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22 dezembro 2019

OS VIZINHOS DE ISABEL

Todos os vizinhos ficaram maravilhados e a notícia espalhou-se por toda a região (Lc 1, 65).

23 de dezembro de 2019.

Bem no dia do vizinho, um texto maravilhoso nos preparando para o natal do Senhor. E falando dos vizinhos. É a cena do nascimento de João, o que se tornou depois o Batista. E esse nascimento de João é contado em preparação do nascimento de Jesus. Não foi só a pregação de João que preparou a sua vinda. O seu próprio nascimento, em condições semelhantes de intervenção divina, é já é uma espécie de prévia do nascimento do Messias. O mesmo anjo Gabriel anunciou o seu nascimento, a mãe também concebeu em condições extraordinárias, a mesma atenção à colocação do nome dado ao recém-nascido na cerimônia de circuncisão...

O clima do nascimento é de alegria e contentamento. Isabel deu à luz o seu filho e parentes e vizinhos mostram-se próximos e solidários. Mas, houve mais uma surpresa no dia da circuncisão do menino. A circuncisão era um rito pelo qual o menino era incorporado ao povo de Deus. Era a hora de impor o nome da criança. A surpresa foi o nome escolhido pelos pais: não havia ninguém na família com aquele nome. A mãe queria assim. E o pai, também. Os parentes não estavam de acordo. Como o pai estivesse mudo, escreveu numa tabuinha: “O nome dele é João”. Foi como o anjo Gabriel o tinha instruído. Esse ato de obediência encerrou o castigo de Zacarias que antes não tinha acreditado nas palavras do anjo. E ele começou a falar e a louvar a Deus. Parentes e vizinhos ficaram pasmos, maravilhados. E a notícia correu por toda a região.

“O nome dele é João”. O menino, que acabou de nascer, não iria apenas dar continuidade à sua família ou repetir a história dos seus ascendentes. Ele iria escrever um novo capítulo na história de seu povo. João, não Zacarias. Um nome novo para uma nova missão. Ele encerraria o capítulo da paciente espera do Messias, abrindo o novo tempo. Apontaria o Messias já presente no meio do povo.

O texto de hoje sublinha a solidariedade dos vizinhos e parentes com aquele casal idoso. Eles não somente ficaram sabendo da gravidez prodigiosa de Isabel, mas também a consideraram uma obra misericordiosa de Deus na vida daquela família e se alegraram com ela. Ficaram maravilhados com o que aconteceu no dia da circuncisão da criança. E espalharam por todo canto a boa notícia do que Deus estava realizando no meio do seu povo.




Guardando a mensagem

O nascimento de uma criança é sempre um recomeço. Não vem para repetir o passado, embora não possa prescindir dele. É um novo ponto de partida. O futuro está começa naquela criança, é o novo entrando na história. O nascimento de uma criança, como o nascimento de João Batista, é um testemunho sobre Jesus. Ele veio assim. Uma criança frágil, chorando no frio daquela noite, ao abrigo de uma gruta e de seus animais, amparada somente pelo amor de uma mãe e de um pai abençoados. Um mistério de vida e de luz, o natal, só compreensível no clima do nascimento de uma criança, de uma mãe que dá a luz.

Todos os vizinhos ficaram maravilhados e a notícia espalhou-se por toda a região (Lc 1, 65).

Rezando a palavra 

Vamos rezar com as palavras do pai do menino João, ao ficar bom de sua mudez:

Bendito seja o Senhor Deus de Israel, que a seu povo visitou e libertou; e fez surgir um poderoso Salvador na casa de Davi, seu servidor, como falara pela boca de seus santos, os profetas desde os tempos mais antigos, para salvar-nos do poder dos inimigos e da mão de todos quantos nos odeiam. 

Vivendo a palavra

Reze, hoje, pelos seus vizinhos. E ao apresentar-lhes votos de boas festas, não fale só da ceia, dos presentes, do especial de natal... aproveite para falar-lhes de Jesus. 

Pe. João Carlos Ribeiro – 23 de dezembro de 2019.

30 julho 2012

Meus vizinhos

Vizinho está ficando um artigo raro. Nas cidades grandes, pouca gente tem vizinho ou conhece os seus vizinhos, ou conta com o apoio dos seus vizinhos.

Em décadas passadas, em que o Brasil era um país rural, com mais de 70% da população morando no campo. Hoje, a situação é inversa: apenas 30% moram no campo. No interior e nas pequenas cidades e mesmo nas grandes cidades, as famílias se sentavam nas calçadas, juntavam-se a outras famílias para bater papo, tocar violão, rezar o terço. E a criançada a correr no meio da rua. Perigo, qual nada?! Perigo de quê?! Ô tempinho bom! Ainda há no Brasil do interior alguma coisa parecida. Mas, no geral, a coisa mudou muito.