BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

Santo Anjo do Senhor.


  02 de outubro de 2025.  

Memória dos Santos Anjos da Guarda


  Evangelho.  


Mt 18,1-5.10

Naquela hora, 1os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” 2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. 4Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. 5E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe. 10Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus”.

  Meditação.  


Os seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai (Mt 18,10)

O texto do evangelho de hoje nos traz muitas lições. De saída, podemos perceber quatro ensinamentos: 1. O maior no Reino dos Céus é quem se faz pequeno como uma criança; 2. Precisamos nos converter e nos tornar como crianças, senão não entraremos no Reino de Deus; 3. Quem acolhe uma criança, um pequenino, em nome de Jesus, acolhe ele mesmo; 4. Não se pode desprezar nenhum pequenino. Os seus anjos estão em comunicação com Deus, o tempo todo.

Como hoje é o dia dos Santos Anjos da Guarda, a Igreja lê essa palavra de Jesus atenta a este ensinamento: “os seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus”. O nosso Deus, no seu infinito amor, colocou ao lado de cada um de nós, um dos seus anjos. Os anjos são seres espirituais criados pelo Altíssimo. Sua missão, junto a nós, é nos proteger e nos conduzir para a Pátria Celeste. Esse cuidado de Deus com os seus filhos mostra, ao mesmo tempo, nossa fragilidade (precisamos sempre de ajuda), mas também nossa grandeza (em Cristo, somos filhos de Deus). A certeza da proteção do anjo da guarda ao nosso lado nos deixa um recado muito especial: Deus cuida de nós.

É este o ensinamento da Igreja: “Desde a infância até a morte, a vida humana é cercada pela proteção e pela intercessão dos anjos. Cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida. Ainda aqui na terra, a vida cristã participa, na fé, da sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos em Deus.” (Catecismo da Igreja Católica, 336).

E por que Jesus insistiu que a gente precisa se converter e se tornar como criança? É claro que Jesus não nos quer infantis. Certamente, ele nos quer com um coração de criança em nosso relacionamento com Deus nosso Pai. Criança, por exemplo, se deixa conduzir. O Pai ou a mãe a toma pela mão e a conduz. Ela segue com confiança, com docilidade. Essa virtude, o adulto nem sempre tem. Ele prefere dirigir, não aceita facilmente ser dirigido. Convém melhor para o nosso relacionamento com o Pai a atitude de docilidade e de confiança de criança que se deixa guiar por seus pais.

Nossa vida está nas mãos de Deus, nós dependemos dele. Ele é Providente e cuida de nós. Esse é o sentimento do filho, sobretudo do filho pequeno que depende inteiramente dos pais, que precisa de sua proteção. O adulto é independente, auto-suficiente, está mais para pai do que para filho. E o grande anúncio do Reino é que somos filhos e irmãos. “Se vocês não se converterem, e não se tornarem como criança, não entrarão no Reino dos Céus”.





Guardando a mensagem

A discussão era sobre quem seria o mais importante no Reino de Deus. Jesus chamou uma criança para o meio da roda e a apontou como exemplo. Na criança, vemos muito do que precisamos ser como filhos de Deus e do que não podemos perder quando adultos. Precisamos conservar a espontaneidade, a docilidade, a confiança e o amor filial, tão fortes do tempo de criança. Não podemos perder o encantamento da criança diante das surpresas de Deus. Não podemos esquecer que, nas horas difíceis e sempre, temos com quem contar: um pai amoroso que cuida de nós. O anjo da guarda é um sinal da proteção e do cuidado de Deus com cada um dos seus filhos e filhas. Jesus estava com a razão. Quem não se torna como uma criança não entra no Reino de Deus.

Os seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai (Mt 18,10)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
hoje é o dia dos Santos Anjos da Guarda. Nós acolhemos, com gratidão, o ensinamento da Igreja que está revelado nas Sagradas Escrituras: nós e os anjos já estamos unidos em Deus, aqui na terra. Tanto assim, que na Missa, unimos nossos louvores aos dos anjos e dos santos para proclamar que Deus é Santo, três vezes Santo. Contigo, Senhor, queremos render graças ao Pai pelo cuidado que os santos anjos têm para conosco e por tudo que fazem para nos defender e nos conduzir nos teus caminhos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Fica bem hoje, em atenção à palavra de Deus, rezar algumas vezes, durante o dia, a oração:

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarda, me governa, me ilumina. Amém

Comunicando

E você aceitou o convite do Papa? O Papa convidou todos a rezar o terço todos os dias desse mês, pela paz. Até deixei um formulário na Meditação e nas Redes Sociais para colher a sua resposta. Recebi um pouco mais de 1.000 respostas positivas até agora. Se você não respondeu ainda, faça isso no formulário. E então, você aceita o convite do Papa?

Pe. João Carlos Ribeiro, sb

As três tentações do caminho.

  


01 de outubro de 2025.


Memória de Santa Teresinha do Menino Jesus,

virgem e doutora da Igreja



Evangelho.



Lc 9,57-62


Naquele tempo, 57enquanto Jesus e seus discípulos caminhavam, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”.

58Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. 59Jesus disse a outro: “Segue-me”. Este respondeu: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”. 60Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. 61Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”. 62Jesus, porém, respondeu-lhe: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”.



Meditação.



Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus (Lc 9, 62)


Jesus está a caminho de Jerusalém. Com ele, vai um grupo de discípulos e discípulas, pessoas que se sentem chamadas a caminhar com ele, a percorrer o seu mesmo caminho. Outros vão se incorporando pela estrada. Podemos pensar que todo o ministério de Jesus é como uma grande viagem, uma grande caminhada. É no caminho que os discípulos aprendem sobre o Reino de Deus.


Estamos diante de um texto sobre o nosso seguimento de Cristo. Seguir Jesus não é uma peregrinação sem consequências, uma viagem de lazer e turismo ou um intervalo de simples deleite espiritual em nossa correria. Caminhar com Jesus, seguir com Jesus a Jerusalém, é percorrer um caminho de identificação com ele e sua missão. Assim, é preciso disposição para aprender, para se corrigir, para enfrentar os desafios e tentações que estão presentes no caminho e ir com ele até o fim. Compreende-se, então, que, neste início da caminhada que vai ocupar vários capítulos do evangelho, o evangelista Lucas reuniu, simbolicamente, três tentações a serem vencidas pelos que que estão caminhando com Jesus.


A primeira tentação é o entusiasmo sem compromisso. Alguém se mostrou inteiramente disposto: “eu te seguirei por onde fores”. É preciso passar do primeiro entusiasmo para o compromisso de viver o estilo de vida de Jesus. Quando se parte em viagem, tudo parece maravilhoso. Mas, o caminho mostra-se exigente. É quando as motivações entram em crise. Não serve um seguimento de Jesus por interesse em segurança, em prosperidade, em dar-se bem. Assim, já teria começado errado. Foi o que Jesus disse: “O filho do homem não tem onde reclinar a cabeça!”. Seguir Jesus é viver como ele, que, peregrinou buscando em primeiro lugar o Reino de Deus, com espírito de simplicidade e serviço.


A segunda tentação é esconder-se atrás de uma boa desculpa para não caminhar com Jesus. Muita gente fica adiando essa viagem, esse caminho com o Senhor, encontrando desculpas. No tempo de Jesus, a autoridade paterna era decisiva. Se o pai não aprovasse, dificilmente o filho ou a filha daria um passo. O peso da família era fundamental. Então, muita gente se escondia atrás dessa autoridade da família para adiar a adesão ao evangelho e à entrada na comunidade cristã. Alguém disse que seguiria Jesus, mas primeiro ia esperar que seu pai deixasse esse mundo. A gente sempre pode encontrar uma desculpa para não seguir Jesus com toda seriedade. Achamos que não temos tempo agora, por causa do trabalho, dos filhos pequenos, do marido ou da mulher, da família. Jesus foi claro e exigente: “Deixe que os mortos enterrem os seus mortos. Mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. O Reino de Deus é vida para nós, nossa família, nossos amigos. É o sentido para o nosso trabalho, para nossas doenças, para nossas lutas.


A terceira tentação é desistir da caminhada. Muitos estão no caminho com Jesus, mas ficam com vontade de voltar, de não prosseguir. Ficam olhando pra trás. ‘Parece que estou perdendo isso ou aquilo’. São como o povo hebreu no deserto: livraram-se da escravidão do Egito, mas o Egito ainda estava neles. Ficavam reclamando de Moisés, com saudade das sopas de cebola do Egito. Muitos desistem, não perseveram, no meio das dificuldades ou das distrações. Olha a palavra de Jesus: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”.





Guardando a mensagem


Jesus está a caminho de Jerusalém. O evangelista Lucas dedica longos capítulos a esta peregrinação. A caminhada de Jesus à cidade santa, lugar de sua paixão e de sua ressurreição, marca a história de Jesus e dos seus seguidores. Ser discípulo ou discípula é estar a caminho com Jesus para Jerusalém. No evangelho de hoje, são apresentadas três tentações que se apresentam aos seus seguidores. Alguns dispõem-se a seguir Jesus cheios de entusiasmo, mas sem perceber ou sem querer abraçar as dificuldades do caminho. Outros arrumam desculpa para adiar sua adesão de verdade ao Senhor, pondo a culpa no tempo, na família, no trabalho, na saúde. Outros ficam tentados a desistir e voltar. É o problema da perseverança.


Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus (Lc 9, 62)


Rezando a mensagem


Senhor Jesus,

Dom Hélder Câmara dizia com propriedade: “É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa. Mas graça das graças é não desistir nunca”. Então, nós te pedimos, Senhor, essa graça das graças: não interrompermos o que começamos com tanto entusiasmo em nossa vida cristã, em nossa caminhada de batizados, mas ir contigo até o fim, como teus discípulos e missionários. Dá-nos, Senhor, passar do primeiro entusiasmo para uma fé provada e forte. Que nenhuma desculpa nos detenha na acolhida do teu chamado. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra


Leia e releia o evangelho de hoje, procurando perceber que mensagem está lhe trazendo. Lembre do nosso compromisso, neste mês, de rezar o terço mariano, todos os dias.


Comunicando


Está começando o mês de outubro, o mês do rosário. Escute bem o convite do Papa Leão XIV: “Convido todos, todos os dias do mês de outubro, a rezar o Rosário pela paz, pessoalmente, em família e em comunidade”.Você vai atender a esse convite do Papa? Já deixei aqui um formulário para você registrar a sua resposta. Rezar o terço pela paz, neste mês, todo dia. Você vai atender a esse convite do Papa?

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


Um coração manso e tolerante.


   30 de setembro de 2025   

Memória de São Jerônimo, 
doutor da Igreja

Dia da Bíblia



   Evangelho.   


Lc 9,51-56


51Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém 52e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos, a fim de preparar hospedagem para Jesus. 53Mas os samaritanos não o receberam, pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém. 54Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?” 55Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os. 56E partiram para outro povoado.




   Meditação.   


Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los? (Lc 9, 54)


Encerrando o mês de setembro, temos hoje a memória de São Jerônimo, presbítero e doutor da Igreja. Jerônimo, no século IV, dedicou longos anos ao estudo, à pesquisa e à tradução dos textos bíblicos para a língua latina, língua difundida no mundo pelos romanos. A compilação dos textos e sua tradução para o latim, a chamada Vulgata, possibilitou uma enorme difusão dos textos sagrados. Por causa de São Jerônimo, dedicamos o mês de setembro ao estudo da Palavra de Deus.

No evangelho de hoje, Jesus estava indo em peregrinação a Jerusalém. Na verdade, estava iniciando uma longa jornada que o levaria à cruz. O clima não era dos melhores, por isso os próprios discípulos estavam com medo e aconselhavam Jesus a desistir, a não enfrentar possíveis hostilidades por parte das lideranças de Jerusalém. Mas, Jesus estava decidido. E prosseguia a viagem.

Claro, durante a caminhada, precisavam pousar, a cada noite, em algum lugar. Assim faziam os peregrinos que iam a pé. Paravam em grandes grupos em praças, em bosques perto de cidades, em paradas conhecidas. Todo ano se repetia essa grande romaria da Páscoa. Normalmente, teriam que atravessar o território da Samaria. Muita gente preferia dar uma volta maior, mas não entrar em contato com esse povo considerado impuro, essa terra de gente que não partilhava da mesma religião do povo de Israel. Os samaritanos tinham seu Templo no Monte Garizim e, claro, por nada participavam de uma peregrinação a Jerusalém, a cidade santa dos judeus. Vocês se lembram daquele diálogo entre Jesus e uma mulher samaritana... só o fato de Jesus falar com ela já causou admiração aos próprios discípulos.

Então, a primeira coisa a considerar no texto é que Jesus e os seus discípulos estavam atravessando o território dos samaritanos e pretendiam pernoitar em algum lugar por ali. Esse fato nos faz perceber como Jesus agia sem preconceitos e sempre com muito respeito em relação às pessoas que pensavam de modo diferente dele. Anteriormente, os discípulos proibiram um cidadão que estava expulsando demônios em seu nome, mas não fazia parte do grupo deles. Jesus não concordou com a atitude dos discípulos. ‘Quem não está contra nós, já está a favor’. Olha, que sabedoria!

Bom, mas os samaritanos não gostaram daquela pretensão de Jesus pernoitar em suas terras. Não o receberam. Ficou todo mundo com raiva, menos Jesus. Vamos respeitar essa posição deles. Tudo bem. A resposta de dois discípulos tão próximos de Jesus mostra que eles tinham entendido pouco da pregação de Jesus até ali. Pedro e Tiago queriam mandar descer fogo do céu para acabar com tudo, queriam amaldiçoar aquela gente que fechou as portas pra Jesus. Jesus, sempre manso e humilde de coração, os repreendeu e seguiu viagem procurando rancho em outro canto.





Guardando a mensagem

Os samaritanos de uma aldeia negaram hospedagem a Jesus e aos seus discípulos, que estavam indo em peregrinação a Jerusalém. Os discípulos queriam adotar uma atitude de vingança e retaliação. Jesus não permitiu. Tirou por menos. Você já pegou a mensagem de hoje... Nada de intolerância, de hostilidade, de sentimento de vingança contra quem não gosta da gente. No tempo de Jesus, eram judeus e samaritanos. Hoje, temos evangélicos e católicos; cristãos e religiões de matriz africana ou espíritas... E existe até disputas e agressões entre grupos dentro da própria Igreja. A atitude de Jesus, que hoje contemplamos no evangelho, nos fala de tolerância, de respeito a pontos de vista diferentes, de abertura ao diálogo, de convivência respeitosa... Com Jesus, aprendemos a ser mansos e humildes de coração. 

Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los? (Lc 9, 54)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
que belo exemplo nos deste. Os samaritanos foram abusados. Eles não te receberam, só porque ias com os teus discípulos em peregrinação ao Templo de Jerusalém. Os discípulos queriam mandar descer fogo do céu para destruí-los. Tu não o permitiste. E partiste para outro povoado. Facilmente, nos irritamos com quem não pensa igual a nós e queremos responder na mesma altura a quem nos contraria. Dá-nos, Senhor, a mansidão do teu coração para enfrentarmos com humildade e verdade todas as situações difíceis e para não sermos nunca elementos de discórdia e desunião dentro da tua Igreja. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Durante o dia de hoje, repita várias vezes essa jaculatória: Oh Jesus, manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao vosso!

Comunicando

Ontem, tivemos uma Segunda Bíblica Especial. Especial, porque tivemos um resumão do curso sobre a Carta aos Romanos. Apresentamos também o e-book com uma síntese desta carta de Paulo, em forma de Carta Aberta e outras novidades. Segunda-feira que vem, continuaremos o estudo dos Atos dos Apóstolos na Segunda Bíblica. Confira o nosso encontro de ontem no YouTube.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Faça como Felipe.



   29 de setembro de 2025.   

Dia dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael


   Evangelho.   


Jo 1,47-51


Naquele tempo, 47Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. 50Jesus disse: “Tu crês porque te disse: ‘Eu te vi debaixo da figueira?’ Coisas maiores que esta verás!” 51E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.


   Meditação.   


Vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem (Jo 1, 51)


Jesus chamou Felipe para segui-lo. Filipe encontrou-se com Natanael e lhe contou que tinha encontrado o Messias, Jesus de Nazaré. Mesmo cheio de preconceito contra o povo de Nazaré, Natanael acompanhou Felipe que o levou até Jesus. Na verdade, Jesus já o conhecia, para admiração de Natanael. Foi quando Jesus lhe disse que ele iria presenciar coisas muito maiores. “Vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (Jo 1, 51)


Para entender essa palavra de Jesus a Natanael é preciso lembrar o sonho de Jacó, contado no livro do Gênesis cap. 28. Jacó, em viagem, dormindo ao relento, teve um sonho. Viu uma escada apoiada no chão e com a outra ponta tocando o céu. Por essa escada, os anjos de Deus subiam e desciam. Lá, no topo, da escada, lá em cima no céu, estava Deus sentado no seu trono. E ele se apresentou a Jacó. Disse que era o Deus de Abraão, seu antepassado, Deus de Isaac, seu pai. E que lhe daria toda aquela terra por onde ele e sua família peregrinavam.


Qual será o significado desse sonho de Jacó? O que seria essa escada da terra ao céu com os anjos subindo e descendo por ela? Esse sonho foi uma profunda experiência de Deus em que o Senhor revelou ao seu servo uma comunicação direta entre o céu e a terra, entre Deus e o seu povo. Estava aberto um canal de comunicação direta com o Senhor. Os anjos são seus mensageiros, vêm da parte de Deus. E levam a Deus nossas preces, os nossos rogos, nossos louvores. O céu aberto e os anjos indo e vindo pela escada é o tempo novo da comunhão entre o céu e a terra, entre Deus e os seus servos. Esse tempo sonhado por Jacó chegou plenamente com a presença de Jesus entre nós.


É o que Jesus disse a Natanael: Vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem. Note essa parte: os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem. O Filho do homem é Jesus. Jesus nos abriu as portas do céu. A escada é ele mesmo. Jesus é a comunicação perfeita com o Pai, é aquele que nos liga ao Pai, é por ele que o Pai nos fala e se comunica conosco. Note que em todas as orações da Igreja, concluímos sempre dizendo: “Por Cristo, nosso Senhor”. ‘Por Cristo’ quer dizer por meio dele. Ele é o mediador entre o céu e a terra, a escada por onde nos comunicamos com o céu e por onde o Pai se comunica conosco.





Guardando a mensagem


Quando Natanael começou a seguir Jesus, o Mestre lhe disse que ele iria ver o céu aberto e os anjos subindo e descendo. Era uma referência ao sonho de Jacó, a comunicação direta entre o céu e a terra. Com Jesus, temos agora um canal de comunicação direta com Deus, o Pai, uma escada por onde podemos ascender ao céu. Lembre o que Jesus falou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim”. É por ele que chegamos ao Pai. É por ele, que o Pai nos abençoa e nos conduz. Ele é o mediador entre o céu e a terra. Ele é a escada.


Vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem (Jo 1, 51)


Rezando a palavra


Senhor Jesus,

hoje festejamos os anjos Miguel, Gabriel e Rafael. Na visão que Jacó teve da escada que unia a terra ao céu, ele viu os anjos subindo e descendo por ela. Com a tua obra redentora, Senhor Jesus, chegou esse tempo de comunhão entre o céu e a terra. Agora, sim, agora os anjos mensageiros de Deus e portadores de nossas preces podem estar em plena ação. Pois agora, essa comunicação entre o céu e a terra é possível por meio de ti, mediador da humanidade junto do Pai. Obrigado, Senhor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra


Jesus chamou Felipe para segui-lo. E Felipe chamou Natanael para conhecer Jesus. Se hoje, aparecer uma oportunidade para falar de Jesus a alguém... faça como Felipe. Não se deixe intimidar pelo preconceito. Fale do seu encontro com Jesus a essa pessoa.


Comunicando

Início de semana, dia de Segunda Bíblica. E hoje, uma Segunda Bíblica Especial, com um resumão do curso bíblico sobre a Carta aos Romanos. Fotos, avaliação, e-book, certificado e muito mais. Nosso encontro começa às oito e meia da noite, no YouTube, Canal Padre João Carlos. É bom você ir já no canal, ver se está inscrito, acionar o sininho... assim na hora que começar, vai ficar fácil você encontrar a transmissão. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb



No Dia da Bíblia, a história de quem foi esquecido.


28 de setembro de 2025

  26º Domingo do Tempo Comum.  

Dia Nacional da Bíblia


  Evangelho  


Lc 16,19-31

Naquele tempo, Jesus disse aos fariseus: 19“Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias.
20Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. 21Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas.
22Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado.
23Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado.
24Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’.
25Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado.26E, além disso, há um grande abismo entre nós; por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’.
27O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, 28porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’.
29Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!’
30 O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’.
31Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos’”.



   Meditação.   


Havia um homem rico que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias (Lc 16,19).

Por que o rico se deu mal? Porque não se incomodou com a miséria do seu irmão. Não se assuste, por favor. É o recado das leituras bíblicas deste domingo. O rico se deu mal porque não se incomodou com a miséria do seu irmão. Não porque era rico, mas porque a sua condição social e financeira fechou o seu coração para o pobre, seu irmão.

Jesus contou uma história chocante. Um rico, elegantemente vestido e rodeado de amigos do seu nível, vivia de festas e comilanças. Na sua porta, havia um miserável coberto de feridas, sentado no chão. Da mesa do rico, nunca chegou uma sobrinha de comida para aquele faminto, de nome Lázaro. A vida foi assim. O rico em seus banquetes, todo dia. O pobre com seu cachorro, no abandono da fome e da doença. Morreram os dois. Lázaro foi para o céu. O rico para o inferno. Das profundezas, o rico avistou Lázaro ao lado de Abraão. E gritou pedindo ajuda. Queria que Lázaro levasse um pouco d’água para refrescá-lo naquelas chamas. Queria que Lázaro avisasse seus cinco irmãos para não fazerem como ele e terminarem naquele lugar tão triste. Os pedidos foram negados. E Abraão explicou o porquê: o abismo é grande demais, não dá para passar; os seus irmãos devem escutar a pregação dos profetas.

Esse é o tipo do evangelho que muita gente não quer nem ouvir. Claro, nele Jesus faz uma denúncia muito séria sobre o perigo da riqueza seduzir de tal modo uma pessoa ou uma classe social que leve essa pessoa a se esquecer dos seus irmãos desempregados, subnutridos, enfermos nos corredores dos hospitais. Muita gente preferia que Jesus não tratasse desses assuntos. Falasse do Reino dos céus e se esquecesse dos problemas aqui de baixo, ora essa. Mas, Jesus fez o contrário: desceu do céu e veio para a terra, assumindo nossa condição humana. É aqui que está faltando fraternidade. É aqui que está sobrando injustiça. E a sua palavra nos convoca a todos à conversão, à mudança de vida.

Há uma palavra que define essa situação abordada pelo evangelho de hoje: i-n-d-i-f-e-r-e-n-ç-a. Pela indiferença, nos acostumamos com o sofrimento e a miséria da maioria. Não nos preocupam mais a fome, a violência, a perda de direitos. Quem está numa situação melhor, fecha-se no seu mundo e se esquece do seu irmão que continua sentado e faminto à sua porta. No evangelho não se diz que o rico tenha maltratado o pobre ou o enxotado da porta de casa ou chamado a polícia para tirá-lo dali. Nada disso. Ele simplesmente o ignorou, não partilhou com ele suas abundantes iguarias, não o incluiu de alguma forma na sua vida. Indiferença!

A profecia de Amós, lida hoje, vai na mesma linha: ‘Ai dos que vivem bem e não se preocupam com a miséria dos seus irmãos’. O profeta se refere às classes dirigentes do seu tempo que, apesar de viverem na abundância, terminaram na primeira fila dos exilados, quando os assírios impuseram uma penosa derrota ao país. O Salmo 145, rezado hoje, traça um belo perfil de Deus que ama os pobres. O Senhor nosso Deus faz justiça aos oprimidos, sacia os famintos, protege o migrante, ampara a viúva e o órfão. É um convite para honrarmos o Senhor, imitando-o no seu amor pelos pequenos.




Guardando a mensagem

O rico se deu mal porque ignorou a miséria de Lázaro, porque viveu em completa indiferença ao sofrimento do seu irmão. Por falar em irmão, ele disse que tinha cinco irmãos. O número perfeito é sete. Então, para a conta ser mesmo certa, seu pai não teria tido apenas seis filhos: ele e seus cinco irmãos. Faltava um, faltava o sétimo. Claro, é o que estava sentado à sua porta. O irmão que ele não reconheceu, não amou, não acudiu é Lázaro. Todo ser humano é nosso irmão. Não esqueçamos os pobres. Não deixemos que os bens deste mundo nos fechem o coração para os desempregados, os doentes, os famintos, os sem teto.

Havia um homem rico que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias (Lc 16,19).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Que belas as palavras do Salmo 145: “O Senhor é fiel para sempre, faz justiça aos oprimidos, dá alimento aos famintos. É o Senhor quem liberta os cativos. Ele ampara a viúva e o órfão, mas confunde os caminhos dos maus”. Esse é o nosso modelo, o Deus que ergue os caídos. Senhor, queremos tomar para nós o conselho do apóstolo Paulo a Timóteo: “Tu que és um homem de Deus, foge das coisas perversas, procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a firmeza, a mansidão”. Esse é o caminho que queremos seguir, Senhor, o da fraternidade e da justiça. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Neste domingo, a Igreja no Brasil celebra o Dia da Bíblia. Celebre este dia, dando maior atenção aos textos bíblicos da Santa Missa. 

Hoje, ao ouvir ou ler alguma notícia nos jornais ou em outros meios de comunicação, tente olhar a mesma notícia do ponto de vista de quem está à margem, dos excluídos da mesa farta, dos Lázaros de hoje. Jesus nos pede uma nova atitude, uma nova mentalidade. Não se trata de uma cesta básica, apenas. Trata-se de vencer a indiferença pela inclusão, pela justiça, pelo reconhecimento do seu irmão.

Comunicando

Amanhã, tem Segunda Bíblica Especial. Vamos fazer um resumão de todo o estudo feito nas 10 aulas do curso bíblico sobre a Carta de São Paulo aos Romanos. Nosso encontro será às oito e meia da noite, em meu canal do YouTube.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Um caminho que passa pela morte.



   27 de setembro de 2025.   

São Vicente de Paulo, memória. 

   Evangelho.   


Lc 9,43b-45

Naquele tempo, 43b todos estavam admirados com todas as coisas que Jesus fazia. Então Jesus disse a seus discípulos: 44“Prestai bem atenção às palavras que vou dizer: O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. 45Mas os discípulos não compreenderam o que Jesus dizia. O sentido lhes ficava escondido, de modo que não podiam entender; e eles tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto.

   Meditação.  


O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens (Lc 9, 44).

Todos estavam admirados com todas as coisas que Jesus fazia. Mas, não entendiam o que Jesus dizia. Notaram? Admirados com que ele fazia, mas nem tudo que ele dizia chegavam a compreender. E ele foi claro: “Prestem atenção às palavras que eu vou dizer: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. Aí é que eles não entenderam mesmo. Não pegaram o sentido dessa palavra. E até mesmo tinham medo de fazer perguntas sobre isso.

Pela insistência de Jesus, o que ele estava dizendo é muito importante para que ele seja compreendido. “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. Quem é o Filho do homem? Jesus, ele mesmo. E ele gostava de se anunciar assim com essa expressão “o Filho do homem”. Essa expressão ocorre no livro do profeta Ezequiel. Era assim que o profeta era chamado por Javé, o Senhor Deus. Chamar-se a si mesmo de “Filho do homem”, com certeza, era uma forma de sublinhar a sua encarnação, a sua condição humana.

As pessoas estavam admiradas com aqueles sinais que mostravam sua ligação com Deus, sua participação no poder divino: a multiplicação dos pães no deserto, a tempestade acalmada no lago, a cura do cego de Jericó, a ressurreição de Lázaro... Esses são sinais de grandeza, de poder, reflexos de sua condição divina. Mas, ele assumiu a nossa condição humana. Encarnou-se. Nessa condição, será perseguido, condenado, executado. Agora, é claro, isso não podia passar pela cabeça dos discípulos. Pedro mesmo uma vez falou com Jesus, dando-lhe conselho para que ele não insistisse com essa conversa de ser perseguido e morto. Deus o livraria de qualquer coisa.

Veja você, isso tem repercussão no modo como compreendemos Jesus. Jesus é Deus, mas de verdade fez-se gente, humano. E quando chegasse a hora da Paixão, ele não iria fugir, evadir-se pela força do seu poder divino. Não nos esqueçamos, ao olhar para Jesus, que ele assumiu de verdade a condição humana, no seio da Virgem Maria e em nossa história.

Apliquemos também essa compreensão à nossa vida. Mesmo sendo elevados à condição de filhos de Deus, ainda continuamos humanos, sujeitos às doenças, às contrariedades e à morte. Às vezes queremos escapar de nossa precariedade humana. Há quem até cobre de Deus que o livre de um grande sofrimento, de uma doença perigosa, de uma complicação... Claro que Deus pode nos livrar, nos libertar. Mas, não podemos nos esquecer que essa nossa vida humana é o palco de nossa história de amor e fidelidade ao nosso Deus.  Pensemos bem, é aqui, na precariedade de nossa vida, que experimentamos e vivemos nossa condição de filhos de Deus. Um dia, na eternidade, nossa condição de filhos de Deus será plenamente revelada.





Guardando a mensagem

Não podia passar pela cabeça dos discípulos que Jesus passaria por tantos sofrimentos e por uma morte cruel. Jesus os preveniu, repetidas vezes, que ele seria entregue nas mãos dos homens. Mesmo sendo Deus, Jesus fez-se humano de verdade, assumindo também o sofrimento, a traição e a morte como parte do seu caminho. Nós, em nossa condição humana, às vezes somos tentados a não aceitar os sofrimentos e as contrariedades que as nossas limitações humanas nos impõem. A encarnação de Jesus foi de verdade, por opção dele e do Pai. Assim, ele santificou o nosso caminho humano. Com todos os seus limites, nossa vida humana é o nosso caminho de santificação e de realização da vontade de Deus.

O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens (Lc 9, 44).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
que no meio de nossas dificuldades e problemas, de nossa fragilidade diante da doença, do sofrimento, expressemos, com fidelidade, o amor ao Senhor nosso Deus e Pai. Com a tua humanidade, santificaste o nosso caminho humano. Com a tua Paixão, encheste de sentido o percurso de nossos sofrimentos. Abriste um caminho para a vida, passando pela morte. Tu, Senhor, és o caminho, a verdade, a vida. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

O mês de setembro está praticamente terminando. Hora de avaliação. Neste mês dedicado ao estudo da Palavra de Deus, você conseguiu dedicar algum tempo ao estudo da Palavra? Anote a resposta no seu caderno espiritual. 

Comunicando

Faço show, hoje, na cidade de Água Preta, Diocese de Palmares, Permanbuco, dentro da programação "Vamos Louvar, Água Preta", um evento de três dias com shows e manifestações culturais e religiosas.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb



Tem sofrimento no caminho




   26 de setembro de 2025  

Sexta-feira da 25ª Semana do Tempo Comum

   Evangelho   


Lc 9,18-22

Aconteceu que Jesus 18estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?” 19Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”.
20Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. 21Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. 22E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”.

   Meditação   


Jesus perguntou: “E vocês, quem dizem que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus” (Lucas 9, 20)

Vamos começar reparando que esse texto está na conclusão do período de atividade de Jesus na Galiléia. Essa conversa de Jesus com os discípulos equivale a uma avaliação de todo o seu trabalho feito, desde que retornou do batismo, no Jordão. A essa cena, segue-se a cena da transfiguração. E começa a grande viagem de Jesus com o seu grande grupo de discípulos a Jerusalém (Lc 9, 51). Aí já é outra etapa, em que Jesus se concentra na formação deles.

Na avaliação, Jesus indaga se o povo e eles mesmos, os discípulos, captaram bem a sua mensagem e entenderam a sua pessoa. São quatro níveis de resposta. “O Senhor é João Batista. O senhor é Elias. O Senhor é um dos profetas antigos que voltou à vida. O Senhor é o Cristo de Deus”. Todas as respostas têm certa dose de verdade, a começar pelo que o povo estava dizendo sobre ele. A ação de Jesus é uma forma de dar continuidade ao trabalho de João, interrompido pela perseguição de Herodes. Elias, que, no passado, tinha feito um trabalho de restauração da fé de Israel, era aguardado para a obra final: podiam ver isso em Jesus. E ele agia mesmo com a liberdade e a determinação dos antigos profetas. Mas, os discípulos, representados por Pedro, o tinham compreendido melhor: ele era o Cristo de Deus.

Cristo é uma palavra grega que equivale à palavra Messias, do hebraico. Cristo quer dizer “ungido”. Jesus é o ungido de Deus. De fato, na sinagoga de Nazaré, Jesus tinha lido o profeta Isaías e se identificado com suas palavras: o Espírito de Deus o tinha ungido para evangelizar os pobres e anunciar o Reino. O ungido é especialmente o rei, o escolhido, o enviado do Senhor. Mas, talvez eles não tivessem entendido tudo. O Messias, o Cristo, o ungido, na realização de sua missão, iria passar por muitas provações. Foi aí que Jesus fez o primeiro de três anúncios de sua paixão. Ele detalhou tudo também em quatro pontos. Ele iria sofrer muito, ser rejeitado pelos chefes, morrer e, então, ressuscitar. Esse seria o caminho do Messias, o servo sofredor anunciado pelo profeta Isaías. Portanto, nada de dizer ao povo que ele era o Messias, sem absorver o jeito com o qual ele realizaria sua missão.

Se esse era o caminho do Cristo, do ungido, não poderia ser outro o caminho dos seus discípulos, os cristãos. Os discípulos mais tarde começaram a ser chamados com esse título, na comunidade de Antioquia. Ficaram conhecidos como cristãos, os ungidos, como Jesus.




Guardando a mensagem

A lição de Jesus foi clara. Entender quem é ele é tomar o seu caminho. Ele é o Cristo de Deus, e vai enfrentar sofrimento e morte e ressuscitar. Quem for segui-lo, deve fazer o seu mesmo caminho: renunciar a si mesmo e tomar a própria cruz como ele e com ele, cada dia. E isso o que significa? Que você, como seguidor(a) de Jesus, vai encontrar muitas dificuldades, sofrimentos e tribulações no seu caminho. Você não deve pensar que porque está seguindo Jesus, está livre dos problemas. Pelo contrário, é nas dificuldades e nos sofrimentos que você amadurece seu amor e sua imitação de Cristo, o Ungido de Deus. Saiba que é neste caminho histórico de sua vida, marcado pelos limites de sua própria condição humana e pecadora, que o Espírito Santo vai construindo em você, a nova criatura, destinada à plena comunhão com o Pai e à ressurreição final.

Jesus perguntou: “E vocês, quem dizem que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus” (Lucas 9, 20)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
todo mundo sabe que só se conhece bem uma pessoa, quando se convive com ela, quando se caminha com ela. Nós sabemos que tu és o Cristo, como Pedro e os teus apóstolos nos ensinaram. Mas, precisamos caminhar contigo, conviver contigo, para crescermos, cada vez mais, no conhecimento de tua pessoa de filho de Deus. A tua caminhada para Jerusalém com os teus discípulos foi um grande momento de aprendizado para o teu grupo. Simbolicamente, queremos caminhar contigo, seguir contigo a Jerusalém, para estar contigo no teu sacrifício e na tua ressurreição. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Responda no seu caderno espiritual: Quem é Jesus para você?

Comunicando

O nosso curso bíblico vai deixar saudades. Temos, hoje, a 10ª e última aula do Curso sobre a Carta de São Paulo aos Romanos. Aprendemos muitas coisas, pegamos muitos ensinamentos para nossa vida, aumentamos nossa intimidade com o livro santo. Foi um grande momento, o curso bíblico. Segunda-feira próxima vamos fazer um resumão de todo o curso, uma síntese de todo o estudo feito. Será na Segunda Bíblia, o nosso encontro semanal no Youtube, para estudo da Palavra de Deus. Então, hora de conferir a 10ª aula do Curso Bíblico, disponível no YouTube.

Amanhã, faço show na cidade de Água Preta, PE, dentro da programação cultural e religiosa do Louva Água Preta.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb



O verdadeiro encontro gera mudança de vida.



  25 de setembro de 2025  

Quinta-feira da 25ª Semana do Tempo Comum

  Evangelho. 


Lc 9,7-9

Naquele tempo, 7o tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo, e ficou perplexo, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos. 8Outros diziam que Elias tinha aparecido; outros ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado. 9Então Herodes disse: “Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?” E procurava ver Jesus.

  Meditação. 


Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas? (Lc 9, 9).

É Herodes perplexo, ouvindo falar de Jesus. Imaginou logo que poderia ser o próprio João Batista que tivesse ressuscitado. Corriam vozes que se tratava do profeta Elias que tinha voltado ou de algum antigo profeta ressuscitado. O tetrarca Herodes era um sujeito fraco e supersticioso. Para ilustrar sua fraqueza, basta lembrar que, mesmo a contragosto, mandou degolar João Batista na prisão para atender a um capricho da amante.

Herodes já vivia assustado pela sua impopularidade e pela repressão com que tratava os descontentes do seu regime. Ele era um dos monarcas sustentados pela aliança com o império romano. E comandava a Galileia, a região onde Jesus morava. Violento, cruel e inseguro, Herodes assustou-se com o que ouviu falar de Jesus.

“Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?” Assim preocupado, Herodes procurava ver Jesus. Se Herodes não estivesse tão preocupado com seu poder (para não perdê-lo), poderia ter se valido desta sua perplexidade para ter um encontro verdadeiro com Jesus. Com certeza, abrindo o coração, esse encontro poderia levá-lo à conversão de sua vida de luxúria, violência e pecado.

De toda forma, a chance de encontrar-se com Jesus, Herodes teve. Na Paixão, três anos depois, Pilatos, tentando se livrar do caso, mandou Jesus como prisioneiro a Herodes. Mas, Herodes não soube aproveitar a ocasião para aproximar-se com respeito do Senhor e deixar-se interpelar pelo seu Evangelho. Cego pela vaidade, na euforia da bebida e arrotando soberba, Herodes só se ocupou de zombar de Jesus ou de querer arrancar-lhe um número de espetáculo para deleite de sua corte. Tratou Jesus como um mágico, um palhaço, humilhado pela prisão e pelos maus tratos. Jesus detido, amarrado, ficou calado. Não respondeu a nenhuma pergunta daquele monarca adúltero, violento e cruel. Mesmo ficando frente a frente com Jesus, Herodes não se deixou tocar pela graça e pelo amor de Deus.






Guardando a mensagem

A admiração de Herodes por João Batista não o impediu de mandar matar o profeta. Não basta a admiração pelo Senhor, por suas palavras ou por sua Igreja. É preciso conversão, mudança de vida, a partir do reconhecimento de sua vida errada, com o firme propósito de consertá-la. Não podemos deixar a graça passar. Jesus não é uma ameaça. Ele é a grande chance para nos libertarmos de uma vida vazia, tocada à vaidade. Herodes também teve a chance de se encontrar com Jesus. O verdadeiro encontro com o Senhor pede conversão, acolhida da graça de Deus numa vida nova. Mateus é um bom exemplo. Abandonou a mesa dos impostos para seguir Jesus. Zaqueu é um bom exemplo. Na vida nova da graça, dividiu seus bens com os pobres e reparou o prejuízo que causara às pessoas. Herodes não, Herodes é um mau exemplo.

Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas? (Lc 9, 9).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
como disseste, é o Pai quem nos revela quem tu és. É o Santo Espírito quem nos leva a viver em comunhão contigo e com o Pai. Que de cada encontro contigo, saiamos renovados, fortalecidos no caminho do bem e da justiça. Dá-nos, Senhor, a graça de conhecer-te sempre mais e a força para acolhermos de coração sincero a tua Palavra salvadora. Concede-nos, Senhor, perseverança nos teus caminhos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Faça hoje um momento de Exame de Consciência. Pergunte a si mesmo(a) se está respondendo aos apelos de conversão que o Senhor está nos fazendo.

Comunicando

Como todas as quintas-feiras, vividas em tom eucarístico, temos a Santa Missa, às 11 horas, transmitida pelo rádio e pelo YouTube. Hoje, preside o Pe. Francisco Demontier. 

No curso bíblico, hoje é dia da 9ª e penúltima aula. Segunda-feira, na Segunda Bíblica, às oito e meia da noite, no YouTube, apresento uma síntese de todo o estudo feito sobre a Carta aos Romanos. Não deixe o curso se concluir, sem você ter assistido pelo menos uma aula. O curso todo está disponível gratuitamente no Youtube, no Canal Padre João Carlos. O e-book e o certificado serão entregues na semana que vem, aos que se inscreveram ou estão se inscrevendo.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 


INSCRIÇÃO PARA O CURSO BÍBLICO



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