11 julho 2011

Zaqueu, nossa cara

Zaqueu é um bom representante de qualquer um de nós. De qualquer pessoa. Zaqueu é o símbolo da pessoa que vivia longe de Deus e o encontrou. Ou melhor, foi encontrado.

 

O encontro de Jesus com Zaqueu foi muito curioso. Jesus é o missionário do Pai que vem ao nosso encontro. Ele chegou na cidade de Zaqueu, Jericó, acompanhado de muita gente. Ele ia no meio da multidão. A multidão é a comunidade, o povo que o admira, nós que o seguimos. Dá pra perceber que ele está chegando, pelo barulho que a gente faz, pelo "converseiro" que toma conta das ruas. É a comunidade de Jesus, o povo que o acompanha. No meio da multidão, estava Jesus. Ninguém sabe mesmo se é a multidão que leva Jesus ou Jesus que leva a multidão. É claro que é Jesus o seu líder, a razão de sua caminhada. Mas, quem sabe, de alguma maneira, o povo também o conduz. O povo leva Jesus a Zaqueu, se poderia pensar assim.

 

Zaqueu é como nós. Alguém cheio de vontade de ver Jesus. Ele queria vê-lo. E certamente não era só por curiosidade. Pois ele, que era baixinho, só via a multidão, só via o povo, nada de Jesus. Teve uma idéia. Correu à frente. Não é comum se ver uma pessoa importante correndo na rua pra ver alguém. E mais ainda, subir numa árvore, como ele o fez. Coisa de criança, não acham? Mas, como disse Jesus, quem não for como uma criança não entra no reino de Deus.

 

E vocês sabem por que eu disse que ele era uma pessoa importante. Ele era chefe dos cobradores de impostos, era muito rico. É o que diz o evangelho de Lucas. Era chefe dos cobradores de impostos, diretamente ligado ao poder romano. Mas, correu como uma criança, querendo ver Jesus. Há muito queria vê-lo. Era essa a oportunidade. Mas, a multidão, o povo que o acompanhava o encobria. Não dava para vê-lo. Correu na frente. Subiu em uma árvore. Ficou aguardando. E teve uma surpresa.

 

Ele queria ver Jesus, e foi Jesus quem o viu, quem o encontrou. Olhou para o alto da árvore e foi dizendo: Zaqueu, desce depressa! Eu vou jantar na tua casa hoje. Ninguém podia esperar essa saída de Jesus. Nem Zaqueu. Logo ele, um homem muito pequeno, como disse São Lucas. Um homem cheio de defeitos, pequeno demais para ser digno de receber Jesus em casa. É claro que eu não estou falando de tamanho. Estou falando de sua condição de pecador.

 

E quando Zaqueu abriu a porta da casa pra Jesus entrar... não era mais aquele homem mesquinho, desonesto, aproveitador. Era um homem novo, renascido pela graça de Deus que o conquistou e pela sua conversão. Eu fico até pensando: ele certamente tinha tomado banho, vestido uma roupa branca, reunido a família e os amigos. Foi como no dia do batismo da gente, o dia em que a gente renasceu na alegria da comunhão com Deus. O que Jesus disse foi muito bonito: Hoje a salvação entrou nessa casa!

 

É isso. Zaqueu é a cara da gente. 

 

Pe. João Carlos – 12.07.2011

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