07 novembro 2017

ASSIM VOCÊ NÃO PODE ME SEGUIR


Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo (Lc 14, 26)
Ser discípulo de Jesus é o que nós queremos, é o nosso chamado, a nossa vocação.  Ser discípulo é ser seguidor. Quando Jesus andava pela Palestina, segui-lo era logo compreendido como acompanhá-lo em suas andanças, andar atrás dele, literalmente. O convite dele era sempre “Vem e segue-me”.
Mas, é claro, hoje como ontem, o verdadeiro seguimento de Jesus não é andar atrás dele. Não é seguir com os passos, do ponto de vista da geografia. É seguir com a vida, do ponto de vista da história. Sou seguidor de Jesus, sou seu discípulo, porque minha vida está iluminada por sua palavra, porque procedo segundo os seus ensinamentos, porque ele é o meu guia.
No evangelho de hoje, o nosso Mestre nos chama a atenção para nossa condição de discípulos e suas exigências. Não dá para segui-lo sem renunciar alguma coisa. Renunciar a outro guia, renunciar a outro caminho, renunciar a qualquer amarra que possa nos prender ou reter no caminho.
E o que é pode nos prender ou nos reter no caminho, e nos impedir de seguir a Cristo?  Os bens materiais, por exemplo, o apego exagerado às coisas. O jovem rico não quis renunciar à segurança do seu dinheiro. Sem essa renúncia, não podia seguir Jesus em sua vida de despojamento e pobreza.
Outra coisa que pode nos afastar do seguimento de Cristo é o apego às pessoas. Pode acontecer que o amor a um pai, a uma mãe, a uma esposa ou esposo, aos filhos esteja acima do amor a Deus. Nesse caso, não podemos seguir Jesus. Sem ter Jesus como o primeiro amor, o amor acima de qualquer outro, não dá para ser discípulo dele.
Vamos guardar a mensagem de hoje
A grandeza de nossa vida está em sermos filhos de Deus, seguidores de Jesus Cristo. Como seus discípulos, nós o colocamos em primeiro lugar na nossa vida. Nosso amor por ele está acima das coisas e das pessoas deste mundo. É claro, podemos ter as coisas, mas nosso amor maior está reservado a ele, nosso Senhor e Salvador. Por ele, podemos até renunciar aos bens deste mundo, se ele nos pedir isso. Podemos amar nossos parentes e familiares, mas nosso amor maior está reservado para ele, nosso Deus e Senhor. Por ele, podemos até renunciar a um amor neste mundo, se isso ele nos pedir. Jesus, o nosso Mestre, não quer apenas entrar no rol das pessoas que você ama. Ele merece ser o amor maior de sua vida.
Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo (Lc 14, 26)
Vamos acolher a mensagem com uma prece
Senhor Jesus,
Tu nos chamas ao teu seguimento. É uma escolha de amor de tua parte. Tu nos dizes hoje: “Não foram vocês que me escolheram, fui eu que escolhi vocês”. A primeira resposta que podemos dar ao teu chamado de amor é amar-te. Amar-te acima de tudo e de todos. Hoje, tu nos lembras que não podemos seguir-te se não tomamos a cruz cada dia, se não te amamos acima de qualquer bem deste mundo e de qualquer criatura humana desta terra. Seja bendito o teu santo nome, hoje e sempre. Amém.
Vamos praticar a palavra que meditamos
Quando se ama, respira-se esse amor. Ele está em tudo na nossa vida: no pensamento, na fala, nos sonhos, nas fotos, no celular... Jesus é mesmo amado por você acima de tudo e de todos? Ele está mesmo presente em tudo na sua vida?

Pe. João Carlos Ribeiro – 05.11.2015/07.11.2017