18 maio 2020

HORA DO TESTEMUNHO



Ele dará testemunho de mim (Jo 15, 26)
18 de maio de 2020

Ontem, celebramos o 6º Domingo da Páscoa. E a grande palavra que ecoou na liturgia de ontem foi AMOR. “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada” (Jo 14, 23). Como o Pai amou Jesus, Jesus nos amou. E como Jesus nos amou, precisamos nos amar uns aos outros. E nos perguntamos: Como foi que Jesus nos amou? Ele deu sua vida por nós. E nos deu o seu Espírito. No domingo da ressurreição, ele soprou sobre os apóstolos, comunicando-lhes o seu Espírito. No Pentecostes, derramou o seu Espírito sobre toda a comunidade. No seu amor por nós, ele deu a vida e nos deu o seu Espírito.

Nesta cena da última ceia, Jesus está preparando os discípulos para acolher e entender a missão do Espírito Santo. Ele é o outro Defensor. Ele vem do Pai, como Jesus. E vem enviado pelo Pai e pelo Filho, na sua volta ao seio do Pai. E por que ele é chamado de Defensor? Porque atualizará o legado de Jesus que nos reconciliou com Deus, nos livrando do jugo do pecado; porque fortalecerá e defenderá os seguidores de Jesus nas provações, nas perseguições. Jesus o chamou de o Espírito da Verdade. Espírito da verdade porque ele revela aos discípulos quem é Jesus e os ajuda a compreender o significado de suas palavras. Ele é o animador número um da missão de Jesus que os discípulos vão continuar.

Desde o começo, a comunidade compreendeu esse papel fundamental do Santo Espírito, como parceiro da missão. Quando os apóstolos e os anciãos tiveram que tomar uma decisão sobre a entrada dos pagãos na comunidade, eles rezaram e deliberaram. Depois, escreveram o seguinte na carta que foi enviada: ‘Pareceu bem a nós e ao Espírito Santo tomar a seguinte decisão’. Viu? O Espírito Santo e os seguidores de Jesus são parceiros no testemunho do Mestre.

Guardando a mensagem

O Espírito Santo, enviado pelo Pai e pelo Filho, veio para garantir a continuidade da missão. Ele dá testemunho de Jesus. Nós também somos testemunhas de Jesus. A testemunha tem conhecimento de causa, por isso atesta publicamente, garante alguma coisa a partir de sua experiência. Nós conhecemos Jesus e o anunciamos. O Espírito Santo é quem garante que o nosso testemunho seja verdadeiro e fiel nas provações. Ele é o parceiro da Igreja na sua grande missão, a evangelização. Nosso testemunho sobre Jesus, nós o damos todo dia, por onde andamos, com o que falamos, com o modo como nos conduzimos na vida. Quem nos inspira e nos sustenta no testemunho é o Espírito Santo.

Ele dará testemunho de mim (Jo 15, 26)

Rezando a palavra

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor. Enviai, Senhor, o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.

Oremos: Ó Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo nosso Senhor. Amém.

Vivendo a palavra

Talvez, hoje, apareça uma boa oportunidade pra você falar de Jesus a alguém. É só mostrar o seu amor por ele, sua vinculação com a comunidade dos discípulos dele, a Igreja. Uma hora para o testemunho. Hora do Espírito Santo.

E eu queria compartilhar com você, que recebe a Meditação pelo whatsapp, este pequeno vídeo. É uma reportagem da Rede Vida de Televisão, exibido neste final de semana, sobre o nosso trabalho nos meios de comunicação social. 

E a gente se encontra, às 22 horas, na Live da Oração da Noite, nas redes sociais: facebook, youtube, instagram,   periscope e aplicativo Tempo de Paz. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

17 maio 2020

O AMIGO FIEL


Eu não os deixarei órfãos. Eu virei a vocês (Jo 14, 18)
17 de maio de 2020

A essa altura da nossa quarentena, sobretudo nas grandes cidades do país, pode acontecer que muita gente experimente um crescente sentimento de tristeza, sobretudo se tiver alguém de sua família ou algum conhecido seu infectado pelo novo coronavírus. Pode crescer entre nós também a ansiedade e o sentimento de abandono. O evangelho de hoje vem em nosso socorro.

Neste sexto domingo da Páscoa, o Senhor Jesus está conversando com os  discípulos e preparando-os para o doloroso momento da paixão que estava às portas e para o tempo de sua ausência. Ele irá para o Pai, mas não os deixará órfãos. Indo, ele mandará o outro defensor, o Espírito da verdade. Ele permanecerá sempre com eles.  Apesar de ausente fisicamente, estará presente. O Espírito Santo atualizará a sua presença. O Espírito Santo permanece conosco, ele está em nós. 

Olha que verdade preciosa para esses nossos dias difíceis, quando muita gente pode se sentir sozinha e abandonada. Sem visitas em casa, sem a perspectiva de acompanhante no hospital, realmente, alguém pode se sentir sozinho e largado à própria sorte. Aqui entra a nossa fé, a experiência que temos do Deus vivo que se manifestou em Jesus de Nazaré: não estamos sozinhos, não estamos abandonados ou esquecidos. Ele está conosco. Em nós, habita o Santo Espírito nos fortalecendo, nos levantando de nossas quedas, nos fazendo caminhar com confiança. Ele atualiza a presença de Cristo salvador que deu sua vida em nosso favor e nos comunicou a vida nova, nos fazendo participantes de sua vitória sobre o mal e a morte. 

O grande apelo do evangelho nesses dias é estarmos em comunhão com Jesus, permanecer nele. Permanecer nele como o ramo enxertado na videira. Permanecer unidos a ele pela oração, pela meditação de sua palavra, pela solidariedade com os sofredores, pela comunhão com a sua Igreja. Essa união é que nos faz dar bons frutos. E que belos frutos vemos em quem se mantém assim unido a Cristo: a paciência, a tolerância, a solidariedade, a esperança! 

O Espírito Santo tem sido o grande protagonista no tempo que se seguiu à volta de Cristo ao Pai. Em todos as travessias difíceis pelos quais já peregrinou o povo de Deus, foi sempre ele o maior conselheiro, a luz a iluminar as consciências, o guia dos pastores da Igreja, o dedo de Deus a indicar a direção da terra prometida. O Espírito Santo está conosco sempre, ele está em nós desde o batismo, ele é o grande parceiro de cada discípulo e discípula e de toda a Igreja, em sua missão. 

O Espírito da Verdade, o defensor, permanece conosco. Mas, não nos substitui. Ele nos inspira, nos recorda o alcance das palavra do Senhor, nos mostra a vontade de Deus,  mas não faz no nosso lugar. Temos sempre que fazer a nossa parte, como cidadãos deste país ou deste planeta. Ele não nos substitui.

Na Samaria, morava um povo meio pagão. Mas, eles se abriram à pregação do evangelho feita pelo diácono Felipe. Os apóstolos Pedro e João foram enviados de Jerusalém para confirmar os novos convertidos e invocar sobre eles o Santo Espírito. Este nosso mundo meio pagão está precisando do Evangelho de Jesus e do seu Santo Espírito. É o Espírito que dá fecundidade à pregação do Evangelho e faz crescer em cada um, em cada uma, o homem novo ressuscitado em Cristo,  a nova mulher renascida em Cristo. Sem isso, continuamos o homem velho sem comunhão com Deus. 

Guardando a palavra

Jesus estava se despedindo dos discípulos. Viu sua tristeza. Assegurou, então, que não os deixaria órfãos. Eles não ficariam sozinhos, sem rumo e sem direção. Enviaria o outro defensor, o Espírito da verdade. Ele permaneceria sempre com eles, e neles. O mundo não o conhece. Mas, os discípulos o conhecem, porque conhecem Jesus e estão unidos a ele. O Espírito Santo está em cada discípulo, em cada discípula, como o amigo e interlocutor mais íntimo e fiel. Assim, não nos faltarão inspiração, discernimento, luz para viver, decidir e agir segundo a vontade de Deus. Nesta pandemia, nenhum discípulo se sinta sozinho e abandonado. A presença de Deus em nós e conosco tem nome e sobrenome: o Espírito da verdade, Deus Espírito Santo. 

Eu não os deixarei órfãos. Eu virei a vocês (Jo 14, 18)

Rezando a palavra

Senhor Jesus, 
neste momento em que o isolamento está sendo exigido com maior seriedade em muitos lugares e em que já se acumulam tantas perdas humanas, estamos vivendo assustados e preocupados. No teu evangelho, hoje, nos vem uma palavra maravilhosa: não estamos sozinhos, não estamos largados à nossa própria sorte. Estamos unidos a ti, permanecemos em ti, como permaneces em nós. Somos teus discípulos e discípulas, pelos quais deste tua vida. Como disse o apóstolo Pedro em sua carta: “Sofreste a mostre na tua existência humana, mas recebeste nova vida pelo Espírito”.  A nova vida nos chega pelo dom do teu Espírito. Nós te agradecemos, Senhor. Ele é o nosso amigo mais íntimo e mais fiel. Com ele, vamos enfrentar estes dias, com nossas famílias, unidos a toda a humanidade, fazendo nossa parte nessa luta, com serenidade, em paz e na esperança. Seja bendito o teus santo nome, hoje e sempre. Amém. 

Vivendo a palavra

Neste domingo, não deixe de participar da Santa Missa. Escolha um bom horário e recolha-se em oração, acompanhando a celebração de sua comunidade pelas redes sociais. Você é templo do Espírito Santo, desde sua união com Cristo, no batismo. Não é à toa o ensinamento de Jesus sobre a oração: “Quando for rezar, entre no seu quarto e feche a porta”. O seu quarto é o seu interior, o templo do Santo Espírito. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

16 maio 2020

O MUNDO GOSTA DO QUE É SEU

Se o mundo odeia vocês, saibam que primeiro me odiou (Jo 15, 18)

16 de maio de 2020


Quando você começa a se comportar como um cristão de verdade, muita gente estranha. É o que Jesus está nos dizendo hoje: “o mundo gosta do que é seu”. No evangelho de João, fica bem clara a oposição que o mundo faz a Jesus. O mundo, na compreensão desse evangelho, são as pessoas e as estruturas que se opõem a Deus. É bem verdade que Deus amou tanto o mundo que enviou o seu filho único para salvá-lo. Mas, nem todo mundo acolheu Jesus. E, na verdade, boa parte de seu mundo estranhou sua mensagem e suas atitudes e o rejeitou, levando-o à morte de malfeitor na cruz.

O mundo está dominado pelo pecado e, portanto, está sempre na oposição a Deus, em oposição ao Deus verdadeiro revelado por Jesus. O mundo pode até formar para si uma imagem falsa de Deus, ter um deus que lhe convenha. Pode ver que as pessoas que tramaram a morte de Jesus eram pessoas religiosas, mas serviam a uma falsa imagem de Deus. Sentiram-se ameaçadas pelo jeito de Jesus falar de Deus e tratar os sofredores e, em nome do seu deus, mataram-no.

O cristão é alguém que é tirado do mundo. É bom explicar melhor isso. Jesus falou assim: “O mundo odeia vocês porque eu os escolhi e os apartei do mundo”. Jesus nos escolheu, nos chamou. Ser escolhido por Jesus, seguir Jesus é afastar-se do mundo, isto é, desvincular-se do mal do mundo. Dá pra entender? Não é que o cristão possa viver fora do mundo. Ele afasta-se do mal que está no mundo, mas vive no mundo. Na ceia, Jesus pediu ao Pai: “Eu não peço que os tires do mundo, mas que os livres do maligno”. Estamos no mundo, mas não somos do mundo.

O mundo perseguiu Jesus. E desconfia de qualquer um que se pareça com Jesus. Olha o que ele fala no evangelho de hoje: “Se o mundo odeia vocês, saibam que primeiro ele me odiou”. E por que o mundo odeia Jesus? Pela mesma razão que o mundo do tempo de Jesus o odiou e o matou. A mensagem de Jesus e o seu modo de se conduzir na vida eram uma permanente denúncia contra o egoísmo, a dominação, a manipulação, a alienação que movem o mundo. Jesus vivia e pregava radicalmente a fraternidade, a prioridade dos pequenos e sofredores, a liberdade, o amor a Deus e aos irmãos, a vida segundo a vontade de Deus. A vida dos cristãos devia ser uma pregação permanente (mesmo sem sermão) contra a infidelidade, a desonestidade, a busca de privilégios, a exploração; uma pregação em favor da santidade do matrimônio, da sacralidade da vida, da justiça e do perdão como caminho para a paz. Quem anda assim, afastou-se do mundo, mesmo vivendo nele.

Sair do mundo é como a saída do povo do cativeiro do Egito. É obra de Deus em nós. Jesus disse isso a Nicodemos: “tem que nascer de novo”. Sair do mundo é um êxodo, é um novo nascimento. Obra de Deus, com nossa adesão.

Guardando a mensagem

O seguidor de Jesus, a seguidora de Jesus, pautando-se pelo seu evangelho, com certeza, pelo estranhamento do mundo, vai sofrer incompreensão, pode sofrer rejeição e até perseguição. Foi assim com Jesus. Se o comportamento e as palavras de um cristão não incomodam o mundo, tem alguma coisa errada nele. Não porque procuremos oposição e encrenca. Jesus não procurou confronto e briga. Mas, o mundo só gosta do que é seu. 

Se o mundo odeia vocês, saibam que primeiro me odiou (Jo 15, 18)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Disseste “se me perseguiram, também perseguirão vocês”. E estamos começando a entender o porquê: porque o cristão não pertence mais ao mundo, não pensa e não age mais como o mundo. Agora, isso não é fácil, Senhor. É verdade, tu não nos disseste que seria fácil. Na verdade, nos ensinaste a tomar o caminho estreito, pois larga é a estrada que conduz à perdição. Continua, Senhor, rezando por nós ao Pai, pedindo que não nos tire do mundo, mas que nos livres do mal que está nele. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Neste tempo de necessário isolamento social, faça a sua parte com espírito de sacrifício e amor ao próximo. 

A quem participou da campanha de ontem, da AMA, nossa sincera gratidão.

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

14 maio 2020

FUI EU QUE ESCOLHI VOCÊS

Não foram vocês que me escolheram, mas fui eu que escolhi vocês (Jo 15, 16)

15 de maio de 2020

Que grande graça, nós sermos cristãos. Nós aceitamos seguir Jesus, nós o escolhemos como referência fundamental de nossa vida. É por isso que nos chamam de cristãos. Somos seus seguidores. Nós fizemos uma opção por ele, como nosso modelo e salvador. Mas, olha o que ele hoje está nos dizendo: “Não foram vocês que me escolheram, fui eu que escolhi vocês”. Ele nos amou e nos escolheu, por primeiro. O amor dele foi antes do nosso. Como disse o apóstolo: “Quando ainda éramos pecadores, ele nos amou e se entregou por nós”.

O amor de Deus nos precede. Ele deu o primeiro passo, quando ainda estávamos no pecado. A gente sempre pensa com uma lógica diferente. Um dia, meditando a história do filho pródigo (Lucas 15), me dei conta que o filho errado voltou pra casa, em primeiro lugar porque havia um pai misericordioso esperando-o. Esse amor, que ele já tinha experimentado quando estava em casa, vinha antes de sua própria conversão. Movido por esse amor, encorajado por ele, é que este filho pródigo se levantou arrependido e começou o seu caminho de retorno à casa do Pai. Não foi só a conversão que o levou de volta para casa. Em primeiro lugar, foi o amor do Pai que o atraiu e criou as condições para a sua volta. Meditando assim, compus aquela música ‘Meu Bom Deus’. “Meu bom Deus, o teu amor me trouxe aqui”. O amor de Deus é antes do nosso.

A Igreja, no Concílio de Trento, concluído em 1563, explicou que o início da justificação brota da graça preveniente de Deus, por Jesus Cristo, pela qual somos chamados, sem qualquer merecimento de nossa parte. Em resposta, podemos consentir livremente nesta graça e cooperar com ela (Cf Trento 797).

O mesmo mandamento do amor fraterno está baseado nesta experiência de termos sido amados por primeiro. “Amem-se uns aos outros, como eu amei vocês”. Aliás, esse amor vem bem antes no amor do Pai por Jesus: “Como o Pai me amou, eu amei vocês”.

Guardando a mensagem

No antigo catecismo de perguntas e respostas, nós decorávamos uma resposta muito especial. Éramos perguntados: “Você é cristão?”. Respondíamos em coro: “Sim, sou cristão pela graça de Deus”. É disso que nos fala o evangelho de hoje. A salvação é uma iniciativa de Deus que nos amou primeiro, vindo ao nosso encontro, nos oferecendo a graça da redenção em Cristo. Ele nos amou primeiro. Em resposta, acolhemos a graça do Senhor e procuramos, cheios de gratidão, viver como discípulos de Jesus, apoiados pela graça do seu Espírito em nós. 

Não foram vocês que me escolheram, mas fui eu que escolhi vocês (Jo 15, 16)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,
Nós te bendizemos por nos teres escolhido como teus discípulos e discípulas. O Pai nos amou e te enviou para nossa salvação. Tu nos escolheste e nos designaste para darmos fruto. O fruto primeiro é nos tornarmos teus discípulos. Obrigado, Senhor. Dá-nos a graça de sermos perseverantes e fiéis no teu caminho. Senhor, neste momento de sofrimento que estamos enfrentando, dá que o teu povo realize a sua missão de ser luz do mundo. Que nós teus discípulos e discípulas, mostremo-nos responsáveis na proteção da vida, generosos na solidariedade e confiantes na misericórdia divina que não há de nos faltar. Nós te pedimos, Senhor, que cesse essa pandemia e que venha um tempo de paz e saúde para toda a humanidade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

Hoje, nossa Associação Missionária Amanhecer (AMA) está realizando uma jornada especial para animar os associados e associados na missão. Um de nossos propósitos, hoje, é levantar recursos para aquisição de equipamentos melhores para transmissão da Santa Missa pelas redes sociais. Desejando participar da campanha, clique no link que estou lhe enviando pelo seu whatsapp. Precisando de alguma informação ou ajuda, comunique-se conosco pelo whatsapp 81 9964-4899.


Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

PERMANECER EM CRISTO

Se vocês guardarem os meus mandamentos, permanecerão no meu amor (Jo 15, 10)
14 de maio de 2020

Jesus está à mesa com os discípulos. No clima de intimidade da ceia, ele descreve a comunhão existente entre ele e os discípulos como a relação entre a videira e os ramos. A videira era já uma representação do povo de Deus, no Antigo Testamento. Ele lhes diz: “Eu sou a videira verdadeira, vocês são os ramos. Meu Pai é o agricultor”.

Jesus está unido ao Pai, permanece no Pai. E o Pai nele. Assim, os discípulos: permaneçam em Jesus, pois Jesus permanece neles. Como ramos, estejam inseridos na videira, profundamente, para dar frutos. O Pai poda os ramos para que deem mais frutos e corta os que não dão fruto. Como bom agricultor, o Pai cuida da videira e é glorificado pelos frutos que colhe. Daí a recomendação: "permaneçam no meu amor".

Mas, o que é ‘permanecer’? A imagem da videira nos ajuda a entender bem o que seja ‘permanecer’. Permanecer é estarmos inseridos em Cristo, em comunhão com ele, alimentando-nos dele e produzindo frutos. Vamos nos explicar melhor. 

PERMANECER EM CRISTO é, antes de tudo, estar em comunhão com ele, reconciliados e perseverantes na oração e na prática de sua palavra. “Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto”. Estamos unidos a Cristo pela fé e pelo batismo. No batismo, fomos inseridos nele, enxertados como ramos na videira. O batismo foi o banho purificador, que nos lavou do pecado, inserindo-nos no mistério de sua morte e ressurreição. Jesus falou que o Pai limpa o ramo e que nós já estávamos limpos pela palavra que recebemos. É bom lembrar que eles estavam ali na ceia, e que a ceia começou com o lava-pés. Por sua morte e ressurreição, Jesus nos limpa, nos purifica, nos reconcilia. Permanecendo em Cristo, o que pedimos ao Pai, ele nos concede. Permanecendo nele, suas palavras permanecem em nós.

PERMANECER EM CRISTO é também estar em comunhão com a sua Igreja, com a comunidade dos discípulos. Quem está unido a Cristo precisa viver unido à comunidade dos discípulos, à Igreja, ser conhecido, participar, contribuir com a missão.

PERMANECER EM CRISTO é ainda guardar os seus mandamentos. “Se guardarem os meus mandamentos, permanecerão no meu amor”, disse ele. E apresentou o seu próprio exemplo: ele guardou os mandamentos do seu Pai e, assim, permanece no seu amor. O discípulo de verdade é o que faz a vontade de Deus, como ele. E ali na ceia, ele nos deu o mandamento do amor fraterno: “amem-se uns aos outros, como eu amei vocês”.

Guardando a mensagem

Como os ramos estão unidos à videira, assim nós estamos unidos a Cristo. Para dar frutos, isto é, para realizarmos nossa vocação de ramos precisamos permanecer nele. Permanecer é estar em comunhão com ele, participando de sua Igreja e praticando os seus mandamentos. Só assim podemos dar frutos. O grande fruto é nos tornarmos seus discípulos: andar nos seus caminhos, ter os seus mesmos sonhos, amar com o seu coração compassivo, servir aos sofredores como ele o fez, ter o seu mesmo compromisso com o Reino.

Se vocês guardarem os meus mandamentos, permanecerão no meu amor (Jo 15, 10)

Rezando a palavra

Senhor Jesus,

Pela fé e pelo batismo, estamos unidos a ti. Como ramos, fomos enxertados na videira verdadeira, que és tu. Não é fácil, Senhor, manter essa comunhão contigo, permanecer na graça. São tantas as provações, as tentações que teimam em nos afastar de ti e da comunhão com a tua Igreja, o teu corpo místico. Ajuda-nos, Senhor, com a força do teu Espírito, a nos manter perseverantes e fiéis, alimentados pelo pão da Palavra e da Eucaristia, produzindo muitos frutos para a glória do Pai. Sendo hoje o dia do teu apóstolo Matias, que foi escolhido para ficar no lugar de Judas Iscariotes, queremos, por sua intercessão, renovar nossa comunhão contigo e com a tua Igreja, nesse momento difícil que estamos atravessando como humanidade. Abençoa, Senhor, este 14 de maio e todas as pessoas que hoje, em todo o mundo, num grande esforço de unidade, estão clamando pelo fim da pandemia e pelo advento de um tempo de paz e fraternidade. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a Palavra

Neste dia de oração, jejum e invocação a Deus pela humanidade atingida pela pandemia do novo coronavírus, faça o seu momento pessoal de oração rezando nesta intenção.

Se você tiver um tempinho, às 10 da noite, a gente se encontra na live da Oração da Noite no youtube e no facebook. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb

13 maio 2020

A ORAÇÃO PESSOAL

Sem mim, vocês nada podem fazer (Jo 15,5)

13 de maio de 2020

Como Israel era um povo agrícola, a Bíblia está cheia de comparações com plantas frutíferas: oliveira, videira, vinha, figueira... A vinha é uma imagem tradicional do povo de Deus. Deus plantou seu povo naquela terra abençoada de Canaã, como quem planta uma vinha, um parreiral, uma linda roça de uva.

Jesus falou de uma forma alegórica, dizendo que ele é a videira, o Pai é o agricultor e nós somos os ramos. A cultura agrícola do seu povo permitia um imediato entendimento dessa comparação. Uma imagem muita rica, cheia de detalhes a nos falar de nossa unidade com Cristo e de nosso crescimento na vida cristã. No batismo, fomos enxertados em Cristo, como ramos enxertados na videira. Somos filhos adotivos. Nossa identidade está ligada a Jesus Salvador. Sem essa vinculação permanente com a videira, não prosperamos do ponto de vista espiritual. Não damos frutos. Separados da videira, o ramo seca. É de se pensar que muitos se batizam, mas não continuam unidos a Cristo, alimentando-se de sua Palavra e da Eucaristia, integrado à sua comunidade eclesial.

“Sem mim, vocês nada podem fazer”. Sem essa união com Cristo, videira verdadeira, não há como darmos fruto. O ramo não prospera separado da videira ou só aparentemente unido. Digo ‘aparentemente’, porque, em muitos casos, a pessoa não se mantém realmente vinculada a Cristo, não permanece unida a ele. O alerta de Jesus é sobre ‘permanecer’. Permanecer é perseverar na comunhão com ele, na comunhão com a comunidade dos discípulos e na prática dos seus mandamentos. Podemos desconfiar dessa vinculação com o Senhor quando a pessoa não tem uma vida de oração, não se alimenta da palavra de Deus, não frequenta a celebração eucarística.

“Sem mim, vocês nada podem fazer”. Fomos inseridos em Cristo pela fé e pelo batismo. Mas, isto não basta. A imagem da videira nos ajuda a perceber isso. Os frutos não surgem de repente, levam um tempo. Eles vêm, num certo momento do processo, num ramo que está profundamente unido ao tronco, alimentando-se permanentemente da seiva que vem dele e da fotossíntese que realiza na presença da luz solar. É preciso permanecer, crescer nele, para poder dar frutos.

“Nisto meu Pai é glorificado: que vocês deem muito fruto e se tornem meus discípulos”. Segundo essa palavra, dar fruto é o mesmo que tornar-se seus discípulos. De fato, que fruto maior se pode esperar de um filho de Deus, de uma filha de Deus senão tornar-se parecido com Jesus?! Tornar-se discípulo é chegar a pensar como Jesus, amar como ele e agir como ele; com o seu coração, com a sua entrega, com a sua fidelidade.

Guardando a mensagem

Jesus, em suas comparações, valia-se de imagens do ambiente conhecido pelo seu povo. A comparação com a videira já vinha do Antigo Testamento. Jesus falou de nossa comunhão com ele como a do ramo enxertado na videira. Se não permanecermos nele, não damos fruto. Para a aderência no tronco da videira, o ramo precisa ser limpo. Jesus nos limpou, nos purificou com sua morte redentora. A grande obra de nossa vida é nos tornarmos discípulos e discípulas do Senhor. E, assim, realizamos nossa vida, inspirada na sua, iluminada pelo seu exemplo, trilhando o seu caminho. Como discípulos, à imagem de Jesus, tudo o que fizermos agradará e glorificará o nosso Deus e Pai.

Sem mim, vocês nada podem fazer (Jo 15,5)

Senhor Jesus,
A nossa união contigo está figurada na alegoria da videira. Tu és a videira, o tronco. Nós somos os ramos, os galhos. O Pai é o agricultor. Ele cuida da videira, do tronco e dos ramos. Somos um contigo, somos a tua Igreja. Estamos unidos a ti, como ramos enxertados. Quanto mais permanecemos em ti, mais podemos florescer como filhos de Deus, com atitudes e ações de discípulos teus. Concede-nos, Senhor, o teu Santo Espírito que nos une a ti, videira verdadeira. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.

Vivendo a palavra

A oração é uma forma de permanecermos em Cristo. Sem ele, nada podemos fazer. Reforce, hoje, seu compromisso com o seu momento diário de oração.

Nossa Senhora pediu a oração do Terço em todas as suas aparições em Fátima, Portugal, de maio a outubro de 1917.  Vivia-se a primeira guerra mundial. “Rezem o terço, todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra”, pediu ela na aparição de maio. O terço é a meditação do evangelho, na companhia de Maria. 

Pe. João Carlos Ribeiro, sdb