PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO DA PALAVRA: João 10
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JESUS: SEU PATRÃO OU SEU AMIGO?

Vocês são meus amigos (Jo 15, 14)
14 de maio de 2019.
Diante de Jesus, como é que você se sente: como um servo ou como um amigo? Essa pergunta pode ajudar você a entender o seu relacionamento com Jesus, e a melhorá-lo. Você o sente como um patrão ou como um amigo?
Jesus falou claro: “eu não chamo vocês de servos, mas de amigos. O servo não sabe aonde o seu senhor vai. E eu contei a vocês tudo que ouvi do meu Pai. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos. Vocês serão meus amigos se fizerem o que lhes mando: amem-se uns aos outros”. Então, Jesus nos disse que não nos trata como servos, mas como amigos. Ele dá sua vida por nós. É este o amor maior que alguém pode demonstrar por seus amigos: dar a vida por eles. Ele é nosso melhor amigo. E, claro, quer que nos comportemos como seus amigos, não como seus servos.
O que seria um relacionamento de servo e patrão? Vamos pensar... "Servo" seria o escravo, o criado ou, mais brandamente o empregado. "Senhor" é o patrão, o dono, o empregador. O relacionamento entre o servo e o patrão é marcado ao menos por três atitudes: distância, medo, submissão. O servo sente que o seu patrão está num patamar mais elevado que o seu, que ele pertence a outra classe social. Há distância entre eles, por mais cordial que possa ser o seu relacionamento. E há sempre um medo reverente no servo. O senhor pode fazer-lhe uma advertência, castigá-lo ou mesmo demiti-lo. Há sempre medo nesse relacionamento desigual. O servo cumpre ordens, obedece sem discutir.  A palavra de Jesus foi clara: ‘vocês são meus amigos’. Em nosso relacionamento com Jesus, não cabe, portanto, distância, medo e submissão servil.
Já entre amigos, o relacionamento é marcado por outras atitudes: proximidade, confiança, confidência e partilha de vida. O amigo põe a mão no ombro do seu amigo e caminham juntos, sem distância. São pessoas no mesmo nível, partilhando situações em comum. Proximidade! Não há lugar para medo, receio, temor entre eles. Entre amigos, reina a confiança! Podem até expor pontos de vista diferentes, queixar-se, discordar... A confiança é a base do diálogo.  Amigos também partilham segredos, projetos, planos. São confidentes em muitas situações. E mais: o amigo é capaz de se sacrificar pelo outro. E de muitos modos: é um empréstimo, é a disponibilidade de tempo quando o outro precisa de apoio, é a presença nos momentos importantes de sua vida, alegres ou tristes. Proximidade, confiança, confidência, partilha de vida. São essas as atitudes que nos convêm em nosso relacionamento com Jesus.
Guardando a mensagem
Jesus agiu exatamente como um bom amigo.  Fez-se próximo de nós: sem deixar de ser Deus, assumiu nossa humanidade, para ser Deus conosco, Emanuel. Confiou em nós. Quando ainda vivíamos longe de Deus, ele deu o primeiro passo, apostando em nós, partilhando conosco o sonho do Reino, entregando-nos a sua missão. Contou-nos os segredos do Reino de Deus, revelou-nos o coração do Pai, fez-nos seus confidentes. E sacrificou sua vida por nós, para expiar os nossos pecados, morrendo em nosso lugar. Ele é o amigo verdadeiro. E espera que nós respondamos também com a mesma moeda, com o mesmo amor. Amando-o e amando os nossos irmãos e irmãs.
Vocês são meus amigos (Jo 15, 14)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Tua palavra, hoje, é uma boa oportunidade para examinarmos nosso relacionamento contigo. Por não te conhecer suficientemente ou por fazer de ti uma imagem de alguém muito distante, às vezes, nos sentimos mais servos do que teus amigos. Aceitar tua amizade, Senhor, é reconhecer a tua proximidade desde a encarnação e o imenso amor por nós que te levou à cruz. Ajuda-nos, Senhor, a responder a esse grande amor com a adesão à tua vontade e o amor pelos nossos irmãos e irmãs. Obrigado, Senhor, porque és nosso amigo. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Na oração, cultivamos a afeição e a adesão ao nosso grande amigo Jesus. Desde o começo desse mês, venho lhe convidando... e vou repetir o desafio: NESTE MÊS DE MAIO, REZE O TERÇO TODO DIA. Hoje, terça-feira, é dia dos mistérios dolorosos.

Pe. João Carlos Ribeiro – 14.05.2018

UM ENTRA PELA PORTA, O OUTRO PULA O MURO

Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem (Jo 10, 9)
13 de maio de 2019.
Ainda ontem, Domingo do Bom Pastor, escutamos a palavra de Jesus neste capítulo 10 de São João, nos dizendo que somos suas ovelhas, o rebanho que o Pai lhe confiou. No texto de hoje, ele acrescenta: “Eu sou a porta das ovelhas”.  
O bom pastor entra pela porta, não pula o muro. Quem pula o muro é o assaltante. Que porta é essa? A porta do redil, a porta do cercado onde estão as ovelhas de noite. Jesus entrou em nossa história pela porta. Não caiu de paraquedas. Ele, sendo Deus, abaixou-se e fez-se um de nós, convivendo conosco, andando pelos nossos caminhos, conversando as nossas conversas. É o que nós chamamos de encarnação. O apóstolo João escreveu: “O verbo se fez carne e habitou entre nós”. Pastor pra valer tem que ser como Jesus. Entra pela porta: a porta do coração (porque ama e se aproxima das pessoas), a porta da convivência (que gera conhecimento e confiança), a porta da encarnação. Ele chama as ovelhas pelo nome, pois as conhece.
O bom pastor não é um estranho, a sua voz é conhecida pelas ovelhas. Ao estranho, elas não seguem, não reconhecem sua voz, não confiam nele. A convivência, a aproximação, o conhecimento recíproco geram confiança. Ele vai à frente e é seguido pelas ovelhas. É assim que ele as conduz: caminha à sua frente. O Espírito Santo é quem nos faz íntimos de Jesus. Quanto mais conhecemos Jesus, mais o amamos, o compreendemos e o seguimos.

O bom pastor comunica a vida às suas ovelhas, não é como o ladrão que se aproveita delas. O bom pastor se sacrifica por elas. Ladrão não, só vem para roubar, matar e destruir. O bom pastor comunica a vida. E como é que o pastor Jesus comunica a vida? Por sua presença, por sua pregação, e, sobretudo, por sua vida entregue na cruz. O ladrão se aproveita do rebanho. O bom pastor, renunciando aos seus interesses pessoais, sacrifica-se pelo rebanho.
Jesus está nos dizendo hoje: “EU SOU a porta das ovelhas”. Em primeiro lugar, a porta dá acesso ao redil. Entrar no povo de Deus, só por meio de Jesus. Pelo batismo, ingressamos na família de Deus, recebemos o Espírito Santo e nos tornamos filhos de Deus. É por meio de Jesus que entramos na posse dos bens prometidos: a reconciliação, a filiação divina.
Em segundo lugar, a porta também dá acesso à saída das ovelhas para suas andanças para pastos e locais com água de beber. Ele disse: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância”. Com ele, que vai à nossa frente, estamos a caminho da terra prometida, como no antigo êxodo. A vida plena que ele nos dá é a realização de nossa existência humana e de nossa condição de filhos de Deus. Ele nos dá a sua própria vida, no sentido que se oferece por nós e no sentido que ele nos comunica a sua vida de ressuscitado. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas.
Guardando a mensagem
Nas famílias, nos ambiente de trabalho, nas comunidades, na sociedade somos também pastores.. pais e mães de família, animadores, professores, padres, diretores e diretoras, em cargos públicos, em qualquer função de liderança… somos pastores. Como nos diz a primeira carta de Pedro, reconheçamos Jesus como pastor e guarda de nossas vidas; e o imitemos em nosso pastoreio. Não lideremos como assaltantes, nem como estranhos, nem como ladrões.  Não pulemos o muro, entremos pela porta da convivência, da amizade, da solidariedade. Alcancemos ser reconhecidos em nossa liderança não pelos gritos e ordens que possamos dar, mas pela confiança que despertemos. Esforcemo-nos para levar o rebanho para boas pastagens, para a vida em abundância. Isso exige sacrifício de nossa parte, renúncia, fidelidade. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. O ladrão só quer se aproveitar delas.
Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem (Jo 10, 9)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Ninguém vai ao Pai senão por ti. És a porta pela qual ingressamos na casa do Pai, como filhos pródigos que somos. Fomos reconciliados por tua morte redentora. Por ti, chegamos ao Pai. Pela porta, também saímos para trabalhar na vinha do nosso Pai. Como tu, e contigo, vamos em missão, no compromisso de que todos tenham vida e vida em abundância. Que a tua santa mãe, a Virgem de Fátima, continue nos ensinando a viver santamente, em comunhão contigo e com os irmãos. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a Palavra
Ontem, foi o dia mundial de oração pelas vocações. O tema de hoje nos permite continuar rezando pelas vocações. Então, hoje, peça a Nossa Senhora de Fátima em favor dos nossos pastores e de todos os chamados para o pastoreio na Igreja, para que sejam generosos, perseverantes e fieis.

Pe. João Carlos Ribeiro – 13.05.2019

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