BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO

A tarefa de João foi revelar a presença de Jesus.


 

Sexta-feira

   02 de janeiro de 2026.   


Memória de São Basílio Magno 
e de São Gregório Nazianzeno.


   Evangelho   


Jo 1,19-28

19Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?” 20João confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o Messias”. 21Eles perguntaram: “Quem és, então? És Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És o Profeta?” Ele respondeu: “Não”. 22Perguntaram então: “Quem és, afinal? Temos de levar uma resposta àqueles que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo?”
23João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’” — conforme disse o profeta Isaías. 24Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus 25e perguntaram: “Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?”
26João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, 27e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”. 28Isso aconteceu em Betânia além do Jordão, onde João estava batizando.


   Meditação.   


No meio de vocês, está alguém que vocês não conhecem (Jo 1, 26)

E já estamos no ano novo. Tudo bem com você? Passou bem o final de ano? Como disse o apóstolo: “Por tudo, dai graças ao Senhor”. Pois é, o ano começou. Vamos à luta! A roda já está girando. Depois da celebração do natal, agora já está no nosso horizonte a festa da Epifania, popularmente chamada festa de reis. Esta é mais uma celebração a nos falar da pessoa de Jesus. Pela encarnação, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, o Filho, nasceu humano, do ventre de Maria Virgem. O verbo se fez carne. Esse é o grande mistério do natal. Ele veio para estar conosco. É o Emanuel.

O evangelho de hoje nos ajuda a continuar meditando este mistério da presença de Jesus entre nós. João Batista está pregando no deserto e atrai a atenção de muita gente. De Jerusalém, a capital, chega uma comissão. Quer saber se ele, João, é o Messias. É o tipo da comissão que vem só para incriminar. Não havia boa vontade em que os enviou. No fim, querem saber com qual autoridade o profeta está batizando o povo. João aproveita para anunciar que ele é pequeno e está preparando o caminho de alguém muito maior. Esse, sim, renovará o povo. João se declara menos que um servo, nem merece descalçar suas sandálias. E mais: o enviado já está no meio do povo, “já está entre vocês”.

Quando falamos de João Batista, todos nos lembramos, ele preparou os caminhos de Jesus, preparou o povo para sua chegada. E sabemos: nessa preparação ele chamava o povo à conversão e o batizava nas águas do rio Jordão, em sinal de penitência. Mas, precisamos integrar mais alguma coisa nessa compreensão. Quando um catequista prepara um grupo de crianças para a primeira comunhão, qual é o momento mais importante? Depois de ter percorrido um caminho de encontros e atividades de preparação, durante um bom tempo, finalmente chega o dia da primeira eucaristia. O catequista prepara as crianças para o encontro com Jesus na Eucaristia e a sua tarefa se conclui bem quando as crianças encontram Jesus neste sacramento. Voltemos a João Batista. O mais importante de sua missão foi o momento em que o povo se encontrou com Jesus. Todo o seu trabalho de preparação chegou ao ponto mais alto no dia em que ele pode revelar Jesus ali presente.

Jesus já estava presente, seja porque já tinha nascido, seja porque estava entre os peregrinos que vinham a João. Graças ao trabalho evangelizador do profeta, muita gente pode entender quando ele apontou Jesus como o ‘cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo’. Tanto isto é verdade que dois dos seus discípulos começaram a seguir Jesus, a partir dali.




Guardando a mensagem

A verdade do natal não é apenas que Jesus nasceu. A grande verdade do natal é que Deus se tornou humano, fez-se Emanuel, caminha conosco. Viveu sua vida humana cheia de sabedoria e caridade e morreu condenado numa cruz. Venceu a morte, ressuscitando ao terceiro dia. Por sua morte e ressurreição, alcançou a nossa reconciliação com Deus, o Pai. Voltando ao seio da Trindade, como Deus, permanece conosco. Sua presença entre nós é real, em expressões diversas, na sua Palavra, no Sacramento da Ceia, no seu povo reunido em assembleia, no pobre e no sofredor e de tantas maneiras mais. Ele está presente. Ele está conosco. Foi esta a grande tarefa de João Batista: revelar Jesus que já estava presente.

No meio de vocês, está alguém que vocês não conhecem (Jo 1, 26)


Rezando a palavra

Senhor Jesus,
começou o novo ano. A certeza que enche o nosso coração de esperança é a tua presença entre nós. Pela tua encarnação, caminhaste conosco fisicamente, vivendo a nossa vida humana. E mesmo agora, na glória divina, assentado à direita do Pai, estás conosco. Tu és o Emanuel, estás conosco como prometeste: “Eis que estarei com vocês todos os dias, até a consumação dos séculos”. Assim, começamos a caminhada deste ano novo que acabou de começar com esperança, certos de que contigo enfrentaremos e venceremos tudo o que se opuser à nossa dignidade de filhos de Deus. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

A tarefa de João Batista pode ser a nossa também. Podemos ajudar outras pessoas a descobrir a presença de Jesus em suas vidas. Se você ainda não o faz, hoje, compartilhe a Meditação com outras pessoas.

Comunicando

E começou a contagem regressiva para a celebração dos 12 anos do nosso programa de rádio. O programa Tempo de Paz é veiculado em rede em mais de 200 emissoras de Radio. A Missa de Ação de Graças será no dia 15 de janeiro, às 9 horas da manhã, no Recife, na Basílica do Sagrado Coração de Jesus.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb



Viver o NOVO ANO com os sentimentos e atitudes de Maria.


   1º de janeiro de 2026.   

Dia de Santa Maria, Mãe de Deus

Dia Mundial da Paz

   Evangelho   


Lc 2,16-21

Naquele tempo, 16os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura. 17Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. 18E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. 19Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração. 20Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. 21Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.

   Meditação.   


Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração (Lc 2,19)

Apesar de não ser uma festa religiosa, a passagem de ano desperta em nós muitos sentimentos religiosos. Deus é o senhor do tempo e da eternidade. Ele é o Criador de tudo. E ainda estamos sob o impacto da grande festa do natal. A vinda do Salvador ao mundo, isso sim, é um novo começo para a humanidade. Nesse clima, fechamos hoje a oitava do natal, com a solenidade de Santa Maria Mãe de Deus.

Festejando a maternidade divina de Maria, continuamos de olhos fixos no presépio, contemplando o grande mistério da encarnação do Verbo. Deus realizou a promessa de enviar o Messias. São Paulo, na carta aos Gálatas, explicou: “Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei, a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva”.

Ao tornar-se humano, encarnando-se no seio da Virgem, o Filho, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, não deixou de ser Deus. Ele é, agora, inseparavelmente, homem e Deus. Por isso, reconhecemos a maternidade divina de Maria. Ela é mãe de Jesus, que é verdadeiramente homem e Deus.

No clima do natal, contemplamos, hoje, a Virgem Maria e observamos, com admiração, suas atitudes e seus sentimentos em relação a esse mistério que estamos celebrando, a encarnação e nascimento de Jesus. O evangelho de hoje nos leva a Belém, junto com os pastores. De fato, natal é Belém. Se esse tempo de festas não nos leva à manjedoura da Gruta de Belém, podemos estar celebrando o natal de qualquer um, menos o de Jesus.

Contemplemos a mãe de Deus nessa cena de Belém. Aprendamos com ela a acolher e admirar esse mistério da encarnação do Filho de Deus. Três atitudes suas nos chamam a atenção, hoje.

Primeira atitude. A atitude de testemunha de Jesus. Os pastores a encontram ao lado da manjedoura, junto com seu esposo José. É ali que, mesmo sem muitas palavras, ela está nos falando da obra de Deus que enviou o seu Filho ao mundo, por meio dela. É nela que o Verbo se fez carne. Ela é a testemunha da humanidade de Jesus. Ele é de nossa raça humana, por meio dela. Um Jesus sem Maria não é o Jesus do evangelho. No nascimento, na infância, no ministério público, na cruz... Maria está sempre presente. Ela é a testemunha da humanidade do Senhor.

Segunda atitudeA atitude de contemplação da obra de Deus. Quantas experiências de fé a jovem mãe já coleciona! A anunciação do anjo, a visita à Isabel, os acontecimentos de Belém... e tudo isso ela guarda e medita no coração. Medita para compreender a vontade de Deus. Medita para admirar a obra de Deus. Tem um coração contemplativo, orante, uma caixa de ressonância da obra de Deus. Um natal sem oração, sem meditação da palavra de Deus não é o de Belém. Não é o de Maria.

Terceira atitude. A atitude de educadora do enviado de Deus. Apesar dos sinais maravilhosos de Deus, Maria e seu esposo José prosseguem sua vida, com grande simplicidade. Oito dias depois do parto, circuncidam o menino, como mandava a lei de Israel. Dão-lhe o nome que o anjo indicou: Jesus. Assim, vão integrando sua criança na herança do povo que vivia em aliança com Deus. A encarnação é também a inserção da criança naquela cultura, na fé dos patriarcas. Assim, o filho de Deus será também o filho de Davi. Natal sem memória não é o natal de Jesus. Natal sem a palavra de Deus não é o natal de Maria.




Guardando a mensagem

A solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, neste primeiro dia do ano, nos dá a oportunidade de ingressar no novo ano com os sentimentos e atitudes da Mãe do Salvador. Como ela, renovemos nosso compromisso de ser testemunhas do Senhor, onde estivermos, todos os dias deste ano. Cabe-nos, igualmente, uma atitude de contemplação da obra do Pai que enviou o seu Filho para nossa salvação. É o nosso compromisso com o conhecimento da Palavra de Deus e do seu sentido para nossa vida. A Santa Mãe também nos inspira na arte de sermos bons educadores da nova geração de filhos de Deus. As crianças e adolescentes de hoje dependem do nosso testemunho e de nossa mediação educativa para conhecerem, amarem e seguirem Jesus, o filho de Deus e de Maria.

Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração (Lc 2,19)

Rezando a palavra

ORAÇÃO PARA O ANO NOVO:

Deus e Senhor nosso,
Senhor do tempo e da eternidade, 
a ti, toda honra e toda glória,agora e para sempre.
Nós te consagramos, Senhor, todos os dias deste novo ano, colocando sob tua proteção todos os nossos passos, propósitos, projetos e sonhos.
Derrama agora, Pai Santo, 
tuas bênçãos de saúde, paz e sabedoria
sobre nós, nossas famílias e todos os que nós amamos.
Que este novo ano, com a tua graça, seja de paz,
de crescimento na fé e de prosperidade
para todos nós, teus filhos e filhas.
Que em nossa vida, em todos os dias do novo ano,
brilhe a luz do teu filho Jesus, nosso Salvador,
Iluminando nossos caminhos
e nos conduzindo no teu amor.
A Virgem Maria, mãe de Deus e nossa, nos sustente 
com seu exemplo e sua intercessão. Amém. 

Vivendo a palavra

Neste Dia Mundial da Paz, dirija uma prece especial à santa mãe do Príncipe da Paz, em favor da paz no mundo. 

Com minhas preces, receba votos de um Feliz Ano Novo, com paz, saúde e prosperidade.

Até amanhã, se Deus quiser. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Obrigado, Senhor, pelo ano novo que está chegando!



Quarta-feira

  31 de dezembro de 2025. 

Sétimo dia da Oitava do Natal

Dia de São Silvestre

  Evangelho. 


Jo 1,1-18

1No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. 2No princípio, estava ela com Deus. 3Tudo foi feito por ela e sem ela nada se fez de tudo que foi feito. 4Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la.
6Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. 7Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz: 9daquele que era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano.
10A Palavra estava no mundo – e o mundo foi feito por meio dela – mas o mundo não quis conhecê-la. 11Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram. 12Mas, a todos os que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus, isto é, aos que acreditam em seu nome, 13pois estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo.
14E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho unigênito, cheio de graça e de verdade. 15Dele, João dá testemunho, clamando: “Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim passou à minha frente, porque ele existia antes de mim”. 16De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. 17Pois por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo. 18A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer.

  Evangelho. 


E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como filho unigênito, cheio de graça e de verdade (Jo 1, 14)

Véspera de ano novo. Um dia de muitas tarefas e contatos. Uma noite longa, de muitas expectativas, a noite da virada de ano. 

E eu vou aproveitar para lhe agradecer a acolhida diária da Meditação da Palavra, pedindo ao Senhor que, no novo ano, você continue a caminhar sob a luz de Cristo e sua Palavra. Quero também louvar a Deus pelo zelo com que você recebe e compartilha com outras pessoas a sua preciosa palavra de Salvação.

Vamos meditar a palavra de hoje na abertura do evangelho de São João. O prólogo, essa abertura solene do seu evangelho, começa com as mesmas palavras do início da Bíblia: “No princípio, era a Palavra”. A Bíblia, no livro do Gênesis, começa assim: “No princípio, Deus criou o céu e a terra”. Ao escrever assim, o evangelista está nos dizendo que, com Jesus, está começando um novo tempo. A criação, obra perfeita de Deus, teve seu ponto alto na criação do homem e da mulher. Mas, veio o pecado que desfigurou essa obra divina. Agora, chegou Jesus para levar à perfeição a obra do Criador. Ele veio nos reconciliar. A obra da redenção será a coroação da obra criadora do Pai.

Então, essa é a boa notícia, por excelência, na história da humanidade. Com Jesus, a história se acerta, é um novo começo. Essa boa notícia, que enche nossa história de esperança, já ressoou no natal. Deus mesmo veio morar com a gente. E em que isso faz a diferença? É que se há um ideal a ser seguido, ele não está mais nas nuvens, no além, nos livros, nas promessas. O ideal de humanidade ética, solidária, espiritualizada não é apenas um projeto. É uma pessoa. Os ideais de bondade, comunhão, fraternidade, justiça, verdade podem ser vistos, tocados na vida e na experiência de uma pessoa humana: Jesus de Nazaré, Deus e Homem a um só tempo. O verbo eterno que estava desde sempre ao lado do Pai entrou na história humana, solidário com todo ser humano, particularmente com o mais sofrido e desprezado.
Foi o que São João escreveu na abertura do seu evangelho: “E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho unigênito, cheio de graça e de verdade”. Jesus é essa verdade maravilhosa de Deus ao nosso alcance, Deus que veio a nós. O inefável que se deixou tocar. Essa é a boa notícia do natal jorrando luz para iluminar essa passagem de ano, o ano novo e toda a nossa história.




 
Guardando a mensagem

A novidade que revolucionou a história é a presença de Jesus entre nós. Deus se fez humano, entrou em nossa história. Agora, temos um modelo, um guia, um caminho para seguir. A certa altura de sua vida humana, Jesus disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida". Agora, podemos saber como é que um filho de Deus nessa terra pode manter-se em comunhão com o Pai e com os seus irmãos, ser-lhes fiel, encontrar realização e felicidade em sintonia com a vontade divina. “Vem e segue-me”. É assim que ele continua nos convidando a viver como ele, a tê-lo como regra de vida, a imitá-lo em sua vida humana de filho de Deus. Por sua obra redentora, ele nos reconcilia com Deus e nos põe em comunhão uns com os outros. Nele, realmente tudo pode ser novo, até esse ano velho.

E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como filho unigênito, cheio de graça e de verdade (Jo 1, 14)

Rezando a palavra

ORAÇÃO PARA A PASSAGEM DO ANO:


Deus e Senhor nosso,Senhor do tempo e da eternidade, a ti, toda honra e toda glória,Agora e para sempre.Nós te consagramos, Senhor, todos os dias deste novo ano,colocando sob tua proteção todos os nossos passos, propósitos, projetos e sonhos.Derrama agora, Pai Santo, tuas bênçãos de saúde, paz e sabedoria 
sobre nós, nossas famílias e todos os que amamos.Que este novo ano, com a tua graça, seja de paz, 
de crescimento na fé e de prosperidade 
para todos nós, teus filhos e filhas.
Que em nossa vida, em todos os dias do novo ano,
brilhe a luz do teu filho Jesus, nosso Salvador,
Iluminando nossos caminhos 
e nos conduzindo no teu amor.
A Virgem Maria, nossa mãe, 
diga conosco: Amém.

Vivendo a palavra

Durante este último dia do ano, reserve um tempinho para sua oração pessoal. Agradeça por todas as realizações deste ano, reconhecendo a mão de Deus em tudo na sua vida.

Outra sugestão é a oração da passagem de ano, que acabamos de rezar. Eu a estou enviando, à parte, para você voltar a rezá-la depois da meia noite ou no dia de ano. E compartilhá-la com os seus contatos. Você pode encontrá-la também em nossas redes sociais.

Comunicando

Com quem você vai estar na entrada de ano novo? Bom, eu vou conduzir um Momento de Oração, na Rádio Amanhecer, hoje, a partir das onze da noite até a virada, rezando por um ano novo de paz. Quem sabe você não gostaria dessa companhia...

A Rádio Amanhecer está no seu celular. É só ir à Lojinha de Aplicativos e baixar Rádio Amanhecer. 24 horas de programação religiosa à sua disposição.

Você tem um pedido especial para fazer a Deus, nesta noite de ano? Desejando, deixe o seu pedido especial no formulário que está seguindo no seu celular. 

Feliz Ano Novo!
E até amanhã, se Deus quiser.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb



O que uma idosa de 84 anos tem a dizer.




Terça-feira

   30 de dezembro de 2025.   

Sexto dia da Oitava de Natal


   Evangelho.   


Lc 2,36-40

Naquele tempo, 36havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido.
37Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. 38Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. 40O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele.

   Meditação.   


Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém (Lc 2, 38)


A passagem do evangelho de São Lucas em que aparecem dois profetas idosos – Simeão e Ana – é uma verdadeira surpresa. Há, no início da história de Jesus, uma valorização clara dos idosos, das gerações mais velhas. A passagem de hoje concentra-se, particularmente, em Ana. 

Primeiro, apresenta essa idosa. E depois, diz o que ela fez de tão especial, no dia em que José e Maria levaram seu bebê para apresentá-lo no Templo. Vamos à apresentação de quem era Ana: “Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada. Quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. Depois, ficara viúva e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações”. 

Esta breve biografia de Ana está construída com sete informações. Como numa moldura, estão duas informações sobre seu papel religioso: uma profetisa judia que não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus, com jejuns e orações. Coisa rara se encontrar na Bíblia a figura de uma mulher profetisa. Bom, tem muitas outras, tudo bem. Mas, convenhamos, são raras. E essa - maravilhemo-nos - vivia no Templo, servindo a Deus.

Outras duas informações são sobre sua idade: idosa de oitenta e quatro anos. Um número altamente simbólico. Dividindo oitenta e quatro por dois, resulta 42. 40 anos é o tempo da peregrinação no deserto que precedeu a entrada na terra prometida. Ao se referir ao número 40 ou aproximado, todo membro do povo de Deus estremecia numa só sintonia: a caminhada não fora em vão, já se estava avistando a terra da promessa. É como se dissesse: chegamos ao final de nossa viagem tão sofrida; agora, é a hora da posse dos bens que Deus nos prometeu. Ao dizer que ela estava com oitenta e quatro anos, o leitor da Bíblia fica avisado: depois de ter atravessado o deserto de tantas incertezas e sofrimentos, agora ela vai conhecer a realização das promessas de Deus. 

Duas outras informações são sobre seu estado de vida: quando jovem tinha sido casada e depois ficara viúva. Casamento é um tema frequente também no Novo Testamento. O evangelho de São João começa com o casamento de Caná. A imagem do casamento remete ao tema da Aliança. Deus fez uma aliança com Israel, do jeito de um casamento. A informação foi que quando jovem, tinha sido casada – claro, Israel celebrou seu casamento com Deus, bem nos inícios. Mas, depois ficara viúva. Verdade, a aliança foi enfraquecida e esquecida pela infidelidade de Israel. É bom lembrar que a missão de Jesus seria restaurar esses laços, reconstruir o casamento, celebrar uma nova e eterna aliança de Deus com o seu povo. 

A sétima informação é como a cereja no bolo: ela vivera sete anos com o marido. O que é que o leitor da Bíblia entende com essa informação? Vamos testar: que viveu bem ou viveu mal?... Claro, viveu bem. Sete é número perfeito. Ela foi muito feliz com seu esposo, viveu intensamente feliz aquele tempo. E o que houve? Ficou viúva, ficou sem marido. A infidelidade à aliança afastou Israel do seu Deus, do seu marido. Foi assim que Jesus encontrou o seu povo: ovelhas sem pastor, bodas sem vinho, casamento sem os convidados, viúvas sem marido. A infidelidade à aliança afastou Israel do seu Deus, do seu esposo.




Guardando a mensagem

Ana, a idosa profetisa viúva pode estar representando o próprio povo de Deus. A aliança com Deus, o seu casamento feliz, se perdeu por causa de sua infidelidade. Mas, a idade de Ana, 84 anos, sugere que depois de uma longa peregrinação no deserto, chegara a hora de ingressar na terra prometida.  Chegara a hora da realização das promessas de Deus. E Deus tinha prometido um Salvador, alguém que restauraria definitivamente a aliança. O próprio texto nos ajuda a entender essa novidade: “Ana chegou nesse momento e põe-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém”. Como Simeão, ela também reconheceu, naquela criança, a realização das promessas de Deus, a chegada do prometido. E assim, louvou muito a Deus e saiu evangelizando seu povo, comunicando-lhe essa boa notícia.


Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém (Lc 2, 38)



Vivendo a palavra

Senhor Jesus, 
ficamos felizes de compreender, em tua palavra de hoje, o sentido de tua vinda ao mundo. Em Simeão e Ana, vemos o teu povo abrindo os braços para te acolher. Ele, reconhecendo que Deus tinha te enviado como Luz para as Nações. Ela, reconhecendo que Deus te enviou para restaurar a aliança. És o salvador prometido a Israel, teu povo. És o salvador deste mundo que se afastou de Deus e nem mais o conhece e ama. Vieste para nos reconciliar com o nosso Criador e Pai, para nos reintegrar em nosso lugar de filhos amados, exilados daí pelo pecado. Obrigado, Senhor. Que este tempo de natal nos ajude a compreender o sentido de tua vinda. E a te acolher de todo coração. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

Para você entender melhor a explicação de hoje, peço que , além de ouvir, você l-e-i-a esta Meditação, atentamente. Quando lhe envio a meditação, sempre faço uma pequena apresentação indicando o link para o texto. É só você clicar no link e já estará em meu blog www.padrejoaocarlos.com. É lá que está o texto. Bom proveito. 

Comunicando

Com quem você vai estar na entrada de ano novo? Bom, eu vou conduzir um Momento de Oração, na Rádio Amanhecer, amanhã, a partir das onze da noite até a virada, rezando por um ano novo de paz. Quem sabe você não gostaria dessa companhia...

A Rádio Amanhecer está no seu celular. É só ir à Lojinha de Aplicativos e baixar Rádio Amanhecer. 24 horas de programação religiosa.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb




O que José e Maria foram fazer no Templo?


Segunda-feira

   29 de dezembro de 2025.   

Quinto-dia na Oitava de Natal


   Evangelho.  


Lc 2,22-35

22Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23Conforme está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. 24Foram também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos – como está ordenado na Lei do Senhor. 25Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, 26e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor.
27Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29 “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30porque meus olhos viram a tua salvação, 31que preparaste diante de todos os povos: 32luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”.
33O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti uma espada te transpassará a alma”.

   Meditação.   


Senhor, meus olhos viram a tua salvação (Lc 2, 30)

Vamos acompanhar, hoje, a família de Jesus, em Jerusalém. Está tudo no evangelho de Lucas. Maria e José, com o filho nos braços, estão chegando ao Templo. O que será que eles vieram fazer?

O livro do Levítico (capítulo 12) prescrevia tudo com detalhes. Dando à luz uma criança de sexo masculino, a mulher devia passar um resguardo de 40 dias. Depois desta quarentena, devia ir à Tenda de Reunião da comunidade para purificar-se. A lei do AT era muito rigorosa em relação a tudo que envolvesse sangue: menstruação, parto, morte violenta, etc. Tudo isso tornava a pessoa impura e levava a rituais de purificação com holocaustos e oferendas no Templo. Então, uma das razões da vinda da família de Nazaré ao Templo de Jerusalém é a purificação de Maria.

A vinda ao Templo se explica ainda por uma segunda tradição. São normas codificadas no Livro do Êxodo, capítulo 13. Era um costume que visava manter viva a memória da libertação do Egito, onde Deus puniu os egípcios com a morte dos primogênitos. Assim, todo primogênito era consagrado a Deus. Primogênito é o primeiro filho, de gente ou de animal. Fosse animal – um carneiro, um bezerro, um jumentinho – seria sacrificado a Deus, como oferenda. Fosse gente, o primogênito seria resgatado, isso é, em lugar dele os pais ofereciam um carneirinho ou pássaros. E é isso que vieram fazer em Jerusalém: a purificação da mãe e o resgate do filho primogênito.

Observando esse jovem casal que está chegando ao Templo, com a criança nos braços, ficamos admirados como eles estão profundamente integrados na cultura religiosa do seu povo, como são cumpridores das regras da lei judaica. Por esses ritos, a sua gente reconhecia a vinda de uma criança ao mundo como uma coisa sagrada. Uma coisa que tinha a ver com Deus. E ainda reforçava a sua pertença ao povo da aliança, lembrando o compromisso da consagração do primogênito, como memória da libertação do Egito. Essa peregrinação deles à cidade santa de Jerusalém é uma forma concreta de reconhecer Deus como senhor da história e fonte da vida.

O certo é que em Jerusalém, José e Maria reconhecem sinais de Deus que os confirmam na missão que assumiram, desde a anunciação do anjo. Um homem idoso muito santo, de nome Simeão, vem também ao Templo e toma o menino Jesus nos braços. E reza com todo o coração e cheio do Espírito Santo: "Agora, Soberano Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra, porque os meus olhos viram tua salvação, que preparastes em face de todos os povos, luz para iluminar as nações e glória de teu povo, Israel".





Guardando a palavra

Maria e José estão no Templo de Jerusalém. E eles vieram fazer duas coisas muito importantes: a purificação da mãe e o resgate do filho primogênito. Como judeus piedosos, eles estão cumprindo a Lei de Moisés, com muito zelo. No Templo, têm uma surpresa. Um ancião venerável, Simeão, pede para segurar um pouco o menino e faz um impressionante louvor a Deus. Ele reconhece Jesus, como a luz que Deus mandou para iluminar o povo do mundo. E diz a Maria que uma espada irá transpassar o seu coração de mãe. De verdade, o Senhor Jesus, com a sua graça e com sua Palavra, enche nossa vida de luz. E, nós iluminados por ele, somos chamados a difundir a sua luz ao nosso redor: em casa, na vizinhança, no nosso local de trabalho, na sociedade toda.

Senhor, meus olhos viram a tua salvação (Lc 2, 30)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
quando eras uma criancinha e foste levado ao Templo para a consagração dos primogênitos, o profeta Simeão te tomou nos braços e disse que tu eras a luz para iluminar as nações do mundo. Tu mesmo admitiste na presença dos teus discípulos: ‘Eu sou a luz do mundo, quem me segue não anda nas trevas’. Uma vez iluminados com a tua luz, chamaste a nossa atenção para sermos também iluminadores dos outros. Hoje, te pedimos, Senhor, que a tua luz não se apague em nossos corações e em nossa vida. E que essa luz que vem de tua Palavra, de tua presença através da Igreja e na Eucaristia seja a luz que nós refletimos para os que conosco convivem ou conosco se encontram. Seja o bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Quando nos batizamos, fomos iluminados por Cristo. A Igreja nos deu uma vela acesa para nos lembrarmos: ‘Jesus te iluminou. Com ele, serás uma luz para os outros’. O que você poderia fazer, hoje, para mergulhar mais ainda nessa verdade: ‘Jesus me iluminou. Com sua luz, ilumino os outros’? Posso oferecer-lhe algumas sugestões. Escolha uma. Acenda uma vela (pode ser uma vela virtual). Poste uma foto do seu batizado ou do batizado do seu afilhado ou afilhada. Ilumine o seu presépio de maneira especial. Leia o evangelho de hoje. Compartilhe esta meditação. Ou invente outra coisa. Tudo para reforçar sua adesão a Cristo, a luz que Deus mandou para iluminar o mundo.

Comunicando

Finalizando nossa Campanha de Final de Ano, nós da Associação Missionária Amanhecer (AMA) estamos agradecendo sua doação. Aliás, mais do que uma doação, foi um voto de confiança e apoio ao nosso serviço de evangelização. Para quem ainda não participou da Campanha, uma explicação. Além de nos ajudar com as despesas típicas de final de ano, a campanha visa os primeiros passos de uma Rádio FM. Lembro a chave Pix: 81 99964-4899. Para facilitar a identificação da doação para esta campanha, pedimos que ele termine em 6, nos apontando o ano de 2026, quando nossa AMA festeja 30 anos.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

O Domingo da Sagrada Familia




 Domingo 

  28 de dezembro de 2025  

Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José


  Evangelho  


Mt 2,13-15.19-23

13Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: “Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! Porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo”.
14José levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito.
15Ali ficou até a morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Do Egito chamei o meu Filho”.
19Quando Herodes morreu, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, 20e lhe disse: “Levanta-te, pega o menino e sua mãe, e volta para a terra de Israel; pois aqueles que procuravam matar o menino já estão mortos”.
21José levantou-se, pegou o menino e sua mãe, e entrou na terra de Israel. 22Mas, quando soube que Arquelau reinava na Judeia, no lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá. Por isso, depois de receber um aviso em sonho, José retirou-se para a região da Galileia, 23e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelos profetas: “Ele será chamado Nazareno”.


  Meditação  

José levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito (Mt 2, 14)

Dentro da oitava do natal, celebramos, hoje, a Festa da Sagrada Família, a família de Jesus, Maria e José. Celebrando a família de Nazaré, celebramos a nossa própria família, que é também sagrada, berço da fé, igreja doméstica.
Abramos o coração para acolher as lições da Palavra de Deus para nossa vida em família e para iniciarmos bem o ano novo que se aproxima. Ao menos três lições, podemos recolher da Palavra de Deus, no dia de hoje. 

Vamos à primeira lição. Colhamos o primeiro ensinamento no Evangelho de São Mateus. Na história do nascimento de Jesus, houve este fato triste: Herodes mandou matar as criancinhas de Belém e arredores de até dois anos de vida. Muitos pais se sentem como José e Maria, nos dias de hoje, porque parece pesar uma ameaça de morte contra sua criança. São muitas as ameaças contra a vida da criança e o seu crescimento sadio: a tentação do aborto, o alcoolismo, o desemprego, o ambiente insalubre de moradia, as brigas dentro de casa, a falta de atendimento médico adequado... Mas, os pais não estão sozinhos. No evangelho de hoje, o anjo do Senhor orienta José a fugir com a família. Avisa do mal que está para acontecer. E dirá a hora certa de voltar. É uma grande lição. Os pais não estão sozinhos na luta pelo bem dos seus filhos. Deus está com eles. Deus é o nosso protetor. Com a orientação de Deus, é preciso “fugir”, isto é, não se acomodar à situação, mas buscar uma saída, "ir para o Egito". Para o Egito, migraram Jacó e seus filhos, no início do povo de Deus, durante uma grande fome em Canaã. ... “Fugir” pode ser mudar de profissão, mudar de endereço, buscar melhorias em outra região. Primeira lição: Nas dificuldades, não se acomodar... e fugir do mal, sob a orientação de Deus.

Vamos à segunda lição. Ela vem do Livro do Eclesiástico e fala da atenção dos filhos aos seus pais. Os filhos devem amor, respeito, obediência aos seus pais. Honrar pai e mãe é o quarto mandamento da Lei de Deus. Particularmente, essa santa obrigação continua quando os pais envelhecem. É preciso cuidar deles, com todo o carinho e paciência. Vivemos numa sociedade que valoriza quem é jovem e produtivo, descartando os idosos. Olha a palavra de hoje, no livro do Eclesiástico (Eclo 3): “Meu filho, ampara o teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto ele vive. Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez, procura ser compreensivo com ele. Não o humilhes em nenhum dos seus dias. A caridade feita a teu pai não será esquecida”Segunda lição: Os filhos devem amor e respeito aos seus pais, sempre, e devem cuidar deles, com o mesmo carinho, quando eles envelhecerem.

Vamos à terceira lição. Ela vem da Carta aos Colossenses e diz respeito à nossa convivência em família. Diz o apóstolo (Cl 3) “Revistam-se de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, suportando-se uns aos outros e perdoando-se mutuamente se um tiver queixa contra o outro”. Olha que belo programa de convivência em família! Somos responsáveis uns pelos outros. São sete atitudes que o apóstolo está recomendando: misericórdia, bondade, humildade, mansidão, paciência, tolerância e perdão. Terceira lição: Começar a caridade cristã em casa.





Guardando a mensagem

O Senhor, hoje, nos brinda com muitos conselhos e recomendações sobre a nossa vida em família. Com a fuga para o Egito, aprendemos que Deus está ao lado da família, sempre e particularmente nas horas difíceis. Nestas horas, ele nos indica que não nos acomodemos. Ele nos assiste na busca de novas soluções, novas possibilidades, novas saídas para superar o mal. Com a tradição da fé, recordamos que os filhos devem amar e respeitar os seus pais, sempre, e cuidar deles com paciência e respeito na sua velhice. E o apóstolo nos recomendou que a caridade cristã comece em casa: misericórdia, humildade, paciência, perdão. Nesse finalzinho de ano, em família e no encontro com os parentes, temos muito a exercitar.

José levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito (Mt 2, 14)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tu que quiseste habitar numa família humana, abençoa os pais, na sua busca de proteção dos seus filhos. Abençoa os filhos, no aprendizado do teu mandamento de honrar pai e mãe com seu amor, seu respeito e sua obediência. Afasta de nossas famílias a desunião, a discórdia, a descrença. Continua, Senhor, nos ensinando a enfrentar o mal com sabedoria e destemor. Que em nossas famílias, brilhe a tua Palavra como luz e o teu evangelho como caminho. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.


Vivendo a palavra

Você certamente tem um parente que precisa muito de sua oração. Hoje, ore especialmente por ele (ou por ela).

Comunicando

Você, associado da AMA, recebeu sua cartinha de final de ano? Recebeu? Se não tiver recebido, com certeza, vai receber nesta semana. Na carta que lhe enviamos, fizemos um balanço do nosso trabalho missionário deste ano de 2025, falamos da campanha para os primeiros passos da Rádio FM e lhe enviamos um presente. Tenho certeza que você vai gostar do presente: a Cartilha do Sócio. Bom, fico aguardando a sua resposta à carta de final de ano de sua associação.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb



São João, apóstolo e evangelista.



   27 de dezembro de 2025   

Sábado da Oitava do Natal

Dia de São João, apóstolo e evangelista


   Evangelho.   

Jo 20,2-8

No primeiro dia da semana, 2Maria Madalena saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. 3Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. 6Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. 8Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu e acreditou.

   Meditação.   


Ele viu e acreditou (Jo 20, 8).

No dia em que celebramos o apóstolo João, lemos o trecho do seu evangelho que fala do túmulo de Jesus. O que tem João com esse tempo do Natal? E o que essa cena do túmulo nos inspira neste final de ano? Um pouco de paciência e a gente chega lá...

O evangelho que São João escreveu é um livro maravilhoso, inspirado pelo Espírito Santo como os outros evangelhos, claro, mas que tem uma contribuição muito original. Mais do que contar episódios da vida de Jesus, ele faz uma leitura do significado de sua missão. O prólogo, por exemplo, que nós lemos no dia de natal, nos diz, de uma maneira poética, que a vinda de Jesus é a realização da promessa que Deus fez, desde o início na criação. Lá, ele prometeu um salvador para a humanidade que se afastou da amizade com o Criador, pelo pecado. O filho, que já existia em Deus, como sua palavra criadora, fez-se carne e habitou entre nós. Jesus é a descendência da mulher que vai esmagar a cabeça da serpente, isto é, que veio vencer o mal, o pecado e a morte. Essa pregação de São João, portanto, tem tudo a ver com o natal do Senhor, meditando sobre o significado de sua encarnação.

Na cena do evangelho de hoje, ele e Pedro foram correndo ao túmulo, onde Jesus fora sepultado. Era a madrugada do domingo. E Madalena viera correndo avisar que tinham roubado o corpo do Senhor. Ele chegou primeiro do que Pedro ao túmulo, claro, corria mais rápido, era mais jovem. Mas, não entrou, esperou Pedro chegar. Nesse gesto, ele está reconhecendo o papel de liderança de Pedro. Ele viu o túmulo vazio, as faixas de linho no chão. As faixas enrolavam todo o corpo do morto. Pedro, entrando no túmulo, viu também o pano que cobria a cabeça do morto dobrado num canto. Os dois entraram... Pedro não sabia o que pensar... Mas, João não teve dúvida: viu e creu. Viu e acreditou: Jesus havia ressuscitado como tinha anunciado.

Nesse primeiro momento, eles não viram Jesus ressuscitado. Madalena imaginou que tinham roubado o corpo. Pedro ficou sem saber o que pensar... Mas, João, diante dos sinais, acreditou: Jesus está vivo, ressuscitou. Os sinais estavam ali... João é que captou o significado deles. O túmulo vazio, as faixas de linho no chão, o pano do rosto dobrado num canto... sinais a indicar uma realidade surpreendente: a ressurreição do Senhor, a sua vitória sobre a morte e sobre o pecado e o mal.




Guardando a mensagem

Olha que lição especial o jovem apóstolo João está nos deixando hoje... há tanta crise nesse mundo, tanto sonho sepultado, tantos dramas na vida das pessoas, pode ser até o seu caso... Nessa situação, as lágrimas, a dor podem enuviar, embaçar nossos olhos... e sermos levados a enxergar apenas o fim, a destruição, o túnel sem saída. Madalena e Pedro estavam assim... na sua dor, no seu desalento, não enxergaram o que os sinais estavam indicando. O túmulo vazio, as faixas pelo chão, o pano dobrado num canto estavam indicando uma virada, uma revolução, a vitória de Jesus, a sua ressurreição. João viu aquilo e acreditou. Encheu seu coração de esperança.

Ele viu e acreditou (Jo 20, 8).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
como Pedro e Maria Madalena, muitas vezes ficamos como cegos diante dos sinais de Deus que age em nossa vida e em nossa história. Dá-nos, Senhor, a fé do teu jovem apóstolo João, que viu no túmulo vazio um indício claro de que tu não estavas mais na morte, mas tinhas ressuscitado. A vitória da justiça, da paz, da verdade, da honestidade está sinalizada em pequenos gestos e atitudes do nosso dia-a-dia. Dá-nos, Senhor, olhos para ver que a criança na manjedoura é, na verdade, o rei no seu trono, reinando a partir dos humildes e desprezados, na surpreendente lógica do amor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Lembre de Jesus no presépio, e dirija-lhe, mentalmente, uma breve oração.

Comunicando

O ano vai terminando e já estamos preparando os eventos do mês de janeiro. O primeiro deles é o aniversário do nosso programa no rádio. O Programa Tempo de Paz, transmitido em rede em mais de 200 emissoras, está completando 12 anos. A Missa de Ação de Graças será no dia 15 de janeiro, no Recife, na Basílica do Sagrado Coração de Jesus, às nove da manhã. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

A fidelidade de Estêvão.

  


Sexta-feira 

   26 de dezembro de 2025.   

Oitava do Natal 

Dia do Protomártir Santo Estêvão

  Evangelho.  


Mt 10,17-22

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: 17“Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. 18Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. 19Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. 20Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós. 21O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. 22Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.

   Meditação.   


Quem perseverar até o fim, esse será salvo (Mt 10, 22).

Estamos na oitava do natal. E já celebrando o primeiro mártir cristão: Estêvão, o diácono Estêvão que pregou o nome de Jesus. Ele denunciou aqueles que levaram Jesus à cruz por conivência com o poder e em rejeição à manifestação de Deus no seu filho amado. Mas, o que essa comemoração do mártir Estêvão tem a ver com o Natal do Senhor que estamos celebrando nesta oitava?

A cena do presépio nos parece doce e poética. Na verdade, ali está representada a forma como a humanidade, a começar pelo seu próprio povo, tratou Jesus. E o tratamento que ele recebeu no seu nascimento foi de exclusão. Nasceu na estrebaria dos animais porque não havia lugar para ele nas casas de família e na hospedaria. Não acolheram o casal em dificuldade, chegando de uma longa viagem, a mulher em dores de parto, uma criancinha por nascer... Na falta de espaço em suas casas, ou melhor, de prioridade dos humildes em suas vidas, alguém lhes indicou a gruta dos animais. Está certo que a criança e seus pais tiveram a atenção dos pastores naquela noite. Mas, os pastores encontraram a criança e seus pais na maior pobreza. E não foi só isso... com a visita dos Magos do Oriente, José foi avisado que o rei Herodes procurava a criança para eliminá-la. E lá se vai a sagrada família, frente à iminente perseguição dos soldados do rei, migrando penosamente para as bandas do Egito. Exclusão e perseguição são as marcas da vida de Jesus, desde o início.

Jesus tinha avisado aos seus discípulos que eles seriam perseguidos. No evangelho de hoje, estão muitas de suas palavras sobre isso: “Levarão vocês presos para comparecerem diante de autoridades. Serão denunciados aos tribunais, açoitados nas sinagogas. Mas, não se intimidem, nem se desesperem. O Espírito Santo vai fazer a defesa de vocês. Ele falará em nome de vocês. Vejam que a perseguição pode sair até de dentro de sua própria casa. Vocês serão odiados. Mas, quem ficar perseverante até o fim, esse vencerá”. Foi o que Jesus falou.

As primeiras gerações de cristãos logo conheceram o sentido dessas palavras de Jesus. Estêvão era um dos sete diáconos escolhidos pelos apóstolos. A primeira proposta era organizar a distribuição de alimentos para as viúvas e para os pobres. Mas, os diáconos foram especialmente pregadores da Palavra de Deus. Continuaram a pregação de Jesus. Enquanto Estêvão estava só organizando a distribuição das feiras e outras ajudas às famílias pobres, todo mundo gostava. Quando começou a anunciar Jesus e denunciar os motivos de sua morte na cruz, aí começaram a persegui-lo. Estêvão é só um exemplo dos cristãos que continuam hoje a ser perseguidos por causa de sua fé, aliás, um bom exemplo, pois, enquanto estava sendo apedrejado, perdoou os seus algozes e entregou o seu espírito a Deus, imitando o próprio Jesus.





Guardando a mensagem

Estamos na oitava do Natal. No natal de Jesus, apesar do clima de poesia com que hoje o revestimos, vemos nele os sinais da exclusão e da violência. Foi assim desde o começo até à sua morte. Hoje, festejamos o primeiro mártir seguidor de Cristo, Estêvão. Ele foi perseguido e apedrejado por causa de sua fé e de sua pregação sobre o Senhor Jesus. Como seguidor de Jesus (ou sua seguidora), você também pode sofrer incompreensão, discriminação e até perseguição. Nessas condições, muita gente desiste, se acovarda, dissimula ou adoça o seu discurso. O que aprendemos no presépio e, hoje com Estêvão, é a fidelidade até o fim.

Quem perseverar até o fim, esse será salvo (Mt 10, 22).

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
nós te agradecemos por tua encarnação. Tu, o salvador enviado pelo Pai, nos surpreendeste nascendo entre os pobres, em completa solidariedade com os excluídos e sofredores deste mundo. Assim, nos indicaste o caminho que devemos percorrer nesta vida e o caminho que tu és como nosso Mestre e Senhor. Nós te bendizemos pelos irmãos e irmãs que enfrentam com fidelidade e destemor os sofrimentos e perseguições por causa de sua fé. Nós te bendizemos por Estêvão, o mártir celebrado hoje. E, por sua intercessão, pedimos a bênção para todos os diáconos da Igreja e suas famílias. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Reze, hoje, pelas pessoas que estão passando dificuldades e sofrendo por causa de sua fé em Cristo.

Comunicando

Uma palavra de gratidão às emissoras e aos ouvintes que acompanharam o ESPECIAL DE NATAL, o DVD "Quando dezembro chegar" gravado no Recife. No Rádio, tivemos transmissão em mais de 200 emissoras. Na TV, tivemos veiculação por Rede Vida, Canção Nova, Rede Século 21. E ainda: TV Imaculada, TV Nova Nordeste e TV Nazaré. A TV Pai Eterno transmitiu um show que gravamos na própria emissora. A partir de hoje, você já pode ver esse show no Youtube, Canal Padre João Carlos. Pelo Whatsapp, é só seguir o link enviado.

Deus abençoe o seu Natal!

Pe. João Carlos Ribeiro, SDB

Feliz Natal, Jesus!


  Quinta-feira  

   25 de dezembro de 2025.   

Solenidade do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo


   Evangelho.  


Jo 1,1-18

1No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. 2No princípio estava ela com Deus. 3Tudo foi feito por ela, e sem ela nada se fez de tudo que foi feito.
4Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. 6Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. 7Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz: 9daquele que era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano.
10A Palavra estava no mundo — e o mundo foi feito por meio dela — mas o mundo não quis conhecê-la. 11Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram.
12Mas, a todos que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus, isto é, aos que acreditam em seu nome, 13pois estes não nasceram do sangue nem da vontade da carne nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo.
14E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho unigênito, cheio de graça e de verdade. 15Dele, João dá testemunho, clamando: “Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim passou à minha frente, porque ele existia antes de mim”. 16De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. 17Pois por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo. 18A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer.

   Meditação.   


E a Palavra se fez carne e habitou entre nós (Jo 1, 14)

Feliz Natal!

Há pouco mais de dois mil anos, a história da humanidade foi marcada por um evento absolutamente revolucionário. Deus mesmo veio morar com a gente. É esta a boa notícia que impactou a aventura humana na terra. Deus mesmo veio morar com a gente.

E em que isso faz a diferença? É que se há um ideal a ser seguido, ele não está mais nas nuvens, no além, nos livros, nas promessas. O ideal de humanidade ética, solidária, espiritualizada não é apenas um projeto. É uma pessoa. Os ideais de bondade, comunhão, fraternidade, justiça, verdade podem ser vistos, tocados na vida e na experiência de uma pessoa humana: Jesus de Nazaré, Deus e Homem a um só tempo. O verbo eterno que estava desde sempre ao lado do Pai entrou na história humana, solidário com todo ser humano, particularmente com o mais sofrido e desprezado.

E isso faz toda a diferença. No evangelho de hoje, lido em São João, está escrito: “E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho unigênito, cheio de graça e de verdade”. Jesus é essa verdade maravilhosa de Deus ao nosso alcance, Deus que veio a nós; o inefável que se deixou tocar. Isso é o natal. Dom Antônio Lustosa, bispo santo e sábio, salesiano, a caminho dos altares, escreveu assim, sobre o natal:

Vamos em espírito até Belém
contemplar a maior maravilha de todos os séculos:
O Verbo feito carne.
Deus em forma humana no meio dos homens.
O ser Infinito reduzido às dimensões de uma criancinha.
A Onipotência que nada pode fazer.
A Sabedoria que só sabe chorar.
O Rei dos Reis em uma manjedoura a servir-lhe de berço.
Quem tudo fez no mais completo desconforto.
O Altíssimo no maior abatimento.
É tudo mistério de amor.

O prólogo, essa abertura do evangelho de São João que estamos lendo hoje, começa com as mesmas palavras do início da Bíblia: “No princípio, era a Palavra”. A Bíblia, no livro do Gênesis, começa assim: “No princípio, Deus criou o céu e a terra”. Então, está nos dizendo o apóstolo João em seu evangelho, com Jesus está começando um novo tempo. A criação, obra perfeita de Deus, teve seu ponto alto na criação do homem e da mulher. Mas, veio o pecado que desfigurou essa obra divina. Agora, chegou Jesus para levar a obra do Criador à perfeição.




Guardando a mensagem

A novidade que revolucionou a história é a presença de Jesus entre nós. Deus se fez humano, entrou em nossa história. Agora, temos um modelo, um guia, um caminho para seguir. A certa altura de sua vida humana, Jesus disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida". Podemos segui-lo, crer nele, experimentar a vida eterna que ele nos comunica porque ele é de nossa raça humana, anda pelos nossos caminhos, sente as nossas dores, atravessa o nosso mesmo vale de lágrimas. Agora, podemos saber como é que um filho de Deus nessa terra pode manter-se em comunhão com o Pai e com os seus irmãos, ser-lhes fiel, encontrar realização e felicidade em sintonia com a vontade divina. “Vem e segue-me”. É assim que ele continua nos convidando a viver como ele, a tê-lo como regra de vida, a imitá-lo em sua vida humana de filho de Deus.

E a Palavra se fez carne e habitou entre nós (Jo 1, 14)
 
Rezando a palavra

Senhor Jesus,
neste natal nos encontramos como família ao redor de tua manjedoura. Ao lado de Maria, de José e de toda a criação representada pelos animais, nós te contemplamos em tua encarnação. Viemos, como os pastores de Belém, te visitar. Queremos, Senhor, que este natal nos anime a viver na fé e na esperança do teu evangelho. Com certeza, este é o maior presente que podemos te oferecer: renovar hoje nossa adesão a ti, ao teu evangelho e à tua Igreja. Derrama, Senhor, tuas santas bênçãos sobre cada um de nós e ajuda-nos a ser famílias segundo o modelo de tua santa família. Cuida, Senhor, de todos nós. Amém.

Receba, agora, a bênção do natal.

Incline sua cabeça e responda ‘amém’, no final das três orações.

O Deus de infinita bondade que, pela encarnação de seu filho, expulsou as trevas do mundo e, com seu glorioso nascimento transfigurou este dia, expulse do teu coração as trevas dos vícios e te transfigure com a luz das virtudes. Amém.

Aquele que anunciou aos pastores, pelo anjo, a grande alegria do nascimento do salvador derrame em teu coração a sua alegria e te torne testemunha do evangelho. Amém.

Aquele que pela encarnação do seu filho, uniu a terra ao céu, te conceda sua paz e seu amor e te faça membro comprometido com a missão de sua Igreja. Amém.

Vivendo a palavra

Dias atrás, eu convidei você a se preparar para dar um presente ao menino Jesus, no seu nascimento. Jesus vem a nós hoje (e todo dia) nos mais sofridos e nos mais pobres. Uma cesta básica, um almoço bem embalado, uma roupinha nova, um trocado generoso... veja o que pode dar. Neste natal, dê um presente ao menino Jesus.

Comunicando

Caso você não tenha acompanhado o ESPECIAL DE NATAL COM PADRE JOÃO CARLOS na Rede Vida, ontem à noite, tem hoje uma nova oportunidade. O Especial será exibido pela TV Canção Nova às nove da noite de hoje. 

Pra você e sua família, um santo e abençoado Natal!

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

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