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27 setembro 2017

UM MAL EXEMPLO


Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas? (Lc 9, 9).
É Herodes perplexo, ouvindo falar de Jesus. Imaginou logo que poderia ser o próprio João Batista que tivesse ressuscitado. Corriam vozes que se tratava do profeta Elias que tinha voltado  ou de algum antigo profeta ressuscitado. O tetrarca Herodes era um sujeito fraco e supersticioso. Para ilustrar sua fraqueza,  basta lembrar que, mesmo a contragosto, mandou degolar João Batista na prisão para atender a um capricho da amante.
Herodes, um governante sem legitimidade, já vivia assustado pela sua impopularidade e pela repressão com que tratava os descontentes do seu regime. Ele era um dos monarcas sustentados pela aliança com o império romano. E comandava a Galileia, a região onde Jesus morava. Violento, cruel  e inseguro, Herodes assustou-se com o que ouviu falar de Jesus.
Se Herodes não estivesse tão preocupado com seu poder (para não perdê-lo), poderia ter se valido de sua perplexidade para ter um encontro com Jesus. Com certeza, abrindo o coração, esse encontro poderia leva-lo à conversão de sua vida de luxúria, violência e pecado.
De toda forma, a chance de encontrar-se com Jesus, Herodes teve. Na Paixão, três anos depois, Pilatos, para se livrar do caso, mandou Jesus como prisioneiro a Herodes. Mas, Herodes não soube aproveitar  a ocasião para aproximar-se com respeito do Senhor e deixar-se interpelar pelo seu Evangelho. Cego pela vaidade, na euforia da bebida e arrotando soberba, Herodes só se ocupou de zombar de Jesus ou de querer arrancar-lhe um número de espetáculo para deleite de sua corte. Tratou Jesus como um mágico, um palhaço, humilhado pela prisão e pelos maus tratos. Jesus detido, amarrado, ficou calado. Não respondeu a nenhuma pergunta daquele monarca adúltero, violento e cruel. Mesmo ficando frente a frente com Jesus, Herodes não se deixou tocar pela graça e pelo amor de Deus.
Vamos guardar a mensagem de hoje
A admiração de Herodes por João Batista não o impediu de mandar matar o profeta. Não basta a admiração pelo Senhor, por suas palavras ou por sua Igreja. É preciso conversão, mudança de vida, a partir do reconhecimento de sua vida errada, com o firme propósito de consertá-la. Não podemos deixar a graça passar. Jesus não é uma ameaça. Ele é a grande chance para nos libertarmos  de uma vida vazia, tocada à vaidade e cheia de ilusão. Herodes também teve a chance de se encontrar com Jesus. O verdadeiro encontro com o Senhor pede conversão, acolhida da graça de Deus numa vida nova. Mateus é um bom exemplo. Abandonou  a mesa dos impostos para seguir Jesus. Zaqueu é um bom exemplo. Na vida nova da graça, dividiu seus bens com os pobres e reparou o prejuízo que causou às pessoas. Herodes não, Herodes é um mal exemplo.
Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas? (Lc 9, 9).

23 agosto 2017

NASCE UM MISSIONÁRIO

Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei (Jo 1, 45)
No evangelho de hoje, nos é apresentado o apóstolo Bartolomeu. Esse nome – Bartolomeu - se encontra na lista dos doze apóstolos, mas nesse início do evangelho de São João ele é chamado de Natanael.
Bem, Jesus tinha chamado Filipe para segui-lo, isto é para ser seu discípulo. Felipe aceitou o convite e começou a andar com Jesus. Esse Felipe encontrou-se com Natanael  e falou-lhe sobre Jesus. Felipe e Natanael eram da mesma aldeia, Betsaida. Felipe passou para o seu amigo Natanael a informação que tinha encontrado o Messias. Natanael, claro, ficou logo muito curioso. ‘Encontrou o Messias? Puxa’... E quem é ele? Filipe informou que era Jesus do povoado de Nazaré, o filho de José carpinteiro. Tinha certeza que ele era o Messias, aquele de quem Moisés e os Profetas tinham escrito. E levou Felipe para conhecer Jesus.
Veja que interessante. Felipe tinha tido um encontro com Jesus. Jesus o tinha convidado para o seu grupo de discípulos.  E ele, muito feliz com essa novidade, passou a notícia para o seu amigo Natanael. Contou-lhe que tinha encontrado o Messias que Deus prometera a Israel. O mesmo já tinha acontecido com André. André era discípulo de João Batista. E passou a seguir Jesus. Foi André que evangelizou Pedro, num certo modo de dizer. Escute o que André disse a Pedro: “Encontramos o Messias”.  Pedro era seu irmão. Então, André evangelizou seu irmão Pedro. Falou-lhe do seu encontro com Jesus e o levou até ele.
Está acompanhando?  Filipe tinha aceitado o convite de Jesus para segui-lo. Aí, avisou a Natanael que tinha encontrado o Messias. E o levou até ele. André tinha ido ver onde Jesus morava e acompanhado Jesus num dia de atividades. Então, assim que pode avisou a seu irmão Pedro que tinha encontrado o Messias e o levou até Jesus.
Observe bem: antes de Felipe e André irem avisar alguém (a Natanael ou a Pedro), eles tiveram um encontro pessoal com o Senhor. Desse encontro com Jesus, é que nasce a necessidade quase natural de comunicar aos outros a boa notícia: “Encontrei Jesus, o Messias”. E comunicá-la aos parentes e amigos, ao seu círculo de amizade. A gente sempre quer partilhar com os outros as coisas boas que nos acontecem, as novidades que tomamos conhecimento. Com a fé, é assim também. Quem encontrou Jesus, parte para evangelizar os seus parentes e amigos, como fez Felipe.
Então, o missionário nasce no encontro com o Senhor. Assim, se você ainda não é um missionário, um cristão que testemunha a sua fé, que procura envolver outros nas coisas da Igreja, que leva outros a Cristo... talvez seja porque você ainda não encontrou seriamente o Senhor ou não deixou que ele o encontrasse.
Vamos guardar a mensagem de hoje
Festejamos hoje o apóstolo São Bartolomeu. Ele foi, segundo a tradição, o grande evangelizador do povo da Índia e da Armênia. Com o evangelho de hoje, ficamos sabendo que foi o seu amigo Filipe que lhe falou de Jesus e o levou até ele. Foi assim também no caso de André que evangelizou seu irmão Pedro. A grande lição de hoje é que nós precisamos de verdade ter esse encontro com Jesus para nos tornarmos seus missionários. Sem encontro sério com Jesus, não parte um missionário, uma missionária.