a lâmpada podia ficar acesa o dia todo, sem gastar muito. E ficava acesa para iluminar a casa que era meio escura e para acender o fogo na hora de cozinhar. Só para lembrar, não havia fósforo. Tinham que manter a luz acesa mesmo. Uma das tarefas da dona de casa era manter a lâmpada acesa.
O evangelho de hoje fala da lâmpada (de azeite, claro). “Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote ou debaixo da cama? Ao contrário, não a põe num candeeiro?” Isso quer dizer: uma luz é para ser colocada num lugar em que possa iluminar. Nós somos luz para iluminar, não podemos nos esconder, nos omitir. O que aprendemos com Jesus é uma luz para iluminar a nossa casa. O que temos a dizer com nossas palavras ou com nosso comportamento é uma luz para iluminar a vida dos outros.
Jesus nos disse que somos uma lamparina no lugar alto da casa. Em nós, a sua graça e o seu amor resplendem, nos fazendo luz para os outros, luz de Deus para a vida dos outros. Outros podem encontrar sentido para suas vidas, à luz do nosso testemunho. Minha família não vai ficar na escuridão, porque a luz de Deus que preenche a minha vida pode iluminá-la como uma lamparina pendurada no teto ou como uma lâmpada na prateleirinha da parede, no candeeiro. Por nossas boas obras que testemunham o amor de Deus pelos seus filhos, muita gente pode encontrá-lo e bendizê-lo.
Na verdade, você não é luz porque é um exemplo de vida, uma pessoa sem defeitos, um anjo de criatura. Não, você torna-se uma luz para o mundo, porque Deus enche de luz a sua vida. É isso que você testemunha, é disso que você fala, é esse brilho que está em seu sorriso e em suas obras: a luz de Deus que inunda a sua vida.
Então, não se esconda. Não se camufle. Hoje, mostre a sua cara. Fale, sorria, aconselhe, testemunhe. Seja hoje um canal da luz de Deus para a vida de sua família, de seus amigos, dos que hoje encontrarem você.
Guardando a mensagem
O Senhor, com a sua graça e com sua palavra, enche nossa vida de luz. Somos chamados a difundir essa luz para iluminar os ambientes humanos em que vivemos: nossa casa, nossa vizinhança, nosso local de trabalho. Seus ensinamentos, as verdades que proclamou, ditos ontem e hoje em ambientes reservados, precisam ser proclamados e difundidos abertamente. Ele é a luz do mundo. Nós, iluminados por ele, temos a vocação de lâmpada acesa no lugar alto da sala. Estamos aí para iluminar a vida dos outros.Tem gente que nasceu para brilhar. Você, por exemplo.
Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote ou debaixo da cama? (Mc 4, 21).
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Nós te bendizemos por aqueles que, nesta vida, são luzes indicando o caminho de Deus aos seus irmãos. Nós te bendizemos pela Virgem Maria, tua santa mãe, nesta preparação da festa da tua Apresentação, festejada como Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Luz, Nossa Senhora da Candelária. Na sua imagem, ela tem mais do que uma lâmpada, ela te tem nos braços, a ti que és a verdadeira luz que veio iluminar a nossa escuridão.  Nós te bendizemos por São João Bosco, que hoje celebramos. A vida, os escritos, a pedagogia e a espiritualidade de Dom Bosco continuam a ser uma luz para a juventude de hoje e suas famílias. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Hoje, faça um momento de oração pedindo ao Senhor que você possa fazer bem a tarefa que ele lhe deu: ser a lâmpada de azeite acesa e posta num lugar alto de sua casa, para iluminá-la.

Pe. João Carlos Ribeiro – 31.01.2018

24 setembro 2018

A LÂMPADA QUE ESTÁ ILUMINANDO A SUA CASA

Coloca a lâmpada no candeeiro a fim de que todos os que entram vejam a luz (Lc 8, 16).
24 de setembro de 2018.
No tempo de Jesus, não havia luz elétrica, claro. As casas eram um pouco escuras, com poucas janelas. O que eles chamavam de lâmpada era uma tijelinha de barro com um bico com um pavio de algodão ou de linho. Dentro da lâmpada - a  tijelinha de barro -, se colocava azeite. O povo mesmo produzia o azeite de oliva, assim era barato. A lâmpada era colocada numa prateleira que estava na parede, num lugar mais alto, ou mesmo numa lamparina que estivesse pendurada. Com aquele pavio, a lâmpada podia ficar acesa o dia todo, sem gastar muito. E ficava acesa para iluminar a casa que era meio escura e para acender o fogo na hora de cozinhar. Só para lembrar, não havia fósforo. Tinham que manter a luz acesa mesmo. Uma das tarefas da dona de casa era manter a lâmpada acesa.
Jesus contou várias parábolas em que se fala da luz dessa lâmpada de azeite. Lembra-se da mulher que perdeu uma dracma e teve que procurar a casa toda com uma lâmpada? E aquela parábola das moças imprudentes que se esqueceram de levar o azeite? As lâmpadas se apagaram antes de começar a festa de casamento.
A pequena parábola de hoje também fala da lâmpada (de azeite, claro). “Ninguém acende uma lâmpada para cobri-la com uma vasilha ou colocá-la debaixo da cama; ao contrário, coloca-a no candeeiro, a fim de que todos os que entram vejam a luz”. Todo mundo no tempo de Jesus entendia do que ele estava falando. O que aprendemos com Jesus é uma luz para iluminar a nossa casa. O que temos a dizer com nossas palavras ou com nosso comportamento é uma luz para iluminar nossa família.
Jesus nos disse que somos luz no mundo, cidade edificada na montanha, lamparina no lugar alto da casa. Testemunhamos que, em nossa pequenez, fomos resgatados por seu amor. Em nós, a sua graça e o seu amor resplendem, nos fazendo luz para os outros, luz de Deus para a vida dos outros. Outros podem encontrar sentido em suas vidas, à luz do nosso testemunho. Minha família não vai ficar na escuridão, porque a luz de Deus que preenche a minha vida pode iluminá-la como uma lamparina pendurada no teto ou lâmpada na prateleirinha da parede, no candeeiro. Por nossas boas obras que testemunham o amor de Deus pelos seus filhos, muita gente pode encontrá-lo e bendizê-lo.
Na verdade, você não é luz porque é um exemplo de vida, uma pessoa sem defeitos, um anjo de criatura. Não, você torna-se uma luz para o mundo, porque Deus enche de luz a sua vida (é o que nos dizem as bem-aventuranças). Você é bem-aventurado porque Deus lhe deu o seu Reino, adotou você como filho/filha, consolou você em sua aflição. É isso que você testemunha, é disso que você fala, é esse brilho que está em seu sorriso e em suas obras: a luz de Deus que inunda a sua vida.
Então, não se esconda. Não se camufle. Hoje, mostre a sua cara. Fale, sorria, aconselhe, testemunhe. Seja hoje um canal da luz de Deus para a vida de sua família, de seus amigos, dos que hoje encontrarem você.
Guardando a mensagem
O Senhor com a sua graça e com sua palavra enche nossa vida de luz. Somos chamados a difundir essa luz para iluminar os ambientes humanos em que vivemos: nossa casa, nossa vizinhança, nosso local de trabalho. Seus ensinamentos, as verdades que proclamou, ditos ontem e hoje em ambientes reservados, precisam ser proclamados e difundidos abertamente. Ele é a luz do mundo. Nós, iluminados por ele, temos a vocação de lâmpada acesa no lugar alto da sala. Estamos aí para iluminar a vida dos outros.
Coloca a lâmpada no candeeiro a fim de que todos os que entram vejam a luz (Lc 8, 16).
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Quando eras uma criancinha e foste levado ao Templo para a consagração dos primogênitos, o profeta Simeão te tomou nos braços e disse que tu eras a luz para iluminar as nações do mundo. Tu mesmo admitiste na presença dos teus discípulos: ‘Eu sou a luz do mundo, quem me segue não anda nas trevas’. Uma vez iluminados com a tua luz, chamaste a nossa atenção para sermos também iluminadores dos outros. Hoje, te pedimos, Senhor, que a tua luz não se apague em nosso coração e em nossa vida. E que essa luz que vem de tua Palavra, de tua presença através da Igreja, da Eucaristia seja a luz que refletimos para os que conosco convivem ou conosco se encontram. Seja o bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Hoje, faça um momento de oração por sua família. Recorde cada um, cada uma e peça ao Senhor que os ilumine com a sua Palavra. Peça também ajuda para realizar bem a tarefa que ele lhe dá: ser a lâmpada de azeite acesa e posta num lugar alto de sua casa para iluminá-la.

Pe. João Carlos Ribeiro- 24 .09.2018.

28 dezembro 2017

O ANCIÃO E A LUZ

MEDITAÇÃO
PARA SEXTA-FEIRA,
DIA 29 DE DEZEMBRO
Senhor, meus olhos viram a tua salvação (Lc 2, 30)
Vamos acompanhar, hoje, a família de Jesus em Jerusalém. Está tudo no evangelho de Lucas. Maria e José, com o filho nos braços, estão chegando ao Templo. O que será que eles vieram fazer?

O livro do Levítico (capítulo 12) prescrevia tudo com detalhes. Dando à luz uma criança de sexo masculino, a mulher devia passar um resguardo de 40 dias. Depois desta quarentena, devia ir à Tenda de reunião da comunidade para purificar-se. A lei do AT era muito rigorosa em relação a tudo que envolvesse sangue: menstruação, parto, morte violenta, etc. Tudo isso tornava a pessoa impura e levava a rituais de purificação com holocaustos e oferendas no Templo. Então, uma das razões da vinda da família de Nazaré ao Templo de Jerusalém é a purificação de Maria.
A vinda ao Templo se explica ainda por uma segunda tradição. São normas codificadas no Livro do Êxodo, capítulo 13. Era um costume que visava manter viva a memória da libertação do Egito, onde Deus puniu os egípcios com a morte dos primogênitos. Assim, todo primogênito era consagrado a Deus. Primogênito é o primeiro filho, de gente ou de animal. Fosse animal – um carneiro, um bezerro, um jumentinho – seria sacrificado a Deus, como oferenda. Fosse gente, o primogênito seria resgatado, isso é, em lugar dele os pais ofereciam um carneirinho ou pássaros. E é isso que vieram fazer em Jerusalém: a purificação da mãe e o resgate do filho primogênito.
Observando esse jovem casal que está chegando ao Templo, com a criança nos braços, ficamos admirados como eles estão profundamente integrados na cultura religiosa do seu povo, como são cumpridores das regras da lei judaica. Por esses ritos, a sua gente reconhecia a vinda de uma criança ao mundo como uma coisa sagrada. Uma coisa que tinha a ver com Deus. E ainda reforçava a sua pertença ao povo da aliança, lembrando o compromisso da consagração do primogênito, como memória da libertação do Egito. Essa peregrinação deles à cidade santa de Jerusalém é uma forma concreta de reconhecer Deus como senhor da história e fonte da vida.
O certo é que em Jerusalém, José e Maria reconhecem sinais de Deus que os confirma na missão que assumiram, desde a anunciação do anjo. Um homem idoso muito santo, de nome Simeão, veio também ao Templo e toma o menino Jesus nos braços. E reza com todo o coração e cheio do Espírito Santo: "Agora, Soberano Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra, porque os meus olhos viram tua salvação, que preparastes em face de todos os povos, luz para iluminar as nações e glória de teu povo, Israel".
Vamos guardar a mensagem de hoje
Maria e José estão no Templo de Jerusalém. E eles vieram fazer duas coisas muito importantes: a purificação da mãe e o resgate do filho primogênito. Como judeus piedosos, eles estão cumprindo a Lei de Moisés, com muito zelo. No Templo, têm uma surpresa. Um ancião venerável, Simeão, pede para segurar um pouco o menino e faz um impressionante louvor a Deus . Ele reconhece Jesus, como a luz que Deus mandou para iluminar o povo do mundo. E diz a Maria que uma espada irá transpassar o seu coração de mãe. De verdade, o Senhor Jesus, com a sua graça e com sua Palavra, enche nossa vida de luz. E, nós iluminados por ele, somos chamados a difundir a sua luz ao nosso redor: em casa, na vizinhança, no nosso local de trabalho, na sociedade toda.
Senhor, meus olhos viram a tua salvação (Lc 2, 30)
Vamos acolher a mensagem de hoje com uma prece
Senhor Jesus,
Quando eras uma criancinha e foste levado ao Templo para a consagração dos primogênitos, o profeta Simeão te tomou nos braços e disse que tu eras a luz para iluminar as nações do mundo. Tu mesmo admitiste na presença dos teus discípulos: ‘Eu sou a luz do mundo, quem me segue não anda nas trevas’. Uma vez iluminados com a tua luz, chamaste a nossa atenção para sermos também iluminadores dos outros. Hoje, te pedimos, Senhor, que a tua luz não se apague em nossos corações e em nossa vida. E que essa luz que vem de tua Palavra, de tua presença através da Igreja e na Eucaristia seja a luz que nós refletimos para os que conosco convivem ou conosco se encontram. Seja o bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos viver a palavra que meditamos
Quando nos batizamos, fomos iluminados por Cristo.  A Igreja nos deu uma vela acesa para nos lembrarmos:  ‘Jesus te iluminou. Com ele, serás uma luz para os outros’. O que você poderia fazer, hoje, para mergulhar mais ainda nessa verdade: ‘Jesus me iluminou. Com ele, ilumino os outros’?  Posso lhe oferecer algumas sugestões. Escolha uma. Acenda uma vela (pode ser uma vela virtual). Poste uma foto do seu batizado ou do batizado do seu afilhado ou afilhada. Ilumine o seu presépio de maneira especial. Leia o evangelho de hoje. Compartilhe esta meditação. Ou invente outra coisa. Tudo para reforçar sua adesão a Cristo, a luz que Deus mandou para iluminar o mundo.

Pe. João Carlos Ribeiro – 29.12.2017

12 junho 2017

Sal da terra

Vocês são o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? (Mt 5, 13)

Estamos ouvindo, nestes dias,  o sermão da Montanha. Jesus proclama a boa notícia do Reino de Deus para o seu povo. Ele o faz como Moisés, que comunicou a Lei de Deus ao povo hebreu. Vocês são o sal da terra, disse Jesus. Para que serve o sal? Pensei aí... por que a gente usa o sal na comida?  Ele tem, pelo menos, duas funções importantíssimas: preservar e dar sabor

 A primeira função do sal é preservar. Mesmo tendo geladeira hoje, todo mundo sabe que o sal preserva a carne, por exemplo. E no tempo em que não havia geladeira, freezer, caixa de isopor, como no tempo de Jesus, o sal é quem resolvia o problema. Salgava-se a carne e o peixe para eles não apodrecerem, não se deteriorarem... E é disso que Jesus está falando: ‘Vocês são o sal da terra. Ora, se o sal se tonar insosso, com que salgaremos?’ O cristão, presente na realidade humana da família, da escola, do trabalho, da política, da economia, influi para que essas realidades não se estraguem, não se deteriorem. É como a função do sal no alimento, na carne, no peixe. Se o cristão for um salzinho fraco, insosso... como haveremos de preservar os valores da família, por exemplo, num mundo tão descristianizado como o nosso? E os valores humanos e cristãos no mundo da cultura assediada por tanta coisa ruim, nos dias de hoje? E a honestidade e a ética nas relações sociais e na política? Cristão é sal para preservar, para a coisa não apodrecer. Essa é a primeira função do sal.

21 janeiro 2017

O Domingo da Grande Luz

O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz, e para os que viviam na região escura da morte uma luz brilhou” (Mt 4, 16)

E chegamos ao terceiro domingo do tempo comum. Neste ano, estamos lendo o evangelho de São Mateus (ano A).  Celebramos, há pouco, o batismo de Jesus  (na última segunda-feira) e hoje comtemplamos os primeiros passos do seu ministério público. No evangelho de hoje, talvez tenhamos uma leitura geral do significado de sua missão. Com Jesus, está começando um novo tempo para o povo de Deus e para as nações do mundo. Poderíamos chamar esse domingo de Domingo da Galileia ou Domingo da Luz que chegou para a Galileia. Vamos entender isso...


No tempo de Jesus, chamar alguém de “galileu” era uma ofensa. O povo do sul discriminava o povo da Galileia. Aliás, a discriminação já começava em casa. Natanael perguntou:  “De Nazaré, pode vir alguma coisa boa?“. Por que será que a Galileia era tão mal vista?

16 junho 2012

Cristão-luz

Jesus falou assim: Vocês são a luz do mundo!  Como uma cidade no monte, para orientar os viajantes. Como a luz do candelabro no alto, para iluminar os que estão em casa. Que belo ensinamento! O cristão é a luz do mundo. Sem ele, o mundo fica no escuro. Todos sabemos, no entanto, que Jesus é que é a verdadeira luz. Ele mesmo falou: Eu sou a luz do mundo. Então, a nossa luz é a uma resplandescência da luz de Cristo em nós.