BLOG DO PADRE JOÃO CARLOS - MEDITAÇÃO: Jesus acolhe e alimenta o seu povo.

Jesus acolhe e alimenta o seu povo.

  



   02 de agosto de 2026   

18º Domingo do Tempo Comum 

No mês vocacional, 
o domingo dos ministros ordenados


   Evangelho.   


Mt 14,13-21

Naquele tempo, 13quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14Ao sair da barca, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!” 16Jesus porém lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” 17Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. 18Jesus disse: “Trazei-os aqui”. 19Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20Todos comeram e ficaram satisfeitos, e dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.


   Meditação   


Eles não precisam ir embora. Vocês mesmos dêem-lhes de comer! (Mt 14, 16)

Como foi diferente o banquete de Jesus do banquete de Herodes! O banquete de Herodes é o texto que vem antes desta narração da multiplicação dos pães. As duas narrações estão interligadas. Jesus foi para um lugar deserto e afastado quando soube do que aconteceu com o profeta João Batista. Esta notícia, trazida pelos discípulos de João que sepultaram o seu corpo, mexeu profundamente com Jesus, claro. Além de seu primo, João o tinha batizado naquele movimento de renovação às margens do Rio Jordão. Quando ele tinha sido preso, conta o mesmo evangelho de São Mateus, Jesus tinha voltado para a Galileia, transferido-se para Cafarnaum e começado a pregar abertamente. Agora, que soube de sua morte na corte de Herodes, em circunstâncias tão violentas, ele ficou muito abalado. E afastou-se para um lugar deserto.

A notícia do que tinha acontecido na corte do rei, em Tiberíades, circulou rapidamente no meio da população da Galileia. No banquete de aniversário, Herodes, dobrando-se ao capricho da esposa-cunhada, depois de um número de dança da sobrinha, mandou decepar a cabeça de João Batista no cárcere. Na presença dos convidados, foi apresentada a cabeça do profeta numa bandeja. Um banquete de violência onde o prato principal foi a morte do profeta de Deus, que tanta esperança tinha despertado no coração do povo. Um banquete de morte.

Não foi só Jesus que ficou triste. O povo também ficou chocado com o acontecido. E viu como Jesus tinha reagido, retirando-se para o deserto, com os discípulos. Por isso, de todo canto apareceu gente que foi ao encontro dele ou se antecipou à sua chegada. Ao desembarcar, Jesus já encontrou aquele povão todo. E encheu-se de compaixão por eles. Curou os que estavam doentes. E foi ficando com eles... Como já ia ficando tarde, os discípulos chamaram a sua atenção para que terminasse aquela reunião, para o povo voltar e encontrar o que comer pelas aldeias. Uma preocupação justa. Mas, Jesus recomendou que eles mesmos dessem um jeito. Mas, como dar um jeito, se eles só tinham cinco pães e dois peixes?! Seria o suficiente.

Realmente, daquela vez o povo não estava só atrás de benefícios para si. Estava chocado com os acontecimentos, vivendo quase um luto coletivo, solidário com Jesus, mas, ao mesmo tempo, sentindo-se consolado por ele. Mandá-los embora com fome, seria o contrário de tudo o que Jesus estava anunciando, com a proclamação da chegada do Reino de Deus. Assim, Jesus prepara o povo para uma grande refeição, um grande banquete, mandando o povo se sentar. O profeta Isaías tinha falado dessa fartura que Deus iria providenciar: “Vocês que não têm dinheiro, venham e comam!”. Um banquete de vida, Deus alimentando o seu povo, como no tempo do maná, também no deserto. Jesus pegou aquele pouco alimento e deu graças a Deus e começou a dividir os pães e depois os peixes e entrega-los aos discípulos que iam entregando ao povo. Um milagre da providência divina, a multiplicação dos pães e dos peixes. Todo mundo comeu e ficou satisfeito. Mandou ainda recolher as sobras em cestos.

O povo voltou para casa consolado pela atitude acolhedora e amorosa de Jesus, confortado por suas palavras e alimentado pelo pão abençoado, partido e distribuído por ele. Um banquete bem diferente do de Herodes. Lá, a corte celebrou a morte, sufocando a palavra de esperança que o profeta anunciava, pela qual convocava todos à conversão. No deserto, o povo celebrou a vida, no acolhimento de Jesus, em sua palavra de esperança e no pão repartido com todos.






Guardando a mensagem

Os encontros de multiplicação dos pães, nos evangelhos, nos prepararam para a Eucaristia, a Santa Missa. Na Santa Missa, celebramos o banquete da vida. O próprio Jesus acolhe com carinho o seu povo, conforta-o em suas necessidades, fala-lhes ao coração e o alimenta com o sacramento do seu próprio corpo e sangue. Continuamos a partir o pão, fazendo memória de sua vida entregue por nós, pão descido do céu para a vida do mundo. 

Eles não precisam ir embora. Vocês mesmos dêem-lhes de comer! (Mt 14, 16)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
nós te bendizemos por tua proximidade, por tua encarnação. Tu és o Deus maravilhoso que se fez um de nós, participante de nossa história humana, companheiro de dores e alegrias. Em ti, experimentamos como é imenso o amor do Pai por nós. Naquele encontro no deserto, com aquele povo tão numeroso que te procurou, celebraste um banquete de vida, enchendo o seu coração de alegria e esperança. Assim, experimentaram que o Reino de Deus tinha chegado, vencendo o banquete de morte da corte de Herodes. Concede, Senhor, que em nossas celebrações eucarísticas experimentemos o acolhimento, a solidariedade, a comunhão contigo e com os irmãos, ao acolhermos tua santa palavra e comermos do mesmo pão que és tu mesmo, para nos fortalecer no caminho da vida. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Essa linda celebração de Jesus multiplicando os pães no deserto para o seu povo foi como uma preparação para a Santa Missa. A Santa Missa, que nós também chamamos de Celebração da Eucaristia, é a Última Ceia que Jesus celebrou com os seus discípulos na quinta-feira santa. O evangelho vai nos educando a sermos fiéis à participação ativa na Santa Missa dominical. 

Comunicando

Neste primeiro domingo do mês vocacional, estamos rezando pelos ministros ordenados, os que são consagrados na Igreja pelo Sacramento da Ordem (diáconos, padres e bispos). Não deixe de cumprimentar, hoje, o padre e o diácono de sua comunidade e agradecer por seu ministério. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb 



 

14 comentários:

  1. Esse evangelho evidência que Jesus Cristo retira-se para viver seu luta, pois é humano humanizado explica(deixei que os mortos sepulte os mortos,mas com certeza atrocidades contra João Batista era esperada).
    Embora haja paciência no Reino de Deus há momentos para todos,a multidão queria saber a opinião Dele,um momento oportuno para buscar almas (quando estamos frágins estamos com a mente mais aberta,sim e foi exatamente isso que jesus aplicou).
    Seus meninos não sabiam como agir a preocupação era material o mestre alimentou almas ensinando a partilha como princípio cristã (a fome espiritual quando saciada abrir os olhos de segueiras que deixa a vida ofusca de quem ainda não teve intimidade Espiritual com Deus.
    A multiplicação ❌ evidência a prova concreta do reino de Deus,a partilha mostra transformação comportamental do rece convertido.
    A consciência de quem celebra o fracasso do Reino de Deus deve doer muito em contra partida até hoje mata-se pessoas justas com palavras usando erradamente pura ignorância humana,pois até a traição de Judas foi necessário acontecer para que bem aplicado por jesus fosse celado diante de um tribunal corrompido por Lei humanas feita por criminosos que querem ceifar o bem.
    Que sejamos amigos do do bem na pedagogia Cristã é notável pensa e fazer a certo pra assim o Reino de Deus se estalar entre uma sociedade contemporânea do século X X I,que tenta fazer o certo e muita vezes é negado por capricho de ego (dá a palavra e não volta atrás,por matou João Batista!!).
    Que bom hoje de forma bem silenciosa já presenciamos justiça ⚖️⚖️ divina em meio sociais.
    Sigamos.

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  2. Anônimo2/8/26 06:35

    Bom diaa!!! Glória à vós, senhor 🙏🕊
    Gratidão.

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  3. Glória a Vós, Senhor!
    Nessa passagem, Jesus nos dá mais uma vez a prova de que, se colocarmos nossa esperança e fé em DEUS, confiando que Ele tudo pode, quando já não conseguimos por nós mesmos, não precisamos nos preocupar — pois o Pai nos ama e tem o melhor para cada um de nós.
    A multiplicação dos pães e peixes nos ensina que o pouco com DEUS se torna muito. Precisamos apenas ser obedientes, fazer nossa parte e nos entregarmos, pois o restante virá pela Divina Providência. Tudo que for pedido com fé, apresentado ao Pai das Misericórdias, desde que seja justo, agrade a DEUS e não prejudique o próximo, é possível se multiplicar — pois tudo estará sendo consagrado e abençoado.
    Ele nos conhece melhor do que nós mesmos, valoriza nosso esforço e nosso cansaço e, em Sua compaixão, sacia nossa fome e conhece nossas necessidades. Podemos confiar que tudo se realizará pela Sua infinita Misericórdia.

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  4. Anônimo2/8/26 07:22

    Bom dia Pe João Carlos, sua benção, Senhor Jesus nos abençoe e nos guarde e nos proteja de todo mal, com saúde paz amor alegria felicidade fé esperança a mim e a minha família. Que Deus abençoe todos os padres, diáconos e bispos do mundo inteiro. Amém 🙏🙏❤️❤️

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  5. Anônimo2/8/26 07:47

    Deus te abençoe Padre João Carlos!
    Obrigada pelo alimento divino desta manhã!

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  6. Anônimo2/8/26 08:17

    Gratidão.

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  7. Anônimo2/8/26 08:50

    Amém. Glória a Vós, Senhor. Parabéns padre João Carlos.

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  8. Anônimo2/8/26 09:09

    Jesus! Gratidão sempre ❤️😍🙏

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  9. Anônimo2/8/26 09:10

    Gratidão sempre

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  10. Anônimo2/8/26 15:25

    Amém! 🙌🏽🌸🕊

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  11. Obrigada Padre João. Obrigada Senhor por tudo e peço saúde para mim minha família e para todos. Cura Senhor meu netinho Bento, o Yvis, minha mãezinha e todos que precisam. Senhor aumentai sempre a nossa fé amém.

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  12. Anônimo2/8/26 23:21

    No evangelho de hoje Jesus nos convida a partilhar um momento de reflexão, a dor da perda o luto o silêncio; todos tiveram o mesmo sentimentos más eram pessoas frágeis sedentas de carinhos de apoio psicológico maus tratados pela sociedade sem esperança sem estilo de vida sem respeito e dignidade.. Deus com extinto de pai amoroso enviou Jesus com sua sabedoria p/ leva á todos a palavras de amor e esperança a todos, com o banquete da palavra preparado o alimento espiritual e o alimentos compartilhamos entre-si todos se saciaram em trabalhos conjunto os cinco pães e dois peixe é simbólico representa substância Deus está em tudo q nos alimenta. Amém

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  13. Anônimo2/8/26 23:39

    boa noite padre João Carlos Deus abençoe.obrigada pela bela reflexão.

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