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07 junho 2020

SANTÍSSIMA TRINDADE


Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele (Jo 3, 16)

07 de junho de 2020 – Domingo da Santíssima Trindade

A nossa realidade é assim. Desunião dentro de casa. Gente brigada na comunidade. Um país polarizado. Gente que não escuta, nem dialoga, só correndo atrás do seu interesse. Mas, não estamos satisfeitos com isso. Sonhamos com algo bem diferente. Famílias, onde se vive amor e respeito. Comunidades inclusivas e solidárias. Um país no caminho da justiça e da fraternidade. Esse é o sonho que temos no coração.

Podemos pensar: temos um bom exemplo a seguir, a Santíssima Trindade. Eles são três pessoas, mas são um só Deus. Cada um tem a sua individualidade: um é o Pai; outro é o Filho; e o outro é o Espírito Santo. São três, cada um tem sua atuação, mas vivem na perfeita unidade. São um. Podemos nos inspirar nesse modelo para construir famílias e comunidades unidas e felizes. 

Podemos pensar um pouco mais. Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Então, já está no nosso DNA a inclinação para a compreensão, a cooperação, a unidade. Por isso, ficamos tão desapontados com esse desencontro, essa concorrência, essa busca egoísta de felicidade que experimentamos todo dia, em nós, em nossas famílias, em nossas comunidades. 

Pensando ainda melhor, podemos perceber uma realidade surpreendente. O Deus uno e trino, que habita no mais alto do céu, o Deus que adoramos não é apenas um belo modelo a ser imitado. Nós já vivemos mergulhados nele, na grande experiência do seu amor. O salmo oitavo exalta o ser humano e pergunta ao Altíssimo: “Senhor, que é o homem, para dele vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?”. É que nos vemos rodeados de tanta atenção, de tanto carinho, participantes do seu poder e de sua glória. O Deus lá do alto fez morada cá entre nós. Nós nos sentimos, como Pedro, Tiago e João na transfiguração de Jesus, no Monte: envolvidos pela nuvem de sua presença e de sua glória. 



Nas Escrituras Sagradas, brilha esse mistério da presença e do amor do Deus uno e trino em nossa vida e em nossa história. Deus se revelou e fez aliança com o povo de Israel. No Monte Sinai, Moisés dirigiu-se a Deus, o Pai, com esta linda prece: "Senhor, se é verdade que gozo do teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua" (Ex 34, 9). A presença do Santo Espírito, com o Pai e com o Filho, está bem clara na saudação do apóstolo Paulo, em seus escritos : "A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vocês" (2 Cor 13, 13). O Filho veio para restaurar a nossa comunhão com Deus. "Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele" (Jo 3, 17). Deus nos deu o que ele tinha de mais precioso, mais dele, deu de si mesmo. Ele nos deu o seu Filho para sermos libertados da condenação merecida pelo nosso pecado, para sermos salvos. 

Já estamos mergulhados na Trindade. Como disse Paulo, em sua pregação em Atenas: “nele vivemos, nos movemos e somos” (At 17). Fomos inseridos na comunhão com o Pai, pela reconciliação que Cristo, o Filho, nos alcançou em sua cruz. O Santo Espírito foi derramado sobre nós como água viva, nos comunicando a graça da filiação divina. E não nos esqueçamos que fomos criados por Deus, na maravilhosa atuação do Pai, criados à sua imagem e semelhança. Já estamos mergulhados no mistério do Deus uno e trino que contemplamos, tentando imitá-lo em nossa vida de família e de comunidade. 

Guardando a mensagem


Construir comunidades de amor, onde as individualidades sejam respeitadas, onde se dialogue nas diferenças e se reencontre no perdão, não é algo utópico. Dá pra gente fazer. Mesmo com nossa fraqueza, dá pra gente construir famílias mais felizes e comunidades mais acolhedoras. A comunhão é coisa da nossa própria natureza espiritual, nós que agora somos irmãos no Senhor, membros do seu único corpo, filhos e filhas do mesmo e eterno Pai, habitados todos pelo único Espírito. Então, cuidemos de ser mais amorosos dentro de casa, com nossos pais, com nossos irmãos e parentes; mais gentis e generosos com quem encontrarmos; mais gratos e apaixonados pela mãe Igreja, que nos gerou como filhos para Deus e, permanentemente, nos alimenta com o pão da Palavra e da Eucaristia. 

Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele (Jo 3, 16)

Rezando a palavra 

Senhor Jesus, 
A experiência que temos, no dia-a-dia, termina nos fazendo descrentes do grande sonho da fraternidade que está no nosso coração. Nosso estilo de vida nos leva a tratar os outros com segundos interesses ou nos afastar deles tomando-os como inimigos, adversários, concorrentes. Assim vamos perdendo a confiança e o respeito pelos outros e destruindo as boas chances de aproximação, cooperação, amizade. Repetimos esse mesmo esquema dentro de casa, na Igreja também. Daqui a pouco não nos sentiremos mais filhos amados, mas críticos amargos de tudo e de todos. Ah, Senhor, esse domingo da Santíssima Trindade nos ajuda a dar um freio nisso. Não somente Deus é maravilhosamente uno e trino, uma comunidade de amor, que podemos imitar. Mas, por graça, estamos inseridos nessa comunidade de amor. Somos filhos. Somos irmãos. Somos amados. Estamos em comunhão. Que o teu Santo Espírito nos ajude a viver esse amor em casa, na rua, na igreja, no trabalho, na sociedade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

Quando, hoje, for fazer o sinal da cruz, faça-o devagar e pensando como o mistério do Deus uno e trino, Pai, Filho e Espírito Santo nos abraça. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

28 maio 2020

O DOM DA UNIDADE

Eu lhes dei a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um (Jo 17,22)
28 de maio de 2020

Ao aproximar-se a festa de Pentecostes, quando celebramos a vinda do Santo Espírito, a Igreja nos lê a oração sacerdotal de Jesus, em João capítulo 17. Na última ceia, com os discípulos, Jesus ora por nós. Ontem, ficamos encantados como ele pediu ao Pai que não nos tirasse do mundo, mas nos livrasse do mal. Hoje, ele fez um pedido ainda mais especial: ‘que todos sejamos um’, isto é, que vivamos em perfeita unidade.


O que será essa ‘unidade’ que Jesus está pedindo ao Pai para nós? O que podemos pensar de ‘unidade’, nós um povo marcado por tanta divisão, nós mesmos tão egoístas e interesseiros, com tanta gente desencantada pelo desamor e até pela traição. A gente fala de unidade, mas nem sabe mesmo o que realmente seja, nem acredita que realmente ela possa existir entre nós.

Jesus pediu ao Pai que nós sejamos um, como ele e o Pai são um, isto é, como eles estão identificados no amor. Olha como ele disse: “para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste”.

Então, entre Jesus e o Pai existe essa unidade perfeita. A unidade é uma expressão do amor. Jesus, entre nós, manifestou o amor do Pai. Ele nos deu a conhecer quem é o Pai. O Pai amou o mundo e enviou Jesus. O que é de um é do outro. “O que é meu é teu e o que é teu é meu”. No dizer de Jesus, o Pai lhe deu suas palavras e a sua glória. Jesus ama o Pai e realiza com todo amor a sua vontade. Nada do que Jesus diz ou faz, o faz por sua conta, mas porque o Pai mandou fazer ou dizer. É tanta identificação, que, mesmo sendo duas pessoas, os dois são um, estão em perfeita unidade.

Essa unidade entre o Pai e Jesus é o modelo de unidade que ele está nos apresentando. É assim que devemos viver na comunidade, em unidade, como Jesus e o Pai. O mandamento que ele nos deu foi o amor fraterno - ‘amem-se uns aos outros’ - com um finalzinho muito, muito sério: ‘como eu amei vocês’. E como foi que Jesus nos amou? Dando-se por nós, entregando-se em nosso favor, tomando o nosso lugar na morte. Esse é o amor com que ele nos amou: ‘morrendo por nós’. Então, esse é o amor que devemos aos irmãos: acolher, ser solidário, compreender, perdoar, sacrificar-se pelos outros,... A unidade é uma expressão do nosso amor.

O que Jesus pediu ao Pai, então? Que ele nos ajude a amar; a permanecer nele, nos identificando com ele; a amar os irmãos, como ele nos amou. Jesus nos deu a glória do Pai, que é o seu amor, cuja máxima expressão é o dom do seu Espírito. É o Espírito Santo que nos faz filhos de Deus, que nos forma como discípulos, com os mesmos sentimentos de Jesus. É o Espírito da verdade que nos conduz para a unidade perfeita entre nós e com o Pai e o Filho.

Guardando a mensagem

Jesus pediu para os que crerem nele o dom da unidade, sermos um, vivermos em perfeita unidade entre nós e com Deus. Não somente imitemos o Pai e o Filho, mas estejamos neles, na sua própria unidade. Isso é possível, particularmente, pelo grande dom do Espírito Santo, que nos faz filhos, unidos a Cristo. A unidade é possível, porque ela já existe entre Jesus e o Pai, no Espírito Santo. E nós fomos alcançados pelo amor de Deus manifestado em Jesus, por suas palavras e suas obras e, sobretudo, pelo dom de sua vida em nosso favor.

Eu lhes dei a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um (Jo 17,22)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Nós estamos na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Tu disseste, Senhor, que a unidade é a condição para que o mundo creia. Perdoa, Senhor, nossas faltas contra a unidade do teu rebanho, pelo pouco amor que demonstramos por tua Igreja e pela distância que alimentamos dos que creem em ti, mas pertencem a outras tradições cristãs. Pelo dom do teu Espírito, estamos unidos a ti, que nos amas de verdade. Por este mesmo dom, estamos unidos a todos os que creem em ti. Que o nosso amor, vivido nas comunidades cristãs e espalhado na sociedade, seja motivo de alegria e de glória para o Pai. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Se se apresentar, hoje, uma ocasião, fale com respeito e amor de sua comunidade cristã. Com igual afeto, faça referências a outras denominações cristãs. A unidade começa no coração.

Participe da Santa Missa que presido, hoje, às 11 horas da manhã, com transmissão pelas redes sociais (youtube, facebook e pelo aplicativo Tempo de Paz). Aproveite e me mande logo seu pedido de oração. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

16 junho 2019

PENSANDO BEM, VENDO MELHOR



Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade (Jo 16, 13)

16 de junho de 2019 – Domingo da Santíssima Trindade

A nossa realidade é assim. Desunião dentro de casa. Gente brigada na comunidade. Um país polarizado. Gente que não escuta, nem dialoga, só correndo atrás do seu interesse. Mas, não estamos satisfeitos com isso. Sonhamos com algo bem diferente. Famílias, onde se vive amor e respeito. Comunidades inclusivas e solidárias. Um país no caminho da justiça e da fraternidade. Esse é o sonho que temos no coração.

Podemos pensar: temos um bom exemplo a seguir, a Santíssima Trindade. Eles são três pessoas, mas são um só Deus. Cada um tem a sua individualidade: um é o Pai; outro é o Filho; e o outro é o Espírito Santo. São três, cada um tem sua atuação, mas vivem na perfeita unidade. São um. Podemos nos inspirar nesse modelo para construir famílias e comunidades unidas e felizes. 

Podemos pensar um pouco mais. Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Então, já está no nosso DNA a inclinação para a compreensão, a cooperação, a unidade. Por isso, ficamos tão desapontados com esse desencontro, essa concorrência, essa busca egoísta de felicidade que experimentamos todo dia, em nós, em nossas famílias, em nossas comunidades. 


Pensando ainda melhor, podemos perceber uma realidade surpreendente. O Deus uno e trino, que habita no mais alto do céu, o Deus que adoramos não é apenas um belo modelo a ser imitado. Nós já vivemos mergulhados nele, na grande experiência do seu amor. O salmo oitavo exalta o ser humano e pergunta ao Altíssimo: “Senhor, que é o homem, para dele vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?”. É que nos vemos rodeados de tanta atenção, de tanto carinho, participantes do seu poder e de sua glória. O Deus lá do alto fez morada cá entre nós. Nós nos sentimos, como Pedro, Tiago e João na transfiguração de Jesus, no Monte: envolvidos pela nuvem de sua presença e de sua glória. 


De saída, precisamos nos dar conta de uma coisa. Tem alguém que nos abre os olhos da fé para ver essa verdade tão pertinho de nós, para termos a experiência de nos sentirmos amados, abraçados e inseridos na comunidade divina, como filhos. Nem precisa pensar muito. Nas leituras de hoje, está clarinho: esse alguém é o Espírito Santo. Ele já estava ao lado do Pai, na criação do mundo. Ele é a sabedoria que dirigiu a obra da criação, pulando de contentamento pelas coisas lindas que estavam sendo feitas. É o que nos conta o Livro dos Provérbios. Ele, o Espírito Santo é quem derrama o amor de Deus em nossos corações, em nós que fomos redimidos por Cristo, nos diz a Carta aos Romanos. Ele, o Espírito, é quem está nos ajudando a compreender coisas que nós, anteriormente, não éramos capazes de compreender. Ele é o enviado do Pai e do Filho que está nos conduzindo à plena verdade. É Jesus nos falando no evangelho de hoje, João 17. 

Já estamos mergulhados na Trindade. Como disse Paulo, em sua pregação em Atenas: “nele vivemos, nos movemos e somos” (At 17). Fomos inseridos na comunhão com o Pai, pela reconciliação que Cristo, o filho, nos alcançou em sua cruz. O Santo Espírito foi derramado sobre nós como água viva, nos comunicando a graça da filiação divina. E não nos esqueçamos que fomos criados por Deus, na maravilhosa atuação do Pai, criados à sua imagem e semelhança. Já estamos mergulhados no mistério do Deus uno e trino que contemplamos, tentando imitá-lo em nossa vida de família e de comunidade. 

Guardando a mensagem

Construir comunidades de amor, onde as individualidades sejam respeitadas, onde se dialogue nas diferenças e se reencontre no perdão, não é algo utópico. Dá pra gente fazer. Mesmo com nossa fraqueza, dá pra gente construir famílias mais felizes e comunidades mais acolhedoras. A comunhão é coisa da nossa própria natureza espiritual, nós que agora somos irmãos no Senhor, membros do seu único corpo, filhos e filhas do mesmo e eterno Pai, habitados todos pelo único Espírito. Então, cuidemos de ser mais amorosos dentro de casa, com nossos pais, com nossos irmãos e parentes; mais gentis e generosos com quem encontrarmos; mais gratos e apaixonados pela mãe Igreja, que nos gerou como filhos para Deus e, permanentemente, nos alimenta com o pão da Palavra e da Eucaristia. 

Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade (Jo 16, 13)

Rezando a palavra

Senhor Jesus, 

A experiência que temos, no dia-a-dia, termina nos fazendo descrentes do grande sonho da fraternidade que está no nosso coração. Nosso estilo de vida nos leva a tratar os outros com segundos interesses ou nos afastar deles tomando-os como inimigos, adversários, concorrentes. Assim vamos perdendo a confiança e o respeito pelos outros e destruindo as boas chances de aproximação, cooperação, amizade. Repetimos esse mesmo esquema dentro de casa, na Igreja também. Daqui a pouco não nos sentiremos mais filhos amados, mas críticos amargos de tudo e de todos. Ah, Senhor, esse domingo da Santíssima Trindade nos ajuda a dar um freio nisso. Não somente Deus é maravilhosamente uno e trino, uma comunidade de amor, que podemos imitar. Mas, por graça, estamos inseridos nessa comunidade de amor. Somos filhos. Somos irmãos. Somos amados. Estamos em comunhão. Que o teu Santo Espírito nos ajude a viver esse amor em casa, na rua, na igreja, no trabalho, na sociedade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

Quando, hoje, for fazer o sinal da cruz, faça-o devagar e pensando como o mistério do Deus uno e trino, Pai, Filho e Espírito Santo nos abraça. 

Pe. João Carlos Ribeiro – 17 de junho de 2019

06 junho 2019

QUE TODOS SEJAM UM

Eu lhes dei a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um (Jo 17,22)
06 de maio de 2019.
Ao aproximar-se a festa de Pentecostes, quando celebramos a vinda do Santo Espírito, a Igreja nos lê a oração sacerdotal de Jesus, em João capítulo 17. Na última ceia, com os discípulos, Jesus ora por nós. Ontem, ficamos encantados como ele pediu ao Pai que não nos tirasse do mundo, mas nos livrasse do mal. Hoje, ele fez um pedido ainda mais especial: ‘que todos sejamos um’, isto é, que vivamos em perfeita unidade.
O que será essa ‘unidade’ que Jesus está pedindo ao Pai para nós? O que podemos pensar de ‘unidade’, nós um povo marcado por tanta divisão, nós mesmos tão egoístas e interesseiros, com tanta gente desencantada pelo desamor e até pela traição. A gente fala de unidade, mas nem sabe mesmo o que realmente seja, nem acredita que realmente ela possa existir entre nós.
Jesus pediu ao Pai que nós sejamos um, como ele e o Pai são um, isto é,  como eles estão identificados no amor. Olha como ele disse: “para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste”.
Então, entre Jesus e o Pai existe essa unidade perfeita. A unidade é uma expressão do amor. Jesus, entre nós, manifestou o amor do Pai. Ele nos deu a conhecer quem é o Pai. O Pai amou o mundo e enviou Jesus. O que é de um é do outro. “O que é meu é teu e o que é teu é meu”. No dizer de Jesus, o Pai lhe deu suas palavras e a sua glória.  Jesus ama o Pai e realiza com todo amor a sua vontade. Nada do que Jesus diz ou faz, o faz por sua conta, mas porque o Pai mandou fazer ou dizer. É tanta identificação, que, mesmo sendo duas pessoas, os dois são um, estão em perfeita unidade.
Essa unidade entre o Pai e Jesus é o modelo de unidade que ele está nos apresentando. É assim que devemos viver na comunidade, em unidade, como Jesus e o Pai. O mandamento que ele nos deu foi o amor fraterno - ‘amem-se uns aos outros’ - com um finalzinho muito, muito sério: ‘como eu amei vocês’. E como foi que Jesus nos amou? Dando-se por nós, entregando-se em nosso favor, tomando o nosso lugar na morte. Esse é o amor com que ele nos amou: ‘morrendo por nós’. Então, esse é o amor que devemos aos irmãos: acolher, ser solidário, compreender, perdoar, sacrificar-se pelos outros,... A unidade é uma expressão do nosso amor.
O que Jesus pediu ao Pai, então? Que ele nos ajude a amar; a permanecer nele, nos identificando com ele; a amar os irmãos, como ele nos amou. Jesus nos deu a glória do Pai, que é o seu amor, cuja máxima expressão é o dom do seu Espírito. É o Espírito Santo que nos faz filhos de Deus, que nos forma como discípulos, com os mesmos sentimentos de Jesus. É o Espírito da verdade que nos conduz para a unidade perfeita entre nós e com o Pai e o Filho.
Guardando a mensagem
Jesus pediu para os que crerem nele o dom da unidade, sermos um, vivermos em perfeita unidade entre nós e com Deus. Não somente imitemos o Pai e o Filho, mas estejamos neles, na sua própria unidade. Isso é possível, particularmente, pelo grande dom do Espírito Santo, que nos faz filhos, unidos a Cristo. A unidade é possível, porque ela já existe entre Jesus e o Pai, no Espírito Santo. E nós fomos alcançados pelo amor de Deus manifestado em Jesus, por suas palavras e suas obras e, sobretudo, pelo dom de sua vida em nosso favor.
Eu lhes dei a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um (Jo 17,22)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Nós estamos na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Tu disseste, Senhor,  que a unidade é a condição para que o mundo creia. Perdoa, Senhor, nossas faltas contra a unidade do teu rebanho, pelo pouco amor que demonstramos por tua Igreja e pela distância que alimentamos dos que creem em ti, mas pertencem a outras tradições cristãs. Pelo dom do teu Espírito, estamos unidos a ti, que nos amas de verdade. Por este mesmo dom, estamos unidos a todos os que creem em ti. Que o nosso amor, vivido nas comunidades cristãs e espalhado na sociedade, seja motivo de alegria e de glória para o Pai. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos viver a palavra
Se se apresentar, hoje, uma ocasião, fale com respeito e amor de sua comunidade cristã. Com igual afeto, faça referências a outras denominações cristãs. A unidade começa no coração.

Pe. João Carlos Ribeiro – 06 de maio de 2019.

17 agosto 2018

MATRIMÔNIO E FAMÍLIA NOS PLANOS DE DEUS

O que Deus uniu, o homem não separe (Mt 19, 6)
17 de agosto de 2018.
Nós estamos vivendo a Semana Nacional da Família. E o Evangelho de Jesus, hoje, nos fala do casamento. A união do homem e da mulher é obra do Criador. “Já não são dois, mas uma só carne”, diz a Palavra.  Unir duas vidas, vivendo um para o outro, partilhando projetos e sonhos, sendo canal para o nascimento de uma nova vida, tudo isso toca o mistério de Deus.
"Jesus, que tudo reconciliou em Si mesmo e redimiu o homem do pecado, não só voltou a levar o matrimônio e a família à sua forma original, mas também elevou o matrimônio a sinal sacramental do seu amor pela Igreja", nos diz a Exortação do Papa Francisco sobre a Família.  Você é casado, é casada? Então, viva essa condição como verdadeira graça de Deus. Nos dias de hoje, há muita coisa que conspira contra o matrimônio. Mas, não se deixe seduzir pelo mal. Não assuma o pensamento do mundo sobre o casamento. Assimile o pensamento de Deus, como Jesus o exprimiu no seu evangelho. A vida a dois é exigente, porque pede esforço de superação do egoísmo, do individualismo. Casamento não dá certo com gente egoísta ou interessada apenas no desfrute dessa vida.
Como é importante que o casamento seja vivido em obediência à vontade de Deus! É um estado de santidade, de participação no mistério de Deus que é Amor e Unidade. Por isso, é importante vivê-lo em clima de espiritualidade. Assim, lembremos a oração, a oração de todos pelo bem dos esposos e a oração dos esposos, um pelo outro e dos dois juntos. Longe de Deus, o casamento tem pouca chance de sobreviver e ser caminho de plenitude na vida do casal. Viva o seu casamento em obediência e comunhão com Deus. Esse é o caminha da felicidade.
Na Exortação Apostólica “O Amor na Família” (Amoris laetitia), o Papa Francisco deixou escrito: “A família e o matrimónio foram redimidos por Cristo, restaurados à imagem da Santíssima Trindade, mistério donde brota todo o amor verdadeiro. A aliança esponsal, inaugurada na criação e revelada na história da salvação, recebe a revelação plena do seu significado em Cristo e na sua Igreja. O matrimónio e a família recebem de Cristo, através da Igreja, a graça necessária para testemunhar o amor de Deus e viver a vida de comunhão”.
Noutra parte do documento, o Papa escreveu: “Um amor frágil ou enfermiço, incapaz de aceitar o matrimónio como um desafio que exige lutar, renascer, reinventar-se e recomeçar sempre de novo até à morte, não pode sustentar um nível alto de compromisso. Cede à cultura do provisório, que impede um processo constante de crescimento. Para que este amor possa atravessar todas as provações e manter-se fiel contra tudo, requer-se o dom da graça que o fortalece e eleva””.
Guardando a mensagem
O casamento é obra do Criador, que o concebeu como expressão de verdadeira comunhão. Mesmo que os casais do seu tempo encontrassem dificuldades e limites na vida a dois, Jesus confirmou o ensinamento da Escritura: A unidade (os dois serão uma só carne) e a indissolubilidade (o que Deus uniu, o homem não separe). Feliz o casal que chega a viver o seu matrimônio como expressão de amor e de obediência a Deus e ao seu projeto de felicidade e salvação!
O que Deus uniu, o homem não separe (Mt 19, 6)
Acolhendo a palavra
Senhor Jesus,
Abençoa os casais que estão enfrentando turbulências no seu casamento. Senhor, que eles possam beber da fonte do amor que és tu mesmo e em ti encontrar forças para perseverar no amor, exercitando a paciência e o perdão. Cura, Senhor, as chagas abertas pela infidelidade no matrimônio. Dá a graça da reconciliação, da restauração da vida matrimonial a tanta gente que se vê tocada pela tua graça. Abençoa, Senhor, com a bênção dos filhos, a união matrimonial dos casais jovens. Abençoa, com a bênção dos netos, os casais mais adultos. Repete no coração de todos que o casamento é santo, lugar de santificação e de união com Deus. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Na meditação do terço mariano, esta sexta-feira é dia dos mistérios dolorosos. A dica é você rezar, hoje, o terço por sua família.

Pe. João Carlos Ribeiro – 17.08.2018

25 maio 2018

O AMOR É A LÓGICA DE DEUS


O que Deus uniu, o homem não separe (Mc 10, 9)

25 de maio de 2018.

Jesus está ensinando ao povo. O que ele ensina? Ele descreve o Reino de Deus, que já está acontecendo por sua presença, por suas palavras e por suas ações. Não se trata de uma lei a ser cumprida, mas de um amor a ser amado. Jesus revela o Pai que ama o mundo e envia seu filho para resgatá-lo. E o filho, que por amor aos seus, entrega a sua vida. O convite é que entremos nessa dinâmica de amor: amemos a Deus, amemos o próximo, imitemos o Pai que dá seu filho e o filho que dá sua vida. O amor é a lógica do Evangelho.

A obra de Jesus foi restaurar o projeto original de Deus. Nele, a humanidade decaída em Adão e Eva encontra a reconciliação, o perdão. E o ser humano redimido  vai se identificando progressivamente com Cristo, pela fé, pelo batismo, pela prática da palavra. É ramo enxertado na videira. Para ele ou para ela, o matrimônio é uma vocação, um chamado de Deus, vivido como caminho de santidade. O casamento não é uma formalidade, um rito social. É a acolhida de um dom maravilhoso, da graça de Deus e do seu Espírito para realizar, na família, o amor de Deus pelo seu povo, o amor de Cristo por sua Igreja. No matrimônio, um se entrega ao outro. E nisso expressam e realizam o amor nupcial de Cristo e de sua Igreja. “Já não serão dois, mas uma só carne”. Os cônjuges realizam, em sua vida e em sua sexualidade, a unidade de Deus, a comunhão.  

Mesmo mergulhados na ótica do amor de Deus, os casados continuam frágeis e sujeitos a quedas. Na sua fraqueza humana, são, no entanto, sustentados pela graça de Cristo e aplicam-se mutuamente o remédio do perdão. Na sua vida de casal e na família que formam exprimem o amor de Deus no cuidado um com o outro, no carinho com que se tratam, no cuidado mútuo, na comunhão de bens, na abertura à vida que chega como fecundidade do amor. O matrimônio cristão está no nível do amor do Reino de Deus, não no nível do simples cumprimento de leis. Participa da experiência do amor de Deus pela humanidade  e de Cristo por sua Igreja. Por isso, é experiência de unidade (“já não dois, mas uma só carne”) e de fidelidade (não é um vínculo que se dissolve, que se desfaz).

O casamento é obra do Criador, que o concebeu como expressão de verdadeira comunhão. Jesus restaurou o projeto original de Deus em relação ao casamento. Mesmo que os casais do seu tempo encontrassem dificuldades e limites na vida a dois, Jesus confirmou o ensinamento da Escritura: a unidade (os dois serão uma só carne) e a indissolubilidade (o que Deus uniu, o homem não separe). Feliz o casal que chega a viver o seu matrimônio como expressão de amor e de obediência a Deus e ao seu projeto de felicidade e salvação!

Vamos guardar a mensagem

Jesus elevou o casamento, obra divina, ao nível de sacramento, sinal visível do amor de Deus que se manifestou nele como salvação . Você é casado, é casada? Então, viva essa condição como verdadeira graça de Deus. Nos dias de hoje, há muita coisa que conspira contra o matrimônio. Mas, não se deixe seduzir pelo mal. Não assuma o pensamento do mundo sobre o casamento. Assimile o pensamento de Deus, como Jesus o exprimiu no seu evangelho. A vida a dois é exigente, porque pede esforço de superação do egoísmo, do individualismo;  mas, conta com o perdão e a graça de Deus para superar os pequenos e grandes desencontros.

O que Deus uniu, o homem não separe (Mc 10, 9)

Vamos rezar a palavra

Senhor Jesus,

Abençoa os casais que estão enfrentando turbulências no seu casamento. Senhor, que eles possam beber da fonte do amor que és tu mesmo e em ti encontrar forças para perseverar no amor, exercitando a paciência e o perdão. Cura, Senhor, as chagas abertas pela infidelidade no matrimônio. Dá a graça da reconciliação, da restauração da vida matrimonial a tanta gente que se vê tocada pela tua graça. Abençoa, Senhor, com a bênção dos filhos, a união matrimonial dos casais jovens. Abençoa, com a bênção dos netos, os casais mais adultos. Repete no coração de todos que o casamento é santo, lugar de santificação e de união com Deus. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vamos viver a palavra

Muita gente está enfrentando turbulências no seu casamento. Se for o seu caso, procure conversar com alguém que tenha uma caminhada  de fé. Não dê ouvido a qualquer um. Se não for o seu caso, tudo bem. Quem sabe, hoje, não apareça uma oportunidade pra você ajudar alguém a pensar melhor o seu casamento!  

Pe. João Carlos Ribeiro – 25.05.2018

16 maio 2018

QUE TODOS SEJAM UM

Eu lhes dei a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um (Jo 17,22)
17 de maio de 2018.
Ao aproximar-se a festa de Pentecostes, quando celebramos a vinda do Santo Espírito, a Igreja nos lê a oração sacerdotal de Jesus, em João capítulo 17. Na última ceia, com os discípulos, Jesus ora por nós. Ontem, ficamos encantados como ele pediu ao Pai que não nos tirasse do mundo, mas nos livrasse do mal. Hoje, ele fez um pedido ainda mais especial: ‘que todos sejamos um’, isto é, que vivamos em perfeita unidade.
O que será essa ‘unidade’ que Jesus está pedindo ao Pai para nós? O que podemos pensar de ‘unidade’, nós um povo marcado por tanta divisão, nós mesmos tão egoístas e interesseiros, com tanta gente desencantada pelo desamor e até pela traição. A gente fala de unidade, mas nem sabe mesmo o que realmente seja, nem acredita que realmente ela possa existir entre nós.
Jesus pediu ao Pai que nós sejamos um, como ele e o Pai são um, isto é,  como eles estão identificados no amor. Olha como ele disse: “para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste”.
Então, entre Jesus e o Pai existe essa unidade perfeita. A unidade é uma expressão do amor. Jesus, entre nós, manifestou o amor do Pai. Ele nos deu a conhecer quem é o Pai. O Pai amou o mundo e enviou Jesus. O que é de um é do outro. “O que é meu é teu e o que é teu é meu”. No dizer de Jesus, o Pai lhe deu suas palavras e a sua glória.  Jesus ama o Pai e realiza com todo amor a sua vontade. Nada do que Jesus diz ou faz, o faz por sua conta, mas porque o Pai mandou fazer ou dizer. É tanta identificação, que, mesmo sendo duas pessoas, os dois são um, estão em perfeita unidade.
Essa unidade entre o Pai e Jesus é o modelo de unidade que ele está nos apresentando. É assim que devemos viver na comunidade, em unidade, como Jesus e o Pai. O mandamento que ele nos deu foi o amor fraterno - ‘amem-se uns aos outros’ - com um finalzinho muito, muito sério: ‘como eu amei vocês’. E como foi que Jesus nos amou? Dando-se por nós, entregando-se em nosso favor, tomando o nosso lugar na morte. Esse é o amor com que ele nos amou: ‘morrendo por nós’. Então, esse é o amor que devemos aos irmãos: acolher, ser solidário, compreender, perdoar, sacrificar-se pelos outros,... A unidade é uma expressão do nosso amor.
O que Jesus pediu ao Pai, então? Que ele nos ajude a amar; a permanecer em Jesus, nos identificando com ele; a amar os irmãos, como ele nos amou. Jesus nos deu a glória do Pai, que é o seu amor, cuja máxima expressão é o dom do seu Espírito. É o Espírito Santo que nos faz filhos de Deus, que nos forma como discípulos, com os mesmos sentimentos de Jesus. É o Espírito da verdade que nos conduz para a unidade perfeita entre nós e com o Pai e o Filho.
Vamos guardar a mensagem
Jesus pediu para os crerem nele o dom da unidade, sermos um, vivermos em perfeita unidade entre nós e com Deus. Não somente imitemos o Pai e o Filho, mas estejamos neles, na sua própria unidade. Isso é possível, particularmente, pelo grande dom do Espírito Santo, que nos faz filhos, unidos a Cristo. A unidade é possível, porque ela já existe entre Jesus e o Pai, no Espírito Santo. E nós, fomos alcançados pelo amor de Deus manifestado em Jesus, por suas palavras e suas obras e, sobretudo, pelo dom de sua vida em nosso favor.
Eu lhes dei a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um (Jo 17,22)
Vamos rezar a palavra
Senhor Jesus,
Nós estamos na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Tu disseste, Senhor,  que a unidade é a condição para que o mundo creia. Perdoa, Senhor, nossas faltas contra a unidade do teu rebanho, pelo pouco amor que demonstramos por tua Igreja e pela distância que alimentamos dos que creem em ti, mas pertencem a outras tradições cristãs. Pelo dom do teu Espírito, estamos unidos a ti, que nos amas de verdade. Por este mesmo dom, estamos unidos a todos os que creem em ti. Que o nosso amor, vivido nas comunidades cristãs e espalhado na sociedade, seja motivo de alegria e glória para o Pai. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos viver a palavra
Se se apresentar, hoje, uma ocasião, fale com respeito e amor de sua comunidade cristã. Com igual afeto, faça referências a outras denominações cristãs. A unidade começa no coração.

Pe. João Carlos Ribeiro – 17.06.2018

16 abril 2016

As minhas ovelhas

“As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem”. (Jo 10, 27)

Esse pequeno texto do evangelho do Domingo do Bom Pastor deste ano bem que poderia levar esse título: As minhas ovelhas, eu e meu pai. Sobre as ovelhas, são ditas sete coisas: elas escutam a minha voz, elas me seguem, elas jamais se perderão, elas não serão arrancadas de minha mão, elas são conhecidas por mim, elas têm a vida eterna que eu lhes dou, elas me foram entregues por meu pai. Quem está dizendo isso: o pastor das ovelhas, Jesus.

Para uma sociedade rural, como a de Jesus, em que muita gente vivia da pecuária, a imagem do rebanho e o seu relacionamento com o pastor era uma coisa muito conhecida. Essa imagem, na Bíblia Sagrada, está aplicada ao relacionamento entre Deus e seu povo. Deus é o pastor do seu povo. O salmo 99 nos faz rezar:  “Nós somos seu povo e seu rebanho”.  “O Senhor é o meu pastor”, rezavam com o salmo 23. Há um relacionamento de proximidade entre as ovelhas e o seu pastor. O pastor as conhece uma a uma e as chama pelo nome, ao reuni-las para saírem para as pastagens. Ele vai à frente e elas o seguem, com confiança. A presença do pastor impede que elas se dispersem e se percam. Com ele, estão a salvo das feras e dos ladrões. E o pastor às leva às melhores pastagens e às fontes de água limpa.  

07 maio 2013

Semana da Unidade

Preparando a festa de Pentecostes, realizamos em todo o Brasil a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, de 12 a 19 deste mês de maio. O tema deste ano é "O que Deus exige de nós?", inspirado em Miquéias 6, 6-8.  Esta semana de oração é realizada em conjunto pelas igrejas que formam o CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristã do Brasil. A semana da unidade nos prepara para a grande festa de Pentecostes, o derramamento do Espírito sobre a Igreja.

21 maio 2012

Semana da Unidade

Estamos na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. A ocasião é a proximidade da festa de Pentecostes. 

Pentecostes foi o contrário de Babel. Foi e é. Babel foi a torre da discórdia, do desentendimento, da dispersão. O orgulho, os interesses particulares, o individualismo destruíram o projeto coletivo da torre que chegava aos céus. O resultado foi a dispersão por toda a terra. Em Pentecostes aconteceu o contrário. A nova torre elevou finalmente a humanidade aos céus. Na torre do cenáculo, venceu o espírito de humildade, de comunidade, de amor. O amor de Deus se derramou sobre todos, reunindo os dispersos, encorajando os tímidos, fazendo a comunhão dos diferentes. Em Babel, o povo se dispersou por toda a terra. Em Pentecostes, o povo disperso por todo o mundo convergiu para um só lugar, entendeu uma só língua, batizou-se na comunhão.