14 dezembro 2010

O SHOW DE MÚSICA RELIGIOSA NA EVANGELIZAÇÃO DO POVO E DOS JOVENS - I

A evangelização dos jovens tem suscitado muitas e diferentes iniciativas no mundo salesiano. A coordenação deste evento considerou interessante que minha experiência com a música fosse partilhada com vocês.  
A música sempre foi um campo fértil da atuação educativa e pastoral salesiana. O próprio Dom Bosco compôs músicas para os seus jovens, promoveu bandas musicais, o canto coral e, particularmente, a música litúrgica. A primeira geração de salesianos captou bem a importância da música na formação dos jovens. Assumiu com Dom Bosco, que "uma casa salesiana sem música, é um corpo sem alma".
I. Show de música religiosa?
Senti de perto a importância que os salesianos dão à música no seu ambiente educativo, quando ingressei no aspirantado. Eu já estava no aspirantado aos doze anos. Vivi minha adolescência num ambiente salesiano de piedade, de esporte, de estudo sério, de vida de pátio, de passeios, de celebrações festivas, de música. A música era um ingrediente importante, valorizado, cultivado.
Comecei a compor ainda como aspirante. Nas fases da formação, fui aprimorando esta arte. Já padre, em plena atividade, compondo e cantando com as comunidades, as Paulinas (Pia Sociedade de São Paulo) me convidaram para apresentar material para um LP. Aprovado, gravado, saiu o primeiro álbum, distribuído nas livrarias paulinas do país. É claro eu não fazia shows, eu ensaiava os cantos. Mas, as pessoas me pediam para fazer show. Dois anos depois saiu o segundo LP, logo convertido em CD. Aí, um pouco menos assustado, organizei uma banda com os jovens das comunidades que eu atendia e parti para o lançamento do CD com um show.
Fechei o ano de 2009, contabilizando cerca de 1.500 shows realizados. Nos últimos seis anos, com a função de Inspetor, tive que reduzir o volume de apresentações, mas mantive o trabalho, graças à compreensão dos superiores e dos irmãos.
Na fase em que freqüentávamos palcos de festa (onde iriam se apresentar outros grupos ou bandas não religiosas), nos deparamos com a dificuldade de não se ter controle sobre a organização do espaço, a qualidade da sonorização, ou mesmo ter que lidar com estruturas pouco aptas a uma maior proximidade com as pessoas (trio-elétrico, altura do palco, etc.). Surgiu assim a idéia de uma carreta-palco, um "palco móvel": uma estrutura que nos permitisse maior agilidade e qualidade nas apresentações. A execução do projeto – um palco sobre rodas, uma carreta que vira palco – foi de uma montadora de veículos pesados em São Paulo.
A carreta-palco significou mais agilidade em nossos deslocamentos e mais qualidade nas apresentações. No palco, já está quase tudo montado: som (o PA), iluminação, telões, livraria e estúdio. Para o transporte dos músicos e técnicos, contamos com um micro-ônibus.
No início, a banda era formada por jovens das comunidades que eu assistia em Caetés (Abreu e Lima). Aos poucos, foi-se qualificando o grupo, à medida que os convites nos levavam mais longe e nos pediam mais profissionalismo.
O raio de conhecimento do meu trabalho foi crescendo geograficamente na medida em que também pude ir marcando presença nos meios de comunicação social, especialmente com programas diários de rádio e programas de televisão em rede nacional.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

E você, o que pensa sobre isso?