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20200527

LIVRA-NOS DO MAL

Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno (Jo 17, 15)

27 de maio de 2020


Na oração que Jesus fez ao Pai, rogando por nós, ele disse que não pedia que o Pai nos tirasse do mundo, mas que nos guardasse do maligno. De fato, no Pai Nosso, ele nos ensinou a pedir ao Pai que nos livre do mal. Não que nos tirasse do mundo, mas que nos guardasse do mal que está no mundo, foi o pedido dele.

Neste sentido, há uma outra expressão nessa oração de Jesus muito especial: “Eles não são do mundo, como eu também não sou do mundo”. Nós não somos do mundo, estamos no mundo. Jesus também não é do mundo. Mas, veio ao mundo com a missão de salvá-lo.

No evangelho de João, aparece muito clara a oposição entre Jesus e o mundo. O mundo seria a ruindade que está no nosso meio, essa parte perversa em nós e na sociedade que se opõe a Deus, o domínio do pecado. Poderíamos entender essa palavra ‘mundo’ como a humanidade decaída. E Jesus identifica que o mal desse mundo tem sua inspiração e seu comando no demônio, sendo este, no seu dizer, o pai da mentira. Este está em oposição ao Espírito da Verdade, o Santo Espírito de Deus.

O mundo é, então, esse conjunto de forças que está longe de Deus e que se opôs a Jesus, levando-o à morte. E que se opõe também aos discípulos, penalizando-os com a mesma perseguição. A rejeição e a perseguição foram muito fortes nas primeiras gerações de cristãos. O mundo que rejeitou Jesus rejeitou também a pregação e o modo de vida dos seus seguidores.

Às vezes, somos tentados a pensar numa separação completa entre o que é do mundo e o que é de Deus. E pensamos, erradamente, que de Deus são as coisas religiosas e do mundo são as coisas seculares. Engano. Tudo é de Deus, ele está em tudo e em todos. Deus se manifesta e comanda também o que nos parece secular, fora da órbita do sagrado. O que Deus criou é dele. O sonho é que tudo seja reino de Deus.

Às vezes, somos tentados também a pensar que, de um lado está o bem e do outro está o mal. Também este é um engano. As coisas podem estar misturadas, como Jesus mostrou na parábola do joio e do trigo. Não dá para arrancar logo o joio, senão prejudica o trigo que está crescendo ao seu lado. E só dá pra saber mesmo certinho quem é quem quando chega a hora de dar frutos. Quer coisa mais santa do que o grupo dos apóstolos, que Jesus pessoalmente escolheu, depois de uma noite de oração?! Pois, o traidor foi um dos doze apóstolos. As coisas, realmente, estão misturadas.

Mesmo habitado pelo mal, o mundo foi amado por Deus. E Jesus veio para convidá-lo à conversão. “Deus tanto amou o mundo que enviou o seu filho unigênito”. E o próprio Jesus explicou, para escândalo dos fariseus: “Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”.

Guardando a mensagem

Na ceia, Jesus pediu ao Pai por nós: que ele nos livrasse do maligno. Nós não somos mais do mundo, somos de Deus. Mas, estamos no mundo. Jesus também não era do mundo, mas veio ao mundo para salvá-lo. Mesmo não sendo do mundo, estamos nele e temos uma missão dentro dele. Reconhecemos que esse mundo que Deus criou está cheio de coisas boas e promissoras. Mas, experimentamos também que há muita perversidade e maldade no meio do mundo. E temos certeza, como Jesus tinha, que sem desmerecer a responsabilidade humana, por trás de tanto mal há a atuação do inimigo da humanidade e de Deus. E temos consciência que o mal não está só fora do ambiente religioso. Também entre nós, há sementes de egoísmo, de violência e desamor.

Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno (Jo 17, 15)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,

Que a mentalidade do Reino de Deus – a fraternidade, a justiça, o amor, a paz – marque nossa vida de cristãos e nossos compromissos nesse mundo. E que a mentalidade do mundo – o individualismo, a luxúria, a exploração, o consumismo – não enfraqueça o espírito cristão que professamos. Livra-nos, Senhor, de todo o mal. Amém.

Vivendo a palavra

Estamos na semana de oração pela unidade dos cristãos. É possível que na sua família haja alguém que não seja católico. Hoje, dedique um momento de oração em favor dessa ou dessas pessoas. Peça pelo seu bem, pela sua felicidade, pela sua fidelidade ao evangelho.

A gente se reencontra às 22 horas, na Live da Oração da Noite, nas redes sociais: facebook, youtube e no aplicativo Tempo de Paz. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

20200209

AJUDANDO O MUNDO A SER MELHOR

Vocês são o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? (Mt 5, 3)

09 de fevereiro de 2020

Estamos no Sermão da Montanha. Nele, Jesus começou sua pregação, proclamando as bem-aventuranças.  Com as bem-aventuranças, conforme o evangelho de Mateus, que estamos lendo neste ano litúrgico, Jesus traçou o perfil do cidadão do Reino de Deus: alguém desapegado dos bens desta terra, solidário com as dores dos seus irmãos, manso nos seus relacionamentos, comprometido com a verdade e a justiça, misericordioso com os seus semelhantes, correto em suas intenções, artesão da paz, perseverante nas provações. O primeiro que cabe nesse perfil é o próprio Jesus. As bem-aventuranças são a carta de identidade do cristão. Esta é a nossa vocação: viver, nesse mundo, como filhos de Deus que somos, tendo Jesus como nosso modelo e guia.  

Depois que Jesus fez essa linda declaração das bem-aventuranças, ele deu mais um passo em sua explicação. Aí entra o evangelho de hoje, que vem logo em seguida. As bem-aventuranças, o que são? Elas traçam o perfil do cristão. Ótimo. Vocês são os abençoados por Deus, os bem-aventurados, por obra de sua graça e do compromisso de vida de vocês. Muito bem. Mas, não para formarem uma comunidade de santos separada do mundo.  O que vocês são deve ajudar o mundo a ser melhor. Vocês são o sal da terra! Vocês são a luz do mundo!

Sempre houve uma tentação de se querer viver a fé fora do mundo real. No tempo de Jesus, os essênios formavam uma comunidade que vivia no deserto, sem contato com ninguém de fora. E toda aquela cobrança que havia, por parte dos fariseus, sobre o puro e o impuro, no fundo era querendo que o povo de Deus não tivesse contato com os pagãos ou com os não praticantes da Lei. E Jesus insistiu: vocês são o sal da terra, a luz do mundo. São uma cidade construída sobre um monte, não podem não ser uma referência para o peregrino, um farol para os navegantes. Uma luz no candeeiro da sala, num lugar alto, é o que vocês são.

Sobre a luz, já falamos em outras ocasiões. Vamos, hoje, considerar melhor esse “sal da terra”. No tempo de Jesus, o sal vinha de uma região do Mar Morto, que era chamado de Mar do Sal. E tinha muitas utilidades, além de condimentar os alimentos. Por exemplo, todos os sacrifícios (de animais) oferecidos no Templo levavam sal. Pedras de sal recolhidas no Mar Morto, em estado bruto, serviam também para manter o fogo aceso. E muitos outros usos.

Para a compreensão do evangelho de hoje, é bom não perdermos de vista duas preciosas utilidades do sal: preservar e dar sabor. De maneira especial, o sal era usado para preservar da corrupção. Naquele tempo não havia geladeira. O peixe, a carne precisavam levar sal para não se estragar. E, claro, comida insossa não tem graça. O sal realça o sabor dos alimentos, dá sabor.

E é disso que Jesus está falando: o cristão, no mundo, é sal. A sua condição de filho de Deus deve influir no seu ambiente, deve influenciar positivamente sua casa, sua rua, seu trabalho. O cristão é sal para preservar o mundo da corrupção, que é o pecado, a injustiça, a maldade. A condição do cristão é a do sal, um influenciador. A comunidade cristã não pode se fechar no seu mundinho de paz, mas precisa ser no seu ambiente uma força em favor da justiça, da educação de qualidade, do respeito à vida.  Se o cristão e sua comunidade se negam a ser sal da terra, o mundo fica privado da força de Deus que renova todas as coisas. Se o cristão e sua comunidade se negam a ser luz do mundo, o mundo fica privado da luz de Cristo.    

Guardando a mensagem

Nas bem-aventuranças, Jesus traçou o perfil dos filhos de Deus, dos seus seguidores. Ele é o que mais se encaixa nesse perfil. Assim, ser cristão é ser seu seguidor, seu imitador. No evangelho de hoje, Jesus dá um segundo passo: explica que essa condição de filhos de Deus não nos afasta da realidade, mas nos faz influenciadores no mundo. Neste sentido, nos disse, vocês são o sal da terra (não do céu), a luz do mundo. Sal para preservar da corrupção, da degradação que o mal provoca no mundo dos negócios, da cultura, da vida em sociedade. Sal para conferir sabor, para sublinhar o sentido da vida, do trabalho, da família. Cristo é a luz do mundo. A comunidade cristã e cada batizado iluminam o mundo com suas palavras, com seu testemunho, com suas ações. Por eles, Cristo ilumina o mundo.

Vocês são o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? (Mt 5, 3)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,

Tu nos disseste, hoje, que a nossa condição de filhos abençoados de Deus, de bem-aventurados, nos faz pessoas e comunidades comprometidas com o bem, a verdade e a justiça no mundo. Nossas palavras, nossas ações, nosso testemunho oferecem a tua luz e a tua verdade a todos, influenciando positivamente os ambientes onde vivemos, trabalhamos, nos divertimos. Se o sal perde sua força de salgar, para que serve, perguntaste. Livra-nos, Senhor, de ser sal que não preserva e que não dá sabor, que não está no mundo como uma força em favor da vida, da liberdade, da inclusão, do cuidado com a casa comum. Em nós, apesar de nossa fraqueza, és tu que ages salgando, salvando, iluminando o mundo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Reze, na sua Bíblia, o Salmo 111 (ou 112). Começa assim: Feliz aquele que teme o Senhor e que muito se compraz em seus mandamentos.

09 de fevereiro de 2020
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb



20190605

LIVRA-NOS DO MAL


Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno (Jo 17, 15)
05 de junho de 2019.
Na oração que Jesus fez ao Pai, rogando por nós, ele disse que não pedia que o Pai nos tirasse do mundo, mas que nos guardasse do maligno. De fato, no Pai Nosso, ele nos ensinou a pedir ao Pai que nos livre do mal. Não que nos tirasse do mundo, mas que nos guardasse do mal que está no mundo, foi o pedido dele.
Neste sentido, há uma outra expressão nessa oração de Jesus muito especial: “Eles não são do mundo, como eu também não sou do mundo”. Nós não somos do mundo, estamos no mundo. Jesus também não é do mundo. Mas, veio ao mundo com a missão de salvá-lo.
No evangelho de João, aparece muito clara a oposição entre Jesus e o mundo. O mundo seria a ruindade que está no nosso meio, essa parte perversa em nós e na sociedade que se opõe a Deus, o domínio do pecado. Poderíamos entender essa palavra ‘mundo’ como a humanidade decaída. E Jesus identifica que o mal desse mundo tem sua inspiração e seu comando no demônio, sendo este, no seu dizer, o pai da mentira. Este está em oposição ao Espírito da Verdade, o Santo Espírito de Deus.
O mundo é, então, esse conjunto de forças que está longe de Deus e que se opôs a Jesus, levando-o à morte. E que se opõe também aos discípulos, penalizando-os com a mesma perseguição. A rejeição e a perseguição foram muito fortes nas primeiras gerações de cristãos. O mundo que rejeitou Jesus rejeitou também a pregação e o modo de vida dos seus seguidores.
Às vezes, somos tentados a pensar numa separação completa entre o que é do mundo e o que é de Deus. E pensamos, erradamente, que de Deus são as coisas religiosas e do mundo são as coisas seculares. Engano. Tudo é de Deus, ele está em tudo e em todos. Deus se manifesta e comanda também o que nos parece secular, fora da órbita do sagrado. O que Deus criou é dele. O sonho é que tudo seja reino de Deus.
Às vezes, somos tentados também a pensar que, de um lado está o bem e do outro está o mal. Também este é um engano. As coisas podem estar misturadas, como Jesus mostrou na parábola do joio e do trigo. Não dá para arrancar logo o joio, senão prejudica o trigo que está crescendo ao seu lado. E só dá pra saber mesmo certinho quem é quem quando chega a hora de dar frutos. Quer coisa mais santa do que o grupo dos apóstolos, que Jesus pessoalmente escolheu, depois de uma noite de oração?! Pois, o traidor foi um dos doze apóstolos. As coisas, realmente, estão misturadas.
Mesmo habitado pelo mal, o mundo foi amado por Deus. E Jesus veio para convidá-lo à conversão. “Deus tanto amou o mundo que enviou o seu filho unigênito”. E o próprio Jesus explicou, para escândalo dos fariseus: “Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”.
Guardando a mensagem
Na ceia, Jesus pediu ao Pai por nós: que ele nos livrasse do maligno. Nós não somos mais do mundo, somos de Deus. Mas, estamos no mundo. Jesus também não era do mundo, mas veio ao mundo para salvá-lo. Mesmo não sendo do mundo, estamos nele e temos uma missão dentro dele. Reconhecemos que esse mundo que Deus criou está cheio de coisas boas e promissoras. Mas, experimentamos também que há muita perversidade e maldade no meio do mundo. E temos certeza, como Jesus tinha, que sem desmerecer a responsabilidade humana, por trás de tanto mal há a atuação do inimigo da humanidade e de Deus. E temos consciência que o mal não está só fora do ambiente religioso. Também entre nós, há sementes de egoísmo, de violência e desamor.
Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno (Jo 17, 15)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Que a mentalidade do Reino de Deus – a fraternidade, a justiça, o amor, a paz – marque nossa vida de cristãos e nossos compromissos nesse mundo. E que a mentalidade do mundo – o individualismo, a luxúria, a exploração, o consumismo – não enfraqueça o espírito cristão que professamos. Livra-nos, Senhor, de todo o mal. Amém.
Vivendo a palavra
Estamos na semana de oração pela unidade dos cristãos. É possível que na sua família haja alguém que não seja católico. Hoje, dedique um momento de oração em favor dessa ou dessas pessoas. Peça pelo seu bem, pela sua felicidade, pela sua fidelidade ao evangelho.

Pe. João Carlos Ribeiro – 05 de junho de 2019.

20190603

CALMA, VOCÊ NÃO ESTÁ SÓ

No mundo, vocês terão tribulações. Mas, tenham coragem! Eu  venci o mundo (Jo 16, 33)
03 de junho de 2019.
Estamos no final do diálogo de Jesus com os discípulos, ainda à mesa da ceia pascal, a última ceia. Embora os discípulos demonstrem adesão a Jesus e aos seus ensinamentos, a verdade é que na hora da paixão se dispersarão e Jesus vai estar sozinho. Foi o que Jesus comentou: “Eis que vem a hora – e já chegou – em que vocês se dispersarão, cada um para o seu lado, e me deixarão só”.
É nesse momento que Jesus reafirma sua total confiança no Pai que o enviou, que o sustenta, que estará sempre ao seu lado. “Aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho, porque sempre faço o que é de seu agrado”, tinha dito em outra ocasião. E ele está certo do apoio do Pai, porque está sempre em comunicação com ele pela oração e porque está sempre fazendo a sua vontade. Ali, à mesa, ele disse uma coisa impressionante: “Mas eu não estou só; o Pai está comigo”.
Ainda assim, você pode pensar: mesmo com toda confiança em Deus, na cruz, Jesus se sentiu só e abandonado. Na cruz, pelas três da  tarde, gritou em alta voz: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?”. É uma palavra que impressiona, uma oração no meio da agonia naquela cruz. Mas também ali, ele está em oração. É uma oração que brota de suas dores físicas e de seu sentimento humano de quem se sente traído e injustiçado. Ele se sente só e abandonado. A oração de Jesus não é uma oração de revolta, mas uma oração de confiança. Reclama ao Pai, porque o sabe presente. Na verdade, essas suas palavras brotam do Salmo 21 (22). Apesar desse refrão tão forte – Meu Deus, porque me abandonaste – este salmo celebra a defesa que Deus faz do seu servo sofredor e a confiança nele. A ressurreição foi a resposta do Pai à prece do seu filho. A ressurreição é a sua vitória sobre o pecado, o mal e a morte. Jesus enfrentou tudo e venceu.
Esta confiança no Pai, Jesus quer passar para o seu rebanho. “No mundo, vocês terão tribulações. Mas, tenham coragem! Eu  venci o mundo”. O discípulo, a discípula, mesmo enfrentando os dramas da vida, as crises que não faltam, olha para Jesus e se sente acompanhado, acompanhada. Ele não nos deixa sós. Ele está conosco. Sua ascensão, isto é sua condição de estar agora em Deus, lhe permite estar conosco de uma forma real e diferente de antes. O Espírito Santo é quem atualiza a sua palavra e a sua missão. Assim, ele, que passou por tanto sofrimento e venceu, nos oferece a sua experiência, a sua graça, a sua confiança em Deus. E mais: a vitória que ele alcançou em nosso favor, o perdão, a reconciliação com Deus. Na ascensão, o contemplamos vitorioso. Nessa condição, ele continua nos animando a resistir nas adversidades, a lutar com esperança e a confiar em Deus.  
Guardando a mensagem
Nós - seguidores de Jesus, seus irmãos e irmãs - também passamos por muitas dificuldades, problemas, fracassos, perseguições. Nós nos encontramos, por vezes, na mesma condição dele, que foi incompreendido e perseguido. Se nossas provações forem vividas em comunhão com Deus e se estivermos de fato fazendo a sua vontade, então essa confiança de Jesus no Pai pode ser também nossa. E de onde vem essa confiança de Jesus? Jesus faz referência a Deus, o seu Pai. Ele confere o seu caminho, permanentemente,  pela oração. Conhece o Pai, sabe que ele é fiel, que o ama, que sempre estará ao seu lado. Você também pode ter os mesmos sentimentos de Jesus, como São Paulo nos recomendou. Fortaleça, no seu coração, a convicção que Deus, na sua imensa misericórdia, por causa do seu filho Jesus, ama você, é eternamente fiel e não lhe abandonará nunca.
No mundo, vocês terão tribulações. Mas, tenham coragem! Eu  venci o mundo (Jo 16, 33)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
A tua palavra vai nos edificando como pessoas renascidas na fé e fortes nas dificuldades. Naquela tempestade no mar, tu acalmaste os discípulos, dizendo: “Sou eu. Não tenham medo”. No meio daquele vendaval, naquela noite escura, os discípulos fizeram uma experiência maravilhosa: a tua presença redentora. Tu, Senhor Jesus, és o Deus que domina o mar, que acalma a tempestade. Pensando bem, nunca nos deixaste sozinhos no meio das tormentas. Nós é que somos distraídos. É quando experimentamos, com emoção, a força de tua proteção e  a grandeza do teu amor. Muito obrigado, Senhor. Em nossas travessias difíceis, enche-nos de confiança. Em nossas noites escuras, reveste-nos da fé. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Certamente, há alguém que você conhece que está atravessando uma fase difícil em sua vida. Em sua palavra,  sua proximidade, sua oração, já se revela a presença de Jesus que não nos abandona e que, vencedor sobre todo o mal, nos conduz à vitória.

Pe. João Carlos Ribeiro – 03 de junho de 2019

20180515

ESTAMOS NO MUNDO, MAS NÃO SOMOS DO MUNDO.


Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno (Jo 17, 15)

16 de maio de 2018.

Na oração que Jesus fez ao Pai, rogando por nós, ele disse que não pedia que o Pai nos tirasse do mundo, mas que nos guardasse do maligno. De fato, no Pai Nosso, ele nos ensinou a pedir ao Pai que nos livre do mal. Não que nos tirasse do mundo, mas que nos guardasse do mal que está no mundo, foi o pedido dele.

Neste sentido, há uma outra expressão nessa oração de Jesus muito especial: “Eles não são do mundo, como eu também não sou do mundo”. Nós não somos do mundo, estamos no mundo. Jesus também não é do mundo. Mas, veio ao mundo com a missão de salvá-lo.

No evangelho de João, aparece muito clara a oposição entre Jesus e o mundo. O mundo seria a ruindade que está no nosso meio, essa parte perversa em nós e na sociedade que se opõe a Deus, o domínio do pecado. Poderíamos entender essa palavra ‘mundo’ como a humanidade decaída. E Jesus identifica que o mal desse mundo tem sua inspiração e seu comando no demônio, sendo este, no seu dizer, o pai da mentira. Este está em oposição ao Espírito da Verdade, o Santo Espírito de Deus.

O mundo é, então, esse conjunto de forças que está longe de Deus e que se opôs a Jesus, levando-o à morte. E que se opõe também aos discípulos, penalizando-os com a mesma perseguição. A rejeição e a perseguição foram muito fortes nas primeiras gerações de cristãos. O mundo que rejeitou Jesus rejeitou também a pregação e o modo de vida dos seus seguidores.

Às vezes, somos tentados a pensar numa separação completa entre o que é do mundo e o que é de Deus. E pensamos, erradamente, que de Deus são as coisas religiosas e do mundo são as coisas seculares. Engano. Tudo é de Deus, ele está em tudo e em todos. Deus se manifesta e comanda também o que nos parece secular, fora da órbita do sagrado. O que Deus criou é dele. O sonho é que tudo seja reino de Deus.

Às vezes, somos tentados também a pensar que, de um lado está o bem e do outro está o mal. Também este é um engano. As coisas podem estar misturadas, como Jesus mostrou na parábola do joio e do trigo. Não dá para arrancar logo o joio, senão prejudica o trigo que está crescendo ao seu lado. E só dá pra saber mesmo certinho quem é quem quando chega a hora de dar frutos. Quer coisa mais santa do que o grupo dos apóstolos, que Jesus pessoalmente escolheu, depois de uma noite de oração?! Pois, o traidor foi um dos doze apóstolos.

Mesmo habitado pelo mal, o mundo foi amado por Deus. E Jesus veio para convidá-lo à conversão. “Deus tanto amou o mundo que enviou o seu filho unigênito”. E o próprio Jesus explicou, para escândalo dos fariseus: “Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”.

Vamos guardar a mensagem

Na ceia, Jesus pediu ao Pai por nós: que ele nos livrasse do maligno. Nós não somos mais do mundo, somos de Deus. Mas, estamos no mundo. Jesus também não era do mundo, mas veio ao mundo para salvá-lo. Mesmo não sendo do mundo, estamos nele e temos uma missão dentro dele. E reconhecemos que esse mundo que Deus criou está cheio de coisas boas e promissoras. Mas, experimentamos também que há muita perversidade e maldade no meio do mundo. E temos certeza, como Jesus tinha, que sem desmerecer a responsabilidade humana, por trás de tanto mal há a atuação do inimigo da humanidade e de Deus. E temos consciência que o mal não está só fora do ambiente religioso. Também ali estão sementes de egoísmo, de violência e desamor.

Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno (Jo 17, 15)

Vamos rezar a palavra

Senhor Jesus,

Que a mentalidade do Reino de Deus – a fraternidade, a justiça, a paz – marque nossa vida de cristãos e nossos compromissos nesse mundo. E que a mentalidade do mundo – o individualismo, a luxúria, a exploração– não enfraqueça o espírito cristão que professamos. Livra-nos, Senhor, do mal. Amém.

Vamos viver a palavra

Estamos na semana de oração pela unidade dos cristãos. É possível que na sua família haja alguém que não seja católico. Hoje, dedique um momento de oração em favor dessa ou dessas pessoas. Peça pelo seu bem, pela sua felicidade, pela sua fidelidade ao evangelho.

Pe. João Carlos Ribeiro – 16.05.2018

20180504

O CRISTÃO QUE O MUNDO NÃO GOSTA


Se o mundo odeia vocês, saibam que primeiro me odiou (Jo 15, 18)

05 de maio de 2018.

Quando você começa a se comportar como um cristão de verdade, muita gente estranha. É o que Jesus está nos dizendo hoje: “o mundo gosta do que é seu”. No evangelho de João, fica bem clara a oposição que o mundo faz a Jesus. O mundo, na compreensão desse evangelho, são as pessoas e as estruturas que se opõem a Deus. É bem verdade que Deus amou tanto o mundo que enviou o seu filho único para salvá-lo. Mas, nem todo mundo acolheu Jesus. E, na verdade, boa parte de seu mundo estranhou sua mensagem e suas atitudes e o rejeitou, levando-o à morte de malfeitor na cruz.

O mundo está dominado pelo pecado e, portanto, está sempre na oposição a Deus, em oposição ao Deus verdadeiro revelado por Jesus. O mundo pode até formar para si uma imagem falsa de Deus, ter um deus que lhe convenha. Pode ver que as pessoas que tramaram a morte de Jesus eram pessoas religiosas, mas serviam a uma falsa imagem de Deus. Sentiram-se ameaçadas pelo jeito de Jesus falar de Deus e tratar os sofredores e, em nome do seu deus, mataram-no.

O cristão é alguém que é tirado do mundo. É bom explicar melhor isso. Jesus falou assim: “O mundo odeia vocês porque eu os escolhi e os apartei do mundo”. Jesus nos escolheu, nos chamou. Ser escolhido por Jesus, seguir Jesus é afastar-se do mundo, isto é, desvincular-se do mal do mundo. Dá pra entender? Não é que o cristão possa viver fora do mundo. Ele afasta-se do mal que está no mundo, mas vive no mundo. Na ceia, Jesus pediu ao Pai: “Eu não peço que os tires do mundo, mas que os livres do maligno”. Estamos no mundo, mas não somos do mundo.

O mundo perseguiu Jesus. E desconfia de qualquer um que se pareça com Jesus. Olha o que ele fala no evangelho de hoje: “Se o mundo odeia vocês, saibam que primeiro ele me odiou”. E por que o mundo odeia Jesus? Pela mesma razão que o mundo do tempo de Jesus o odiou e o matou. A mensagem de Jesus e o seu modo de se conduzir na vida eram uma permanente denúncia contra o egoísmo, a dominação, a manipulação, a alienação que movem o mundo. Jesus vivia e pregava radicalmente a fraternidade, a prioridade dos pequenos e sofredores, a liberdade, o amor a Deus e aos irmãos, a vida segundo a vontade de Deus. A vida dos cristãos devia ser uma pregação permanente (mesmo sem sermão) contra a infidelidade, a desonestidade, a busca de privilégios, a exploração; uma pregação em favor da santidade do matrimônio, da sacralidade da vida, da justiça e do perdão como caminho para a paz. Quem anda assim, afastou-se do mundo, mesmo vivendo nele.

Sair do mundo é como a saída do povo do cativeiro do Egito. É obra de Deus em nós. Jesus disse isso a Nicodemos: “tem que nascer de novo”. Sair do mundo é um êxodo, é um novo nascimento. Obra de Deus, com nossa adesão.

Vamos guardar a mensagem

O seguidor de Jesus, a seguidora de Jesus, pautando-se pelo seu evangelho, com certeza, pelo estranhamento do mundo, vai sofrer incompreensão, pode sofrer rejeição e até perseguição. Foi assim com Jesus. Se o comportamento e as palavras de um cristão não incomodam o mundo, tem alguma coisa errada nele. Não porque procuremos oposição e encrenca. Jesus não procurou confronto e briga. Mas, o mundo só gosta do que é seu.  

Se o mundo odeia vocês, saibam que primeiro me odiou (Jo 15, 18)

Vamos rezar a Palavra

Senhor Jesus,
Disseste “se me perseguiram, também perseguirão a vocês”. E estamos começando a entender o porquê: porque o cristão não pertence mais ao mundo, não pensa e não age mais como o mundo. Agora, isso não é fácil, Senhor.  É verdade, tu não nos disseste que seria fácil. Na verdade, nos ensinaste a tomar o caminho estreito, pois larga é a estrada que conduz à perdição. Continua, Senhor, rezando por nós ao Pai, pedindo que não nos tire do mundo, mas que nos livres do mal que está nele. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vamos viver a Palavra

O Rosário de Maria é a meditação, ao seu lado, do nascimento, vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus. NESTE MÊS DE MAIO, REZE O TERÇO TODO DIA. É o desafio que estou lhe fazendo. Quem disse que é fácil? Sem compromisso, a vida cristã é uma brincadeira. Não pesa na vida de ninguém, nem incomoda o mundo.

Pe. João Carlos Ribeiro – 05.05.2018

20180410

POR AMOR, DEUS DEU O SEU FILHO

Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito (Jo 3, 16).
11 de abril de 2018.
O apóstolo João falou de Deus, em sua primeira carta, de uma maneira maravilhosa: Deus é amor (1 Jo 4,7.8). Isso explica a ação de Deus. Na ação, a pessoa se revela. A criação foi um grande ato de amor de Deus. Mas, Deus fez mais ainda. Deus amou o mundo de tal forma que deu o seu filho unigênito para sua salvação. Um amor grande demais...
Deus amou tanto o mundo.... que ‘mundo’?  No evangelho de São João, este que estamos lendo, a palavra ‘mundo’ tem um significado muito particular. Mundo é usado no sentido teológico, como cenário do processo de salvação. Mas, não é só o cenário, é também um protagonista do drama. O mundo é a humanidade decaída, afastada de Deus e hostil a Jesus. Pense no sentido dessa palavra: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Mundo é a humanidade decaída.
Sendo assim, fica claro, o mundo não gosta de Deus. O mundo se opõe a Deus, está possuído pelo pecado. Mas, Deus ama o mundo, isto é, a humanidade decaída, aquela humanidade representada na desobediência de Adão. E Deus quer salvar o mundo, a humanidade pecadora, que dele se afastou. É porque ama, que Deus dá seu filho unigênito para quem nele crer encontre a vida eterna.
“Dar o filho”, poderíamos entender, é mais do que “enviar”. Dar o filho nos lembra a cruz. Foi na cruz que Deus deu seu filho, que morreu em expiação do pecado do mundo.  O Pai ama o filho, claro. É seu filho unigênito, isto é, o único. “Este é o meu filho amado”. Foi assim que Deus apresentou Jesus, no batismo do Jordão. E é este filho amado, o unigênito, que Deus dá para a salvação do mundo. E o dá para que o mundo encontre nele a vida eterna. Não é para o seu julgamento, para sua condenação, mas para sua salvação.
Vamos guardar a mensagem
O amor é que move Deus a dar o seu unigênito ou a enviá-lo, o amor pelo mundo, pela humanidade decaída e o amor pelo filho.  A própria criação foi feita à imagem do filho. “Tudo foi feito por meio dele e sem ele nada se fez”, escreveu São João no prólogo do seu Evangelho. O amor pelo filho, que transbordou na criação, agora se excede na redenção.
A esse amor tão grande de Deus, que enviou o seu filho, qual será a nossa reação, a resposta da humanidade pecadora? A melhor resposta é crer, acolher o filho amado. Crer é acolher Jesus e o seu serviço libertador. Crer nos liberta da condenação do pecado. Não crer, pelo contrário, é permanecer na condenação.

Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito (Jo 3, 16).
Vamos rezar a Palavra
Senhor Jesus,
Por que vieste a nós? A resposta está no evangelho de hoje: vieste a nós, enviado pelo Pai, por causa do amor que o Pai tem por nós, humanidade pecadora. O nosso pecado nos condenou a viver longe de Deus, nos desviou de nossa vocação de filhos de Deus. E vieste nos resgatar para a amizade, a comunhão com Deus.
Por que aceitaste vir a nós? A resposta está no amor que tens pelo Pai. Fazer a vontade dele é o teu maior empenho. A resposta está no amor que tens por nós, humanidade pecadora. Disseste isto: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos”.
A tua Palavra também nos diz como devemos te acolher. Com amor, claro. Com a acolhida do teu serviço redentor na cruz, com a fé pela qual reconhecemos tua divindade em nossa humanidade, com o seguimento fiel de teus ensinamentos e do teu caminho humano de filho amado do Pai. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos viver a Palavra
Vou lhe recomendar uma coisa difícil: visitar o Santíssimo Sacramento. Essa é uma das práticas eucarísticas recomendadas por São João Bosco aos jovens e ao povo. Podendo, hoje, passando por uma igreja, entre e vá rezar diante do sacrário. Visita breve, mas marcante. Lá, se lembre da palavra de hoje “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito (Jo 3, 16)”. E se não der pra fazer a visita? Tudo bem, inclua essa palavra no seu momento de oração, no dia de hoje.

Pe. João Carlos Ribeiro – 10.04.2018

20180311

E QUAL É A RAZÃO DESSA ALEGRIA TODA?

Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele (Jo 3, 17)

11 de março de 2018.

E chegamos ao quarto domingo da Quaresma. Já passamos da metade desse tempo da preparação para a Páscoa. Agora, a Páscoa está mais próxima. Essa alegria pela proximidade da páscoa, a celebração da nossa salvação, é expressa nesse domingo por uma nova cor litúrgica, o rosa. O roxo penitencial dá lugar, ainda que por um breve tempo, à cor rósea, cor da alegria, da exultação. É disso que fala a antífona de entrada da Missa deste domingo: ‘Alegra-te, Jerusalém. Alegra-te porque os teus dias de tristeza terminaram’. Este domingo é chamado de laetare, domingo laetare, domingo da alegria.

E qual é a razão dessa alegria toda? É que estamos recebendo uma boa notícia.  E a boa notícia nos é entregue hoje, como num sanduíche, em três camadas: no livro das Crônicas (AT), no Evangelho de São João e na Carta aos Efésios (NT).

O Livro das Crônicas, lido hoje (2Cr 36), nos traz uma boa notícia. Os exilados da Babilônia foram autorizados a voltar para sua terra, a regressarem a Israel e reconstruírem o Templo de Deus e também suas vidas, em aliança com Deus. Por que foram exilados para a Babilônia? O autor sagrado explica: porque foram infiéis a Deus. Depois de setenta anos de exílio, de sofrimento e escravidão, uma boa notícia para os exilados: voltem à sua terra e reconstruam o Templo de Deus.

O evangelho de João, lido hoje no capítulo terceiro, nos traz uma boa notícia. O mundo das pessoas humanas, mergulhado no pecado, tem jeito. Deus enviou o seu filho unigênito para que o mundo seja salvo por ele. Vai ser mesmo que no tempo do deserto, quando o povo estava morrendo vítima de picadas de cobras venenosas, como consequência de seu pecado (a murmuração e revolta contra Deus). Ali, Deus mandou colocar uma serpente de bronze numa haste como sinal de salvação para quem fosse picado. Quem olhasse para aquela serpente na haste, ficaria curado. Agora, quem vai ser levantado é o Filho do Homem, Jesus. Quem nele crer, será libertado do pecado e da morte, terá a vida eterna. Depois de um longo exílio por causa do pecado, desde Adão, uma boa notícia para a humanidade:  Deus enviou seu filho único para a sua salvação.

A carta aos Efésios, lida hoje (Ef 2), nos traz uma boa notícia. ‘Quando estávamos mortos por causa de nossas faltas, Deus nos deu a vida com Cristo’. Que boa notícia: ‘Deus nos ressuscitou com Cristo!’

A boa notícia está anunciada, então, em três camadas, como num sanduíche. Exilados, é hora de voltar pra casa (2 Cr). Humanidade pecadora, a sua salvação está em Cristo, olhe para ele (Jo 3). Pecadores, unam-se a Cristo para ressuscitar com ele (Ef 2).

Essa boa notícia da salvação em Cristo é uma comunicação sobre a graça de Deus que nos restaura, nos ressuscita, nos liberta. Que resposta devemos dar a esta boa notícia?  A resposta também vem como num sanduíche de três camadas:  Voltar pra casa, reconstruir a vida em aliança com Deus (2Cr). Praticar as boas obras (Ef 2). Crer em Cristo (Jo 3).

Vamos guardar a mensagem

A Páscoa é a vitória de Cristo sobre o pecado, o mal e a morte. E a nossa vitória, com ele. A Páscoa é a nossa salvação: Cristo a si mesmo se ofereceu ao Pai por nós; e o Pai aceitou a oferta do Filho e, por ele, nos deu a vida, o perdão, a paz. A Páscoa é a boa nova: Deus nos salva em Cristo. Essa maravilhosa notícia já vem antecipada neste domingo. O mundo, a humanidade pecadora, tem jeito. Deus enviou o seu filho único para salvá-la. Crer nele é a resposta certa. E crer é dar crédito a esta boa notícia, é acolher a pessoa de Jesus e seu ensinamento, é fazer-se seu seguidor.

Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele (Jo 3, 17)

Vamos acolher a mensagem

Senhor Jesus,
Ao recebermos a boa notícia da salvação, nos damos conta da bondade de Deus, teu pai e nosso pai. Ele, na história do povo antigo, mostrou-se sempre fiel, apesar da infidelidade do nosso povo. E o conduziu de volta do exílio para sua terra. Ele, no seu amor pelo mundo, te enviou para que o mundo fosse salvo por ti. Ele, rico em misericórdia, quando estávamos mortos por causa de nossas faltas, nos deu a vida contigo, contigo nos ressuscitou. Em virtude de nossa união contigo, temos um pai maravilhoso que nos ama e nos quer em sua casa, ao teu lado. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vamos viver a Palavra

Tendo ocasião, hoje, fale sobre Jesus a alguém. Afinal, recebemos uma boa notícia, uma notícia maravilhosa que nos faz viver com esperança.

Pe. João Carlos Ribeiro – 11.03.2018

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