PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO DA PALAVRA: oficial romano
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O BOM EXEMPLO DE JESUS E DO PAGÃO

Nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé (Mt 8, 10).

02 de dezembro de 2019.
Nós fazemos um bom esforço para viver o evangelho de Jesus, para sermos fiéis ao que Deus tem nos ensinado. Ao menos, pensamos assim. O povo de Deus do tempo de Jesus também tinha essa ideia sobre si mesmo. Eles insistiam sempre no conhecimento que tinham do Deus verdadeiro e na exclusividade de serem o povo em aliança com Deus. Jesus, filho de Deus, encarnado naquele mundo religioso e cultural de Israel, também tinha em grande conta a história do povo eleito. Mas, aberto à realidade como ele era, experimentou em várias ocasiões como a fé deles era vivida de maneira egoísta e interesseira. E como, em nome da aliança com Deus, marginalizava-se gente de dentro e todos os de fora.
No evangelho de hoje, Jesus faz uma constatação que deve ter aborrecido muita gente do seu tempo: “Em verdade vos digo, nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé”. O elogio foi feito ao comportamento de um pagão. No encontro que ele teve com o oficial romano, em Cafarnaum, este intercedeu em favor do seu empregado. Este oficial tinha a patente de centurião, tendo sob seu comando uma centena de soldados do império. Claro, era um estrangeiro, um pagão. Ele contou a Jesus que o seu empregado estava de cama, sofrendo terrivelmente com uma paralisia. Jesus, judeu que era, segundo as regras religiosas de então, não podia entrar na casa dele, já que ele era um pagão. Passando por cima dessa barreira, Jesus se prontificou a ir à sua casa para curar o seu empregado. A resposta do pagão foi surpreendente: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa”. Foi uma palavra sincera, um reconhecimento de sua condição de pecador, de pagão. E mostrou sua grande fé quando acrescentou: “Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado”. E até comentou com Jesus sobre sua experiência de dar ordens aos seus soldados e aos seus servos, e de ser prontamente obedecido.
Diante da resposta do pagão, Jesus ficou admirado com a sua fé. Foi aí que ele disse aquela palavra tão surpreendente: “Nunca encontrei alguém que tivesse tanta fé em Israel”. E disse mais: “Eu lhes digo, muitos virão do oriente e do ocidente e se sentarão à mesa do reino dos céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó”. Nessa palavra, Jesus está em sintonia com os profetas, como Isaías, que anunciaram, muitos séculos antes, que também as nações pagãs se integrariam ao povo santo, chegariam também como peregrinos ao monte da Casa do Senhor. Deus quer integrar no seu reino também os outros povos, toda a humanidade.






Guardando a mensagem
Para nós que estamos começando o tempo do advento, Jesus nos aponta, hoje, um exemplo a ser imitado. Jesus elogiou a fé do oficial pagão, dizendo que não tinha encontrado ainda uma fé tão grande no meio do seu povo. Com esse elogio, o centurião pagão está sendo colocado como exemplo a ser seguido por nós. É bom nos darmos conta que, fora do nosso grupo e de nossa tradição religiosa, há quem demonstre mais fé do que nós. E podemos e devemos aprender com eles. Aprendamos com Jesus, que teve uma atitude missionária, apesar dos limites da prática religiosa do seu tempo: dispôs-se a ir à casa do pagão. Aprendamos com o pagão que Jesus elogiou: ele foi solidário com o seu empregado e foi humilde em reconhecer sua condição de pecador.  Além disso, esse pagão demonstrou uma grande fé, sugerindo que Jesus apenas desse uma ordem e seu empregado ficaria curado. Fora do nosso grupo, pode haver gente levando a fé mais a sério do que nós. Aprendamos com eles.
Nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé (Mt 8, 10).
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Ficamos encantados com teu espírito missionário. Desde o teu nascimento, vemos como os pagãos são acolhidos no caminho da salvação. São tantos exemplos nos evangelhos: a visita dos magos do oriente, aquela história da mulher siro-fenícia, da cananeia, das curas em território estrangeiro, essa história do empregado do centurião em Cafarnaum. E colocaste este pagão como exemplo a ser seguido por todos nós na sua solidariedade, na sua humildade e na sua fé. Ajuda-nos, Senhor, a acolher, sem discriminação, o bom exemplo de pessoas que não são do nosso grupo e da nossa tradição religiosa.  E a vivermos a nossa fé com maior seriedade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Hoje, reze pela intenção geral de oração do Papa para este mês de dezembro, o futuro dos mais jovens: “Para que cada país tome as medidas necessárias para fazer do futuro dos mais jovens uma prioridade, sobretudo daqueles que estão sofrendo”.

Pe. João Carlos Ribeiro – 02 de dezembro de 2019.

O BOM EXEMPLO DE UM PAGÃO

Nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé (Mt 8, 10).
03 de dezembro de 2018.
Nós fazemos um bom esforço para viver o evangelho de Jesus, para sermos fieis ao que Deus tem nos ensinado. Ao menos, pensamos assim. O povo de Deus do tempo de Jesus também tinha essa ideia sobre si mesmo. Eles insistiam sempre no conhecimento que tinham do Deus verdadeiro e na exclusividade de serem o povo em aliança com Deus. Jesus, filho de Deus, encarnado naquele mundo religioso e cultural de Israel, também tinha em grande conta a história do povo eleito. Mas, aberto à realidade como ele era, experimentou em várias ocasiões como a fé deles era vivida de maneira egoísta e interesseira. E como, em nome da aliança com Deus, marginalizava-se gente de dentro e todos os de fora.
No evangelho de hoje, Jesus faz uma constatação que deve ter aborrecido muita gente do seu tempo: “Em verdade vos digo, nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé”. O elogio foi feito ao comportamento de um pagão. No encontro que ele teve com o oficial romano, em Cafarnaum, este intercedeu em favor do seu empregado. Este oficial tinha a patente de centurião, tendo sob seu comando uma centena de soldados do império. Claro, era um estrangeiro, um pagão. Ele contou a Jesus que o seu empregado estava de cama, sofrendo terrivelmente com uma paralisia. Jesus, judeu que era, segundo as regras religiosas de então, não podia entrar na casa dele, já que ele era um pagão. Ainda assim, Jesus se prontificou a ir à sua casa para curar o seu empregado. A resposta do pagão foi surpreendente: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa”. Foi uma palavra sincera, um reconhecimento de sua condição de pecador, de pagão. E mostrou sua grande fé quando acrescentou: “Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado”. E até comentou com Jesus sobre sua experiência de dar ordens aos seus soldados e aos seus servos, e de ser prontamente obedecido.
Diante da resposta do pagão, Jesus ficou admirado com a sua fé. Foi aí que ele disse aquela palavra tão surpreendente: “Nunca encontrei alguém que tivesse tanta fé em Israel”. E disse mais: “Eu lhes digo, muitos virão do oriente e do ocidente e se sentarão à mesa do reino dos céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó”. Nessa palavra, Jesus está em sintonia com os profetas, como Isaías, que anunciaram, muitos séculos antes, que também as nações pagãs se integrariam ao povo santo, chegariam também como peregrinos no monte da casa do Senhor. Deus quer integrar no seu reino também os outros povos, toda a humanidade.
Guardando a mensagem
Para nós que estamos começando o tempo do advento, Jesus nos aponta, hoje, um exemplo a ser imitado. Jesus elogiou a fé do oficial pagão, dizendo que não tinha encontrado ainda uma fé tão grande no meio do seu povo. Com esse elogio, o centurião pagão está sendo colocado como exemplo a ser seguido por nós. É bom nos darmos conta que, fora do nosso grupo e de nossa tradição religiosa, há quem demonstre mais fé do que nós. E podemos e devemos aprender com eles. Aprendamos com Jesus, que teve uma atitude missionária, apesar dos limites da prática religiosa do seu tempo: dispôs-se a ir à casa do pagão. Aprendamos com o pagão que Jesus elogiou: ele foi solidário com o seu empregado, foi humilde em reconhecer sua condição de pecador; e demonstrou uma grande fé, sugerindo que Jesus dissesse apenas uma palavra, desse apenas uma ordem e seria obedecido, seu empregado ficaria curado. Fora do nosso grupo, pode haver gente levando a fé mais a sério do que nós. Aprendamos com eles.
Nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé (Mt 8, 10).
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Ficamos encantados com teu espírito missionário. Desde o teu nascimento, vemos como os pagãos são acolhidos no caminho da salvação. Foi a visita dos magos do oriente, aquela história da mulher siro-fenícia, da cananeia, das curas em território estrangeiro, essa história do empregado do centurião em Cafarnaum. E colocaste este pagão como exemplo a ser seguido por todos nós na sua solidariedade, na sua humildade e na sua fé. Ajuda-nos, Senhor, a acolher, sem discriminação, o bom exemplo de pessoas que não são do nosso grupo e da nossa tradição religiosa.  E a vivermos a nossa fé com maior seriedade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Hoje, em seu momento pessoal de oração, reze pela intenção geral do Papa Francisco para este mês de dezembro: “para que as pessoas comprometidas com o serviço da transmissão da fé encontrem uma linguagem adaptada aos nossos dias no diálogo com as culturas”.

Pe. João Carlos Ribeiro – 03.12.2018

VEJA SE A SUA ORAÇÃO É ASSIM

Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa (Lc 7, 6)
17 de setembro de 2018.
O segredo da verdadeira oração está na história da cura do servo do oficial romano (Lc 7,1-10). Veja que o que podemos aprender dessa bela história: as qualidades da verdadeira oração.
Os anciãos de Cafarnaum foram falar com Jesus em nome do oficial romano:  “ele está pedindo que vá ver o seu empregado que está doente, é uma pessoa que ele quer muito bem”. Foi isso que moveu Jesus a sair em direção de sua casa: o oficial queria bem ao empregado.  Não foi porque o oficial romano era uma pessoa importante; ou mesmo porque ele era uma pessoa bem quista na comunidade judaica da cidade, para a qual já tinha inclusive colaborado na construção da sinagoga. Ninguém tem méritos suficientes para merecer o favor de Deus. Deus não atende as preces de uma pessoa porque ela é rica, influente ou importante. Deus não olha pra isso. Jesus foi visitar o empregado à beira da morte, a pedido do oficial, porque este tinha demonstrado amor no coração, queria bem ao seu empregado. O amor, isso sim, é uma condição básica para a verdadeira oração. AMOR!
Jesus já estava chegando perto da casa, quando se encontrou com amigos do oficial que foram enviados para pedir que não fosse mais à casa dele. ‘E por que não?’ “Porque ele disse que não é digno que o senhor entre na casa dele. Ele acha que não tem esse merecimento. Nem de vir encontrá-lo no caminho, ele se acha digno”. Vejam que humildade! Ele era uma pessoa socialmente importante, chefe militar, romano. Mas, não se achou digno de receber Jesus. Nem de vir encontrá-lo na estrada. Dá pra lembrar a história que Jesus contou do fariseu e do publicano. Os dois foram rezar. Um se gabava de ser o bonzão, o praticante, desprezando o pecador. O publicano batia no peito e implorava compaixão, porque era um pecador. O fariseu, arrogante. O pecador, humilde. O publicano foi atendido. O oficial romano foi humilde, considerou honra demais receber Jesus na sua casa. E sacrifício demais para Jesus, de ter que entrar na casa de um pagão. A humildade é outra condição importante para a oração. HUMILDADE!
O recado todo foi este: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Mas ordena com a tua palavra e o meu empregado ficará curado”. Fé, Fé! Jesus ficou admirado. “Ainda não encontrei uma fé tão grande em Israel”. O romano não pertencia ao povo de Deus. E ainda assim, mostrou uma fé tão grande, não precisava nem da presença de Jesus, de gestos que o convencessem... bastaria uma palavra sua, uma ordem, uma manifestação do seu querer. A fé é isso: entregar-se nas mãos de Deus. Confiar inteiramente. Fé é o outro ingrediente necessário para a verdadeira oração. FÉ!
Guardando a mensagem
Amor, Humildade e Fé. Esse é o segredo da verdadeira oração. Amor que faz a gente estar mais voltado para os outros do que para nós mesmos. Humildade que faz com que a gente reconheça a própria fraqueza e não pretenda obrigar Deus a fazer a nossa vontade, mas estejamos dispostos a realizar a sua. Fé que nos coloca no lugar de filhos que em tudo depende do Pai, inteiramente, ternamente. Quer rezar pra valer? Então, aí está o segredo: amor, humildade e fé.
Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa (Lc 7, 6)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Precisamos aprender a rezar melhor, a rezar como o oficial romano dessa cena do evangelho. O que ele mandou te dizer é o que rezamos na Missa, antes da comunhão: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo”. Dá-nos, Senhor, que a nossa oração seja como a dele, manifestação de amor pelo próximo, exercício de humildade diante da vontade do Pai e expressão de fé no seu poder misericordioso. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Durante o dia de hoje, repita muitas vezes a prece do oficial romano: “Senhor, eu não digno(a) de que estreis em minha casa, mas dizei uma palavra e serei salvo(a)”.

Pe. João Carlos Ribeiro – 12.09.2016

UMA ORAÇÃO DE VERDADE

Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa (Mt 8, 8)


30 de junho de 2018.

Foi isso que o oficial romano disse a Jesus, lá em Cafarnaum. Ele foi falar sobre o seu empregado que estava de cama, na casa dele, sofrendo com uma paralisia. Olha a resposta de Jesus: “Vou curá-lo”. Foi quando o oficial disse que não era digno que Jesus entrasse em sua casa. Bastaria que dissesse uma só palavra e o seu empregado ficaria curado. Jesus se admirou e comentou com os discípulos que ainda não tinha encontrado alguém com tanta fé no meio do seu povo.

A fé demonstrada pelo oficial chamou a atenção de Jesus, que o apontou como exemplo. Ele veio ao seu encontro, contou-lhe a situação do seu servo e não se achou digno que o Mestre fosse à sua casa. Achou que era suficiente uma palavra de Jesus para a cura do seu empregado. Como ele estava acostumado a dar ordens a seus soldados e a seus servos e ser prontamente atendido, assim sabia que Jesus mandando, a doença obedeceria. Uma fé que não precisava de gestos especiais junto ao leito do doente, só uma palavra e à distância.

Agora, olha a humildade deste homem: uma pessoa importante, um centurião romano, com soldados às suas ordens e escravos lhe servindo em casa. E, mesmo sendo um estrangeiro, estando em posição de poder, no comando de forças de ocupação, está pedindo com humildade a Jesus. Nesta narração de Mateus, ele não manda chamar Jesus. Ele vai pessoalmente pedir a Jesus. E ainda reconhece que não é digno de recebê-lo em sua casa.

Jesus admirou-se com a sua fé. E certamente também com a sua humildade. Como romano, ele era um pagão, servia aos deuses do império. Pelas normas religiosas de então, um judeu contraía uma impureza muito séria ao entrar na casa de um pagão. Ele reconheceu, então, nessa atitude, sua condição de pagão, de alguém longe da santidade do Deus de Israel.

“Eu não sou digno que entres em minha casa”. Esta palavra do pagão, nós a repetimos na Santa Missa. Estando para receber a sagrada comunhão - Jesus mesmo presente no sacramento do pão, nos damos conta, como o romano, que não somos dignos, que é grande demais a graça de recebê-lo em nossa própria morada... Com essa oração, manifestamos nossa fé na presença real de Jesus que vem a nós e imitamos o centurião também na sua humildade.

Além da fé e da humildade, com certeza, outra coisa chamou a atenção de Jesus: a compaixão do chefe militar pelo servo doente. Ele foi interceder por seu empregado acamado, sofrendo terrivelmente com uma paralisia. Compaixão era o que Jesus sempre demonstrava pelos sofredores. Foi o que o oficial romano demonstrou também pelo seu servo. Certamente, foi diante dessa solidariedade com o doente, que Jesus se prontificou a acompanhá-lo à sua casa.

Vamos guardar a mensagem

No encontro do oficial romano com Jesus, admiramos três coisas que devemos imitar e praticar no nosso encontro com o Senhor: a compaixão que ele demonstrou pelo seu servo; a humildade, com que ele reconheceu sua condição de pagão diante da santidade do Deus de Israel; e a fé, pela qual confiava na autoridade de Jesus para curar o seu servo com uma simples ordem. Nos nossos encontros com o Senhor, na oração, seremos atendidos se nos apresentamos com os mesmos sentimentos do oficial: compaixão pelos sofredores por quem intercedemos; humildade, reconhecendo nossa condição de pecadores diante da misericórdia de Deus; e fé pela qual reconhecemos que Jesus é o Senhor e nosso Salvador.


Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa (Mt 8, 8)


Vamos rezar a palavra

Senhor Jesus, dá-nos a fé daquele centurião romano que te pediu a cura do seu empregado. Elogiaste a sua grande fé, mesmo sendo ele um estrangeiro e pagão. Precisamos dessa fé , dessa confiança ilimitada no teu amor e no teu poder. Dá-nos, também, Senhor, a sua humildade, ele não se achou digno de receber-te em casa. Que saibamos reconhecer a tua misericórdia em nossa vida. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vamos viver a palavra

Hoje, em vários momentos do dia, diga a Jesus, inspirando-se no que disse o oficial romano: “Senhor, eu não digno que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo”.

Pe. João Carlos Ribeiro – 30.06.2018

LIÇÕES DE UM PAGÃO


MEDITAÇÃO
PARA A SEGUNDA-FEIRA,
DIA 04 DE DEZEMBRO
Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa (Mt 8, 8)
Foi isso que o oficial romano disse a Jesus, lá em Cafarnaum. Ele foi falar sobre o seu empregado que estava de cama, na casa dele, sofrendo com uma paralisia. Olha a resposta de Jesus: “Vou curá-lo”. Foi quando o oficial disse que não era digno que Jesus entrasse em sua casa. Bastaria que dissesse uma só palavra e o seu empregado ficaria curado. Jesus se admirou e comentou com os discípulos que ainda não tinha encontrado alguém com tanta fé no meio do seu povo.
A fé demonstrada pelo oficial chamou a atenção de Jesus, que o apontou como exemplo. Ele veio ao seu encontro, contou-lhe a situação do seu servo e não se achou digno que o Mestre fosse à sua casa. Achou que era suficiente uma palavra de Jesus para a cura do seu empregado. Como ele estava acostumado a dar ordens a seus soldados e a seus servos e ser prontamente atendido, assim sabia que Jesus mandando, a doença obedeceria. Uma fé que não precisava de gestos especiais junto ao leito do doente, só uma palavra e à distância.
Agora, olha a humildade deste homem: uma pessoa importante, um centurião romano, com soldados às suas ordens e escravos lhe servindo em casa. E, mesmo sendo um estrangeiro, estando em posição de poder, no comando de forças de ocupação, está pedindo com humildade a Jesus. Nesta narração de Mateus, ele não manda chamar Jesus. Ele vai pessoalmente pedir a Jesus. E ainda reconhece que não é digno de recebê-lo em sua casa.
Jesus admirou-se com a sua fé. E certamente também com a sua humildade. Como romano, ele era um pagão, servia aos deuses do império. Pelas normas religiosas de então, um judeu contraía uma impureza muito séria ao entrar na casa de um pagão. Ele reconheceu, então, nessa atitude, sua condição de pagão, de alguém longe da santidade do Deus de Israel.
“Eu não sou digno que entres em minha casa”. Esta palavra do pagão, nós a repetimos na Santa Missa. Estando para receber a sagrada comunhão - Jesus mesmo presente no sacramento do pão, nos damos conta, como o romano, que não somos dignos, que é grande demais a graça de recebê-lo em nossa própria morada... Com essa oração, manifestamos nossa fé na presença real de Jesus que vem a nós e imitamos o centurião também na sua humildade.
Além da fé e da humildade, com certeza, outra coisa chamou a atenção de Jesus: a compaixão do chefe militar pelo servo doente. Ele foi interceder por seu empregado acamado, sofrendo terrivelmente com uma paralisia. Compaixão era o que Jesus sempre demonstrava pelos sofredores. Foi o que o oficial romano demonstrou também pelo seu servo. Certamente, foi diante dessa solidariedade com o doente, que Jesus se prontificou a acompanhá-lo à sua casa.
Vamos guardar a mensagem de hoje
No encontro do oficial romano com Jesus, admiramos três coisas que devemos imitar e praticar no nosso encontro com o Senhor: a compaixão que ele demonstrou pelo seu servo; a humildade, com que ele reconheceu sua condição de pagão diante da santidade do Deus de Israel; e a fé, pela qual confiava na autoridade de Jesus para curar o seu servo com uma simples ordem. Nos nossos encontros com o Senhor, na oração, seremos atendidos se nos apresentamos com os mesmos sentimentos do oficial: compaixão pelos sofredores por quem intercedemos; humildade, reconhecendo nossa condição de pecadores diante da misericórdia de Deus; e fé pela qual reconhecemos que Jesus é o Senhor e nosso Salvador.

O SEGREDO DA ORAÇÃO


Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. (Lc 7, 6)
O segredo da verdadeira oração está na história da cura do servo do oficial romano (Lc 7,1-10). Veja que virtudes podemos perceber nessa bela história: são qualidades da verdadeira oração.
Os anciãos de Cafarnaum foram falar com Jesus em nome do oficial romano: ‘ele está pedindo que vá ver o empregado dele que está doente, é uma pessoa que ele quer muito bem’. Foi isso que moveu Jesus a sair em direção de sua casa: o oficial queria bem ao empregado.  Não foi porque ele fosse uma pessoa importante. Ou mesmo porque o oficial romano era uma pessoa bem quista na comunidade judaica da cidade, para a qual já tinha inclusive colaborado na construção da sinagoga. Ninguém tem méritos suficientes para merecer o favor de Deus. Deus não atende as preces de uma pessoa porque ela é rica, influente ou importante. Deus não olha pra isso. Jesus foi visitar o empregado à beira da morte, a pedido do oficial, porque este tinha demonstrado amor no coração, queria bem ao seu empregado. O amor, isso sim, é uma condição básica para a verdadeira oração. AMOR!
Jesus já estava chegando perto da casa, quando se encontrou com amigos do oficial que foram enviados para pedir que não fosse mais à casa dele. ‘E por que não?’ ‘Porque ele disse que não é digno que o senhor entre na casa dele. Ele acha que não tem esse merecimento. Nem de vir encontrá-lo no caminho, ele se acha digno’. Vejam que humildade! Ele era uma pessoa socialmente importante, chefe militar, romano. Mas, não se achou digno de receber Jesus. Nem de vir encontrá-lo na estrada. Dá pra lembrar a história que Jesus contou do fariseu e do publicano. Os dois foram rezar. Um se gabava de ser o bonzão, o praticante, desprezando o pecador. O publicano, batia no peito e implorava compaixão, porque era um pecador. O fariseu, arrogante. O pecador, humilde. O publicano foi atendido. O oficial romano foi humilde, considerou honra demais receber Jesus na sua casa. E sacrifício demais para Jesus, de ter que entrar na casa de um pagão. A humildade é outra condição importante para a oração. HUMILDADE!
O recado todo foi este: ‘Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Basta dizeres uma palavra para curá-lo, que ele será curado’. Fé, Fé! Jesus ficou admirado. ‘Ainda não encontrei uma fé tão grande no povo de Israel’. O romano não pertencia ao povo de Deus. E ainda assim, mostrou uma fé tão grande, não precisava nem da presença de Jesus, de gestos que o convencessem... bastaria uma palavra sua, uma ordem, uma manifestação do seu querer. A fé é isso: entregar-se nas mãos de Deus. Confiar inteiramente. Fé é o outro ingrediente necessário para a verdadeira oração. FÉ!
Vamos guardar a mensagem de hoje
Amor, Humildade e Fé. Esse é o segredo da verdadeira oração. Amor que faz a gente estar mais voltado para os outros do que para nós mesmos. Humildade que faz com que a gente reconheça a própria fraqueza e não pretenda obrigar Deus a fazer a nossa vontade, mas nós queiramos realizar a sua. Fé que nos coloca no lugar de filhos que em tudo depende do Pai, inteiramente, ternamente. Quer rezar pra valer? Então, aí está o segredo: amor, humildade e fé.

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