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20190903

UM ENSINAMENTO QUE LIBERTA

Ele manda nos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem (Lc 4, 36) 

03 de setembro de 2019 - Dia de São Gregório Magno. 



Jesus estava na sinagoga de Cafarnaum. Era um dia de sábado. O povo estava reunido para a oração e a escuta da palavra de Deus. E Jesus estava ensinando. As pessoas, ali, estavam admiradas com o seu ensinamento. Foi aí que um homem ali presente, possuído por um espírito impuro, começou a gritar e esbravejar contra Jesus. Jesus mandou o espírito calar a boca e sair daquele homem. Dito e feito. As pessoas ficaram assustadas, não era pra menos. E admiradas com aquele ensinamento novo de Jesus, com a sua autoridade. 


O ensinamento de Jesus é libertador das pessoas de todas as opressões. Seu ensinamento desmascara o mal que está escondido também dentro da comunidade, dominando a vida de algumas pessoas. Como na sinagoga de Cafarnaum, também em nossas comunidades, aparece alguém que estranha e reage a esse ensinamento, com os mesmos argumentos do demônio de Cafarnaum. 

O que será que Jesus dizia e fazia que pudesse incomodar alguém? As pessoas viam uma grande diferença entre o ensinamento de Jesus e o ensinamento dos fariseus. A primeira coisa que marcava uma grande diferença era a atenção que Jesus dava aos sofredores e marginalizados. Estes estavam à margem de tudo, na vida social e na religião. E Jesus os incluía como pessoas importantes no seu anúncio do Reino de Deus. E uma segunda coisa que mexeu demais com as lideranças do seu povo foi a imagem que ele passava de Deus. Ele revelava Deus como pai amoroso, pronto para acolher o filho pecador de volta à sua casa. E essa não era exatamente a imagem de Deus que eles tinham. Eles o percebiam como juiz e retribuidor das boas ações e da prática da Lei. 

Esse ensinamento de Jesus - feito de gestos de atenção e proximidade, de parábolas e diálogos sobre o Reino de Deus – despertou muita indignação e ódio nos fariseus, nos sacerdotes do Templo, nos partidários de Herodes. Essa gente estava possuída por preconceitos contra o povo, por interesses de classe, seduzida pelas benesses do poder, tomada de ciúme... e muita coisa ruim. Era como se estivessem possuídos por um espírito mau. Claro, o mal lança seus tentáculos nas estruturas sociais e nas pessoas. O que o diabo disse na sinagoga é o que diriam esses senhores: “Vieste para nos destruir?”. 

E ali, na sinagoga e nas ruas, muita gente tomou consciência de que o ensinamento de Jesus era realmente novo, sobretudo quando viu que ele enfrentava essas manifestações do mal, as calava e conseguia libertar pessoas dessa dominação. 

Guardando a mensagem 

O evangelho é uma força de mudança, anuncia o Reino de Deus já aqui na terra. Jesus, com suas atitudes e palavras, instaura o reinado de Deus. Podemos entender esse reinado, como Deus acolhendo, na comunhão de sua casa, todos os seus filhos, a começar pelos que saíram de casa e retornam pela conversão. Jesus partia do que o povo de Deus já conhecia e manifestava mais claramente o amor de Deus que restaura, perdoa, liberta as pessoas. Esse evangelho, essa boa notícia, encontrou oposições também dentro da própria sinagoga, a comunidade de fé que ele frequentava. Essa oposição à novidade do evangelho que Jesus anuncia, ontem como hoje, só pode mesmo ter raízes no maligno. Mas, Jesus é vencedor sobre todo o mal. Com ele, nós também somos vencedores. No Pai Nosso, rezamos: “Livrai-nos do mal”. 

Ele manda nos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem (Lc 4, 36) 

Rezando a palavra 

Senhor Jesus, 

A novidade do evangelho corre sempre o perigo de ser esquecida ou abafada pelas forças que não têm interesse na emancipação das pessoas e no senhorio de Deus. Essas forças atuam dentro e fora da comunidade. Não é à toa que a Igreja tenha tantos mártires. Eles experimentaram a oposição à fé cristã por parte de pessoas maldosas e violentas. Uniram-se, assim, ao teu sacrifício na cruz. Em sua fidelidade, são vitoriosas, contigo. Senhor, te pedimos, livra-nos do mal. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra 

Ontem, eu lhe fiz um desafio. Você não me disse ainda se topou. Ler, neste mês de setembro, o evangelho de São Lucas. Todo dia, ler um pedacinho. São só 24 capítulos. Se não começou ainda, comece hoje. 

Pe. João Carlos Ribeiro - 03 de setembro de 2019

20180904

A PALAVRA DE JESUS NOS LIBERTA


Ele manda nos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem (Lc 4, 36)
04 de setembro de 2018.
Sabe o que foi? Jesus estava na sinagoga de Cafarnaum. Era um dia de sábado. O povo estava reunido para a oração e a escuta da palavra de Deus. E Jesus estava ensinando. As pessoas, ali, estavam admiradas com o seu ensinamento. Foi aí que um homem ali presente, possuído por um espírito impuro, começou a gritar e esbravejar contra Jesus. Jesus mandou o espírito calar a boca e sair daquele homem. Dito e feito. O homem foi lançado no chão pelo espírito mau e saiu. As pessoas ficaram assustadas, não era pra menos. E admiradas com aquele ensinamento novo de Jesus, com a sua autoridade.  
Desde o começo da reunião, as pessoas ali, na Sinagoga, estavam admiradas com o ensinamento de Jesus. E por quê? Porque ele falava com autoridade, diz o evangelista. As pessoas percebiam uma grande diferença entre o seu ensinamento e o ensinamento dos mestres da Lei. Certamente, a primeira coisa que marcava uma grande diferença era a atenção que Jesus dava aos sofredores e marginalizados. Estes estavam à margem de tudo, na vida social e na religião. E Jesus os incluía como pessoas importantes no anúncio do Reino de Deus. E a segunda coisa, que inclusive incomodava muito as lideranças religiosas, era a imagem que Jesus passava de Deus. Ele revelava um Deus como um pai amoroso, pronto para acolher o filho pecador de volta à sua casa. Esse não era exatamente o Deus que eles estavam acostumados a perceber como juiz e retribuidor da prática da Lei.
No conjunto, esse ensinamento de Jesus - feito de gestos de atenção e proximidade, de parábolas e diálogos sobre Deus e o seu reino – despertou muita indignação e ódio nos fariseus, nos sacerdotes do Templo, nos partidários de Herodes. Essa gente estava possuída por preconceitos contra o povo, seduzida pelas benesses do poder, tomada de ciúme... e muita coisa ruim mais. Era como se estivessem possuídos por um espírito mau. Claro, o mal lança seus tentáculos nas estruturas sociais e nas pessoas. O que o diabo disse na sinagoga é o que esses senhores gritavam por dentro: “Vieste para nos destruir?”.
Guardando a Mensagem
O povo de Cafarnaum sentia isso: Jesus falava com autoridade. E isto ficou muito mais claro, quando eles viram que Jesus não só anunciava o Reino, mas sua palavra denunciava o mal. E libertava as pessoas dele. Com esse episódio da expulsão do espírito mau, tiveram sua impressão confirmada: Jesus liberta as pessoas do poder do mal. Mesmo na comunidade, o mal pode estar está ali escondido, oprimindo a pessoa, sufocando, asfixiando... A palavra de Deus o desmascara. Jesus o liberta com sua palavra: "sai, retira-te deste homem". O que o evangelho continua anunciando é que de todas as opressões, a palavra de Jesus é uma força para nos libertar. Não é simplesmente uma palavra a mais. Ela é a palavra criadora de Deus que nos recria, nos restaura, nos liberta. É a palavra libertadora de Deus em nossa vida. O evangelho é uma força de mudança, anuncia o Reino de Deus aqui na terra. Jesus, com suas atitudes e palavras, estava instaurando o reinado de Deus. Esse evangelho, essa boa notícia, encontrou oposição também dentro da própria sinagoga, a comunidade de fé que ele frequentava. Essa oposição à novidade do evangelho que Jesus anuncia, ontem e hoje, só pode mesmo ter raízes no maligno. Mas, Jesus é vencedor sobre todo o mal. Com ele, nós também somos vencedores.
Ele manda nos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem (Lc 4, 36)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
O teu ensinamento liberta as pessoas. Na Sinagoga de Cafarnaum, o povo estava admirado com a tua palavra. Ali, eles viram que, enquanto estavas ensinando, o demônio se manifestou num pobre homem, e tu o repreendeste e o expulsaste. Hoje, como naquele tempo, tu continuas a falar com autoridade e poder, comunicando-nos o amor de Deus e nos libertando da dominação do mal. Obrigado, Senhor, pelo teu ensinamento cheio de sabedoria e autoridade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Ontem, aqui, eu lhe fiz um desafio. Durante esse mês de setembro, ler todo dia um pedacinho da palavra de Deus. E acertamos: ler o evangelho de São Marcos, que afinal tem somente 16 capítulos. Você topou o desafio? Já começou a ler? Se não começou, comece hoje. De acordo?!

Pe. João Carlos Ribeiro - 04.09.2018

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