PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO DA PALAVRA: sinagoga de nazaré
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Eles não acolheram Jesus.


   07 de julho de 2024.   

14º Domingo do Tempo Comum


   Evangelho.  


Mc 6,1-6

Naquele tempo: 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: 'De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?' E ficaram escandalizados por causa dele. 4Jesus lhes dizia: 'Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares'. 5E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.


   Meditação.   


Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares (Mc 6, 4)

Diga-me uma coisa: a sua família é numerosa ou é bem pequena? ... O pessoal de outra geração tinha família muito grande, não é verdade? No tempo de Jesus, na Palestina, as famílias eram numerosas. Todos os aparentados com o chefe da casa ou que morassem juntos pertenciam à mesma família. Os parentes moravam na mesma casa ou eram vizinhos. E os filhos, claro, se criavam juntos, convivendo com os parentes da mesma idade. No hebraico, não há palavras específicas para parentes próximos. Todos são chamados de irmãos. Irmãos podem ser primos, tios, sobrinhos, etc. Irmãos são todos os que pertencem à grande família.

No evangelho de hoje, aparece uma lista de irmãos de Jesus. Seriam irmãos mesmo ou é uma forma de designar os parentes próximos? 

Vamos à sinagoga de Nazaré pra ver o que está acontecendo. Jesus está pregando. É um dia de sábado. As pessoas dali mais ou menos devem ser conhecidas dele. É verdade que ele ficou um tempo fora, mas foi ali que se criou. As pessoas estão admiradas com sua pregação. Mas, já começa um burburinho, gente que está estranhando ou querendo desqualificar a presença de Jesus. Vamos ouvir... “Oi, este homem não é o carpinteiro? É ele mesmo. Oi, e ele não é o filho de dona Maria? Não é irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E as irmãs dele não vivem todas por aqui? Onde é que arrumou tanta sabedoria? E esses milagres que dizem que ele anda fazendo por aí? Como é isso?”.

Vamos sair um pouquinho da sinagoga, para eu lhe dar uma explicação. Venha aqui fora... Escute só: “Irmãos” é uma forma de nomear os parentes próximos, possivelmente seus primos, aqueles com quem ele tinha se criado. Esses supostos irmãos Tiago, José, Simão e Judas aparecem em outras partes do evangelho, como filhos de outros pais e outras mães. A Igreja sempre entendeu, lendo a Bíblia Sagrada e escutando a Tradição desde o tempo dos apóstolos, que Maria teve apenas Jesus. Ele é o seu primeiro e único filho. Ser primogênito no povo de Deus era uma coisa muito especial, porque tinha uma relação especial com Deus, era consagrado ao Senhor. Jesus era um primogênito. Mas, isso não quer dizer que depois dele, vieram outros filhos. Tira qualquer dúvida o fato de Jesus, antes de sua morte na cruz, ter entregue sua mãe aos cuidados do seu discípulo João, este era filho de Zebedeu. Se Maria não ficou com nenhum filho é porque não os tinha, como não tinha mais o seu esposo José, àquela altura.

Bom, o importante é notar que ter conhecido Jesus, tê-lo visto crescer entre os seus muitos parentes, foi uma razão para muita gente em Nazaré não acolher a sua pregação. Tinham um conhecimento superficial da pessoa de Jesus. Julgavam conhecê-lo. E isso foi para eles um motivo para fechar o coração para a mensagem de Deus da qual ele era portador, para a pessoa divina que ele era e para sua mensagem sobre o Reino de Deus.




Guardando a mensagem

O povo de Nazaré, por ter acompanhado superficialmente a infância e a juventude de Jesus, por conhecer seus pais e seus parentes, negaram-se a crer na sua pregação. Fecharam o coração às maravilhas de Deus que ele testemunhava com suas palavras, suas atitudes e seus milagres. Que grande oportunidade eles perderam para reconhecer e acolher a manifestação de Deus na pessoa do seu filho humanado! Eles fecharam-se no sentimento mesquinho da inveja e do preconceito. Isso pode acontecer com você, com todos nós. Podemos permanecer com uma vaga ideia sobre a pessoa de Jesus, perdendo a chance de nos deixar evangelizar com maior profundidade. Ou nos deixar iludir por discussões inúteis que nos tiram do foco a pessoa do filho de Deus e seu anúncio sobre o Reino. Não faça como o povo de Nazaré, pelo amor de Deus.

Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares (Mc 6, 4)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
ficaste triste em Nazaré, decepcionado. Não te acolheram. Então, não acolheram o Pai que te enviou. Deram as costas ao anúncio do Reino de Deus. Foi quando disseste, com certo amargor: “É, um profeta só não é estimado em sua própria pátria, entre seus parentes e familiares”. Senhor, longe de nós, hoje, te decepcionar. Não queremos que nenhum preconceito ou opiniões duvidosas nos impeçam de acolher o evangelho do Reino que tu nos trazes. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Sabe quem conhece bem Jesus, em sua humanidade? A mãe dele. Ela pode lhe dizer muita coisa sobre ele. Faça hoje uma prece a essa nossa boa mãe: “Mãe, me diz quem é Jesus, me fala sobre ele”.

Comunicando

Neste domingo, celebro a Santa Missa na Paróquia N. Sra. de Fátima, na cidade de Guarujá, às nove e meia da manhã. Às sete e meia da noite, a celebração será na Paróquia de N. Sra. das Graças da cidade de Praia Grande. Nas duas cidades, vou encontrar ouvintes da Rádio Boa Nova.

Amanhã, segunda-feira, encontro os ouvintes da Rádio 9 de julho, em Missa na Catedral da Sé, em São Paulo, ao meio dia.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O que Nazaré fez não foi legal.



   31 de janeiro de 2024.   

Memória de São João Bosco, educador 



   Evangelho.  


Mc 6,1-6

Naquele tempo: 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: 'De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?' E ficaram escandalizados por causa dele. 4Jesus lhes dizia: 'Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares'. 5E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.


   Meditação.   


Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares (Mc 6, 4)

Diga-me uma coisa: a sua família é numerosa ou é bem pequena? ... O pessoal de outra geração tinha família muito grande, não é verdade? No tempo de Jesus, na Palestina, as famílias eram numerosas. Todos os aparentados com o chefe da casa ou que morassem juntos pertenciam à mesma família. Os parentes moravam na mesma casa ou eram vizinhos. E os filhos, claro, se criavam juntos, convivendo com os parentes da mesma idade. No hebraico, não há palavras específicas para parentes próximos. Todos são chamados de irmãos. Irmãos podem ser primos, tios, sobrinhos, etc. Irmãos são todos os que pertencem à grande família.

No evangelho de hoje, aparece uma lista de irmãos de Jesus. Seriam irmãos mesmo ou é uma forma de designar os parentes próximos? 

Vamos à sinagoga de Nazaré pra ver o que está acontecendo. Jesus está pregando. É um dia de sábado. As pessoas dali mais ou menos devem ser conhecidas dele. É verdade que ele ficou um tempo fora, mas foi ali que se criou. As pessoas estão admiradas com sua pregação. Mas, já começa um burburinho, gente que está estranhando ou querendo desqualificar a presença de Jesus. Vamos ouvir... “Oi, este homem não é o carpinteiro? É ele mesmo. Oi, e ele não é o filho de dona Maria? Não é irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E as irmãs dele não vivem todas por aqui? Onde é que arrumou tanta sabedoria? E esses milagres que dizem que ele anda fazendo por aí? Como é isso?”.

Vamos sair um pouquinho da sinagoga, para eu lhe dar uma explicação. Venha aqui fora... Escute só: “Irmãos” é uma forma de nomear os parentes próximos, possivelmente seus primos, aqueles com quem ele tinha se criado. Esses supostos irmãos Tiago, José, Simão e Judas aparecem em outras partes do evangelho, como filhos de outros pais e outras mães. A Igreja sempre entendeu, lendo a Bíblia Sagrada e escutando a Tradição desde o tempo dos apóstolos, que Maria teve apenas Jesus. Ele é o seu primeiro e único filho. Ser primogênito no povo de Deus era uma coisa muito especial, porque tinha uma relação especial com Deus, era consagrado ao Senhor. Jesus era um primogênito. Mas, isso não quer dizer que depois dele, vieram outros filhos. Tira qualquer dúvida o fato de Jesus, antes de sua morte na cruz, ter entregue sua mãe aos cuidados do seu discípulo João, este era filho de Zebedeu. Se Maria não ficou com nenhum filho é porque não os tinha, como não tinha mais o seu esposo José, àquela altura.

Bom, o importante é notar que ter conhecido Jesus, tê-lo visto crescer entre os seus muitos parentes, foi uma razão para muita gente em Nazaré não acolher a sua pregação. Tinham um conhecimento superficial da pessoa de Jesus. Julgavam conhecê-lo. E isso foi para eles um motivo para fechar o coração para a mensagem de Deus da qual ele era portador, para a pessoa divina que ele era e para sua mensagem sobre o Reino de Deus.




Guardando a mensagem

O povo de Nazaré, por ter acompanhado superficialmente a infância e a juventude de Jesus, por conhecer seus pais e seus parentes, negaram-se a crer na sua pregação. Fecharam o coração às maravilhas de Deus que ele testemunhava com suas palavras, suas atitudes e seus milagres. Que grande oportunidade eles perderam para reconhecer e acolher a manifestação de Deus na pessoa do seu filho humanado! Eles fecharam-se no sentimento mesquinho da inveja e do preconceito. Isso pode acontecer com você, com todos nós. Podemos permanecer com uma vaga ideia sobre a pessoa de Jesus, perdendo a chance de nos deixar evangelizar com maior profundidade. Ou nos deixar iludir por discussões inúteis que nos tiram do foco a pessoa do filho de Deus e seu anúncio sobre o Reino. Não faça como o povo de Nazaré, pelo amor de Deus.

Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares (Mc 6, 4)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
ficaste triste em Nazaré, decepcionado. Não te acolheram. Então, não acolheram o Pai que te enviou. Deram as costas ao anúncio do Reino de Deus. Foi quando disseste, com certo amargor: “É, um profeta só não é estimado em sua própria pátria, entre seus parentes e familiares”. Senhor, longe de nós, hoje, te decepcionar. Não queremos que nenhum preconceito ou opiniões duvidosas nos impeçam de acolher o evangelho do Reino que tu nos trazes. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Sabe quem conhece bem Jesus, em sua humanidade? A mãe dele. Ela pode lhe dizer muita coisa sobre ele. Faça hoje uma prece a essa nossa boa mãe: “Mãe, me diz quem é Jesus, me fala sobre ele”.




Comunicando

A Igreja celebra hoje São João Bosco, um sacerdote italiano do século 19 que dedicou sua vida à educação e à evangelização dos jovens. A família salesiana, nascida de sua fecunda atividade missionária, é formada hoje por 32 grupos. São congregações, associações, comunidades dedicadas ao serviço educativo e pastoral. em 135 países. O Reitor Mor de nossa grande família salesiana, 10º sucessor de Dom Bosco, o Cardeal Ângelo Fernandez, preside, hoje, a Missa de Dom Bosco no Santuário Basílica de N. Sra. Auxiliadora, em Jaboatão, PE. Na solene celebração, receberá a primeira profissão de um grupo de noviços. A Missa começa às 10 da manhã. Estou lhe enviando um link para você nos acompanhar pelo YouTube.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O encontro com o Senhor da Palavra



   04 de setembro de 2023.   

Segunda-feira da 22ª Semana do Tempo Comum


   Evangelho.   


Lc 4,16-30

Naquele tempo, 16veio Jesus à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. 17Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19e para proclamar um ano da graça do Senhor”.
20Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. 22Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: “Não é este o filho de José?”
23Jesus, porém, disse: “Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum”. 24E acrescentou: “Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia.
27E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o Sírio”. 28Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até o alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.



   Meditação.   


Hoje, cumpriu-se essa passagem da Escritura que vocês acabaram de ouvir (Lc 4, 21)

E bem no início deste mês da Bíblia, a Igreja nos abre o santo livro para acompanharmos Jesus, na Sinagoga de Nazaré, lendo e explicando uma passagem bíblica.

Jesus,estava, naquele sábado, na localidade onde se criara, Nazaré. Na Sinagoga, ele levantou-se para ler o livro da Palavra de Deus. Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías. Ele achou ali uma passagem muito especial. Ele leu: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a boa nova aos pobres”. Quando terminou a leitura, ele sentou-se, como faziam os mestres. Todo mundo ficou na maior atenção. E ele começou a explicar como aquela passagem falava precisamente de sua missão. “Hoje, se cumpriu essa passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. A Palavra de Deus é atual, se cumpre hoje.

As Escrituras Sagradas do antigo povo de Deus ocupavam um lugar muito especial, nas sinagogas, no tempo de Jesus. Eram guardadas num lugar central à frente da assembleia, numa espécie de oratório que lembra os nossos sacrários de hoje. Nessa passagem do evangelho de São Lucas, o servidor lhe entregou o rolo do livro do profeta Isaías. Jesus o leu e depois o devolveu ao servidor, para que o guardasse. Aí, começou a explicar a leitura feita.

As Escrituras Sagradas dos cristãos compreendem os livros do antigo povo de Deus (o Antigo Testamento) e os escritos das comunidades cristãs do final do primeiro século (o Novo Testamento). Também para nós, as Escrituras Sagradas ocupam um lugar muito especial em nossas celebrações. A Missa, por exemplo, tem claramente duas partes distintas: a liturgia da palavra e a liturgia eucarística. Assim, somos alimentados pelo pão da vida, Jesus Cristo, na mesa da palavra e na mesa da eucaristia. Olha o que diz a Constituição Dogmática do Concílio Vaticano II sobre a Revelação Divina (Dei Verbum): “A Igreja venerou sempre as divinas Escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor, não deixando jamais, sobretudo na sagrada Liturgia, de tomar e distribuir aos fiéis o pão da vida, quer da mesa da palavra de Deus quer da do Corpo de Cristo” (DV 21). Deu para entender? “A Igreja venerou sempre as divinas Escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor”. As leituras bíblicas, organizadas com muito cuidado pela Igreja para cada domingo e para cada dia da semana, são um alimento sagrado para a nossa edificação. Somos alimentados pelo mesmo Cristo, palavra e pão.

É surpreendente o que lemos neste documento do Concílio, a Dei Verbum: “Nos livros sagrados, o Pai que está nos céus vem amorosamente ao encontro de seus filhos, a conversar com eles; e é tão grande a força e a virtude da palavra de Deus que se torna o apoio vigoroso da Igreja, solidez da fé para os filhos da Igreja, alimento da alma, fonte pura e perene de vida espiritual” (DV 21)





Guardando a mensagem

Em Nazaré, vemos Jesus, na sinagoga, fazendo a leitura na celebração e nos mostrando a atualidade da palavra. É hoje que Deus nos fala, é hoje que suas promessas se cumprem. Neste início do mês da Bíblia, essa passagem desperta a nossa atenção para o valor que devemos dar à Sagrada Escritura. Na celebração dominical, a Palavra é proclamada, explicada, rezada. É o pão da vida, alimento sagrado para nos sustentar na caminhada. Na Igreja, esteja sempre atento(a) à palavra que está sendo proclamada. A celebração é, por excelência, o lugar onde Deus está instruindo o seu povo. Em casa, não esqueça sua Bíblia em qualquer gaveta. Conserve-a em lugar visível, digno. Leia-a todos os dias. Todo dia, um trechinho. Sendo o evangelho do dia, melhor ainda. Ao iniciar sua leitura, peça as luzes do Espírito Santo. É ele quem faz da palavra escrita um verdadeiro encontro com o Senhor da palavra.

Hoje, cumpriu-se essa passagem da Escritura que vocês acabaram de ouvir (Lc 4, 21)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Tu és a própria palavra de Deus, o verbo feito carne. Em ti, todas as palavras da Escritura ganham sentido e força. Todo o Antigo Testamento vive da promessa de tua vinda. Todo o Novo Testamento nos comunica tua presença redentora. Senhor, que o livro santo de tua palavra seja objeto de leitura e estudo de nossa parte, para o compreendermos sempre mais e nele te acolhermos como caminho, verdade e vida. Concede que, neste mês da Bíblia, cresçamos no conhecimento e na prática de tua palavra. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Duas dicas para fazermos deste mês um tempo de encontro com o Senhor da Palavra. Primeira: Durante todo este mês, ponha sua Bíblia em lugar de destaque. Segunda dica: Comece hoje a leitura da Carta aos Efésios. Todas as comunidades cristãs no Brasil vão estudar essa linda carta, nesse mês de setembro.
 

Comunicando

Para o curso bíblico que realizaremos na última semana de setembro, temos uma consulta sobre o horário. O curso será ministrado pelo Canal do Youtube. Você acha melhor o curso bíblico ser oferecido à tarde ou à noite? Por favor, marque sua resposta no formulário que estamos lhe enviando pelo whatsapp.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

A comunidade de Nazaré perdeu a grande oportunidade

 


01 de fevereiro de 2023

Quarta-feira da da 4ª Semana do Tempo Comum


EVANGELHO


Mc 6,1-6

Naquele tempo: 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: 'De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?' E ficaram escandalizados por causa dele. 4Jesus lhes dizia: 'Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares'. 5E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.


MEDITAÇÃO


Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares (Mc 6, 4)

Diga-me uma coisa: a sua família é numerosa ou é bem pequena? ... O pessoal de outra geração tinha família muito grande, não é verdade? No tempo de Jesus, na Palestina, as famílias eram numerosas. Todos os aparentados com o chefe da casa ou que morassem juntos pertenciam à mesma família. Os parentes moravam na mesma casa ou eram vizinhos. E os filhos, claro, se criavam juntos, convivendo com os parentes da mesma idade. No hebraico, não há palavras específicas para parentes próximos. Todos são chamados de irmãos. Irmãos podem ser primos, tios, sobrinhos, etc. Irmãos são todos os que pertencem à grande família.

No evangelho de hoje, aparece uma lista de irmãos de Jesus. Seriam irmãos mesmo ou é uma forma de designar os parentes próximos? 

Vamos à sinagoga de Nazaré pra ver o que está acontecendo. Jesus está pregando. É um dia de sábado. As pessoas dali mais ou menos devem ser conhecidas dele. É verdade que ele ficou um tempo fora, mas foi ali que se criou. As pessoas estão admiradas com sua pregação. Mas, já começa um burburinho, gente que está estranhando ou querendo desqualificar a presença de Jesus. Vamos ouvir... “Oi, este homem não é o carpinteiro? É ele mesmo. Oi, e ele não é o filho de dona Maria? Não é irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E as irmãs dele não vivem todas por aqui? Onde é que arrumou tanta sabedoria? E esses milagres que dizem que ele anda fazendo por aí? Como é isso?”.

Vamos sair um pouquinho da sinagoga, para eu lhe dar uma explicação. Venha aqui fora... Escute só: “Irmãos” é uma forma de nomear os parentes próximos, possivelmente seus primos, aqueles com quem ele tinha se criado. Esses supostos irmãos Tiago, José, Simão e Judas aparecem em outras partes do evangelho, como filhos de outros pais e outras mães. A Igreja sempre entendeu, lendo a Bíblia Sagrada e escutando a Tradição desde o tempo dos apóstolos, que Maria teve apenas Jesus. Ele é o seu primeiro e único filho. Ser primogênito no povo de Deus era uma coisa muito especial, porque tinha uma relação especial com Deus, era consagrado ao Senhor. Jesus era um primogênito. Mas, isso não quer dizer que depois dele, vieram outros filhos. Tira qualquer dúvida o fato de Jesus, antes de sua morte na cruz, ter entregue sua mãe aos cuidados do seu discípulo João, este era filho de Zebedeu. Se Maria não ficou com nenhum filho é porque não os tinha, como não tinha mais o seu esposo José, àquela altura.

Bom, o importante é notar que ter conhecido Jesus, tê-lo visto crescer entre os seus muitos parentes, foi uma razão para muita gente em Nazaré não acolher a sua pregação. Tinham um conhecimento superficial da pessoa de Jesus. Julgavam conhecê-lo. E isso foi para eles um motivo para fechar o coração para a mensagem de Deus da qual ele era portador, para a pessoa divina que ele era e para sua mensagem sobre o Reino de Deus.


Guardando a mensagem

O povo de Nazaré, por ter acompanhado superficialmente a infância e a juventude de Jesus, por conhecer seus pais e seus parentes, negaram-se a crer na sua pregação. Fecharam o coração às maravilhas de Deus que ele testemunhava com suas palavras, suas atitudes e seus milagres. Que grande oportunidade eles perderam para reconhecer e acolher a manifestação de Deus na pessoa do seu filho humanado! Eles fecharam-se no sentimento mesquinho da inveja e do preconceito. Isso pode acontecer com você, com todos nós. Podemos permanecer com uma vaga ideia sobre a pessoa de Jesus, perdendo a chance de nos deixar evangelizar com maior profundidade. Ou nos deixar iludir por discussões inúteis que nos tiram do foco a pessoa do filho de Deus e seu anúncio sobre o Reino. Não faça como o povo de Nazaré, pelo amor de Deus.

Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares (Mc 6, 4)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
ficaste triste em Nazaré, decepcionado. Não te acolheram. Então, não acolheram o Pai que te enviou. Deram as costas ao anúncio do Reino de Deus. Foi quando disseste, com certo amargor: “É, um profeta só não é estimado em sua própria pátria, entre seus parentes e familiares”. Senhor, longe de nós, hoje, te decepcionar. Não queremos que nenhum preconceito ou opiniões duvidosas nos impeçam de acolher o evangelho do Reino que tu nos trazes. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Sabe quem conhece bem Jesus, em sua humanidade? A mãe dele. Ela pode lhe dizer muita coisa sobre ele. Faça hoje uma prece a essa nossa boa mãe: “Mãe, me diz quem é Jesus, me fala sobre ele”.

Comunicando

Quero registrar um agradecimento muito sincero a todos os que compareceram ontem no show especial que fiz em Juazeiro do Norte, CE, gravado para a televisão. Foi um momento artístico e orante, de muita densidade espiritual. Obrigado a quem foi participar, obrigado a quem orou pelo seu bom êxito.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

DEUS NOS LIVRE DESSES TRÊS DEFEITOS



30 de janeiro de 2022

4º Domingo do Tempo Comum


EVANGELHO


Lc 4,21-30

Naquele tempo, estando Jesus na sinagoga, começou a dizer: 21“Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”.
22Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: “Não é este o filho de José?”
23Jesus, porém, disse: “Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum”.
24E acrescentou: “Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria.
25De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia.
27E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”.
28Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.

MEDITAÇÃO

Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos (Lc 4, 28).

Domingo passado, nós estivemos juntos, na sinagoga de Nazaré, acompanhando o evangelista Lucas. Lá, ficamos encantados com a fidelidade com que Jesus guardava o sábado. Ele frequentava a sinagoga, com grande atenção às Escrituras. Tiramos, para nós, uma lição muito especial: guardar o dia do Senhor, o domingo, o dia de sua e nossa ressurreição, particularmente participando da celebração dominical e valorizando muito mais a Palavra de Deus. A Palavra do Senhor é o pão da vida, com o qual a Igreja nos alimenta em nossa caminhada.

Na sinagoga de Nazaré, aldeia onde Jesus tinha se criado, vimos Jesus se levantar para ler o texto do profeta Isaías. E, quando ele se sentou para explicar aquela passagem, ele proclamou que aquilo se referia a ele e que estava se cumprindo em sua vida. O profeta Isaías falava do Messias, ungido pelo Espírito Santo, para evangelizar os pobres e libertar os sofredores e oprimidos. Estava todo mundo atento e admirado com essas palavras de Jesus.

Depois da pausa de uma semana, voltamos à mesma cena. Continuamos sentados, ouvindo Jesus, na sinagoga de Nazaré. Ele acabou de dizer: “Hoje, se cumpriram essas palavras que vocês acabaram de ouvir”. E como na semana passada, a primeira reação das pessoas na sinagoga é de admiração. Mas, o clima começa a mudar.... A admiração vai se transformando em rejeição. Suspeitas, críticas, indignação vão se espalhando como faísca no palheiro: “E esse aí não é o filho de José?”, alguém pergunta maldosamente. As origens humildes de Jesus, ter ele se criado por ali e ser conhecido, julgam essas pessoas, não o credenciam a se apresentar como um enviado de Deus. Jesus nota o clima hostil e responde a uma murmuração: vocês estão me cobrando que eu faça milagres aqui, como ouviram dizer que eu fiz na sinagoga de Cafarnaum. Aí o que Jesus falou em seguida, eles tomaram como um grande desaforo. Jesus disse que, no tempo do profeta Elias, um tempo de fome, Deus enviou o profeta a uma viúva pagã. E, no tempo do profeta Eliseu, só um leproso foi curado, um pagão. Essa referência aos pagãos foi a gota d’água. A confusão foi grande. Expulsaram Jesus da sinagoga. E uns mais exaltados quiseram até matá-lo.

É, hoje, nossa ida à sinagoga terminou de maneira muito triste. Domingo passado, tínhamos aprendido a lição da fidelidade ao dia do Senhor. E qual será a lição de hoje? Bom, vamos pensar. Guardar o sábado, ir para a sinagoga, cantar os hinos e tudo o mais, aquele povo estava fazendo bem. Mas, aquela religiosidade tinha alguma coisa errada. Aquele povo acabou por rejeitar Jesus. Olha que lição: não basta guardar o domingo, indo à Missa, por exemplo, é preciso aderir a Jesus e ao seu evangelho, com maior profundidade. Mas, vamos com calma.

O povo de Nazaré rejeitou Jesus por três razões. Podemos até ouvir a conversa deles. Primeira: ‘a gente o conhece, é o filho de José’; Segunda: ‘faz milagres fora, aqui não faz’; Terceira: ‘o Messias vem pra nós, não para os pagãos’. Três defeitos na religiosidade daquele povo que guardava tão fielmente o sábado. Defeitos que o impediram de acolher Jesus, como enviado, como profeta de Deus. Será que esses defeitos não nossos também? Vejamos.

O primeiro defeito – ‘a gente o conhece, é o filho de José’ – é o defeito da religiosidade desencarnada. A gente espera que Jesus seja só do céu. Mas, ele é o Filho que se encarnou. E sua vida humana é o caminho para chegarmos ao Pai.

O segundo defeito – ‘faz milagres fora, aqui não faz’ – é o defeito da religiosidade de milagres. Muita gente está atrás de bênçãos, de curas, de milagres, não de Jesus e do seu evangelho. Se não for Missa de cura, não pisa na Igreja. A proposta de Jesus é o seguimento. Carregar, com ele, a cruz de cada dia.

O terceiro defeito – ‘o Messias vem pra nós, não para os pagãos’ – é o defeito da religiosidade egoísta. Gente muito devota, mas só pensa em si mesma. Não lhe dói o sofrimento dos outros. A proposta de Jesus e da Igreja é uma religiosidade missionária.


Guardando a mensagem

Na sinagoga de Nazaré, Jesus leu o profeta Isaías e explicou ao povo que ali estava a sua missão. Ele era o ungido de Deus para evangelizar os pobres e libertar os oprimidos. A reação dos ouvintes foi passando da admiração para a indignação. Terminaram expulsando Jesus da Sinagoga. Os defeitos de sua vida religiosa podem também ser os nossos. Podemos praticar os ritos religiosos, mas corremos o risco de expulsar Jesus do nosso culto. Os motivos que levaram o povo de Nazaré a expulsar Jesus podem ser os nossos: religiosidade desencarnada, desinteressada do seguimento de Jesus e sem abertura missionária para os outros.

Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos (Lc 4, 28).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Meditando o teu evangelho, queremos te dizer três coisas. A primeira: Nós cremos que tu és o filho de Deus, Deus verdadeiro que te encarnaste para nossa salvação. Viveste a nossa vida humana, de verdade. A segunda coisa que queremos te dizer, Jesus: Acolhemos o teu evangelho, como proposta de seguimento. Queremos que nossa vida seja uma resposta de seguimento ao teu chamado, vencendo qualquer tentação de buscar apenas benefícios para nós. E a terceira coisa é que queremos ter um coração como teu, cheio de compaixão pelos sofredores e zeloso pela salvação de todos. Assim, queremos evitar o fechamento em nós mesmos e em nossas necessidades. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Indo à Missa hoje, escute com a maior atenção as leituras da Palavra de Deus e a homilia, pela qual o Presidente da Celebração atualiza a Palavra para nossa vida. Não sendo possível a sua ida hoje à Missa, por um impedimento muito sério, leia atentamente o evangelho de hoje em sua Bíblia: Lucas 4, 21-30.

As orações do terceiro Dia do Tríduo de Dom Bosco, vamos fazê-las no final da Missa das 17 horas de hoje, transmitida pela Rádio Amanhecer. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O PÃO QUE NOS ALIMENTA



30 de agosto de 2021


EVANGELHO


Lc 4,16-30


Naquele tempo, 16veio Jesus à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. 17Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19e para proclamar um ano da graça do Senhor”.

20Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. 22Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: “Não é este o filho de José?”

23Jesus, porém, disse: “Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum”. 24E acrescentou: “Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia.

27E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o Sírio”. 28Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até o alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.


MEDITAÇÃO


Hoje, cumpriu-se essa passagem da Escritura que vocês acabaram de ouvir (Lc 4, 21)


E neste finalzinho do mês de agosto, abrimos o Santo Livro para acompanhar Jesus na sinagoga de Nazaré. Ele vai ler as Escrituras. Assim, vamos nos preprando para o mês da Bíblia que começa quarta-feira. 


Jesus, estava, naquele sábado, na localidade onde se criara, Nazaré. Na Sinagoga, ele levantou-se para ler o livro da Palavra de Deus. Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías. Ele achou ali uma passagem muito especial. Ele leu: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a boa nova aos pobres”. Quando terminou a leitura, ele sentou-se, como faziam os mestres. Todo mundo ficou na maior atenção. E ele começou a explicar como aquela passagem falava precisamente de sua missão. “Hoje, se cumpriu essa passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. A Palavra de Deus é atual, cumpre-se hoje.


As Escrituras Sagradas do antigo povo de Deus ocupavam um lugar muito especial, nas sinagogas, no tempo de Jesus. Eram guardadas num lugar central à frente da assembleia, numa espécie de oratório que lembra os nossos sacrários de hoje. Nessa passagem do evangelho de São Lucas, o servidor lhe entregou o rolo do livro do profeta Isaías. Jesus o leu e depois o devolveu ao servidor, para que o guardasse. Aí, começou a explicar a leitura feita.


As Escrituras Sagradas dos cristãos compreendem os livros do antigo povo de Deus (o Antigo Testamento) e os escritos das comunidades cristãs do final do primeiro século (o Novo Testamento). Também para nós, as Escrituras Sagradas ocupam um lugar muito especial em nossas celebrações. A Missa, por exemplo, tem claramente duas partes distintas: a liturgia da palavra e a liturgia eucarística. Assim, somos alimentados pelo pão da vida, Jesus Cristo, na mesa da palavra e na mesa da eucaristia. Olha o que diz a Constituição Dogmática do Concílio Vaticano II sobre a Revelação Divina (Dei Verbum): “A Igreja venerou sempre as divinas Escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor, não deixando jamais, sobretudo na sagrada Liturgia, de tomar e distribuir aos fiéis o pão da vida, quer da mesa da palavra de Deus quer da mesa do Corpo de Cristo” (DV 21). Deu para entender? “A Igreja venerou sempre as divinas Escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor”. As leituras bíblicas, organizadas com muito cuidado pela Igreja para cada domingo e para cada dia da semana, são um alimento sagrado para a nossa edificação. Somos alimentados pelo mesmo Cristo, palavra e pão.


É surpreendente o que lemos neste documento do Concílio, a Dei Verbum: “Nos livros sagrados, o Pai que está nos céus vem amorosamente ao encontro de seus filhos, a conversar com eles; e é tão grande a força e a virtude da palavra de Deus que se torna o apoio vigoroso da Igreja, solidez da fé para os filhos da Igreja, alimento da alma, fonte pura e perene de vida espiritual” (DV 21)


Guardando a mensagem


Em Nazaré, vemos Jesus, na sinagoga, fazendo a leitura na celebração e nos mostrando a atualidade da palavra. É hoje que Deus nos fala, é hoje que suas promessas se cumprem. Essa passagem desperta a nossa atenção para o valor que devemos dar à Sagrada Escritura. Na celebração dominical, a Palavra é proclamada, explicada, rezada. É o pão da vida, alimento sagrado para nos sustentar na caminhada.


Na Igreja, esteja sempre atento(a) à palavra que está sendo proclamada. A celebração é, por excelência, o lugar onde Deus está instruindo o seu povo. Em casa, não esqueça sua Bíblia em qualquer gaveta. Conserve-a em lugar visível, digno. Leia-a todos os dias. Todo dia, um trechinho. Sendo o evangelho do dia, melhor ainda. Ao iniciar sua leitura, peça as luzes do Espírito Santo. É ele quem faz da palavra escrita um verdadeiro encontro com o Senhor da palavra.


Hoje, cumpriu-se essa passagem da Escritura que vocês acabaram de ouvir (Lc 4, 21)


Rezando a palavra


Senhor Jesus,

Tu és a própria palavra de Deus, o verbo feito carne. Em ti, todas as palavras da Escritura ganham sentido e força. Todo o Antigo Testamento vive da promessa de tua vinda. Todo o Novo Testamento nos comunica tua presença redentora. Senhor, que o livro santo de tua palavra seja objeto de leitura e estudo de nossa parte, para o compreendermos sempre mais e nele te acolhermos como caminho, verdade e vida. Concede que cresçamos no conhecimento e na prática de tua palavra. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra


E com o mês de setembro que está chegando, teremos o Mês da Bíblia. É bom você já ir destacando a sua Bíblia na sua casa ou no seu local de trabalho (onde isto for possível). Coloque-a num local de destaque, para ser vista e lida.


Em setembro, vamos continuar caminhando juntos, aqui na Meditação, crescendo no conhecimento e no amor ao Livro de nossa fé. O livro bíblico que será estudado neste mês de setembro na Igreja do Brasil é a Carta aos Gálatas.


Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


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