17 dezembro 2017

O SUSTO DE JOSÉ


MEDITAÇÃO
PARA A SEGUNDA-FEIRA,
DIA 18 DE DEZEMBRO
José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo (Mt 1,19).
Eles estavam noivos e ela apareceu grávida. Na verdade, já tinham feito as demoradas cerimônias de casamento. Mas, como era costume, não se ia logo morar juntos. Foi nesse tempo, em que ela ainda estava com os pais, que apareceu grávida. Mas, não era dele. Ele ficou desnorteado. Por que ela fez isso comigo? Casamento pronto, tudo arrumado...  Num caso como esse, a Lei previa que ele devia denunciá-la ao conselho dos anciãos de sua vila de Nazaré. Ela seria julgada e sentenciada. Certamente, o caso seria reconhecido como adultério.... e a Lei era rigorosa com esse gravíssimo deslize. Devia ser apedrejada.  José estava triste e confuso. O casamento estava acabado.  E o que ele iria fazer? Denunciá-la? Não, isso não, de jeito nenhum.  Ele amava demais sua noiva para fazer isso. Resolveu fugir... a culpa recairia sobre ele. Iria tentar a vida bem longe. Era melhor. Ela criaria seu filho, com o apoio da família. Ele sairia por mau e irresponsável. Foi dormir, assim, triste, sofrido, com essa decisão na cabeça.
Dormindo, José teve um sonho. O anjo do Senhor veio lhe explicar que o que aconteceu com Maria foi da vontade de Deus, que ela concebeu pela ação do Espírito Santo; que era pra ele se casar com ela e dar ao filho o nome de Jesus. Que estava se realizando a palavra do profeta Isaías: A virgem conceberia e o filho seria o Emanuel, Deus conosco. José acordou assustado, mas decidido. Fez como o anjo do Senhor havia mandado: recebeu Maria como sua esposa.
O que será que o anjo realmente mandou José fazer? Primeiro, receber Maria por esposa. Estar ao lado de Maria, em sua gravidez, na educação do seu filho e em tudo, como esposo, companheiro, apoiando-a, protegendo-a, partilhando com ela as responsabilidades de uma família. E José, que tanto amor tinha por Maria, abraçou essa missão de esposo. Segundo, o anjo mandou que ele desse o nome de Jesus ao menino. E a missão do menino já estava expressa no seu nome:  salvar o seu povo dos seus pecados. Dar o nome ao menino significava reconhecê-lo publicamente como filho, garantir  sua pertença à família de Davi. Por meio de José, o filho de Deus seria também filho de Davi, seu descendente. E foi assim que José assumiu a condição de pai da criança.
Vamos guardar a mensagem
Caminhando para o natal, nos debruçamos hoje sobre uma figura muito especial, o esposo de Maria e pai adotivo de Jesus. José é o homem obediente a Deus. Ele faz a vontade de Deus, assim que a conhece, com toda dedicação e enfrentando qualquer dificuldade. A sua acolhida da vontade de Deus é um grande exemplo para nós.  José é também uma testemunha de Jesus. Com sua vida de pai e de esposo, ele nos diz quem é esse Jesus, que vai aprender com ele a ser um homem justo, um judeu piedoso, um carpinteiro útil na comunidade: ele foi concebido pela ação do Espírito Santo em Maria Virgem, ele veio salvar o seu povo dos seus pecados, ele é o filho de Deus e o filho de Davi.
Vamos acolher a mensagem com uma prece
Senhor Jesus,
Contemplando esse bonito exemplo de São José, nós te pedimos que os pais cristãos se espelhem nesse homem justo, a quem Deus te confiou e a quem tanto amaste e respeitaste como pai, aqui na terra. Aos pais, o Senhor continua entregando seus filhos para que lhes sirva de modelo, de estímulo e de guia nesta vida. Aos esposos cristãos, ele continua inspirando a fidelidade e o amor para com sua esposa e sua família. Que todos, Senhor Jesus, pais e filhos, todos nós aprendamos de José a acolhida respeitosa da vontade de Deus. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos vivenciar a palavra que meditamos
Hoje, é dia de rezar pelo seu pai. Falecido ou aqui na terra, ele merece todo o seu carinho e suas preces em favor de sua felicidade e sua realização em Deus. Hoje, reze pelo seu pai.

Pe. João Carlos Ribeiro – 18.12.2017