31 janeiro 2011

O sonho que deu certo

A família salesiana começou com Dom Bosco. Ele, menino pobre do norte da Itália, enfrentando toda sorte de dificuldades para estudar, sonhou em ser padre para ajudar os meninos a crescerem sadios e viverem mais perto de Deus. E foi partilhando o seu sonho com outros educadores que surgiu a família salesiana, um grupo comprometido com a educação e a evangelização dos jovens.

Sua primeira casa de educação, modelo para todas as outras, foi a de Valdocco, que todos chamavam “Oratório”. No Oratório de Valdocco (periferia de Turim, na Itália), floresceu uma comunidade educativa muito dinâmica. Nela, meninos, educadores, pais e colaboradores sentiam-se em casa, formando uma grande família animada por Dom Bosco.

A educação no Oratório era mais do que se podia esperar de uma escola da época. A Obra era antes de mais nada uma casa, lugar de muita amizade e convivência, em clima de festa. Nesta grande família, os educandos freqüentavam salas de aula, oficinas, teatro, igreja, refeitório, banda musical. Praticavam muito esporte e recreação coletiva. O clima era intensamente religioso, com oração diária, Missas e as festas religiosas. Não faltavam passeios, nem mesmo campanhas de apoio a pessoas em situações difícil. No Oratório, se aprendia a enfrentar a vida com entusiasmo, responsabilidade e espírito de iniciativa. Não faltavam os grupos, as famosas “companhias” lideradas pelos jovens.

Dom Bosco e os educadores de Valdocco (padres, seminaristas, professores leigos, equipe de mães, colaboradores) conheciam o segredo da educação salesiana. Dom Bosco resumia sua pedagogia em três pontos: diálogo e participação dos jovens (razão), amor a Deus e integração na vida da Igreja (religião), amizade verdadeira entre educandos e educadores (amorevolezza).

O Oratório de Valdocco espalhou-se pelo mundo. Implantou-se aqui no Recife, no final do século XIX, no Casarão do Mondego, com o nome de Salesiano Sagrado Coração. Para aqui foi transplantada também a semente do Oratório de Valdocco. O sonho que deu certo.

P João Carlos Ribeiro