BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

O Domingo da Alegria.





  14 de dezembro de 2025   

3º Domingo do Advento, o domingo da alegria


  Evangelho  



Mt 11,2-11

Naquele tempo, 2João estava na prisão. Quando ouviu falar das obras de Cristo, enviou-lhe alguns discípulos, 3para lhe perguntarem: “És tu aquele que há de vir ou devemos esperar um outro?”
4Jesus respondeu-lhes: “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: 5os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados. 6Feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim!”
7Os discípulos de João partiram, e Jesus começou a falar às multidões sobre João: “O que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? 8O que fostes ver? Um homem vestido com roupas finas? Mas os que vestem roupas finas estão nos palácios dos reis.
Então, o que fostes ver? Um profeta? Sim, eu vos afirmo, e alguém que é mais do que profeta. 10É dele que está escrito: ‘Eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o teu caminho diante de ti’. 11Em verdade vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele”.



  Meditação   


Vão contar a João o que vocês estão ouvindo e vendo (Mt 11, 4)

Os que o Senhor salvou, voltarão para casa. Eles virão a Sião cantando louvores, com infinita alegria brilhando em seus rostos: cheios de gozo e contentamento, não mais conhecerão a dor e o pranto (Isaías 35, 10). 

Chegamos ao 3º Domingo do Advento, o domingo da alegria. Alegria pela proximidade da celebração da vinda do Senhor. Alegria porque o natal está bem pertinho. 

Estamos na preparação do encontro com o Senhor que vem. Podemos centrar nossa reflexão deste domingo na palavra RECONHECER. 

Nós temos dificuldade em reconhecer o valor do outro, a grandeza do outro, a manifestação divina que há em cada pessoa. Sua família, seus amigos, sua comunidade cristã: você sente que ficam aquém do que você merece, do que você sonha. Ficamos sempre esperando um outro... um outro amor, um outro emprego, um outro ano. O que temos não nos parece bom o suficiente. 

Já festejamos tantos natais que podemos estar um tanto anestesiados. Fazendo memória do nascimento de Jesus, nós somos convidados a reconhecer o Enviado, o Verbo, o Filho de Deus na criança pobrezinha de Belém. Podemos dizer ainda melhor: reconhecer Jesus em sua humanidade. Humanidade vivida na casa de Nazaré, na carpintaria de José, nas peregrinações a Jerusalém, nas andanças de profeta pelas cidades e vilas, na cruz dos perseguidos, no túmulo oferecido por José de Arimateia. Reconhecer Deus em sua humanidade. "O Verbo se fez carne e habitou entre nós". 

Foi o que aconteceu no tempo de Jesus. Não o reconheceram como Messias. Ele não preenchia as expectativas daquele gente. O próprio João Batista ficou em dúvida. Será que esse Jesus é  mesmo o que foi anunciado pelos profetas, o Messias? Mandou alguns discípulos indagar se era ele mesmo ou se deviam esperar outro.

João anunciou um Messias com acentos bem particulares. Na linha do profeta Malaquias, João falava de um Messias que vinha com o fogo do julgamento. Iria recolher o trigo no celeiro, mas iria tocar fogo na palha. Seu machado já estava posto à raiz das árvores. Quem não desse fruto, seria cortado. Um Messias implacável como o fogo do fundidor, separando o ouro das impurezas com o calor do seu julgamento. E Jesus parecia que não estivesse batendo com essa expectativa de Messias. Pelo contrário, ele mostrou-se manso e humilde de coração, próximo do povo, amigo dos pecadores. Não um juiz implacável, mas um pastor que vai atrás da ovelha perdida. Não um lenhador de machado na mão, mas um agricultor semeando a sua semente. Não um fundidor assoprando o seu forno com o fole, mas um pai abrindo as portas de casa para receber o filho que volta. Um Messias surpreendentemente diferente.

João Batista ficou confuso. Ele já apresentara Jesus ao povo, como Messias. Mas, a coisa não estava batendo. Mandou saber. Em resposta, Jesus mandou os emissários observarem e relatarem o que estavam vendo e ouvindo. A ação de Jesus, como Messias, no meio do povo, estava na linha do profeta Isaías. Para essa tradição profética, o tempo do Messias é o tempo do retorno dos exilados à casa, o tempo da libertação dos humilhados.

João Batista pode ficar sossegado em sua prisão, Jesus é o Messias prometido por Deus. A novidade é que ele está restaurando a aliança de uma forma que ninguém tinha imaginado: próximo do povo, cuidando das feridas de quem foi assaltado e espancado, contando histórias de reconciliação e vida nova ao povo, festejando a conversão dos pecadores, pastoreando o seu rebanho e arriscando sua vida em defesa de suas ovelhas.





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Vão contar a João o que vocês estão ouvindo e vendo (Mt 11, 4)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
este tempo de advento, preparando-nos para o teu natal e para tua segunda vinda, é uma grande convocação para a conversão. É como se vivêssemos no tempo de João Batista, um tempo de preparação para a tua chegada. Dá-nos, Senhor, acolher os apelos deste tempo abençoado e voltarmo-nos para ti de todo coração. Concede que brote de nossos corações, abrasados por tua palavra, gestos de partilha e solidariedade com os irmãos mais pobres e sofredores. Neles, queremos reconhecer tua presença. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

A partilha e a solidariedade, recomendadas por João na preparação para a chegada do Messias, são sinais de conversão. Afastando-se do egoísmo e da indiferença, o convertido mostra que se importa com a dor e o sofrimento dos seus irmãos. 

Comunicando

Segunda-feira começa a Novena do Natal. A Novena de Natal da AMA, com o título "Maria, Mãe do Povo fiel" vai estar disponível no YouTube, no Spotify, no rádio, nas redes sociais. Você vai rezá-la na hora que lhe for mais favorável. Serão apenas dez minutinhos de oração, cada dia, em preparação do Natal. Se desejar, deixe o seu pedido de oração neste formulário que estamos lhe enviando.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb




Tem um Elias na sua vida?


   13 de dezembro de 2025  

Memória de Santa Luzia, Mártir


   Evangelho.   


Mt 17,10-13

Ao descerem do monte, 10os discípulos perguntaram a Jesus: “Por que os mestres da Lei dizem que Elias deve vir primeiro?” 11Jesus respondeu: “Elias vem e colocará tudo em ordem. 12Ora, eu vos digo: Elias já veio, mas eles não o reconheceram. Ao contrário, fizeram com ele tudo o que quiseram. Assim também o Filho do Homem será maltratado por eles”. 13Então os discípulos compreenderam que Jesus lhes falava de João Batista.

   Meditação   


Elias já veio, mas eles não o reconheceram (Mt 17, 12).

Por muito tempo, o povo de Israel cultivou o sentimento da vinda do Messias. Havia uma expectativa muito forte, no tempo de Jesus, de que o Messias chegaria a qualquer momento. É verdade que nem todos coincidiam, em suas esperanças, sobre quem seria e o que ele faria. O Messias era uma promessa de Deus e a sua vinda seria a solução para a sofrida vida daquela gente. Assim, muitos esperavam que fosse um grande líder político e militar. Com certeza, enfrentaria os romanos e acabaria com aquela dominação opressora. Outros apostavam que seria um homem de Deus ‘ultra-santo’, sem nenhuma aproximação com os pecadores e as maldades desse mundo.

Jesus era o Messias que o Pai enviara. Messias é uma palavra que quer dizer “ungido”. Ungir é uma cerimônia em que a pessoa é consagrada com óleo para uma missão. O Messias é aquele que Deus ungiu para a grande missão de restaurar Israel.

Em certo sentido, o estilo de Messias que Jesus exerceu não preencheu as expectativas do povo do seu tempo. Ele não era um sacerdote do templo, como podiam esperar os saduceus. Era um leigo, carpinteiro de profissão, vindo do interior. Não era um líder político-militar, como os zelotes esperavam. Era um profeta que pregava a mansidão, o perdão e a solidariedade com os pequenos. Não era um ilustrado professor da Lei, levando o povo a praticá-la com rigor, como esperavam os fariseus. Ensinava o povo com parábolas e pregava a lei do amor. Dessa forma, os grandes grupos religiosos de Israel não reconheceram Jesus como Messias.

Os Mestres ensinavam que antes que o Messias viesse, viria Elias. Elias foi um dos maiores profetas do povo de Deus e era sempre lembrado como alguém que restabeleceu a religião de Israel, ameaçada pelos cultos dos estrangeiros. Elias tinha vivido, vários séculos antes. Eles, lendo o livro do profeta Malaquias, entendiam que Elias voltaria antes que o Messias chegasse. Está assim no livro do profeta Malaquias: “Eis que eu envio o profeta Elias, antes que chegue o grandioso e terrível dia do Senhor” (Ml 3, 23). 

E Jesus explica aos seus discípulos que, de fato, Elias já veio. Foi João Batista, pelo que ele deu a entender. Não que ele tenha voltado em João Batista, isso não. É que João Batista fez o papel de Elias, aproximando o povo do seu Deus, preparando a chegada de Jesus. Disse Jesus: “Elias já veio, mas eles não o reconheceram”. E falou do modo como maltrataram João. O profeta, coitado, foi degolado na prisão de Herodes. E Jesus avisou que eles tratariam mal, a ele também, o Filho do Homem.




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Este evangelho é um bom aviso para nós. Ficamos sempre esperando alguma coisa muito grande acontecer, para finalmente vivermos como convertidos. Não reconhecemos o Elias, que é quem prepara o caminho para o nosso encontro com Jesus. E nem reconhecemos o próprio Senhor que está no meio de nós. Ele se apresenta manso e humilde, renunciando as armas do poder. Elias já veio. O Messias também. O que é que estamos esperando para acolher o Reino de Deus que ele está anunciando?

Elias já veio, mas eles não o reconheceram (Mt 17, 12).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
o papel de Elias de preparar os caminhos para a tua chegada foi realizado por João Batista. João foi o Elias que preparou os teus caminhos. Muitos fazem hoje esse papel, preparando o povo para o encontro contigo. Nós te bendizemos pelos Elias de hoje. Que eles não desanimem, pela pouca reação dos seus irmãos. Estamos seguros que também nós podemos e devemos fazer esse papel de Elias, ajudar as pessoas a abrirem o seu coração para te acolher como Messias e Salvador. Dá-nos, Senhor, paciência, sabedoria e perseverança para sermos Elias hoje, evangelizadores dos nossos irmãos e irmãs. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Será que você pode identificar quem foi Elias na sua vida, quem preparou você para o encontro com Cristo? Anote, no seu caderno espiritual, ao menos três nomes de pessoas que foram Elias na sua vida. E reze por eles. 

Comunicando

Segunda-feira, começa a Novena de Natal. Reserve 10 minutos do seu dia para se preparar para o Natal do Senhor.  A Novena da AMA vai estar disponível no rádio, no YouTube, no Spotify, nas redes sociais.

Agradeço de coração a você que ofereceu seu apoio à AMA, na Campanha de Final de Ano. Como lhe disse, temos em mente com essa sua oferta dar os primeiros passos para uma Rádio FM. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


Nossa Senhora de Guadalupe.

 


   12 de dezembro de 2024.   

Festa de Nossa Senhora de Guadalupe,
padroeira da América Latina


   Evangelho.   


Lc 1,39-47

39Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou em seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. 46Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador”.


   Meditação.  


Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? (Lc 1, 43).

Em 1531, no México, Nossa Senhora apareceu ao índio Juan Diego e lhe disse: “Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado?” Uma palavra consoladora para iniciarmos a Meditação de hoje, no dia de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina.  A visita de Maria foi um sinal da proteção de Deus sobre os mais sofridos. 
"Eu não estou aqui, ao seu lado? Não há nada que temer".

O evangelho de hoje nos conta que, assim que Maria soube, pelo anjo Gabriel, que sua idosa prima estava grávida, viajou apressadamente para fazer-lhe uma visita. Ao chegar, Maria lhe fez a saudação de praxe, o Shalom, a paz de Deus. E essa saudação provocou uma enorme alegria em Isabel e na sua criança que estremeceu em seu ventre. O encontro das duas servas de Deus foi impressionante. “Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar?”. Foi assim que Isabel mostrou a sua alegria ao receber Maria em sua casa. Aliás, tudo o que Isabel disse naquele encontro foi muito precioso, porque, diz o evangelho, ela ficou cheia do Espírito Santo. E uma das coisas que ela disse foi: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”, louvação à Virgem que nós continuamos a repetir na Ave Maria.

Isabel tinha sido agraciada com a maternidade e já estava no sexto mês de gravidez. Ela estava vivendo dias de graça, de bênçãos. Depois de uma vida de humilhações pela esterilidade, já em idade avançada, estava gerando um filho anunciado pelo Anjo a Zacarias, seu esposo. Sua vida é, agora, uma emoção só. E com a chegada de Maria, ela se sente tomada de alegria, cheia do Espírito Santo, como diz o Evangelho.

Maria foi à casa de Isabel, viajando de tão longe, para servir à sua prima idosa, naquela hora delicada de sua vida. Foi para oferecer sua companhia e seus préstimos, amparando a vida que estava chegando e a saúde de sua parenta. Foi também levar o testemunho silencioso da obra de Deus em sua vida. E demorou-se por lá por três meses, os últimos meses de gravidez de Isabel até o parto. Talvez não haja nenhuma ligação, mas note que a visita de Jesus, isto é o seu ministério público, demorou três anos.

A visita de Maria não foi uma simples visita. Na Bíblia, o povo fala da intervenção salvadora de Deus como de uma visita. Quando Jesus esteve em Naim, e ressuscitou o filho da viúva, espalhou-se o comentário: “Deus visitou o seu povo”. A visita de Maria é a visita de Deus. Ela leva a bênção de Deus, aliás, ela leva Deus mesmo, pois estava grávida de Jesus.




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Como foi preciosa a visita da mãe do Senhor à família de Isabel. Ela não levou nenhum presente especial, a não ser o filho de Deus em suas primeiras semanas de gestação. Isabel reconheceu na visita de Maria uma graça especial de Deus, ficou radiante, sua criança pulou de alegria. Quem deu a Isabel o conhecimento de que Maria era a mãe do seu Senhor? O Espírito Santo. Precisamos hoje do Espírito Santo para reconhecer a graça da visita do Senhor. Celebramos hoje, com a Igreja, a Virgem que apareceu no México ao índio Juan Diego, um catequista santo, em sinal de proteção aos pequenos e oprimidos: Nossa Senhora de Guadalupe. Essa aparição foi como uma visita de Maria ao povo sofrido da América Latina, de quem agora é padroeira. Ela nos traz Jesus e o seu evangelho, evangelho da vida e da fraternidade.

Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? (Lc 1, 43)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
a visita de tua mãe Maria à sua prima necessitada, em sua condição de idosa e gestante, era já uma imagem de tua visita à nossa humanidade. Inclusive, ela se demorou lá por três meses, como tu te demoraste por três anos em teu ministério público. Na oração diária, sempre repetimos as palavras do canto de Zacarias: “Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo”. Tua primeira vinda foi celebrada, então, como uma visita, “a visita do sol nascente que vem iluminar os que estão nas trevas”. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Neste final de ano, você vai entrar em contato com muita gente. Vai visitar e vai receber visitas. Firme um propósito: 'em cada visita que eu fizer ou receber, quero abrir portas para a visita de Jesus'. 

Comunicando

Agradeço de coração a você que ofereceu seu apoio à AMA, na Campanha de Final de Ano. Como lhe disse, temos em mente com essa sua oferta dar os primeiros passos para uma Rádio FM. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb




Eu queria entender melhor isso.



   11 de dezembro de 2025.   

Quinta-feira da 2ª Semana do Advento

   Evangelho.   

Mt 11,11-15

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 11“Em verdade eu vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele. 12Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência, e são os violentos que o conquistam. 13Com efeito, todos os profetas e a Lei profetizaram até João. 14E se quereis aceitar, ele é o Elias que há de vir. 15Quem tem ouvidos, ouça”.

   Meditação.  

Desde o dia de João Batista até aqui, o Reino dos Céus sofre violência e são os violentos que o conquistam (Mt 11,12)

Que palavra estranha! O Reino dos Céus sofre violência e são os violentos que o conquistam. Com certeza, Jesus não está dizendo que devemos conquistar o Reino dos Céus com violência. Isto estaria em contradição com o seu ensinamento, em outras páginas do Evangelho.

Desde o dia de João Batista até aqui, o Reino dos Céus sofre violência. É verdade. João Batista foi preso e, sem nem sequer um julgamento, foi barbaramente assassinado a mando do rei Herodes para satisfazer o capricho da amante. Foi degolado na cadeia. Cortaram a sua cabeça e a levaram numa bandeja. O Reino sofrendo violência. Essa parte dá entender, não dá?

Agora, a violência de Herodes, de sua corte, de sua amante, de sua enteada dançarina, de seus soldados… essa grande violência encontrou um homem forte, convicto, coerente, consequente. Ele foi perseguido porque estava incomodando com suas ações, sua pregação, seu ministério. Opôs-se aos desmandos do rei, às atrocidades que a sua corte patrocinava e à sua escandalosa situação de vida marital com a cunhada. De fato, narra o evangelho de São Lucas, que o profeta João tinha censurado Herodes por estar com a mulher do seu irmão e por todas as maldades que este andava cometendo (Lc 3, 19). Na perseguição, João Batista mostrou-se forte, resistente, combativo. Um profeta à altura desse nome. Denunciou, reclamou, pediu conversão. E não voltou atrás, não desconversou, mesmo diante da morte.

É verdade que o poder de Herodes e das elites que o sustentavam estava praticando violência contra o Reino dos Céus. Mas, o Reino dos Céus não foi conquistado pela violência de Herodes. Entende? Ele cortou a cabeça do profeta, mas não o calou. O Batista não perdeu, o Batista ganhou. O profeta João Batista é quem conquistou o Reino dos Céus com sua firmeza, com sua resistência. À violência e à perseguição, João respondeu com destemor e fidelidade. Cheio da força de Deus, ele foi forte. Assim, ele conquistou o Reino dos Céus.




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O poder pode se opor ao Reino de Deus, com violência. Mas, só os fortes o conquistam. Como João Batista, têm se comportado os mártires em todos os séculos de cristianismo. A jovem Luzia, na hora da provação foi forte e resistente. Perdeu os olhos e a vida, mas não renegou a luz de sua vida, Jesus. Mateus Moreira, mártir do Rio Grande do Norte, teve o coração arrancado pelo soldado, mas morreu gritando de todo coração “Louvado seja o Santíssimo Sacramento!”. Como eles, comportam-se os cristãos nas horas difíceis de sofrimento e perseguição; e vencem com a força de Deus, sendo fortes e resistentes. Renunciam a si mesmos, como recomendou Jesus, mas não abrem mão da verdade, da justiça, do amor fiel do seu Deus. Neste sentido, são “violentos”, ou melhor, fortes, muito mais fortes do que os seus agressores ou as adversidades e contrariedades da vida.

Desde o dia de João Batista até aqui, o Reino dos Céus sofre violência e são os violentos que o conquistam (Mt 11,12)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
pelas tuas palavras, compreendemos que alcançaremos o Reino de Deus, que na verdade é graça e dom, com nossa parcela de esforço, compromisso e empenho pessoal. É o mínimo que podemos fazer para merecê-lo. Como disseste: ‘é preciso renunciar a si mesmo e carregar cada dia a sua cruz em tua companhia’. Dá-nos a graça, Senhor, de sermos fortes nas dificuldades, resistentes nas provações. Dá-nos o teu Santo Espírito para nos mantermos firmes e fiéis nas horas amargas, quando a pressão ou a perseguição batem à nossa porta. Abençoa com a tua paz os nossos dias e os nossos atos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Um dia, a mãe de Dom Bosco que o ajudava na educação de centenas de meninos pobres e barulhentos arrumou sua malinha e avisou a Dom Bosco. “Meu filho, vou-me embora, não aguento mais”. Dom Bosco olhou para o crucifixo na parede e indicou-o à sua mãe. Os dois ficaram parados olhando o crucificado. Ela foi guardar a mala e continuou a luta.

Pare um pouco diante do crucificado aí na sua casa, no seu trabalho ou na sua capela. Repare como Jesus foi forte, bravo, heroico, apesar de toda violência que cometeram contra ele. Venceu pela fidelidade, pelo sacrifício de sua vida em nosso favor. Pense nisso.

Comunicando

Na Santa Missa das 11 horas de hoje, rezamos por você e por suas intenções. Desejando, anote o seu pedido de oração no formulário que estamos lhe enviando.

E você viu a Campanha de Final de Ano da AMA? Hora de fazer a sua doação para a evangelização. E já colocou o seu pedido de oração no formulário para a Novena de Natal? A novena começa segunda-feira. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 

Ele carregou a nossa cruz.




   10 de dezembro de 2025  

Quarta-feira da 2ª Semana do Advento


   Evangelho.   


Mt 11,28-30

Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse: 28“Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.


   Meditação.   


Venham a mim todos vocês que estão cansados e fatigados sob o peso dos seus fardos (Mt 11, 28)!


Que fardos são esses? Esses fardos eram, em primeiro lugar, no tempo de Jesus, as obrigações que a Lei de Moisés impunha, ou melhor, a interpretação da Lei feita pelos mestres e fariseus. Era uma carga pesada demais, oprimindo e afastando as pessoas de Deus. A religião como obrigação continua sendo um fardo pesado para muita gente, hoje. Mas, como Jesus pode aliviar esse nosso peso? O seu ensinamento nos liberta, torna leve a nossa carga. O seu maior ensinamento é que Deus nos ama como um pai. Ele compreende a nossa fraqueza. Ele enviou seu filho para nos conduzir no caminho. O Filho se revestiu de nossa humanidade e tornou-se agora o nosso guia. A fé é nossa melhor resposta. O seu ensinamento alivia o nosso peso.

Que fardos são esses? O peso do nosso pecado e de suas consequências. E Jesus alivia esse nosso peso pela reconciliação. Ele está nos sugerindo que troquemos os fardos que estamos carregando pelo seu peso que é leve, o nosso coração inquieto pelo seu coração manso e humilde. Ele nos revela que o Pai nos perdoa e nos reconcilia consigo pelo sacrifício de sua cruz. Assim, o peso do pecado nos é retirado das costas. Podemos caminhar com mais leveza e esperança. O amor de Deus nos liberta. O perdão nos tira o peso do pecado das costas.

Que fardos são esses? O peso massacrante da vida. Diante de pessoas acachapadas pelo sofrimento, pelo medo, pelo cansaço do trabalho com pouco retorno, pela falta de horizonte, Jesus se apresenta com um convite: "Venham a mim todos vocês que estão cansados e fatigados sob o peso dos seus fardos, e eu lhes darei descanso". Ele nos tranquiliza: o Pai cuida de nós, nos sustenta, nos socorre. Não estamos sós. Não lutamos apenas com as nossas forças. Sendo assim, o peso de nossas obrigações já fica mais leve. O amor a Deus e ao próximo, ensinado por Jesus, liberta o nosso trabalho da marca da obrigação desumanizadora. Nossas responsabilidades, na lógica do amor, passam a ser serviço criativo e amoroso. O amor nos liberta do massacrante peso da obrigação.





Guardando a mensagem

Jesus encontrou o povo de Deus oprimido por muitas situações de exploração, violência e dominação. Por isso, o evangelho está cheio de doentes, leprosos, cegos, possessos, encurvados. Ele chamou a si esse povo humilhado, oferecendo-lhe a vida, a liberdade, a felicidade. Ele nos revelou o amor do Pai e o seu amor por nós. Ele carregou-se de nossas dores e nos abriu o caminho da vitória sobre toda opressão por meio de sua palavra, de suas atitudes, de sua morte na cruz, de sua ressurreição.

Venham a mim todos vocês que estão cansados e fatigados sob o peso dos seus fardos (Mt 11, 28)!



Rezando a palavra

Senhor Jesus,
é grande o peso dos nossos fardos: a condição imposta pelos limites de nossa condição biológica; as dificuldades na luta pela sobrevivência e a manutenção de nossas famílias; os desencontros, os drama da vida familiar; a doença; o clima de guerra e violência no mundo ... cansados e fatigados, sob o peso dos nossos fardos, nos aproximamos de ti, implorando a graça do teu abrigo, do teu repouso, da tua paz. Dá-nos a sabedoria que nos vem do Santo Espírito para encontrarmos as melhores soluções e a serenidade para atravessarmos com paciência as horas difíceis, na fé de que estás sempre conosco e nos conduzes como bom pastor de nossas vidas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Que tal você atender essa palavra de Jesus “Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados”? Vou lhe deixar uma sugestão. Reserve, hoje, um tempinho para um momento de oração. A sós com Deus, fale de sua vida... Alguma coisa muito importante, ele tem para lhe dizer.

Comunicando

De coração, agradecemos a quem já fez sua oferta em nossa Campanha de Final de Ano. Deus abençoe seu compromisso com a evangelização. Para doar, use a Chave Pix da AMA: 81 9 9964-4899.

E vamos nos preparar para a Novena de Natal que começa na próxima segunda-feira, dia 15. Nossa novena terá como tema "Maria, a mãe do povo fiel" e estará, diariamente, no rádio, no Youtube, no Spotify, nas redes sociais. Por favor, deixe já o seu pedido de oração no formulário que estamos lhe enviando.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb




Quem é a ovelhinha que se perdeu?


  09 de dezembro de 2025  

Terça-feira da 2ª Semana do Advento


 Evangelho. 


Mt 18,12-14


Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos: 12Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas, e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas, para procurar aquela que se perdeu?

13Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela, do que com as noventa e nove que não se perderam. 14Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos.


 Meditação. 


O Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos (Mt 18, 14)

Neste clima de advento, que nos fala de conversão, Jesus conta a história do homem que tem cem ovelhas e uma delas se perde. O pastor deixa as noventa e nove nas montanhas e vai procurar a que se perdeu. Se a encontrar, ficará mais feliz com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. Jesus resumiu as lições de sua pequena história dizendo: “O Pai não deseja que se perca nenhum desses pequeninos”.

Você certamente já se perdeu alguma vez, ou não? Todo mundo, quando criança, alguma vez se perdeu dos pais. E pode lembrar o sofrimento que é se sentir perdido, sem ter mais a referência do pai ou da mãe. A criança fica apavorada, sobe uma angústia no peito, é um sofrimento impressionante. De repente, se sente sozinha, sem direção. Tem que procurar alguma saída, mas nem sabe por onde começar. Sente-se abandonada, assustada e desamparada. Essa é a condição da ovelha perdida.

Jesus anunciou que o Reino de Deus estava chegando. Foi assim que ele começou sua missão entre nós. Os evangelhos contam que Jesus, depois da morte de João Batista, voltou para a Galileia e começou a pregar. E era esse o conteúdo de sua pregação: "O tempo já se cumpriu, e o Reino de Deus está próximo. Convertam-se e creiam no evangelho" (Marcos 12, 14-15). Jesus convidava as pessoas a viverem esse novo momento, em que Deus estava muito próximo e vizinho de todos, o Reino de Deus. Com sua palavra, com curas e milagres, ele foi conduzindo muita gente para o caminho de Deus, para viver no seu amor. Com sua morte e ressurreição, o Pai deu aos que crerem no seu filho a possibilidade de viverem na completa comunhão consigo, como seus filhos.

Toda a obra de Jesus foi restabelecer a comunhão do povo com Deus. A Igreja é o resultado desta obra. É o povo novo que nasce da obra redentora de Jesus. Deus sempre quis abraçar o pecador e reintroduzi-lo em sua casa. O pecador é que se distanciou cada vez mais e não sabia mais retornar. A obra de Jesus foi a reconciliação: fez as pazes entre Deus e o povo. Fez o filho pródigo voltar pra casa. Proporcionou o abraço de reconciliação entre Deus e o pecador. Cada um de nós é único, é única. É a ovelha que se perdeu. Sozinhos, não temos como voltar pra casa. Jesus vem nos encontrar. É essa a sua missão: vir buscar e salvar a ovelha perdida.




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O pecador é a ovelha que se perdeu. E a sensação de estar perdido, de se estar sozinho, de se sentir sem chão você conhece, desde criança, quando se perdia de sua mãe ou de seu pai. Conversão seria, assim, nos reconhecermos desgarrados e perdidos e acolhermos o amor do pastor que vem nos resgatar. Na história que Jesus contou, ficamos sabendo que não fomos esquecidos, que ele vem ao nosso encontro, não descansa enquanto não nos resgata, e nos integra no rebanho de Deus, a sua Igreja. É assim que ele faz conosco, quando nos perdemos, quando o pecado nos afasta de Deus e dos irmãos. É assim que precisamos fazer uns com os outros, não abandonando quem se perde ou se afasta.

O Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos (Mt 18, 14)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tu és o pastor que estás preocupado e comprometido com o resgate da ovelha que se perdeu. Sabemos que não estamos na conta das noventa e nove, pois também nós precisamos de conversão. Somos, isto sim, ovelhas resgatadas por tua misericórdia, transportadas em teus ombros e inseridas na família de Deus. Dá-nos, Senhor, a graça de participar da grande alegria do teu coração de encontrar e salvar a ovelha perdida; e de estar contigo, apoiando, ajudando e participando de tua missão redentora. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

A sugestão, hoje, é que você reze o Salmo 22 (ou 23). É o salmo do bom pastor: O Senhor é o meu pastor, nada me falta.

Comunicando

Caminhamos juntos todo este ano de 2025.

Deus seja louvado! Final de ano chegando, Hora de estender a mão para lhe pedir o seu algo a mais em favor da missão. A sua doação especial vai nos ajudar nos primeiros passos do projeto de uma Rádio FM. Para identificarmos mais facilmente a sua doação É bom que ela termine em 6. Assim, ficamos sabendo que em 2026, vamos continuar caminhando juntos e comprometidos Na evangelização. 


Para sua doação, use a Chave Pix da AMA: 81 9 9964-4899.


Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 



Ó Maria concebida sem pecado!



Segunda-feira

   08 de dezembro de 2024.   

Solenidade da Imaculada Conceição
de Nossa Senhora 

   Evangelho   


Lc 1,26-38

Naquele tempo, 26no sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”
29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”.
38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

   Meditação.   


Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo! (Lc 1, 28)

Olha que cena bonita: uma mulher e um anjo. Um anjo de Deus vem falar com Maria. “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” Foi a saudação do anjo Gabriel. Ele a chamou de ‘cheia de graça’, cheia da graça de Deus, habitada completamente pela graça do Altíssimo. Não tinha lugar para o pecado nela. Estava cheia da graça de Deus. Esta passagem, de maneira especial, deu razão à percepção que tinham os cristãos desde o primeiro século do cristianismo de que Maria era uma criatura muito especial, de que Deus a tinha cumulado de bênçãos de maneira absolutamente inédita. O anjo de Deus disse que Deus estava com ela, estava ao lado dela, queria-lhe todo bem. Ele disse “O Senhor está contigo”. Ela, coitada, ficou toda confusa e preocupada, sem entender o que estava acontecendo.

Bom, congela essa imagem do anjo bom falando com Maria. E vamos evocar outra cena. Nessa segunda cena, também tem uma mulher e um anjo. Um anjo mal veio falar com a Eva. “É verdade que Deus proibiu vocês de comer os frutos das árvores do pomar?”. ‘Não’, Eva lhe disse. ‘Ele só não quer que a gente toque naquela árvore está no meio do jardim. É um fruto venenoso, mata a gente”. Você está entranhando... e não era a serpente? Tudo bem, e quem era a serpente? Claro, o anjo mal, o demônio. Podemos prosseguir? Ele, o anjo mal, a serpente, disse a Eva: “Hum hum... vou dizer uma coisa a você. Deus sabe que se vocês comerem aquela fruta, vocês vão conhecer o bem e o mal. Vocês serão deuses, como ele”. E a mulher já começou a ver aquela fruta de outra forma... que fruta bonita e vai nos dar entendimento! Foi lá e comeu. E deu também a Adão, que também participou do mesmo sentimento de desconfiança sobre o Criador. O que vemos nessa cena? Vemos que a humanidade afastou-se de Deus. O pecado entrou no mundo. A mulher, representando a humanidade, disse ‘não’ a Deus.

Congela aí essa imagem de Eva e do anjo mal. Voltemos à cena do anjo bom falando com Maria. Ele está lhe dizendo que ela encontrou graça diante de Deus. Que ela não tenha medo. Que vai ficar grávida e ter um filho. Ele será o filho de Deus, a quem será dado o trono de Davi. Será o rei. Essa é a vontade de Deus que o anjo está comunicando a Maria. Ela fica preocupada. Nem é casada ainda, como pode ser isso? O anjo bom explica que o Espírito vai gerar no seu ventre o filho de Deus. Mesmo sem compreender tudo, Maria confirma que quer realizar a vontade de Deus, que tudo aconteça como ele mandou dizer. Maria diz “sim” a Deus. “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim, segundo a tua palavra”. O que vemos nessa cena? A mulher, representando a humanidade, disse ‘sim’ a Deus.

Congela aí a cena de Maria. Vamos voltar para o livro do Gênesis, capítulo 3. O Senhor Deus está frente a frente com Adão e Eva. Eles romperam a confiança e a amizade que tinham com Deus. O seu pecado os distanciou dele. Aquele ‘não’ destruiu aquela aproximação que havia com o Criador, desequilibrou tudo e trouxe muito sofrimento. O homem pôs a culpa na mulher. A mulher pôs a culpa na serpente. E Deus fez um anúncio para o futuro: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela. Esta te esmagará a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”. O que vemos nessa cena? A promessa de Deus que um dia a humanidade venceria a serpente.

Nessa promessa de Deus, bem no começo da história, está a promessa da vinda do Salvador. Ele é a descendência da mulher que esmaga a cabeça da serpente, que vence o maligno, que tira o pecado do mundo. Jesus é o salvador. Na vitória de Cristo, a humanidade também venceu o pecado, esmagou a cabeça da serpente. A humanidade redimida venceu o maligno, embora este ainda continue tentando morder-lhe o calcanhar.




Guardando a mensagem

Maria é a nova Eva. Eva representa a humanidade decaída pelo pecado. Maria representa a humanidade redimida do pecado. Eva disse ‘não’ a Deus. Maria disse ‘sim’ a Deus. No batismo, pelos merecimentos de Cristo, fomos lavados dos nossos pecados. Os merecimentos de Cristo, a redenção que ele nos alcançou na sua paixão, também foram aplicados à Maria. E foram aplicados antes que ela nascesse. Assim, ela já veio sem o pecado, já veio imaculada. Nessa condição, de cheia de graça, de não ter o pecado original nem nenhum pecado, é que ela foi a mãe do Redentor. Quem pisa a cabeça da serpente? A humanidade redimida por Cristo, da qual Maria é a primeira representante.

Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo! (Lc 1, 28)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
a Igreja repete, com muito amor, a saudação do anjo bom à tua santa mãe, acrescenta o louvor que lhe fez Izabel, arrematando a prece com o reconhecimento de sua maternidade divina. Vamos fazer isso agora também.

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Ó Maria, concebida sem pecado,
Rogai por nós que recorremos a vós!

Vivendo a palavra

Recentemente, o Dicastério da Santa Sé para a Doutrina da Fé emitiu uma nota sobre títulos marianos ou melhor sobre alguns títulos marianos que se referem à sua cooperação na Obra da Salvação. Trata-se de uma palavra conclusiva ao cabo de algumas décadas de consultas e propostas dirigidas ao Dicastério sobre pontos da devoção mariana.  No número 14 desta nota, fala-se do dogma da Imaculada Conceição. Este dogma “destaca a primazia e unicidade de Cristo na Redenção, porque também a primeira dos redimidos é redimida por Cristo e transformada pelo Espírito, antes de qualquer possibilidade de uma ação própria. É a partir desta especial condição de primeira redimida por Cristo, de primeira transformada pelo Espírito Santo, que Maria pode cooperar mais intensa e profundamente com Cristo e com o Espírito, convertendo-se em protótipo modelo e exemplo do que Deus quis realizar em cada pessoa redimida.” 

Comunicando
 
Hoje, teremos o encontro de Encerramento da Segunda Bíblica deste ano. No Projeto 'Segunda Bíblica 2025', estudamos o Livro dos Atos dos Apóstolos, em 35 encontros. 
Teremos então, hoje, um resumão em 12 pontos e a entrega de um e-book. Um encontro especial para você que não conseguiu fazer todo o estudo conosco. Você me acompanha pelo Youtube, Canal Padre João Carlos, às oito e meia da noite. É hoje!

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Prepare-se para o encontro com o Senhor.



   07 de dezembro de 2025.   

2º Domingo do Advento

   Evangelho   


Mt 3,1-12


1Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judeia: 2“Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”.
3João foi anunciado pelo profeta Isaías, que disse: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas!”
4João usava uma roupa feita de pelos de camelo e um cinturão de couro em torno dos rins; comia gafanhotos e mel do campo.
5Os moradores de Jerusalém, de toda a Judeia e de todos os lugares em volta do rio Jordão vinham ao encontro de João. 6Confessavam seus pecados e João os batizava no rio Jordão. 7Quando viu muitos fariseus e saduceus vindo para o batismo, João disse-lhes: “Raça de cobras venenosas, quem vos ensinou a fugir da ira que vai chegar? 8Produzi frutos que provem a vossa conversão. 9Não penseis que basta dizer: ‘Abraão é nosso pai’, porque eu vos digo: até mesmo destas pedras Deus pode fazer nascer filhos de Abraão.
10O machado já está na raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada no fogo.
11Eu vos batizo com água para a conversão, mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. Eu nem sou digno de carregar suas sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.
12Ele está com a pá na mão; ele vai limpar sua eira e recolher seu trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga”.



   Meditação.   


Convertam-se, porque o Reino de Deus está próximo (Mt 3, 1)

Jesus vem. É este o mote desse tempo do advento. Jesus está chegando. Precisamos nos preparar. Precisamos preparar a sua chegada. E qual será o modo melhor de nos prepararmos para a sua vinda? Esse segundo domingo do advento responde. Ele nos apresenta a figura de João Batista, que nos traz uma mensagem de conversão. Sua pregação é essa: “Convertam-se, porque o Reino dos céus está próximo”. Ele está preparando o caminho do Senhor, como disse o Profeta Isaías. O modo melhor de nos prepararmos para o encontro com o Senhor é a conversão.

João está pregando no deserto e batizando no Rio Jordão. “Deserto” lembra o longo tempo em que o povo peregrinou até entrar na terra prometida. Tempo de purificação. Tempo de celebração da aliança. No deserto, o povo recebeu a Lei, para ser o povo de Deus. Lá, fez aliança com o Senhor. No deserto, tornou-se povo de Deus, povo da aliança. A entrada na terra prometida deu-se pelo Rio Jordão. João está neste cenário: Deserto e Jordão. A imagem já fala por si: voltemos à aliança com Deus!

Às vésperas da chegada do Messias, o profeta está atraindo o povo para o deserto. E prega a chegada próxima do Messias. E a necessidade de cada um abandonar sua vida errada e restabelecer sua aliança com o Senhor. Os que confessam os seus pecados são batizados por ele, no Rio Jordão. É o batismo purificador, preparando o povo para o encontro com o Senhor que está chegando. Um povo que está sendo restaurado na sua condição de povo de Deus, pela Palavra que está sendo anunciada e pelo banho purificador da Água. É isso que está acontecendo ali, no deserto da Judeia.

Mas, João fica irritado quando vê que fariseus e saduceus estavam também indo se batizar. Eles não se reconheciam pecadores, nem em ruptura com a aliança. Ao contrário, eles se faziam de santos e justos. Não estavam dispostos à conversão. Então, deviam saber que a árvore que não der fruto será cortada e lançada ao fogo. A vinda do Messias, diz João, é o dia do julgamento. O Messias vai armazenar o trigo e tocar fogo na palha.

João é uma figura impressionante, pela sua austeridade de vida, pelo anúncio da vinda do Messias e pela sua pregação clara sobre conversão, a mudança de vida. 
Quando João Batista apareceu, no deserto, pregando que o Messias estava pra chegar, foi logo identificado com a ‘voz que grita no deserto, alertando para que se preparasse o caminho para o Senhor” de que Isaías falava. João Batista pedia ao povo para preparar o caminho para a chegada do Messias: arrepender-se dos seus pecados, confessá-los e batizar-se no Rio Jordão. Banhar-se no Rio Jordão era uma forma de mostrar arrependimento e vontade de viver uma vida nova. Quando a gente toma banho, a gente se sente renovado, aliviado do cansaço, limpo. Com a liderança de João Batista, o povo estava se preparando para o novo tempo que estava chegando, com a vinda do Messias, o enviado de Deus.





Guardando a mensagem

Deus marcou um encontro conosco. O Pai enviou o seu filho amado. Quem o receber, acolhe o próprio Pai. É verdade, ele já veio. Foi o primeiro natal. Então, nos preparemos para fazer do natal que está chegando uma forte memória dessa surpreendente vinda do filho de Deus em nossa condição humana. Claro, ele vem sempre ao nosso encontro, todo dia e de tantas formas! Então, preparemo-nos para reconhecê-lo no meio do seu povo, como no tempo do Batista. Mas, não podemos esquecer, ele virá definitivamente em sua glória, como nos prometeu. A grande preparação para esse encontro com o Senhor é a conversão: limpar a casa, fazer uma grande faxina em nossa vida, tomar banho... É o advento do Senhor.  O grande convite do primeiro domingo do advento foi a Vigilância, aguardar o Senhor acordados. O grande apelo deste segundo domingo do advento é a Conversão, preparar a vinda do Senhor com uma vida renovada. 

Convertam-se, porque o Reino de Deus está próximo (Mt 3, 1)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,

neste tempo de advento, aquecemos o nosso coração com a certeza de tua vinda: já vieste uma primeira vez, vens sempre ao nosso encontro e virás definitivamente no último dia. Teu profeta João Batista está nos mandando preparar o caminho, endireitar as curvas, restaurar a estrada de nossa vida para a tua chegada. Entendemos, então, que é tempo de conversão, de mudança de vida. Assiste-nos, Senhor, neste caminho de conversão, com o teu Santo Espírito. Que a nossa vida seja uma boa estrada, pela qual tu possas vir ao encontro de muita gente, com teu evangelho de paz e de perdão. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Sabe de uma coisa que você já devia ir pensando nesta preparação para o natal? A confissão. Arrumar um jeito de se confessar, daqui para o natal. Afinal, é hora de endireitar as veredas tortas.


Comunicando

Ontem, fiz show no Festival Shekinah, em Brasília, na Esplanada dos Ministérios. Hoje, o show será no Recife, na festa do Morro da Conceição. Amanhã, Solenidade da Conceição Imaculada de Maria, teremos o encerramento da Segunda Bíblica, à noite, pelo YouTube.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb


As quatro tarefas da missão.



  06 de dezembro de 2025.  

Sábado da 1ª Semana do Advento


  Evangelho.  


Mt 9,35-10,1.6-8

Naquele tempo, 35Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade.

36Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37“A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”
10,1E, chamando os seus doze discípulos deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade.
Enviou-os com as seguintes recomendações: 6“Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! 7Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!”

  Meditação.  


Curem os doentes, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios (Mt 10, 8)

Jesus percebe a situação de sofrimento e abandono do seu povo. E procura organizar o seu grande grupo de discípulos, nomeando doze líderes. Chamou doze, porque estava simbolicamente reorganizando todo o rebanho de Deus, o povo das doze tribos, que fora liderado por doze patriarcas. E Jesus enviou os doze em missão. É urgente que o rebanho conte com bons pastores, com boas lideranças. Pastores que cuidem das ovelhas estropiadas, que recuperem as desfalecidas, que lavem as sujas, que as defenda dos lobos.

A missão é anunciar a proximidade do Reino, que é o que Jesus já estava fazendo. “Em seu caminho, anunciem: o Reino dos céus está próximo”. Na realização desta missão, Jesus deu aos doze quatro tarefas: Curar os doentes; Ressuscitar os mortos; Purificar os leprosos; e Expulsar os demônios. Você sabe, quatro é um número de totalidade. Quatro é tudo, pois quatro são os pontos cardeais. A missão de anunciar a chegada do Reino de Deus mostra-se nestas quatro ações.

Vamos dar uma olhada nessas tarefas. A primeira foi curar os doentes. Jesus tinha um carinho especial pelos doentes. Basta lembrar a cena da sogra de Pedro ou do paralítico descido em sua maca diante dele. Cuidar dos doentes é uma forma de anunciar o Reino de Deus. Deus está perto de quem está sofrendo. Deus é a força de quem está debilitado. Estamos diante do tema da SAÚDE. Assistir os doentes e sofredores, rezar por eles, rezar com eles, acompanhá-los em seu tratamento são formas de mostrar o amor de Deus, a proximidade do Reino. Curar os enfermos.

A segunda tarefa foi ressuscitar os mortos. Jesus ressuscitou a filha de Jairo, o filho da viúva de Naim, o seu amigo Lázaro. Em todos esses episódios, vemos como Jesus deu atenção às famílias enlutadas, como ele ajudou as pessoas a crerem em Deus e na ressurreição que ele nos promete. Estamos diante do tema da VIDA. Na parábola do bom samaritano, o homem estava caído, semimorto, na beira da estrada. Acudir quem está caído, quem está em situação de morte é ressuscitar os mortos. Hoje, temos muita gente que está em situação de morte: pela droga, pela exploração do trabalho, pela fome... Trabalhar pela recuperação dos dependentes químicos, salvar do suicídio quem perdeu o sentido da vida, por exemplo, são também formas de anunciar a proximidade do Reino. Ressuscitar os mortos.

A terceira tarefa foi purificar os leprosos. Os leprosos, no evangelho, têm a ver com a impureza em relação à Lei. Pela impureza, a pessoa estava apartada de Deus e de sua comunidade. A lepra é uma imagem do pecado. Estamos diante do tema da RECONCILIAÇÃO. Purificar os leprosos é ajudar a pessoa a se aproximar de Deus e alcançar o perdão dos seus pecados. Fomos reconciliados com Deus, por Jesus Cristo que morreu por nós. Trabalhar pela conversão, aproximar as pessoas do Sacramento da Confissão são formas de anunciar que o Reino está vizinho, próximo. Purificar os leprosos.

A quarta tarefa foi expulsar os demônios. Jesus venceu as tentações. E libertou muitas pessoas possuídas pelo mal. Estamos diante do problema da LIBERDADE. Muita gente está possuída, escravizada pelo preconceito, pelo sentimento de inferioridade, pela ignorância, por ideologias totalitárias, pela inveja, pela dependência cultural... são numerosas as formas de dominação do mal sobre as pessoas! Contribuir para a superação desses males, ajudar as pessoas a se libertarem dessas forças de opressão são formas de realizar o anúncio do Reino de Deus. Expulsar os demônios.

Guardando a mensagem

Jesus, diante do seu povo sofrido e humilhado, enche-se de compaixão. Vê que aquele é um rebanho sem pastor. Realizando sua missão de reorganizar o povo de Deus disperso, nomeia doze lideranças para o seu movimento. Ele envia os doze em missão. Eles devem, como Jesus, anunciar a proximidade do Reino de Deus. Para servir o seu povo cansado e abatido, Jesus providencia pastores que cuidem das ovelhas estropiadas (os enfermos), que recuperem as desfalecidas (os mortos), que lavem as sujas (os leprosos), que as defenda dos lobos (os demônios). A missão dos doze é a missão de todo o povo de Deus. A minha, a sua também.

Curem os doentes, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios (Mt 10, 8)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
aos teus missionários de ontem e de hoje, estás instruindo que todos estamos em missão. E que a missão não depende de contarmos com muitos recursos (ouro, prata, dinheiro). O que temos para oferecer não tem preço, nem são coisas que estamos distribuindo. Somos testemunhas do Reino que chegou com tua presença redentora. Estás insistindo, Senhor, que precisamos manter a postura de missionários, de viajantes, evitando a busca de benefícios pessoais (não levar sacola) e a busca de segurança ou bem-estar (duas túnicas, sandálias, bastão). Ajuda-nos, Senhor, a realizar, ao teu lado, a grande tarefa da evangelização. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Planeje o seu final de semana, de forma que dê para participar bem da Santa Missa do 2º Domingo do Advento. Amanhã, Solenidade da Imaculada Conceição de Maria. Nela, podemos contemplar a generosidade com que abraçou a missão que o Senhor lhe confiou.

Comunicando

Amanhã, é o dia da grande festa do Morro da Conceição. Estarei lá, hoje à noite, com o meu show. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

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