BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

ELE NOS AMOU PRIMEIRO


20 de maio de 2022

5ª Semana da Páscoa 


EVANGELHO


Jo 15,12-17

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. 13Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos.
14Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. 15Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Eu chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. 16Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que, então, pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. 17Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros”.

MEDITAÇÃO


Não foram vocês que me escolheram, mas fui eu que escolhi vocês (Jo 15, 16)

Que grande graça, nós sermos cristãos. Nós aceitamos seguir Jesus, nós o escolhemos como referência fundamental de nossa vida. É por isso que nos chamam de cristãos. Somos seus seguidores. Nós fizemos uma opção por ele, como nosso modelo e salvador. Mas, olha o que ele hoje está nos dizendo: “Não foram vocês que me escolheram, fui eu que escolhi vocês”. Ele nos amou e nos escolheu, por primeiro. O amor dele foi antes do nosso. Como disse o apóstolo: “Quando ainda éramos pecadores, ele nos amou e se entregou por nós”.

O amor de Deus nos precede. Ele deu o primeiro passo, quando ainda estávamos no pecado. A gente sempre pensa com uma lógica diferente. Um dia, meditando a história do filho pródigo (Lucas 15), me dei conta que o filho errado voltou pra casa, em primeiro lugar porque havia um pai misericordioso esperando-o. Esse amor, que ele já tinha experimentado quando estava em casa, vinha antes de sua própria conversão. Movido por esse amor, encorajado por ele, é que este filho pródigo se levantou arrependido e começou o seu caminho de retorno à casa do Pai. Não foi só a conversão que o levou de volta para casa. Em primeiro lugar, foi o amor do Pai que o atraiu e criou as condições para a sua volta. Meditando assim, compus aquela música ‘Meu Bom Deus’. “Meu bom Deus, o teu amor me trouxe aqui”. O amor de Deus é antes do nosso.

A Igreja, no Concílio de Trento, concluído em 1563, explicou que o início da justificação brota da graça preveniente de Deus, por Jesus Cristo, pela qual somos chamados, sem qualquer merecimento de nossa parte. Em resposta, podemos consentir livremente nesta graça e cooperar com ela (Cf Trento 797).

O mesmo mandamento do amor fraterno está baseado nesta experiência de termos sido amados por primeiro. “Amem-se uns aos outros, como eu amei vocês”. Aliás, esse amor vem bem antes no amor do Pai por Jesus: “Como o Pai me amou, eu amei vocês”.


Guardando a mensagem

No antigo catecismo de perguntas e respostas, nós decorávamos uma resposta muito especial. Éramos perguntados: “Você é cristão?”. Respondíamos em coro: “Sim, sou cristão pela graça de Deus”. É disso que nos fala o evangelho de hoje. A salvação é uma iniciativa de Deus que nos amou primeiro, vindo ao nosso encontro, nos oferecendo a graça da redenção em Cristo. Ele nos amou primeiro. Em resposta, acolhemos a graça do Senhor e procuramos, cheios de gratidão, viver como discípulos de Jesus, apoiados pela graça do seu Espírito em nós.

Não foram vocês que me escolheram, mas fui eu que escolhi vocês (Jo 15, 16)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Nós te bendizemos por nos teres escolhido como teus discípulos e discípulas. O Pai nos amou e te enviou para nossa salvação. Tu nos escolheste e nos designaste para darmos fruto. O fruto primeiro é nos tornarmos teus discípulos. Obrigado, Senhor. Dá-nos a graça de sermos perseverantes e fiéis no teu caminho. Senhor, neste momento de sofrimento que estamos enfrentando, dá que o teu povo realize a sua missão de ser luz do mundo. Que nós teus discípulos e discípulas, mostremo-nos responsáveis na proteção da vida, generosos na solidariedade e confiantes na misericórdia divina que não há de nos faltar. Nós te pedimos, Senhor, que venha um tempo de paz e saúde para toda a humanidade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

No seu caderno espiritual, comente a palavra de hoje: "Não foram vocês que me escolheram, mas fui eu que escolhi vocês".

Comunicando

Na Novena de N. Sra. Auxiliadora, hoje, o tema é Santa Maria, Rainha dos Anjos, refletindo e rezando pela proteção das crianças. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O AMOR NOS LIBERTA PARA AMAR

 


19 de maio de 2022

Quinta-feira da 5ª Semana da Páscoa


EVANGELHO

Jo 15,9-11

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 9“Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. 10Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. 11Eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena”.

MEDITAÇÃO


Como meu Pai me amou, assim também eu amei vocês. Permaneçam no meu amor (Jo 15, 9)

Podemos nos perguntar: Jesus falou do amor do Pai por ele. Como podemos ver esse amor do Pai por Jesus?  E a resposta  não é difícil: Na criação, o Pai já tinha demonstrado o seu amor pelo filho. Fez tudo pensando nele, nos criou à sua imagem e semelhança. No batismo de Jesus, vemos outra manifestação maravilhosa do amor do Pai. Ele declarou bem alto: “Este é o meu filho amado”. E derramou sobre ele o seu Espírito. Foi quando veio sobre Jesus o Espírito Santo, em forma de pomba.

Como meu Pai me amou, assim também eu amei vocês”. E como foi que Jesus nos amou? Mais fácil ainda de responder. Jesus se aproximou de nós, pela sua encarnação. Veio viver conosco, assumindo nossa condição humana. Mais? Ele nos anunciou o Reino de Deus, ele nos revelou o Pai e o seu projeto de salvação. E deu a prova maior de amor: deu a sua vida por nós. Foi assim que ele nos amou. E tem mais: ele também nos deu o seu Espírito. No domingo em que ressuscitou, se encontrou com a comunidade dos discípulos e soprou sobre eles, comunicando-lhes o Espírito Santo. E, cinquenta dias após a páscoa, derramou o seu Espírito sobre toda a comunidade.

O Pai amou Jesus. Jesus nos amou. E nos orientou a vivermos no amor. Deixou-nos o seu mandamento: “amem-se uns aos outros, assim como eu amei vocês”. O amor virou a marca da comunidade cristã. Logo as pessoas de fora começaram a reparar como, na comunidade eles se queriam bem, dividiam os seus bens, acudiam às necessidades dos mais pobres, rezavam juntos. “Um só coração e uma só alma”. São João escreveu na sua primeira carta: “Quem ama, nasceu de Deus, conhece Deus, porque Deus é amor". Na comunidade, procura-se viver o amor como o de Jesus: proximidade, acolhimento, inclusão, partilha, diálogo na verdade, perdão, comunhão.

Esse amor vivido na comunidade - expressão do amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo – transborda do círculo comunitário para ser fermento no meio da sociedade. Os cristãos e suas comunidades vão fermentando o mundo com esse amor. Acompanham os doentes, visitam os presos, defendem os injustiçados. Com o amor de Jesus, estendem a mão aos moradores de rua, aos órfãos, aos dependentes químicos. No amor por Jesus e pelos irmãos, educam para a cidadania, fortalecem a luta pela paz e pela justiça, defendem a vida ameaçada. É o amor que se torna fermento no meio da sociedade.


Guardando a mensagem

A comunidade cristã, onde se incluem também as famílias dos cristãos, é o grande espaço do amor fraterno. Conhecemos aí o amor de Deus por nós. Nosso amor aos irmãos, como Jesus nos amou, é a nossa resposta ao amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Na comunidade, somos chamados a viver o amor como acolhimento, amizade, ajuda mútua, correção fraterna, perdão. Esse amor forma cada cristão e toda a comunidade para serem, na sociedade, uma força de transformação. O amor se torna um fermento de paz, de justiça e de solidariedade.

Como meu Pai me amou, assim também eu amei vocês. Permaneçam no meu amor (Jo 15, 9)

Rezando a Palavra

Senhor Jesus,
Não somente nos mandaste amar, mas nos amar, como tu nos amaste. E tu nos amaste, sobretudo, sacrificando-se por nós. Amar é ficar feliz com a alegria do outro, vencendo o egoísmo. Amar é tomar como seu o sofrimento do outro, vencendo a indiferença. Amar é assumir o seu posto de cidadão pra melhorar o mundo, vencendo a alienação. Ajuda-nos, Senhor, a por em prática tua palavra, a viver no amor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a Palavra

Faça, hoje, um exame de consciência. Pergunte-se se tem se esforçado para permanecer no amor de Cristo. E se, com esse amor, tem procurado amar os seus semelhantes. 

Comunicação

A gente se encontra na Missa desta quinta-feira, às 11 horas, transmitida pelo rádio e pelas redes sociais.

E  hoje é o quinto dia da Novena de N. Sra. Auxiliadora. O tema é Santa Maria, Auxílio dos cristãos, rezando hoje pelos irmãos e irmãs em dificuldade. Vamos estar juntos às 15 horas.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

JESUS É VIDEIRA, NÓS SOMOS OS RAMOS


18 de maio de 2022

Quarta-feira da 5ª Semana da Páscoa


EVANGELHO


Jo 15,1-8

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. 2Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. 3Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei. 4Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim.
5Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. 6Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. 7Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. 8Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.

MEDITAÇÃO


Permaneçam em mim e eu permanecerei em vocês (Jo 15, 4)

Qual é a grande palavra de hoje? PERMANECER. ‘Permaneçam em mim e eu permanecerei em vocês’. Jesus está à mesa com os discípulos. No clima de intimidade da ceia, ele descreve a comunhão existente entre ele e os discípulos como a relação entre a videira e os ramos. A videira era já uma representação do povo de Deus, no Antigo Testamento. Ele lhes diz: “Eu sou a videira verdadeira, vocês são os ramos. Meu Pai é o agricultor”.

Jesus está unido ao Pai, permanece no Pai. E o Pai nele. Assim, os discípulos: permaneçam em Jesus, pois Jesus permanece neles. Como ramos, estejam inseridos na videira, profundamente, para dar frutos. O Pai poda os ramos para que dêem mais frutos e corta os que não dão fruto. Como bom agricultor, o Pai cuida da videira e é glorificado pelos frutos que colhe.

Mas, o que é ‘permanecer’? A imagem da videira nos ajuda a entender bem o que seja ‘permanecer’. Permanecer é estar inseridos em Cristo, em comunhão com ele, alimentando-nos dele e produzindo frutos.

Em primeiro lugar, PERMANECER EM CRISTO é estar em comunhão com ele, reconciliados e perseverantes na oração e na prática de sua palavra. “Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto”. Estamos unidos a Cristo pela fé e pelo batismo. No batismo, fomos inseridos nele, enxertados como ramos na videira. O batismo foi o banho purificador, que nos lavou do pecado, inserindo-nos no mistério de sua morte e ressurreição. Jesus falou que o Pai limpa o ramo e que nós já estávamos limpos pela palavra que recebemos. É bom lembrar que eles estavam ali na ceia, e que a ceia começou com o lava-pés. Por sua morte e ressurreição, Jesus nos limpa, nos purifica, nos reconcilia. Permanecendo em Cristo, o que pedimos ao Pai, ele nos concede. Permanecendo nele, suas palavras permanecem em nós. Temos já uma primeira resposta: PERMANECER em Cristo é estar em comunhão com ele, reconciliados e perseverantes na oração e na prática de sua palavra.

Em segundo lugar, PERMANECER EM CRISTO é estar em comunhão com a sua Igreja, com a comunidade dos discípulos. Lemos no livro dos Atos dos Apóstolos (At 9), Saulo tinha chegado em Jerusalém, mas ninguém queria saber dele, a fama dele era de perseguidor. Barnabé o apresentou aos apóstolos e contou-lhes a sua conversão. Os apóstolos o acolheram. Ele integrou-se na comunidade e começou a pregar ao povo. Olha que grande lição. Quem está unido a Cristo, como Saulo já estava, precisa viver unido à comunidade dos discípulos, à Igreja, ser conhecido, participar, contribuir com a missão. Essa segunda resposta é muito valiosa: PERMANECER em Cristo é estar em comunhão com a sua Igreja, com a comunidade dos discípulos.

Em terceiro lugar, PERMANECER EM CRISTO é guardar os seus mandamentos. Lemos na primeira carta do apóstolo João: “Quem guarda os seus mandamentos permanece com Deus e Deus com ele” (1 Jo 3). E o apóstolo resume o mandamento de Deus: crer no nome do seu Filho e nos amarmos como irmãos. Jesus, de muitos modos, nos falou disso: o discípulo de verdade é o que faz a vontade de Deus, como ele. E ali na ceia, ele nos deu o mandamento do amor fraterno: “amem-se uns aos outros, como eu amei vocês”. Terceira resposta: PERMANECER em Cristo é guardar os seus mandamentos.

Guardando a mensagem

Como os ramos estão unidos à videira, assim nós estamos unidos a Cristo. Para dar frutos, isto é, para realizarmos nossa vocação de ramos precisamos permanecer nele. Permanecer é estar em comunhão com ele, participando de sua Igreja e praticando os seus mandamentos. Só assim podemos dar frutos. O grande fruto é nos tornarmos seus discípulos: andar nos seus caminhos, ter os seus mesmos sonhos, amar com o seu coração compassivo, servir aos sofredores como ele o fez, ter o seu mesmo compromisso com o Reino.

Permaneçam em mim e eu permanecerei em vocês (Jo 15, 4)

Rezando a Palavra

Senhor Jesus,
Pela fé e pelo batismo, estamos unidos a ti. Como ramos, fomos enxertados na videira verdadeira. Não é fácil, Senhor, manter essa comunhão contigo, permanecer na graça. São tantas as provações, as tentações que teimam em nos afastar de ti e da comunhão com a tua Igreja, o teu corpo místico. Ajuda-nos, Senhor, com a força do teu Espírito, a nos mantermos perseverantes e fiéis, alimentados pelo pão da Palavra e da Eucaristia, produzindo muitos frutos para a glória do Pai. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a Palavra

No seu caderno espiritual, escreva um propósito: fazer algo que o(a) ajude a permanecer em Cristo. 

Comunicando

Santa Maria, Conforto dos migrantes - é o tema da Novena de N. Senhora Auxiliadora de hoje - refletindo e rezando sobre o acolhimento aos migrantes e refugiados. Você nos acompanha às três da tarde, pelo rádio e pelas redes sociais. 

Pe. João Carlos Ribeiro, SDB

A PAZ QUE VOCÊ ESTÁ PRECISANDO



 17 de maio de 2022

Terça-feira da 5ª Semana da Páscoa 


EVANGELHO


Jo 14,27-31a

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 27“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. 28Ouvistes que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. 29Disse-vos isto, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.
30Já não falarei muito convosco, pois o chefe deste mundo vem. Ele não tem poder sobre mim, 31amas, para que o mundo reconheça que eu amo o Pai, eu procedo conforme o Pai me ordenou”.

MEDITAÇÃO


Deixo-lhes a paz, a minha paz lhes dou. Mas não a dou como o mundo (Jo 14, 27)

Jesus nos dá a sua paz. O mundo também oferece a paz. Mas, Jesus nos dá a paz de maneira diferente, não como o mundo o faz. Que paz Jesus nos traz? Que paz o mundo nos dá?

As pessoas do antigo povo de Deus se saudavam ou se despediam com um Shalom. Shalom! É o desejo de saúde, harmonia, paz interior, calma, tranquilidade, bênção de Deus. Foi certamente essa saudação que fez Maria ao chegar à casa de Izabel. Essa saudação – Shalom – encheu o coração de Izabel de alegria e sua criança vibrou de satisfação no seu seio. Um shalom que manifesta a presença e o amor de Deus!

No tempo de Jesus, os romanos tinham dominado meio mundo e governavam os povos vencidos com uma dura legislação e com suas legiões de soldados. Também o Mar Mediterrâneo estava sob o controle dos romanos. Assim, se podia viajar por todo o mundo conhecido, sem fronteiras. Em todo o Império, reinava a paz, a pax romana. A pax romana era o resultado da total submissão dos povos e a cruel repressão a qualquer manifestação contra a ordem estabelecida. A paz do mundo é então a paz dos vencidos, dos dominados pelo mais forte. Como os romanos alcançaram a paz? Pelas guerras, pela invasão, pela repressão.

A paz de Jesus é de outra natureza. A sua obra foi a reconciliação. Estamos em paz com Deus e em paz entre nós. Ele fez as pazes entre nós e Deus, nos alcançando o perdão divino. Ele estabeleceu a paz entre o céu e a terra. No seu nascimento, cantaram os anjos: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por ele amados”. E como Jesus nos deu a paz? Dando a sua vida por nós, morrendo em nosso lugar, oferecendo-se a si mesmo em sacrifício de expiação por nossos pecados.

Quando Jesus realizou a sua obra, apresentou-se à comunidade dos discípulos com a saudação “A paz esteja com vocês”, um shalom especial. Realmente, ele nos deu a paz, nos reconciliando com o Pai, em sua cruz.

Na Missa, antes da comunhão, somos convidados a nos comunicar mutuamente a paz. E dizemos: “A paz de Cristo!”. É uma forma de realçar que estamos em comunhão uns com os outros, estamos na paz que Cristo nos alcançou. E é assim, reconciliados com o Pai e entre nós, que nos aproximamos da mesa santa da comunhão.


Guardando a mensagem

A pax romana foi alcançada com guerras e o esmagamento do inimigo. A paz de Jesus foi alcançada com a doação de sua vida em favor dos pecadores. Por sua cruz, fomos reconciliados com Deus. Agora, estamos em paz com Deus e com os irmãos. Na Missa, nos preparamos para a comunhão eucarística com Cristo, nossa paz, nos comunicando mutuamente a sua paz: é o nosso compromisso de viver reconciliados e de cultivar a paz em nossos relacionamentos.

Deixo-lhes a paz, a minha paz lhes dou. Mas não a dou como o mundo (Jo 14, 27)

Rezando a palavra

Rezemos com as palavras da oração pela paz da Santa Missa:

Senhor Jesus Cristo,
dissestes aos vossos apóstolos: “Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz”, Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós que, sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo. Amém.

Vivendo a palavra

Acolher a paz de Jesus é vencer a agressividade presente em nossa cultura. A paz é o dom pelo qual nos reconhecemos reconciliados com Deus e com os irmãos. Hoje, cultive atitudes cordiais, mesmo que você não receba o mesmo tratamento. Diga: bom dia, boa tarde, boa noite, com licença, por favor, me desculpe. Difunda a paz de Jesus ao seu redor.

Comunicando

Hoje, terceiro dia da Novena de Nossa Senhora Auxiliadora, o tema é Nossa Senhora, Mãe da Esperança, refletindo sobre os Jovens. Acompanhe a novena pela Rádio Amanhecer ou pelas Redes Sociais da AMA (Youtube, Facebook ou Instagram). 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Ebook da Novena de Nossa Senhora Auxiliadora

 Para que você reze a novena dedicada à Nossa Senhora Auxiliadora, de 15 a 23 de maio de 2022, estamos disponibilizando um link de acesso para você baixar a novena e nos acompanhar tanto pela Rádio Amanhecer - www.radioamanhecer.com.br (ou pode baixar o app aqui http://bit.ly/AmanhecerApp) como pelo youtube, no canal do Pe. João Carlos @padrejoaocarlos.



PORQUE VOCÊ O AMA, VOCÊ GUARDA A PALAVRA DE JESUS



16 de maio de 2022

Segunda-feira da 5ª Semana da Páscoa


EVANGELHO


Jo 14,21-26

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 21“Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele”. 22Judas – não o Iscariotes – disse-lhe: “Senhor, como se explica que te manifestarás a nós e não ao mundo?” 23Jesus respondeu-lhe: “Se alguém me ama, guardará minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. 24Quem não me ama não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou. 25Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. 26Mas o Defensor, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito”.


MEDITAÇÃO


Se alguém me ama, guardará minha palavra (Jo 14, 23)

Jesus está falando com os seus discípulos, gente que o ama, que o segue. Imaginemos você participando dessa reunião e Jesus dizendo isso: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra”.

Você, com a liberdade de um discípulo, um amigo, uma amiga de Jesus, poderia perguntar-lhe diretamente que “palavra” é essa pra gente guardar. Vai, pergunta... Coragem, vai... “Oh Jesus, desculpe, que palavra é essa pra gente guardar?” Escute bem a resposta. “A minha palavra pra você guardar é o que eu disse a vocês e ao povo, o que eu fiz entre vocês, a minha vida. A palavra é a minha vida, vivida entre vocês”. Puxa, que resposta! Pensa bem: como é que a vida dele é a palavra? Pergunte mais não. Eu mesmo lhe explico: Toda a vida de Jesus é uma grande palavra que Deus falou na história da humanidade. Ficou complicado? Vou dizer de outra forma: a vida de Jesus na terra, sua vida humana, é uma grande comunicação, uma boa notícia, um evangelho. Ih, parece que você não entendeu... Então, é melhor você perguntar a Jesus.

Vai, pergunta... Pergunta... “Jesus, aqui, você diz assim `Se alguém me ama, guardará a minha palavra`. Amá-lo, eu amo, mas eu queria saber qual é mesmo a palavra que você quer que a gente guarde". Escute bem a resposta dele. “O Defensor, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele ensinará tudo a vocês e lhes recordará tudo o que eu tenho dito a vocês”. Puxa vida, respira fundo, que resposta ... Olha só, o Espírito Santo ajuda a gente a entender o significado e o alcance do que Jesus disse e fez, de sua vida humana e muito mais. A vida de Jesus é o seu evangelho. Aliás, o evangelho de Marcos começa assim: “Início do Evangelho de Jesus Cristo, filho de Deus”. Então, o evangelho é a vida de Jesus, com tudo o que ele fez e disse.

Tudo claro? “Se alguém me ama, guardará a minha palavra”. E “guardar”, o que é? Responda você. Não vale dizer que ‘guardar’ aqui é conservar. Claro,...’guardar’ é praticar. Praticar. E praticar a Palavra de Deus é, segundo o mesmo Jesus, o mais importante. Não é apenas dizer “Senhor, Senhor”, mas fazer a vontade do Senhor. A palavra é, afinal, a vontade de Deus, que está manifesta na história da vida de Jesus, na história do povo eleito, na história da salvação que a Bíblia conta. Guardar é tomar a vida de Jesus como referência para a própria vida, é acolher a boa notícia do amor de Deus que se manifesta nela.


Guardando a mensagem

Nos evangelhos, está a história de Jesus, o testemunho de como sua vida impactou a primeira geração de cristãos, guiada pelo Espírito Santo. Neste testemunho, revela-se o rosto misericordioso do Pai, revelado por Jesus. Foi o que ele disse “E a palavra que vocês escutam não é minha, mas do Pai que me enviou”. A história de Jesus, sua vida, o que ele disse e o que fez, esse é o evangelho que precisamos conhecer e tomar como inspiração para a nossa vida. É a palavra que precisamos guardar. Você que ama Jesus, tome hoje um propósito: meditar diariamente os Evangelhos. Aliás, já é o que fazemos juntos aqui na Meditação. Então, estamos no bom caminho.

Se alguém me ama, guardará minha palavra (Jo 14, 23)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Tu nos tranquilizas, quando nos dizes que o Espírito Santo enviado, pelo Pai em teu nome, ele nos ensinará tudo que precisamos para entender e realizar a tua palavra. Todos os dias, procuramos meditar a tua palavra, palavra que é toda a tua vida, tuas atitudes e teus ensinamentos. Aos poucos, vamos assimilando tua maneira de ver o mundo, com o olhar do Pai. São Paulo mesmo nos recomendou que tivéssemos os mesmos sentimentos teus. Nós te amamos e queremos guardar a tua palavra. Guardar a tua palavra é uma questão de amor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Renove hoje o seu compromisso de ler diariamente a palavra de Deus e meditá-la. Uma dica: diariamente, como você sabe, comentamos aqui o evangelho do dia. Seria muito importante você ler esse evangelho, em sua Bíblia. Quem recebe a meditação pelo whatsapp, veja que eu sempre indico a citação bíblica do dia. Quem estiver com pouco tempo, pode ler o evangelho no blog da meditação. É só seguir o link.

Comunicando

Nós começamos, ontem, a Novena de Nossa Senhora Auxiliadora. Dia 24, terça-feira que vem, é o seu dia litúrgico. Seria bom você se inscrever no meu canal do Youtube, assim ficaria mais fácil você receber a notificação da Novena. O canal é Padre João Carlos. Bom, vou lhe enviar o link da Novena de hoje. A hora? Sempre às 15 horas. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

SERÁ QUE ESTAMOS NA SALA ERRADA?




15 de maio de 2022

5º Domingo da Páscoa

EVANGELHO


Jo 13,31-33a.34-35

31Depois que Judas saiu do cenáculo, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo.
33aFilhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. 34Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros.
35Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros”
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MEDITAÇÃO


Nisto todos conhecerão que vocês são meus discípulos, se tiverem amor uns aos outros (Jo 13, 35

O amor de uns pelos outros. O amor na comunidade, amor que se espalha no mundo. Coisa difícil. Amar como Jesus amou. Esse é o diferencial no grupo dos seus discípulos. E não é para quando for possível. Amar também no meio dos problemas e das adversidades. Um mandamento novo. O novo mandamento.

Eu tinha chamado um grupo de amigos para ir à Última Ceia, aquela ceia de Jesus com os discípulos, em Jerusalém. E fomos. Só que nos demos mal. Entramos na sala errada. A gente estava procurando a cena da última ceia. Jesus e os discípulos sentados à mesa, conversando, quem sabe cantando os salmos, na maior união. Bom, entramos na sala errada.

Quando entramos, ainda vimos Judas saindo meio apressado e o clima de desconfiança que ficou no ar. Jesus ficou só com os onze. É aqui mesmo, pensamos. Aí, nos encostamos pela parede, meio de longe, na penumbra e nos preparamos para curtir o clima da Última Ceia. Aos poucos, fomos nos envolvendo na cena. O grupo estava exaltado. Ouvimos claramente um deles dizer: ”eu nunca confiei nesse cara... um desonesto, um descontente, sempre com o pé atrás”. O mais novo, bem ao lado de Jesus, estava avisando: Jesus confirmou: Judas é um traidor”. Aí o negócio pegou fogo: “Desgraçado! Eu bem que estava desconfiado dele. Se eu pegar esse cara, eu acabo com ele”. Esse Jesus da cena estava com a cara triste, sisuda e lamentou-se: “A gente faz o melhor, se doa, se sacrifica, olha o resultado!.... Será que vale a pena?”. O outro ao lado de Jesus, talvez fosse Pedro, falou em tom raivoso: “Agora, vou lhe dizer uma coisa, Senhor. Eu já o tinha alertado. Esse Sinédrio de Jerusalém é uma desgraça. Desde que nós chegamos, eles estão vigiando os seus passos: é escriba fazendo perguntas capciosas, é olheiro por todo canto, é soldado atrás de o prender. Eu bem que lhe disse: não vamos pra festa desse ano, que o negócio está feio pro seu lado. O senhor não quis me ouvir!”. E eu vou dizer mais uma coisa: “Aqui tem cabra frouxo... vai correr da parada. Mas, eu lhe garanto: eu estou do seu lado, eu dou minha vida pra lhe defender”. Aí o tom de voz subiu mesmo, um vozerio forte, um reclama, outro bate na mesa, misturou-se o ódio e o medo, o negócio ficou feio. Aí a gente se deu conta: “estamos na cena errada. Aqui não é a última ceia de Jesus, não”. Vamos embora.

Aí, saímos, de fininho, e nos sentamos na praça. Estava todo mundo impactado por aquele clima de tensão, por aquele discurso de ódio que encontramos naquela ceia... Um dos colegas comentou: “Não estou entendendo... Jesus estava lá, os onze apóstolos, até Judas nós vimos saindo...” E outro: “eu vi logo que tinha alguma coisa errada. Jesus nunca incentivou o ódio... não jogaria um contra o outro. Tinha uma coisa errada, nesse ceia” O outro, em tom mais tranquilo, disse: “Claro que Jesus sabia o que estava acontecendo ao seu redor. Ele vinha avisando os discípulos. Ele também percebeu que Judas estava se afastando do grupo, dando-lhe as costas, prestes a trai-lo abertamente. Mas, não denunciou Judas, não o expôs ao grupo. E o tratou sempre com deferência, inclusive lhe deu o primeiro pedaço de pão molhado no vinho”. E uma colega, que ainda estava tremendo coitada foi dizendo: “E os discípulos, mesmo inseguros e temerosos, não partiram para malhar Judas... Jesus queria que o amor reinasse no seu grupo. Deu-lhes isso como mandamento. Amarem-se uns aos outros. Como ele os amou. E ele os amou dando a vida por eles, na cruz. O amor leva a gente ser paciente com o outro que está no erro e respeitosos com os que são mais fracos”. Aí ficamos mesmo certos: tínhamos entrado na sala errada.

Guardando a mensagem


Jesus nos amou de verdade. Conviveu com a sua comunidade de discípulos, ensinou-lhes o caminho de Deus, lavou os seus pés. Numa prova única de amor, deu sua vida por eles. Na Ceia, celebrou essa entrega, no sacramento do pão e do vinho. No Apocalipse, a comunidade de Jesus é comparada com a esposa. Ela ama de verdade o seu esposo. Nós amamos Jesus. É esse amor que nos reúne, que nos une ao seu redor. O amor fraterno se alimenta desse amor a Jesus. No Livro dos Atos dos Apóstolos, está que Paulo e Barnabé saíram mundo afora, no meio de muitas dificuldades, edificando comunidades cristãs. É o amor a Jesus que funda a comunidade. É o amor a Jesus e aos irmãos que explica a permanente entrega dos seus missionários. Esse amor vivido na comunidade espalha-se para o mundo, marca os nossos relacionamentos com os outros. Queremos ser irmãos e irmãs nesse mundo desigual. Defendemos os irmãozinhos que estejam sofrendo pelo desemprego, pela solidão, pela opressão, pela perda de seus direitos. Nosso amor nos leva a querer que todos tenham oportunidade e futuro, por isso defendemos os estudantes e a educação. Queremos construir fraternidade, num mundo desigual, sem compactuar com a violência e a exploração. Trabalhamos para combater o mal e para que o errado acerte o caminho. Num país marcado, hoje, pela polarização e pelo incitamento ao ódio, queremos amar os outros como Jesus nos amou.

Nisto todos conhecerão que vocês são meus discípulos, se tiverem amor uns aos outros (Jo 13, 35)

Rezando a Palavra

Senhor Jesus,
na tua Ceia, aprendemos a amar como tu nos amaste. Tu nos amaste, entregando-te por nós até a morte de cruz, para o perdão dos nossos pecados. Por tua ressurreição, nos dás vida nova, o dom do teu Espírito. E nos pediste para viver nesse amor. Amor a ti e aos irmãos. Nossas comunidades hão de ser espaços de comunhão e participação, lugar de crescimento do amor, sobretudo nas horas difíceis. Nós somos irmãos, nos reconhecemos filhos amados de um único pai. Assim, rezamos juntos: “Pai nosso”. Queremos que a tua paz esteja na vida de cada um, de cada uma. Assim, em nossas celebrações nos comunicamos a paz com um abraço, antes da comunhão. Esse amor que experimentamos na comunidade dos discípulos, na tua Igreja, é a energia para nossa luta diária, para nossos compromissos nesta sociedade desigual. Nesse amor, já estamos fazendo esse mundo melhor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a Palavra

Novos gestos e atitudes surgem do seu renovado amor a Jesus e à sua comunidade, a Igreja. Hoje, convido você a se aproximar de uma pessoa desconhecida. É um irmão, uma irmã. Basta se aproximar com um coração de irmão, no Senhor.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

PERMANEÇA EM CRISTO





14 de maio de 2021

Dia de São Matias, Apóstolo



EVANGELHO




Jo 15,9-17


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
9Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. 10Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor.
11E eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena. 12Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. 13Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. 15Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai.
16Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que então pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. 17Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros.


MEDITAÇÃO



Se vocês guardarem os meus mandamentos, permanecerão no meu amor (Jo 15, 10)

Jesus está à mesa com os discípulos. No clima de intimidade da ceia, ele descreve a comunhão existente entre ele e os discípulos como a relação entre a videira e os ramos. A videira era já uma representação do povo de Deus, no Antigo Testamento. Ele lhes diz: “Eu sou a videira verdadeira, vocês são os ramos. Meu Pai é o agricultor”.

Jesus está unido ao Pai, permanece no Pai. E o Pai nele. Assim, os discípulos: permaneçam em Jesus, pois Jesus permanece neles. Como ramos, estejam inseridos na videira, profundamente, para dar frutos. O Pai poda os ramos para que deem mais frutos e corta os que não dão fruto. Como bom agricultor, o Pai cuida da videira e é glorificado pelos frutos que colhe. Daí a recomendação: "permaneçam no meu amor".

Mas, o que é ‘permanecer’? A imagem da videira nos ajuda a entender bem o que seja ‘permanecer’. Permanecer é estarmos inseridos em Cristo, em comunhão com ele, alimentando-nos dele e produzindo frutos. Vamos nos explicar melhor.

PERMANECER EM CRISTO é, antes de tudo, estar em comunhão com ele, reconciliados e perseverantes na oração e na prática de sua palavra. “Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto”. Estamos unidos a Cristo pela fé e pelo batismo. No batismo, fomos inseridos nele, enxertados como ramos na videira. O batismo foi o banho purificador, que nos lavou do pecado, inserindo-nos no mistério de sua morte e ressurreição. Jesus falou que o Pai limpa o ramo e que nós já estávamos limpos pela palavra que recebemos. É bom lembrar que eles estavam ali na ceia, e que a ceia começou com o lava-pés. Por sua morte e ressurreição, Jesus nos limpa, nos purifica, nos reconcilia. Permanecendo em Cristo, o que pedimos ao Pai, ele nos concede. Permanecendo nele, suas palavras permanecem em nós.

PERMANECER EM CRISTO é também estar em comunhão com a sua Igreja, com a comunidade dos discípulos. Quem está unido a Cristo precisa viver unido à comunidade dos discípulos, à Igreja, ser conhecido, participar, contribuir com a missão.

PERMANECER EM CRISTO é ainda guardar os seus mandamentos. “Se guardarem os meus mandamentos, permanecerão no meu amor”, disse ele. E apresentou o seu próprio exemplo: ele guardou os mandamentos do seu Pai e, assim, permanece no seu amor. O discípulo de verdade é o que faz a vontade de Deus, como ele. E ali na ceia, ele nos deu o mandamento do amor fraterno: “amem-se uns aos outros, como eu amei vocês”.



Guardando a mensagem

Como os ramos estão unidos à videira, assim nós estamos unidos a Cristo. Para dar frutos, isto é, para realizarmos nossa vocação de ramos precisamos permanecer nele. Permanecer é estar em comunhão com ele, participando de sua Igreja e praticando os seus mandamentos. Só assim podemos dar frutos. O grande fruto é nos tornarmos seus discípulos: andar nos seus caminhos, ter os seus mesmos sonhos, amar com o seu coração compassivo, servir aos sofredores como ele o fez, ter o seu mesmo compromisso com o Reino.

Se vocês guardarem os meus mandamentos, permanecerão no meu amor (Jo 15, 10)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
pela fé e pelo batismo, estamos unidos a ti. Como ramos, fomos enxertados na videira verdadeira, que és tu. Não é fácil, Senhor, manter essa comunhão contigo, permanecer na graça. São tantas as provações, as tentações que teimam em nos afastar de ti e da comunhão com a tua Igreja, o teu corpo místico. Ajuda-nos, Senhor, com a força do teu Espírito, a nos manter perseverantes e fiéis, alimentados pelo pão da Palavra e da Eucaristia, produzindo muitos frutos para a glória do Pai. Sendo hoje o dia do teu apóstolo Matias, que foi escolhido para ficar no lugar de Judas Iscariotes, queremos, por sua intercessão, renovar nossa comunhão contigo e com a tua Igreja, nesse momento difícil que estamos atravessando como humanidade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a Palavra

Que tal você compartilhar essa mensagem com mais gente do que você habitualmente já faz? Vamos espalhar o bem, sobretudo se o bem é a Palavra de Deus.

Comunicando

Amanhã, começa a Novena de Nossa Senhora Auxiliadora. De 15 a 23 deste mês de maio, estaremos, sempre às 15 horas, em oração, com transmissão pelo rádio e redes sociais. Peço que você compartilhe com seus contatos o e-book da novena que lhe enviei ontem. Precisando entrar em contato direto conosco, use nosso whatsapp 81 3224-9284.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

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