12 março 2018

O SEGUNDO SINAL DE JESUS

O homem acreditou na palavra de Jesus e foi embora (Jo 4, 50)
12 de março de 2018.
O evangelista disse que este foi o segundo sinal de Jesus. O primeiro foi nas bodas de Caná, a água transformada em vinho. Agora, é contado o segundo sinal: Um pai intercedeu pelo filho doente junto a Jesus e foi atendido. Vou logo lhe explicando que o evangelista João registrou, em seu evangelho, sete sinais na ação de Jesus. Os sinais são ações maravilhosas de Jesus que revelam a sua pessoa e o seu projeto missionário, que é o Reino de Deus. Por esses sinais, a comunidade pode reconhecer quem é Jesus e o que ele veio fazer.  Por que sete? Porque sete é o número da obra perfeita. a exemplo da obra da criação, que foi em sete dias.
Vou contar com sua curiosidade e já vou escutando sua pergunta: quais seriam os sete sinais de Jesus, no evangelho de São João? Posso lhe dizer agora (vá fazendo a conta): Jesus transforma a água em vinho – cura o filho do funcionário real – cura o enfermo na piscina de Siloé – multiplica os pães – caminha sobre as águas -  cura o cego de nascença – ressuscita Lázaro. Quantos sinais? Isso, sete. É a obra perfeita de Jesus, pela qual podemos conhecê-lo na sua compaixão pelos sofredores e na realização da missão que o Pai lhe confiou.
Bom, voltemos ao evangelho de hoje. É o segundo sinal. Jesus chegou de novo em Caná da Galileia. E veio um homem de Cafarnaum pedir por seu filho que estava doente. Cafarnaum devia ficar a uns 30 km de Caná, segundo os estudiosos. Aquele pai aflito pediu a Jesus para ele ir a Cafarnaum curar o seu filhinho que estava morrendo. Olha o que ele disse: “Senhor, desce a Cafarnaum, antes que meu filho morra!”. Jesus lhe respondeu: “Você pode ir, seu filho está vivo”. O homem entendeu o que Jesus lhe disse: que ele podia voltar pra casa, porque o filho já estava curado. E ele acreditou. E voltou pra casa, em Cafarnaum. Antes que chegasse em casa, seus empregados o encontraram para avisá-lo da melhora do filho. Procurou saber a que horas o menino tinha ficado bom. E constatou: foi mesmo na hora em que Jesus tinha dito ‘pode ir, seu filho está vivo”. Aquele homem e sua família tornaram-se discípulos de Jesus, abraçaram a fé.
O evangelho relaciona as sete ações daquele pai. Ele era um funcionário do rei e o seu filho estava morrendo. O que ele fez? Suas ações são uma grande lição para todos nós. Vá fazendo a conta: Ele, saindo de sua cidade, foi ao encontro de Jesus – Pediu a Jesus para fosse a Cafarnaum curar o filho – Insistiu no pedido, mesmo diante das palavras meio reticentes de Jesus – Acreditou na palavra de Jesus e voltou pra casa – No caminho, foi informado da cura do filho – Reconheceu que aquilo fora obra de Jesus – Abraçou a fé com toda a sua família. Contou as ações? Sete, é o número da obra perfeita.
Vamos guardar a mensagem  
Aquele pai procurou Jesus numa hora de aflição. E acreditou na sua palavra. E, ao receber a graça da cura do seu filho, cheio de reconhecimento, abraçou a fé, junto com  sua família. Isto quer dizer: eles tornaram-se discípulos, membros da comunidade de Jesus. Muita gente pede ao Senhor pelas necessidades e dramas de seus filhos, de seus pais, parentes e amigos. Pede, até com insistência. E está muito bem. Precisamos mesmo recorrer ao Senhor, em nossas aflições, com humildade e fé. Agora, segundo a passagem de hoje, faltam ainda dois passos a serem dados: reconhecer a obra de Deus naqueles pelos quais intercedemos: a saúde, o livramento, a libertação. E abraçar a fé, isto é, tornar-se discípulo do Senhor, membro de sua comunidade. Pediu uma graça, alcançou, reconheça a intervenção divina e glorifique o Senhor por isso. E não se esqueça: torne-se um cristão amoroso e fiel. Você e sua casa.
O homem acreditou na palavra de Jesus e foi embora (Jo 4, 50)
Vamos acolher a mensagem
Senhor Jesus,
Quase todos os dias, te apresentamos nossas situações de sofrimento e aflição e pedimos tua intervenção. Intercedemos pelas nossas necessidades e as dos outros. E estás nos dizendo que isso está muito certo, se o fizermos com humildade e com fé. Mas, estás nos dizendo ainda mais: ao recebermos a graça que pedimos, precisamos ser reconhecidos e agradecidos; e que essa ação de Deus em nossa vida, esse sinal, deve nos levar a uma resposta muito especial: abraçar a fé, entrar para a comunidade, tornarmo-nos discípulos. Dá-nos, Senhor, a graça de aprender e imitar as atitudes de humildade, fé, reconhecimento e adesão ao evangelho que aquele pai de Cafarnaum nos dá hoje. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos viver a Palavra
Você tem uma coisa especial para pedir ao Senhor, hoje, em favor de alguém de sua família ou de sua amizade? Então, peça com humildade, fé e perseverança. E não se esqueça de reconhecer a obra de Deus na solução do seu problema e de renovar seu compromisso de viver na fé na sua Igreja.

Pe. João Carlos Ribeiro – 11.03.2018
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