23 setembro 2011

Os sete pecados capitais

O jornal Correio Braziliense publicou recentemente um interessante artigo que levava esse título: "A educação e as sete virtudes capitais". O autor, Isaac Roitman, integra a secretaria da criança do Distrito Federal. Ele tomou os sete pecados capitais e sugeriu que a educação os transformasse em virtudes capitais, uma boa ideia.
Gula, avareza, inveja, ira, soberba, luxúria e preguiça: são os sete pecados capitais. São dados como capitais, porque originam outros.
A gula consiste em comer além do necessário e a toda a hora. O oposto é a fome, pensa ele. O programa do Betinho e o plano de combate à miséria da Presidência da República são bons exemplos de luta conta a fome. É preciso assegurar o direito ao alimento, sem desperdícios. "O pão de cada dia nos dai hoje", ensinou Jesus em sua oração.
A avareza é colocar o dinheiro acima de tudo e negar-se a partilhar o que tem.  A avareza tem que ser substituída pela partilha, pelo compromisso com a distribuição de renda na sociedade, e o cultivo de um coração solidário. Jesus ensinou que não se pode servir a dois senhores, a Deus e ao dinheiro. Um deles há de ser o seu deus.
A ira, em que a pessoa perde o controle emocional pela raiva, o ódio, a vingança, a violência, tem que ser domada pela tolerância, pela paciência, pela compreensão. Jesus ensinou a perdoar e perdoar sempre, até setenta vezes sete vezes.
A soberba, que se caracteriza pela pretensão de superioridade, deve ser substituída pela humildade, pela simplicidade, pelo sentimento de fraternidade.  Amar o próximo como a si mesmo, ensinou Jesus.
A luxúria, que consiste no apego aos prazeres carnais e à sensualidade, pode ser substituída pela apreciação prazerosa do belo, do ético, do bom; pela alegria verdadeira encontrada nas coisas simples, na convivência com a natureza, na amizade, no amor. Quem ama, conheceu a Deus, escreveu São João.
E fica faltando a preguiça. Ela paralisa a pessoa diante das oportunidades e das próprias obrigações. É mudar a preguiça em responsabilidade, em motivação para conquistar o que a vida tem de bom e de bonito. "Enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos", diz a carta aos Gálatas (Gl 6,10)
Para transformar os pecados em virtudes capitais, o autor crê que a educação é o melhor instrumento. E insiste que se deva começar já e, sobretudo, desde a mais tenra infância.
Pe. João Carlos Ribeiro – 21 de setembro de 2011
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