16 junho 2012

Cristão-luz

Jesus falou assim: Vocês são a luz do mundo!  Como uma cidade no monte, para orientar os viajantes. Como a luz do candelabro no alto, para iluminar os que estão em casa. Que belo ensinamento! O cristão é a luz do mundo. Sem ele, o mundo fica no escuro. Todos sabemos, no entanto, que Jesus é que é a verdadeira luz. Ele mesmo falou: Eu sou a luz do mundo. Então, a nossa luz é a uma resplandescência da luz de Cristo em nós.

Moisés subiu o Monte Sinai para falar com Deus face a face e receber dele a Lei, a Torá. Quando desceu, seu rosto reluzia. Do seu encontro com Deus, ficou-lhe um intenso brilho na face, um fulgor tão forte que os israelitas ficaram com medo de fitá-lo. Por isso, Moisés quando ia falar ao povo cobria o rosto com um véu. Uma pessoa em paz, alguém feliz, tem um brilho diferente nos olhos, no rosto. Uma pessoa em comunhão com Deus tem uma aparência iluminada, pode reparar.

Então, nós somos a luz do mundo, conforme Jesus nos disse. E o que faz a luz? Ilumina. O cristão-luz ilumina o seu ambiente, sua casa, seu ambiente de trabalho e convivência. Iluminar é transmitir vida, energia, sentido, alegria. Iluminar é levar a luz de Cristo aos outros. Somos luz par iluminar.

Mas também a luz serve para orientar. É só ver um farol. Aquela luz orienta os navegantes, os pescadores. Avisa onde é a terra, onde o mar começa, como voltar pra casa. O cristão-luz orienta os outros, como um farol. De longe ele é já uma indicação para o navegante desta vida não se perder. Somos luz também para orientar.

A luz ilumina e orienta. E também aclara. A mulher da parábola acendeu seu candeeiro, varreu a casa e procurou até encontrar a moeda que tinha se perdido. A luz permitiu que ela encontrasse sua moeda, distinguindo coisas de coisas, diferenciando lixo sem valor da moedinha estimada. O cristão-luz aclara as consciências para distinguirem o que tem valor nesta vida e o que é simples bijuteria. Somos também luz para aclarar as consciências.

A luz ilumina, orienta, aclara. E também testemunha. Testemunha, claro. Na mesa do altar, tem sempre duas velas acesas. Elas são como Pedro e João ao lado de Jesus, na última ceia. Elas são o testemunho de nossa fé e do nosso amor a Cristo. No batismo, recebemos uma vela acesa e nos foi dito que somos luz do mundo. Somos testemunhas de Cristo: nós o anunciamos ao mundo. O cristão-luz testemunha Cristo com sua vida, suas palavras, suas atitudes. Somos também luz para testemunhar que encontramos Jesus, o Salvador.

Para que sejamos de fato luz do mundo, lembro pelo menos três condições. A primeira condição: não estar apaga, a luz precisa estar acesa. Há cristão cuja luz está apagada, ou bastante enevoada. Segunda condição: não estar escondida, a luz precisa estar num lugar alto. É que há quem se esconda, se omita, não se exponha para iluminar a vida dos outros. E a terceira condição: manter-se unido a Cristo. A energia para manter a luz acesa é a comunhão com Deus, por meio de Cristo. Antigamente o combustível era o óleo ou o querosene. Hoje, tem o gás, a energia elétrica e outras fontes alternativas de energia. A energia que pode manter nossa luz acesa é a nossa comunhão com Deus, por meio de seu filho Jesus. Como disse São João no Prólogo do seu Evangelho: O Verbo é a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina toda pessoa humana.

Pe. João Carlos Ribeiro – 13.06.2012
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