Mostrando postagens com marcador Mt 28. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mt 28. Mostrar todas as postagens

20200524

ASCENSÃO DE JESUS



Eis que estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo (Mt 28, 20)

24 de maio de 2020



Este é o domingo da ascensão de Jesus ao céu. A ascensão é o coroamento de toda sua vida e sua obra: vida, paixão, morte e ressurreição. Pela ascensão, o vemos entrando na glória de Deus, inserindo-se definitivamente em Deus. E lá se foi ele com a nossa humanidade. Sempre foi o filho, no seio da Trindade. Mas, agora, é também um de nós, filho da nossa humanidade. O primeiro de todos nós, vencedor do mal, do pecado e da morte. Foi à nossa frente e vai nos preparar um lugar para estarmos sempre com ele. Os discípulos, no monte, ficaram olhando para o alto, absortos com esse mistério tão grande. Jesus está em Deus.

Antes dessa partida, Jesus tinha instruído os discípulos. Duas coisas importantíssimas ele explicou. A primeira: Nele, estava todo o cumprimento das Escrituras Sagradas. Como eles diziam “a lei, os profetas, os salmos”, tudo apontava para ele que veio anunciar o Reino de Deus. Na sua paixão, morte e ressurreição estava o cumprimento de todas as promessas aos antigos. E a segunda: Voltando, ele enviaria o Espírito Santo, a força do alto que seria derramada sobre eles. O Espírito, que vinha da parte do Pai e dele, os ajudaria a entender o seu legado e a ser fieis à grande tarefa que ele lhes deixaria.

A grande tarefa seria a continuação de sua missão. Eles seriam suas testemunhas. Falariam a todos sobre sua vida e seus ensinamentos, anunciando a conversão e o perdão dos pecados em seu nome. Começariam isso por Jerusalém. Foi ali que Jesus concluiu a sua parte. Ali, começaria a deles. Em pouco tempo, receberiam o mesmo Espírito que conduziu Jesus em sua vida missionária.

Com este Domingo da Ascensão do Senhor, estamos celebrando o 54º. Dia Mundial das Comunicações. O Papa Francisco dedicou uma bela mensagem, para esta jornada, escrevendo sobre a narração, as histórias boas que ajudam o mundo a encontrar o caminho de Deus. Estamos encarregados de levar ao mundo a história das histórias, a de Jesus, a maior história do amor de Deus pelo homem e do amor do homem por Deus. Como disse São Paulo, nós somos a Carta de Cristo, escrita pelo Espírito Santo em nossos corações. Somos as testemunhas de Jesus. E a história de Jesus não é história do passado, é a nossa história com ele.

A ascensão não é a ausência de Jesus. Certo, não está mais presente fisicamente. Mas, é uma nova forma de estar presente. É ele quem anuncia o Reino, quem vai atrás da ovelha perdida, quem purifica o leproso, quem redime os pecadores. Agora, ele age por meio de seus discípulos, de suas comunidades, de sua Igreja, o seu corpo. A sua presença é obra do Espírito Santo na vida e na missão dos que o amam e guardam a sua palavra. Depois de dar aos discípulos o mandato de realizar a missão pelo mundo todo, ele fez uma promessa: “Eis que estarei com vocês, todos os dias, até a consumação dos séculos”. A ascensão é uma nova e eficiente forma dele estar presente.

Guardando a mensagem

Jesus despediu-se dos seus discípulos e foi elevado ao céu. É lá onde Jesus agora está, sentado à direita do Pai. Pela ascensão, entrou definitivamente na esfera de Deus, levando consigo a nossa humanidade. Agora, sabemos: é lá também o nosso lugar. O coroamento de nossa vida será também o nosso ingresso definitivo em Deus. Mas, estar na glória de Deus não quer dizer que Jesus esteja ausente. Pelo contrário, pela ascensão ele está entre nós de uma maneira nova e surpreendente. E isso é possível pela atuação do Espírito Santo que ele derramou sobre nós, com o qual fomos batizados. Revestidos do Espírito Santo, agimos, agora, em seu nome, isto é, em comunhão com ele. Reeditamos os seus gestos de amor pelos irmãos, de inclusão dos desprezados, de defesa dos injustiçados. A todos, com nossa palavra e nossas atitudes, falamos de sua dignidade de filhos de Deus e do grande sonho da fraternidade neste mundo. Em seu nome, abençoamos. Em seu nome, convidamos o filho pródigo à conversão. Em seu nome, os irmãos são perdoados e nos alimentamos do pão de sua Palavra e de sua presença sacramental na Eucaristia. Ele está presente. Ele está no meio de nós.

Eis que estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo (Mt 28, 20)

Rezando a palavra

Rezemos a oração com que o Papa Francisco termina sua mensagem para este Dia Mundial das Comunicações:

Ó Maria, mulher e mãe, tu teceste em teu seio a Palavra divina, tu narraste com a tua vida as maravilhosas obras de Deus. Ouve as nossas histórias, guarda-as no teu coração e faz tuas também as histórias que ninguém quer escutar. Ensina-nos, mãe, a reconhecer o fio bom que guia a história. Olha a quantidade de ‘nós’ em que se emaranhou a nossa vida, paralisando a nossa memória. Pelas tuas mãos delicadas, todos os ‘nós’ podem ser desatados. Mulher do Espírito, Mãe da confiança, inspira-nos, Senhora. Ajuda-nos a construir histórias de paz, histórias de futuro. E indica-nos o caminho para as percorrermos juntos. Amém.

Vivendo a palavra

“Ele está no meio de nós” – é a resposta que nós damos na Missa. Seja a sua prece hoje, muitas vezes, durante a sua jornada. E na Missa que você vai participar, possivelmente, pelas redes sociais, responda com gosto: “Ele está no meio de nós”.

No final da apresentação da Meditação de hoje, no seu aplicativo, estou deixando um link pra você ler a mensagem do Papa Francisco para este Dia Mundial das Comunicações, uma página breve e inspiradora.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

20200413

A ALEGRIA E A CORAGEM DAS MULHERES



As mulheres correram, com grande alegria, para dar a notícia aos discípulos (Mt 28,8).

13 de abril de 2020

Segunda-feira da oitava da páscoa. Acabamos de celebrar o domingo da ressurreição e a grande alegria dessa solenidade se estende por oito dias, a oitava de Páscoa.

E você, nesta quarentena, passou bem a semana santa? Está conseguindo sintonizar com a alegria que está no nosso coração: a alegria de quem crê, o júbilo de quem encontrou Jesus ressuscitado?

No evangelho de hoje, Maria Madalena e outra Maria vão ao sepulcro, no domingo, cedinho. E elas têm uma grande surpresa. O anjo do Senhor remove a pedra do túmulo e lhes diz que Jesus não está mais ali. E que elas avisem aos discípulos que ele ressuscitou. As duas Marias partem depressa do sepulcro para avisar a Pedro e seus companheiros. Aí, elas têm uma segunda surpresa: o próprio Jesus vem ao encontro delas. “Alegrem-se”, disse ele. E elas se prostram e se abraçam com Jesus. Ele lhes diz que não tenham medo e que vão avisar aos discípulos para eles irem para a Galileia. Lá eles o encontrarão.

Os soldados que montavam guarda no túmulo de Jesus também vêem o anjo que removeu a pedra e ficam com muito medo. Alguns vão logo contar o acontecido às autoridades de Jerusalém. Os chefes do Templo combinam de dar uma grande quantia em dinheiro aos soldados para eles darem outra versão ao ocorrido. Os soldados então espalham que os discípulos de Jesus roubaram o seu corpo.
A ressurreição de Jesus foi uma boa notícia para os discípulos, para as mulheres que o seguiam, para o povo que o amava. A ressurreição de Jesus foi uma má notícia para os sumo-sacerdotes e anciãos do Templo de Jerusalém, para os seus opositores e para as forças militares que o executaram.

No caso das mulheres, a ressurreição foi motivo de encorajamento, alegria e disponibilidade para a Missão. Tanto o anjo como Jesus lhes disseram que não tivessem medo. Vencer o medo foi a primeira reação das mulheres. A segunda reação foi a alegria que tomou conta do coração delas. O próprio Jesus as convidou a alegrarem-se. E, diante da missão recebida, de comunicar aos discípulos a boa nova, elas moveram-se com presteza, com disponibilidade. Partiram depressa.

Guardando a mensagem

Estas são as três atitudes que precisamos cultivar nestes dias da Páscoa do Senhor: a coragem, a alegria e a disponibilidade para a missão. Vencer o temor, pela certeza de que Deus está ao lado dos sofredores e lhes dá vitória. Encher o coração de alegria pela nossa participação na vitória de Cristo. E colocarmo-nos à disposição para levar essa boa notícia a outros.

Por outro, lado tomemos distância das três atitudes dos soldados que guardavam o túmulo: o medo, o suborno e a mentira. Ao ver o anjo removendo a pedra, os guardas ficaram morrendo de medo. Os chefes resolveram dar-lhes um bom dinheiro em troca do seu silêncio. E eles aceitaram ser subornados. E deviam espalhar uma mentira, fake news, notícias falsas, tão em moda: dizer que os discípulos roubaram o corpo, enquanto eles dormiam.

As mulheres correram, com grande alegria, para dar a notícia aos discípulos (Mt 28,8).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Infelizmente, vemos, todo dia, muita gente, longe da vida nova que trouxeste, movendo-se nas sombras para fazer valer seus interesses, semeando medo, promovendo suborno e espalhando mentiras. Que o mal não prevaleça sobre nós, Senhor. Livra-nos do mal. Dá-nos, sim, imitar, as atitudes das mulheres que te encontraram naquela manhã de domingo: a coragem, a alegria e a disponibilidade para a missão. Assim, poderemos ser testemunhas de tua vitória e de nossa vitória contigo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

No seu caderno espiritual, responda a esta pergunta: Por que a Páscoa é tão importante para você?

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

20200411

UM POVO EM VIGÍLIA

Então Jesus disse às mulheres: “Não tenham medo. Vão anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão”.(Mt 28, 10)

11 de abril de 2020.

É verdade que, neste sábado santo, estamos num dia de silêncio e recolhimento, em vigília, como que ao lado do sepulcro do Senhor. Mas, não se trata de clima de velório, nada disso. Estamos, propriamente, em concentração. Preparamo-nos para celebrar, com toda exultação, o mistério da vitória de Jesus sobre a morte. Não porque ele esteja morto e vá ressuscitar hoje à noite, nada disso. Mas, para fazer memória de sua vitória sobre a morte. Ele vive triunfante, ele é o ressuscitado. A morte e a ressurreição do Senhor são o grande mistério no qual vivemos mergulhados. É o que estamos celebrando no Tríduo Pascal: a sua entrega em nosso favor, a sua morte de cruz nos lavando do pecado, a sua ressurreição dos mortos nos comunicando a vida de Deus.

A celebração de hoje é a vigília pascal, à noite. Depois de um dia de recolhimento, vamos celebrar a ressurreição do Senhor. Nós nos damos conta que, com sua ressurreição, começa um novo tempo e que sua vitória é também nossa. Nós mergulhamos neste mistério de morte e ressurreição, particularmente, pelo batismo. Como disse Paulo, no batismo, fomos sepultados com ele, renascemos com ele. Começamos, assim, a viver a vida nova da graça que ele conquistou para nós. Foi o que ele disse a Pedro: “Seu eu não te lavar, não terás parte comigo”. Somos lavados pelo batismo. Temos parte com ele.

Em vigília, serão lidos diversos textos da Escritura que narram as maravilhosas obras de Deus na criação, na libertação do povo da escravidão do Egito, no retorno do exílio da Babilônia, no batismo dos cristãos. No evangelho, lido hoje em São Mateus, Maria Madalena e outra Maria vão ao sepulcro, ao amanhecer do primeiro dia da semana. Elas são avisadas pelo anjo sobre a ressurreição de Jesus. O próprio Senhor ressuscitado as encontra no caminho. Elas são encarregadas de anunciar aos discípulos essa boa notícia e lhes dar o recado que o Ressuscitado vai esperá-los na Galileia.

A liturgia de hoje se desenvolve em quatro momentos: a celebração da luz (Cristo vence as trevas e ilumina o mundo); a celebração da Palavra (A ressurreição de Cristo é o coroamento das maravilhosas obras de Deus ao longo da história); a celebração da água (Pelo batismo, participamos da morte e da ressurreição do Senhor); e a celebração do pão eucarístico (Na ceia eucarística, anunciamos a morte do Senhor e proclamamos a sua ressurreição). E a grande notícia da noite santa deste sábado, a Páscoa do Senhor, a sua Ressurreição da morte, se prolonga por todo o domingo de páscoa e por todos os domingos do ano. Não perca por nada a celebração de hoje. Acompanhe pelo rádio, pela televisão ou pelas redes sociais.

Guardando a mensagem

Podemos pensar que a celebração do sábado santo tem três marcas: a Ressurreição, o Batismo e a Missão. Ressurreição é a boa notícia da madrugada do primeiro dia da semana. Está recomeçando a primeira semana da criação, é o início de uma nova humanidade. O Batismo é a nossa adesão a Cristo e o modo pelo qual participamos de sua morte e de sua ressurreição. Lavados, purificados por sua morte, somos novas criaturas, nascidas do alto, pelo derramamento do seu Espírito. A continuação da missão de Jesus é consequência de sua vitória sobre o pecado, o mal e a morte. Somos seus missionários. A missão continua.

Então Jesus disse às mulheres: “Não tenham medo. Vão anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão”.(Mt 28, 10)

Rezando a palavra

Senhor Jesus, 

tua ressurreição nos resgatou da escuridão para a luz, da morte para a vida. Na tua vitória, renascemos. Concede-nos que a força de tua ressurreição seja a energia que estamos precisamos para enfrentar, com destemor, esse vírus que nos põe em quarentena e todo o mal ao nosso redor. Cresça em nós a fé, a esperança e a caridade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

Um modo de sublinhar o valor deste tempo de graça é desejar FELIZ PÁSCOA às pessoas de sua convivência, parentes e amigos. Então, a partir de hoje, não economize votos de FELIZ PÁSCOA COM CRISTO.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Postagem em destaque

Vá e faça a mesma coisa

Eu já andava desconfiado que o bom samaritano do evangelho fosse Jesus. Agora, já não tenho mais dúvidas. Bom, Jesus contou a históri...