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20181103

TOME O CONSELHO DE JESUS: SEJA HUMILDE E FRATERNO

Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares (Lc 14, 7)
03 de novembro de 2018.
Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. Notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. E deu um conselho: ”você sendo convidado para uma festa de casamento, não ocupe os lugares reservados a pessoas importantes. Você pode passar uma grande vergonha. De repente, chega alguém mais importante do que você e o dono da casa vai pedir que você ceda aquele lugar... é melhor, sentando-se mais atrás, ser convidado para ocupar um lugar mais à frente, do que ser humilhado na frente de todo mundo”.
O que Jesus observou naquele jantar é o retrato do que nós vivemos hoje: a busca pelos primeiros lugares; pessoas achando-se importantes, gente procurando regalias, cobrando tratamento VIP, diferenciado. Quando alguém se sente importante, superior, especial, está, na verdade, cultivando a própria projeção, inflacionando o próprio egoísmo. Assim, passa a exigir a atenção dos outros, a admiração, a homenagem, a obediência... e condições diferenciadas dos outros, em seu modo de viver.
Nem sempre a imagem que se tem de si mesmo corresponde ao que de fato se é. E uma imagem inflada pelo sentimento de superioridade falseia a realidade. Além de atentar contra si mesmo, expondo-se a comportamentos e atitudes vaidosas, presunçosas, arrogantes..., essa busca de privilégios ofende as pessoas que estão ao seu redor. Quem se julga superior, tenta reduzir os outros a inferiores, servidores, capachos.
O ensinamento de Jesus é o contrário disso. Nada de arrogância, julgando-se superior por sua condição social, pela cor de sua pele, pelo bairro onde mora ou pelo dinheiro e influência que tenha. Modéstia. Humildade. Não querer ocupar os primeiros lugares, numa afirmação de superioridade sobre os outros. Sentar-se modestamente ao lado dos outros. Valorizar todo mundo, a partir dos aparentemente mais frágeis. Se vier algum reconhecimento, sendo chamado mais para frente, será uma honra bem-vinda. Porque, como disse o nosso Mestre, quem se eleva será humilhado; e quem se humilha, será exaltado.
Guardando a mensagem
Esta é uma tentação permanente em nossa vida, na sociedade e na Igreja: a busca de privilégios e de reconhecimento social. Os fariseus eram mestres nisso. O espírito do evangelho é a fraternidade, um modo de se conviver em sociedade e na Igreja em estilo de acolhimento, cooperação e  valorização de cada um. O mundo ensina diferente: seja o primeiro, o mais importante, o mais sabido, o mais poderoso; tem valor quem tem mais dinheiro, quem tem mais estudo, quem tem melhor aparência. O espírito do evangelho, ensinado por Jesus, diz diferente: somos irmãos, cada um tem seu valor, dependemos uns dos outros. Humildade, nada de arrogância.
Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares (Lc 14, 7)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
naquela refeição, observaste o que simbolicamente é a busca dos primeiros lugares: as disputas de poder, a busca de privilégios. O teu evangelho é a proclamação da fraternidade, todos somos irmãos. A boa nova que pregaste é afirmação da prioridade dos pequenos, os últimos serão os primeiros. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Não fique triste se não lhe fizerem aquela homenagem que você acha que merece. Não sinta inveja de quem parece ter se dado melhor do que você. Tome o conselho de Jesus: “não fique correndo atrás dos primeiros lugares”. Isso é loucura, vaidade, arrogância. Somos todos irmãos, estamos todos no mesmo barco.

Pe. João Carlos Ribeiro – 03.11.2018

20180318

QUEREMOS VER JESUS

Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas se morre, então produz muito fruto (Jo 12, 24).

18 de março de 2018.
5º Domingo da Quaresma.


O pão é um alimento universal. Quase todo mundo gosta de pão e de tudo o que se faz com a farinha de trigo: macarrão, bolo, bolachas, biscoitos. Tudo começa com o grão de trigo plantado na terra. O grãozinho, dentro da terra, em temperatura adequada, encontrando água, vai se umedecendo até que se rompe a sua casca, de dentro pra fora. Entrando oxigênio e água nas suas células, vai brotando um início de raiz que vai buscar água e minerais na terra para se desenvolver. Vai nascendo, então, um caulezinho e a plantinha começa a crescer. Essa planta, o trigo, vai dar muitas espigas. E as espigas maduras serão colhidas e trituradas para fazer a farinha de trigo. Da farinha, sairá o pão e tudo o mais.

Olha a dinâmica maravilhosa da obra de Deus, neste exemplo da germinação da semente de trigo. Da morte, nasce a vida. O grão de trigo enterrado na terra morre, se arrebenta de dentro pra fora. É assim que gera a plantinha, o pé de trigo. Só morrendo, dando-se a si mesmo, pode produzir fruto, chegar à nossa mesa como alimento para saciar a fome.

Foi o que Jesus disse: ‘Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas se morre, então produz muito fruto’ (Jo 12, 24). Ele é o grão de trigo que cai na terra e morre para gerar muito fruto. Não se poupa a si mesmo, dá-se por completo. Não está procurando salvar a sua pele, está dando-se sem reservas pelo bem dos outros. E é isso que o seu servidor precisa saber. É isso que o seu seguidor precisa imitar.

Na festa de Jerusalém, apareceram alguns gregos que falaram com dois dos discípulos, querendo conhecer Jesus. “Queremos ver Jesus”. Felipe e André foram falar com o mestre. Esse modo de dizer que eles eram “gregos” quer dizer que eles não eram judeus, eram de outra nacionalidade. Estavam também naquela festa religiosa, certamente, porque eram simpatizantes do judaísmo. E se sentiram atraídos por Jesus, queriam ser apresentados a ele. O que Jesus disse aos discípulos é o que todos precisamos saber: os que lhe têm simpatia e os que pertencemos a ele, como membros de sua Igreja.

E o que Jesus disse? Que ele era o grão de trigo que cai na terra e morre, e assim gera vida; que aqueles que o servem, o seguem na imitação desta dinâmica de entrega de sua vida; que quando fosse elevado, atrairia todos a si. Elevado, se entende em primeiro lugar na sua morte de cruz. É por sua morte que trará vida. Não é à toa que o símbolo de nossa fé católica é a cruz. Jesus é o grão de trigo que cai na terra e morre para nos dar a vida.

Vamos guardar a mensagem

Aos discípulos e aos gregos, simpatizantes do judaísmo, que estavam querendo conhecê-lo, Jesus falou de si como grão de trigo que morre para gerar muitos frutos. E falou que quem quiser servi-lo, precisa segui-lo pelos caminhos dele, imitá-lo em sua entrega pelos outros. Isso que Jesus disse ecoa de uma maneira muito especial nos dias de hoje. Estamos mergulhados em uma cultura que supervaloriza o sucesso individual, a busca do bem-estar e do prazer.  Estamos bem longe do evangelho. O ideal, em nosso mundo, é eu me dar bem, fugindo de qualquer sacrifício ou sofrimento, pouco me importando com o sofrimento dos outros. Por que muita gente não quer ter filhos? Porque ter filho obriga os pais a viverem voltados para um outro, não para si mesmos. Por que muitos jovens refutam a vocação de consagração na Igreja? Porque este é o estilo de vida onde se vive para os outros, não para si mesmos. Por que boa parte dos matrimônios entra em crise? Porque um não quer sacrificar-se pelo bem do outro. Ainda somos grãos de trigo que, caindo na terra, negamo-nos a nos entregar, a nos sacrificar, a morrer para gerar vida.

Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas se morre, então produz muito fruto (Jo 12, 24).

Vamos rezar a Palavra

Vamos rezar com as palavras da Carta aos Hebreus.

Senhor Jesus,

“Mesmo sendo filho, aprendeste o que significa a obediência a Deus por aquilo que sofreste. Mas, na consumação de tua vida, te tornaste causa de salvação eterna para todos os que te obedecem” (Hb 5, 8-9). Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vamos viver a Palavra

É bom você fazer, hoje, um exame de consciência. Que tipo de grão de trigo você está sendo?

Pe. João Carlos Ribeiro - 18.03.2018

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