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09 julho 2019

VENCENDO O MAL

Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar (Mt 9, 33)
09 de julho de 2019.
Você é um cidadão. Você é uma cidadã. Coisa muito boa, parabéns. Mas, é um cidadão que participa ou que apenas assiste o que está acontecendo? Olha que aqui vai uma grande diferença, não é verdade? Há cidadãos que acompanham o movimento da sociedade, formam sua opinião, discutem, dão palpite... de alguma forma, participam. E há cidadãos que estão por fora, estão à margem, não se sentem em condições de dar sua opinião. Estão mudos, silenciosos. Não participam. Você conhece pessoas assim?
Por que será que há pessoas assim, mudas, num país democrático e numa Igreja de comunidades? Talvez o país não seja tão democrático assim. E a Igreja não esteja assim tão comunitária. O fato é este e é grave: há pessoas deixadas à margem, sem efetiva participação, que não têm opinião para dar ou que apenas repetem a visão dos grupos econômicos detentores dos grandes veículos de comunicação.
Esse problema, com certeza, havia no tempo de Jesus. Gente calada, silenciada por uma educação autoritária ou por uma situação política repressora. Gente acostumada a viver à margem, desconsiderada, só contada para os impostos, mas sem nenhuma participação e envolvimento na vida do país. No evangelho de hoje, está dito que Jesus, vendo o seu povo, compadeceu-se dele, vendo, naquela gente cansada e abatida, ovelhas sem pastor.  E por onde ele andasse – povoados, cidades, sinagogas – ensinava, pregava o evangelho do Reino e curava todo tipo de doença e enfermidade. As curas eram uma forma de concretização do efeito da pregação. A Palavra de Deus resgata a dignidade da pessoa, acorda a sua condição de filho de Deus, devolve sua condição de ator ou atriz de sua própria história. Boa parte das doenças se alimenta do abatimento das pessoas, de sua permanente humilhação, de sua falta de horizonte. Jesus, com a força divina, anunciava o amor de Deus, libertando, curando, expulsando o mal da vida das pessoas.
E é aí que entra a história do homem mudo que apresentaram a Jesus. Como eles entendiam, estava mudo porque estava possuído por um demônio. Justo. Povo calado, silencioso, sem opinião sobre nada de importante só pode mesmo estar possuído por uma força maligna que o impede de se sentir e de se expressar como filho de Deus, como cidadão participante e informado, capaz de dizer sua palavra sobre o mundo. Quando o demônio foi expulso, ele começou a falar.
É isso que ocorre com a pregação do Evangelho, o amor de Deus comunicado pela presença de Jesus... os que estão à margem são chamados para o centro; aos que não estão enxergando, os cegos, é dada a luz da fé; os que estão possuídos pelo mal, pela doença, experimentam o poder libertador de Deus. O mudo começa a falar... o cidadão passivo começa a participar.
Guardando a mensagem
Apresentaram um mudo a Jesus. Quase sempre a doença era explicada pela dominação de um mau espírito. Jesus expulsou o demônio e o mudo começou a falar. Em nossa sociedade, há um grande número de cidadãos mudos, silenciosos, à margem dos processos sociais. A verdadeira evangelização liberta essas pessoas de sua mudez, fazendo delas cidadãos participantes na sociedade e na Igreja.
Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar (Mt 9, 33)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Ficamos felizes quando percebemos que a pregação da Palavra de Deus está gerando cristãos conscientes, responsáveis e participativos na vida da Igreja. É assim que tu continuas curando os mudos, libertando-os das correntes da dominação do mal. Ficamos felizes quando percebemos que cidadãos antes passivos, desconsiderados, começam a ter sua opinião, a se sentir envolvidos e participantes nos processos. É assim que tu continuas curando os mudos, libertando-os das correntes da dominação do mal. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Talvez hoje se apresente uma situação em que você precise emitir sua opinião. Faça um esforço para participar. Participando, a gente contribui, esclarece, aprende, forma opinião. A evangelização cura as pessoas de sua mudez.

Pe. João Carlos Ribeiro – 10 de julho de 2019.

05 junho 2014

Jogar lixo no chão. Oh, que coisa feia!

Jogar lixo no chão devia ser coisa do passado. Do passado remoto de uma civilização sem a consciência do cidadão do século XXI. Este, informado sobre a deterioração da vida no planeta pela poluição, pelo lixo do mundo industrial, pelo desmatamento teria que um ser um sujeito cuidadoso e limpo. Ele sabe que estamos à beira do abismo, convivendo com catástrofes naturais ampliadas pelas agressões ao meio ambiente.  Gente desse início de milênio não pode não ser militante da coleta seletiva, da reciclagem, da energia limpa, avessa ao desperdício e à sujeira. Mas, infelizmente, não é o que vemos. Ainda somos um povo que joga lixo no chão, descarta coisas pelas calçadas e atira latinhas e cascas de laranja pela janela do carro e dos coletivos. É de não se acreditar

19 junho 2013

E como tudo isso vai acabar?

Pe. João Carlos Ribeiro - padrejcarlos@hotmail.com


É claro que não é apenas o aumento das passagens que está em jogo. O aumento das passagens de ônibus é a cereja do bolo. O bolo é a grande insatisfação com a deficiência da infraestrutura nas cidades, comparando-as com os investimentos nos grandes estádios construídos para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo FIFA. A indignação dos jovens vem de longe e vem se acumulando há muito tempo, só estava esperando uma válvula de escape. Há um desencanto histórico com os políticos  e governantes, agravado pela corrupção, pela impunidade e pelo retorno da inflação.

03 outubro 2012

Meu voto é coisa séria

Pe. João Carlos Ribeiro

Domingo é de eleições. E aí? Está preparado? Está preparada? Já sabe em quem vai votar? Esse seu voto está em sintonia com sua vida de fé? Perguntas importantes para quem se sente responsável pela comunidade onde vive, pelo Município onde mora. E para quem caminha nessa vida iluminado pela fé.

Em muitas Dioceses e Paróquias, as lideranças da Igreja evidenciaram alguns princípios para ajudar o povo de Deus a votar com maior responsabilidade e espírito cidadão. Várias dioceses católicas publicaram cartilhas com dicas interessantes e boas chamadas de atenção. A CNBB também emitiu um comunicado na mesma linha. Todos insistem em alguns pontos: votar é exercer o sagrado direito de participar nos destinos da vida pública; voto nulo ou em branco é sinal de omissão e falta de responsabilidade frente a um compromisso tão fundamental; votar sem consciência ou vender o voto são faltas graves contra a fraternidade; eleger candidatos pensando em vantagens pessoais é coisa criminosa e reprovável.

A educação para a cidadania não é tarefa fácil, sobretudo pelo descrédito em que se encontra a atividade política. E as razões para isso não é difícil enumerá-las: o histórico recorrente da corrupção em todos os níveis, o troca-troca partidário pós-eleições, o enriquecimento ilícito de muitos mandatários. É claro que isso não é a regra geral e não se aplica a todos os políticos. É também preciso dizer que se se chegou a isso em parte se deve também ao próprio eleitorado, por sua atitude pouco crítica e nenhum acompanhamento do mandato dos eleitos. Por isso, as recomendações dos setores de formação das comunidades cristãs são: levar a sério a lei da ficha limpa, discernir bem em quem vai dar seu voto e assumir a responsabilidade pelo acompanhamento do mandato dos seus candidatos eleitos.