20 novembro 2017

SERÁ QUE VOCÊ TEM ALGUM GRAU DE PARENTESCO COM JESUS DE NAZARÉ?


MEDITAÇÃO
PARA A TERÇA-FEIRA, 21 DE NOVEMBRO

Pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe (Mt 12, 50).
O evangelho mostra as muitas oposições que Jesus sofreu dos seus conterrâneos, de sua família, dos fariseus, das autoridades religiosas... Houve um momento em que os parentes de Jesus acharam que ele estava ficando louco. Herodes chegou a pensar que ele era a reencarnação de João Batista. Os mestres da lei insinuaram, maldosamente, que ele estava possuído pelo demônio.
A expressão “sua mãe e seus irmãos” está repetida igualzinha quatro vezes, no texto do evangelho de hoje e, na conclusão de Jesus, ela volta a aparecer enriquecida. Essa expressão “sua mãe e seus irmãos” é uma forma de falar da família. É uma referência à família de Jesus, uma vez que não tinha mais o pai. São seus parentes próximos. Jesus, você sabe, não teve irmãos de sangue, mas se criou junto com primos de primeiro grau, que são chamados na Bíblia de irmãos.  
O texto nos ajuda a perceber como foi a reação dos parentes próximos de Jesus, quando este assumiu seu ministério público, depois da morte de João Batista. Claro, eles tiveram dificuldade para compreender o comportamento de Jesus e para se integrar na grande comunidade de seguidores que estava se formando ao seu redor.   
A cena é simbólica. Jesus está falando ao povo. Um grupo de parentes chega e fica do lado de fora, não se integra. E manda um aviso que quer falar com ele. Jesus ensina que o verdadeiro laço de parentesco com ele é a obediência à vontade do Pai. É isso que o define: ser cumpridor da vontade de Deus. Assim, ele deixa claro que o lugar dos parentes é dentro da casa ou da comunidade, como discípulos, aprendendo o caminho do Reino. Eles estão do lado de fora. Então, a palavra de Jesus é um convite para eles se tornarem discípulos, para entrarem.
Maria foi elogiada no Evangelho por ser cumpridora fiel da vontade do Pai. Izabel a bendisse porque ela acreditou na Palavra do Senhor que lhe fora comunicada. A resposta que ela deu ao anjo Gabriel foi: "Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra". A vontade de Deus, na sua vida, estava acima de qualquer interesse ou projeto pessoal. Ela prontamente aceitou cumpri-la, mesmo que isso significasse enfrentar "uma espada de dor que transpassaria seu coração".
‘Aquele que fizer a vontade do meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, irmã e mãe’. Foi o que Jesus disse. Maria é modelo para seguidores de Jesus. Ela tornou-se sua mãe porque foi obediente à vontade do Pai. Quem faz como ela, colocando a vontade de Deus antes de tudo e de todos, esse é o verdadeiro parente de Jesus.   
Vamos guardar a mensagem de hoje
O que nos faz próximos de Jesus, seus parentes, é a obediência à vontade de Deus, mais do que qualquer laço sanguíneo. Parente de Jesus é aquele que cumpre a vontade de Deus, da qual ele é o primeiro cumpridor. O discípulo fiel imita Maria, sua mãe, a Virgem obediente. Maria sempre colocou a vontade de Deus acima de tudo e de todos. Jesus a apresenta como modelo para todo discípulo. A vontade de Deus é a lei que rege a vida daquele que crê.
Pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe (Mt 12, 50).
Vamos acolher a mensagem de hoje com uma prece
Senhor Jesus,
Quando ensinaste os teus discípulos a rezar, nos entregaste a bela oração do Pai Nosso. Assim, aprendemos contigo a desejar de todo coração fazer a vontade do Pai e a nos empenhar com todas as forças para que sua vontade se realize entre nós. Rezamos contigo: “Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu”. Temos parentesco contigo e com tua mãe, na medida em que nos tornamos fiéis cumpridores da santa vontade do nosso Deus. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos praticar a palavra que meditamos
Escolha uma boa hora para rezar, hoje, o PAI NOSSO... mas reze-o pausadamente, saboreando cada frase e falando do fundo do seu coração com o Senhor Deus, nosso Pai.

Pe. João Carlos Ribeiro - 20.09.16/21.11.2017