BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

Mostra-nos o Pai.


17 de maio de 2025

   Sábado da 4ª Semana da Páscoa.    


  Evangelho   


Jo 14,7-14

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 7“Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes”. 8Disse Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!”
9Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai”? 10Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras.
11Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. 12Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai, 13e o que pedirdes em meu nome, eu o realizarei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14Se pedirdes algo em meu nome, eu o realizarei.

  Meditação.  


Senhor, mostra-nos o Pai (Jo 14,8)

Foi o pedido do apóstolo Felipe. Jesus tinha avisado que estava indo para o Pai. Nós todos também queremos ir para o Pai: lá é o nosso endereço definitivo, o lugar da plenitude de nossa vida humana divinizada. E como chegar lá? Tomando o caminho certo. E que caminho é esse? É o próprio Jesus. Ele nos disse “eu sou o caminho, a verdade, a vida. Ninguém vai ao Pai, a não ser por mim”. Foi aí que Felipe fez esse pedido: “Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta”.

De fato, Jesus nos revela o Pai, nos diz quem é ele, como ele nos ama, nos espera, nos perdoa, como o Pai do filho pródigo. Conhecer o Pai é antever o nosso futuro nele, é reconhecer que na comunhão com ele se realizam todos os nossos sonhos de felicidade, de imortalidade, de amor e liberdade. Só em Deus, saciamos por inteiro nossa sede de felicidade e plenitude. Se o encontramos, encontramos a fonte da vida, dele nós viemos. Encontrando-o, caminhamos com mais firmeza ao seu encontro. E o encontro com ele já é aqui e o será pleno e total na eternidade.

Jesus revelou que o Deus da Aliança é Pai. Não é só o criador. Ele é eternamente Pai em relação a seu Filho único. E o Filho é eternamente filho em sua relação com o Pai. Jesus revelou o Pai. O Pai se revelou em Jesus. Na compaixão de Jesus pelos sofredores e pelos pecadores, vemos o amor do Pai pelos seus filhos. O Pai nos amou com o coração de Jesus.

Jesus, caminho, verdade e vida, revela o Pai. Jesus está unido a ele, fala com ele diante de nós como um filho carinhoso e amado, ele nos leva ao Pai. Na parábola do filho pródigo, Jesus nos mostrou um pai respeitoso da nossa liberdade, paciente à espera de nossa volta, cheio de compaixão e amor ao correr para nos encontrar e abraçar ainda no caminho, generoso no perdão, festejando nossa volta e tentando convencer o irmão mais santo a nos acolher, mesmo tendo-lhe dado as costas.

Na oração que Jesus ensinou aos discípulos está uma relação amorosa e filial com Deus. Ele é o nosso Pai, a quem amamos de todo o coração. Ele conhece todas as nossas necessidades, ainda assim nós as apresentamos com toda confiança, já em ação de graças por sua proteção e por sua providência.

Guardando a mensagem

O pedido do apóstolo Felipe foi verdadeiro. Conhecer a Deus é tudo o que queremos. Deus é amor. Fomos criados por amor. Salvos por amor. Somos conduzidos pelo amor. Essa experiência de Deus misericordioso, amoroso muda a nossa vida. Jesus esclareceu a Felipe e nos esclarece hoje. Em suas palavras, em suas ações, em sua compaixão pelos sofredores podemos experimentar o Pai que nos fala, que cuida de nós, que nos ama. “Quem me viu, viu o Pai”.

Senhor, mostra-nos o Pai (Jo 14,8)

Rezando a palavra

Rezemos com as palavras de Jesus:


Pai Nosso que estais nos Céus,
santificado seja o vosso Nome,
venha a nós o vosso Reino,
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje,
perdoai-nos as nossas ofensas
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido,
e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do Mal
.

Vivendo a palavra

Organizar o seu final de semana para dar prioridade à 
Santa Missa do domingo já é sinal de compromisso com a Palavra que meditamos hoje. 

Comunicando

Hoje é o 3º dia da Novena de Nossa Senhora Auxiliadora. O tema de hoje é Ser filhos - Obediência e dedicação. Hoje, vamos contar a história de Nossa Senhora de Guadalupe. Você já pode rezar a novena de hoje, acompanhando o vídeo que estou lhe enviando. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Jesus é o caminho.

 

16 de maio de 2025


   Sexta-feira na 4ª Semana da Páscoa   


   Evangelho.   


Jo 14,1-6

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1“Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. 2Na casa de meu Pai, há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós, 3e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós. 4E para onde eu vou, vós conheceis o caminho”.
5Tomé disse a Jesus: “Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” 6Jesus respondeu: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim”.

   Meditação.   


Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim (Jo 14, 6)

Hoje, nos sentamos com os discípulos, para ouvir Jesus falando sobre sua partida e sobre a sua intimidade com o Pai. Morte-ressurreição-ascensão é a sua partida para o Pai. Quatro palavrinhas merecem uma atenção especial de nossa parte, neste início do capítulo 14 de São João: Pai, eu vou, moradas e caminho.

Comecemos pela palavra “Pai”. Jesus revelou que o Deus da Aliança é Pai. Não é só o criador. Ele é eternamente Pai em relação a seu Filho único. E o Filho é eternamente filho em sua relação com o Pai. Jesus revelou o Pai. O Pai se revelou em Jesus. As primeiras comunidades ficaram pensando em tudo isso que Jesus falou e amadureceram uma compreensão que transmitiram às gerações seguintes. No ano 325, no Concílio Ecumênico de Nicéia, a Igreja afirmou com toda clareza: o Filho é consubstancial ao Pai, quer dizer é um só Deus com ele.

Vamos à segunda palavra: “Vou”, eu vou, para onde eu vou. Ele está tendo uma conversa de despedida, com os discípulos. Um pouco antes, tinha dito que para onde estava indo, eles não podiam ir. Quando entenderam que Jesus estava falando de sua morte, claro, ficou aquele clima de tristeza no ar. Então, Jesus insistiu para que não ficassem com o coração perturbado, não tivessem medo. Ele iria para o Pai. A morte é a sua partida para o Pai, a sua páscoa. Como os hebreus partiram do Egito para a liberdade da terra prometida, assim Jesus iria partir, passando pela morte e ressurreição. Está indo para o Pai.

A terceira palavra é “moradas”Na casa do meu Pai tem muitas moradas. “Casa do Pai” e “Moradas” falam da intimidade com Deus, da união com ele. Esta intimidade com Deus só poderia ser alcançada com a ida de Jesus, com a sua morte, ressurreição e retorno ao Pai. A sua morte nos reconciliou com o Pai. Podemos viver agora em comunhão com ele. Por isso, Jesus tem que ir na frente, para preparar um lugar. Sem ele passar pela morte, não temos comunhão com Deus. Depois, ele virá e nos levará consigo. As primeiras comunidades logo entenderam: um dia, muito em breve, ele vai voltar e, então, será definitiva nossa comunhão com Deus.

E a quarta palavra é “caminho”. Eu sou o caminho, a verdade, a vida. Você sabe que essa forma de falar “Eu sou” é uma fórmula de apresentação de sua condição divina, de sua união com Deus. Ele está se auto-revelando aos discípulos. Ele é o caminho que leva ao Pai. Para chegar à comunhão com Deus, para viver em comunhão com o Pai, é preciso segui-lo e viver os seus ensinamentos. Aliás, é mais do que isso: é imitá-lo. Ele não só nos ensina o caminho para chegar ao Pai, ele é o caminho; o único caminho.

Guardando a mensagem

Jesus é o caminho que nos leva ao Pai. A sua morte-ressurreição-ascensão é a sua partida para a Casa do Pai. Com essa partida (a gente poderia dizer “com essa páscoa”), Jesus abriu as portas da Casa do Pai. Todos os filhos pródigos agora podem voltar para casa e serem acolhidos pela misericórdia do Pai. O caminho pra chegar lá é um só: Jesus Cristo. É ele que precisamos acolher, amar e imitar. Ele é o caminho. A comunhão com Deus, que começou em nós pelo batismo, será plena quando também nós partirmos para estar ao lado dele, nas moradas do Pai. Ele revela o Pai em suas palavras e em suas obras. Fala o que Pai mandou dizer e em suas ações, é o Pai quem age. Ele é um com o Pai. É um Só Deus com ele.

Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim (Jo 14, 6)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tuas palavras dão sentido à nossa vida. Chamavam as primeiras comunidades de o povo do “caminho”. Tinham razão. Nós somos o povo do ‘caminho’, pois nossa vida ganha luz e sentido ao nos pormos em teu seguimento. Somos teus seguidores. Seguimos no teu caminho, acolhendo e vivendo tuas palavras, teus ensinamentos. Na verdade, fazemos um caminho de assimilação do teu modo de ser filho de Deus, de teus sentimentos de filho e irmão. Tu és o caminho, a verdade e a vida. Queremos chegar a dizer, um dia, como São Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Reserve, hoje, mais uns minutinhos para a oração pessoal. Fale com Jesus, com a intimidade de quem o tem como companheiro de caminhada. Aproveite para perguntar aonde vai dar o caminho que você está percorrendo com ele.

Comunicando

Hoje é o segundo dia da Novena de N. Sra. Auxiliadora. O tema de hoje é Ser filhos - Simplicidade e Esperança. Hoje, vamos contar a história de Nossa Senhora de Fátima. Você está precisando de uma graça especial? Então, não deixe de fazer a novena de nossa mãe Auxiliadora. E eu já estou enviando o vídeo da novena pra você, no seu zap. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Somos discípulos e missionários.



15 de maio de 2025


  Quinta-feira da 4º Semana da Páscoa. 


   Evangelho   


Jo 13,16-20. 

Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus lhes disse: 16“Em verdade, em verdade vos digo: o servo não está acima do seu senhor e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou. 17Se sabeis isto, e o puserdes em prática, sereis felizes.
18Eu não falo de vós todos. Eu conheço aqueles que escolhi, mas é preciso que se realize o que está na Escritura: ‘Aquele que come o meu pão levantou contra mim o calcanhar’. 19Desde agora vos digo isto, antes de acontecer, a fim de que, quando acontecer, creiais que eu sou.
20Em verdade, em verdade vos digo, quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”.

   Meditação.  


Quem recebe aquele que eu enviar recebe a mim (Jo 13, 20)

Todos nós somos responsáveis pela evangelização. A evangelização é a missão da Igreja. Somos todos missionários, responsáveis pela missão. Mas, antes de estarmos na condição de missionários, nós somos discípulos e discípulas de Cristo; recebemos a pregação do evangelho, acolhemos a evangelização. Afinal, somos discípulos e missionários. O evangelho de hoje tem três recados importantes para nós, agentes e destinatários da evangelização.

A primeira palavra é esta: “Quem recebe aquele que eu enviar recebe a mim. E quem me recebe, recebe aquele que me enviou”. E isto não vale só para aqueles a quem queremos levar o evangelho. Vale especialmente para nós, que permanentemente estamos sendo evangelizados. Queremos reconhecer, naqueles que vêm a nós em nome do Senhor, o próprio Senhor que os envia. E entendemos que estamos acolhendo o próprio Jesus ao acolher a sua palavra e o seu ministério. E acolhendo-o, nos damos conta, estamos acolhendo o Pai que o enviou. A missão foi entregue ao Filho pelo Pai.

Como discípulos do Senhor, reconheçamos logo quem é que nos traz o evangelho. Em primeiro lugar, os nossos pais. Eles são os primeiros a nos falar de Deus e nos iniciar na fé da Igreja. Os pais são ministros da Igreja, levam seus filhos a conhecer e amar Jesus Cristo. Quando os pais falham nessa sagrada tarefa, a vida de fé dos filhos fica comprometida. Depois dos pais, a Igreja conta com outros agentes evangelizadores: catequistas, lideranças, animadores, consagrados e religiosos, diáconos, os padres, o bispo. Recebê-los, acolhê-los, dar-lhes ouvidos é acolher e receber o próprio Senhor ressuscitado.

A segunda palavra é esta: “O servo não está acima do seu Senhor, o mensageiro não é maior do que aquele que o enviou”. Na qualidade de anunciadores do evangelho, somos servos e mensageiros. Só realizamos bem nossa tarefa na medida em que estamos unidos ao Senhor que representamos e que nos enviou. Somos servidores de Cristo e dos irmãos. Apresentamos a sua mensagem, não a nossa. Anunciamos que só nele se encontra a salvação. Queremos levar as pessoas a ele, não podemos permitir que elas parem em nós. Somos servos e mensageiros dele.

Como missionários do Senhor, precisamos atuar conjuntamente. Não se trata de uma ação isolada, individualista ou à margem da comunidade. Nossa atuação missionária deve se inscrever no conjunto da pastoral e na pastoral de conjunto, no grande esforço evangelizador da Igreja. É assim que precisamos estar atentos aos documentos da Igreja, às suas orientações; aos planos pastorais das paróquias e dioceses. Leigos e leigas agem como missionários, em primeiro lugar, nos seus compromissos com a família, no seu ambiente de trabalho, no exercício de sua cidadania. Na medida em que você está unido à sua comunidade, alimentando-se da Palavra e da Eucaristia, sua ação está inserida no grande esforço missionário da Igreja.

A terceira palavra é esta: “Aquele que come o meu pão levantou contra mim o calcanhar”. Claro, Jesus falou isso, ali na mesa, referindo-se a Judas. Em Judas, contemplamos a traição extrema. Mas, quem come o pão na mesa do Senhor e levanta contra ele o calcanhar (isto é, lhe dá as costas) não é só Judas. Em nossas pequenas e grandes infidelidades, afastamo-nos do Senhor e de sua comunidade. Assim, essa palavra serve como um alerta. Por um lado, não imitarmos Judas, que também era um missionário do Senhor e o traiu. E nem nos escandalizarmos com os que continuam agindo assim, decepcionando e traindo o evangelho. Coloquemos tudo na conta da fraqueza humana e, sem julgamentos, prossigamos confiados na fidelidade do Senhor.

   



Guardando a mensagem

Somos discípulos e missionários. Como discípulos, reconheçamos quem nos evangeliza e acolhamos seu ministério, certos que neles estamos acolhendo o Senhor. Como missionários, recordemo-nos que somos servos e mensageiros. Anunciamos Jesus, não a nós mesmos ou as nossas tradições. Contemos, sempre, com a fraqueza humana em nosso meio, nos discípulos e nos missionários. Mas, confiemos firmemente na fidelidade do Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Quem recebe aquele que eu enviar recebe a mim (Jo 13, 20)

Rezando a Palavra

Senhor Jesus,
estamos cercados da fraqueza humana, continuamos fracos e pecadores. É como disse o apóstolo: “transportamos a graça em vasos de barro”. Dá-nos, Senhor, que não percamos a fé, nem esmoreçamos em nossos compromissos ao nos depararmos com as falhas e as faltas de quem nos evangeliza. Dá-nos sentimentos de arrependimento, quando igualmente falharmos e nos afastarmos de nossa missão de testemunhas e anunciadores do teu evangelho. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a Palavra

Identifique, mentalmente, as pessoas que dependem do seu testemunho e de sua palavra para se aproximarem de Cristo e de sua Igreja. E reze por eles.

Comunicando

A quinta-feira nos lembra sempre a Ceia do Senhor. Assim, às quintas, celebramos a Santa Missa na intenção dos associados e ouvintes. Você pode rezar conosco presencialmente ou através do rádio e do YouTube. A Santa Missa começa às 11 horas, na Basílica do Sagrado Coração de Jesus dos salesianos, no Recife. Segue o link.

Começa hoje a Novena de Nossa Senhora Auxiliadora. O tema deste primeiro dia é Ser filhos - Humildade e Fé. E estamos contando a história de Nossa Senhora de Lourdes. A novena de hoje já está no seu whatsapp.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

Permaneça em Jesus.



14 de maio de 2024

   Dia de São Matias, Apóstolo.  

Quarta-feira da 4ª Semana da Páscoa


   Evangelho.   


Jo 15,9-17


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
9Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. 10Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor.
11E eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena. 12Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. 13Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. 15Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai.
16Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que então pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. 17Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros.



  Meditação.    


Se vocês guardarem os meus mandamentos, permanecerão no meu amor (Jo 15, 10)

Jesus está à mesa com os discípulos. No clima de intimidade da ceia, ele descreve a comunhão existente entre ele e os discípulos como a relação entre a videira e os ramos. A videira era já uma representação do povo de Deus, no Antigo Testamento. Ele lhes diz: “Eu sou a videira verdadeira, vocês são os ramos. Meu Pai é o agricultor”.

Jesus está unido ao Pai, permanece no Pai. E o Pai nele. Assim, os discípulos: permaneçam em Jesus, pois Jesus permanece neles. Como ramos, estejam inseridos na videira, profundamente, para dar frutos. O Pai poda os ramos para que deem mais frutos e corta os que não dão fruto. Como bom agricultor, o Pai cuida da videira e é glorificado pelos frutos que colhe. Daí a recomendação: "permaneçam no meu amor".

Mas, o que é ‘permanecer’? A imagem da videira nos ajuda a entender bem o que seja ‘permanecer’. Permanecer é estarmos inseridos em Cristo, em comunhão com ele, alimentando-nos dele e produzindo frutos. Vamos nos explicar melhor.

Permanecer em Cristo é, antes de tudo, estar em comunhão com ele, reconciliados e perseverantes na oração e na prática de sua palavra. “Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto”. Estamos unidos a Cristo pela fé e pelo batismo. No batismo, fomos inseridos nele, enxertados como ramos na videira. O batismo foi o banho purificador, que nos lavou do pecado, inserindo-nos no mistério de sua morte e ressurreição. Jesus falou que o Pai limpa o ramo e que nós já estávamos limpos pela palavra que recebemos. É bom lembrar que eles estavam ali na ceia, e que a ceia começou com o lava-pés. Por sua morte e ressurreição, Jesus nos limpa, nos purifica, nos reconcilia. Permanecendo em Cristo, o que pedimos ao Pai, ele nos concede. Permanecendo nele, suas palavras permanecem em nós.

Permanecer em Cristo é também estar em comunhão com a sua Igreja, com a comunidade dos discípulos. Quem está unido a Cristo precisa viver unido à comunidade dos discípulos, à Igreja, ser conhecido, participar, contribuir com a missão.

Permanecer em Cristo é ainda guardar os seus mandamentos. “Se guardarem os meus mandamentos, permanecerão no meu amor”, disse ele. E apresentou o seu próprio exemplo: ele guardou os mandamentos do seu Pai e, assim, permanece no seu amor. O discípulo de verdade é o que faz a vontade de Deus, como ele. E ali na ceia, ele nos deu o mandamento do amor fraterno: “amem-se uns aos outros, como eu amei vocês”.




Guardando a mensagem

Como os ramos estão unidos à videira, assim nós estamos unidos a Cristo. Para dar frutos, isto é, para realizarmos nossa vocação de ramos precisamos permanecer nele. Permanecer é estar em comunhão com ele, participando de sua Igreja e praticando os seus mandamentos. Só assim podemos dar frutos. O grande fruto é nos tornarmos seus discípulos: andar nos seus caminhos, ter os seus mesmos sonhos, amar com o seu coração compassivo, servir aos sofredores como ele o fez, ter o seu mesmo compromisso com o Reino.

Se vocês guardarem os meus mandamentos, permanecerão no meu amor (Jo 15, 10)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
pela fé e pelo batismo, estamos unidos a ti. Como ramos, fomos enxertados na videira verdadeira, que és tu. Não é fácil, Senhor, manter essa comunhão contigo, permanecer na graça. São tantas as provações, as tentações que teimam em nos afastar de ti e da comunhão com a tua Igreja, o teu corpo místico. Ajuda-nos, Senhor, com a força do teu Espírito, a nos manter perseverantes e fiéis, alimentados pelo pão da Palavra e da Eucaristia, produzindo muitos frutos para a glória do Pai. Sendo hoje o dia do teu apóstolo Matias, que foi escolhido para ficar no lugar de Judas Iscariotes, queremos, por sua intercessão, renovar nossa comunhão contigo e com a tua Igreja, nesse momento difícil que estamos atravessando como humanidade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a Palavra

Que tal você compartilhar essa mensagem com mais gente do que você habitualmente já faz? Vamos espalhar o bem, sobretudo se o bem é a Palavra de Deus.

Comunicando

Nesta quarta-feira, a AMA celebra um dia missionário, uma força-tarefa em favor da evangelização. A AMA é a Associação Missionária Amanhecer, uma obra de evangelização levando a Palavra através da comunicação social. Aproveito para lhe perguntar: Que tal você também fazer parte da AMA? Obtenha mais informações no site www.amanhecer.org.br ou entrando em contato conosco pelo WhatsApp 81 3224-9284.


Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Somos as ovelhas do seu rebanho.



13 de maio de 2025

  Terça-feira da 4ª Semana da Páscoa. 

  Dia de Nossa Senhora de Fátima. 

  Evangelho.  


Jo 10,22-30

22Celebrava-se, em Jerusalém, a festa da Dedicação do Templo. Era inverno. 23Jesus passeava pelo Templo, no pórtico de Salomão. 24Os judeus rodeavam-no e disseram: “Até quando nos deixarás em dúvida? Se tu és o Messias, dize-nos abertamente”.
25Jesus respondeu: “Já vo-lo disse, mas vós não acreditais. As obras que eu faço em nome do meu Pai dão testemunho de mim; 26vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. 27As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão.
29Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. 30Eu e o Pai somos um”.

  Meditação. 


Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai (Jo 10, 29).

O evangelho de hoje começa informando que, em Jerusalém, onde Jesus se encontrava, celebrava-se a festa da Dedicação do Templo. Certamente, essa informação pode nos ajudar a compreender o contexto das palavras de Jesus nessa ocasião. Que festa será essa da “Dedicação do Templo”?

Primeiro, vou lhe dizer que Templo era esse. O de Jerusalém, claro. Mas, não era o Templo de Salomão. O Templo de Salomão tinha sido destruído pelos babilônios, seis séculos antes (ano 587 a.C). O Templo que Jesus frequentou nas grandes peregrinações foi o Templo reconstruído no retorno dos exilados (ano 521 a.C) e restaurado por Herodes Magno, mais ou menos no tempo em que Jesus nasceu. Assim, o Templo que aparece no Novo Testamento é o Templo de Herodes. 

E a festa da Dedicação do Templo? Bom, essa é uma linda história que está contada nos dois Livros dos Macabeus, no Antigo Testamento. Por um tempo, os pagãos da Síria dominaram o povo de Deus e pintaram e bordaram no Templo de Jerusalém. Foi um tempo de muito sofrimento e humilhação, mas afinal, sob a liderança de Judas Macabeu, o povo conseguiu expulsar os dominadores de suas terras. Depois que limparam e consertaram o que podiam do Templo, fizeram uma linda festa para purificá-lo e dedicá-lo de novo ao culto a Deus. Cada ano, com essa festa, recordavam essa Dedicação do Templo.

O Templo de Jerusalém era um centro de unidade para o povo de Deus. Para eles, era um sinal visível da presença de Deus que os guardava e protegia. Nele, os pecadores se reconciliavam com Deus, oferecendo sacrifícios de animais pelos seus pecados. Ali, ouviam as explicações da Lei e rendiam graças por todos os favores que recebiam do Altíssimo.

Pois Jesus está no Templo, na festa de sua Dedicação. Se aquele povo tivesse acolhido a pregação de Jesus, entenderia que mais do que aquele Templo, o sinal visível da presença de Deus no meio do seu povo era o próprio Jesus; que em Jesus, Deus estava reunindo as ovelhas dispersas e amparando os mais sofridos; e que, mais do que os sacrifícios de touros e carneiros que eles ofereciam ali, seria o sacrifício de Jesus, o verdadeiro cordeiro de Deus, a redimir o seu povo dos seus pecados. O próprio Templo, em si mesmo, já era um testemunho sobre Jesus.

Mas, eles estavam de coração fechado para Deus e para a boa notícia do Reino que Jesus estava anunciando. Consideraram que Jesus estava ofendendo a Deus com suas palavras e suas pretensões, chamaram-no de blasfemo e quiseram até apedrejá-lo. Não eram de suas ovelhas. As suas ovelhas ouvem a sua voz.

Nós somos as ovelhas que o Pai encarregou Jesus de cuidar e salvar. Ele nos conhece e nos dá a vida eterna. Nós, suas ovelhas, escutamos sua voz e o seguimos. Ele nos tranquiliza: não nos perderemos e não seremos arrancados de sua mão. E nos diz o porquê: Ele e o Pai são um. Ele manifesta o Pai e o Pai, como ele disse, é maior que todos. 

Guardando a mensagem

Na festa da Dedicação do Templo, ficou claro: mais do que o Templo, Jesus é a presença salvadora de Deus no meio do seu povo. Ele é o bom pastor que dá a vida por nós, suas ovelhas. Ninguém vai nos dispersar, nem nos arrancar de suas mãos. Ele nos revela que o Pai que cuida de nós, nos defende, nos salva, nos constitui seu rebanho. Por nossa causa, ele foi oferecido como se fora um cordeiro imolado no Templo. Por sua ressurreição, o cordeiro tornou-se pastor. Ele é o bom pastor que marcha à nossa frente. Reconheçamos a sua voz. Sejamos seus seguidores.

Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai (Jo 10, 29).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
bom pastor de nossas vidas, nós te bendizemos pelo amor fiel que te levou ao sacrifício da cruz. Nós te louvamos por seres o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. E nós queremos ser fieis a ti em nosso seguimento, acolhendo tuas palavras, unindo-nos como tua Igreja que somos e protegendo e cuidando dos mais frágeis e sofredores. Ajuda-nos, Senhor, pela ação do teu Santo Espírito, a reconhecer tua presença em nossa vida e a viver a vida nova que nos foi comunicada no santo batismo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

A imagem do Bom Pastor nos fala de Jesus que convive com suas ovelhas, ama-as, conhece-as pelo nome e as defende com a sua vida. Essa imagem nos faz também pensar em nossa condição de ovelhas do seu rebanho que conhecem sua voz e o seguem. Um convite, então, pra você renovar sua adesão a Cristo e progredir com fidelidade no seu seguimento e no seu evangelho.

Comunicando

Parece que você não teve tempo de acompanhar a Segunda Bíblica de ontem, no Youtube. Mas, tudo bem, como o encontro fica gravado, é só você reservar um tempinho nesta semana para fazer o estudo deste 9º encontro sobre o Livro dos Atos dos Apóstolos. É só procurar o Canal Padre João Carlos no Youtube. Hoje, os grupos de estudo no WhatsApp estarão abertos para receberam a resposta da tarefa da semana.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Jesus, a porta santa.


12 de maio de 2025

  Segunda-feira da 4ª Semana da Páscoa.  



  Evangelho. 


Jo 10,1-10

Naquele tempo, disse Jesus: 1“Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. 2Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3A esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4E, depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. 5Mas não seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”.
6Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer. 7Então Jesus continuou: “Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. 8Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. 9Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. 10 O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.

  Meditação.  


Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem (Jo 10, 9)

Ontem, celebramos o Domingo do Bom Pastor. O evangelho de hoje continua nos apresentando Jesus, o bom pastor. Hoje ele nos diz: “Eu sou a porta das ovelhas”. Como podemos entender essa palavra?

Jesus entra pela porta. Consideremos, em primeiro lugar, que Jesus, como bom pastor, entra pela porta das ovelhas. A porta do redil é o portão do cercado onde estão as ovelhas reunidas, durante a noite. O bom pastor entra pela porta, não pula o muro. Quem pula o muro é o assaltante. Jesus entrou em nossa história pela porta. Não caiu de paraquedas. Ele, sendo Deus, abaixou-se e fez-se um de nós, convivendo conosco, andando pelos nossos caminhos. É o que nós chamamos de encarnação. “O Verbo se fez carne e habitou entre nós”. Pastor pra valer tem que ser como Jesus, entra pela porta: a porta do coração, a porta da convivência, a porta da inculturação.

A porta é de entrada. Consideremos, em segundo lugar, que nós, como ovelhas do rebanho de Deus, entramos na comunhão com Deus e com os irmãos, através da porta que é Cristo. O bom pastor comunica a vida às suas ovelhas, não é como o ladrão que se aproveita delas. O bom pastor, renunciando aos seus interesses pessoais, sacrifica-se pelo rebanho. E como é que o pastor Jesus comunica a vida? Por sua presença, por sua pregação, e, sobretudo, por sua vida entregue na cruz. É por ele que vamos ao Pai. É pela fé nele e pelo batismo em sua morte e ressureição que encontramos a salvação e nos tornamos filhos de Deus.

A porta é de saída. Consideremos, em terceiro lugar, que nós, como ovelhas do rebanho de Deus, estamos em êxodo para a vida plena, pela porta que é Cristo. A porta também dá acesso à saída das ovelhas para suas andanças para pastos e locais com água de beber. Ele disse: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância”. Com ele, que vai à nossa frente, estamos a caminho da terra prometida, como no antigo êxodo. A vida plena que ele nos dá é a plena realização de nossa existência humana e de nossa condição de filhos de Deus. Ele nos dá a sua própria vida, no sentido que se oferece por nós e no sentido que nos comunica a sua vida de ressuscitado. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas.

Também nós somos pastores. Consideremos, em quarto lugar, que somos chamados a participar do pastoreio de Cristo, como ovelhas, mas também como pastores. 

A Porta Santa é um dos símbolos centrais do Jubileu. A porta é Jesus, como ele está nos dizendo no evangelho de hoje. Atravessar a Porta Santa é um rito que evoca a entrada no mistério de Cristo vivo na sua Igreja, a passagem que precisamos fazer do pecado para a graça.



Guardando a mensagem

Jesus, o bom pastor, entrou em nossa história pela porta. Sendo Deus, abaixou-se à nossa condição humana para nos encontrar, para nos falar, para nos conduzir. Ele é também a porta, por onde entramos em comunhão com Deus: porta de entrada, pois por ele temos acesso à vida eterna; porta de saída, pois por ele, enche-se de significado a nossa existência humana, a nossa peregrinação em busca das eternas pastagens. Não há outra via, outro caminho de acesso ao Pai, senão Jesus Cristo. Pais e mães de família, animadores, profissionais, líderes em nossos ambientes… somos todos pastores. Em nosso serviço de liderança, precisamos imitá-lo, ser bons pastores. Esforcemo-nos para levar o rebanho para boas pastagens, para a vida em abundância. Isso exige sacrifício de nossa parte, renúncia, fidelidade. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas.  

Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem (Jo 10, 9)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
ninguém vai ao Pai senão por ti. Tu és a porta pela qual ingressamos na casa do Pai, como filhos pródigos que somos. Fomos reconciliados por tua morte redentora. Por ti, chegamos ao Pai. Pela porta, também saímos para trabalhar na vinha do nosso Deus. Como tu, e contigo, vamos em missão, no compromisso de que todos tenham vida e vida em abundância. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a Palavra

Nesta segunda-feira, continuemos no clima do Domingo do Bom Pastor, rezando para que o Senhor dê à sua Igreja numerosos e santos padres e diáconos, religiosos e religiosas, leigos e leigas e comprometidos com o Reino. 

Comunicando

Temos Encontro dos Ouvintes, hoje, no Recife, na Paróquia de Boa Viagem (Igreja da Pracinha). Vamos começar às 18 horas, com o terço mariano transmitido em rede de rádios, seguido da Santa Missa, com transmissão também pelo Youtube.

Hoje é dia de Segunda Bíblica, o nosso estudo bíblico semanal. Nosso encontro começa às oito e meia da noite. Não podendo nos acompanhar nesse horário, sem problemas. Encontre outro momento na semana para estudar conosco o Livro dos Atos dos Apóstolos. O encontro vai ficar gravado no YouTube. Aproveite para inscrever-se na Segunda Bíblica, para ter acesso ao material de cada encontro e outras vantagens. A vantagem maior, claro, é o seu crescimento no conhecimento da Palavra de Deus. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

Sou o bom pastor.



11 de maio de 2025

  4° Domingo da Páscoa - Domingo do Bom Pastor.  

Domingo do Bom Pastor

Jornada Mundial de Oração pelas Vocações



  Evangelho. 


Jo 10,27-30

Naquele tempo, disse Jesus: 27“As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão.
29Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. 30Eu e o Pai somos um”.




  Meditação. 


As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem (Jo 10, 27)

E chegamos ao 4º Domingo da Páscoa, o Domingo do Bom Pastor. Duas motivações enchem nossos corações de muita alegria neste domingo: o Dia das Mães a o Dia Mundial de Oração pelas Vocações.

O evangelho de hoje é bem curtinho. Jesus nos diz que ele é o nosso pastor. Nós somos as ovelhas que o Pai lhe encarregou de cuidar e salvar. Ele nos conhece e nos dá a vida eterna. Nós, suas ovelhas, escutamos sua voz e o seguimos. E nos tranquiliza: não nos perderemos e não seremos arrancados de sua mão. E nos diz o porquê: Ele e o Pai são um. Ele manifesta o Pai e com o Pai ninguém pode.

O contexto dessas palavras de Jesus – João 10 – é a festa da Dedicação do Templo, o aniversário anual da restauração do Templo de Jerusalém. Nela, o povo da aliança celebrava a sua pertença a Deus e a presença de Deus no seu meio. Nas palavras do Mestre, podemos entender que quem, de verdade, manIfesta Deus não é mais Templo, mas ele próprio. Jesus é o novo Templo, o novo santuário. É nele que somos povo de Deus, rebanho do Senhor. Sim, de verdade, ele está conosco, ele nos conduz. Como ovelhas do seu rebanho, ouvimos sua palavra e o seguimos. E Deus nos garante: a perseguição não nos vence.

O tema da perseguição continua atual. Ainda nesta semana, os bispos da Argentina mandaram uma carta ao Papa, com data de 05 de maio. Na carta, os prelados manifestam proximidade, afeto e adesão ao Papa Francisco, como resposta aos ataques e críticas que ele vem recebendo por sua posição em favor das vítimas da guerra, em defesa da casa comum, das vítimas de abusos, dos migrantes, dos pobres.

Nas histórias dos primeiros missionários, a perseguição também esteve presente, como esteve na vida de Jesus. O livro dos Atos dos Apóstolos, conta, por exemplo, como Paulo e Barnabé foram expulsos de Antioquia da Pisídia pelas mulheres ricas e piedosas e homens influentes daquele lugar. Mesmo assim, os discípulos continuaram crescendo, cheios de alegria e do Espírito Santo. 

No Apocalipse, fala-se de uma multidão de vestes brancas e palmas na mão, sinal de vitória: gente que passou por uma grande tribulação e alvejou suas roupas no sangue do cordeiro. Aliás, aí se diz que o cordeiro agora é o pastor que os conduz para as fontes das águas da vida. Histórias de vitórias e vencedores: a de Cristo pastor que dá a vida na defesa de suas ovelhas, de Paulo e Barnabé que são expulsos da comunidade que eles edificaram, da multidão jubilosa que venceu a grande tribulação.

Bom, ninguém vai se assustar. Estamos celebrando a páscoa, a passagem vitoriosa de Jesus pela morte. A própria Eucaristia é memorial de sua morte e de sua ressurreição. E de nossa comunhão com este seu sacrifício redentor. No meio de nossas lutas, estamos vitoriosos, com Jesus.


  

Guardando a mensagem

Neste quarto domingo, Domingo do Bom Pastor, continuamos a celebrar a páscoa. Jesus é o bom pastor que dá a vida por nós, suas ovelhas. Ninguém vai nos dispersar, nem nos arrancar de suas mãos. Jesus manifesta o Pai que cuida de nós, nos defende, nos salva, nos constitui seu rebanho. Por nossa causa, ele foi oferecido como se fora um cordeiro imolado no Templo. Por sua ressurreição, o cordeiro tornou-se pastor. Ele é o bom pastor que marcha à nossa frente. Reconheçamos a sua voz. Sejamos seus seguidores.

As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem (Jo 10, 27)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
bom pastor de nossas vidas, nós te bendizemos pelo amor fiel que te levou ao sacrifício da cruz. Nós te louvamos por seres o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. E nós queremos ser fieis a ti em nosso seguimento, particularmente protegendo e cuidando dos mais frágeis e sofredores. Nós te recomendamos, hoje, especialmente, nossas mães que, à tua imagem, são pastoras dedicadas e sacrificadas pelo bem dos seus filhos e netos. Às mamães falecidas, dá, Senhor, o descanso eterno. Às mamães que caminham conosco, consola-as em suas aflições, fortalecendo a sua fé e a sua esperança. Nós também te recomendamos, hoje, os jovens – eles e elas - que tens chamado para o teu seguimento como missionários, consagrados, religiosos, leigos ou sacerdotes. Que eles imitem a tua entrega e o teu amor de bom pastor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Hoje, com o Domingo do Bom Pastor, temos o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. A mensagem para esta data já tinha sido preparada e publicada pelo Papa Francisco. Nela, ele escreveu:
"Queridos jovens, a esperança em Deus não engana, porque Ele guia os passos de quem a Ele se entrega. O mundo precisa de jovens peregrinos de esperança, corajosos em dedicar a sua vida a Cristo, cheios de alegria por serem seus discípulos-missionários."
No final do texto da meditação, deixeia a Mensagem do Papa para este Dia Mundial de Oração pelas Vocações. 

Comunicando

Amanhã (segunda-feira), vamos realizar o Encontro dos Ouvintes na Paróquia de Boa Viagem, no Recife. Às 18 horas começaremos o terço mariano transmitido por uma rede de rádios e, em seguida, a Santa Missa com transmissão pelo Youtube. Então, sinta-se convidado para estar conosco presencialmente ou remotamente no Encontro dos Ouvintes de amanhã, na Matriz de N. Senhora da Boa Viagem (a Igreja da Pracinha), no Recife, a partir das 18 horas. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb






MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO

PARA O LXII DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

(11 de maio de 2025 – IV Domingo da Páscoa)

Peregrinos de esperança: o dom da vida

Queridos irmãos e irmãs!

Neste LXII Dia Mundial de Oração pelas Vocações, desejo dirigir-vos um alegre e encorajador convite a serdes peregrinos de esperança, doando generosamente a vida.

A vocação é um dom precioso que Deus semeia nos corações, uma chamada a sair de si mesmo para trilhar um caminho de amor e serviço. E cada vocação na Igreja – seja laical, seja ao ministério ordenado, seja à vida consagrada – é sinal da esperança que Deus nutre pelo mundo e por cada um dos seus filhos.

Neste nosso tempo, muitos jovens sentem-se perdidos face ao futuro. Frequentemente vivem na incerteza quanto às perspectivas de emprego e, lá no fundo, experimentam uma crise de identidade que é uma crise de sentido e de valores, que a confusão digital torna ainda mais difícil de atravessar. A injustiça para com os fracos e os pobres, a indiferença do bem-estar egoísta e a violência da guerra ameaçam os projetos de vida boa que cultivam no seu íntimo. Contudo, o Senhor, que conhece o coração do homem, não nos abandona na insegurança; pelo contrário, quer suscitar em cada um a consciência de ser amado, chamado e enviado como peregrino de esperança.

Por isso, nós, membros adultos da Igreja, especialmente os pastores, somos convidados a acolher, discernir e acompanhar o caminho vocacional das novas gerações. E vós, jovens, sois chamados a ser nele protagonistas, ou melhor, coprotagonistas com o Espírito Santo, que suscita em vós o desejo de fazer da vida um dom de amor.

Acolher o próprio caminho vocacional

Queridos jovens, «a vossa vida não é “entretanto”; vós sois o agora de Deus» (Exort. ap. pós-sinodal Christus vivit, 178). É necessário tomar consciência de que o dom da vida exige uma resposta generosa e fiel. Olhai para os jovens santos e beatos que responderam com alegria à chamada do Senhor: Santa Rosa de Lima, São Domingos Sávio, Santa Teresa do Menino Jesus, São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, os Beatos – que em breve serão Santos – Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati, e muitos outros. Cada um deles viveu a vocação como um caminho para a felicidade plena, na relação com Jesus vivo. Quando escutamos a sua palavra, o nosso coração arde (cf. Lc 24, 32) e sentimos o desejo de consagrar a vida a Deus! Desejamos, por isso, descobrir de que modo, em que forma de vida é possível retribuir o amor que Ele primeiro nos dá.

Toda a vocação, sentida na profundidade do coração, faz germinar uma resposta como impulso interior ao amor e ao serviço, como fonte de esperança e caridade e não como busca de autoafirmação. Vocação e esperança entrelaçam-se, portanto, no projeto divino pela alegria de cada homem e mulher, todos eles chamados em primeira pessoa a oferecer a sua vida pelos outros (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 268). São muitos os jovens que procuram conhecer o caminho que Deus os chama a percorrer: alguns constatam – muitas vezes com surpresa – a vocação ao sacerdócio ou à vida consagrada; outros descobrem a beleza da chamada ao matrimónio e à vida familiar, bem como ao empenho pelo bem comum e ao testemunho da fé entre colegas e amigos.

Toda a vocação é animada pela esperança, que se traduz em confiança na Providência. Com efeito, para o cristão, ter esperança é mais do que um simples otimismo humano: é antes uma certeza enraizada na fé em Deus, que age na história de cada pessoa. E, deste modo, a vocação amadurece através do compromisso quotidiano de fidelidade ao Evangelho, na oração, no discernimento e no serviço.

Queridos jovens, a esperança em Deus não engana, porque Ele guia os passos de quem a Ele se entrega. O mundo precisa de jovens peregrinos de esperança, corajosos em dedicar a sua vida a Cristo, cheios de alegria por serem seus discípulos-missionários.

Discernir o próprio caminho vocacional

A descoberta da própria vocação passa por um caminho de discernimento. Este percurso nunca é solitário, mas desenvolve-se no seio da comunidade cristã e com ela.

O mundo, queridos jovens, induz-vos a fazer escolhas precipitadas e a encher os dias de barulho, impedindo a experiência de um silêncio aberto a Deus, que fala ao coração. Tende a coragem de parar, de escutar dentro de vós e de perguntar a Deus o que Ele sonha para vós. O silêncio da oração é indispensável para “interpretar” a chamada de Deus na própria história e para dar uma resposta livre e consciente.

O recolhimento permite compreender que todos podemos ser peregrinos de esperança se fizermos da nossa vida um dom, especialmente ao serviço daqueles que habitam as periferias materiais e existenciais do mundo. Quem se põe a escutar Deus que chama não pode ignorar o grito de tantos irmãos e irmãs que se sentem excluídos, feridos e abandonados. Cada vocação abre para a missão de ser presença de Cristo onde mais se sente necessidade de luz e consolação. Em particular, os fiéis leigos são chamados a ser “sal, luz e fermento” do Reino de Deus, através do empenho social e profissional.

Acompanhar o caminho vocacional

Nesse horizonte, os agentes pastorais e vocacionais, especialmente os conselheiros espirituais, não tenham medo de acompanhar os jovens com a esperançosa e paciente confiança da pedagogia divina. Trata-se de ser para eles pessoas capazes de escuta e respeitoso acolhimento; pessoas em quem podem confiar, guias sábios, disponíveis para os ajudar e atentos a reconhecer os sinais de Deus no seu caminho.

Exorto, portanto, a que se promova o cuidado da vocação cristã nos vários campos da vida e da atividade humana, favorecendo a abertura espiritual de cada pessoa à voz de Deus. Para este fim, é importante que os itinerários educativos e pastorais contemplem espaços adequados para o acompanhamento das vocações.

A Igreja precisa de pastores, religiosos, missionários e esposos que, com confiança e esperança, saibam dizer “sim” ao Senhor. A vocação nunca é um tesouro que fica fechado no coração, mas cresce e fortalece-se na comunidade que crê, ama e espera. E como ninguém pode responder sozinho à chamada de Deus, todos temos necessidade da oração e do apoio dos nossos irmãos e irmãs.

Caríssimos, a Igreja é viva e fecunda quando gera novas vocações. E o mundo, muitas vezes inconscientemente, procura testemunhas de esperança que anunciem com a vida que seguir Cristo é fonte de alegria. Por isso, não nos cansemos de pedir ao Senhor novos operários para a sua messe, certos de que Ele continua a chamar com amor. Queridos jovens, confio o vosso seguimento de Jesus à intercessão de Maria, Mãe da Igreja e das vocações. Caminhai sempre como peregrinos de esperança no caminho do Evangelho! Acompanho-vos com a minha bênção e peço-vos que rezeis por mim.

Roma, Hospital Gemelli, 19 de março de 2025.

FRANCISCO


MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA O 62º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS  VOCAÇÕES

A quem iremos, Senhor?


10 de maio de 2025

 Sábado da 3ª Semana da Páscoa. 

  Evangelho  


Jo 6,60-69

Naquele tempo, 60muitos dos discípulos de Jesus, que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?” 61Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isto vos escandaliza? 62E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? 63O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. 64Mas entre vós há alguns que não creem”. Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo.
65E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. 66A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. 67Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vos quereis ir embora?” 68Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. 69Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”.

  Meditação  


A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna (Jo 6, 68)

Estamos terminando a leitura do capítulo 6 do Evangelho de São João. Nesta passagem, Jesus falou de si e da realização de sua missão com as imagens do maná e do cordeiro sacrificado na páscoa. O maná foi já uma preparação para a revelação do verdadeiro pão do céu. Jesus é que o verdadeiro pão descido do céu para alimentar o seu povo. A páscoa celebrada na saída do Egito é uma imagem da páscoa definitiva, no sangue do cordeiro de Deus. Jesus é o verdadeiro cordeiro oferecido em sacrifício, verdadeiro alimento dos que circundam a mesa da páscoa.

Por um lado, Jesus reafirma a sua decisão de se entregar pelos seus, enfrentando a morte de cruz. Por outro lado, celebra, com os seus discípulos, esta sua entrega radical na ceia pascal. A ceia torna-se o memorial de sua paixão, morte e ressurreição. Ali se atualiza essa entrega fiel de Jesus, na cruz. A morte é celebrada como expressão maior de seu amor. E a sua ressurreição como a resposta amorosa do Pai, aprovando o sacrifício do filho e dando vida nova a todos os que crerem nele.

Diante dessa revelação de Jesus – vai sofrer, vai morrer, vai dar a vida – muitos dos seus seguidores entraram em crise. Ninguém quer saber de perseguição, de fracasso, de morte. Está escrito: “A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele”.

Mesmo diante da deserção de muitos discípulos, Jesus não amenizou o seu discurso. Sim, ele daria a sua vida pelos seus: sua carne e seu sangue, sua vida humana. Ele é o cordeiro da páscoa. Ter parte com ele é acolher o seu sacrifício. Comer o pão na sua mesa, comungar, é entrar em profunda sintonia com ele, acolhendo o modo como ele redime a humanidade, dando a sua vida pelos pecadores. Ele é o alimento que sustenta e comunica a vida de Deus, a vida eterna.




Guardando a mensagem

Muita gente não largou ainda a ideia de um messias poderoso que impõe o seu reinado com a força de Deus. Jesus escolheu outro caminho para realizar a sua missão, ele escolheu o caminho do esvaziamento, da solidariedade com os sofredores, do aparente fracasso da morte de cruz. O seu abaixamento como servo, a sua renúncia à grandeza humana continuam desiludindo muita gente, que se afasta, que se desinteressa ou que não mergulha no sentido da ceia do Senhor, a Santa Missa. A Missa é a ceia de páscoa onde Jesus de novo, como servo, purifica os seus discípulos, lavando os seus pés. Sua morte nos lava do pecado. A Missa é a ceia de páscoa onde o cordeiro imolado é o alimento do povo que vive em aliança com Deus e em comunhão com os seus semelhantes.

A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna (Jo 6, 68)

Rezando a Palavra

Senhor Jesus,
diante da desistência de muitos discípulos, do estranhamento de outros, perguntaste aos doze: “Vocês também querem ir embora?”. Esta é a mesma pergunta que nos fazes hoje. “Não, Senhor, não vamos embora, nós queremos ficar. Nós cremos no teu sacrifício redentor na cruz, renovado em cada celebração eucarística. Nós cremos na tua ressurreição gloriosa, pela qual nos deste a vida nova. Nós cremos que estás realmente presente - em corpo, sangue, alma e divindade – no pão e no vinho consagrados, como disseste, para nos alimentar e nos fortalecer no caminho do Reino. Na Santa Missa, anunciamos a tua morte e proclamamos a tua ressurreição, enquanto aguardamos a tua nova vinda. Hoje, dizemos como Pedro, “Aonde nós iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna”. Amém.

Vivendo a palavra

Aproveite o dia de hoje para preparar-se bem para o Dia do Senhor. A Missa é o coração do nosso domingo. E amanhã, com o Domingo do Bom Pastor, teremos o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. A mensagem para esta data já tinha sido preparada e publicada pelo Papa Francisco. Nela, ele escreveu:
"Queridos jovens, a esperança em Deus não engana, porque Ele guia os passos de quem a Ele se entrega. O mundo precisa de jovens peregrinos de esperança, corajosos em dedicar a sua vida a Cristo, cheios de alegria por serem seus discípulos-missionários."

Comunicando

No mês de junho, faço show em Palmeira dos Índios, AL (dia 1º), Urucará, AM (dia 8), Camela, PE (dia 15), Jeromoabo, BA (dia 24). Em São José do Rio Preto, SP, vou estar no dia 28. No mês de julho, temos show em Porto Velho, RO, no dia 12, em Recife, PE, no dia 14 e em Mazagão Velho, AP, no dia 15.

Para quem precisa preparar a celebração do domingo, o texto da meditação de amanhã já está disponível no meu blog www.padrejoaocarlos.com.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

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