BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO: 12 anos
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Dia do Imaculado Coração de Maria.

  


  13 de junho de 2026  


Memória do Imaculado Coração de Maria

Dia de Santo Antonio 


  Evangelho.   


Lc 2,41-51

41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem.
44Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. 46Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas.
47Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. 48Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. 49Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” 50Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. 51Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas.

  Meditação  


Olha que teu pai e eu estávamos angustiados, à tua procura! (Lc 2, 48) 

Em sintonia com o dia de hoje, dedicado ao Imaculado Coração de Maria, lemos, na liturgia da Igreja, o texto que nos relata a perda e o encontro do adolescente Jesus no Templo.

Quando eu estive em Jerusalém, no muro das lamentações, vi uma cena que me fez entender o que aconteceu com Jesus no Templo, aos 12 anos. Vi garotos de 13 anos participando de pequenas procissões, conduzindo festivamente rolos da Lei. Só para lembrar: os livros do Antigo Testamento foram escritos em pergaminhos. Livro é uma coisa moderna. Bom, os meninos levavam rolos da Lei em procissão, todos vestidos de branco, acompanhados de músicos e instrumentos. Depois, eles liam em público, pela primeira vez, uma passagem da Torá. A Torá corresponde aos primeiros cinco livros da Bíblia. Nessa idade, os meninos passam por uma cerimônia pela qual são integrados como membros adultos na comunidade do povo de Deus. A cerimônia se chama Bar Mitzvá. Treze anos é a idade da maturidade. Passam, a partir de então, a ter aliança com Deus e ter obrigações como adultos no conhecimento, no estudo e na prática dos mandamentos da Lei de Deus.

Jesus vai com os pais para a peregrinação da Páscoa, em Jerusalém. Está com 12 anos. Doze anos é a idade de sua integração como adulto no povo da Aliança. Qualquer menino ficava fora de si, de tanta alegria, num momento como esse. Ficava de maior, no sentido da lei judaica. Assim, Jesus, encantado com tudo aquilo, vai ficando por ali, nas rodas de debate que os mestres da Lei promoviam em vários pontos do Templo. Segundo o texto, escutava, fazia perguntas, dava respostas inteligentes. Encantava a todos, com sua sabedoria e seu interesse. Claro, está empolgado, sente-se por dentro dos costumes judaicos... por um momento, os laços familiares se enfraquecem... sua consciência de que é o filho de Deus está crescendo, suas descobertas mais amplas do mundo judeu, sua compreensão das coisas de Deus se aguçando...

Quando seus pais chegam, angustiados, sua mãe reclama. “Meu filho, porque agiste assim conosco?”. E ele, sentindo-se agora adulto, responde que eles deviam saber que ele devia estar na casa do Pai dele. Uma forma surpreendente de se referir a Deus: “o meu Pai”. É a sua consciência de filho que está emergindo naquele clima de festa e de aprofundamento do judaísmo. É verdade que ele voltou para casa, com os pais, em completa obediência. Mas, que sua cabeça tinha mudado muito, isso lá tinha.






Guardando a mensagem

A passagem para a vida adulta não é fácil para o adolescente, nem para os pais. É tempo de rebeldia, de afirmação da própria autonomia. No tempo de Jesus, talvez essa fase da adolescência nem existisse. Aos 12 anos, o menino já se tornava adulto, integrado plenamente no mundo religioso, por uma cerimônia familiar no Templo. Maria e José, mesmo conhecendo as origens do seu filho, se surpreenderam com o seu nível de autonomia e de consciência. Maria, sábia educadora, como seu esposo, no dizer da palavra, “conservava todas essas coisas no coração”. Quanto os pais podem aprender com os seus filhos! A pessoa humana é sempre um mistério surpreendente. Mas, isso não fez de Jesus um jovenzinho rebelde, mal-educado e desrespeitoso com os seus pais. Nada disso. Voltou pra casa, na companhia deles, em completa obediência e comunhão.

Olha que teu pai e eu estávamos angustiados, à tua procura! (Lc 2, 48)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
é surpreendente essa tua ida a Jerusalém naquela Páscoa em que ficaste no Templo, depois que teus pais e parentes voltaram para Nazaré. Tu te sentiste em casa, no meio daqueles mestres que explicavam a lei de Deus ao povo. Como todos os meninos daquela tua idade de 12 anos, passaste formalmente a ter parte na aliança com Deus e a responder pela Lei de Deus como uma pessoa adulta, emancipada. Impressiona a tua consciência de filho de Deus, o teu amor à Casa do teu Pai. Essa consciência de filho e esse teu amor pela Casa do Pai, também nós precisamos ter. Senhor, queremos hoje te pedir, de maneira especial, pelos adolescentes de nossas famílias. Que eles também, com o teu mesmo zelo e o teu mesmo entusiasmo, se encantem pelas coisas de Deus e experimentem a grande alegria de serem filhos de Deus e membros do seu povo. Seja bendito oteu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje é dia dos mistérios gozosos no Terço Mariano. Se não puder rezar o terço todo, recite pelo menos o quinto mistério, onde contemplamos a perda e o encontro do adolescente Jesus no Templo. 

Comunicando

Faço show na cidade de Mirandiba, PE, no próximo dia 24, Dia de São João. 


No dia 26, vou a São José do Rio Preto, SP, para compromissos na Rede Vida. 


05 de julho, temos o Passeio dos Ouvintes a Bezerros, PE, onde estamos implantando a nossa rádio Amanhecer FM. 


Um bom final de semana e até amanhã, se Deus quiser. 


Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Jesus nos comunica Vida.



   03 de fevereiro de 2026.   

Terça-feira da 4ª Semana do Tempo Comum

Memória de São Brás, bispo mártir


   Evangelho.   


Mc 5,21-43


Naquele tempo, 21Jesus atravessou de novo, numa barca, para a outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na praia. 22Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés, 23e pediu com insistência: “Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!” 24Jesus então o acompanhou. Uma numerosa multidão o seguia e o comprimia.
25Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com uma hemorragia; 26tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais. 27Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa. 28Ela pensava: “Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada”. 29A hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença.
30Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: “Quem tocou na minha roupa?”
31Os discípulos disseram: “Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas: ‘Quem me tocou?’”
32Ele, porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo. 33A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade.
34Ele lhe disse: “Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença”. 35Ele estava ainda falando, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, e disseram a Jairo: “Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?” 36Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: “Não tenhas medo. Basta ter fé!” 37E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João.
38Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando. 39Então, ele entrou e disse: “Por que essa confusão e esse choro? A criança não morreu, mas está dormindo”. 40Começaram então a caçoar dele. Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde estava a criança. 41Jesus pegou na mão da menina e disse: “Talitá cum” – que quer dizer: “Menina, levanta-te!” 42Ela levantou-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. 43Ele recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina.



   Meditação.   


Filha, a tua fé te curou. Vai em paz! (Mc 5, 34)

No tempo de Jesus, havia um clima muito sofrido no meio do seu povo: medo, baixa estima, doença, um clima sombrio de morte. Medo da repressão dos romanos, baixa estima em relação à prática religiosa por causa das cobranças dos fariseus, doenças sem cura. Um clima de morte.

No evangelho de hoje, vê-se claramente esse clima de morte. A menina de 12 anos estava nas últimas. A mulher há 12 anos sofria de uma hemorragia. Para a cultura daquela gente, sangue era vida. Perder sangue era estar morrendo. A mulher gastou tudo quanto possuía com os médicos e piorava a cada dia. Na casa da menina, a multidão estava gritando e chorando, lamentando a morte da garota. O clima é de morte.

Pense um pouco. Veja como a menina e a mulher, na condição de estarem caminhando para a morte, para além dos seus dramas pessoais, representam a própria comunidade que está mergulhada num clima de morte. Percebe? É como se toda a comunidade estivesse representada nelas. Não é à toa que as duas estão ligadas pelo número doze, o número do povo de Deus, o povo das doze tribos. A menina tem doze anos. A mulher está doente há doze anos.

No meio dessa situação, encontramos Jesus. Jesus é a resposta de Deus ao seu povo que vive um clima de morte. No livro da Sabedoria, está dito: ‘Deus não fez a morte. Deus fez todas as suas criaturas saudáveis. Deus criou o homem para a imortalidade, não para a morte. A morte é coisa do inimigo invejoso e de quem pertence a ele’.

No evangelho, as pessoas vencem a morte unindo-se a Jesus, pela fé. Deus é a fonte da vida. Jesus é Deus que veio nos comunicar a vida plena que vence a morte. A fé é o modo como nos abrimos para o amor de Deus. 

Disseram a Jairo: ‘Não incomode mais Jesus, sua filha morreu”. Jesus disse a Jairo: “Não tenha medo. Basta ter fé”. Jairo tinha mostrado sua fé em Jesus caindo aos seus pés, pedindo sua ajuda. A mulher também tinha mostrado sua fé em Jesus tocando-lhe a barra de sua veste, numa atitude de quem se prostra a seus pés. A ela Jesus disse: “Minha filha, a tua fé te curou”.

No evangelho, dá pra ver como Jesus revelou o amor de Deus que nos comunica vida, vencendo a morte. O texto diz logo que Jesus chegou de barco da outra margem. Jesus está no meio do seu povo. É quase um comentário ao mistério de sua encarnação. Jesus se aproximou de nós. E ele atende o pedido de Jairo, dirigindo-se à sua casa. Mostra o amor de Deus que se preocupa conosco, que presta atenção às nossas dores. No caminho, parou querendo saber quem o tinha tocado de uma maneira tão especial. Ouviu o relato da mulher e a confortou. Um Deus que comunica vida. Na casa de Jairo, tomou a menina pelo braço e a levantou, pedindo que lhe dessem de comer. E não quis que saíssem espalhando o acontecido. Jesus está revelando e comunicando o amor de Deus que vence a nossa morte.

Com Jesus, nós os seus discípulos, a sua Igreja, aprendemos a estar presentes nesse mundo, aproximando-nos de quem está enlutado, desempregado, faminto, desorientado. Com Jesus, aprendemos a ser solidários, a partilhar, a confortar, a socorrer. Somos testemunhas do Deus que toma a defesa dos humilhados. Somos, como Jesus e com ele, portadores do amor que restaura e liberta, amor que comunica luz e esperança.





Guardando a Mensagem

O povo de Jesus vivia num clima de sofrimento e morte. No evangelho de hoje, vemos duas mulheres sendo restauradas. Elas representam toda a comunidade do povo de Deus. Em suas histórias está todo o drama e sofrimento do seu povo: a humilhação, a exclusão, a doença, a morte. Na ação de Jesus, vemos o amor de Deus que vem ao nosso encontro, comunicando-nos a vida que vence a morte. Com Jesus, aprendemos a nos comprometer com a vida e a saúde dos irmãos, a mantermos acesa a chama da fé, da fraternidade, da esperança.

Filha, a tua fé te curou. Vai em paz! (Mc 5, 34)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tu nos salvaste com teu amor, carregando-te de nossas dores, tomando nosso lugar na morte. Tu, Senhor, deste tua vida para nos resgatar do pecado, do domínio do mal, da morte. Contigo, aprendemos a não ser indiferentes à dor dos irmãos, a sermos solidários em suas situações de luto e sofrimento, a sermos comunicadores do amor de Deus que, na vida de quem crê, é perdão, paz, esperança.  
Ajuda-nos, Senhor, a ser testemunhas do teu amor que vence a morte. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a Palavra

Não deixe de ler o evangelho de hoje. São duas história entrelaçadas. Lendo, vai captar melhor a mensagem de hoje.

Comunicando

Daqui a 12 dias, estaremos no domingo de carnaval. Nesse dia, vai começar o Retiro Espiritual para jovens e adultos, em Jaboatão, área metropolitana do Recife. Quatro dias de convivência e oração, em preparação da Quaresma. Tendo interesse em participar do nosso retiro, entre em contato pelo zap 81 9964-4899.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb



Na casa do meu Pai.

  


   28 de junho de 2025  

Imaculado Coração de Maria


   Evangelho.    


Lc 2,41-51

41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem.
44Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. 46Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas.
47Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. 48Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. 49Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” 50Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. 51Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas.

   Meditação   


Olha que teu pai e eu estávamos angustiados, à tua procura! (Lc 2, 48) 

Em sintonia com o dia de hoje, dedicado ao Imaculado Coração de Maria, lemos, na liturgia da Igreja, o texto que nos relata a perda e o encontro do adolescente Jesus no Templo.

Quando eu estive em Jerusalém, no muro das lamentações, vi uma cena que me fez entender o que aconteceu com Jesus no Templo, aos 12 anos. Vi garotos de 12 anos participando de pequenas procissões, conduzindo festivamente rolos da Lei. Só para lembrar: os livros do Antigo Testamento foram escritos em pergaminhos. Livro é uma coisa moderna. Bom, os meninos levavam rolos da Lei em procissão, todos vestidos de branco, acompanhados de músicos e instrumentos. Depois, eles liam em público, pela primeira vez, uma passagem da Torá. A Torá corresponde aos primeiros cinco livros da Bíblia. Nessa idade, os meninos passam por uma cerimônia pela qual são integrados como membros adultos na comunidade do povo de Deus. A cerimônia se chama Bar Mitzvá. Doze anos é a idade da maturidade. Passam, a partir de então, a ter aliança com Deus e ter obrigações como adultos no conhecimento, no estudo e na prática dos mandamentos da Lei de Deus.

Jesus vai com os pais para a peregrinação da Páscoa, em Jerusalém. Está com 12 anos. Doze anos é a idade de sua integração como adulto no povo da Aliança. Qualquer menino ficava fora de si, de tanta alegria, num momento como esse. Ficava de maior, no sentido da lei judaica. Assim, Jesus, encantado com tudo aquilo, vai ficando por ali, nas rodas de debate que os mestres da Lei promoviam em vários pontos do Templo. Segundo o texto, escutava, fazia perguntas, dava respostas inteligentes. Encantava a todos, com sua sabedoria e seu interesse. Claro, está empolgado, sente-se por dentro dos costumes judaicos... por um momento, os laços familiares se enfraquecem... sua consciência de que é o filho de Deus está crescendo, suas descobertas mais amplas do mundo judeu, sua compreensão das coisas de Deus se aguçando...

Quando seus pais chegam, angustiados, sua mãe reclama. “Meu filho, porque agiste assim conosco?”. E ele, sentindo-se agora adulto, responde que eles deviam saber que ele devia estar na casa do Pai dele. Uma forma surpreendente de se referir a Deus: “o meu Pai”. É a sua consciência de filho que está emergindo naquele clima de festa e de aprofundamento do judaísmo. É verdade que ele voltou para casa, com os pais, em completa obediência. Mas, que sua cabeça tinha mudado muito, isso lá tinha.




Guardando a mensagem

A passagem para a vida adulta não é fácil para o adolescente, nem para os pais. É tempo de rebeldia, de afirmação da própria autonomia. No tempo de Jesus, talvez essa fase da adolescência nem existisse. Aos 12 anos, o menino já se tornava adulto, integrado plenamente no mundo religioso, por uma cerimônia familiar no Templo. Maria e José, mesmo conhecendo as origens do seu filho, se surpreenderam com o seu nível de autonomia e de consciência. Maria, sábia educadora, como seu esposo, no dizer da palavra, “conservava todas essas coisas no coração”. Quanto os pais podem aprender com os seus filhos! A pessoa humana é sempre um mistério surpreendente. Mas, isso não fez de Jesus um jovenzinho rebelde, mal-educado e desrespeitoso com os seus pais. Nada disso. Voltou pra casa, na companhia deles, em completa obediência e comunhão.

Olha que teu pai e eu estávamos angustiados, à tua procura! (Lc 2, 48)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
é surpreendente essa tua ida a Jerusalém naquela Páscoa em que ficaste no Templo, depois que teus pais e parentes voltaram para Nazaré. Tu te sentiste em casa, no meio daqueles mestres que explicavam a lei de Deus ao povo. Como todos os meninos daquela tua idade de 12 anos, passaste formalmente a ter parte na aliança com Deus e a responder pela Lei de Deus como uma pessoa adulta, emancipada. Impressiona a tua consciência de filho de Deus, o teu amor à Casa do teu Pai. Essa consciência de filho e esse teu amor pela Casa do Pai, também nós precisamos ter. Senhor, queremos hoje te pedir, de maneira especial, pelos adolescentes de nossas famílias. Que eles também, com o teu mesmo zelo e o teu mesmo entusiasmo, se encantem pelas coisas de Deus e experimentem a grande alegria de serem filhos de Deus e membros do seu povo. Seja bendito oteu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje é dia dos mistérios gozosos no Terço Mariano. Se não puder rezar o terço todo, recite pelo menos o quinto mistério, onde contemplamos a perda e o encontro do adolescente Jesus no Templo. 

Comunicando

Participei, ontem à noite, com outros cantores católicos, do Show Solidário promovido e exibido pelas TVs católicas em favor da Rede Século 21. O show foi em Guaratinguetá. Foi um momento de unidade e compromisso com a missão. 

Amanhã, estarei em Campinas, me unindo à Comunidade Paroquial de São Marcos, o evangelista e ao seu pároco Pe. Antonio Alves, na celebração dos 20 anos da paróquia. A missa será às 17 horas. 

Imaculado Coração de Maria, rogai por nós!

Um bom final de semana e até amanhã, se Deus quiser. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Tem sangue nessas histórias.



  04 de fevereiro de 2025.  

Terça-feira da 4ª Semana do Tempo Comum

  Evangelho.  


Mc 5,21-43

Naquele tempo, 21Jesus atravessou de novo, numa barca, para outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na praia. 22Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés, 23e pediu com insistência: “Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!”
24Jesus então o acompanhou. Numerosa multidão o seguia e comprimia. 25Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com hemorragia; 26tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais.
27Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa. 28Ela pensava: “Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada”. 29A hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença. 30Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: “Quem tocou na minha roupa?” 31Os discípulos disseram: “Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas: ‘Quem me tocou’?”
32Ele, porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo. 33A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade. 34Ele lhe disse: “Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença”.
35Ele estava ainda falando, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, e disseram: “Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?” 36Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: “Não tenhas medo. Basta ter fé!” 37E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. 38Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando.
39Então, ele entrou e disse: “Por que essa confusão e esse choro? A criança não morreu, mas está dormindo”. 40Começaram então a caçoar dele. Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde estava a criança. 41Jesus pegou na mão da menina e disse: “Talitá cum” — que quer dizer: “Menina, levanta-te!” 42Ela levantou-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. 43Ele recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina.

  Meditação.  


Jesus pegou na mão da menina e disse: “Talitá cum” — que quer dizer: “Menina, levanta-te!”  (Mc 5, 41)

Você recorda o evangelho de ontem? Naquela cena, Jesus estava em terras pagãs. Naquela região, ele encontrou um homem possuído por uma legião de espíritos maus que o mantinham morando no cemitério. O homem possuído pode muito bem ser uma representação do povo pagão. A cena ficou marcada pela presença dos porcos. O porco era sinal de impureza. Para os hebreus, os pagãos eram uma gente sem a bênção de Deus.

Hoje, Jesus volta à terra de Israel. Uma mulher e uma menina estão dolorosamente enfermas. A menina e a mulher podem estar representando o povo de Deus. E sabe por quê? As duas estão ligadas ao número 12. Doze é o número do povo de Deus, o povo das doze tribos. A comunidade de Jesus, a sua Igreja, está em torno dos doze apóstolos.

Uma menina de doze anos estava morrendo. Ela era filha do chefe da sinagoga, Jairo. Uma mulher estava sofrendo de uma hemorragia há doze anos. O sangue era um problema grave na vida e na religião do povo da Bíblia. Qualquer contato com sangue gerava impureza nas pessoas. O impuro estava excluído do contato com os outros e das bênçãos de Deus. As mulheres eram as maiores prejudicadas por este sistema religioso da pureza legal, que vigorava no tempo de Jesus. E vou lhe dizer o porquê: por causa da menstruação e do parto. Mensalmente, a mulher enfrenta a perda de sangue, na menstruação. Ficava impura. No parto, a mulher tinha que se purificar, com uma quarentena e sacrifícios no Templo. Sangue, que era sinal da vida, não podia ser desperdiçado, nem tocado. Gerava impureza. A impureza afastava a pessoa da bênção de Deus.

Então, no fundo, no fundo, o problema no texto de hoje é com o sangue, isto é com a impureza. Podemos imaginar, pensando um pouco ou seguindo os comentadores do evangelho, que a menina aos doze anos poderia estar na sua primeira menstruação. Poderia ser esse o seu problema, associado a alguma doença. E a mulher também sofria com uma hemorragia (de sangue) há muito tempo e já tinha gasto o que possuía com médicos e tratamentos. Pode-se pensar numa menstruação desordenada dessa senhora, um drama sem tamanho para sua vida religiosa.

Veja que imagem vai surgindo.... O povo de Deus está representado pela menina de 12 anos e pela mulher que sofria há 12 anos. O povo de Deus, em sua vivência religiosa, estava marcado pela lei da pureza legal, que acabava marginalizando muita gente, sobretudo as mulheres. A menina e a mulher estão em grande sofrimento por causa do sangue, por causa das leis de pureza. É em Jesus, que este povo encontrará vida, saúde, purificação. Jesus nos salvou assumindo nossos pecados, tomando nosso lugar. De certo modo, ao ser tocado pela mulher impura, ele assume a sua impureza. O mesmo se diga, tocando na menina como o fez, tomando-a pela mão.




Guardando a mensagem

Na terra dos pagãos, Jesus libertou o homem que vivia no cemitério, limpando simbolicamente toda aquela terra da impureza dos porcos. Na história do homem do cemitério, Jesus está libertando o povo pagão daquela região. Jesus purificou aquela terra vencendo e expulsando o maligno. Na terra do povo de Deus, Jesus liberta as duas mulheres, devolvendo-lhe a saúde e incluindo-as na família e na comunidade, libertando-as da impureza da sua perda de sangue. Nesta história das duas mulheres, Jesus está libertando todo o povo de Deus. Claro que o evangelho tem muitas mensagens maravilhosas para nossa vida, mas elas precisam partir de uma compreensão dos elementos do texto.

Jesus pegou na mão da menina e disse: “Talitá cum” — que quer dizer: “Menina, levanta-te!”  (Mc 5, 41)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
tu és o redentor da humanidade. Redentor dos de longe, os pagãos, e dos de perto, os membros do povo eleito. Lá, na região dos pagãos, encontraste a opressão do mal sobre o ser humano. E o venceste, atraindo para ti a ira daquela gente que te expulsou de suas terras. Na terra do povo santo, também encontraste a opressão da lei religiosa da pureza, que causava exclusão e sofrimento, sobretudo das mulheres e dos doentes. E, pela fé, comunicaste vida e saúde, tomando o lugar dos pecadores, carregando-te de suas dores. Tu és o nosso redentor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Aparecendo uma oportunidade hoje, ajude alguma pessoa doente a viver o seu momento de enfermidade como verdadeiro encontro com o Senhor.

Comunicando

Segunda-feira que vem, dia 10, teremos o Encontro dos Ouvintes na cidade de Barreiros, PE. Lá nos transmite a Rádio Cultura FM. Na terça-feira, dia 11, estarei em Fortaleza. Vou presidir a Missa do jubileu de ordenação episcopal do servo de Deus Dom Antonio Lustosa. Dom Lustosa está a caminho dos altares. Na quarta-feira, dia 12, ainda em Fortaleza, realizaremos um "Encontro de Espiritualidade em prol da Campanha FM Dom Bosco de cara nova". 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Imaculado Coração de Maria, rogai por nós!

  


   08 de junho de 2024.   

Imaculado Coração de Maria


   Evangelho.    


Lc 2,41-51

41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem.
44Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. 46Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas.
47Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. 48Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. 49Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” 50Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. 51Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas.

   Meditação   


Olha que teu pai e eu estávamos angustiados, à tua procura! (Lc 2, 48) 

Em sintonia com o dia de hoje, dedicado ao Imaculado Coração de Maria, lemos, na liturgia da Igreja, o texto que nos relata a perda e o encontro do adolescente Jesus no Templo.

Quando eu estive em Jerusalém, no muro das lamentações, vi uma cena que me fez entender o que aconteceu com Jesus no Templo, aos 12 anos. Vi garotos de 12 anos participando de pequenas procissões, conduzindo festivamente rolos da Lei. Só para lembrar: os livros do Antigo Testamento foram escritos em pergaminhos. Livro é uma coisa moderna. Bom, os meninos levavam rolos da Lei em procissão, todos vestidos de branco, acompanhados de músicos e instrumentos. Depois, eles liam em público, pela primeira vez, uma passagem da Torá. A Torá corresponde aos primeiros cinco livros da Bíblia. Nessa idade, os meninos passam por uma cerimônia pela qual são integrados como membros adultos na comunidade do povo de Deus. A cerimônia se chama Bar Mitzvá. Doze anos é a idade da maturidade. Passam, a partir de então, a ter aliança com Deus e ter obrigações como adultos no conhecimento, no estudo e na prática dos mandamentos da Lei de Deus.

Jesus vai com os pais para a peregrinação da Páscoa, em Jerusalém. Está com 12 anos. Doze anos é a idade de sua integração como adulto no povo da Aliança. Qualquer menino ficava fora de si, de tanta alegria, num momento como esse. Ficava de maior, no sentido da lei judaica. Assim, Jesus, encantado com tudo aquilo, vai ficando por ali, nas rodas de debate que os mestres da Lei promoviam em vários pontos do Templo. Segundo o texto, escutava, fazia perguntas, dava respostas inteligentes. Encantava a todos, com sua sabedoria e seu interesse. Claro, está empolgado, sente-se por dentro dos costumes judaicos... por um momento, os laços familiares se enfraquecem... sua consciência de que é o filho de Deus está crescendo, suas descobertas mais amplas do mundo judeu, sua compreensão das coisas de Deus se aguçando...

Quando seus pais chegam, angustiados, sua mãe reclama. “Meu filho, porque agiste assim conosco?”. E ele, sentindo-se agora adulto, responde que eles deviam saber que ele devia estar na casa do Pai dele. Uma forma surpreendente de se referir a Deus: “o meu Pai”. É a sua consciência de filho que está emergindo naquele clima de festa e de aprofundamento do judaísmo. É verdade que ele voltou para casa, com os pais, em completa obediência. Mas, que sua cabeça tinha mudado muito, isso lá tinha.




Guardando a mensagem

A passagem para a vida adulta não é fácil para o adolescente, nem para os pais. É tempo de rebeldia, de afirmação da própria autonomia. No tempo de Jesus, talvez essa fase da adolescência nem existisse. Aos 12 anos, o menino já se tornava adulto, integrado plenamente no mundo religioso, por uma cerimônia familiar no Templo. Maria e José, mesmo conhecendo as origens do seu filho, se surpreenderam com o seu nível de autonomia e de consciência. Maria, sábia educadora, como seu esposo, no dizer da palavra, “conservava todas essas coisas no coração”. Quanto os pais podem aprender com os seus filhos! A pessoa humana é sempre um mistério surpreendente. Mas, isso não fez de Jesus um jovenzinho rebelde, mal-educado e desrespeitoso com os seus pais. Nada disso. Voltou pra casa, na companhia deles, em completa obediência e comunhão.

Olha que teu pai e eu estávamos angustiados, à tua procura! (Lc 2, 48)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
é surpreendente essa tua ida a Jerusalém naquela Páscoa em que ficaste no Templo, depois que teus pais e parentes voltaram para Nazaré. Tu te sentiste em casa, no meio daqueles mestres que explicavam a lei de Deus ao povo. Como todos os meninos daquela tua idade de 12 anos, passaste formalmente a ter parte na aliança com Deus e a responder pela Lei de Deus como uma pessoa adulta, emancipada. Impressiona a tua consciência de filho de Deus, o teu amor à Casa do teu Pai. Essa consciência de filho e esse teu amor pela Casa do Pai, também nós precisamos ter. Senhor, queremos hoje te pedir, de maneira especial, pelos adolescentes de nossas famílias. Que eles também, com o teu mesmo zelo e o teu mesmo entusiasmo, se encantem pelas coisas de Deus e experimentem a grande alegria de serem filhos de Deus e membros do seu povo. Seja bendito oteu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje é dia dos mistérios gozosos no Terço Mariano. Se não puder rezar o terço todo, recite pelo menos o quinto mistério, onde contemplamos a perda e o encontro do adolescente Jesus no Templo. 

Comunicando

Hoje, dentro dos festejos de Santo Antonio, faço show na Paróquia de Tiúma, em São Lourenço da Mata, Pernambuco.

Segunda-feira é dia do encontro dos ouvintes no Recife. O encontro será na paróquia da Várzea, começando com o terço mariano às 18 horas. 

Imaculado Coração de Maria, rogai por nós!

Um bom final de semana e até amanhã, se Deus quiser. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

Imaculado Coração de Maria, rogai por nós!

 




   17 de junho de 2023.   

Imaculado Coração de Maria


     Evangelho.    


Lc 2,41-51

41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem.
44Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. 46Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas.
47Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. 48Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. 49Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” 50Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. 51Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas.

     Meditação   


Olha que teu pai e eu estávamos angustiados, à tua procura! (Lc 2, 48) 

Em sintonia com o dia de hoje, dedicado ao Imaculado Coração de Maria, lemos, na liturgia da Igreja, o texto que nos relata a perda e o encontro do adolescente Jesus no Templo.

Quando eu estive em Jerusalém, no muro das lamentações, vi uma cena que me fez entender o que aconteceu com Jesus no Templo, aos 12 anos. Vi garotos de 12 anos participando de pequenas procissões, conduzindo festivamente rolos da Lei. Só para lembrar: os livros do Antigo Testamento foram escritos em pergaminhos. Livro é uma coisa moderna. Bom, os meninos levavam rolos da Lei em procissão, todos vestidos de branco, acompanhados de músicos e instrumentos. Depois, eles liam em público, pela primeira vez, uma passagem da Torá. A Torá corresponde aos primeiros cinco livros da Bíblia. Nessa idade, os meninos passam por uma cerimônia pela qual são integrados como membros adultos na comunidade do povo de Deus. A cerimônia se chama Bar Mitzvá. Doze anos é a idade da maturidade. Passam, a partir de então, a ter aliança com Deus e ter obrigações como adultos no conhecimento, no estudo e na prática dos mandamentos da Lei de Deus.

Jesus vai com os pais para a peregrinação da Páscoa, em Jerusalém. Está com 12 anos. Doze anos é a idade de sua integração como adulto no povo da Aliança. Qualquer menino ficava fora de si, de tanta alegria, num momento como esse. Ficava de maior, no sentido da lei judaica. Assim, Jesus, encantado com tudo aquilo, vai ficando por ali, nas rodas de debate que os mestres da Lei promoviam em vários pontos do Templo. Segundo o texto, escutava, fazia perguntas, dava respostas inteligentes. Encantava a todos, com sua sabedoria e seu interesse. Claro, está empolgado, sente-se por dentro dos costumes judaicos... por um momento, os laços familiares se enfraquecem... sua consciência de que é o filho de Deus está crescendo, suas descobertas mais amplas do mundo judeu, sua compreensão das coisas de Deus se aguçando...

Quando seus pais chegam, angustiados, sua mãe reclama. “Meu filho, porque agiste assim conosco?”. E ele, sentindo-se agora adulto, responde que eles deviam saber que ele devia estar na casa do Pai dele. Uma forma surpreendente de se referir a Deus: “o meu Pai”. É a sua consciência de filho que está emergindo naquele clima de festa e de aprofundamento do judaísmo. É verdade que ele voltou para casa, com os pais, em completa obediência. Mas, que sua cabeça tinha mudado muito, isso lá tinha.


Guardando a mensagem

A passagem para a vida adulta não é fácil para o adolescente, nem para os pais. É tempo de rebeldia, de afirmação da própria autonomia. No tempo de Jesus, talvez essa fase da adolescência nem existisse. Aos 12 anos, o menino já se tornava adulto, integrado plenamente no mundo religioso, por uma cerimônia familiar no Templo. Maria e José, mesmo conhecendo as origens do seu filho, se surpreenderam com o seu nível de autonomia e de consciência. Maria, sábia educadora, como seu esposo, no dizer da palavra, “conservava todas essas coisas no coração”. Quanto os pais podem aprender com os seus filhos! A pessoa humana é sempre um mistério surpreendente. Mas, isso não fez de Jesus um jovenzinho rebelde, mal-educado e desrespeitoso com os seus pais. Nada disso. Voltou pra casa, na companhia deles, em completa obediência e comunhão.

Olha que teu pai e eu estávamos angustiados, à tua procura! (Lc 2, 48)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
é surpreendente essa tua ida a Jerusalém naquela Páscoa em que ficaste no Templo, depois que teus pais e parentes voltaram para Nazaré. Tu te sentiste em casa, no meio daqueles mestres que explicavam a lei de Deus ao povo. Como todos os meninos daquela tua idade de 12 anos, passaste formalmente a ter parte na aliança com Deus e a responder pela Lei de Deus como uma pessoa adulta, emancipada. Impressiona a tua consciência de filho de Deus, o teu amor à Casa do teu Pai. Essa consciência de filho e esse teu amor pela Casa do Pai, também nós precisamos ter. Senhor, queremos hoje te pedir, de maneira especial, pelos adolescentes de nossas famílias. Que eles também, com o teu mesmo zelo e o teu mesmo entusiasmo, se encantem pelas coisas de Deus e experimentem a grande alegria de serem filhos de Deus e membros do seu povo. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje é dia dos mistérios gozosos no Terço de Nossa Senhora. Se não puder rezar o terço todo, recite pelo menos o quinto mistério, onde contemplamos a perda e o encontro do adolescente Jesus no Templo. Na Rádio Amanhecer, rezamos o terço, todos os dias, às 18 horas. É só baixar o aplicativo no seu celular: Rádio Amanhecer.

Imaculado Coração de Maria, rogai por nós!

Um bom final de semana e até amanhã, se Deus quiser. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

A AFLIÇÃO DE UMA MÃE




25 de junho de 2022

Imaculado Coração de Maria


EVANGELHO


Lc 2,41-51

41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem.
44Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. 46Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas.
47Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. 48Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. 49Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” 50Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. 51Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas.

MEDITAÇÃO


Olha que teu pai e eu estávamos angustiados, à tua procura! (Lc 2, 48)

Em sintonia com o dia de hoje, dedicado ao Imaculado Coração de Maria, lemos, na liturgia da Igreja, o texto que nos relata a perda e o encontro do adolescente Jesus no Templo.

Quando eu estive em Jerusalém, no muro das lamentações, vi uma cena que me fez entender o que aconteceu com Jesus no Templo, aos 12 anos. Vi garotos de 12 anos participando de pequenas procissões, conduzindo festivamente rolos da Lei. Só para lembrar: os livros do Antigo Testamento foram escritos em pergaminhos. Livro é uma coisa moderna. Bom, os meninos levavam rolos da Lei em procissão, todos vestidos de branco, acompanhados de músicos e instrumentos. Depois, eles liam em público, pela primeira vez, uma passagem da Torá. A Torá corresponde aos primeiros cinco livros da Bíblia. Nessa idade, os meninos passam por uma cerimônia pela qual são integrados como membros adultos na comunidade do povo de Deus. A cerimônia se chama Bar Mitzvá. Doze anos é a idade da maturidade. Passam, a partir de então, a ter aliança com Deus e ter obrigações como adultos no conhecimento, no estudo e na prática dos mandamentos da Lei de Deus.

Jesus vai com os pais para a peregrinação da Páscoa, em Jerusalém. Está com 12 anos. Doze anos é a idade de sua integração como adulto no povo da Aliança. Qualquer menino ficava fora de si, de tanta alegria, num momento como esse. Ficava de maior, no sentido da lei judaica. Assim, Jesus, encantado com tudo aquilo, vai ficando por ali, nas rodas de debate que os mestres da Lei promoviam em vários pontos do Templo. Segundo o texto, escutava, fazia perguntas, dava respostas inteligentes. Encantava a todos, com sua sabedoria e seu interesse. Claro, está empolgado, sente-se por dentro dos costumes judaicos... por um momento, os laços familiares se enfraquecem... sua consciência de que é o filho de Deus está crescendo, suas descobertas mais amplas do mundo judeu, sua compreensão das coisas de Deus se aguçando...

Quando seus pais chegam, angustiados, sua mãe reclama. “Meu filho, porque agiste assim conosco?”. E ele, sentindo-se agora adulto, responde que eles deviam saber que ele devia estar na casa do Pai dele. Uma forma surpreendente de se referir a Deus: “o meu Pai”. É a sua consciência de filho que está emergindo naquele clima de festa e de aprofundamento do judaísmo. É verdade que ele voltou para casa, com os pais, em completa obediência. Mas, que sua cabeça tinha mudado muito, isso lá tinha.


Guardando a mensagem

A passagem para a vida adulta não é fácil para o adolescente, nem para os pais. É tempo de rebeldia, de afirmação da própria autonomia. No tempo de Jesus, talvez essa fase da adolescência nem existisse. Aos 12 anos, o menino já se tornava adulto, integrado plenamente no mundo religioso, por uma cerimônia familiar no Templo. Maria e José, mesmo conhecendo as origens do seu filho, se surpreenderam com o seu nível de autonomia e de consciência. Maria, sábia educadora, como seu esposo, no dizer da palavra, “conservava todas essas coisas no coração”. Quanto os pais podem aprender com os seus filhos! A pessoa humana é sempre um mistério surpreendente. Mas, isso não fez de Jesus um jovenzinho rebelde, mal-educado e desrespeitoso com os seus pais. Nada disso. Voltou pra casa, na companhia deles, em completa obediência e comunhão.

Olha que teu pai e eu estávamos angustiados, à tua procura! (Lc 2, 48)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
é surpreendente essa tua ida a Jerusalém naquela Páscoa em que ficaste no Templo, depois que teus pais e parentes voltaram para Nazaré. Tu te sentiste em casa, no meio daqueles mestres que explicavam a lei de Deus ao povo. Como todos os meninos daquela tua idade de 12 anos, passaste formalmente a ter parte na aliança com Deus e a responder pela Lei de Deus como uma pessoa adulta, emancipada. Impressiona a tua consciência de filho de Deus, o teu amor à Casa do teu Pai. Essa consciência de filho e esse teu amor pela Casa do Pai, também nós precisamos ter. Senhor, queremos hoje te pedir, de maneira especial, pelos adolescentes de nossas famílias. Que eles também, com o teu mesmo zelo e o teu mesmo entusiasmo, se encantem pelas coisas de Deus e experimentem a grande alegria de serem filhos de Deus e membros do seu povo. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje é dia dos mistérios gozosos no Terço de Nossa Senhora. Se não puder rezar o terço todo, recite pelo menos o quinto mistério, onde contemplamos a perda e o encontro do adolescente Jesus no Templo.

Comunicando

Nestes dias, estou em Manaus, para alguns compromissos de evangelização. Hoje, faço show na cidade de Rio Preto da Eva. No domingo, em Manaus, celebro a Santa Missa às 17 horas, com transmissão pela Rádio Tempo de Paz. Na terça-feira, vou à Rádio Rio Mar e participo de um encontro na Livraria Paulinas, às 10 horas. Na quarta, faço show na cidade de Manaquiri, no interior do estado. Confio-me às suas orações.

Um bom final de semana e até amanhã, se Deus quiser. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

A HISTÓRIA DA MENINA E DA MULHER




01 de fevereiro de 2022

EVANGELHO


Mc 5,21-43

Naquele tempo, 21Jesus atravessou de novo, numa barca, para outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na praia. 22Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés, 23e pediu com insistência: “Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!”
24Jesus então o acompanhou. Numerosa multidão o seguia e comprimia. 25Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com hemorragia; 26tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais.
27Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa. 28Ela pensava: “Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada”. 29A hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença. 30Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: “Quem tocou na minha roupa?” 31Os discípulos disseram: “Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas: ‘Quem me tocou’?”
32Ele, porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo. 33A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade. 34Ele lhe disse: “Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença”.
35Ele estava ainda falando, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, e disseram: “Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?” 36Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: “Não tenhas medo. Basta ter fé!” 37E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. 38Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando.
39Então, ele entrou e disse: “Por que essa confusão e esse choro? A criança não morreu, mas está dormindo”. 40Começaram então a caçoar dele. Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde estava a criança. 41Jesus pegou na mão da menina e disse: “Talitá cum” — que quer dizer: “Menina, levanta-te!” 42Ela levantou-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. 43Ele recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina.

MEDITAÇÃO


Jesus pegou na mão da menina e disse: “Talitá cum” — que quer dizer: “Menina, levanta-te!”  (Mc 5, 41)

Você recorda o evangelho de ontem? Naquela cena, Jesus estava em terras pagãs. Naquela região, ele encontrou um homem possuído por uma legião de espíritos maus que o mantinham morando no cemitério. O homem possuído pode muito bem ser uma representação do povo pagão. A cena ficou marcada pela presença dos porcos. O porco era sinal de impureza. Para os hebreus, os pagãos eram uma gente sem a bênção de Deus.

Hoje, Jesus volta à terra de Israel. Uma mulher e uma menina estão dolorosamente enfermas. A menina e a mulher podem estar representando o povo de Deus. E sabe por quê? As duas estão ligadas ao número 12. Doze é o número do povo de Deus, o povo das doze tribos. A comunidade de Jesus, a sua Igreja, está em torno dos doze apóstolos.

Uma menina de doze anos estava morrendo. Ela era filha do chefe da sinagoga, Jairo. Uma mulher estava sofrendo de uma hemorragia há doze anos. O sangue era um problema grave na vida e na religião do povo da Bíblia. Qualquer contato com sangue gerava impureza nas pessoas. O impuro estava excluído do contato com os outros e das bênçãos de Deus. As mulheres eram as maiores prejudicadas por este sistema religioso da pureza legal, que vigorava no tempo de Jesus. E vou lhe dizer o porquê. Por causa da menstruação e do parto. Mensalmente, a mulher enfrenta a perda de sangue, na menstruação. Ficava impura. No parto, a mulher tinha que se purificar, com uma quarentena e sacrifícios no Templo. Sangue, que era sinal da vida, não podia ser desperdiçado, nem tocado. Gerava impureza. A impureza afastava a pessoa da bênção de Deus.

Então, no fundo, no fundo, o problema no texto de hoje é com o sangue, isto é com a impureza. Podemos imaginar, pensando um pouco ou seguindo os comentadores do evangelho, que a menina aos doze anos poderia estar na sua primeira menstruação. Poderia ser esse o seu problema, associado a alguma doença. E a mulher também sofria com uma hemorragia (de sangue) há muito tempo e já tinha gasto o que possuía com médicos e tratamentos. Pode-se pensar numa menstruação desordenada dessa senhora, um drama sem tamanho para sua vida religiosa.

Veja que imagem vai surgindo.... O povo de Deus está representado pela menina de 12 anos e pela mulher que sofria há 12 anos. O povo de Deus, em sua vivência religiosa, estava marcado pela lei da pureza legal, que acabava marginalizando muita gente, sobretudo as mulheres. A menina e a mulher estão em grande sofrimento por causa do sangue, por causa das leis de pureza. É em Jesus, que este povo encontrará vida, saúde, purificação. Jesus nos salvou assumindo nossos pecados, tomando nosso lugar. De certo modo, ao ser tocado pela mulher impura, ele assume a sua impureza. O mesmo se diga, tocando na menina como o fez, tomando-a pela mão.


Guardando a mensagem

Na terra dos pagãos, Jesus libertou o homem que vivia no cemitério, limpando simbolicamente toda aquela terra da impureza dos porcos. Na história do homem do cemitério, Jesus está libertando o povo pagão daquela região. Jesus purificou aquela terra vencendo e expulsando o maligno. Na terra do povo de Deus, Jesus liberta as duas mulheres, devolvendo-lhe a saúde e incluindo-as na família e na comunidade, libertando-as da impureza da sua perda de sangue. Nesta história das duas mulheres, Jesus está libertando todo o povo de Deus. Claro que o evangelho tem muitas mensagens maravilhosas para nossa vida, mas elas precisam partir de uma compreensão dos elementos do texto.

Jesus pegou na mão da menina e disse: “Talitá cum” — que quer dizer: “Menina, levanta-te!”  (Mc 5, 41)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Tu és o redentor da humanidade. Redentor dos de longe, os pagãos, e dos de perto, os membros do povo eleito. Lá, na região dos pagãos, encontraste a opressão do mal sobre o ser humano. E o venceste, atraindo para ti a ira daquela gente que te expulsou de suas terras. Na terra do povo santo, também encontraste a opressão da lei religiosa da pureza, que causava exclusão e sofrimento, sobretudo das mulheres e dos doentes. E, pela fé, comunicaste vida e saúde, tomando o lugar dos pecadores, carregando-te de suas dores. Tu és o nosso redentor. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Aparecendo uma oportunidade hoje, ajude alguma pessoa doente a viver o seu momento de enfermidade como verdadeiro encontro com o Senhor.

Hoje é dia do programa Encontros, no Youtube. A gente se encontra às 20 horas. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

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