12 junho 2018

SAL DA TERRA, LUZ DO MUNDO


Vocês são o sal da terra (Mt 5, 13)
12 de junho de 2018.
No sermão da montanha, Jesus proclama a boa notícia do Reino de Deus para o seu povo. Ele o faz como Moisés, que comunicou a Lei de Deus ao povo hebreu. Vocês são o sal da terra, disse Jesus. Para que serve o sal? Pense aí... por que a gente usa o sal na comida?  Ele tem, pelo menos, duas funções importantíssimas: preservar e dar sabor.
A primeira função do sal é preservar. Mesmo tendo geladeira hoje, todo mundo sabe que o sal preserva a carne, por exemplo. E no tempo em que não havia geladeira, freezer, caixa de isopor, como no tempo de Jesus, o sal é quem resolvia o problema. Salgava-se a carne e o peixe para eles não apodrecerem, não se deteriorarem... E é disso que Jesus está falando: ‘Vocês são o sal da terra. Ora, se o sal se tonar insosso, com que salgaremos?’ O cristão, presente na realidade humana da família, da escola, do trabalho, da política, da economia, influi para que essas realidades não se estraguem, não se deteriorem. É como a função do sal no alimento, na carne, no peixe. Se o cristão for um salzinho fraco, insosso... como haveremos de preservar os valores da família, por exemplo, num mundo tão descristianizado como o nosso? E os valores humanos e cristãos no mundo da cultura assediada por tanta coisa ruim, nos dias de hoje? E a honestidade e a ética nas relações sociais e na política? Cristão é sal para preservar, para a coisa não apodrecer. Essa é a primeira função do sal.
A segunda função do sal é dar sabor. Comer uma comida sem sal ou insossa não é coisa muito boa. É só ouvir a reclamação de quem tem recomendação médica de se abster o mais possível de sal por causa do coração, da pressão alta... Comida sem sal não tem gosto. O sal realça o sabor do alimento. Jesus disse: ‘Vocês são o sal da terra”. Somos sal no ambiente onde estamos: no lugar de convivência, no local de trabalho, nos espaços de lazer. Onde estamos, somos sal, conferindo sentido às coisas, realçando o valor da pessoa humana, da fraternidade, da alegria. Se não formos cristãos pra valer, não influiremos suficientemente, não ajudaremos o mundo a ser melhor, não conferiremos sabor à vida. O sal que temos para realçar o sabor da vida é nossa fé, é o nosso amor a Deus e ao próximo, é a nossa adesão ao Evangelho do Senhor. Isso faz toda diferença. E faz de nós pessoas que trazem mais alegria e mais esperança ao mundo.
Vamos guardar a mensagem
No Sermão da Montanha, Jesus nos diz que somos sal da terra e luz do mundo. No sal, duas funções se destacam claramente: preservar e dar sabor. Somos sal ao contribuir ativamente para a preservação dos valores humanos e cristãos na cultura, no trabalho, na festa. Nossa presença, nossa palavra, nossas atitudes impedem, por exemplo, que a família seja desfigurada pelas bactérias de uma sociedade materialista que incentiva o individualismo e a falta de compromisso. Com nosso jeito de ver o mundo, com os olhos de Deus, podemos dar uma contribuição muito positiva na qualidade de vida do ser humano, valorizando a fraternidade, a comunhão, o bem comum, a justiça, o serviço aos outros. Somos sal da terra, como Jesus falou. Essa é a nossa vocação.
No Brasil, estamos celebrando o ano do laicato, exatamente com esse mote bíblico como lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo”. O tema para estimular o aprofundamento, a organização e a ação do laicato é este: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”. Você é leigo ou leiga, então está sendo convidado pela Igreja para assumir mais claramente seu papel de cristão-sal, cristã-luz na sua família, no seu trabalho, na sociedade, na comunidade cristã.
Vocês são o sal da terra (Mt 5, 13)
Vamos rezar a palavra
Senhor Jesus,
Também nos disseste que somos luz do mundo: Luz para iluminar a escuridão do erro, do ódio, do ateísmo. Uma vez iluminados com a tua luz, chamaste a nossa atenção para sermos também iluminadores dos outros. Nós te pedimos, Senhor, que a tua luz não se apague em nosso coração e em nossa vida. E que essa luz que vem de tua Palavra, de tua presença na Igreja, na Eucaristia seja a luz que refletimos em nossas palavras e ações. Seja o teu nome santo bendito, hoje e sempre. Amém.
Vamos viver a palavra
Todos os dias, com nossas palavras e nossas ações acabamos influindo na vida de outras pessoas. Quem sabe, hoje, surgindo uma oportunidade, você não possa fazer isso de maneira mais consciente! Ponha um pouco de sal onde as  coisas estão se deteriorando. Ilumine com a luz de Deus.

Pe. João Carlos Ribeiro -12.06.2018