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03 abril 2019

JESUS REVELA O PAI. O PAI REVELA JESUS


Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho (Jo 5, 17)
03 de abril de 2019.
Quase todo mundo diz que crê em Deus. Ficamos até satisfeitos com isso. Mas, em que Deus realmente crê? Claro, só há um Deus, é nesse que cremos. Certo. Será que muita gente que tem uma imagem confusa de Deus, na verdade, crê mesmo é nessa imagem confusa que faz de Deus? Pode ser, não é verdade?
Quem sabe direitinho quem é Deus? Bom, o povo de Israel compreendeu muita coisa de Deus, ao longo de sua história. Deus fez aliança com eles, se revelou a esse seu povo. Então, seu testemunho de fé, nas Escrituras, nos mostra muito desse Deus que se manifestou a Moisés e aos profetas, libertando o povo da escravidão, dando-lhes uma lei e uma terra. Esse Deus libertador prometeu-lhes também o Messias. E o Messias veio, foi Jesus. Mas, eles tiveram dificuldade de reconhecê-lo.
Os que acolheram Jesus como Messias reconheceram que ele era o filho unigênito de Deus. Perceberam que sua vida, suas atitudes, sua morte e ressurreição manifestavam com clareza quem era esse Deus que havia se revelado a Israel.  O Filho é quem sabe quem é o Pai. E o Filho revelou que o Deus único que Israel conheceu é Pai, um pai onipotente e amoroso, não simplesmente um senhor poderoso e distante. Um pai de família, preocupado com os seus filhos. Não um fiscal marcando o que a gente faz de bom e de ruim. E Pai, não só dos filhos de Israel, mas Pai amoroso de cada homem ou mulher, gente criada por ele à sua imagem e semelhança. Pai, que é Deus junto com o Filho. E os dois nos comunicam uma terceira pessoa, o Santo Espírito, os três compondo a Trindade Santa, o único Deus. Pela obra de Jesus, o Pai dá a cada filho o seu Espírito. Assim, quem se une a Jesus, pelo batismo, recebe a adoção filial, torna-se filho de Deus.
O Filho revela o Pai. Veja essas palavras do Senhor: “Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho. O que o Pai faz, o Filho o faz também. Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a vida a quem ele quer”. Vendo Jesus no seu trabalho missionário, pode-se compreender quem é o Pai. E Jesus disse mais: o Pai deu ao Filho o poder de julgar.
A maior parte dos religiosos do tempo de Jesus irritou-se com essas coisas que Jesus revelou sobre Deus. Isso abalava o seu modo de viver a religião e de organizar a vida em sociedade. Jesus mostrava, com suas palavras e suas atitudes, que Deus estava mais preocupado com as pessoas do que com as leis, as normas, por mais religiosas que fossem.
Guardando a mensagem
Jesus nos revela o Pai. Com ele, vamos entendendo que Deus é uma comunidade de pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O que Jesus revelou sobre Deus foi o que mais escandalizou o seu povo. Quando dizemos que cremos em Deus estamos dizendo que cremos no Deus e Pai de Jesus Cristo, nele e em seu único Filho e no Santo Espírito. Cremos no Deus uno e trino que Jesus revelou. Na oração, tratamos o Pai com amor e proximidade, chamando-o de Pai, como Jesus ensinou.
Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho (Jo 5, 17)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Tuas atitudes e tuas palavras nos fazem compreender quem é o Pai, o Deus que Israel conheceu ao longo de sua história. Hoje, vamos te pedir como teu discípulo Felipe: “Senhor, mostra-nos o Pai”. Queremos conhecê-lo, amá-lo e obedecê-lo, como filhos. Lembramos bem o que disseste a Felipe: “Quem me vê, vê o Pai”. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Reze hoje, devagar, e mais de uma vez durante o dia, o PAI NOSSO. Nessa oração, Jesus nos ensinou a falar com o Pai.

Pe. João Carlos Ribeiro – 03.04.2019

18 março 2019

TEMPO DE FRATERNIDADE

Sejam misericordiosos como também o Pai de vocês é misericordioso (Lc 6, 36)
18 de março de 2019.
Começamos a segunda semana da Quaresma. Toda a Quaresma é um programa de crescimento cristão, que poderíamos resumir no apelo à conversão cultivada pela oração, pela penitência e pela caridade. E este já é o 13º dia de nossa caminhada. Em foco, hoje, a caridade: como tratar quem errou.
Não julgar, não condenar, perdoar, doar. Quatro ações onde exprimimos nossa comunhão com Deus no confronto com quem errou. Nós somos seus filhos. Imitando-o, exprimimos nossa condição de filhos. Jesus nos disse: Sejam perfeitos como o Pai de vocês é perfeito. Sejam misericordiosos como também o Pai de vocês é misericordioso.
Ele é misericordioso. É mais pai do que juiz. Não é só imparcial e reto.  Está escrito no salmo: “Se levares em conta nossas faltas, Senhor, quem poderá subsistir? Mas, em ti, encontra-se o perdão” (Salmo 129).  Nosso Pai é, sobretudo, misericordioso, não nos trata segundo nossas faltas.
Mesmo sendo nós, os responsáveis pela morte de Jesus na cruz, o Pai não nos condenou. Antes, pelo sacrifício oferecido pelo seu filho, abriu a porta da reconciliação e da restauração aos pecadores. Pela cruz, ofereceu o perdão.
Doar, emprestar, partilhar... são atitudes que copiam o modo como Deus,  generosamente, cuida de nós, e, em sua providência, nos alimenta, nos veste e sustenta. O convite é para sermos misericordiosos como o nosso Pai, por isso: não julgar, não condenar, perdoar e doar com generosidade.
Uma atitude muito comum de nossa parte em relação a quem errou, quando não é o juízo e a condenação sumária, é a indiferença. Pela indiferença, nos isentamos de sofrer com o outro, de ser solidários com a dor alheia. Ser misericordioso é interessar-se pela vítima e também pelo faltoso. Não se trata de acobertar o seu erro, mas de encontrar caminhos para que ele se recupere, se emende, se converta.

Acrescenta ainda o Senhor, que seremos tratados como tratarmos o nosso semelhante, em sua necessidade e em sua fragilidade. Não julgando, não seremos julgados. Não condenando, não seremos condenados. Perdoando, seremos perdoados. Doando, receberemos ainda mais. Com a mesma medida com que medirmos os outros, seremos também medidos. É exatamente isso que cantamos na Oração de São Francisco: Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado. Compreender que ser compreendido. Amar que ser amado. Pois é dando que se recebe. É perdoando que se é perdoado. E é morrendo que se vive para a vida eterna.
Guardando a mensagem
Imitamos a Deus no amor aos irmãos, particularmente pelos mais frágeis e sofredores. Esse amor se manifesta particularmente no confronto com os que erram. Nessa condição, o amor e o respeito pelos que cometeram erros se mostram em não julgá-los, nem condená-los. Ao contrário, oferecemos-lhe o perdão. Não somos juízes do nosso irmão. Isso não quer dizer que estejamos de acordo com o seu erro. Quer dizer que não nos arvoramos em juízes dele, pois também somos fracos e pecadores. Longe de cultivar ódio ou indiferença, oferecemos-lhe uma nova chance. Isso não o isenta de ser penalizado na forma da lei pelos seus atos, quando seu comportamento entra em conflito com a norma. Mas, não o abandonamos no seu erro, mas oferecemos-lhe o caminho da regeneração, do perdão. Assim, imitamos o modo misericordioso com que Deus nos trata, procurando ser misericordiosos como ele.
Sejam misericordiosos como também o Pai de vocês é misericordioso (Lc 6, 36)
Vamos acolher a mensagem
Senhor Jesus,
O teu apelo à misericórdia, ao tratamento fraterno com os adversários, ao perdão às ofensas está chegando num momento em que estamos no meio de uma interminável polarização política. As eleições passaram, mas continuamos guerreando uns com os outros, com crescente intolerância de todas as partes. Estamos vivendo esse clima nas famílias, nos ambientes de trabalho, nas redes sociais. Tuas palavras nos ajudam a perceber que estamos num caminho que pode provocar fraturas muitos graves entre nós, sem nenhuma contribuição para o crescimento da consciência ou do compromisso cidadão. Senhor, ajuda-nos a exercer nossa cidadania, a defender a democracia, a salvaguardar nossos direitos com o coração desarmado, pautando-nos pela misericórdia, distanciando-nos de polarizações inúteis e destrutivas. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos viver a palavra
Faça, hoje, um exame de consciência. Veja se identifica alguma pessoa do seu círculo de amizade ou de sua história de vida que tenha cometido um erro razoavelmente grave. Diante dessa pessoa, o seu comportamento foi misericordioso?

Pe. João Carlos Ribeiro – 18.03.2019

13 março 2018

LOUVADO SEJA O DEUS E PAI DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho (Jo 5, 17)

14 de março de 2018.

Quase todo mundo diz que crê em Deus. Ficamos até satisfeitos com isso. Mas, em que Deus realmente crê? Claro, só há um Deus, é nesse que cremos. Certo. Será que muita gente que tem uma imagem confusa de Deus, na verdade, crê mesmo é nessa imagem confusa que faz de Deus? Pode ser, não é verdade?
Quem sabe direitinho quem é Deus? Bom, o povo de Israel compreendeu muita coisa de Deus, ao longo de sua história. Deus fez aliança com eles, se revelou a esse seu povo. Então, seu testemunho de fé, nas Escrituras, nos mostra muito desse Deus que se manifestou a Moisés e aos profetas, libertando o povo da escravidão, dando-lhes uma lei e uma terra. Esse Deus libertador prometeu-lhes também o Messias. E o Messias veio, foi Jesus. Mas, eles tiveram dificuldade de reconhecê-lo.
Os que acolheram Jesus como Messias reconheceram que ele era o filho unigênito de Deus. Perceberam que sua vida, suas atitudes, sua morte e ressurreição manifestavam com clareza quem era esse Deus que havia se revelado a Israel.  O Filho é quem sabe quem é o Pai. E o Filho revelou que o Deus único que Israel conheceu é Pai, um pai onipotente e amoroso, não simplesmente um senhor poderoso e distante. Um pai de família, preocupado com os seus filhos. Não um fiscal marcando o que a gente faz de bom e de ruim. E Pai, não só dos filhos de Israel, mas Pai amoroso de cada homem ou mulher, gente criada por ele à sua imagem e semelhança. Pai, que é Deus junto com o Filho. E os dois nos comunicam uma terceira pessoa, o Santo Espírito, os três compondo a Trindade Santa, o único Deus. Pela obra de Jesus, o Pai dá a cada filho o seu Espírito. Assim, quem se une a Jesus, pelo batismo, recebe a adoção filial, torna-se filho de Deus.
O Filho revela o Pai. Veja essas palavras do Senhor: “Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho. O que o Pai faz, o Filho o faz também. Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a vida a quem ele quer”. Vendo Jesus no seu trabalho missionário, se pode compreender quem é o Pai. E Jesus disse mais: o Pai deu ao filho o poder de julgar.
A maior parte dos religiosos do tempo de Jesus irritou-se com essas coisas que Jesus revelou sobre Deus. Isso abalava o seu modo de viver a religião e de organizar a vida em sociedade. Jesus mostrava, com suas palavras e suas atitudes, que Deus estava mais preocupado com as pessoas do que com as leis, as normas, por mais religiosas que fossem.
Vamos guardar a mensagem
Jesus nos revela o Pai. Com ele, vamos entendendo que Deus é uma comunidade de pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O que Jesus revelou sobre Deus foi o que mais escandalizou o seu povo. Quando dizemos que cremos em Deus estamos dizendo que cremos no Deus e Pai de Jesus Cristo, nele e em seu único Filho e no Santo Espírito. Cremos no Deus uno e trino que Jesus revelou. Na oração, tratamos o Pai com amor e proximidade, chamando-o de Pai, como Jesus ensinou.
Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho (Jo 5, 17)

Vamos acolher a mensagem
Senhor Jesus,
Tuas atitudes e tuas palavras nos fazem compreender quem é o Pai, o Deus que Israel conheceu ao longo de sua história. Hoje, vamos te pedir como teu discípulo Felipe: “Senhor, mostra-nos o Pai”. Queremos conhecê-lo, amá-lo e obedecê-lo, como filhos. Lembramos bem o que disseste a Felipe: “Quem me vê, vê o Pai”. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos praticar a Palavra
Reze hoje, devagar, e mais de uma vez durante o dia, o PAI NOSSO. Nessa oração, Jesus nos ensinou a falar com o Pai.

Pe. João Carlos Ribeiro – 13.03.2018

25 fevereiro 2018

COMO TRATAR QUEM ERROU

MEDITAÇÃO PARA A SEGUNDA-FEIRA, DIA 26 DE FEVEREIRO DE 2018.
Sejam misericordiosos como também o Pai de vocês é misericordioso (Lc 6, 36)
Começamos a segunda semana da Quaresma. Toda a Quaresma é um programa de crescimento cristão, que poderíamos resumir no apelo à “Conversão pela oração, pela penitência e pela caridade”. E este já é o 13º dia de nossa caminhada. Em foco, hoje, a caridade: como tratar quem errou.
Não julgar, não condenar, perdoar, doar. Quatro ações onde exprimimos nossa comunhão com Deus no confronto com quem errou. Nós somos seus filhos. Imitando-o, exprimimos nossa condição de filhos. Jesus nos disse: Sejam perfeitos como o Pai de vocês é perfeito. Sejam misericordiosos como também o Pai de vocês é misericordioso.
Ele é misericordioso. É mais Pai do que juiz. Não é só imparcial e reto.  Está escrito no salmo: “Se levares em conta nossas faltas, Senhor, quem poderá subsistir? Mas, em ti, encontra-se o perdão” (Salmo 129).  Nosso Pai é, sobretudo, misericordioso, não nos trata segundo nossas faltas.
Mesmo sendo nós, os responsáveis pela morte de Jesus na cruz, o Pai não nos condenou. Antes, pelo sacrifício oferecido pelo seu filho, abriu a porta da reconciliação e da restauração aos pecadores. Pela cruz, ofereceu o perdão.
Doar, emprestar, partilhar... são atitudes que copiam o modo como Deus,  generosamente, cuida de nós, e, em sua providência, nos alimenta, nos veste e sustenta. O convite é para sermos misericordiosos como o nosso Pai, por isso: não julgar, não condenar, perdoar e doar com generosidade.
Uma atitude muito comum de nossa parte em relação a quem errou, quando não é o juízo e a condenação sumária é a indiferença. Pela indiferença, nos isentamos de sofrer com o outro, de ser solidários com a dor alheia. Ser misericordioso é interessar-se pela vítima e também pelo faltoso. Não se trata de acobertar o seu erro, mas de encontrar caminhos para que ele se recupere, se emende, se converta.

Acrescenta ainda o Senhor, que seremos tratados como tratarmos o nosso semelhante, em sua necessidade e em sua fragilidade. Não julgando, não seremos julgados. Não condenando, não seremos condenados. Perdoando, seremos perdoados. Doando, receberemos ainda mais. Com a mesma medida com que medirmos os outros, seremos também medidos. É exatamente isso que cantamos na Oração de São Francisco: Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado. Compreender que ser compreendido. Amar que ser amado. Pois é dando que se recebe. É perdoando que se é perdoado. E é morrendo que se vive para a vida eterna.
Vamos guardar a mensagem
Imitamos a Deus no amor aos irmãos, particularmente pelos mais frágeis e sofredores. Esse amor se manifesta particularmente no confronto com os que erram. Nessa condição, o amor e o respeito pelos que cometeram erros se mostram em não julgá-los, nem condená-los. Ao contrário, oferecemos-lhe um caminho de recuperação e reconciliação. Não somos juízes do nosso irmão. Isso não quer dizer que estejamos de acordo com o seu erro. Quer dizer que não nos arvoramos em juízes dele, pois também somos fracos e pecadores. Isso não o isenta de ser penalizado na forma da lei pelos seus atos, quando seu comportamento entra em conflito com a norma. Mas, não o abandonamos no seu erro, cultivando ódio ou indiferença, mas oferecemos-lhe o caminho da regeneração, do perdão. Assim, imitamos o modo misericordioso com que Deus nos trata, procurando ser misericordiosos como ele.

Sejam misericordiosos como também o Pai de vocês é misericordioso (Lc 6, 36)
Vamos acolher a mensagem
Rezemos a oração que está no livro do Profeta Daniel (Dn 9):
“Eu te suplico, Senhor, Deus grande e maravilhoso, que preservas a aliança e a benevolência aos que te amam e cumprem teus mandamentos; temos pecado, temos praticado a injustiça e a impiedade, temos sido rebeldes, afastando-nos de teus mandamentos e de tua lei; não temos prestado ouvidos a teus servos, os profetas, que, em teu nome, falaram a nossos reis e príncipes, a nossos antepassados e a todo o povo do país. A nós, Senhor, resta-nos ter vergonha no rosto, pois pecamos contra ti; mas a ti, Senhor, nosso Deus, cabe misericórdia e perdão.”  Amém.
Vamos viver a palavra
Faça, hoje, um exame de consciência. Veja se identifica alguma pessoa do seu círculo de amizade ou de sua história de vida que tenha cometido um erro razoavelmente grave. Diante dessa pessoa, o seu comportamento foi misericordioso?

Pe. João Carlos Ribeiro – 25.02.2018