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26 janeiro 2020

O DOMINGO DA PALAVRA DE DEUS


Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo (Mt 4, 23)

26 de janeiro de 2020

Neste terceiro Domingo do Tempo Comum, estamos celebrando o DOMINGO DA PALAVRA DE DEUS. O evangelho nos conta como Jesus, ao saber da prisão de João Batista, foi morar em Cafarnaum e começou a pregar o Reino de Deus. Os primeiros seguidores eram pescadores e Jesus os convidou a pescarem gente, com ele. O texto do evangelho de hoje termina com um pequeno resumo da atividade de Jesus: ele andava por toda a Galileia, ensinando, pregando, curando.

Podemos, hoje, manter o foco nessa atividade de Jesus: a pregação. Lemos no v. 7: “Daí em diante, Jesus começou a pregar dizendo: Convertam-se, porque o reino dos céus está próximo”. Então, em sua pregação, Jesus convocava à conversão, à mudança de vida, em vista do reino que estava próximo. No v. 23, lemos: “Jesus andava por toda a Galileia, ensinado em suas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo”. Então, pregava o evangelho do reino e, em realização de sua pregação, curava o povo de suas enfermidades. Assim, o reino ficava bem compreendido como intervenção salvadora de Deus.  Na 1a. carta aos Coríntios, Paulo escreveu: “De fato, Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar a boa-nova da salvação, sem me valer dos recursos da oratória para não privar a cruz de Cristo de sua força própria”. Então, é verdade, nas leituras de hoje, podemos ter um foco especial na pregação de Jesus.

Ao que parece, Jesus não pregava apenas repetindo as palavras dos pergaminhos, dos livros santos. Bom, em Nazaré, como certamente em todas as Sinagogas, o vemos partir da leitura dos textos sagrados. Mas, a novidade era a atualização que ele fazia daquelas palavras. Em Nazaré, por exemplo, ele disse: “Hoje se cumpriram as palavras que vocês acabaram de ouvir’’. Essa era a novidade de Jesus. Ele anunciava uma palavra viva, cheia de sentido para a vida dos seus ouvintes. Não era um repetidor dos escritos e da tradição, carregando o povo de obrigações com a Lei, como os fariseus. Nele, aquelas palavras se realizavam. Por ele, as antigas promessas tornavam-se vida. Pela sua pregação, as pessoas compreendiam a Palavra como manifestação do amor misericordioso de Deus. Por isso, se admiravam como ele falava com autoridade, não como os escribas.

O Papa Francisco, que em setembro do ano passado, escreveu uma Carta Apostólica marcando este domingo para a celebração, reflexão e divulgação da Palavra de Deus, chamou a atenção para o fato do Espírito Santo tornar viva e atual a palavra escrita. Escreveu ele: “Para alcançar a finalidade salvífica, a Sagrada Escritura, sob a ação do Espírito Santo, transforma em Palavra de Deus a palavra dos homens escrita à maneira humana. O papel do Espírito Santo na Sagrada Escritura é fundamental. Sem a sua ação, estaria sempre iminente o risco de ficarmos fechados apenas no texto escrito, facilitando uma interpretação fundamentalista, da qual é necessário manter-se longe para não trair o caráter inspirado, dinâmico e espiritual que o texto possui. Como recorda o Apóstolo, «a letra mata, enquanto o Espírito dá a vida» (Carta apostólica do Papa Francisco “Aperuit illis”, sobre o Domingo da Palavra de Deus).

Guardando a mensagem

Estamos no Domingo da Palavra de Deus. Jesus, ao iniciar sua missão, começou a pregar a conversão, em vista do reino que estava chegando. Andava pelas sinagogas da Galileia, pregando o evangelho do reino e curando as enfermidades do povo. São Paulo afirmou que Cristo o mandou pregar a boa-nova da salvação. O conteúdo da pregação é o anúncio do reino de Deus que chegou, com Jesus, como reconciliação, vida plena, perdão, salvação. O povo distinguia claramente a pregação de Jesus da pregação dos fariseus. Jesus, com os textos e a tradição da fé do seu povo, comunicava o tempo novo que estava chegando, pela misericórdia de Deus. Os fariseus, repetindo as normas e os mandamentos dos livros ou da tradição, colocavam pesadas cargas nas costas do povo. O Espírito Santo é quem vivifica a Palavra. Ele, que inspirou os autores sagrados, continua inspirando a Igreja e os seus filhos a compreenderem e a acolherem a mensagem divina para as suas vidas. O Espírito Santo continua nos ajudando a acolher a Palavra da Salvação, particularmente na pregação litúrgica e na leitura orante da palavra de Deus (a lectio divina).

Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo (Mt 4, 23)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Estamos felizes por estar celebrando hoje o Domingo da Palavra de Deus. Tu és o Cristo, o ungido pelo Espírito Santo para a missão. Assim, não és apenas um grande pregador da Palavra de Deus, mas tu és a própria Palavra, o Verbo feito carne. Dá-nos, Senhor, o teu Santo Espírito para compreendermos as Escrituras e para te conhecer e amar ainda mais. O Papa Francisco falou pra gente ter mais confiança na ação do Espírito. Ele continua a realizar a sua inspiração quando a Igreja ensina a Sagrada Escritura, quando o Magistério a interpreta de forma autêntica e quando cada um de nós faz dela a sua norma espiritual. Senhor, livra-nos do fundamentalismo, que interpreta tudo ao pé da letra, sem o discernimento do Espírito e da inteligência humana. E não deixes viver indiferentes às tuas abençoadas palavras com que nos conduzes como bom pastor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Ponha a sua Bíblia, hoje, em destaque, na sua casa. Nela, leia o evangelho de hoje: Mateus 4, 12-23.

26 de janeiro de 2020
Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

17 fevereiro 2018

DEPOIS DOS QUARENTA DIAS, UMA NOTÍCIA MARAVILHOSA

MEDITAÇÃO PARA O PRIMEIRO DOMINGO DA QUARESMA, DIA 18 DE FEVEREIRO DE 2018.
Jesus ficou no deserto durante quarenta dias, e aí foi tentado por satanás (Mc 1, 13)
Primeiro domingo da Quaresma, 5º dia deste tempo penitencial que iniciamos na quarta-feira de cinzas. A cada dia, um novo passo no caminho da Páscoa. O foco de hoje está no tema da CONVERSÃO. A conversão é a chave para entrarmos no Reino de Deus.
‘O Reino de Deus está chegando!’ Esta é a boa notícia que Jesus anunciou. O evangelista Marcos fez um resumo do programa pastoral de Jesus. Em quatro curtas frases, ele resume toda a sua pregação. “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!”
O texto do evangelho de hoje é bem pequeno e ainda pode ser dividido em duas partes. A primeira parte em torno do DESERTO. A segunda parte em torno do REINO DE DEUS.
Vamos à primeira parte, que realça o tema DESERTO. Depois do batismo no Rio Jordão, o Espírito Santo levou Jesus para o deserto. E, no deserto, ele ficou quarenta dias e aí foi tentado por satanás. Essas poucas palavras evocam coisas muito importantes na história do povo de Deus. Depois de liberado do Egito, o povo peregrinou longamente pelo deserto, até entrar na posse da terra prometida. Foi uma dura peregrinação de quarenta anos. E houve muitos momentos de tentação, em que o povo caiu, revoltou-se contra Deus e contra Moisés. Jesus, membro do povo eleito, simbolicamente refaz a caminhada do seu povo. Ele está no deserto, por quarenta dias e, aí, diferentemente de Israel, ele vence as tentações.
Vamos à segunda parte, em torno do tema REINO DE DEUS. Vencidos os quarenta anos de peregrinação e purificação pelo deserto, o povo de Deus entrou na posse da terra prometida. A terra prometida não era só o território de Canaã, mas um conjunto de sonhos e promessas que, infelizmente, não se realizaram todos na posse da terra. Vencidos os quarenta dias de purificação, Jesus anuncia que estava na hora de entrar no Reino de Deus. O que foi a terra prometida para o povo antigo, agora podia ser experimentado de maneira mais completa e plena no Reino de Deus.
‘O tempo já se completou’, quer dizer ‘a espera terminou’. São João fala da plenitude dos tempos que tinha chegado. ‘O Reino de Deus está próximo’, isto é, aproximou-se, está perto da gente, está acessível. É a terra prometida que já se avistava. Essa é a boa notícia: Deus está reinando sobre o seu povo. Jesus, com suas atitudes e palavras, manifesta o Reino de Deus presente na história. Precisamos acreditar nessa boa notícia (crer no evangelho). E, diante dessa boa notícia, precisamos nos voltar para Deus (conversão). É assim que devemos receber a boa notícia do Reino (o evangelho): pela fé e pela conversão.
Vamos guardar a mensagem
O movimento de João, no deserto, preparou o povo para acolher o tempo novo que estava chegando com o Messias. Com a sua prisão, Jesus começa publicamente sua missão. E anuncia o tempo novo que estava chegando. Em suas primeiras palavras, está o programa de todo o seu trabalho: ‘O tempo da espera terminou. O Reino de Deus está próximo de vocês. Creiam nessa boa notícia. E voltem-se para Deus, pela conversão do coração’. Conversão é a grande palavra da Quaresma. E conversão é crer nessa boa notícia, acertar o passo com Jesus e rever seus compromissos, sua vida à luz do reinado de Deus. A sua quaresma são os quarenta dias de Jesus: oração, jejum, resistência às tentações, acolhida do Reino. No fim dessa jornada, celebramos a Páscoa com Jesus.
Jesus ficou no deserto durante quarenta dias, e aí foi tentado por satanás (Mc 1, 13)
Vamos acolher a mensagem,
Com a Oração da Campanha da Fraternidade deste ano, que versa sobre ‘Fraternidade e Superação da Violência”.


Deus e Pai,
nós vos louvamos pelo vosso infinito amor
e vos agradecemos por ter enviado Jesus,
o Filho amado, nosso irmão.

Ele veio trazer paz e fraternidade à terra
e, cheio de ternura e compaixão,
sempre viveu relações repletas
de perdão e misericórdia.

Derrama sobre nós o Espírito Santo,
para que, com o coração convertido,
acolhamos o projeto de Jesus
e sejamos construtores de uma sociedade
justa e sem violência,
para que, no mundo inteiro, cresça
o vosso Reino de liberdade, verdade e de paz.
Amém!


Vamos viver a palavra
É dia de você pegar sua Bíblia e ler nela a passagem de hoje: Marcos 1, 12-15. Aproveite e sublinhe na sua Bíblia, nessa passagem, as palavras  DESERTO e REINO DE DEUS.  

Pe. João Carlos Ribeiro – 17.02.2018