11 junho 2012

Namoro feliz

Quem namora está descobrindo alguém de maneira especial.  Descobre que ele ou ela é diferente.  Tem alguma coisa que atrai: algo que parece deslumbrar, complementar, enriquecer... Quem, no seu namorado ou na sua namorada, quer ver apenas o reflexo de si mesmo não faz a experiência do amor.  Amar é sair de si.  Narcisismo é idolatrar-se a si próprio, procurar no outro ou na outra a imagem de si mesmo, de seus gostos, de suas opiniões, de seu modo de ver a vida.  Respeitar o outro é acolher o outro na sua diferença, no seu ser outra pessoa, com outra história de vida, dono(a) do seu próprio processo de decisão...

Por isso, o primeiro conselho é este: "respeitar".  Respeitar o outro é aceitar que o outro seja outro e não a fotocópia de nós mesmos.  Respeitar é não querer cercear a liberdade do outro ou da outra em nome do amor.  Respeitar é o rapaz não querer controlar a vida da menina, reconhecendo que ela é dona do seu nariz e não precisa de sua licença para tratar de sua vida.  Respeitar é também alguém não imaginar que precisa necessariamente ser correspondido nos seus sentimentos.  Ninguém pode ser obrigado a amar.

O namoro é uma etapa de crescimento, de amadurecimento das pessoas.  Se não há respeito no relacionamento, não há crescimento, há só imposição, amor sufocante que enjaula a pessoa.  E aí não é amor, é o mesquinho sentimento de egoísmo travestido de paixão.  Respeitar - é o primeiro conselho - para crescer, para aprender, para amadurecer, para acolher o outro na sua enriquecedora diferença.

O segundo conselho vai ser este: "aconselhar-se".  Quem vai se casar precisar aprender da experiência dos seus pais, no mínimo.  Sobretudo antes de tomar uma decisão sobre casamento, precisa aconselhar-se com os pais.  Decisões precipitadas são sempre um desastre.  Já cantou o Pe.  Zezinho: "Que nenhuma família comece em qualquer de repente".  Para o jovem cristão é de se esperar também que ele mantenha uma conversa com o seu confessor ou com alguém de experiência na sua comunidade de fé antes de uma decisão definitiva para o casamento.  E isso não é de se estranhar.  Estranho é alguém, diante de uma definição tão importante para o seu futuro, aventurar-se apenas pela própria cabeça e dispensar o apoio de quem pode ajuda-lo(a) a pensar melhor.

Depois destes dois conselhos - respeitar e aconselhar-se - vou completar a conversa com um terceiro: "ter calma".  Não apressar-se.  Não meter os pés pelas mãos e engravidar antes do casamento.  Isto é sinal de irresponsabilidade, descontrole, desrespeito. É claro que ninguém vai escorraçar uma pessoa por uma situação de gravidez, mas cada coisa no seu tempo.  O fato é que essas situações forçam casamentos, apressam um processo que requer mais tempo, calma, planejamento. É preciso ter calma, minha gente.

Estão aí três conselhos para quem está namorando: respeitar para acolher a pessoa do outro com sua diferença enriquecedora; aconselhar-se com seus pais e pessoas de experiência para poder tomar uma decisão mais consciente; e não apressar-se, fazendo do ato conjugal uma aventura irresponsável.

Pe. João Carlos Ribeiro 

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