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05 outubro 2019

SERVIDORES DO REINO


Quando tiverem feito tudo o que lhes mandaram, digam: ‘Somos servos inúteis’ (Lc 17, 10)
06 de outubro de 2019
A parábola do patrão e do seu servo está contada somente no Evangelho de Lucas. Na verdade, nesta parábola, Jesus retrata como era a relação patrão-servo no seu tempo e tira daí ensinamentos importantes. O servo trabalha no campo, planta e cuida dos animais. Ao voltar do serviço, no fim do dia, o patrão solicita que prepare o seu jantar e o sirva. Só depois, é o que o servo vai poder jantar e descansar. Dessa cena que se repetia na sociedade do seu tempo, Jesus tira uma lição: “Vocês, também, quando tiverem feito tudo o que lhes mandaram, digam: ‘Somos servos inúteis. Fizemos o que devíamos fazer’”.
Quem é o servo? Você. Nós. Servimos a quem? Bom, o nosso primeiro senhor é Deus. Então, podemos pensar: Somos servidores de Deus. E uma coisa podemos aprender com o empregado da parábola. Como servo de Deus, devo colocar os interesses do meu Senhor acima dos meus. Devo dar prioridade às coisas de Deus em minha vida. Agora, você sabe, nem sempre acontece assim. Muita gente pensa primeiro em si, em seus interesses, em seu final de semana.... Depois, em Deus, se sobrar um tempinho, se ainda estiver com disposição. Buscar o Reino de Deus em primeiro lugar, e tudo o mais nos será dado em acréscimo, ensinou Jesus. Neste sentido, servir é uma atitude de fé, porque damos a Deus o primeiro lugar.
Mesmo cuidando diligentemente dos interesses de Deus nosso Senhor, nunca podemos pensar que com o nosso trabalho adquirimos direitos sobre os dons de Deus. O dom de Deus, sua bênção, a sua graça, a redenção em Cristo nos são dados, não porque merecemos pela nossa santidade ou por nossas obras, mas porque Deus é bom e misericordioso. O apóstolo Paulo lembrou que, sem merecimento algum de nossa parte, enquanto ainda éramos pecadores, ele veio ao nosso encontro com o dom da salvação em Cristo. Neste sentido, nosso muito trabalho, nossas numerosas e beneméritas obras são apenas respostas do nosso amor, gratidão pelo bem que ele fez em nosso favor.
Nós também somos servidores dos outros. E servimos com nosso exemplo, as tarefas que desempenhamos, nosso serviço profissional. Somos servos dos outros, não patrões, nem senhores. O maior é o servidor de todos, ensinou Jesus. Como servos, nossa alegria é servir. Quem não vive para servir, não serve para viver, dizia Dom Hélder Câmara. Maria, depois de ter recebido a boa notícia do anjo que seria a Mãe do Salvador, colocou-se nas mãos de Deus, dizendo: “eu sou a serva do Senhor”. E logo, viajou pelas montanhas de Judá, para servir a Izabel. Servir é a marca do cristão.
Guardando a mensagem
Na parábola do senhor e do servo, Jesus quis que aprendêssemos lições importantes. A parábola não justifica a desigualdade que vemos em nossa sociedade, é apenas um retrato da realidade a partir da qual Jesus está transmitindo suas belas lições de vida. A primeira lição é que, em nossa relação com Deus, devemos, como servos, colocar seus interesses em primeiro lugar. Uma segunda lição é que, de verdade, a graça de Deus é um dom do alto, não é uma conquista de nossa bondade ou de nossas obras. Nosso serviço é um sinal de gratidão, é uma resposta de amor ao amor de Deus que já nos alcançou, sem merecimento de nossa parte. Uma terceira lição é que somos também servidores dos irmãos. Nossa grande alegria é servir. Neste sentido, seja na relação com Deus, seja na relação com os irmãos, toda tentação de vaidade, de presunção, de vanglória pelo que se fez é pura ilusão. Somos servos. Nossa grandeza é sermos servos de Deus e dos irmãos.
Quando tiverem feito tudo o que lhes mandaram, digam: ‘Somos servos inúteis’ (Lc 17, 10)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Somos servos. É verdade que não somos tão inúteis assim. Mas, de verdade, nosso muito trabalhar não compra a tua graça. Ela nos vem por tua infinita misericórdia. Naquela história que contaste, o fariseu, no Templo, gabou-se de ser praticante e muito santo. Não reconheceu, como o publicano, que era um servo inútil, sem merecimento. Não saiu abençoado, como se podia esperar. É verdade, Senhor, precisamos aprender a humildade, para realizar bem nossos trabalhos, nossos compromissos, sem nos deixar levar pela vaidade, pela presunção, querendo barganhar contigo. Somos simples servidores. Nossa grandeza é estar a serviço do nosso Deus e dos nossos irmãos. Seja o teu santo nome bendito, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Em seu momento pessoal de oração, reze pelo Sínodo da Amazônia que está se iniciando hoje, no Vaticano. Que o Divino Espírito Santo assista fortemente a Igreja de Cristo neste importante momento de discernimento missionário. 
Desde ontem, estamos realizando o 2º Acampamento Tempo de Paz, com os ouvintes das rádios que transmitem os nossos programas. O Acampamento está acontecendo aqui, na Canção Nova de Gravatá, no agreste pernambucano. Reze por nós. 
Estou lhe enviando o link da nossa Rádio Tempo de Paz. Por ela, você pode nos acompanhar, nos momentos mais significativos do acampamento hoje: pregação, às 9 horas; Santa Missa, às 10:30h; Adoração, às 14:30 e Show-Mensagem, às 15 horas. Você pode também nos acompanhar pelo facebook, em minha página @padrejoaocarlos. 
Pe. João Carlos Ribeiro – 06 de outubro de 2019.

14 novembro 2017

SOMOS SERVOS INÚTEIS?


Quando tiverem feito tudo o que lhes mandaram, digam: ‘Somos servos inúteis’ (Lc 17, 10)


A parábola do patrão e do seu servo está contada somente no Evangelho de Lucas. Na verdade, nesta parábola, Jesus retrata como era a relação patrão-servo no seu tempo e tira daí ensinamentos importantes. O servo trabalha no campo, planta e cuida dos animais. Ao voltar do serviço, no fim do dia, o patrão lhe pede que prepare o seu jantar e o sirva. Só depois, é o que o servo vai poder jantar e descansar. Dessa cena que se repetia na sociedade do seu tempo, Jesus tira uma lição: “Vocês, também, quando tiverem feito tudo o que lhes mandaram, digam: ‘Somos servos inúteis. Fizemos o que devíamos fazer’”.

Quem é o servo? Você. Nós. Servimos a quem? Bom, o nosso primeiro senhor é Deus. Então, podemos pensar: Somos servidores de Deus. E uma coisa podemos aprender com o empregado da parábola. Como servo de Deus, devo colocar os interesses do meu Senhor acima dos meus. Devo dar prioridade às coisas de Deus em minha vida. Agora, você sabe, nem sempre acontece assim... muita gente pensa primeiro em si, em seus interesses, em seu final de semana.... depois, em Deus, se sobrar um tempinho, se ainda estiver com disposição. Buscar o Reino de Deus em primeiro lugar, e tudo o mais nos será dado em acréscimo, ensinou Jesus. Neste sentido, servir é uma atitude de fé, porque damos a Deus o primeiro lugar.

Mesmo cuidando diligentemente dos interesses de Deus, nosso Senhor, nunca podemos pensar que com o nosso trabalho compramos os dons de Deus. O dom de Deus, sua bênção, a sua graça, a redenção em Cristo nos são dados, não porque merecemos pela nossa santidade ou por nossas obras, mas porque Deus é bom e misericordioso. O apóstolo Paulo lembrou que, sem merecimento algum de nossa parte, enquanto ainda éramos pecadores, ele veio ao nosso encontro com o dom da salvação em Cristo. Neste sentido, nosso muito trabalho, nossas numerosas e beneméritas obras são apenas respostas do nosso amor, gratidão pelo bem que ele fez em nosso favor.

Nós também somos servidores dos outros. E servimos com nosso exemplo, nossos compromissos, nosso serviço profissional. Somos servos dos outros. Não patrões. Não senhores. O maior é o servidor de todos, ensinou Jesus. Como servos, nossa alegria é servir. Quem não vive para servir, não serve para viver, dizia Dom Hélder Câmara. Maria, depois de ter recebido a boa notícia do anjo que seria a Mãe do Salvador, colocou-se nas mãos de Deus, dizendo: “eu sou a serva do Senhor”. E logo, viajou pelas montanhas de Judá, para servir a Izabel. Servir é a marca do cristão.