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14 junho 2019

A SANTIDADE NA CAMA

Não cometerás adultério (Mt 5, 27)
14 de junho de 2019.
Nós, seguidores de Jesus, acolhemos, com gratidão, a Lei da Aliança que Deus deu a Israel. No Sermão da Montanha, Jesus tomou alguns pontos da Lei e os explicou, aprofundando o nível de exigência no seu cumprimento.  Na observância dos mandamentos, ele acentuou duas coisas: que seja expressão de nossa aliança com Deus e do respeito e do amor que devemos ao nosso próximo.
Não cometer adultério. É um dos mandamentos da Lei que Deus deu ao seu povo, no Sinai. Nesse assunto do adultério, que toca tanto o homem como a mulher, Jesus, de maneira especial, tomou a defesa da mulher. A Lei ordena: “Não cometerás adultério”.  Perfeito. Mas, não cometer adultério é também não desrespeitar a mulher com um olhar malicioso ou expor a esposa ao adultério ao mandá-la embora de casa.
O evangelho de Jesus exalta o casamento, como participação no amor de Cristo e da Igreja. Anuncia a indissolubilidade desse laço que une homem e mulher, segundo o propósito de Deus. Abençoa o esforço de fidelidade dos esposos e o seu compromisso com a geração e a educação cristã dos  seus filhos. Repreende, portanto, o adultério, a traição e a vida conjugal sem entrega e sem compromisso.
Vivemos hoje em uma sociedade pluralista, com muitas opções sendo pregadas e defendidas. Nem todo mundo acredita nas mesmas coisas que nós acreditamos. O nosso modo de ver a família, o casamento, a vida sexual, como também a vida social, a economia, o trabalho, tudo isso encontra cada dia mais resistência e oposição. O ensinamento de Jesus e da Igreja é criticado, desprezado, rejeitado, por vezes.
Os valores que defendemos estão alicerçados na Palavra de Deus e na Tradição viva da fé. Não são invenções do Papa, dos padres ou de algum movimento religioso reacionário. Defendemos a vida, desde sua concepção até a sua morte natural. Não estamos de acordo com a promiscuidade sexual. Pregamos a castidade de solteiros e casados. Não temos dúvida que o verdadeiro casamento só pode acontecer entre homem e mulher. São valores, são princípios, são bandeiras que nascem de nossa fé, enraizados na revelação bíblica e no ensinamento dos apóstolos de ontem e de hoje.
Que não pensem igual a nós, tudo bem. O desastre será se nós, por conta de opiniões contrárias, renunciarmos ao modo cristão de ver a vida e o mundo. Triste será se os cristãos esquecerem sua fé, deesprezarem os ensinamentos de Cristo e embarcarem na onda forjadora de opinião dos grandes meios de comunicação e de grupos de pressão social. Já pensou se os cristãos trocarem o evangelho pela pregação que fazem hoje as novelas contra a família, contra o casamento, contra a santidade da vida sexual?
Guardando a mensagem
Um seguidor de Jesus, nesta sociedade em plena crise de valores, não pode ser uma pessoa que pensa com a cabeça dos outros e edita sua opinião, segundo os ventos da moda ou da pressão social. São Paulo foi bem claro: "Não se conformem com esse mundo, mas transformem-se, renovando sua maneira de pensar e julgar, para que possam distinguir o que é da vontade de Deus, a saber, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito" (Romanos 12,2). Está claro demais. Não se conformar a esse mundo, isto é, não assimilar suas fraquezas e seus defeitos, não se moldar à sua imagem, mas antes, transformar-se, assimilando uma maneira de pensar e de agir de Deus. E isso vale particularmente para a nossa compreensão do casamento entre o homem e a mulher, o dom da sexualidade e a santidade da vida conjugal.
Não cometerás adultério (Mt 5, 27)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Ser cristão da porta da Igreja pra dentro até que não é tão difícil. Agora, ser cristão da porta da Igreja pra fora, aí a coisa se complica. O mundo tem uma pregação sobre a família: cada dia mais destrói as suas bases e os seus fundamentos. E muitos cristãos casados embarcam no mundo da infidelidade ao leito conjugal, no adultério. E jovens cristãos aventuram-se a coabitar, em completo desrespeito à sua vocação de esposos e pais. Tu, Senhor, nos alertaste que o adultério começa com o olhar malicioso, o linguajar  obsceno, o desrespeito à mulher. Dá, Senhor, que os irmãos e irmãs unidos pelo matrimônio, santifiquem o seu leito conjugal, procurando, na tua graça, viver o amor verdadeiro, que pede comunhão, paciência, diálogo, perdão. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
Quanto à palavra de hoje, verifique, se há alguma coisa em sua vida que esteja fragilizando a sua vivência do mandamento da fidelidade no amor, não pecar contra a castidade (o sexto mandamento da Lei de Deus).  

Pe. João Carlos Ribeiro -14 de junho de 2019.

13 junho 2019

O PRECEITO OU O AMOR?

Se a justiça de vocês não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vocês não entrarão no Reino dos Céus (Mt 5, 20)
13 de junho de 2019.
O que seria aqui essa “justiça”? “A justiça de vocês” – “A justiça dos fariseus”.  Na mentalidade do povo de Jesus, justo é quem pratica certinho a Lei. Justo é o praticante da Lei de Moisés. De José, esposo de Maria, por exemplo, se diz que ele era justo. Isto quer dizer que ele era um fiel cumpridor da Lei de Moisés.
O que seria essa “justiça dos fariseus”? O modo como eles pensavam que a pessoa agradava a Deus: no cumprimento exato dos preceitos. Eles eram cumpridores rigorosos da Lei, ao menos se tinha essa imagem deles. E eles cobravam do povo o fiel cumprimento de todas as normas, os mandamentos, as ordens como estavam nos livros de Moisés e na sua tradição. Além dos mandamentos e ordens que estão nas escrituras do antigo testamento, eles tinham criado centenas de outros.
A cobrança pelo cumprimento rigoroso das leis religiosas escritas e orais chegava a ser doentia. Você lembra como se aborreciam com Jesus, porque ele curava em dia de sábado. E ficavam bravos com os discípulos por bobagens: colher espigas em dia sábado, não lavar as mãos antes da refeição... O cumprimento da norma era tudo. Para eles, era isso que agradava a Deus. O cumprimento exato da Lei.
Jesus achou doentio aquele negócio de cobrança exagerada do cumprimento da Lei de Moisés. Primeiro, porque mais do que fazer coisas se trata de amar a Deus e agir com misericórdia para com o próximo. O amor é que nos move a praticar os mandamentos de Deus. Sem amor, fica tudo sem valor. Jesus chegou a lembrar um dos antigos profetas: “Quero a misericórdia, não os sacrifícios”. Segundo, porque muitas daquelas normas eram mandamentos humanos, isto é, eram expressão da vontade humana, não de Deus.
Vamos ver agora se dá para entender o que Jesus está dizendo no evangelho de hoje: “Se a justiça de vocês não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vocês não entrarão no Reino dos Céus”. Isso quer dizer que nós, os discípulos de Jesus, não devemos pensar e agir como os fariseus. Eles mediam as pessoas pelo cumprimento da Lei. Justo, santo, abençoado era quem praticasse a Lei, meticulosamente. Além disso, se limitavam a cumprir o que estava escrito ou dito na Lei. E Jesus queria e quer que nós, além de não colocarmos cargas exageradas nas costas dos outros, não nos limitemos apenas a cumprir a Lei. O amor nos faz ir muito mais além.
Assim, Jesus interpreta o mandamento “Não matar”, que é o quinto mandamento da Lei de Deus. Não é só não tirar a vida de uma pessoa. É também não difamá-la, não desprezá-la, não desconsiderá-la. Neste sentido, ele disse: “Vocês ouviram o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. Eu, porém, lhes digo: vai a julgamento também quem se encolerizar com seu irmão, quem o chamar de ‘patife’, quem o qualificar de ‘tolo’”.
Guardando a mensagem
Os fariseus impuseram ao povo de Deus uma religião marcada pela prática da Lei, de mandamentos, de normas escritas e orais interpretadas por seus mestres. Isso sufocava as pessoas e marginalizava muita gente. Jesus lembrou que, antes de tudo, é necessário o amor: o amor a Deus e aos irmãos. É o amor que nos leva a observar os mandamentos de Deus. O que nos justifica diante de Deus não é o fiel cumprimento das normas. Fomos justificados pela morte redentora de Jesus. Assim, não podemos viver na mentalidade dos fariseus, resumindo a prática religiosa ao cumprimento de normas. O amor nos pede muito mais.
Se a justiça de vocês não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vocês não entrarão no Reino dos Céus (Mt 5, 20)
Rezando a palavra
Senhor Jesus,
Hoje, neste dia do grande pregador da Palavra de Deus, Santo Antônio, queremos manifestar nosso sincero desejo de conhecer sempre mais a tua santa Palavra. O povo antigo amava o que eles chamavam a Lei. E nós continuamos a amar e venerar as Escrituras Sagradas, onde Deus nos fala. O teu evangelho é a proclamação do amor de Deus que se manifestou em tua vida, em tua morte e ressurreição. Ajuda-nos, Senhor, pela assistência do teu santo Espírito, a conhecer, através do livro santo, a vontade de Deus e realizá-la em nossas vidas. Como Santo Antônio, sejamos também capazes de anunciar aos outros, com destemor e alegria, o teu santo Evangelho. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vivendo a palavra
No seu caderno espiritual, responda, depois de pensar um pouco: O que move você na prática religiosa: o preceito ou o amor?

Pe. João Carlos Ribeiro – 13 de junho de 2019