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07 abril 2020

O AFASTAMENTO COMEÇA NAS PEQUENAS COISAS

Então Jesus molhou um pedaço de pão e o deu a Judas (Jo 13, 26)

07 de abril de 2020.

Chegamos à terça-feira da semana santa. No domingo, caminhamos com Jesus que montou o jumentinho. Ficou claro: ele é o rei manso e desarmado que Deus mandou para cuidar de nós. É o que está escrito no Profeta Zacarias. Ontem, segunda-feira santa, estivemos com ele no jantar em Betânia, na casa de Marta, Maria e Lázaro. Maria lavou os pés de Jesus com meio litro de perfume caro. Nesse gesto, Maria mostrou o seu amor pelo Mestre. Mostrou que aprendeu a amar como Jesus amava, de maneira gratuita, generosa e total. Ele ama, dando-se a si mesmo. Judas fez uma cara de desacordo com a ação de Maria. É o tipo do discípulo que não aprendeu a amar como Jesus.

Hoje, já estamos sentados com os discípulos na ceia da páscoa. No evangelho de João, a ceia é o espaço para uma conversa muito longa com os discípulos e para uma longa e bela oração de Jesus pelo seu pequeno rebanho. Jesus está triste, comovido. E revela a razão de sua tristeza: está para ser traído por um deles. Todo mundo quer saber quem é, mas Jesus não o diz claramente. João estava perto dele e perguntou quem seria. A João, Jesus deu uma pista: “É aquele a quem eu der o pedaço de pão passado no molho”. Molhou o pedaço de pão no molho e o deu a Judas. Disse alguma coisa a Judas e este se levantou e saiu. Os discípulos não entenderam que era Judas o traidor. Pensaram que ele tinha saído pra fazer algum mandado de Jesus.

O que é que estava acontecendo com Judas? Há muito tempo, ele estava com o pé atrás. A uma certa altura, começou a agir com desonestidade em relação ao caixa do grupo que ele tomava conta. Você lembra bem como ele reagiu na casa de Marta. Ficou revoltado com o gesto de Maria. Achou um desperdício ela gastar aquele perfume todo com Jesus. Ele não tinha assimilado o jeito de Jesus pensar e fazer as coisas. Não aprendeu a amar como Jesus. Não estava disposto a dar a sua vida, como Jesus estava para fazê-lo. De descontente, ele tinha passado à condição de aliado dos inimigos de Jesus. E já tinha feito um trato com eles. Entregaria Jesus, em troca de dinheiro.

O que é triste em Judas é que ele era um discípulo, uma pessoa que Jesus escolhera, confiava e queria bem. Como diz o salmo que Jesus também citou: “Quem comia comigo, levantou contra mim o calcanhar”. A traição que mais dói é a dos amigos e dos parentes. E, claro, da pessoa que se ama. Essa é a traição mais dolorosa. Até o fim, Jesus o tratou bem, esteve em comunhão com ele, não o denunciou ao grupo. Ali, na ceia, pegou o pão repartido, passou no molho e lhe deu. No final das contas, esse pão repartido, esse pedaço de pão, lembra a Eucaristia. Não era, com certeza, o momento sagrado que conhecemos, mas o contexto é o da Ceia. Parece uma última chance. Jesus está em comunhão com ele, o trata com deferência, come com ele. Ainda assim, Judas o rejeita. Deixa o seu coração ser tomado pelo mal. O evangelista escreveu tristemente: Satanás entrou em Judas. Judas permitiu que o mal o dominasse. João escreveu: Judas saiu. Era noite. Foi concluir as negociações para entregar o seu Mestre, naquela mesma hora.

Guardando a mensagem

O texto de hoje nos apresenta o caso de um discípulo, que tinha andado com Jesus nos seus três anos de ministério, que aos poucos foi se afastando do evangelho. De infidelidade em infidelidade, Judas chegou a romper com o seu Mestre, justo na ceia pascal, onde Jesus consagrou ao Pai a oferta de sua própria vida em resgate pelos pecadores. Pedaço de pão é uma expressão que faz referência ao contexto da Eucaristia. “Fração do pão” foi o nome da celebração da Ceia nas primeiras comunidades. Na mesa da comunhão, celebramos a nossa união com Jesus que se entregou por nós. Uma lição que você poderia tirar, hoje, dessa leitura, seria a necessidade de fazer um bom exame de consciência, para saber quanto de Judas tem dentro do seu coração. E ficar alerta: a traição começa nas coisas pequenas. Dê um jeito em Judas, enquanto é tempo!

Então Jesus molhou um pedaço de pão e o deu a Judas (Jo 13, 26)

Rezando a Palavra

Senhor Jesus,

Pedro pensou que, com ele, a coisa seria diferente. Jurou que te seguiria, para onde quer que fosses. Tu disseste que naquela hora não era possível, mas depois ele seguiria mesmo. Mas, Pedro era mesmo impetuoso, decidido. Disse logo que daria a sua vida por ti. Que grandeza de coração, a de Pedro. Mas, coitado, não contava com o galo. Tu o chamaste para a realidade, dizendo que ele te negaria três vezes, antes que o galo da madrugada cantasse. Somos fracos e pecadores, Senhor. Tem misericórdia de nós. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Faça, hoje, um bom exame de consciência. Identifique pequenas ações ou omissões que podem ir, devagarinho, afastando você de Jesus, do seu evangelho e de sua Igreja.

A gente se encontra às 10 da noite, no facebook.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

24 março 2018

O SEGREDO DO JUMENTINHO


Levaram, então, o jumentinho a Jesus, colocaram sobre ele seus mantos, e Jesus montou (Mc 11, 7)

25 de março de 2018.

Com certeza, você já participou de muitas romarias. Uma romaria ou uma peregrinação é uma experiência única, que desperta muitos sentimentos e nos deixa muitas saudades. Imagine-se participando da peregrinação anual da páscoa, indo a Jerusalém, com muitos peregrinos. Vamos lá... imaginação funcionando. Pronto?! Já estamos no meio dos peregrinos que estão indo à cidade santa de Jerusalém, na romaria da páscoa. Agora, não haja como turista. Nós somos desse povo. Vai todo mundo a pé, claro. Alguma família leva seu burrinho ou seu jumento com alguém montado e com provisões para a viagem. A páscoa é aquela festa em que se celebra a saída do Egito: Deus libertou nosso povo da escravidão do faraó.  O povo que vem da Galileia, do norte do país, como nós, que é uma região mais baixa, diz sempre que está subindo a Jerusalém.  Então, estamos subindo a Jerusalém, peregrinando para a festa da páscoa.

À medida que se avança, mais gente vai se juntando na caminhada. Olha, não esqueça de saudar quem se aproxima ou responder à saudação que lhe fizerem: Shalom!  Isso, Shalom. Olha, todo esse povo que vem da Galileia já ouviu falar de Jesus. Há três anos ele peregrina por todo o país, sobretudo pela Galileia, com suas pregações e seus milagres. Aliás, grande parte desse povo já o viu, já ouviu alguma pregação dele e todo mundo sabe contar coisas maravilhosas que ele fez. Jesus é um profeta querido desse povo simples. E como ele, como bom judeu que é, também participa das peregrinações a Jerusalém, é bem capaz de a gente encontra-lo por lá.

Por lá, nada. Olha quem está ali na frente... Jesus. Jesus de Nazaré. Vai ali na frente. Corre. Olha os discípulos dele, olha o povo que anda com ele... e eles estão parando. Estão trazendo um jumentinho pra ele montar. Escuta o que eles estão dizendo. Alguém ouviu? Ah, eles disseram que o profeta mandou pedir o jumentinho emprestado. Será que ele está cansado? Acho que não. Escuta o que esse senhor aí está dizendo... ele está dizendo que nas escrituras, livro do profeta Zacarias, está escrito que Jerusalém se alegrasse, porque o seu rei estava chegando montado num jumentinho. Ele sabe o texto de cor... “o teu rei está chegando, justo e vitorioso. Ele é pobre, vem montado num jumento. Ele vai dispensar os carros de guerra, os cavalos e as armas de guerra. Sua palavra é de paz para as nações”. (Zc 9,9).  Quem sabe se o profeta de Nazaré não seja o filho de Davi que o povo está esperando, o rei que Deus prometeu!

Olha que coisa. É como um rei que está chegando à sua capital. Não é um rei montado a cavalo, como os romanos ou como os grandes senhores. Ele não chega com a força de um exército. É um rei pobre, desarmado, cercado de gente simples, um rei de paz. Será que o povo está entendendo o significado de tudo isso? Acho que sim.. olha que o povo está fazendo. Está tirando a capa que é vestida sobre a túnica e formando um tapete para ele passar no seu jumentinho. E outros, estão cortando ramos de árvores para forrar o chão... corre, chega mais perto, estão gritando alguma coisa. Dá para escutar? Alguma coisa com “Davi”.  Estão gritando Hosana. O que é “hosana”? É uma palavra que está exprimindo a alegria que eles estão sentindo. Uns gritam uma coisa outros gritam outra. Estão saudando o rei. “Hosana ao filho de Davi. Bendito o que vem em nome do Senhor.”

É, muita gente... E já estamos entrando na cidade santa. É uma emoção só. A emoção de entrar por esses portões sagrados e a emoção de estar caminhando com Jesus, esse homem de Deus tão surpreendente.  E o povo da cidade está saindo das casas pra ver o que está acontecendo. O barulho está chamando a atenção. A mulher ali está perguntando: “Quem é este homem? Quem é este homem?” Responde você... certo.. “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia”. Respondeu bem.

A gente volta daqui. É só o começo de uma semana muito especial, aqui em Jerusalém. E na vida da gente também. Amanhã, a gente se encontra na casa de Lázaro. Sim, lá em Betânia. Obrigado pela companhia. 

Levaram, então, o jumentinho a Jesus, colocaram sobre ele seus mantos, e Jesus montou (Mc 11, 7)

Vamos rezar a Palavra

Salmo 118

Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e alegremo-nos nele. Dá, Senhor, tua salvação. Dá, Senhor, tua vitória. Bendito o que vem em nome do Senhor. Da casa do Senhor, abençoamos vocês. O Senhor é Deus, ele nos iluminou. Formem a procissão com ramos frondosos até os lados do altar. Tu és meu Deus e te rendo graças.

Vamos viver a Palavra

Um conselho pra você: Planeje a sua Semana Santa para que ela seja santa. Evite festas, passeios, excursões, comilanças, bebedeira ou qualquer coisa que mostre clima de feriado pagão. O Tríduo Pascal (quinta-feira santa, sexta-feira da paixão e sábado de aleluia) são dias de oração, de comunhão com o Senhor. Ele foi traído, torturado, condenado e executado como um malfeitor, no seu lugar. O pecador é você, não é ele. Viva com ele os dias de sua paixão, para viver sempre, com ele, a alegria da páscoa da ressurreição.

Pe. João Carlos Ribeiro  - 09.04.2017/25.03.2018

21 março 2016

Santa Semana

Estamos na Semana Santa. Santa porque celebra o que há de mais central e precioso na nossa fé: a paixão, morte e ressurreição do Senhor. Este é o centro da fé. Ele morreu por nós. Sua morte nos reconciliou com o Pai. Na morte e ressurreição de Jesus, nasce uma humanidade nova, restaurada.

Fazendo a Semana Santa revivemos os passos de Jesus, sua fidelidade incondicional ao Pai, seu amor sem medida por nós. É assim que podemos fortalecer nossa fé, nossa adesão ao Evangelho, nossa vida na comunhão com Deus. É assim que no sábado santo, renovamos as promessas do Batismo na vigília da páscoa. Nosso batismo é nossa adesão a Jesus Cristo Salvador. Nele, vivemos como novas criaturas.

01 abril 2012

Santa Semana

Estamos na Semana Santa. Santa porque celebra o que há de mais central e precioso na nossa fé: a paixão, morte e ressurreição do Senhor. Este é o centro da fé. Ele morreu por nós. Sua morte nos reconciliou com o Pai. Na morte e ressurreição de Jesus, nasce uma humanidade nova, restaurada.

Fazendo a Semana Santa revivemos os passos de Jesus, sua fidelidade incondicional ao Pai, seu amor sem medida por nós. É assim que podemos fortalecer nossa fé, nossa adesão ao Evangelho, nossa vida na comunhão com Deus. É assim que no sábado santo, renovamos as promessas do Batismo na vigília da páscoa. Nosso batismo é nossa adesão a Jesus Cristo Salvador. Nele, vivemos como novas criaturas.

16 março 2012

Um povo em via sacra

A quarta-feira santa no Recife vai ser marcada pela Via Sacra da Fraternidade, celebrada nas ruas do centro da cidade, em sua 12ª edição. Vem sendo realizada a cada ano em dia de atividades normais (como é a quarta-feira santa), nas ruas de maior fluxo popular do centro da capital pernambucana, com o comércio aberto e, o melhor, em colaboração com ele. A concentração começa às 6 horas da manhã. no Pátio de São Pedro, palco de grandes manifestações culturais da cidade.