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12 junho 2019

O LIVRO SANTO

Não vim para abolir a lei e os profetas, mas para dar-lhes pleno cumprimento (Mt 5, 17)
12 de junho de 2019.
O evangelho desta quarta-feira nos fala da Palavra de Deus. É um pedacinho do Sermão da Montanha, no evangelho de São Mateus. Jesus está explicando aos seus seguidores que ele veio dar pleno cumprimento à Lei e os Profetas.
O povo da antiga aliança (do antigo testamento) fez uma forte experiência de Deus, em sua história. Olhando a história desde que o povo foi se formando, reconheciam como Deus tinha se revelado a eles de uma maneira muito especial. Deus começou esse povo com Abraão. Do neto de Abraão, Jacó, surgiram as doze tribos. Num tempo de seca e fome, o grupo de Jacó mudou-se para o Egito. Lá, acabaram se tornando escravos no regime dos Faraós. A libertação e a volta para sua terra foi um processo em que aprenderam muito sobre a bondade e a vontade de Deus. No Sinai, Deus lhes deu uma Lei escrita, por meio de Moisés. Um pouco mais adiante, o povo das tribos se tornou um reinado. Nesse tempo, apareceram os profetas que falavam em nome de Deus, instruindo o povo. Essas palavras foram guardadas nos livros dos Profetas. O reino se dividiu em dois. E os dois reinos acabaram sendo invadidos por outros povos. Marcou muito o exílio de uma parte do povo na Babilônia. Na volta do exílio, houve muito trabalho para a restauração de tudo que tinha sido destruído. Aos poucos, foi se organizando a coletânea das Livros de Sabedoria, com os Salmos e outros escritos.  
Assim, no tempo de Jesus, o povo da antiga aliança quando falava das Escrituras referia-se a três grupos de escritos: a Lei, os Profetas e os Salmos. Agora, dá para entender melhor o que Jesus fala hoje no evangelho: “Não pensem que eu vim abolir a lei e os profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumpriumento”.  Toda a experiência de fé do povo eleito e seus escritos sagrados continuam valendo. Na verdade, percebemos como seguidores de Jesus, toda essa revelação de Deus preparou a vinda de Jesus. Em Jesus, a revelação de Deus se completou. Ele é o Verbo que se fez carne, explicou o evangelista São João. Ele é a própria palavra personificada.
É verdade que somos o povo da nova aliança. Lendo os evangelhos e os demais escritos do novo testamento, acolhemos Jesus, o salvador da humanidade e seus ensinamentos. E, com ele, acolhemos também a tradição da fé do povo da antiga aliança. Mas, entendemos que Jesus é o auge da revelação de Deus e do seu Reino, esboçada no antigo testamento. Ele ensinava com autoridade. Não ficava apenas repetindo o que estava escrito. Chegou a aperfeiçoar a antiga Lei. No Sermão da Montanha, ele referiu-se a vários pontos das escrituras, dizendo “vocês ouviram o que foi dito aos antigos... mas, eu porém, lhes digo....”. Ele é o verdadeiro intérprete das escrituras.
Ao lado da Sagrada Escritura, a Igreja tem em conta igualmente a pregação apostólica que nos entrega e nos explica as escrituras. Diz a Dei Verbum, o documento do Concílio Vaticano II sobre a Revelação Divina:  “A Sagrada Escritura é a palavra de Deus enquanto foi escrita por inspiração do Espírito Santo; a sagrada Tradição, por sua vez, transmite integralmente aos sucessores dos Apóstolos a palavra de Deus confiada por Cristo Senhor e pelo Espírito Santo aos Apóstolos”.
Guardando a mensagem
Jesus nasceu no mundo dos judeus, o povo da antiga aliança. Toda a história desse povo foi uma grande experiência do amor de Deus. Deus foi se revelando aos poucos. Os seus escritos sagrados estavam distribuídos em três blocos: a Lei, os Profetas e os Salmos. São os livros do antigo testamento. Jesus nos ensinou a considerar e venerar essas escrituras sagradas do seu povo, pois elas nos revelam o próprio Deus e a sua vontade salvífica. Jesus, o filho de Deus, o verbo, a palavra feita carne, é o ponto mais alto dessa revelação de Deus. Somos o povo do novo testamento, dos evangelhos, dos escritos dos apóstolos e das primeiras comunidades cristãs. A partir de Jesus, lemos e interpretamos o antigo testamento, lembrados que a Bíblia não é um livro de receitas, mas um testemunho de fé, uma direção para a nossa vida.
Não vim para abolir a lei e os profetas, mas para dar-lhes pleno cumprimento (Mt 5, 17)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Aprendemos de ti, que veneravas as escrituras sagradas do teu povo. Nós, em espírito de fé, acolhemos o livro santo da palavra de Deus, no antigo e no novo testamentos, como escritos inspirados pelo Santo Espírito, como Palavra de Deus. Em ti, reconhecemos a plena revelação de Deus, esboçada já nos antigos escritos. Tu és o Verbo que se fez carne. O teu Santo Espírito faz atual a tua palavra e abre o nosso coração para o encontro contigo nas páginas sagradas do santo livro. É o mesmo Espírito que assiste os líderes da Igreja na correta transmissão da Palavra e da Tradição da fé. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
O Salmo 119 (ou 118) é um elogio à Lei de Deus. É uma longa louvação, seguindo as letras do alfabeto hebraico. Mas, a tarefa de hoje é simples e rápida. Rezar o Salmo 119, 1-16.

Pe. João Carlos Ribeiro – 12 de junho de 2019.

13 junho 2018

A LEI DO SENHOR É PERFEITA

Não pensem que vim abolir a Lei e os Profetas (Mt 5, 17).
13 de maio de 2018.
O povo de Deus tinha uma Lei. Uma lei religiosa, a Lei da Aliança que está escrita na Bíblia. Mas, muitos mandamentos, regras e normas circulavam também oralmente. As pessoas se esforçavam para cumprir os mandamentos da Lei, sobretudo os fariseus que zelavam pelo seu fiel cumprimento.
O Evangelho de Mateus, lido hoje, nasceu entre comunidades cristãs que estavam em ambiente judeu, com a maioria das pessoas vindas do judaísmo; gente, portanto, que prezava por demais a Lei que Deus lhes tinha dado, por meio de Moisés.
Nessas comunidades vindas do judaísmo, era muito necessário esclarecer bem qual tinha sido a relação de Jesus com a Lei de Moisés. Havia sempre uma dúvida: Será que Jesus deu valor à Lei de Moisés? E ele, realmente era praticante fiel dessa Lei? Será que ele não veio mudar essa Lei? Então, a esse respeito, foram lembrados os ensinamentos de Jesus que estão no Sermão da Montanha.  Jesus disse: “Não pensem que eu vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas dar-lhes pleno cumprimento”. Então, para tranquilidade de todos, estava claro, Jesus deu valor à Lei. Não veio acabar com ela. Nem modifica-la.
Mas, de verdade, a Lei estava servindo, naquele momento, como mais uma forma de opressão sobre o povo.  Eram tantas normas e regulamentos que circulavam oralmente, obra dos rabinos e mestres da Lei, que o povo mesmo não conseguia cumprir tudo aquilo.  A Lei estava servindo para marginalizar muita gente. Uma das reclamações de Jesus contra os fariseus é que eles amarravam fardos pesados nas costas do povo, com sua interpretação da Lei.
Vamos guardar a mensagem
No Sermão da Montanha, está como Jesus explicou a Lei e como devemos realizá-la.  E como devemos seguir a Lei de Deus?
Devemos seguir a Lei de Deus com a Liberdade que ele nos deu. É na liberdade que escolhemos o bem, a verdade e rejeitamos o mal. Deus nos fez livres para escolher o bem. Devemos seguir a Lei de Deus com a Liberdade que ele nos deu.
Devemos seguir a Lei de Deus com a Sabedoria que ele nos dá. Não a sabedoria do mundo, nem a sabedoria dos poderosos. A Sabedoria de Deus. Ele preparou coisas maravilhosas para nós, um mistério que só o Espírito Santo nos revela. Devemos seguir a Lei de Deus com a Sabedoria que ele nos dá.
Devemos seguir a Lei de Deus com a Caridade para os com irmãos que ele nos pede. O que está escrito na Lei? Não matarás. Perfeito. Mas, não matar quer dizer também não odiar o irmão, não desqualificá-lo, não humilhá-lo. A caridade é uma das marcas da nossa vivência da Lei.
Não pensem que vim abolir a Lei e os Profetas (Mt 5, 17).
Vamos acolher a mensagem
Senhor Jesus,
Hoje, neste dia do grande pregador da Palavra de Deus, Santo Antônio, queremos manifestar nosso sincero desejo de conhecer sempre mais a tua santa Palavra. O povo antigo amava o que eles chamavam a Lei. E nós continuamos a amar e venerar as Escrituras Sagradas, onde Deus nos fala. E continuamos a rezar, com os salmos do povo bíblico: “A lei do Senhor é perfeita”. Ajuda-nos, Senhor, pela assistência do teu santo Espírito, a conhecer, através do livro santo, a vontade de Deus e realizá-la em nossas vidas. Como Santo Antônio, sejamos também capazes de anunciar aos outros, com destemor e alegria, o teu santo Evangelho. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos viver a Palavra
No seu diário espiritual (ou no seu caderno de anotações), faça a lista dos 10 mandamentos da Lei de Deus, como aprendemos da Igreja. Se precisar de ajuda, vou deixá-los aqui no final da meditação de hoje, no meu blog.
Pe. João Carlos Ribeiro – 12.06.2018
OS 10 MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS
“Os dez mandamentos enunciam as exigências do amor de Deus e do próximo. Os três primeiros se referem mais ao amor de Deus, e os outros sete ao amor do próximo”
1. Amar a Deus sobre todas as coisas;
2. Não tomar seu santo nome em vão;
3. Guardar os domingos e dias santos de preceito;
4. Honrar pai e mãe;
5. Não matar;
6. Não pecar contra a castidade;
7. Não furtar;
8. Não levantar falso testemunho;
9. Não desejar a mulher do próximo;

10. Não cobiçar as coisas alheias.

07 março 2018

A GRANDEZA DA LEI DE DEUS

Não pensem que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento  (Mt 5, 17).

07 de março de 2018.
O povo de Deus tinha uma Lei. Uma lei religiosa, a Lei da Aliança que está escrita na Bíblia. Mas, muitos mandamentos, regras e normas circulavam também oralmente. As pessoas se esforçavam para cumprir os mandamentos da Lei e os fariseus cobravam o seu fiel cumprimento.
O Evangelho de Mateus, lido hoje, nasceu entre comunidades cristãs que estavam em ambiente judeu, com a maioria das pessoas vindas do judaísmo; gente, portanto, que prezava por demais a Lei que Deus lhes tinha dado, por meio de Moisés.
Nessas comunidades vindas do judaísmo, era muito necessário esclarecer bem qual tinha sido a relação de Jesus com a Lei de Moisés. Havia sempre uma dúvida: Será que Jesus deu valor à Lei de Moisés? E ele, realmente era praticante fiel dessa Lei? Será que ele não veio mudar essa Lei? Então, a esse respeito, foram lembrados os ensinamentos de Jesus que estão no Sermão da Montanha.  Jesus disse: “Não pensem que eu vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas dar-lhes pleno cumprimento”. Então, para tranquilidade de todos, estava claro, Jesus deu valor à Lei. Não veio acabar com ela. Nem modificÁ-la.
Mas, de verdade, eram tantas normas e regulamentos que circulavam oralmente, obra dos rabinos e mestres da Lei, que o povo mesmo não conseguia cumprir tudo aquilo.  A Lei estava servindo para marginalizar muita gente. Uma das reclamações de Jesus contra os fariseus é que eles amarravam fardos pesados nas costas do povo, com sua interpretação da Lei.
Vamos guardar a mensagem
No Sermão da Montanha, está como Jesus explicou a Lei e como devemos realizá-la.    
Devemos seguir a Lei de Deus com a Liberdade que ele nos deu. É na liberdade que escolhemos o bem, a verdade e rejeitamos o mal. Deus nos fez livres para escolher o bem.
Devemos seguir a Lei de Deus com a Sabedoria que ele nos dá. Não a sabedoria do mundo, nem a sabedoria dos poderosos. A Sabedoria de Deus. Ele preparou coisas maravilhosas para nós, um mistério que só o Espírito Santo nos revela.
Devemos seguir a Lei de Deus com a Caridade para os com irmãos que ele nos pede. O que está escrito na Lei? Não matarás. Perfeito. Mas, não matar quer dizer também não odiar o irmão, não desqualificá-lo, não humilhá-lo. A caridade é uma das marcas da nossa vivência da Lei.
Não pensem que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento  (Mt 5, 17).
Vamos acolher a mensagem
Senhor Jesus,
Disseste que quem praticar e ensinar os mandamentos de Deus, este é grande no Reino. Praticar e ensinar os outros a fazerem o mesmo – é essa graça que te pedimos hoje.  Queremos nos empenhar em conhecer sempre mais a vontade do Pai, manifesta de maneira especial nas Escrituras. Igualmente, precisamos fugir do jeito fariseu de ler e interpretar a Palavra. Conforme, nos alertaste, eles sobrecarregavam o povo de obrigações, aferravam-se a mandamentos humanos e usavam seu conhecimento como fonte de prestígio para si mesmos. Ajuda-nos, Senhor, pela assistência do teu santo Espírito, a conhecer a vontade de Deus e realizá-la em nossas vidas.  Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos viver a Palavra
No seu diário espiritual (ou no seu caderno de anotações), faça a lista dos 10 mandamentos da Lei de Deus, como aprendemos da Igreja. Se precisar de ajuda, recorra à lista abaixo.

Pe. João Carlos Ribeiro - 07.03.2018


OS 10 MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS
1. Amar a Deus sobre todas as coisas;
2. Não tomar seu santo nome em vão;
3. Guardar os domingos e dias santos de preceito;
4. Honrar pai e mãe;
5. Não matar;
6. Não pecar contra a castidade;
7. Não furtar
8. Não levantar falso testemunho;
9. Não desejar a mulher do próximo;
10. Não cobiçar as coisas alheias.