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20200109

ELE NÃO FALTAVA À CELEBRAÇÃO SEMANAL

Conforme seu costume, Jesus entrou na sinagoga, no sábado, e levantou-se para fazer a leitura (Lc 4, 16)
09 de janeiro de 2020
O evangelho dá notícia que Jesus ensinava nas sinagogas da Galileia e era muito elogiado pelo povo. A Galileia é a região onde estava o povoado de Nazaré, onde morava sua família, onde ele tinha se criado. E é na Sinagoga de Nazaré que ele está, no evangelho de hoje.
Temos, neste evangelho, uma cena de uma celebração matinal na sinagoga de Nazaré. Jesus está presente, faz a leitura e está pregando. O livro santo é um rolo do profeta Isaías. E Jesus encontra e lê uma passagem que se refere à sua missão. A primeira reação das pessoas é de admiração pelas palavras de Jesus. Depois, a atitude da comunidade foi de rejeição, infelizmente.
Bom, está escrito que “conforme seu costume, Jesus entrou na Sinagoga, no sábado, e levantou-se para fazer a leitura”. Prestemos atenção a essa observação: “conforme seu costume”. Era, então, uma prática habitual sua, um costume, ir à sinagoga aos sábados, participar da celebração. Vindo a esse mundo, nascendo no seio do povo judeu, o nosso Jesus aprendeu com os seus pais e sua família a participar com assiduidade do ritmo religioso do seu povo. Só havia um Templo, para oferecimento de sacrifícios e esse era em Jerusalém. Para lá os fieis se dirigiam em peregrinação em três festas durante o ano, sobretudo na festa da páscoa. Nas cidades e povoados maiores, havia as sinagogas, casas de culto onde os judeus se reuniam, sobretudo para ouvir os textos sagrados, cantarem hinos e fazerem suas orações. Como você sabe, o dia santo do povo judeu é o sábado, como recordação da criação do mundo, o dia em que Deus contemplou sua obra e viu que tudo estava bem feito.
E eu estou chamando a atenção de vocês para essa observação do evangelista: “Conforme seu costume, Jesus entrou na sinagoga, no sábado, e levantou-se para fazer a leitura”. Vemos um jovem comprometido com a sua comunidade de fé, fiel às tradições religiosas do seu povo. E, mesmo sendo o filho de Deus, está integrado numa prática religiosa concreta, valorizando e participando das celebrações de sua comunidade. Claro, nós não somos judeus, embora conservemos os seus livros sagrados do Antigo Testamento. Nós cristãos, guardamos o domingo, por causa da ressurreição de Jesus que foi nesse dia, mas conservamos o mesmo ritmo de celebrações semanais em nossas igrejas.
Guardando a mensagem
Nós seguidores de Jesus estamos sempre aprendendo com ele sobre como nos conduzir nessa vida, como agradar a Deus, como viver em fraternidade com os nossos semelhantes.  O bom seguidor de Jesus o imita também na fidelidade com que ele participava na celebração semanal de sua comunidade, na sinagoga de Nazaré. À sua imitação, procuramos ser fieis à celebração dominical. Nessa sagrada reunião semanal, ouvimos a Palavra de Deus e celebramos a Ceia do Senhor. Isso tem que ser um hábito na vida de cada um de nós, um compromisso semanal. Sem esse ritmo, nossa vida cristã se alimenta vagamente e ocasionalmente. O resultado é uma vida espiritual fraca, apagada e desligada do ritmo litúrgico da Igreja. Precisamos aprender com Jesus. Ele não faltava, aos sábados, à celebração de sua comunidade. E veja que ele não apenas era um fiel presente, mas um fiel participante. Assumia tarefas na celebração. É o que lemos hoje: ele levantou-se para fazer a leitura bíblica e depois explicou a palavra, como era costume os leigos fazerem isso nas sinagogas. A nossa tem que ser também uma participação ativa: ouvindo, rezando, cantando, oferecendo, comungando.
Conforme seu costume, Jesus entrou na sinagoga, no sábado, e levantou-se para fazer a leitura (Lc 4, 16)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Vendo o modo com que habitualmente frequentavas a sinagoga, no dia santo dos judeus, aprendemos a ter um grande amor pela comunidade e pela igreja que frequentamos. Queremos aprender contigo, Senhor, esse compromisso com a celebração semanal, com a audição da palavra de Deus, com a oração em comunidade. Nossa mãe Igreja tem nos ensinado que é assim que santificamos o dia do Senhor, o dia da tua e nossa ressurreição. Ajuda-nos, Senhor, a vencer a preguiça, a acomodação e sempre dar prioridade ao encontro comunitário dominical acima de qualquer opção de lazer ou de descanso. Ensina-nos, Senhor, a amar a santa palavra de Deus e a respeitar e querer bem aos nossos ministros. Que no Livro da Vida, possa ficar escrito sobre cada um de nós: “Conforme o seu costume, esse filho de Deus (ou essa filha) estava na Igreja todo domingo e participava ativamente, inclusive com tarefas na liturgia”. O teu exemplo e a tua graça, Senhor, nisto nos sustentem. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Bom, hoje ainda é quinta-feira. Mas, você pode ir logo se programando. No final de semana, reserve sempre o melhor horário para a Santa Missa. Para Deus, o seu melhor. Faça como Jesus.
09 de janeiro de 2020
Pe. João Carlos Ribeiro

20180408

TOMÉ E O DOMINGO DA MISERICÓRDIA

Meu Senhor e Meu Deus! (Jo 20, 28)


08 de abril de 2018. 
Hoje é o Domingo da Divina Misericórdia. Deus manifestou sua misericórdia, de maneira especial, na morte e na ressurreição do seu Filho, nos reconciliando por meio dele. Como é o nosso comportamento diante da manifestação da misericórdia de Deus? O evangelho de hoje nos apresenta o exemplo de Tomé. 
Tomé cometeu três erros, penso eu. O primeiro foi o seguinte: Ele faltou à celebração. No domingo da ressurreição, à tardinha, os discípulos estavam reunidos... esta era a hora em que a comunidade se reunia nos primeiros tempos do cristianismo, ao entardecer do domingo. Nessa celebração do domingo de páscoa, o próprio Jesus ressuscitado se apresentou no meio deles. Tomé não estava nesta reunião. Não sei onde andava, mas faltou a esse momento tão importante. Jesus fez a saudação do shalom: A paz esteja com vocês! Mostrou-lhes as mãos e o lado, para eles terem certeza que era ele mesmo, o que fora crucificado. E a comunidade ficou, claro, exultante de alegria. Jesus lhes comunicou o Espírito Santo, soprando sobre eles. E lhes enviou em missão, a mesma missão de reconciliação que ele recebera do Pai. Tomé perdeu esse momento tão importante da vida da comunidade. 
Por falar em faltar à celebração, hoje tem muito Tomé ausentando-se da celebração do domingo. Cada um tem sua desculpa, nem sempre válida. Faltando, acabam perdendo experiências que elevam qualitativamente a vida cristã naquela comunidade. Perdem o encontro com o Senhor ressuscitado que se revela presente no meio de sua Igreja, comunicando-lhe a sua paz, enchendo os seus corações da alegria de Deus e dando-lhe o seu Santo Espírito para confirmar a todos na missão. Se você, Tomé, faltar à celebração, você está perdendo muita coisa e vai ficando de fora da caminhada da graça em sua comunidade. Esse foi o primeiro erro de Tomé: faltou à celebração. 
altar já é uma falta. Agora, duvidar... ah, esse foi o seu segundo erro: Tomé duvidou do testemunho da comunidade. Todo mundo lhe disse o que tinha acontecido. Jesus ressuscitado em pessoa esteve lá, mostrou as marcas de sua crucifixão, soprou sobre eles, os enviou em missão. ‘Não acredito’. Mas, como assim não acredita? ‘Isso é invenção, é fantasia, é conversa de vocês’. Não, Tomé, nós vimos o Senhor. ‘Viram nada! Se eu não vir a marca dos pregos na sua mão e não por a mão no seu lado aberto pela lança, eu não acredito’. ‘Não diga uma coisa dessas, Tomé!’. Duvidou do testemunho da comunidade. 
Quando o cristão se ausenta das celebrações da Igreja, começa a se distanciar da fé. Vai incorporando o espírito do mundo: começa a duvidar, a achar defeito na sua religião, a por sob suspeita os ministros da Igreja e por aí vai. Perde a graça comunicada pelo Ressuscitado em cada celebração e vai perdendo o amor pelo seu Senhor e por sua comunidade. É bom não faltar. Mas, se faltar, tenha cuidado para não se distanciar da Igreja. Não deixe que o individualismo do mundo lhe diga que você se resolve diretamente com Deus. A comunidade é quem tem o testemunho sobre Jesus. Não deixe a dúvida entrar no seu coração. 
O terceiro erro de Tomé mereceu uma boa reprimenda de Jesus. Precisou ver para crer. Ele só acreditou porque viu. No domingo seguinte ao da ressurreição, eles estavam reunidos de novo, à tardinha. Jesus de novo se apresentou no meio deles e fez a saudação de paz. Chamou logo Tomé e o mandou por o dedo nas marcas das chagas de suas mãos e no seu lado. E lhe disse: “Não seja incrédulo, mas fiel”. Tomé, graças a Deus, mostrou-se humilde e cheio de fé. Exclamou: “Meu Senhor e meu Deus”. Estava reconhecendo que Jesus era o Senhor, o servo glorificado. E que ele era Deus, como o Pai. “Meu Senhor e meu Deus”. 
Vamos guardar a mensagem 
Tomé cometeu três erros: Faltou à celebração, duvidou do testemunho da comunidade e precisou ver para crer. Por sorte, teve um acerto de contas misericordioso com Jesus: “Meu Senhor e meu Deus!”. Tomé - é você que falta à celebração, que está deixando o mundo encher o seu coração de dúvidas e suspeitas contra a fé. Você também tem a chance de reencontrar Jesus na comunidade e de nele crer de todo o coração. Que hoje seja o dia de sua experiência pessoal com Cristo! Que hoje seja o seu dia de Tomé que tocou nas chagas do Senhor. 
Meu Senhor e Meu Deus! (Jo 20, 28) 
Vamos rezar a Palavra 
Senhor Jesus, 

Ainda está ressoando a tua palavra dita à comunidade, naquela tarde de domingo: “Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”. Nós realmente não te conhecemos presencialmente, nunca te vimos, mas cremos em ti. Cremos que tu vives e estás conosco. Tens razão, não podemos nos guiar só pela lógica da comprovação, só aceitar o que for cientificamente provado ou querer entender tudo de Deus, como se tudo coubesse em nossa cabeça ou em nossa lógica humana. Só pela fé, podemos encontrar-te, Senhor, acolher a tua Palavra, celebrar a tua Eucaristia. Obrigado, Senhor, pela fé que habita os nossos corações. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém 


Vamos viver a Palavra 
Na sua família, tem alguém como Tomé. Hoje, é o dia de você contar-lhe a história de Tomé. 
Pe. João Carlos Ribeiro – 08.04.2018

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