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20190408

MENTIRA E FALSO TESTEMUNHO

Eu dou testemunho de mim mesmo e também o Pai, que me enviou, dá testemunho de mim (Jo 8, 18).
08 de abril de 2019.
Nós temos acompanhado, nesses dias, o evangelho de São João, nos mostrando a forte oposição que Jesus estava sofrendo. Ontem, armaram para Jesus, naquela cena da mulher adúltera. Eles só queriam uma prova para incriminar Jesus como descumpridor da Lei de Moisés. A verdade era outra. Eles é que tinham rompido a aliança com Deus. Eles, sim, estavam vivendo em condição de adultério, sendo infiéis à aliança. Jesus veio para restaurar a aliança e o fez no sacrifício da cruz, nos reconciliando com Deus.
É muito ruim a pessoa ser rejeitada. Não ser reconhecida, não ser acreditada. Foi o que aconteceu com Jesus. Os fariseus, representando um grande grupo de pessoas religiosas do seu tempo, não acreditaram em Jesus. Não acolheram o testemunho sobre ele dado por João Batista, pelo Pai, pelas obras que Jesus fazia, pelas Escrituras. Esses quatro testemunhos afirmavam ser ele o enviado de Deus, o Messias prometido, o próprio filho de Deus.
No evangelho de hoje, Jesus se apresenta: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida”.  Essa palavra “eu sou” é uma apresentação de sua divindade. Os fariseus enfrentaram Jesus dizendo que o testemunho dele não valia. Jesus recorreu ao próprio costume jurídico do seu povo, que dava crédito ao testemunho de duas pessoas. Jesus apresentou o seu próprio testemunho e o testemunho do Pai. Dois testemunhos verdadeiros. Mas, claro, eles não conheciam quem era realmente Jesus e nem conheciam, de verdade, o Pai, o seu Deus. E não o conheciam, porque negavam-se a crer e a acolher o enviado de Deus.
Ilustrando este evangelho, lê-se hoje a história de Suzana, no livro do profeta Daniel. Suzana era uma linda moça, admirada por toda a cidade por sua bondade, por sua caridade e por sua beleza. Ela foi vítima de dois velhotes que a queriam seduzir e não o conseguiram. Os dois se vingaram de Suzana, inventando uma história de adultério. Alarmaram a cidade, dizendo que presenciaram Suzana tendo um caso com um rapaz, no jardim da casa dela. No julgamento, os dois testemunharam terem visto a cena libidinosa, com todos os pormenores. Com dois testemunhos unânimes, como era o costume da lei de Israel, a verdade estava confirmada. Foi condenada. Quando a levavam para ser executada, apareceu um adolescente que pôs em dúvida o julgamento. Era Daniel. Houve, então, um novo julgamento. Como tudo era inventado por eles, Daniel interrogou cada um separadamente. Os dois velhotes foram desmascarados na sua mentira. A linda e admirada Suzana foi libertada e os dois, castigados.
Guardando a mensagem
Em nosso caminho, estamos indo para a Páscoa. Acompanhando os passos de Jesus, vemos uma crescente oposição que vai tomando corpo ao seu redor. Ontem, vimos o episódio da mulher adúltera que trouxeram para apedrejar e queriam a opinião de Jesus. Hoje, eles estão negando os testemunhos que Jesus está apresentando em seu favor: o dele mesmo e o do Pai. O coração deles estava trancado à verdade e não aceitaram os testemunhos. Vem em paralelo, na liturgia de hoje, a história da casta Suzana, que está no livro do Profeta Daniel. Ela também foi acusada e perseguida. Daniel desmascarou os dois velhotes mentirosos e libertou Suzana. Jesus foi vítima da mentira, da difamação, do falso testemunho. Essas são armas que os malvados e mal-intencionados continuam usando contra pessoas que sejam do seu interesse desqualificar e destruir. Vivemos num mundo de muita maldade e de muitos interesses. É bom a gente ficar alerta.
Eu dou testemunho de mim mesmo e também o Pai, que me enviou, dá testemunho de mim (Jo 8, 18).
Rezando a palavra
Vamos rezar com as palavras da oração de Suzana, em nome de todos os caluniados e perseguidos:
“Ó Deus eterno, que conheces as coisas escondidas e sabes tudo de antemão, antes que aconteça! Tu sabes que é falso o testemunho que levantaram contra mim! Estou condenada a morrer, quando nada fiz do que estes maldosamente inventaram a meu respeito!”.
Vivendo a palavra
Vai ser muito bom você conseguir um tempinho para ler, hoje, a bela história de Suzana. É o capítulo 13 do Profeta Daniel. Não deixe de ler. Considere isso mais um degrau no seu caminho quaresmal.

Pe. João Carlos Ribeiro – 08.04.2019

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