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20191201

VAMOS AO ENCONTRO DO SENHOR QUE VEM




Portanto, fiquem atentos, porque vocês não sabem em que dia virá o Senhor (Mt 24, 42)

01 de dezembro de 2019.

Este é o primeiro domingo do Advento. Esse novo tempo litúrgico – o Tempo do Advento – bem poderia ser chamado de Tempo da Espera. Ele nos ajuda a celebrar a espera de Jesus. Ele veio no mistério da encarnação: o verbo se fez carne no seio de Maria. Revivemos essa expectativa do povo santo: Jesus, o Salvador, vem! Ele virá em sua segunda vinda: voltará glorioso, colhendo o que plantou. Cultivamos, nesse tempo, os sentimentos e os compromissos que nos preparam para o encontro com o Senhor que vem definitivamente.

O profeta Isaías nos ajuda a compreender que, além dele vir, nós também estamos indo para ele. Todas as nações da terra estão a caminho da Casa Senhor, edificada sobre o Monte Santo. Todos nos encontraremos como filhos na Casa de Deus que brilha no alto, nos convocando a subir de mãos limpas e corações desarmados. O convite é este: Vamos ao encontro do Senhor que vem!
A gente sempre espera coisas boas, coisas muito boas: o casamento feliz, o trabalho abençoado, o filho que vai nascer, uma velhice com saúde. Esperar, todo mundo espera. Mas, tem gente que não espera bem.

Há quem espere ‘de cara pra cima’, distraído, disperso. ‘De cara pra cima’, a gente não espera bem. Casamento não é sorte, é construção penosa do amor e do perdão. Um filho não é fruto do acaso: é obra do amor, acolhido com planejamento e compromisso. Tem-se que estar atento, para não se perder as boas oportunidades na escolha do cônjuge, no diálogo para enfrentar as dificuldades. 
FIQUEM ATENTOS, diz Jesus no evangelho de hoje. Não fiquem ‘de cara pra cima’ como o povo no tempo de Noé. Hora de despertar, diz a Carta aos Romanos. Guarde a palavra: ATENTOS!

Há quem espere ‘de braços cruzados’, passivo, deixando o tempo passar. ‘De braços cruzados’ não se espera bem. Um bom emprego não cai do céu. Exige preparação: estudo série, profissionalização, reciclagem permanente. Sem esforço, sem compromisso não se constrói nada de sério. ESTEJAM PREPARADOS, diz Jesus no evangelho de hoje. Na hora em que menos se pensar, o Filho do Homem virá! Estar preparados é aguardar a sua volta nos mexendo para resolver as coisas, nos comprometendo com o que nos ajuda a crescer na fé e na caridade. Guarde a palavra: ATIVOS!

Há quem espere ‘cavando a própria cova’, destruindo o próprio futuro, comprometendo o próprio desenvolvimento. ‘Cavando a própria cova’ não se espera bem. Não se terá um velhice sadia se empanturrando de enlatados ou estacionado num sofá. Colheremos amanhã o que plantamos hoje. FIQUEM VIGILANTES, diz Jesus no evangelho de hoje. Sabendo que o ladrão vai arrombar a casa, não se dorme, se vigia. A carta aos romanos faz uma lista de ‘ladrões’ que podem assaltar a casa: comilanças, bebedeiras, orgias sexuais, imoralidades, brigas, rivalidades. Guarde a palavra: VIGILANTES!






Guardando a mensagem

Advento é o tempo da espera. Estamos esperando Jesus. Celebramos a espera amorosa do povo fiel e de Maria que acolheram o Senhor, em sua encarnação. Celebramos a espera vigilante do Senhor que vem definitivamente. Do evangelho de hoje, podemos ficar com três palavras: ATENTOS, ATIVOS e VIGILANTES. Atentos para nos manter antenados com os sinais de Deus e acolhedores dos impulsos do Espírito Santo que nos levam a aguardar o Senhor que vem. Ativos para nos manter comprometidos com a nossa conversão, com a prática dos mandamentos de Deus, com a vida de fé na comunidade cristã, com a caridade. Vigilantes para nos afastarmos do que não presta e barrar o mal que pode nos afastar de Deus e dos irmãos. É assim que vamos ao encontro do Senhor que vem!

Portanto, fiquem atentos, porque vocês não sabem em que dia virá o Senhor (Mt 24,

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Que tempo precioso este que estamos começando a viver na liturgia. O advento é o tempo da espera. Põe, Senhor, no nosso coração aqueles mesmos sentimentos e compromissos que estavam no coração de tua mãe Maria nos meses de tua gestação. Foi ela quem melhor te esperou, com tanta fé, tanto amor, tanta caridade. Basta lembrar o cuidado que ela teve com sua prima idosa, Izabel. Dá-nos, por sua intercessão, sintonizar com toda a Igreja que, com o Santo Espírito, insistentemente clama: Maranatha, vem Senhor Jesus.  Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

O que você poderia fazer (ou deixar de fazer) para celebrar bem este tempo do advento? Peça ao Espírito Santo que o(a) inspire na escolha de um propósito concreto para viver bem esse tempo santo.
 
 Pe. João Carlos Ribeiro – 01 de dezembro de 2019

20191023

O ADMINISTRADOR APROVADO

Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? (Lc 12, 42)
23 de outubro de 2019
Nós aguardamos a volta de Jesus. Estamos esperando a sua nova vinda. A sua vinda será um momento de júbilo para uns e de juízo para outros. Por isso, apesar da alegria da espera, ficamos um tanto temerosos.
Vigilância é a palavra-chave do evangelho de hoje. As comunidades, depois de Jesus, deram muita ênfase a essa recomendação de Jesus para o tempo da espera, o tempo em que ele estaria fora. Eu disse ‘fora’, mas ele está sempre conosco, você sabe. “Vigiem, porque vocês não sabem a hora em que virá o Senhor!” Jesus contou pequenas parábolas para isso ficar bem clarinho. Falou do pai de família que, se soubesse que o ladrão viria naquela noite, ficaria vigiando e não deixaria que sua casa fosse arrombada. Falou do servo que o Senhor deixou tomando conta de sua casa, cuidando de sua família. O servo vigilante está atento e alimenta bem a família. O servo relaxado espanca os empregados e cai na farra e na bebida, descuidando-se de suas obrigações. O servo fiel e prudente vai ser muito bem recompensado. O servo relaxado vai ser despedido e castigado.  
Jesus, com essa história, quis nos incentivar a estar sempre vigilantes. Nós cuidamos de algo de que fomos encarregados. E disso, seremos cobrados, vamos prestar contas. Na parábola, o empregado cuidava da casa do seu senhor, de sua família. Esse é um ensinamento importante: nós estamos encarregados de cuidar de pessoas, pessoas que podem estar sob nossa responsabilidade, mas não são nossa propriedade. Pai e mãe cuidam de sua casa, das pessoas que estão sob sua dependência. E precisam estar sempre atentos, vigilantes para o mal não penetrar em sua casa, como Jesus falou na parábola. Ele disse: “Se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada”.
O fato de Jesus estar demorando, não quer dizer que ele não vem. E não pode ser motivo para relaxamento, despreocupação, abandono da missão. Vigilância é o ensinamento de hoje.
Guardando a mensagem
Jesus alertou sobre a vigilância: estarmos atentos, acordados, despertos, não permitindo que o mal penetre em nossa casa, em nossa família. Na verdade, a casa que cuidamos é dele, pois aí estamos como encarregados, investidos de autoridade e de responsabilidade por ele mesmo. E é a ele que daremos conta. Cuidar das pessoas é a nossa missão. Vigilância é a nossa atitude permanente. Mesmo ele não voltando logo, precisamos estar sempre preparados, cumprindo bem nossas tarefas, realizando bem a nossa missão.
Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? (Lc 12, 42)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Na parábola que contaste, tem o administrador fiel que cuidou bem de sua casa, alimentou bem seus dependentes, zelou para que tudo andasse direitinho, estava sempre vigilante, atento. E disseste: “Feliz o empregado que o senhor quando voltar o encontrar assim”. Nós queremos, Senhor, ser zelosos e vigilantes como esse empregado elogiado. Ajuda-nos, Senhor, a cumprir bem nossas obrigações em nossas famílias, em nossas comunidades; ajuda-nos  a providenciar o necessário para vivermos dignamente e dá-nos sabedoria para conduzir bem aqueles que colocaste sob nossa responsabilidade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Arrume um tempinho, hoje, para rezar por sua família. Faça como o empregado elogiado da parábola: cuide bem de sua casa.
A gente se encontra, às dez da noite, no facebook.

Pe. João Carlos Ribeiro – 23 de outubro de 2019

20190513

UM ENTRA PELA PORTA, O OUTRO PULA O MURO

Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem (Jo 10, 9)
13 de maio de 2019.
Ainda ontem, Domingo do Bom Pastor, escutamos a palavra de Jesus neste capítulo 10 de São João, nos dizendo que somos suas ovelhas, o rebanho que o Pai lhe confiou. No texto de hoje, ele acrescenta: “Eu sou a porta das ovelhas”.  
O bom pastor entra pela porta, não pula o muro. Quem pula o muro é o assaltante. Que porta é essa? A porta do redil, a porta do cercado onde estão as ovelhas de noite. Jesus entrou em nossa história pela porta. Não caiu de paraquedas. Ele, sendo Deus, abaixou-se e fez-se um de nós, convivendo conosco, andando pelos nossos caminhos, conversando as nossas conversas. É o que nós chamamos de encarnação. O apóstolo João escreveu: “O verbo se fez carne e habitou entre nós”. Pastor pra valer tem que ser como Jesus. Entra pela porta: a porta do coração (porque ama e se aproxima das pessoas), a porta da convivência (que gera conhecimento e confiança), a porta da encarnação. Ele chama as ovelhas pelo nome, pois as conhece.
O bom pastor não é um estranho, a sua voz é conhecida pelas ovelhas. Ao estranho, elas não seguem, não reconhecem sua voz, não confiam nele. A convivência, a aproximação, o conhecimento recíproco geram confiança. Ele vai à frente e é seguido pelas ovelhas. É assim que ele as conduz: caminha à sua frente. O Espírito Santo é quem nos faz íntimos de Jesus. Quanto mais conhecemos Jesus, mais o amamos, o compreendemos e o seguimos.

O bom pastor comunica a vida às suas ovelhas, não é como o ladrão que se aproveita delas. O bom pastor se sacrifica por elas. Ladrão não, só vem para roubar, matar e destruir. O bom pastor comunica a vida. E como é que o pastor Jesus comunica a vida? Por sua presença, por sua pregação, e, sobretudo, por sua vida entregue na cruz. O ladrão se aproveita do rebanho. O bom pastor, renunciando aos seus interesses pessoais, sacrifica-se pelo rebanho.
Jesus está nos dizendo hoje: “EU SOU a porta das ovelhas”. Em primeiro lugar, a porta dá acesso ao redil. Entrar no povo de Deus, só por meio de Jesus. Pelo batismo, ingressamos na família de Deus, recebemos o Espírito Santo e nos tornamos filhos de Deus. É por meio de Jesus que entramos na posse dos bens prometidos: a reconciliação, a filiação divina.
Em segundo lugar, a porta também dá acesso à saída das ovelhas para suas andanças para pastos e locais com água de beber. Ele disse: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância”. Com ele, que vai à nossa frente, estamos a caminho da terra prometida, como no antigo êxodo. A vida plena que ele nos dá é a realização de nossa existência humana e de nossa condição de filhos de Deus. Ele nos dá a sua própria vida, no sentido que se oferece por nós e no sentido que ele nos comunica a sua vida de ressuscitado. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas.
Guardando a mensagem
Nas famílias, nos ambiente de trabalho, nas comunidades, na sociedade somos também pastores.. pais e mães de família, animadores, professores, padres, diretores e diretoras, em cargos públicos, em qualquer função de liderança… somos pastores. Como nos diz a primeira carta de Pedro, reconheçamos Jesus como pastor e guarda de nossas vidas; e o imitemos em nosso pastoreio. Não lideremos como assaltantes, nem como estranhos, nem como ladrões.  Não pulemos o muro, entremos pela porta da convivência, da amizade, da solidariedade. Alcancemos ser reconhecidos em nossa liderança não pelos gritos e ordens que possamos dar, mas pela confiança que despertemos. Esforcemo-nos para levar o rebanho para boas pastagens, para a vida em abundância. Isso exige sacrifício de nossa parte, renúncia, fidelidade. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. O ladrão só quer se aproveitar delas.
Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem (Jo 10, 9)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Ninguém vai ao Pai senão por ti. És a porta pela qual ingressamos na casa do Pai, como filhos pródigos que somos. Fomos reconciliados por tua morte redentora. Por ti, chegamos ao Pai. Pela porta, também saímos para trabalhar na vinha do nosso Pai. Como tu, e contigo, vamos em missão, no compromisso de que todos tenham vida e vida em abundância. Que a tua santa mãe, a Virgem de Fátima, continue nos ensinando a viver santamente, em comunhão contigo e com os irmãos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a Palavra
Ontem, foi o dia mundial de oração pelas vocações. O tema de hoje nos permite continuar rezando pelas vocações. Então, hoje, peça a Nossa Senhora de Fátima em favor dos nossos pastores e de todos os chamados para o pastoreio na Igreja, para que sejam generosos, perseverantes e fieis.

Pe. João Carlos Ribeiro – 13.05.2019

20181023

SOMOS TODOS RESPONSÁVEIS

Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa? (Lc 12, 43)
24 de outubro de 2018.
Jesus estava preparando os seus discípulos para o tempo em que ele não estaria mais presente fisicamente. A esse propósito, contou muitas histórias para incentivar a estarmos vigilantes, responsáveis e comprometidos com a tarefa de cuidar de sua casa, em sua ausência. Nas histórias, o patrão sempre viaja e confia a responsabilidade dos seus bens e de sua família a um administrador. E ainda recorda que não tem dia nem hora pra voltar. No seu retorno, quer encontrar tudo organizado, casa limpa, família segura e alimentada.
Na história de hoje, ele começou fazendo a pergunta: “Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa?”. Essa pergunta nos pega de surpresa, pois estamos exatamente procurando um administrador para colocar à frente do povo brasileiro. O patrão da história estava procurando um administrador fiel e prudente.
O Papa Francisco, na encíclica Laudato Si, disse que o planeta terra é a nossa casa comum. Podemos pensar que o país é também uma casa, a grande casa do povo brasileiro. No caso desta casa chamada “Brasil”, somos nós cidadãos que estamos procurando um administrador. Na democracia, cada cidadão é corresponsável pelos destinos do país. O voto é um momento precioso em que o cidadão ou a cidadã dá a sua contribuição na escolha de projetos de governo para o país. Não escolhe só pessoas. Elege projetos. É uma hora de grande responsabilidade diante de si mesmo, da sociedade e diante de Deus.
A grande responsabilidade é fazer a melhor escolha possível. Não é só votar. O voto precisa ser o resultado de um processo de escuta, de diálogo, de compreensão da realidade e das propostas dos candidatos. O voto materializa a tomada de decisão do cidadão ou da cidadã, no final de um processo de debate que envolve toda a sociedade.
Todo cuidado é pouco para a escolha não ser induzida pela força de convencimento dos grupos financeiramente poderosos que manipulam os grandes meios de comunicação e que podem financiar enxurradas de fake news nas redes sociais. E claro, também não votar segundo o resultado das pesquisas. A verdadeira pesquisa é a da urna eletrônica. O resto é sondagem.
Para ser um voto responsável, que honre a Deus é preciso que ele seja livre e consciente. Por isso, cada um precisa se envolver no debate para entender melhor as coisas e não votar acuado pelo medo ou movido pelos preconceitos que outros destilam em seu próprio favorecimento. Não fica bem um cristão se apresentar na urna eletrônica, sem uma decisão formada, bem pensada. Um voto ‘na doida’ é um insulto à própria inteligência, uma traição à sua cidadania e uma ofensa a Deus.
Sobretudo neste momento de posições polarizadas, cada um precisa conservar a tranquilidade e a paz interior. Tomada a sua decisão, não entrar em guerra com quem pensa diferente. A palavra de ordem é tolerância, respeito. Vivemos numa país livre, graças a Deus. Mesmo pensando diferente, estamos todos no mesmo barco.
É sempre bom lembrar, o voto não é apenas numa pessoa. O voto é num projeto. Por trás da pessoa, tem partidos, setores sociais representados e uma determinada compreensão dos problemas do país, como a desigualdade social, a injustiça, o desemprego, etc. Você escolhe um projeto, o que você, em sua consciência cristã, entender como melhor para o bem do povo brasileiro. Um voto livre e consciente honra a Deus.
Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa? (Lc 12, 43)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Em tua história de hoje, nos ensinas que estamos responsáveis pelas nossas famílias, pelas nossas comunidades e pelo nosso país. É uma missão que tu nos confias e dela nos pedirás conta. Ajuda-nos, Senhor, a encontrar os melhores caminhos para nossa pátria, em benefício da grande maioria do teu povo em condição de desemprego, pobreza e injustiça social. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Hoje, tire um tempinho para rezar por esta grande casa chamada “Brasil”, pela qual somos todos responsáveis.

Pe. João Carlos Ribeiro – 24.10.2018

20180829

ESPERANDO COM VIGILÂNCIA

Vigiem, porque vocês não sabem a hora em que virá o Senhor! (Mt 24, 42)
30 de agosto de 2018.
Nós aguardamos Jesus. Estamos esperando a sua volta. O final do Livro do Apocalipse apresenta a Igreja como uma noiva que anseia pela chegada do noivo para o grande casamento. Será uma grande manifestação de triunfo de Cristo Senhor e do seu povo. A sua vinda será um momento de júbilo para uns e de juízo para outros. Por isso, apesar da alegria da espera, ficamos um tanto temerosos. Ele, ao partir, nos entregou a tarefa de cuidar de sua casa. E disso nos pedirá conta.
Vigilância é a palavra-chave do evangelho de hoje. As comunidades, depois de Jesus, deram muita ênfase a essa recomendação de Jesus para o tempo da espera, o tempo em que ele estaria fora. Eu disse ‘fora’, mas ele está sempre conosco, você sabe. “Vigiem, porque vocês não sabem a hora em que virá o Senhor!” Jesus contou pequenas parábolas para isso ficar bem clarinho. Falou do pai de família que, se soubesse que o ladrão viria naquela noite, ficaria vigiando e não deixaria que sua casa fosse arrombada. Falou do servo que o Senhor deixou tomando conta de sua casa, cuidando de sua família. O servo vigilante está atento e alimenta bem a família. O servo relaxado espanca os empregados e cai na farra e na bebida, descuidando-se de suas obrigações. O servo fiel e prudente vai ser muito bem recompensado. O servo relaxado vai ser despedido e castigado.  
Todo mundo entende essas parábolas de Jesus. E sabe bem que, mesmo ele não voltando logo, precisamos estar sempre preparados, cumprindo bem nossas tarefas, realizando bem a nossa missão. Nós cuidamos de algo de que fomos encarregados. E disso, seremos cobrados, vamos prestar contas. Na parábola, o empregado cuidava da casa do seu senhor. E é isso que nós precisamos aprender: a coisa principal é cuidar das pessoas, pessoas que podem estar sob nossa responsabilidade, mas não são nossa propriedade. O pai e a mãe de família cuidam de sua casa, das pessoas que estão sob sua dependência. E precisam estar sempre atentos, vigilantes para o mal não penetrar em sua casa, como Jesus falou na parábola.
Precisamos viver aquela mesma tensão das primeiras comunidades, na espera do Senhor que partiu e volta a qualquer momento. Viver com compromisso, em santidade, dando o primeiro lugar a Deus em nossa vida. Nada de relaxamento, de preguiça, de estado de sonolência e indiferença. Aguardar acordados é estar realizando bem a tarefa que recebemos, cuidando bem da família, da comunidade, do mundo – isso tudo é a casa dele. Não queremos que ele chegue e nos pegue desprevenidos, ociosos, cochilando no serviço. Queremos aguardá-lo em vigília, acordados. Foi o que ele nos pediu.
Vamos guardar a mensagem
Jesus alertou sobre a vigilância: estarmos atentos, acordados, despertos... não permitindo que o mal, como um ladrão, penetre em nossa casa, em nossa família.  Fomos encarregados de cuidar de sua casa. Para isso, ele nos deu autoridade e nos pede responsabilidade. E é a ele que daremos conta. Cuidar das pessoas é a nossa missão. A qualquer momento, poderemos ser cobrados. Vigilância é a nossa atitude permanente.
Vigiem, porque vocês não sabem a hora em que virá o Senhor! (Mt 24, 42)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Na parábola que contaste, tem o administrador fiel que cuidou bem da casa do seu senhor, alimentou bem seus dependentes, zelou para que tudo andasse direito, estando sempre vigilante, atento. E disseste: “Feliz o empregado que o senhor quando voltar o encontrar assim”. Nós queremos, Senhor, ser zelosos e vigilantes como esse empregado elogiado. Ajuda-nos, Senhor, a cumprir bem nossas obrigações na família, na igreja, na sociedade. Dá-nos sabedoria para conduzir bem aqueles que colocaste sob nossa responsabilidade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Hoje, quinta-feira, no terço mariano, é dia dos mistérios luminosos. Reze ao menos um mistério do terço, se não for possível rezá-lo todo, oferecendo-o pelo bom desempenho das responsabilidades que você tem em sua casa, no seu trabalho, na sua comunidade.
Só para lembrar, são estes os mistérios luminosos que contemplamos no terço de hoje:  Primeiro mistério – O batismo de Jesus; Segundo mistério – A auto-revelação nas bodas de Caná; Terceiro mistério – A pregação do Reino de Deus; Quarto mistério – A transfiguração do Senhor; Quinto mistério – A instituição da Eucaristia na última ceia.  

Pe. João Carlos Ribeiro – 30.08.2018

20180421

O BOM PASTOR, NOSSO GUIA E MODELO

Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas (Jo 10, 11) 



22 de abril de 2018. 


Assaltantes, estranhos, ladrões. Três tipinhos desinteressantes. Jesus referiu-se a eles em oposição ao que deve ser um bom pastor. São três tentações para quem pastoreia, para quem exerce liderança na Igreja e na sociedade. O assaltante pula o muro, não entra pela porta. O estranho não conhece, nem é conhecido. O ladrão se aproveita, arranca o que pode, tira a vida. 

O tema é o pastor, o bom e o mau pastor. Por isso, esse Domingo do Bom Pastor é o dia mundial de oração pelas vocações. Rezamos para que não faltem pastores e para que os pastores sejam bons. Em sua mensagem para esta data, o Papa Francisco escreveu: “A vocação é hoje! A missão cristã é para o momento presente! E cada um de nós é chamado – à vida laical no matrimônio, à vida sacerdotal no ministério ordenado, ou à vida de especial consagração – para se tornar testemunha do Senhor, aqui e agora”. 

Somos todos missionários. Todos nós temos responsabilidade no pastoreio do rebanho de Deus. Pais e mães, educadores, catequistas, coordenadores, animadores, bispos, padres, diáconos, homens públicos, lideranças comunitárias somos todos pastores na família, no ambiente de trabalho, nas comunidades, na igreja, na sociedade. Ser pastor é cuidar do rebanho. Podemos ser maus pastores ou bons pastores como Jesus foi e é. 

O bom pastor entra pela porta, não pula o muro. Quem pula o muro é o assaltante. Que porta é essa? A porta do redil, a porta do cercado onde estão as ovelhas de noite. Jesus entrou em nossa história pela porta. Não caiu de paraquedas. Ele, sendo Deus, abaixou-se e fez-se um de nós, convivendo conosco, andando pelos nossos caminhos, conversando as nossas conversas. É o que nós chamamos de encarnação. O apóstolo João escreveu: “O verbo se fez carne e habitou entre nós”. Pastor pra valer tem que ser como Jesus. Entra pela porta: a porta do coração (porque ama e se aproxima das pessoas), a porta da convivência (que gera conhecimento e confiança), a porta da encarnação. Ele chama as ovelhas pelo nome, pois as conhece. 

O bom pastor não é um estranho, a sua voz é conhecida pelas ovelhas. Ao estranho, elas não seguem, não reconhecem sua voz, não confiam nele. A convivência, a aproximação, o conhecimento recíproco geram confiança. Ele vai à frente e é seguido pelas ovelhas. É assim que ele as conduz: caminha à sua frente. O Espírito Santo é quem nos faz íntimos de Jesus. Quanto mais conhecemos Jesus, mais o amamos, o compreendemos e o seguimos. 

O bom pastor comunica a vida às suas ovelhas, não é como o ladrão que se aproveita delas. O bom pastor se sacrifica por elas. Ladrão não, só vem para roubar, matar e destruir. O bom pastor comunica a vida. E como é que o pastor Jesus comunica a vida? Por sua presença, por sua pregação, e, sobretudo, por sua vida entregue na cruz. O ladrão se aproveita do rebanho. O bom pastor, renunciando aos seus interesses pessoais, sacrifica-se pelo rebanho. 

Vamos guardar a mensagem 

Nas famílias, nos ambiente de trabalho, nas comunidades, na sociedade somos também pastores, em funções de liderança. Como nos diz a primeira carta de Pedro, reconheçamos Jesus como pastor e guarda de nossas vidas. E o imitemos em nosso pastoreio. Não lideremos como assaltantes, nem como estranhos, nem como ladrões.  Não pulemos o muro, entremos pela porta da convivência, da amizade, da solidariedade. Alcancemos ser reconhecidos em nossa liderança não pelos gritos que possamos dar, mas pela confiança que despertemos. Esforcemo-nos para levar o rebanho para boas pastagens, para a vida em abundância. Isso exige sacrifício de nossa parte, renúncia, fidelidade. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. O ladrão só quer se aproveitar delas. 

Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas (Jo 10, 11) 

Vamos rezar a Palavra 

Senhor Jesus,
divino Mestre, que chamaste os apóstolos para caminhar contigo, continua a passar pelas nossas famílias e comunidades. Desperta corações generosos para te seguir como apóstolos leigos, como ministros ordenados, como religiosos e religiosas, servidores voluntários do povo de Deus e de toda a humanidade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vamos viver a Palavra 

O tema deste dia mundial de oração pelas vocações é “Escutar, discernir, viver a chamada do Senhor». Hoje, reze pelas vocações. 

Pe. João Carlos Ribeiro – 22.04.2018

20170507

O pastor e o ladrão

O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. 
Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância (Jo 10,10)

Resultado de imagem para pastor de ovelhasAssaltantes, estranhos, ladrões. Três tipinhos desinteressantes. Jesus referiu-se a eles em oposição ao que deve ser um bom pastor. São três tentações para quem pastoreia, para quem exerce liderança na Igreja e na Sociedade. O assaltante pula o muro, não entra pela porta. O estranho não conhece, nem é conhecido. O ladrão se aproveita, arranca o que pode, tira a vida.

O tema é o pastor, o bom e o mau pastor. Por isso, esse domingo é o dia mundial de oração pelas vocações. Rezamos para que não faltem pastores e para que os pastores sejam bons. Em sua mensagem para esta data, o Papa Francisco começa avisando: “todos os cristãos são constituídos missionários do evangelho”. A mensagem trata, então, da dimensão missionária da vocação cristã. Pelo batismo, nós somos missionários de Cristo, testemunhas dele para levar sua mensagem aos outros.

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