15 maio 2013

Redes sociais: portais de fé e de verdade

Esse negócio de redes sociais é coisa nova. Não se ouvia falar delas há pouco tempo atrás. Sim, certo, as redes sociais físicas, delas já se falava (as redes sociais comunitárias, por exemplo). Por redes sociais se entendiam e se entendem o relacionamento próximo entre pessoas de uma mesma área ou de uma mesma idade, em torno de alguma causa ou da simples convivência. E eis que chegaram as redes sociais online, integrando pessoas que trocam informações, ideias, fotos, partilham coisas que fizeram, que viram ou eventos que estão organizando. Uma grande sala de estar com muita gente, conversando amigavelmente, falando coisas, exibindo suas fotos, convidando para eventos, oferecendo produtos... é o que são as redes sociais. O Orkut, por exemplo, com maior número de membros no Brasil, conta com mais de 120 milhões de participantes. O Twitter, uma rede social de microblogging, já passou de 175 milhões de usuários. E há redes sociais voltadas para a música, como a last.fm; para compartilhamento de fotos, como instagram;  para fins profisssionais, como LinkedIn; e há redes sociais específicas para leitores, aficionados do cinema, criadores de animais domésticos e por aí vai... O facebook, que começou em 2004, é a maior rede social do mundo e já passou de mais de bilhão de usuários no mundo todo. Na verdade, já não se compreende mais esse mundo sem as redes sociais.


Afinal, as redes são os novíssimos espaços de convivência, troca de conhecimentos e até de mobilização de pessoas nessa segunda década do século 21. E a Igreja não está alheia a este fenômeno, tanto que o dia mundial das comunicações deste ano veio com o tema "Redes Sociais como portais de verdade e de fé: novos espaços de evangelização".  O tema valoriza o que já está se fazendo nessa área: a presença de movimentos, pastorais e instituições religiosas nas redes e o jeito cristão de muita gente se comunicar e estar presente nelas. A mensagem para essa data é encorajadora: esse é o caminho, vamos adiante! É também de aprofundamento desse novo fenômeno: isso não é só um modo novo de se comunicar, é uma forma nova de as pessoas dessa época existirem. E uma chamada de atenção também: o cristão explicita seus valores e sua fé no modo como se comunica, no testemunho de sua vida e de suas opções partilhadas nas redes sociais.

Portais de verdade e de fé: é o que podem ser as redes sociais bem utilizadas, pensa a Igreja. Para isso é preciso superar o que poderíamos chamar de cultura da exterioridade, onde as pessoas só falam coisas epidérmicas ou o que as outras gostam de escutar, deixando de comunicar os valores mais profundos da existência. A comunicação mais profunda é necessária também nas redes sociais, afinal não só de superficialidades pode viver o ser humano. Nessa perspectiva, pode-se até a pensar na formação de verdadeiras comunidades em redes sociais. Enfim, as redes sociais são lugar de testemunho, de anúncio de Jesus Cristo, de afirmação de nossa fé.

É claro que conta muito a atual presença cristã organizada nesse novo campo missionário. E, graças a Deus, são muitas iniciativas nessa área:  páginas religiosas ou de instituições da Igreja, rádios web, divulgação de eventos nos próprios perfis, partilha de mensagens e reflexões, postagem em blogs com links nas redes sociais, etc. Mas, a qualidade também aqui é fundamental, qualidade do conteúdo e da forma. Nesse campo, estamos crescendo e aprendendo uns com os outros. O importante é que não descuidemos desse maravilhoso espaço que se abre para o anúncio de Jesus Cristo Salvador e para a fermentação da cultura com o seu Evangelho. Esse novo campo missionário chama-se redes sociais. E é mais uma grande chance para realizarmos o pedido de Jesus: "Vão pelo mundo inteiro, proclamem o Evangelho a toda criatura" (Mc 16,15)
Pe. João Carlos Ribeiro – 14.05.2013
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