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2020/02/02

AO RETIRAR O VÉU, QUE SURPRESA!

O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele (Lc 2, 33)

02 de fevereiro de 2020

Neste domingo, celebramos a Apresentação do Senhor. Esta é uma festa que vem dos primeiros séculos do cristianismo, celebrada quarenta dias depois do natal. Ela nos recorda a revelação sobre Jesus, quando seus pais o levam ao Templo, para cumprir o que manda a Lei de Moisés: a purificação da mãe e o resgate do primogênito. 

Como o parto envolve sangue, o tempo de purificação da mãe (no caso de um filho homem) era de quarenta dias. Depois disso, ela oferecia um sacrifício no Templo (um cordeiro de um ano ou, sendo pobre, um par de rolinhas ou de pombas). Está tudo bem explicado no Livro do Levítico (Lv 12). Todo primeiro filho, dos humanos ou dos animais, pertencia a Deus. Os primogênitos dos animais eram sacrificados no Templo, como oferta ao Senhor. Os primogênitos dos humanos eram resgatados, substituídos pelo sacrifício de um animal. Tudo explicado no Livro do Êxodo (Ex 13). 

O que temos? Um jovem casal, chegando ao grande Templo, em Jerusalém, com sua criança nos braços, em cumprimento das leis do seu povo. Tudo como outros tantos casais, agradecendo a bênção de terem gerado um filho varão e cumprindo os ritos que a tradição de sua fé mandava. Como tantos, o cansaço da viagem, a alegria de estar chegando à casa do seu Deus, o encontro com parentes e conhecidos, todos felizes pela bênção de um primogênito. Nesta cena, vemos algo da encarnação, como disse São Paulo: “Deus enviou o seu filho, nascido de uma mulher, sujeito à Lei” (Gl 4). Nós o vemos na normalidade da vida, no ritmo normal da existência humana de vinte séculos atrás. Um Deus encarnado. 

Mas, o véu da normalidade encobre uma realidade maravilhosa. Aquele menininho frágil é o prometido de Deus, anunciado pelos profetas. Seus pais - não parece - têm uma história pessoal de colaboração com Deus. A encarnação na história passa por eles: são sua família, estarão ao seu lado no seu desenvolvimento humano, no seu crescimento espiritual, na sua inserção na história do povo eleito. Ele não é só o primogênito de José, ele é o primogênito de Deus. 

Essa verdade profunda escondida sob o véu da normalidade, do habitual, da simplicidade do jovem casal é revelada por dois idosos profetas, como que representando toda a história daquele povo com Deus e sua tradição profética. Simeão, movido pelo Espírito Santo, toma a criança nos braços e revela: ‘Ele é salvação que Deus mandou, luz para iluminar o mundo todo, a glória do seu povo santo’. Simeão abençoa o pai e a mãe do menino e revela que Maria terá parte nas dores do filho: “Uma espada te transpassará a alma”. E Ana, idosa profetiza que vivia no Templo, começa a louvar a Deus e a falar do menino a quem estava passando por ali. 

A liturgia de hoje nos faz viver esse momento em que, como na retirada de um véu, se descobre a normalidade da família de Nazaré na entrada do Templo, revelando a sua profunda verdade. Lemos o profeta Malaquias, falando da chegada do Anjo da Aliança no Templo, aquele que vai purificar o povo para oferecerem a Deus uma oferta agradável. E o Salmo 23, nos fazendo celebrar: “Ó portas, levantai vossos frontões a fim de que o rei da glória possa entrar”. E a carta aos Hebreus nos dizendo: “Ele devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo”.

Celebrando esta Missa da Apresentação do Senhor e o Dia Mundial da Vida Consagrada, na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco explicou que a vida do cristão, como também a vida dos consagrados na vida religiosa, é também uma realidade marcada pela normalidade, pelo cotidiano, pela Lei. Mas, na verdade, a simples vida do cristão na sua família ou no seu trabalho ou dos consagrados na oração e no serviço, esconde uma grandeza infinita. Numa festa como esta, retiramos o véu e, com os olhos da fé, vemos a manifestação gloriosa do Senhor a quem amamos, a quem oramos, a quem servimos. 

Guardando a mensagem

Celebramos hoje a festa da Apresentação do Senhor. José e Maria e seu primogênito chegam ao Templo para cumprir a Lei de Moisés: a purificação da mãe e a consagração do primogênito. O mistério do filho de Deus, enviado como Messias e Salvador da humanidade, está escondido na normalidade, na simplicidade dos seus piedosos pais e na sua fragilidade de criança de braço. O evangelista nos leva, por um momento, a retirar o véu e descobrir a beleza e a grandeza da presença de Deus no meio do seu povo. Simeão e Ana, profetas idosos, representando a tradição da fé do povo eleito, reconhecem nele o Messias prometido e louvam o Senhor que está cumprindo suas promessas. A liturgia nos ajuda a celebrar essa revelação: ele é o Anjo da Aliança que está chegando no Templo, o Senhor da glória para o qual os portões se abrem, o sumo-sacerdote que expiará o pecado do povo. 

O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele (Lc 2, 33)

Rezando a palavra

Senhor Jesus, 
Escolheste a encarnação, como o jeito pelo qual o teu Filho se aproximou, fez-se um de nós, expiou nossa culpa por sua morte e, ressuscitado, nos conduz na história. Assim, consagraste o nosso dia-a-dia, o nosso cotidiano, como lugar de salvação. Um véu de normalidade cobre a nossa vida, mas, a verdade é mais profunda e luminosa: somos teus filhos, Jesus está conosco, somos o povo santo em páscoa. Só com a luz da fé, podemos perceber a glória de filhos e filhas que nos habita, pelo dom do teu Santo Espírito. Na vida dos consagrados, nossos irmãos e irmãs que vivem em comunidades nos conventos, nos mosteiros, nas casas religiosas ou vivem sua consagração em suas casas, na normalidade de sua vida de oração e serviço, já brilha a radicalidade de nossa fé, no seguimento a Cristo. Neles e nelas, todos suspiramos: “Só Deus nos basta”. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

Peça, hoje, ao Senhor que chame e inspire muitos jovens para o seguimento de Jesus na vida consagrada. 

Recife, 02 de fevereiro de 2020
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb



2019/09/04

JESUS NA MINHA CASA


Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão (Lc 4, 38)
04 de setembro de 2019.
Jesus saiu da sinagoga, com alguns discípulos, naquele sábado e foi para a casa de Simão e André, como informou o evangelista Marcos. Lá, falaram-lhe da sogra de Simão que estava de cama, com febre. Jesus recriminou a febre e ela ficou boa e começou a servi-los. De tardezinha, a frente da casa ficou cheia de gente e Jesus curou várias pessoas. De madrugada, Jesus saiu de casa e foi rezar num lugar deserto. Lá tomou a decisão de ir a outras aldeias e cidades. E assim, começou o seu trabalho por toda a região.
Prestemos atenção, nesse texto, em como aparece a casa de Simão. A cidade é Cafarnaum. Da sinagoga, Jesus vai para a casa. Na casa, cura a sogra da febre. No terreiro da casa, faz o bem a muita gente doente e sofrida. E da casa sai para a missão em toda a região. Casa nos lembra família. Casa também nos remete à Igreja. Tentemos, então, olhar esse texto a partir da ‘casa’.
A casa de Simão é UMA CASA ACOLHEDORA DE JESUS. Como você lembra, a família era formada por todos os aparentados e quase sempre moravam juntos. No caso, encontramos a sogra de Simão morando ali também. E Jesus, quando voltou da Judeia, depois da prisão de João Batista, ficou morando em Cafarnaum. E sempre que volta pra casa, volta pra esta casa de Simão. A casa de Simão é também a casa de Jesus. A casa da família de Simão é a casa que acolhe Jesus!
A casa de Simão é UMA CASA ACOLHEDORA DO DOENTE. As pessoas ali estão preocupadas com a mulher que está de cama, por isso intercedem a Jesus em favor dela. Ele preocupou-se com ela e a libertou da febre.
A casa de Simão é UMA CASA MISSIONÁRIA, ABERTA À COMUNIDADE .  À tardinha, o povo de Cafarnaum reuniu-se à porta da casa. E Jesus, ali mesmo no terreiro da casa, atende às pessoas, cura algumas, restaura outras.
A casa de Simão é UMA CASA MISSIONÁRIA, ABERTA PARA O MUNDO.  De casa, Jesus saiu, ainda escuro, para rezar num lugar deserto. Ali, em oração, tomou uma decisão: partir para outros lugares. A casa se transforma numa plataforma para o ministério de Jesus por todo o país.
Guardando a mensagem
A sua família, como a casa de Simão, é chamada a ser UMA CASA QUE ACOLHE JESUS. A sua pessoa, o seu evangelho têm um lugar especial em nossa vida de família, marcam o nosso modo de ser e de viver. A presença de Jesus fica clara quando a gente fala dele, quando a gente reza. E até para sinalizar sua presença na casa, a gente pendura um crucifixo num lugar de destaque na sala ou põe um quadro do Coração de Jesus ou põe a Bíblia Sagrada num lugar especial. São sinais. Eles avisam que aquela casa, como a de Simão, é casa de Jesus.
A sua família, como a casa de Simão, é UMA CASA ACOLHEDORA DO DOENTE. A família é o primeiro espaço de vivência de nossa fé. Ali aprendemos a amar as pessoas, a cuidar com carinho e respeito das crianças, dos doentes e dos idosos. Temos sempre diante de nós a atenção que Jesus teve com a sogra de Simão.
A sua família, como a casa de Simão, é UMA CASA MISSIONÁRIA, ABERTA À COMUNIDADE.  Contrariando as tendências de hoje de isolamento e anonimato, a casa dos cristãos se comunica com a vizinhança e se abre à comunidade cristã do seu lugar. Jesus continua fazendo o bem, a partir da porta de sua casa.
A sua família, como a casa de Simão, é UMA CASA MISSIONÁRIA, ENVIANDO PARA O MUNDO. Neste ano, estamos falando dos leigos e das leigas para vocês serem sal da terra e luz do mundo. A família é o primeiro espaço de formação para isso. Forma cidadãos conscientes para agir, com o fermento do evangelho, no mundo do trabalho, da cultura, da economia, da política, do lazer.  A família é a plataforma de onde partem profissionais, cidadãos, pais de família segundo o espírito do evangelho. A família é onde nascem as vocações apostólicas. É a primeira escola de formação de missionários leigos, consagrados e ordenados para levar o evangelho a toda criatura.
Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão (Lc 4, 38)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Nós te acolhemos em nossa casa. Queremos fazer como os discípulos de Emaús que te disseram: “Fica conosco, Senhor, é tarde, a noite já vem”.Nós te acolhemos, em nossa casa, na pessoa do doente, do idoso, da criança. E queremos te apresentar as suas necessidades, para que os visite e os abençoe. Nós queremos que nossa casa seja missionária, aberta à comunidade e educadora de cidadãos e cristãos comprometidos  em melhorar o mundo, para o bem de todos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Neste mês de setembro, há algum sinal em sua casa que realce que sua família e sua comunidade estão celebrando o mês da Bíblia? Por a Bíblia em um lugar de destaque seria uma coisa muito interessante, mesmo contando que o maior sinal é você, todo dia desse mês, estar lendo um trechinho do Evangelho de São Lucas, como combinamos.
Pe. João Carlos Ribeiro, SDB - 04 de setembro de 2019.

2019/05/05

VOCÊ E PEDRO NO CAMINHO DE JESUS


 Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo (Jo 21, 17)

05 de maio de 2019

Já era tempo de Pedro ter uma conversa muito séria com Jesus. Na semana santa, ficamos sabendo de sua fraqueza.  Negou que conhecia o Mestre, que era seu discípulo, que andava com ele. Quando caiu em si, coitado, ficou profundamente abatido e triste por essa falta. É, Pedro, errou feio. Verdade. Agora, me diga se você também já não fez igualzinho a Pedro?! Fez ou não fez? Pedro é um espelho. Pedro, sou eu. Nele, você também pode se ver. Somos Pedro. De vez em quando, traímos o nosso Jesus, que tanta amor e confiança deposita em nós.

Qual é o grande chamado de nossa vida? Vamos entrar no clima do evangelho. O grande chamado de nossa vida é seguir Jesus, tê-lo como nosso caminho, verdade e vida. No evangelho, Jesus começa chamando discípulos: ‘Sigam-me’. Essa é a nossa grande vocação: sermos seguidores de Jesus, realizarmos nossa vida como seguimento do filho de Deus feito gente. Depois disso, vem nossa condição de consagrados ou de casados ou de profissionais ou de cidadãos. São expressões concretas de nossa primeira vocação: sermos seguidores de Jesus.
   
No evangelho desse terceiro Domingo da Páscoa, temos o caminho de reintegração de Pedro em sua vocação de seguidor de Jesus. E o que tocar a Pedro diz respeito também a você, a nós.  O caminho de Pedro é o nosso também. E no caminho de Pedro tem três passos: amar a Jesus, cuidar de suas ovelhas e entregar sua vida, como ele.

Jesus perguntou a Pedro se ele o amava. E até se o amava mais do que os outros. Perguntou por três vezes. Pedro entendeu o porquê e até ficou meio sofrido. A ferida que o pecado cria se cura com o amor. AMAR A JESUS é o primeiro passo do discípulo. O amor a Jesus é que explica o seu esforço em seguir seus mandamentos, o zelo em viver bem seus momentos de oração, o seu compromisso com o bem dos irmãos. Como disse Paulo na carta aos Coríntios: “Sem o amor, de nada serve falar a língua dos anjos e dos homens ou entregar seu corpo às chamas”. ‘Simão, tu me amas?”. “Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que eu te amo”.

O discípulo, a discípula ama Jesus. Ama sua Igreja que é seu corpo místico. Ama seus irmãos, membros do seu único corpo. Só o discípulo que ama Jesus pode cuidar da casa dele, de seus cordeiros, de suas ovelhas. CUIDAR DO REBANHO é a missão que o Senhor entrega aos que o amam. “Apascenta as minhas ovelhas”. E onde estão os cordeiros e as ovelhas do bom pastor? Para começar, na sua casa: são seus filhos, seus entes queridos, seus vizinhos; no seu ambiente de trabalho, de moradia, de lazer; e até nas ruas, nos sítios, nas prisões. Precisamos cuidar dos irmãos, zelar pelo seu bem, promover os seus direitos, defendê-los da injustiça. Somos pastores na sala de aula, nas rodas de conversa, na boa política, nos meios de comunicação, nos grupos da Igreja. Nosso amor a Jesus nos leva a cuidar do seu rebanho, como bons pastores.

Os discípulos amam Jesus e cuidam do seu rebanho. E o fazem como ele. DÃO A SUA VIDA, como ele. Como foi que ele cuidou do rebanho?  Ele mesmo respondeu: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos, pelos que ele ama”.  E Jesus deu a vida não somente na cruz. Deu a vida o tempo todo: visitando, ensinando, pregando, curando, confortando, libertando. Deu-se como pão da vida.  Entregou-se como luz do mundo. Na cruz, ofereceu sua vida em nosso favor. Sobre Pedro, Jesus profetizou que, quando fosse velho, o levariam para onde ele não queria ir. Numa certa altura da vida, Pedro foi levado para a morte. O martírio de Pedro foi o coroamento de sua entrega permanente em favor do rebanho, por amor a Jesus. Nós cuidamos do seu rebanho, nos dedicando, sacrificando-nos em favor dos filhos, dos netos, da comunidade. Servimos numa atitude oblativa permanente.

Guardando a mensagem

Seguir Jesus é a vocação de todos nós. Pedro é o discípulo de Jesus que fraquejou em seu seguimento.  Depois da ressurreição, Jesus teve uma conversa muito séria com ele. Nessa conversa, ficou bem claro o caminho de realização de sua vocação de discípulo: amar, cuidar e dar a vida. Jesus, por amor, vem em socorro de nossa fraqueza, com o seu perdão. O amor a Jesus cura as ferida de nossas faltas e nos leva a assumir a sua missão: apascentar o rebanho. Cuidar do rebanho deve ser o foco de toda nossa atividade na sociedade e na Igreja. Em tudo, buscamos o bem comum, a qualidade de vida, a felicidade e a salvação de todos. E o modo como fazemos isso também está marcado pelo nosso amor a Jesus: imitamos o seu modo de agir e de comprometer-se, sacrificando-nos pelos outros. Amar, cuidar do rebanho e dar a vida foi o caminho de Jesus. Amar Jesus, cuidar do seu rebanho e sacrificar-se pelos outros foi o caminho de Pedro. Há de ser o nosso caminho também.

Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo (Jo 21, 17)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Muita coisa em nós e ao nosso redor nos estimula a negar a nossa fé, a não te levar em conta nas escolhas que fazemos. Hoje, perguntas a cada de um de nós se te amamos. É o amor que supera nossas negações e o nosso pecado. Sim, Senhor, nós te amamos. Assim, ouvimos claramente a missão que nos confias: cuidar de tuas ovelhas. Ajuda-nos, Senhor, a vencer a grande tentação de nos centrarmos apenas em nós mesmos, abandonando o rebanho, permitindo que vença o individualismo e a desagregação em nossas famílias, em nossos grupos, em nossa sociedade. Acolhemos igualmente a tua indicação de realizamos a missão como tu a realizaste: sacrificando-nos pelos outros. Fácil, não é. Mas, entendemos, esse é o caminho da plenitude, o teu caminho, o caminho de Pedro, o nosso caminho. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Leia, hoje, em sua Bíblia o evangelho deste domingo (Jo 21, 1-19) e compartilhe esta Meditação com os seus contatos. Evangelize conosco.

Pe. João Carlos Ribeiro – 05.05.2019

2018/09/20

MOSTRE O SEU AMOR

Simão, tenho uma coisa para te falar (Lc 7, 40)
20 de setembro de 2018.
Jesus estava na casa de um fariseu. Tinha aceitado o convite para uma refeição na casa dele. O nome desse fariseu: Simão. Um gesto de muita consideração desse Simão, não acha?  Convidou Jesus, preparou uma refeição com muito gosto, chamou outras pessoas para estarem presentes. E Jesus, sempre admirável, aceitou o convite e está ali sentado à mesa do fariseu.
“Simão, tenho uma coisa para te falar”. “Fala, mestre”. Olha o tom cordial dessa conversa à mesa...  Aí Jesus contou um caso. Um credor tinha dois devedores. Um lhe devia um dinheirão e não tinha com que lhe pagar. O outro lhe devia uma quantia pequena e também não estava em condições de quitar sua dívida. Aí, o credor perdoou os dois. Que bom coração tinha esse credor! Caso contado, aí veio a pergunta: ‘Simão, qual dos dois vai amar mais o patrão?”. Entenda a pergunta: qual dos dois vai ter mais amor, mais gratidão ao credor: o que devia muito ou o que devia pouco?
Se você fosse Simão, o que você iria responder? Quem teve sua grande dívida perdoada iria mostrar mais amor, mais gratidão, não é verdade? Foi o que Simão respondeu. Jesus concordou com a resposta. E apontou para uma mulher que estava lavando os seus pés. É o caso dela. Simão ficou surpreso. É que ele estava com uma desconfiança desde que aquela mulher tinha entrado na sala. A mulher, todo mundo conhecia, era uma pecadora, uma pessoa de má fama, coitada. E ela estava banhando os pés de Jesus com perfume. E o fariseu, no seu coração, tinha feito o seguinte julgamento: “Se Jesus fosse um profeta, ele saberia que tipo de mulher estava tocando nele”.
Quem era o grande devedor que não tinha com que pagar? Aquela mulher de má vida. Quem era o devedor de uma dívida menor, que igualmente não tinha com que pagar? Responda você! Quem era o que tinha um débito menor? Simão, o fariseu, claro. Que débito é esse? Os pecados. No final da conversa, Jesus disse à mulher que os pecados dela estavam perdoados. Claro que isso foi motivo de novas murmurações dos convidados.
Note que a pergunta de Jesus tinha sido: “Qual dos dois vai amar mais o credor?”. Percebe? O amor é a resposta de quem foi perdoado dos seus pecados. Simão mostrou pouco amor. A mulher mostrou muito amor. E como a mulher demostrou o seu muito amor? O evangelista descreveu sete ações dela. Na narração, estão contidos símbolos bíblicos do amor: o perfume, o beijo, as lágrimas. Olha as sete ações da mulher, a indicar o seu grande amor pelo Mestre que a perdoou de sua grande dívida, dos seus grandes pecados (vá fazendo a conta): trouxe um frasco de alabastro com perfume, ficou por detrás de Jesus, chorou aos seus pés, banhou os seus pés com as lágrimas, enxugou-os com os cabelos, os cobriu de beijos e os ungiu com o perfume. Mostrou muito amor.
Guardando a mensagem
Pecadores, somos todos nós. Todos estamos em dívida com Deus. Como não temos como reparar nossos pecados, Jesus nos oferece o perdão de Deus, reparando ele mesmo nossos pecados com o sacrifício de sua vida. A resposta correta de nossa parte é ter um grande amor por Jesus e demonstrar-lhe esse nosso amor. Quem deve mais, certamente demonstrará mais sua gratidão, seu amor.
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
No Pai Nosso, na tradição de Mateus, ainda está aquela palavra que disseste: “perdoai-nos as nossas dívidas como nós perdoamos aos nossos devedores”. Nós te bendizemos, Senhor, porque és o nosso salvador e nos concedes o perdão dos nossos pecados. Nós grandes e pequenos devedores te damos graças por tua obra redentora. Essa palavra de hoje nos ensina a manifestar o nosso amor e nossa gratidão. Ajuda-nos a perdoar também a quem nos ofende, como somos perdoados por ti. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Quais são as suas manifestações de amor por Jesus? No seu caderno espiritual, faça uma lista de ações em que você tem demonstrado o seu amor pelo seu Senhor e Salvador.

Pe. João Carlos Ribeiro – 20.09.2018

2018/08/24

EVANGELIZANDO PARENTES E AMIGOS

Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei (Jo 1, 45)


24 de agosto de 2018.

Como hoje é dia do apóstolo São Bartolomeu, o evangelho de hoje nos traz uma cena em que ele está presente. Esse nome – Bartolomeu - se encontra na lista dos doze apóstolos, mas nesse início do evangelho de São João ele é chamado de Natanael.

Bem, Jesus tinha chamado Filipe para segui-lo, isto é para ser seu discípulo. Felipe aceitou o convite e começou a andar com Jesus. Este Felipe encontrou-se com Natanael e falou-lhe sobre Jesus. Felipe e Natanael eram da mesma aldeia, Betsaida. Felipe passou para o seu amigo Natanael a informação que tinha encontrado o Messias. Natanael, claro, ficou logo muito curioso. ‘Encontrou o Messias? Puxa’... E quem é ele? Filipe informou que era Jesus do povoado de Nazaré, o filho de José carpinteiro. Tinha certeza que ele era o Messias, aquele de quem Moisés e os Profetas tinham escrito. E levou Natanael para conhecer Jesus.

É importante eu lhe lembrar que Natanael fez certa dificuldade, diante da novidade do seu amigo. Saiu-se com uma expressão que poderia ter deixado Felipe desanimado. “Por acaso, pode sair alguma coisa boa de Nazaré?!”. Olha o preconceito desse moço! Mas, hoje é a festa dele, não é dia de chamar atenção sobre suas falhas. Deixemos assim. Importante é que Felipe não se deixou abater, nem desanimar… Olha qual foi a reação dele: “Vem ver!”. 

Veja que interessante. Felipe tinha tido um encontro com Jesus. Jesus o tinha convidado para o seu grupo de discípulos. E ele, muito feliz com essa novidade, passou a notícia para o seu amigo Natanael. Contou-lhe que tinha encontrado o Messias que Deus prometera a Israel. O mesmo já tinha acontecido com André. André era discípulo de João Batista. E passou a seguir Jesus. Foi André que evangelizou Pedro, num certo modo de dizer. Escute o que André disse a Pedro, que era seu irmão: “Encontramos o Messias”. Então, André falou-lhe do seu encontro com Jesus e o levou até ele.

Observe bem: antes de Felipe e André irem avisar alguém (a Natanael ou a Pedro), eles tiveram um encontro pessoal com o Senhor. Desse encontro com Jesus, é que nasce a necessidade quase natural de comunicar aos outros a boa notícia: “Encontrei Jesus, o Messias”. E comunicá-la aos parentes e amigos, ao seu círculo de amizade. A gente sempre quer partilhar com os outros as coisas boas que nos acontecem, as novidades que nós tomamos conhecimento. Com a fé, é assim também. Quem encontrou Jesus, parte para evangelizar os seus parentes e amigos, como fez Felipe.

Então, o missionário nasce no encontro com o Senhor. Assim, se você ainda não é um missionário, um cristão que testemunha a sua fé, que procura envolver outros nas coisas da Igreja, que leva outros a Cristo... talvez seja porque você ainda não encontrou seriamente o Senhor ou não deixou que ele o encontrasse.

Guardando a mensagem

Festejamos hoje o apóstolo São Bartolomeu. Ele foi, segundo a tradição, o grande evangelizador do povo da Índia e da Armênia. Com o evangelho de hoje, ficamos sabendo que foi o seu amigo Filipe que lhe falou de Jesus e o levou até ele. Foi assim também no caso de André que evangelizou seu irmão Pedro. A grande lição de hoje é que nós precisamos de verdade ter esse encontro com Jesus para nos tornarmos seus missionários. Sem encontro sério com Jesus, não parte um missionário, uma missionária.

Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei (Jo 1, 45)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Hoje, eu quero imitar teu discípulo Felipe. Depois de ter esse encontro contigo, quero anunciar-te aos meus parentes e amigos, como ele fez com seu amigo Natanael. Quero falar de ti, e trazê-los à tua presença. Com esse evangelho de hoje, aprendo também que preciso ser perseverante e não me deixar impressionar pela primeira cara feia. Apesar dos preconceitos de Natanael contra o povo de Nazaré, Felipe insistiu para que ele fosse com ele te conhecer. E Natanael ficou encantado com a tua acolhida. Dá-me um coração missionário, Senhor. Eu também quero trazer os meus amigos para te conhecer. Quero evangelizá-los. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Em sintonia com a festa do apóstolo Bartolomeu, hoje, convide um amigo ou parente para um encontro com Jesus. Se não tiver ideia melhor, compartilhe a meditação de hoje com ele ou com ela.

Pe. João Carlos Ribeiro – 24.08.2018