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20210407

VEJAM MINHAS MÃOS E MEUS PÉS


08 de abril de 2021
Quinta-feira da Oitava da Páscoa

EVANGELHO


Lc 24,35-48

Naquele tempo, 35os discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. 36Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!”
37Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. 38Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração? 39Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho”.
40E dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. 41Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” 42Deram-lhe um pedaço de peixe assado. 43Ele o tomou e comeu diante deles. 44Depois disse-lhes: “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”.
45Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, 46e lhes disse: “Assim está escrito: o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia 47e no seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. 48Vós sereis testemunhas de tudo isso”.

MEDITAÇÃO


Vejam minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! (Lc 24, 39)

Não foi fácil para os discípulos assimilarem o fato histórico da ressurreição de Jesus. Nem de longe, estavam esperando que isso acontecesse. Mesmo que Jesus tenha falado disto com os doze, explicado várias vezes que ele seria vítima de uma morte dolorosa e ressuscitaria ao terceiro dia, não estava no horizonte deles tudo o que aconteceu. Consideremos também que a ressurreição de Jesus não foi como a de Lázaro, em que o morto ficou vivo de novo e continuou sua vida normal, morrendo no tempo certo. A ressurreição de Jesus foi algo completamente novo e diferente.

O fato de os discípulos estranharem tanto, por um lado, foi bom para alguém não acusar que a ressurreição tenha sido uma saída honrosa que eles arrumaram para o aparente fracasso do seu Mestre. No evangelho lido hoje, vemos Jesus tentando convencê-los de que é ele mesmo. E isso, é claro, está valendo pra nós. Nós também não temos ideia do que seja mesmo a ressurreição de Jesus e a nossa ressurreição com ele.

Quando a comunidade dos discípulos estava reunida, e os discípulos de Emaús estavam contando como eles tinham se encontrado com o Senhor Ressuscitado, ele mesmo apareceu no meio deles e lhes fez a saudação de paz. Eles ficaram assustados, com medo, cheios de dúvida, pensando que era um fantasma. Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. Neles, estavam os sinais da crucificação. “Vejam minhas mãos e meus pés. Eu não sou um fantasma. Toquem em mim. Um fantasma não tem carne, nem osso”. Mesmo assim, eles ainda continuavam duvidando. Então, Jesus pediu algo para comer. Deram-lhe um pedaço de peixe assado e ele comeu à vista de todos.

Essa é a primeira lição da ressurreição. Jesus não é um fantasma. Não é alguém que voltou do mundo dos mortos e está perambulando por aí. É ele mesmo, vivo, saudável, com um corpo glorioso, mas numa nova situação, situação difícil de se entender e de se explicar. E é bom a gente tentar captar alguma coisa porque essa é a nova condição que alcançaremos, se estivermos em comunhão com Cristo. Ele foi o primeiro, é o primogênito de muitos irmãos, como diz São Paulo. Nós vamos atrás dele.

Jesus venceu definitivamente a morte. Não levantou-se da morte para continuar vivendo biologicamente a mesma vida. Foi elevado a um novo patamar de existência. É a vida plena em Deus. É a existência em Deus. Não é um espírito vagando por aí, como alguém poderia pensar. Ele tem um corpo. Seu corpo está marcado pelas chagas da crucificação, ele pode ser visto, ouvido, tocado e, nessa passagem, mostrou que também pode se alimentar. Tem um corpo, um corpo glorioso com que ele entrou na sala com as portas fechadas. Agora, sim, ele pode estar conosco até à consumação dos séculos, como nos prometeu. A primeira lição é essa: ele não é um fantasma, nem uma aparição de alguém que voltou do mundo dos mortos.

A segunda lição a ser assimilada está na explicação do próprio Jesus nessa cena. Tudo isso é cumprimento do que está escrito nos livros de Moisés, nos Profetas e nos Salmos, isto é, nas Escrituras Sagradas. Sua morte e sua ressurreição são a realização das promessas de Deus, como se pode ler nas Escrituras. O que Deus prometeu? Vida plena, a vitória completa do seu servo. Seu servo não conheceria a corrupção da carne, como diz o salmo 16.

A terceira lição a ser assimilada por nós, como o foi para a primeira geração dos discípulos, é que a força da ressurreição nos faz testemunhas e anunciadores de sua obra. A conversão e o perdão dos pecados serão anunciados a todos os povos, em seu nome, por nós.

Guardando a mensagem

Falamos de ressurreição, mas não entendemos ainda bem o que seja. Ela já aconteceu em Jesus. É uma mudança radical no nosso ser biológico e espiritual. Pela ressurreição, entraremos na esfera divina, ultrapassando os limites de espaço e tempo. A nossa alma já foi criada imortal, mas faltava essa plenificação em Deus. Pela ressurreição, teremos também um corpo transformado. Jesus é o primogênito da grande família dos filhos de Deus que vai à nossa frente. Ele não é um fantasma, uma aparição. Ele levou para a esfera de Deus a nossa própria humanidade. Essa novidade que irrompeu na história pela ressurreição ao terceiro dia era já uma promessa na história e nos livros santos do povo de Deus. Nós agora somos testemunhas de tudo isso, levando ao mundo o anúncio da salvação em Cristo, pelo perdão dos pecados que ele alcançou por sua morte e ressurreição.

Vejam minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! (Lc 24, 39)

Rezando a palavra

Senhor Jesus, 
queremos compreender um pouco mais da tua ressurreição e da nossa ressurreição contigo. Não se trata de um jogo de palavras, mas de uma realidade que nos ultrapassa, que só pode ser acolhida na fé. Não nascemos para a morte, nascemos para a vida, para a plenitude. É a nossa vocação de seres criados à imagem e semelhança de Deus. Em ti, Senhor Jesus, já vemos a realização plena do ser humano. Sendo Deus, tu te fizeste humano. Estavas já na glória com o Pai e o Santo Espírito. Mas, agora, estás também como humano. Em ti, contemplamos nossa condição humana glorificada, em Deus. Aspiramos a isso. Sonhamos com isso. Estamos vocacionados para a completa realização, como filhos de Deus. Continua, Senhor, a ser para nós, caminho, verdade e vida. E agora, com esta pandemia, quando experimentamos nossa fragilidade e nossa pequenez, aumenta em nosso coração a virtude da esperança. Que em nossos sofrimentos, em nossas pelejas humanas nos sustente a certeza da completa vitória que a tua ressurreição nos assegura. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

Recomende, em oração, a Jesus ressuscitado as pessoas suas conhecidas que estejam em situação de aflição e sofrimento, neste momento de uma nova alta do novo coronavírus.

Sábado próximo, temos um encontro marcado em sua casa, no Show da Páscoa: Padre João Carlos e Banda cantando a esperança. Você nos acompanha pelo youtube, com acesso exclusivo. Adquira o seu ingresso no site www.sympla.com. Na dúvida, faça contato com a gente pelo whatsapp 81 9964-4899.

Hoje, quinta-feira da oitada pascal, temos a nossa Missa de Páscoa, às 11 horas, com ouvintes e associados. E você nos acompanha pelas nossas redes sociais. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

20180414

ALGUMA COISA MUDOU NA SUA VIDA?

Vocês serão testemunhas de tudo isso (Lc 24, 48).

15 de abril de 2018.

Chegamos ao terceiro domingo da Páscoa. Estamos tranquilos. Jesus ressuscitou. Festejamos isso na liturgia. Tudo bem. Mas, isso mudou alguma coisa na sua vida? E era pra mudar? Certamente, que sim. Se tudo continua igual como antes, o que significou a ressurreição de Jesus?

Talvez tenha sido isso que aconteceu aos discípulos, após a ressurreição. Jesus ressuscitado apareceu-lhes quando estavam reunidos, mas parecia que aquilo não mudava muita coisa. Eles continuavam acuados pelo medo, pela descrença, pelo pensamento de que seria um fantasma. São Lucas procurou limpar a barra deles. Disse que eles estavam tão alegres que não puderam acreditar.

Jesus, sempre paciente, faz o possível para que eles percebessem o que estava acontecendo e tomassem novo ânimo. Ele estava vivo, ali presente no meio da comunidade. Mostrou-lhes as mãos e os pés. Comeu na frente deles. Explicou como as Escrituras se cumpriam na sua morte e na sua ressurreição. E que eles seriam suas testemunhas.

Esse esforço de Jesus, ajudando os discípulos a assimilarem a ressurreição, está valendo para nós também. O risco é que a ressurreição de Jesus fique apenas uma solenidade que comemoramos a cada ano. E nos escape a verdade que ele, Jesus, o pastor do rebanho, exatamente por causa de sua ressurreição, está vivo entre nós, conduzindo-nos como nosso verdadeiro guia e agindo no mundo por meio de nós.

O que os apóstolos diziam ao povo, anunciando a morte e a ressurreição do Senhor, era que isso aconteceu em expiação dos seus pecados. E, assim, convencidos por este amor tão grande de Deus que veio ao seu encontro, se arrependessem de seus pecados, se convertessem. Pela conversão, acolhemos a graça da reconciliação que nos chega por meio de Cristo. Conversão é viver agora a vida nova que ele conquistou para nós. Ele nos alcançou o perdão e nos deu o seu Espírito.

A  nós que temos conhecimento que Jesus está ressuscitado, nos cabe, uma vez convertidos, viver em comunhão com ele. Ele não é apenas um personagem da história ou da Bíblia, de quem nos recordamos. Ele é uma pessoa humana e divina que está conosco. Ele é agora plenamente o Emanuel, Deus conosco. Não é à toa que, na celebração do dia do Senhor, ocorre várias vezes essa saudação: “O Senhor esteja convosco” e a resposta: “Ele está no meio de nós”.  Nós o reconhecemos no Pão repartido, nós o entendemos na Palavra, nós guardamos os seus Mandamentos. Estamos em comunhão com ele, na comunidade dos discípulos, a sua Igreja, na Palavra, no Pão repartido, na prática dos seus Mandamentos.

Somos, agora, testemunhas dele. Somos testemunhas porque nós tocamos de perto o mistério de sua ressurreição, atestamos que ele está vivo. Somos testemunhas porque anunciamos ao mundo que a salvação chegou por meio dele.

Vamos guardar a mensagem

Jesus ressuscitou. E está no meio de nós. Isso não se esgota na festa da páscoa. Isso é uma mudança radical em nossa vida e na vida do mundo. Em primeiro lugar, isso nos chama à conversão: superamos a vida do pecado para viver na graça, na santidade de vida. Em segundo lugar, vivemos agora em comunhão com ele: no entendimento de sua Palavra, no reconhecimento do Pão repartido, na prática dos seus Mandamentos. Em terceiro lugar, a missão, agora somos suas testemunhas: atestamos e anunciamos sua obra salvadora em favor de todos. É bom você não se acostumar com a ressurreição. Ela é a vida nova da qual já participamos; uma reviravolta na sua vida, um princípio de mudança para esse mundo velho.

Vocês serão testemunhas de tudo isso (Lc 24, 48).

Vamos rezar a Palavra

Senhor Jesus,
Nós já vamos na terceira semana da páscoa e tudo parece igual em nossa vida. Ainda estamos na escuridão do medo. Ainda te confundimos com fantasma. Ainda somos um cenáculo de janelas e portas fechadas.  Ajuda-nos, Senhor, pela presença do teu Santo Espírito em nós e em nossas comunidades, a vivermos em ritmo de conversão, em comunhão contigo e abraçando a missão de testemunhas do novo que entrou na história pela tua vitória sobre o pecado, o mal e a morte. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém
.
Vamos viver a Palavra

Leia, hoje, em sua Bíblia o evangelho deste domingo: Lucas 24, 35-48. E compartilhe a Meditação com outras pessoas. Assim, você já vai exercendo a tarefa de testemunha que Jesus lhe deu.

Pe. João Carlos Ribeiro – 14.04.2018

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